Filmes vistos em 2011

  1. O Último Exorcismo, Daniel Stamm – apesar de achar que este subgênero “falso documentário” está se tornando banal e nem sempre aplicado de maneira honesta com o espectador, como por exemplo, há momentos aqui onde temos trilha sonora, um equívoco. Porém, para o gênero terror/suspense, ainda tem seus momentos, a falta de “estrutura” da produção acaba jogando a favor do filme e o tema favorece o imediato interesse, o pastor fazer o exorcismo e mostrar que é fajuto e, logo em seguida, o clima de estranheza no ar mostra que há outras coisas na bucólica fazendo no interior da Louisiana (excelente cenário). Ao final, somos trapaceados com aquela correria digna de A Bruxa de Blair, que não nos faz entender o que aconteceu realmente, mas até chegarmos aí, já pagamos o preço do ingresso/locação;
  2. Ladrões, John Luessenhop – o que poderia ser uma simples sessão “filme de assalto”, com uma quadrilha a la Onze Homens e Um Segredo, acabou exagerando na dose ao criar uma storyline para cada personagem, seja ele assaltante (Idris Elba, Michael Ealy) ou policial (Matt Dillon e Jay Hernandez), achando que isto poderia dimensionar seus personagens, no entanto, são dramas rasos que pouco servem a narrativa, veja o desperdício de Zoe Saldana e Marianne Jean-Baptiste em cena, ao final ainda temos a entrada dos russos (sempre eles) para deixarem os assaltantes não tão bandidos assim. Se tivesse apostado na trama de assalto unicamente, além de diminuir sua metragem, os truques da direção com cenas de parkour, tiroteio e o próprio assalto em si deixariam o filme com cara de B, assumido, e seria um bom passatempo;
  3. A Riviera não é Aqui, Dany Boon – comédia francesa que fez o maior sucesso nos cinemas por lá, muito fácil de entender, é como as comédias regionais que Guel Arraes realiza por aqui, são populares de humor simples e toques culturais facilmente identificáveis pelas platéias, logo estouram nas bilheterias. Dito isto confesso, que é um filme bastante simples, uma verdadeira comédia farsesca, com um elenco carismático mas não é garantia de muitas risadas, possivelmente pelo roteiro ser recheado de piadas internas dos franceses com o povo retratado na película, assim não captamos todas as brincadeiras e gags, porém é um filme agradável de ser assistido e com alguns bons momentos;
  4. Jogos Mortais: O Final, Kevin Greutert – eu sei que vocês podem se questionar porque eu ainda perco meu tempo assistindo a esta cinessérie, vou dizer pra vocês que eu tenho curiosidade para saber até onde vai a imaginação (cara-de-pau) dos roteiristas prolongando a franquia quando seu protagonista já morreu a quatro/cinco filmes atrás. Pois bem eles ainda tentam, recorrem a mitologia própria da franquia, mas não tem mais jeito, o agente Hoffman não tem o menor jeito de Jingsaw está muito mais para um Jason de Sexta-Feira 13, saí matando tudo e todos no filme inteiro. Mesmo tentando manter nosso interesse em função te trazer velhos conhecidos da franquia, personagens que sobreviveram ao jogo de Jingsaw, ao final, eles acabam novamente com o filme tentando fazer aquelas reviravoltas mirabolantes e já muito, sem graça;
  5. Incontrolável, Tony Scott – Acho que finalmente Tony Scott achou um argumento que casa direitinho com seu “jeitinho” de dirigir/filmar, um filme com um trem descontrolado em alta velocidade, lembrando o cinema catástrofe dos anos 70, mas Scott capricha na ambientação e consegue criar tensão e dar uma ar de cinema urgente, claro que contando com bons heróis imperfeitos, Denzel Washington (ator clichê do diretor) e Chris Pine (está se saindo um ator com presença). Outro fator que me chamou atenção no filme é que ele evita de criar vilões clichês, claro que temos o administrativo que fica somente no escritório ditando regras e não sabe na prática como as coisas funcionam, porém, no mais evita os rótulos, até mesmo no causador do evento, …continua
  6. Além da Vida, Clint Eastwood – Sabem que tenho a impressão que os críticos têm preconceito com o tema morte/espiritismo, até mais os americanos do que a crítica nacional, não consigo entender muito bem o porquê, afinal num filme o que importa, necessariamente, não é a narrativa e personagens do mesmo? Digo isto porque em várias críticas de Além da Vida, senti ressalvas ao contexto do filme de Clint Eastwood, como se fosse um filme menor do diretor por, simplesmente, tratar deste tema, não necessariamente, discutindo os méritos e erros da película, parece que não conseguem levar o filme a sério, seria como se Clint tivesse dirigido uma episódio de Harry Potter, por exemplo, poderia até ser um filme excepcional, mas seria mais um episódio de Harry Potter, não digno de nota de excelência…continua;
  7. Conviction, Tony Goldwin – um legítimo filme baseado em fatos reais contando uma história de injustiça contra um personagem, no caso, uma pessoa que ficou presa décadas sendo que era inocente, se não soubesse o título do filme, poderia com este plot indicar uma dúzia de outros filmes com narrativas sobre os bastidores de um caso da Justiça, pelo jeito, não muito incomuns no famoso sistema judiciário americano (sempre fico imaginando o que não ocorre aqui por nossas bandas!). O grande diferencial aqui, sinceramente, é que o diretor Tony Goldwin, eterno vilão de Ghost – mas também já dirigiu dois filmes anteriormente, Alguém como Você e Um Beijo a Mais, além de inúmeros episódios de séries televisivas, como Dexter, Grey’s Anatomy, Damages e Justified – deve ser um cara muito legal nos bastidores da indústria e sempre consegue trabalhar com um bom elenco. Em Conviction, temos Hilary Swank, novamente acertando na composição da personagem, principalmente, por abrir mão das heroínas românticas de filme banais como P.S. Eu te Amo e Amelia, junto com Sam Rockwell, no sua papel habitual de “porra-loca”. Além do argumento sempre parecer instigante, esta questão de justiça sempre mexe com os espectadores, o roteiro acerta, dando um pouco de dignidade à película, quando retrata a juventude dos personagens, nos transformando em cúmplices de suas jornadas. Como destaque, mesmo não tendo muito o que fazer em cena, as atrizes Minnie Driver (sumida) e onipresente Melissa Leo;
  8. Enrolados, Nathan Greno e Byron Howard - pelo jeito a entrada de Lassetter, chefão da Pixar, no departamento de animações das Disney promete um revival do setor, mesmo não sendo nenhum primor de roteiro,  Enrolados, baseado na fábula de Rapunzel consegue ser uma aventura ágil e esperta, conseguindo agradar as meninas pelo espírito aventureiro da princesa e adicionando um personagem masculino para fazer par com a moça em suas aventuras, agradando os meninos, logo, deixa de ser mais um filme de princesa da Disney para ser uma aventura animada para toda família, sem deixar de agradar o departamento comercial da Disney. Os roteiristas acertaram no bons personagens coadjuvantes, personagens que mesmo sem diálogos, possuem boas gags visuais (o cavalo e o camaleão). Somente acho que os novos desenhos da Disney não conseguem mais criar trilhas sonoras inesquecíveis como ocorreu na década passada, pelo jeito, a falta de criatividade não assola somente o cinema nos Eua;
  9. Cisne Negro, Darren Aranofsky – Não sei vocês mas tenho uma grande admiração pela curta – mas impactante – filmografia do diretor Darren Aranofsky, desde que estourou para o mundo com um dos filmes mais difíceis que assisti até hoje, Réquiem para Um Sonho, com aquela viagem ao mundo das drogas e dos viciados, um verdadeiro “soco no estômago”, claro que para isto Aranofsky contou com uma ótima produção e impecável elenco. Passados alguns anos, após o fracasso comercial de A Fonte da Vida, outro filme tecnicamente impecável, Aranosfsky se recuperou perante a crítica com o melancólico O Lutador, que tirou Mickey Rourke do ostracismo e acabou criando uma “persona” para o ator “interpretar” dali em diante, e muito possivelmente, …continua
  10. 127 Horas, Danny Boyle – Estou devendo inúmeros comentários sobre os últimos filmes vistos, inclusive alguns oscarizáveis, como o caso de 127 Horas, drama de superação do diretor Danny Boyle (já sinto falta de seu cinema mais radical, presente em Transpoitting, Extermínio e Sunshine). Num primeiro momento preciso deixar bem claro que o filme me incomodou um pouco ao, simplesmente, fugir do contexto que propõe ao espectador: “rapaz fica preso num cânion por mais de cinco dias tentando sobreviver às adversidades da natureza”, ponto de partida, aparentemente simples que o roteiro e a direção acabam por boicotar, como se não acreditassem na trama o suficiente. E para piorar a situação, tivemos recentemente o lançamento de Enterrado Vivo, o que, inevitavelmente gera uma comparação, afinal esta ficção do diretor espanhol Rodrigo Cortés, nos leva a sobreviver junto ao protagonista por horas dentro de um caixão enterrado no meio do nada com coisa alguma, …continua
  11. Antes que o Mundo Acabe, Ana Luiza Azevedo – estou chegando a conclusão que sou muito saudosista, isto que não tenho nem 40 anos, muito pelo contrário, agora que embarquei nos 30, pois nada como um filme com sensibilidade e inteligência sobre a adolescência ou juventude, para me fazer regrassar ao passado e abrir um sorriso de satisfação por reconhecer que as situações/sentimentos que permearam minha adolescência é de domínio comum a todos nós. Deixando de lado o momento terapia, o filem da gaúcha Ana Luiza Azevedo fecha uma trinca de filmes de 2010, junto com Os Famosos e os Duendes da Morte e As Melhores Coisas do Mundo, que retrataram os jovens como há muito não viámos em nosso cinema. O filme encanta pela escalação, atores jovens desconhecidos interpretando simplesmente outros jovens, nada daquela maquiagem televisiva da qual estamos acontumados e expostos, o roteiro escrito por roteiristas reconhecidos como Jorge Furtado, assume a idade dos personagens de maneira inteligente e cria um universo bastante verossímil e sincero para o famoso rito de passagem de todos nós. Fica a dica!
  12. Mistério na Rua 7, Brad Anderson – fiquei decepcionado com este novo projeto do diretor Brad Anderson, bastante conhecido desde O Operário (aquele filme que Christian Bale emagreceu horrores, um legítimo suspense psicológico), apesar de ainda investir numa trama de suspense, aqui o tema beira o lado religioso com diversos nomes e passagens lembrando momentos bíclicos, no entanto, o grande problema é outro, o roteiro investe na suposição, em momento algum se fala realmente o que aconteceu naquele mundo, onde as pessoas simplesmente desaparecem no ar (o que me lembrou diversos outros filmes e séries). Mas, além de não pintar um painel realmente verossímil dos acontecimentos, Anderson ainda fica devendo no clima da trama, falta tensão e, principalmente, carisma com os personagens, o que não acontece. Obs.: as sombras que consomem os seres humanos me lembraram na hora os espíritos ruins de Ghost que surgiam para levar a alma dos vilões para o inferno!
  13. A Sétima Vítima, Wes Craven – espero que o diretor deste filme não seja o mesmo Wes Craven que está presente à frente do Pânico 4, na verdade, não espero torço para que sejam diferentes momentos do diretor que aqui faz um trabalho burocrático e muito aquém do que já comprovou ser capaz o excelente mestre do terror cinematográfico. Falta um roteiro melhor, parece uma cópia de algum “slasher movie” qualquer, a trama em si não faz sentido algum, o fato de primeiramente ser uma trama com toques sobrenaturais acaba por boicotar a história, falta coesão e dinâmica nas sequências, e o pior da onde retiraram estes atores inexpressivos? Sem carisma algum e completamente caricatos (claro que com a ajuda do roteiro). Lamentável para a filmografia de Craven, agora somente resta cruzar os dedos para Pânico 4;
  14. O Vencedor, David O’Russell – Expectativa é um negócio interessante ao se assistir um filme pois tanto pode surpreendê-lo quanto decepcioná-lo, é um sentimento muito pessoal, digo isto porque, ao ver toda a atenção que O Vencedor estava/está recebendo, pensei comigo, mais um filme dramático passado no submundo do boxe, como os recentes Menina de Ouro e O Lutador, só para citar os mais recentes, com certeza não deve ser tudo isto, agora, depois de visto, sou obrigado a refletir e dar o braço a torcer, o filme realmente é muito bom, o conjunto de clichês – filme edificante, boxe e família disfuncional – funciona com perfeição nas mãos do diretor – bissexto –  David O. Russell. O maior acerto da direção de O. Russell foi imprimir um tom documental à película, isto observado através de produção do documentário da HBO sobre irmão de Micky, Dicky, nós espectadores observamos os bastidores da produção e quando exibida temos um dos… continua
  15. Amor e Outras Drogas, Edward Zwick – assisti com certo atraso a exibição do filme, comparado com o lançamento nos cinemas, por isto acabei lendo resenhas que apontavam inúmeras falhas no roteiro do filme, principalmente, por tratar de diversos temas como bastidores da industria farmacêutica (no caso, o lançamento mundial do viagra), amor improvável e filme de doenca com diferentes tipos de abordagem, ora mais dramático ora mais leve, e fato, isto ocorre! No entanto, poucos afirmaram que existe algo maior no filme que é a excelente presenca do casal, que química, que sensualidade o jovem casal passa para o espectador (facilita o fato dos atores estarem dispostos a aparecerem nus), Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway, fazia algum tempo que naã via um casal tão carismático e à vontade em cena. Provavelmente, nas mãos de um diretor mais familiarizado com o gênero se saísse melhor, Edward Zwick é um diretor com alguns acertos em sua filmografia (Tempo de Glória), principalmente em filmes mais épicos, bem diferente das sutilezas necessárias aqui;
  16. O Discurso do Rei, Tom Hopper – Como no recente caso do lançamento de Minhas Mães e Meu Pai que, pelo jeito, já começou a esfriar e deve sair da noite do Oscar de mãos abanando, acho O Discurso do Rei um bom filme, porém muito longe de ser considerado O filme de 2010, muito superestimado, não sei ao certo o que rola nos bastidores de Hollywood, mas o filme é redondinho e correto demais para tanto estardalhaço. Sim é um bom filme, principalmente, se levarmos em consideração as interpretações e alguns aspectos técnicos, mas falta coragem à trama, se pensarmos que dramas surgem na tela (o embate dos irmãos e a iminência da 2ª Guerra, por exemplo) mas são deixados de lado, transformando o filme num legítmo “feel good movie”! continua
  17. Vingança Rápida, George Tillman Jr -
  18. Inverno da Alma, Debra Granik – O que mais gosto da nova política da Academia ao indicar dez filmes para a categoria de Melhor Filme é a vitrine possibilitada aos pequenos filmes, ou com menos ”cara de Oscar”, como ocorreu este ano com Inverno da Alma. Assim um filme menor chega ao conhecimento de um grande público, mesmo não sendo a intenção do filme em atingir uma grande massa, além disso, a possibilidade do mercado fora dos Eua que o título alcança é imensurável, ou alguém acredita que o filme estrearia nos cinemas daqui se não fossem as premiações e indicações do final do ano passado (chegando ao ápice da exposição com as indicações ao Oscar)? A título de comparação, outro filme bastante lembrado nas premiações, porém sem tanta força, o drama Reino Animal (indicado por atriz coadjuvante) chega já em dvd, permanecendo inédito nos cinemas! Como vocês sabem, sendo eu um série maníaco, ao assistir Inverno da Alma, na hora, me lembrei de uma série muito boa do canal a cabo FX que apresenta uma retrato social e econômico bastante… continua
  19. Deixe-me Entrar, Matt Reeves –
  20. Assassino a Preço Fixo, Simon West -
  21. Não Me Abandone Jamais, Mark Romanek –
  22. Bruna Surfistinha, Marcos Baldini –
  23. Bellini e o Demônio, Marcelo Silva Galvão –
  24. Caça às Bruxas, Dominic Sena –
  25. Bravura Indômita, Ethan e Joel Coen –
  26. Uma Manhã Gloriosa, Roger Michell - Olha, pensando nos nomes envolvidos – Roger Mtchell, diretor de Um Lugar Chamado Notting Hill, Aline Brosh McKenna, roteirista de Diabo Veste Prada, Harrison Ford, Rachel McAdams, Diane Keaton e Patrick Wilson no elenco – o resultado final de Uma Manhã Gloriosa quase se torna o momento “vergonha alheia” dos envolvidos, talvez por não conseguir se definir por um gênero, seja ele comédia romântica, comédia irônica, comédia de situação ou romance! Não sei se vocês perceberam, mas qual é realmente gênero do filme? Eu não sei responder! Roger Michell, diretor sul africano, conhecido pelo sucesso estrondoso do romântico Notting Hill, mas que arriscou em outros gêneros como Fora de Controle (com Tommy Lee Jones e Ben Affleck) e Vênus (com Peter O’Toole), parece… continua
  27. Gnomeu & Julieta, Kelly Asbury -
  28. A Proposta, Anne Fletcher –
  29. Triângulo do Medo, Christopher Smith –
  30. 13, Gela Babluani –
  31. Muita Calma Nessa Hora, Felipe Joffily –
  32. Em um Mundo Melhor, Susanne Bier –
  33. Os Olhos de Julia, Guillem Morales –
  34. Mãos que Curam, Oskar Santos Gomez –
  35. Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles – Jonathan Liebesman –
  36. Besouro Verde, Michel Gondry –
  37. As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada, Michael Apted –
  38. Caminho para a Liberdade, Peter Weir –
  39. Reino Animal, David Michod –
  40. O Turista, Florian Henckel von Donnersmarck –
  41. De Pernas pro Ar, Roberto Santucci - 
  42. O Ritual, Mikael Hafstrom - 
  43. O Buraco, Joe Dante - 
  44. Santuario, Alister Grierson - 
  45. A Lenda dos Guardioes, Zack Snyder - 
  46. Eu Sou o Numero 4, D. J. Caruso - 
  47. As Coisas Impossiveis do Amor, Don Roos - 
  48. Pânico 4, Wes Craven -
  49. Sexo sem Compromisso, Ivan Reitman - 
  50. A Lista,
  51. Sobrenatural, James Wan –
  52. Rio, Carlos Saldanha - 
  53. Malu de Bicicleta, Flávio Tambellini –
  54. Desconhecido, Jaume Collet-Serra - 
  55. O Poder e a Lei, Brad Furman - 
  56. Furia sobre Rodas, Patrick Lussier - 
  57. Padre, Scott Stewart – acho que Paul Bettany deve ter algum parentesco com o diretor Scott Stewart, pois em menos de dois anos participou de dois filmes (anterior foi Legiao, que chegou diretamente em dvd por aqui) do agora diretor, antes responsavel por efeitos visuais de inumeros filmes; porem, como um bom ator, Bettany podia observar a fragilidade dos roteiros e do diretor e ter pulado fora, mesmo sendo prAoducoes, no minimo, com temas interessantes, ambos filmes parecem encomendas de estudio ou produtores, nao ha o menor indicio de haver um controle autoral em nenhum deles; o que ainda me chama a atencao e que os filmes conseguem bons atores, alem de Bettany nomes como Christopher Plummer e Maggie Q;
  58. Aterrorizada, John Carpenter – não tem como não pensar como é decepcionante este novo exemplar do mestre do terror John Carpenter, sem dirigir um longa desde 2001 (Fantasmas de Marte), parece ter perdido a mão; o longa parece um misto de Garota Interrompida e Identidade (desculpa, se parecer algum spoiler), mas o roteiro é extremamente frágil ao que se propõe, e pouco sobre para Carpenter fazer, pelo menos, poderia ter tentado criar um clima mais conspiratório ou aterrorizante mesmo pois em momento algum o filme me passou isto; no elenco a belissíma Amber Heard de Fúria sobre Rodas, que agente bom tem a garota, não?, além de outras jovens como Mamie Gummer (mais conhecida como filha de Meryl Streep, com passagens na série Off the Map e The Good Wife) e Danielle Panabaker (dos remakes Sexta Feira 13 e A Epidemia);
  59. Os Agentes do Destino, George Nolfi
  60. Contra o Tempo, Duncan Jones - 
  61. Namorados para Sempre, Derek Ciafrance - 
  62. The Warrior’s Way, Sngmoo Lee - 
  63. Face Oculta, Michael Lander – estreia em longas deste “tal” de Lander, tambem, roteirista, num filme atipico, que aposta num personagem “psicose feelings”, no caso, o sempre versatil Cillian Murphy, interessante no papel, somente lamento que o roteiro nao teve ambicao de levar ateh as ultimas consequencias as acoes do personagem, a trama ficou muito restrito ao embate entre John e Emma (ambos Murphy); digo isto porque o filme reune um elenco coadjuvante muito bom, com nomes como Ellen Page, Susan Sarandon, Bill Pullman, Josh Lucas e Keith Carradine que poderiam ter sido melhor explorados. Gostaria de ter visto um clima de suspense, podendo explorar a loucura do personagem na pequena comunidade, fica para uma proxima!
  64. As Suspeitas do Sr. Whicher (The Suspicions of Mr. Whicher), James Hawes – filme feito para televisao inglesa, possivelmente com intencao de transforma-lo em serie, traz o bom ator Paddy Considine como o detetive Whicher, detetive da Scotland Yard trabalha em Londres e eh enviado a uma pequena vila para investigar o assassinato de uma crianca de 4 anos, pertencente a uma familia de dinheiro, tudo isto na Inglaterra de 1862 (baseado em fatos reais). O filme claramente nos remete as tramas de Arthur Conan Doyle e Agatha Christie, por em meio as investigacoes de um crime observarmos o retrato da sociedade inglesa da epoca. Folme com ritmo bacana, bons personagens e uma reroducao da epoca bastante interessante, boa opcao para os fas do genero, se chegar por aqui deve ser em dvd!
  65. Confiar (Trust), David Schwimmer – curioso e oportuno drama, mesmo que por diversos momento pareça um telefilme, conta com a direção de David Schwimmer, o eterno Ross de Friends, com Clive Owen, Catherine Keener e Viola Davis no elenco, tendo ainda como destaque a jovem atriz Liana Liberato (com passagens em diversas séries americanas). O filme trata sobre pedofilia, tendo o predador acesso as vítimas através da internet, isto quer dizer, mais atual impossível, por isto o filme ainda ganha pontos pela seu comprometimento social. Aqui, a jovem não é verdadeiramente estuprada, pois “permite” o sexo, no entanto, ela é abusada psicolgicamente pela abordagem sensível e compreensível so seu amigo da internet que, primeiramente, tem 17 anos, depois,  20, em seguida, e na hora de conhecê-lo pessoalmente o cara tem mais de 35 anos; a abordagem do pedófilo é retratada com uma verossimilhança incrível, buscando conseguir simpatia da vítima atráves de elogios e promessas de compreensão, tudo que uma adolescente precisa, isto que o filme evita a família disfuncional, os pais são super bacanas e a família tem um padrão normal, o que não evitou o crime. Outro fator interessante do filme, é buscar demonstrar os sentimentos conflituosos da vítima, que ainda tem apego ao abusador, e ao pai, buscando uma possível vingança, somente a personagem da mãe ficou meio em segundo plano, quando poderia ter sido melhor aproveitada. Olha, filme obrigatório para a comunidade e escolas, dá um bom debate!
  66. Arthur, o Milionario Irresistivel, Jason Winer – noossaaa, que bomba! que refilmagem inutil e desrespeitosa com o filme original com a classica dupla Dudley Moore e Liza Minnelli. Sabem que imaginava que dificilmente o pseudo-ator Russell Brand conseguiria engatar uma carreira como protagonista, ateh hoje seus filmes tiveram razoavel sucesso (principalmente, Ressaca de Amor), mas seus papeis eram de coadjuvante ou escada para os protagonistas, e pior, seus personagens sao muito similares com a persona do ator e nao se diferenciam. Aqui acontece novamente, ele faz um playboy “porra-louca” que vive com uma babá (Helen Mirren, pagando as contas) as custas da fortuna da familia, ateh que sua mae o coloca na parede para se casar com uma bem sucedida mulher (que pena de Jennifer Garner), no entanto, ele conhece uma jovem guia da cidade e se encanta com sua simplicidade. Nada funciona direito, Arthur eh chato e irritante, extremamente infantil, sua mudanca surge forcada, a comedia eh sem graça e o romance nao convence, um dos piores vi este ano! Acho que deve ser lancado diretamente em dvd por aqui;
  67. Dylan Dog: Dead of Night, Kevin Munroe -
  68. Jogo de Cena, Eduardo Coutinho -
  69. X Men – Primeira Classe, Matthew Vaungh -
  70. As Mães de Chico Xavier, Glauber Filho e Halder Gomes – eu sabia que dificilmente o roteiro do longa conseguiria ultrapassar a barreira do melodramático (piegas), até mesmo porque a ponto de partida de mães que perdem filhos (e assuntos relacionados) é, por si só, extremamente dramático, no entanto, não imaginaria que o roteiro não conseguisse desenvolver as três fortes protagonistas (enunciadas no título); a construção dos personagens (tanto femininos quanto masculinos) é simplória e rasa, não há uma construção real das situações e, para piorar, o roteiro tenta fazer mistério das situações como se já não as conhecessemos de antemão. O melhor acaba sendo mesmo o plot do jornalista com Chico Xavier (Caio Blat e Nelson Xavier, reprisando sua personificação de Chico), porém esta subtrama já nos é familiar na própria cinebiografia de Chico Xavier, um filme muito melhor dirigido e roteirizado do que esta tentativa de, ainda, lucrar com o cinema espiritual (do qual não tenho nada contra desde que conte com boas histórias!);
  71. Paul, Greg Mottola – infelizmente mais uma comédia (homenagem a algum subgênero) da dupla Simon Pegg e Nick Frost que deve chegar diretamente em dvd por aqui (os anteriores, Todo Mundo Quase Morto, filme de zumbi, e Chumbo Grosso, filme de dupla policial). Além de não ter ido muito bem nos Eua, se pode apontar outra justificativa (pessoal) para o não sucesso do filme, neste caso, em comparação com os dois anteriores: a ausência do diretor Edgar Wright (também diretor de Scott Pilgrim). Wright aqui foi substituído por Greg Mottola (diretor que despontou como nova promessa para a comédia americana em filmes como Superbad e Adventureland), que se saí muito bem, principalmente, pelo acabamento da produção, bastante caprichado (inserção do ET Paul, sempre muito natural), porém Wright cuidou dos roteiros dos filmes anteriores junto com Pegg (aqui Pegg escreve com Nick Frost) e senti que faltou um humor mais refinado de apontar clichês do subgênero (filme de alienígena + filme de nerds) e ao mesmo tempo, torná-los engraçados. A dublagem de Seth Rogen merece destaque assim como a presença da comediante Kristin Wiig, revelada no Saturday Night Live, que agora despontou para o estrelato com o sucesso de seu filme Bridesmaids em solo americano (aqui se chamará, a princípio, Missão Madrinha de Casamento, a ser lançado nos cinemas em 09/09);
  72. Desenrola, Rosane Svartman – o que podia ser mais um bom exemplar do cinema nacional adolescente (como os ótimos Antes do Fim do Munfo e As Melhores Coisas do Mundo), acaba sendo não mais que uma Malhacao na telona, o longa da diretora Svartman acerta em alguns personagens, mais erra ao empilhar cliches do genero de maneira equivocada, ateh mesmo na trilha sonora do filme! Alem disso, faltou retratar melhor seu protagonista, o personagem Boca, que ficou meio a merce dos destemperos de Priscilla, mas esperar o que de um filme teen onde o gala eh o canastrao e fraco ator Kayky Brito?
  73. A Garota da Capa Vermelha, Catherine Hardwicke – pelo jeito Aos Treze foi um acidente na filmografia da diretora Catherine Hardwicke, que dirigiu a primeira parte da saga Crespusculo, e como deve ter sido substituida contra sua vontade nos demais filmes, resolveu quase refilmar Crepusculo mas agora adaptando a famosa fabulo da chapeuzinho vermelho num tom “crepuscular”; nem preciso comentar o resultado final, que chega ao constrangedor, em meio a tantos travellings (obsessao da diretora), uma inexplicavel capa gigantesca vermelha e o cenario bucolico (digno de Von Trier em Dogville),  temos o desperdicio de um elenco coadjuvante, normalmente interessante (Gary Oldman, Julie Christie e Virginia Madsen) e um triangulo amoroso teen mais sem sal do que o da saga Crespusculo. Nao esquecendo que o roteiro “conseguiu” a facanha de adicionar no texto os famosos dialogos entre Chapeuzinho e sua Vovo, sem palavras!!!
  74. Armadilha do Destino, Michael Greenspan – agora entendo porque do filme ter sido lancado diretamente em DVD por aqui, na verdade eh mais um exemplar do cinema personagem sobrevivente/isolado, como nos recentes Enterrado Vivo e 127 Horas, aqui, Adrian Brody faz um homem que acorda preso num carro que sofreu um acidente, no primeiro momento, ele nao consegue se mover, a perna esta presa, e ele observa uma pessoa morta na parte d’atras do carro e um corpo no meio da floresta a frente, porem ele nao lembra como chegou ali e nem seu nome; a partir deste fragil plot, o roteiro e direcao falham em, primeiramente, nos simpatizarmos com o personagem (pois logo nos eh insinuado que ele possa ser um assaltante), e, num segundo momento, de criar um clima de tensao palpavel, o maximo de perigo que o personagem corre sozinho na floresta sozinho e machucado eh o ataque de um felino, logo o longa se mostra monotono, ateh porque em mais de 95% do filme Brody estah sozinho em cena;
  75. Soul Surfer – Coragem de Viver, Sean McNamara – legítimo filme “feeling good”, aquele subgênero de drama, bastante associado aos estúdios Disney, mas hoje universal, que traz como um de seus pilares ser baseado em fatos reais e deixar uma mensagem positiva (sobre qual for o tema). Como exemplo, o último filme do subgênero que fez bastante sucesso foi Um Sonho Possível, com Sandra Bullock que, por acaso, ainda levou o Oscar de melhor atriz com ele. Aqui, temos a reunião de um bom elenco com nomes como Helen Hunt, Dennis Quaid e AnnaSophia Robb (protagonista), como uma jovem surfista, de família de surfistas e vivendo no Hawaii, que quando treinava com uma amiga e conhecidos, acaba sendo atacada por um tubarão que lhe arranca o braço esquerdo. Daí por diante, vocês já devem imaginar o restante, mesmo assim, o roteiro evita os dramalhões em excesso, não sei se por mérito do diretor (Sean McNamara, quase desconhecido), do roteiro ou mesmo dos fatos reais, e acrescenta uma faceta nem sempre relatada nos personagens que sofrem uma perda física, que é a motivação espiritual, além da física,  da personagem, tanto que ela possui uma amiga/conselheira/missionária num papel que coube a jovem cantora country, vencedora de uma edição do American Idol, Carrie Underwood. Um filme emotivo e que, me pareceu, bastante honesto!
  76. A Última Estação, Michael Hoffman – mesmo que não tenha tido uma grande repercussão, esperava um pouco mais deste drama histórico, até porque pouco conheço da biografia de Tolstoy (e continuo sem conhecer), e meu problema com o filme não é o ponto de vista sob a ótica do jovem Bulgakov ou mesmo no retrato de um tempo determinado da vida de Tolstoy, no entanto, “no fringir dos ovos”, o filme é um drama de relacionamento, os bastidores do casamento de Leo Tolstoy e Sofya, o velho embate entre o amor e ideologia. O roteiro poderia ter aprofundado mais este relacionamento porque a impressão que me passou é que Sofya não aturava a ideologia de Tolstoy, principalmente, por ter que abrir mão da parte financeira para os “companheiros”, deixando os conflitos entre o casal e as pessoas que conviviam com eles muito rasos. Pelo menos, o diretor/roteirista Hoffman (responsável por bons dramas históricos como O Outro Lado da Nobreza, Sonhos de Uma Noite de Verão e O Clube do Imperador) conseguiu dois atores estupendos para defenderem o irregular roteiro, Helen Mirren e Christopher Plummer (obviamente, deveria aparecer mais em cena), além dos sempre efiente Paul Giamatti e James McAvoy;
  77. Intrigas do Estado, Kevin Macdonald – devido a ter acompanhado a minissérie inglesa da BBC que deu origem a esta adaptação cinematográfica esperei um tempo considerável para assistí-la. Bom, de cara, impossível não comparar os elencos, a minissérie inglesa reuniu um elenco muito bom (tradição das produções televisivas de lá), com nomes como John Simm (Life on Mars, uma das melhores séries da década), John Glenister (também de Life on Mars), Bill Nighy, Kelly Macdonald (atualmente em Boardwalk Empire), James McAvoy e David Morissey, já no filme americano ao lado de Russell Crowe, Helen Mirren, Rachel McAdams, Robin Wright Penn temos Ben Affleck (desde já melhor diretor que ator), numa escalação equivocada, seu papel é fundamental pela ambiguidade de seu personagem e, Affleck, erra na composição, tenho dúvidas até mesmo pela idade do personagem e do ator, que não consegue transparecer maturidade. No mais, a adaptação americana consegue ser dinâmica, conspiratória e tensa na medida exata de um bom thriller, acima da média, além disso, como ocorria na minissérie consegue criar uma boa reflexão sobre a mídia impressa e a mídia digital;
  78. Trabalho Sujo, Christine Jeffs – o que parecia uma dramédia sobre duas irmãs que, por um acaso do destino, acabam trabalhando como “faxineiras” de cenas de crime para superarem seus problemas financeiros, num legítimo retrato dos eventos após a saída dos famosos CSIs, se perde ao não equilibrar os gêneros e nem mesmo as personagens. Boas atrizes, Amy Adams e Emily Blunt, são enganadas pelo roteiro que pouco desenvolve suas personagens e que não cria conflito para as mesmas, que não o seja problema financeiro e um trauma com a morte da mãe, que parece atingir mais a personagem de Adams, esquecível! 
  79. Harry Potter e as Reliquias da Morte parte 2, David Yates - Acho que neste tempo todo da saga Harry Potter esta deve ser a primeira vez que escrevo comentários específicos sobre um dos filmes, isto não quer dizer que não admiro o que foi realizado com as adaptações do mundo mágico criado por J.K. Rowling, é interessante observar que mesmo sendo uma franquia bilionária nas mãos de um estúdio hollywoodiano, a saga nunca perdeu contato com seu lado inglês e, olhando de fora, é bastante visível que a mão de Rowling, criadora, deve ter sido fundamental para o sucesso da franquia. Desde a inocente aventura concebida pelo irregular Chris Columbus, a virada dramática realizada por Alfonso Cuarón e o equilíbrio encontrado por David Yates, temos uma cinessérie que representa muito bem o cinemão desta primeira década: o retorno triunfante da fantasia, com respaldo de efeitos especiais irretocáveis, tendo no roteiro a humanização de personagens e um elenco coadjuvante de luxo para equilibrar com novos rostos. Antes de falar sobre o filme que fecha o ciclo de Harry Potter, já quero mencionar que os meus filmes prediletos são O Prisioneiro de Azkaban (pela mudança de tom dentro da saga) e A Ordem da Fênix (claro que pelo seu contexto politico). continua
  80. Sem Limites, Neil Burger – bom argumento deste elegante thriller do diretor Burger (de O Ilusionista), pena que a melhor parte que é a exploração das consequências do uso da medicação, personificada na personagem de Anna Friel, de Pushing Daisies), pouco seja explorada. A escolha da vertente conspiratória e com entrada de empresas corporativas e agiotas, sinceramente, foi a escolha mais fácil do roteiro, que teve a competência de escolher Bradley Cooper (ator carismático em ascedência em Hollywood, que já conheço desde os tempos de Alias), os demais pouco tem a fazer em cena, inclusive, mais uma vez Robert DeNiro tem um personagem que não utiliza mais do que seu piloto automático!
  81. A Inquilina, Antti Jokinen - Como vem acontecendo desde que ganhou o Oscar (merecidamente, diga-se de passagem) por Meninos não Choram, Hilary Swank trabalha num ciclo bastante incoerente, após um papel sério oscarizável (como em Menina de Ouro e Uma Vida Pela Liberdade – do qual não foi indicada mas sugerida -, ainda inédito aqui) a atriz se perde ora em filmes dramáticos duvidosos (como em O Enigma do Colar, PS – Eu te Amo e Amelia) ora em produções antecipadamente fracas (como em A Colheita do Mal e A Inquilina). O estranho é que a atriz não parece perceber que pelo seu biotipo físico e facial (andrógino) teria que tentar encontrar roteiros (se é que eles existem) que explorem sua beleza exótica e dispensar …continua
  82. VIPs, Toniko Melo – apesar das comparacoes, VIPs em nada lembra o tom farsesco-comico de Prenda-me se For Capaz, com Tom Hanks e Leonardo DiCaprio, nao existe um genero determinante no filme de Toniko Melo, inclusive sendo este um dos problemas da pelicula, que tem como seu ponto forte a criacao de Wagner Moura, no limite do overacting, mas ao filme na medida certa. No entanto, o que mais me decepcionou foi em parte o roteiro, o personagem do pai de Marcelo, inserido de maneira equivocada e desde o inicio da trama um truque previsivel (coisa de amador), outra fator que me incomodou foi a insinuacao de uma doenca psiquica de Marcelo, quando todos sabemos que o personagem eh real e estah preso com suas faculdades mentais, aparentemente, normais, logo estas opcoes do roteiro enfraquecem a trama, que desde o inicio jah eh cinematografica pelo personagem retratado;
  83. Brighton Rock, Rowan Joffe – filme ingles baseado em livro de Graham Greene jah adaptado aos cinemas anteriormente em 1947, o filme versa sobre a subida de um jovem ambicioso num grupo mafioso nos anos 60 na bela cidade litoranea de Brighton na Inglaterra, belamente fotografada, ao tentar pesuadir uma testemunha a nao o delatar num assassinato, ele acaba se aproximando da testemunha e fazendo-a se apaixonar por ele, e claro mutuamente. Para compor o casal o diretor Joffe, roteirista tambem, escalou dois jovens atores, Sam Riley e Andrea Riseborough. Riley deve ficar mais conhecido no seu proximo projeto (On the Road, de Walter Salles), nao consegue transmitir esta ambiguidade de paixao e ambicao da melhor maneira, cara de vilao ele tem, jah Riseborough como a apaixonada garconete dah um show, fica muito dificil nao se sensibilizar com a paixao cega da personagem. Menos mal que o filme tem um bom ritmo e um elenco coadjuvante de respeito, mesmo que o roteiro nao os favoreca, Helen Mirren, John Hurt e Andy Serkis; 
  84. Sua Majestade (Your Highness), David Gordon Green – de boas intencoes Hollywood estah cheio, mas boas intencoes ainda nao produzem bons filmes; aqui mais um exemplo de um filme que procura um subgenero (aventura medieval) para fazer comedia …e nao dah certo, deve ser lancada diretamente em dvd por aqui. O pior eh ver bons nomes como James Franco, Natalie Portman e Toby Jones desperdicados no roteiro bobo e quase infantil (cheio de piadas escatologicas de 1980) do comediante Danny McBride, nao por acaso tambem protagonista. Mas o que mais me chamou a atencao foi a presenca da promessa de diretor David Gordon Green, do drama romantico indie Prova de Amor, do jah longiquo 2003, que desde entao pendeu para a comedia em filmes como este e Segurando as Pontas (que pelo menos tinha um roteiro bem sacado); nao por acaso, Green trabalha com McBride na serie televisiva Eastbound & Down (produtor/diretor); 
  85. O Concerto, Radu Mihaileanu - o famoso cineasta romeno, conhecido pelo cult dos anos 90, O Trem da Vida, consegue novamente realizar um filme assumidamente europeu dos novos tempos (fala-se muito em União Européia), misturando comédia (hilária), drama comovente, e sarcasmo social e cultural; impressionante como tudo funciona na película, Radu tem o elenco na mão, quase todos desconhecidos nossos, com exceção de Melanie Laurent (vista num dos papéis principais em Bastardos Inglórios), como a violinista solista Anne-Marie, pivô de uma das maiores surpresas dentro do roteiro (que, sinceramente, não esperava). Como sei que o filme teve um lançamento tímido tanto nos cinemas (estreiou no finalzinho do ano passado) quanto em dvd (imagino que as locadoras não devem ter apostado no filme), fica a dica para este comédia dramática fantástica, que aposta nos carismáticos personagens vivendo uma situação inverossímil e mesmo assim, nos consegue tocar e emocionar!
  86. Blitz, Elliott Lester - não entendo muito bem nossas distribuidoras, Jason Stathan, na minha opnião, é hoje o melhor ator de filmes ação/aventura/policial, claro que estou falando de filme de gênero (da indústria), mas mesmo assim, seus filmes não tem um grande destaque por aqui, talvez porque o ator acaba trabalhando mais na Inglaterra do que em Hollywood. Este é mais um exemplo, trata-se de um filme policial onde o truculento (jura!) policial de Stathan junto com o a chegada do recente detetive (Paddy Considine) trabalham investigando um criminoso que resolveu aparentemente, do nada, botar terror nos policiais de Londres, assassinando-os friamente seja durante o dia ou à noite, sempre com o cuidado de não ser pego pelas câmeras; claro que o caso vai parar na mídia e o criminoso começa a ganhar notoriedade, se autodenominando Blitz. Esta seria uma simples sinopse do filme, que tem um produto final apenas regular, o roteirista Nathan Parker (de Lunar, bom crédito) ainda inexperiente, aposta num primeiro momento nos personagens policias, os caracteriza muito bem (inclusive, valorizando os atores), no entanto, quando parte para o ritmo policial o filme se perde, ainda mais, por contar com duas subtramas, uma policial amiga de Stathan que ajuda um jovem infrator no seu bairro e um jornalista que recebe informações do próprio Blitz (desperdício do ótimo ator David Morissey), que mais adiante se juntam a trama principal, mas sem força dramática suficiente;
  87. Submarine, Richard Ayoadenão entendi muito porque o cartaz do filme trás em destaque o nome de Ben Stiller como produtor, afinal, esta comédia inglesa passa bem longe do tipo de humor que Stiller atua (seja em frente ou atrás das câmeras), parece muito mais lembrar o estilo de comédias de Wes Anderson, mas focado em adolescente. O legal de Submarine (aposto que deve chegar direto em dvd), é que o diretor/roteirista (adaptado) Richard Ayoade (da série inglesa The It Crowd), conseguiu reunir um elenco bem bacana, mesclando nomes experientes do cinema inglês como Paddy Consedine, Noah Taylor e Sally Hawkins junto com a dupla protagonista (bastante carismáticos), que representam Oliver e Jordana. O filme se concentra nas aventuras familiares e amorosas de Oliver, que tem uma visão do mundo bastante inusitada e, por isto mesmo, divertida, não é uma comédia adolescente, está mais para um dramédia sobre a rotina deste adolescente (nos famosos ritos de passagem), vale uma conferida.
  88. Sucker Punch – Mundo Surreal, Zack Snydermesmo sempre beirando o over, exagerando em sequências slow motion, Zack Snyder sempre teve crédito comigo, principalmente por se mostrar um criador de universos, não estou levando em conta a qualidade final de seus filmes, lembrando que mesmo após o sucesso de 300 e Watchmen (este nem tanto sucesso teve), meu filme predileto do diretor é Madrugada dos Mortos, refilmagem que deu gás no subgênero zumbi que permanece até hoje. No entanto, confesso que aqui em Sucker Punch, mesmo criando sequências estarrecedoras, de encher os olhos, o vazio do roteiro e gratuidade de várias situações e personagens não conseguem empolgar em momento algum, chega dar um certo tédio, uma pena!
  89. Super 8, J.J. Abrams -
  90. Missão Madrinha de Casamento, Paul Feig -
  91. As Margens de um Crime, Bertrand Tavernier - desde a passagem do furacão Katrina em New Orleans, alguns filmes e séries têm utilizado o cenário quase como um personagem dentro da narrativa, aqui vemos o diretor francês Bertrand Tavernier trabalhar na adaptação de um livro de James Lee, que funciona como um misto de policial com estudo de personagem em meio ao que sobrou/virou daquele cidade. No entanto, acho que por ser uma trama com alguns arcos tipicamente policialescos, mortes, diversos suspeitos, personagem agindo à margem da lei, Bertrand não conseguiu equilibrar este gênero com seu estilo europeu, premiado em Cannes e diversos outros festivais, o roteiro é frouxo na passagem de tempo e nas consequências de assassinatos, pois estes não parecem influenciar os demais personagens, fica tudo meios distanciado, menos mal que Tommy Lee Jones protagoniza o filme, personagem que caí como uma luva para o ator, ainda no elenco coadjuvante nomes como John Goodman, Peter Sarsgaard e Mary Steenburgen.
  92. Conspiracao Americana (The Conspirator), Robert Redford - oitavo filme na carreira de diretor de Robert Redford (o último havia sido Leões e Cordeiros, onde também atuava), aqui somente dirigindo, novamente levantando um tema político, saí de linha a política de guerra (observada em seu último filme) e entra em cena a política pós-guerra, tendo como cenário eventos após a Guerra da Secessão (1861-1865), mas conhecida aqui como a Guerra Civil Americana entre o Sul e o Norte, mas precisamente, o julgamento pelo assassinato de Abraham Lincoln (1865). Tinha bastante curiosidade sobre os detalhes deste crime tão comentado, nisto a narrativa de Redford nos remete à época, costumes e moda, mas as lentes do diretor se concentram nos bastidores jurídicos de uma mulher acusada de ser cúmplice dos assassinos conspiradores (agindo ainda em reflexo às consequências da Guerra da Secessão); Redford tem um olhar clássico de cinema, tudo é muito elegante, e o seu maior mérito é “linkar” o tema de sua película com o espectador atual. O mais interessante do roteiro é que se observamos bem os eventos retratados, quando criado o conflito Estado vs. suposto inocente, temos um retrato contemporâneo desta dita “Justiça” em tempos de guerra, onde o vencedor (normalmente no papel de Estado) tenta a todo custo (éticos, inclusive) corroborar sua tese em virtude da “segurança nacional”, frase  utilizada até hoje e, se pensarmos bem, bastante perigosa! Bom filme.
  93. A Informante, Larysa Kondracki - pena que boas intenções não garantem um bom filme, a trama de A Informante faz uma importante denúncia sobre o tráfico de mulheres no leste europeu pós-guerra que dissolveu a Iugoslávia envolvendo gente graúda e gente da ONU que sabia da situação e nada fez, claro que o filme é baseado em fatos reais. A diretora/roteirista é estreante, Larysa Kondracki ( dividindo o roteiro com Eilis Kirwan, também estreante em longas), não conseguem imprimir um ritmo cinematográfico ao filme, fica com cara de telefilme, mesmo contando com a presença de “leoa” de Rachel Weizs, dominando o filme (não esquecendo que também temos Vanessa Redgrave, Monica Bellucci e David Strathairn, quase todos desperdiçados no burocrático roteiro). Inclusive a presença de Rachel me remeteu a outro filme denúncia, O Jardineiro Fiel, que num contraponto faz A Informante empalidecer, uma pena, a denúncia merecia ter um alcance maior.
  94. Small Town Murder Songs, Ed Gass-Donnelly - pequeno filme canadense, um drama criminal na verdade, segundo longa do desconhecido, para mim, Ed Gass-Donnelly, um nome a ser guardar, que dá oportunidade através do seu roteiro do, normalmente, eterno coadjuvante, Peter Stormare (Fargo e Constantine, além de passagens em séries como Prison Break), em criar um personagem interessante e intenso (aqueles que somente com um olhar transmitem seus pensamentos); Stormare interpreta um delegado de uma pequena cidade (belissimamente fotografada) que investiga a morte de uma jovem, o que poderia ser um suspense banal, perdido em meio a dezenas do gênero, se torna um filme diferenciado por apostar sua narrativa não na investigação do crime, mas sim, na figura do delegado Walter, que num passado recente, não revelado imediatamente, teve problemas com seu “controle de fúria” e uma mulher, que  acaba se envolvendo nesta investigação. Não querendo cometer nenhuma heresia cinéfila, o filme tem ares de “irmãos Coen”, quem puder conhecer o filme, que deverá ficar inédito um bom tempo por aqui, reconhecerá as similaridades, que não ofuscam o trabalho realizado por Donnelly.
  95. Deu a Louca na Chapeuzinho 2, Mike Disa - 
  96. Matador em Perigo, Jonathan Lynn - acho muito divertido este subgênero tipicamente inglês de comédias policias, recheadas de humor negro, na onda do cinema de Guy Ritchie (Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, Snatch) e Matthew Vaughn (Nem Tudo é o que Parece), porém acho que o diretor Jonathan Lynn, já veterano, não conseguiu imprimir o ritmo necessário, no caso alucinante, para fazer o filme funcionar, e nem mesmo o roteiro consegue criar situações que nos façam torcer pelos personagens ou mesmo dar gargalhadas, no momento, lembro somente de uma!  Assim como nos filmes que lhe inspiraram, Matador em Perigo, conseguiu reunir bons nomes no elenco, inglês obviamente, que poderiam ter salvado o filme do apenas regular, nomes como Bill Nighy, Emily Blunt, Rupert Grint (sim, Ron Weasley de Harry Potter, já estava se virando antes mesmo do fim da cinessérie), Martin Freeman e Rupert Everett são capazes disto.
  97. Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito, Glauber Filho e Joel Pimentel - não quero agourar ninguém, mas este diretor Glauber Filho não tem a manha de uma direção, este é seu primeiro filme na “onda espírita”, depois deste dirigiu As Mães de Chico Xavier, e como no anterior, continua se mostrando bastante amador, nem a comparação com um telefilme é possível! Bezerra de Menezes ainda conseguiu um sucesso muito acima de sua divulgação, principalmente, por se tratar de um filme de nicho de mercado, espírita, mas isto não absolve o tipo de produção que Glauber impõe em seus filmes, parece um tipo de teatro filmado, não há bons cenários, a fala dos atores soa meio decorada em demasia, parece um filme saído de produção escolar. Menos mal, que aqui temos o baita ator Carlos Vereza para carregar o filme, na verdade o ator está onipresente, se não em cena está fazendo narração em off do filme. Esta onda espírita poderia ter escolhido um representante mais a altura do seu sucesso, ainda bem que quem dirigiu Chico Xavier foi Daniel Filho!
  98. Revolucao em Dagenham, Nigel Cole - tô ficando muito fã do diretor Nigel Cole, ele já havia dirigido o ótimo Barato de Grace (sim, aquele que Brenda Blethyn trafica maconha), As Garotas do Calendário (filme que impulsionou a carreira cinematográfica de Helen Mirren, onde as senhoras de uma comunidade fazem um calendário para ajudar uma amiga com câncer) e agora este Revolução em Dagenham, uma grata surpresa! Mais um filme que ilustra outro subgênero muito identificado com a cultura inglesa, a comédia social (onde o famoso filme Ou Tudo Ou Nada, se encaixa também); aqui, Cole trabalha com uma trama real, a primeira greve de trabalhadoras inglesas da história do país, no caso, costureiras da Ford, nos idos 1968, e este evento real serve para fazer comédia, drama, crítica social e trabalhista, no elenco, Sally Hawkins (um verdadeiro achado, atriz que despontou recentemente, no filme de Mike Leigh, Simplesmente Feliz, e desde então vem fazendo cada vez mais e melhores filmes), Bob Hoskins, Geraldine James e uma surpresa, a jovem Andrea Riseborough, que recentemente elogiei pelo inédito Brighton Rock, surge aqui quase irreconhecível e num papel que já demonstra toda sua versatilidade em pouco tempo de carreira, um nome a ficar de olho!
  99. Jane Eyre, Cary Fukunaga - agora que percebi que este foi o terceiro filme inglês que olhei em tão pouco tempo, e, me repetindo, outro filme que representa um subgênero da cinematografia inglesa, os épicos românticos baseados em livros literários (como não lembrar de Desejo & Reparação e Orgulho e Preconceito). Aqui, o clássico é de Charlotte Bronte, que reconhecia como título de outros diretores (de Robert Stevenson a Franco Zeffirelli), e até mesmo, como minissérie televisiva, mas não havia assistido e tão pouco reconhecia a trama (shame on!). Como imagino que este deve ter sido o motivo de realizar a película, apresentá-la para uma nova geração, me dou por satisfeito, a produção de Cary Fukunaga (que antes havia dirigido o mexicano Sin Nimbre) e adaptação de Moira Buffini (em seu segundo longa, o anterior, O Retorno de Tamara, de Stephen Frears) são competentes, junto a bela fotografia e ao bom elenco reunido, Mia Wasikowska (que pode ser mais conhecida como Alice de Tim Burton, mas admiro seu trabalho desde In Treatment, série da HBO), o ator que deve estourar agora com X-Men: Primeira Classe, Michael Fassbender, a veterana Judi Dench, Jamie Bell (eterno Billy Elliot) e a onipresente Sally Hawkins. Um belo drama romântico, cheio de conflitos, crítica social e amor impossível!
  100. Broder, Jeferson De – facilmente o melhor filme nacional deste ano, apesar do meus parâmetros estarem longe do ideal para uma comparação, um filme que poderia facilmente cair no rótulo de “filme de favela ou periferia” mas que busca retratar na verdade os caminhos de vida de três amigos, todos jovens adultos que nasceram e viveram em Capão Redondo. Enquanto, dois conseguiram “fugir” da realidade de violência e drogas da periferia, o terceiro ainda reside lá e pode estar se deixando seduzir pelas “facilidades” da vida do tráfico. Os três se reúnem pelo aniversário de Macu (que não deve ser coincidência, é o único branco do trio, no entanto, é o que tem a maior pegada de comportamento e linguagem da periferia), mas o destaques ficas pelo verossímil retrato que o roteiro faz dos personagens, todos tem camadas dramáticas e nuances, assim como no foco da amizade e não dos problemas da periferia, e pela escolha do elenco, Caio Blat é um ator camaleônico, cada filme um personagem diferente que o ator consegue criar e nos convencer, também gosto das presenças de Jonathan Haagensen (talvez o que menos teve destaque da mídia até aqui, por trabalhar pouco na televisão) e Silvio Guindane (atualmente na Rede Record, mas consagrada como Basilio, auxiliar da Dona Jura na novela global O Clone);
  101. Um Novo Despertar, Jodie Foster – acho que a crítica americana pegou muito pesado com o novo filme de Jodie Foster (em seu terceiro longa, anteriores foram Mentes que Brilham e Feriados em Família), do qual sou bastante fã, pelo talento e pela postura; e se pensarmos bem, o estardalhaço se deve aos escândalos da vida particular de Mel Gibson (que perdeu o rumo de sua carreira pós Coração Valente), mas isto em nada atrapalha a película, muito pelo contrário, os problemas pessoais do ator devem ter, e muito, ajudado em sua construção de Walter Black, acho sua presença em cena é algo brilhante (desde postura, olhar, seu envelhecimento, carrega o filme nas constas!). No entanto, o roteiro que teve a curiosa, não original, idéia de criar o Castor para auxiliar na depressão do personagem (que não sabemos claramente os motivos) também é sua ruína (exagerando)! Pois o roteiro não consegue se decidir que tom contar sua história, começa meio fábula (com narração em off e tudo), passando pelo retrato dramático da situação de Walter e seu relacionamento com a família e trabalho, depois no encontro com o Castor se transforma numa comédia de auto-ajuda (!), para na reta final virar um suspense obsessivo, estas viradas não conseguem soar orgânicas dentro do filme. Isto não tira o mérito do primeiro terço do filme ser muito bom, com sensibilidade e retratando todos os personagens de maneira acertada, principalmente, Anton Yelchin, filho mais velho de Walter, que luta obsessivamente para evitar os maneirismo e comportamento do pai temendo se tornar igual a ele. Anton é um jovem ator, com alguns filmes bacanas em sua filmografia como Lembranças de um Verão, Sociedade Feroz e Star Trek,  que está despontando em Hollywood e merece espaço;
  102. Professora sem Classe, Jake Kasdan - estou gostando desta “onda” de comédias mais adultas que surgiu neste verão americano, e melhor é que o publico está correspondendo em bilheterias, claro que não dá para dizer que estas comédias são melhores que as outras, para o publico maior, mas pelo menos se abre o leque de opções. Neste Professora Sem Classe (que até na tradução do título conseguiu o feito de soar bacana), mostra que Cameron Diaz é uma excelente persona em comédias, não acho a atriz grandes coisas, mas nestas comédias mais adultas e contemporâneas (como no famoso Quem Vai Ficar com Mary?), sua beleza e desprendimento funcionam muito bem em cena. O problema do filme é seu ritmo meio televisivo, não há um grande arco envolvendo a personagem, mas sim o retrato do comportamento “tô nem aí” da professora que somente quer se casar com alguém que a sustente e se dar bem, não se importando nem um pouco com os alunos e sua didática. O lado positivo é que o roteiro não perde tempo algum com os alunos, muito pelo contrário, o retrato cômico fica em cima dos professores, os mais diversos, e o diretor da escola que facilita a vida da personagem. Uma comédia ok que ganha pontos pelo retrato não-usual deste universo para o público adulto, principalmente, nos cinemas!
  103. Como Esquecer, Malu de Martino - filme regular, no qual o grande destaque é mesmo a presença de Ana Paula Arósio, num personagem atípico na carreira de qualquer atriz, principalmente global, no qual a mesma se sai muito bem; o roteiro, escrito a seis mãos, o que sempre me deixa desconfiado quanto a sua qualidade, tem duas questões pontuais que devem ser discutidas: o acerto na construção dos personagens/arcos dramáticos dos homossexuais (Ana Paula Arósio e Murilo Rosa), tudo de maneira natural e realista, sem espaço para panfletarismos e caricaturas habituais, no entanto, como o destaque ficou com a personagem de Ana Paula Arósio e seu luto amoroso (os demais personagens ficam meio à mercê da trama principal, uma pena!), os roteiristas poderiam ter criado uma personagem um pouco mais carismática para o espectador se identificar e torcer por ela, o que não acontece, a professora universitária Julia é extremamente antipática e bem “entojada”, fica fácil desconfiar dos motivos pelos quais sua ex-namorada (nunca aparece em cena) rompeu a relação e difícil ver as candidatas que a trama apresenta se interessarem por ela!
  104. Thor, Kenneth Branagh - não fui conferir Thor nos cinemas por que já antecipava que não iria fazer minha cabeça, esta conexão mundo fantástico e mundo real que a Marvel busca nos cinemas para contextualizar outra franquia Os Vingadores, pode até funcionar em quadrinhos, mas num filme precisa mãos milagrosas para funcionar. Não foi o caso! Kenneht Branagh, diretor especializado em Shakespeare, tremendo ator, não sei se foi a escolha mais correta, pode até ter sido uma aposta, mas de repente, o estúdio deveria ter colocado alguém junto ao diretor para ajudá-lo nas sequências de ação, pois nem isto salva o filme! O roteiro até tenta nos fazer crer neste samba do crioulo doido, mas a trajetória de Thor, guerreiro arrogante, para bombado de bom coração e apaixonado por Natalie Portman (pagando as contas) não convence;
  105. O Poder da Graca, David G. Evans - assim como vem acontecendo no Brasil com o espiritismo, nos Eua já há alguns anos vem se produzindo (e chegando as prateleiras nacionais) filmes com temática gospel ou para quem não se pega simplesmente pela menção religiosa, com mensagens edificantes. Este chega atráves da Sony Pictures (olha os estúdios de olho no filão) e conta, pelo menos, com um ator de renome o bom-e- velho Louis Gosset Jr. (em pequena participação). O subgênero ainda não realizou um grande filme, nem sei se é esta a intenção, porém, os roteiros já estão sendo melhor desenvolvidos, fugindo um pouco do panfletarismo religioso, lembrando por diversas vezes o desenvolvimento dramático utilizado em séries televisivas, os famosos arcos dramáticos. Com certeza, atinge seu público alvo e, ainda por tabela, pode atingir um espectador ocasional em busca de um filme com mensagem positiva!
  106. Intermediário.com, George Gallo – interessante filme que ficou inédito no circuito cinematográfico, tipo um Boogie Nights sem o brilhantismo narrativo de Paul Thomas Anderson. Aqui, George Gallo, roteirista de “coisas” como Bad Boys se baseia numa trama real para retratar o início da profissionalização da pornografia na internet, assunto muito bem narrado em sua primeira metade. Acerta-se na construção dos criadores do sistema, os junkies Giovanni Ribisi (sempre fazendo o tipo esquisitão) e Gabriel Macht (do fracassado The Spirit, se saindo muito bem na série Suits (irreconhecível para mim!), e na exposição de que logo a máfia se envolveu nos negócios vendo quanto era possível lucrar. Porém, ao centrar a narração em num tipo de contador, Luke Wilson (escolha duvidosa, não pelo talento do ator, mas pelo tipo de figura), por vezes, principalmente, na segunda metade, o filme adota um tom meio clichê de um thriller com reviravoltas e um discurso conservador, que em nada combina com o tema do filme. Mas não deixa de ser interessante!
  107. O Ultimo Mestre do Ar, M. Night Shyamalan – um ano após seu lançamento e, consequente fracasso, fui conferir o último filme de M. Night Shyamalan, um dos meus diretores prediletos na virada para os anos 2000, uma pena que o diretor/roteirista se envolveu em manchetes mais sobre os bastidores do que sobre suas qualidades como um bom contador de histórias, como vimos em O Sexto Sentido e Corpo Fechado. Depois de A Dama na Água, que beirou quase o farsesco, o diretor resolveu apostar num roteiro não original, no entanto, caiu em nova armadilha, como condensar num filme (com intenção de franquia) um desenho conhecido internacionalmente que mistura crianças, lutas físicas, poderes mágicos e meditação em menos de duas horas, e para piorar ainda deixar a trama em aberto para uma continuação? Shyamalan não consegue um equilíbrio no texto e nem mesmo os efeitos são de chamar a atenção, para piorar o elenco é risível, nenhum personagem consegue cativar o espectador (parece a seleção de elenco de As Crônicas de Nárnia!). Acho que Shyamalan deve repensar sua carreira e escolhas, quem sabe o caminho não é como ocorreu com o filme Demônio, pequeno suspense, roteirizado pelo diretor, sem sua presença na cadeira de diretor, mas que tem o melhor de suas histórias, clima e suspense bem dosados!
  108. Centurião, Neil Marshall – depois deste filmes já considero Neil Marshall o melhor diretor atual de filmes B, isto é um elogio, o cara conseguiu criar um dos melhores suspenses da década, Abismo do Medo, depois cometeu aquela refilmagem não-oficial de Mad Max fraquinha (mas bem realizada), Juízo Final, e agora ataca com um épico de guerra. O pior é que o resultado é muito legal, Marshall cria um filme bastante intenso e o roteiro consegue criar situações que fogem do convencional do gênero, criando um inimigo diferenciado, traições e mortes inesperadas , isto contando com um orçamento enxuto e um elenco de coadjuvantes alçados à protagonista com destaque para a beleza exótica de Olga Kurylenko (de 007 Quantum of Solace) e ao baita ator que está despontando, Michael Fassbender (Magneto de X Men Primeira Classe);
  109. As Múmias do Faraó, Luc Besson – acho muito interessante este interesse de Luc Besson no gênero aventura/ação, o cara tem a manha, se sai muito melhor que a maioria dos seus colegas hollywoodianos (né Michael Bay?). Outro detalhe é o interesse do diretor/roteirista por heroínas, mulheres fortes e inteligentes que protagonizam seus filmes, vide Nikita, Joana D’Arc e este. As Múmias do Faraó, apesar do título nacional questionável, já que as múmias surgem em cena depois de metade da projeção, tem uma protagonista surpreendentemente boa, Adele Blanc-Sec, personagem bastante divertida e aventureira, uma reconstituição de época eficiente. O filme consegue equilibrar a aventura e a comédia de maneira acertada , somente se equivoca ao adicionar numerosos personagens coadjuvantes que, em cena, pouco ou nada têm a fazer. Será o início de uma franquia?
  110. O Planeta dos Macacos – A Origem, Rupert Wyatt – Minha relação com a cinessérie O Planeta dos Macacos se deu numa maratona que o canal SBT realizou exibindo os cinco filmes, não lembro se diariamente ou num curto período de tempo, isto há, com certeza, a mais de 15 anos, depois disto lembro de ter dado uma espiada na série televisiva, e posso dizer que desde aquela época, o primeiro O Planeta dos Macacos é um filme de ficção inesquecível! Mesmo para um pré-adolescente! Depois tivemos a infeliz adaptação de Tim Burton, que perdeu a inocência que a franquia carregava consigo. No entanto, agora nesta revisita às origens de todo o contexto, já abordado no quarto filme da cinessérie, ganha tintas éticas (profissionais) e antropológicas (liberdade) numa discussão acima da média para um blockbuster e muita, mais muita tensão. Uma pena que os roteiristas (que não escreviam um roteiro desde 97, nota-se, e somente roteirizaram dois suspenses: Olho por Olho e A Relíquia) que conseguem levantar questões pertinentes sobre liberdade, humanidade e até mesmo injetam momentos shakespereanos, não esquecendo o clima intenso, não tenham conseguido criar personagens humanos melhores delineados, são todos estereotipados e rasos, mesmo James Franco que tem mais tempo em cena, tá com a mesma expressão que apresentou o Oscar, ou seja, nenhuma. Continua…
  111. Um Conto Chines, Sebastian Borensztein - quem passa por aqui vez ou outra já deve ter percebido da minha admiração quanto ao cinema argentino, é uma filmografia das melhores atualmente, posso estar exagerando mas o típico cinema argentino, pelo menos, o exportado para o mundo, este que consegue retratar os personagens com humanidade frente às adversidades/conflitos são excepcionais, não generalizando. Mais recente exemplo, este simples Um Conto Chinês, com um roteiro que tinha tudo para cair em gags físicas ou piadas de estereótipos, se transforma num estudo de personagens marcados por diferentes experiências, sempre pautado pelo drama ora pelo humor. Claro que ter um Ricardo Darin como protagonista facilita bastante o trabalho do diretor, Darin é um ator completo que transmite sentimentos/pensamentos pelo olhar, impressionante suas criações. No mais, sinto um pouco de inveja do cinema argentino, pois o nosso cinema, também carente de verbas/orçamento, não consegue criar uma terceira vertente para o cinema que não seja cinema de autor (normalmente chato) ou a Globo Filmes (cinema que aposta em fórmulas prontas).
  112. Capitão América, Joe Johnston – tive uma preguiça para ver estas adaptações de quadrinhos neste ano, com exceção de X-Men Origem, mas destes que ando vendo ultimamente nenhum bateu Capitão América, que sessão matine que o diretor Joe Johnston (diretor de um dos meus filmes prediletos “ever”, O Ceú de Outubro!), nos proporciona bom ritmo, bons vilões, humor e bastante aventura. Acho que não precisa mais do que isso para um “filme de super herói” vingar, acredito que o maior acerto do filme foi ter centrado sua ação na época original dos quadrinhos, Capitão América é uma fantasia da 2ª Guerra, logo ter ambientado o filme nesta época rende uma identificação simples e de fácil assimilação, um erro que filmes como Thor e Lanterna Verde possuem ao dividir a ação em dois “universos”, fica implausível! Claro que o transporte final do herói para os tempos atuais, como desculpa para a participação no filme Os Vingadores é providencial e lógica, mas espero que a linha do tempo do personagem, se utilizado em filme solo novamente retorne para sua época de origem.
  113. Hanna, Joe Wright – não sei o que anda acontecendo com Joe Wright, de promessa com ótimos filmes como Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação, tentou fugir dos filmes românticos épicos e caiu na bobagem O Solista e neste, estiloso, mas nada além disso, Hanna. Claro que Wright consegue fazer um pouco a mais do que um diretor “operário” faria, mas ele já provou (ou teria sido sorte?) que pode entregar um filme mais sólido e consistente. Aqui temos, nada mais nada menos, que um Nikita do diretor Luc Besson, adaptado para os dias atuais mesclado com uma conspiração e vingança, de repente o roteiro também não possibilitava um aprofundamento adequado, tanto isto é verdade que achei Eric Bana tão no controle remoto, Cate Blanchett over demais, assim salvando-se somente Saoirse Ronan, pela presença ora selvagem ora ingênua. Deve ser lançado em breve diretamente em dvd, mas ainda há esperança para o diretor Wright, ano que vem ele traz uma nova adaptação de Anna Karenina, com Keira Knightley, Jude Law e grande elenco, um clássico romântico épico!
  114. Lanterna Verde, Martin Campbell – como já mencionei acima, não curti esta adaptação de Lanterna Verde, mesmo contando com um bom elenco, pouco aproveitado, diga-se de passagem, a divisão da narrativa em mundo urbano e mundo fantástico intergaláctico não funciona, falta dinâmica para a narrativa, e confesso que a trama envolvendo os lanternas verdes me pareceu bastante interessante no início da projeção, depois com a entrada de Ryan Reynolds e Blake Lively (que não funciona como heroína romântica para Hal Jordan), o filme perde ritmo e interesse, principalmente, porque ficam batendo na tecla “medo” do personagem e traumas do passado. Além disso, não tem nada a ver um vilão terreno (boa maquiagem de Peter Sarsgaard) e um vilão tão apavorante quanto Parallax, mas de difícil identificação por falta da motivação, até porque neste momento teríamos que ter a tropa de lanternas verdes lutando juntos, não?
  115. Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio, Justin Lin – quem diria que uma franquia como Velozes e Furiosos em seu quinto filme conseguisse se reinventar, nesta caso saem os rachas e mulheres em trajes pequenos (não totalmente, mas deixam de ser o foco central) e o roteiro se transforma simplesmente num “filme de roubo”, com todas as características peculiares deste subgênero, como os anti-herois serem caçados por um novo agente (o super bombado Dwayne Johnson) e encontrarem na figura de um traficante figurão seu objeto de roubo, claro porque assim o filme cria uma terceira via para torcermos, simplesmente, nos identificamos com ladrões que roubam ladrões! Ao menos o filme consegue imprimir um ritmo divertido, boas cenas de ação e, se não levarmos em consideração as bobagens que se passam no Rio de Janeiro, o filme é um passatempo ok, coisa difícil de ocorrer com uma franquia após tantos exemplares!
  116. Page Eight, David Hare – ainda inédito por aqui, com certeza deve ser lançado diretamente em dvd/blu-ray, este drama de espionagem poderia ser um filme bem melhor se conseguisse imprimir uma tensão crescente aos eventos e personagens, ou mesmo se imprimisse uma dose de conspiração, achei que como está parece tudo muito frio e distante, um problema frequente dos filmes ingleses, poderiam ter abordado de forma mais crítica as instituições de inteligência pós Guerra Fria, como trabalham e que fazem com seus agentes aposentados. Menos mal que no elenco temos nomes como Bill Nighy e Rachel Weisz, coincidentemente a sinopse um filme recente que está em exibição nos cinemas americanos A Dívida, com Helen Mirren, Tom Wilkinson e Ciaran Hinds.
  117. Setup, Mike Gunther – que Ryan Phillippe não anda com muita sorte em sua carreira cinematográfica, tá com cara de que irá acabar numa série de televisão (até porque tem o perfil para isto, vide Chris O’Donnell) mas Bruce Willis poderia ter dispensado este papelzinho que 5º categoria num filme idem. Será que está difícil de bancar sua família numerosa? Este drama criminal, centrado no personagem de 50 Cent (que não compromete) não consegue fugir do banal de filmes de vingança/roubo/trapaça, faltou humor, faltou mais ação e mais tensão.
  118. A Casa, Gustavo Hernandez – gosto de observar cinematografias latinas, principalmente, com filme de gênero, sim os mercados cinematográficos precisam aprender a atender a demanda regular dos espectadores, que é o filme de gênero. Aqui, no entanto, não precisavam mentir dizendo que é um filme sem cortes, afinal como ele inicia no final da tarde e termina no amanhecer, sendo que tem pouco mais de uma hora e meia, daí é propaganda enganosa! Assim como tem acontecido com recentes filmes de falsos documentários, principalmente, no gênero terror, não adiantar somente correr no escuro para criar tensão e sustos, precisa de uma história para contar! É isto que falta em A Casa, um roteiro melhor! Simples!
  119. A Ocasiao faz o Ladrao, Malcolm Venville - se a carreira de Keanu Reeves pós o sucesso mundial de Matrix lhe rendeu somente dois bons filmes comerciais no currículo (Constantine e A Casa do Lago), imaginem se não tivesse participado da trilogia dos Irmãos Wachowski? É mais do que correto afirmar que o ator peca pelo talento e pior, nem mesmo tem uma empatia tão clara com o espectador. Este drama com toques de thriller até cria um personagem do tamanho do personagem, principalmente, pela passividade do mesmo, mas a direção e o roteiro não conseguem sair do lugar comum de um filme de roubo com momentos cômicos e bons atores coadjuvantes (James Caan e Vera Farmiga).
  120. Transformers: O Lado Oculto da Lua, Michael Bay - até achei que pela introdução do filme, Transformers poderia se superar, o que não era difícil, e entregar um filme genuinamente decente que não causasse crises de epilepsia aos espectadores mais sensíveis. Me enganei, toda aquela balela de corrida espacial só serve para acrescentar mais um grande monstro robo que irá destruir a Terra, além disso, temos mais de meia dúzia de coadjuvantes, do chaveirinho Josh Duhamel (presente desde o primeiro) até figurões pagando as contas como John Malkovich e Frances McDormand, mas nenhum deles consegue fazer com que o filme funcione de maneira diferente dos anteriores, ainda acho o segundo o mais fraco.
  121. Quero Matar Meu Chefe, Seth Gordon - gostei que nesta temporada chegaram comédias para um público mais adulto, ultimamente, tirando as comédias adolescentes a la American Pie, tudo era muito estéril na comédia americana, depois do sucesso de Se Beber, Não Case! os produtores acordaram que existe um público cativo para o gênero. Claro que os filmes, a exceção de Missão Madrinha de Casamento, ainda se apresentam muito irregulares, com alguns bons momentos em meio a situações que não funcionam, sem sombra de dúvida, o melhor personagem é de Charlie Day que precisa freiar a ninfomaníaca Jennifer Aniston, o que por si só já soa engraçado!
  122. A Árvore da Vida, Terrence Malick – o que dizer de um filme que versa sobre a vida, universo e a paternidade/maternidade, onde diálogos são artigos de luxo e as imagens podem parecer, num primeiro momento, uma apresentação de powerpoint? Se ele for criado por Terrence Malick esperem uma profusão de sentimentos conflitantes, é belo e poético, mas leva a algum lugar? Ainda não sei afirmar, posso dizer com certeza que foi uma das coisas mais bonitas que vi neste ano, e se o conteúdo não é dramático suficiente nem possui rompantes emotivos é o estilo do diretor, mas dificilmente você sairá indiferente!
  123. Amizade Colorida, Will Gluck – contrariando minhas expectativas achei esta comédia romântica bem legal, descolada e moderna, claro que se tirarmos a impressão final (não há nada pior nestes filmes que as convenções finais, chega a ser irritante!). Digo impressão final porque todos sabemos o que irá acontecer, logo, os roteiristas parecem não se preocupar em criar uma trama que faça sentido até o final, que não corrompa com as características dos personagens, “tô chovendo no molhado”! Porém o desenrolar do filme é bastante agradável, o casal possui química, charme e beleza; o filme consegue ser mais adulto, afinal eles transam e bastante, com direito a exposição de corpos (sabem como isso é raro em Hollywood!), lembrando o recente drama romântico Amor e Outras Drogas, com Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal. Bom entretenimento!
  124. Drive, Nicolas Winding Refn – fácil um dos filmes mais interessantes da temporada, lembrando certamente um tipo de cinema dos anos 70, um Táxi Driver (comparando para o bem e para o mal). O diretor Refn (já tem alguns filmes curiosos lançados em dvd por aqui, como O Guerreiro Silencioso e Bronson, com certeza, é um diretor a se ficar de olho), trabalha num estilo rêtro, onde seu personagem, apenas conhecido como Motorista é um dublê de cinema, mecânico e motorista para ações ilegais (apenas motorista) mas acaba se envolvendo em questões de máfia quando se mete com uma vizinha, esta casada com um criminoso. O elenco é um show à parte, Ryan Gosling se confirma como o melhor ator de sua geração, Carey Mulligan, Bryan Cranston (bem longe de Walter White de Breaking Bad) e Albert Brooks, em seu momento fênix (Refn tendo seu momento Quentin Tarantino).
  125. Em Busca de Vingança, Olivier Megaton – mais um filme de ação protagonizado por uma mulher (aqui Zoe Saldana, de Avatar) do diretor francês Luc Besson, aqui somente como roteirista e produtor, a direção acabou na mão se um de seus pupilos, Olivier Megaton, diretor do terceiro Carga Explosiva. Nem preciso dizer que o filme possui um enredo de envergonhar crianças ao não ser nada mais que um filme de vingança, ainda consegue ter um elenco apático (Michael Vartan, interessa romântico da personagem, meio que não serve para nada, é um figuração). Claro que as cenas de ação e perseguições são interessantes e divertidas, Zoe tem um perfil para a personagem, bastante atlética. Dica para os fãs do gênero!
  126. Hora do Espanto, Craig Gillespie – não sei o que o diretor Craig Gillespie está fazendo aqui, após seu sucesso em A Garota Ideal e na tevê com United States of Tara (que também conta com a participação da excelente Toni Collete), este filme é meio óbvio demais, nada nele surpreende em comparação com o original oitentista. Algumas releituras são interessantes, gosto do protagonista e do melhor amigo (que sai muito rápido de cena), Colin Farrell parece estar se divertindo e até mesmo a ideía de transformar o consultor do protagonista numa espécia de Criss Angel é legal, mas ficou muito mal executada, acho que é um problema de roteiro mesmo (até porque ele também demora a surgir em cena, e não tem o mesmo humor do personagem anterior). Menos mal que o filme tem uma dinâmica ágil e vale como passatempo, somente isto!
  127. Não Tenha Medo do Escuro, Troy Nixeynão tenho problema algum em Guillermo del Toro ficar trabalhando detrás das câmeras (seja como roteirista ou produtor) no entanto, ao querer imprimir seu estilo, tipo um terror gótico, lembrando O Labirinto do Fauno, no roteiro, Guillermo precisa pesar a mão na parte do terror/tensão mesmo que tenha como protagonista do conto uma menina (boa escolha, é uma graça esta Baille Madison). O filme é apenas correto e falha no principal, o suspense, não há muito clima, as criaturas mesmo feias meio que provocam um riso contido, pois não surgem tão ameaçadoras assim, pelo menos, a direção de arte é caprichada e Guillermo capricha no desfecho que pode surpreender. Mas ainda pouco para a capacidade do diretor!
  128. Beautiful Boy (Tarde Demais), Shawn Ku – drama que deve passar em branco nos cinemas pela temática pesada, apesar que sou fã de filmes assumidamente trágicos, não é o caso diretamente aqui, o filme aborda, pela primeira vez, nestes últimos anos, a situação trágica de uma chacina em ambiente escolar sob a ótica dos pais do criminoso/doente, que obviamente não sabiam de nada que o filho poderia ocasionar. O acerto do filme é mesmo tocar no delicado assunto, da distância familiar, aqui retratada pelos três personagens filho e casal (não somente do filho), possivelmente a grande cauda das tragédias atuais. O roteiro me surpreendeu no enfoque paterno de lhe dar com a perda/vergonha/culpa pelos acontecimento, afinal como não se martirizar? A mãe cumpre seu papel de luto. O filme deixa de lado o ponto de vista do guri, apenas algumas cenas, assim vamos descobrindo com os pais algumas trocidades que os deixam chocados. O destaque como não podia deixar de ser é a dupla de protagonistas, Michael Sheen e Maria Bello!
  129. Amor a Toda Prova, Glenn Ficarra e John Requa – se todas as comédias românticas tivessem a criatividade, elenco e roteiro esperto que possui Amor à Toda Prova, não cairíamos sempre naquele máxima “mas é só mais uma comédia romântica”! O roteirista Dan Fogelman (de Carros e Enrolados) mesmo não tendo um bom histórico no gênero e criando personagens “padrões” para o gênero consegue fugir do lugar comum. Talvez o bom trabalho dos diretores tenha contribuido, mas claro que o elenco é quem carrega o filme nas costas, deixando-o interessante, sexy, divertido e carismático, com excecao, de Marisa Tomei “over” demais! Ps. já falei que tô ficando fã desta jovem atriz Emma Stone, desde A Mentira tenho reparado em seu carisma e na sua personalidade que carrega um humor sarcástico, que aprecio bastante, tomara que nao se entregue as engrenagens hollywoodianas, vide Histórias Cruzadas.
  130. Ganhar ou Ganhar, Thomas McCarthy – já comentei um pouco deste filme de esportes (luta greco-romana) com toques de drama e comédia, quando do seu lançamento em dvd, mas reitero que é um filme a ser descoberto. O diretor/roteirista Thomas McCarthy, com bons filmes no currículo como O Agente da Estação (que revelou o anão-ator mais conhecido atualmente, Peter Dinklage, de Game of Thrones) e O Visitante (que rendeu uma indicação ao Oscar para o veterano Richard Jenkins), consegue fugir do comum ao apostar no relacionamento de um advogado com problemas financeiro que faz às vezes de treinador de lutas e um jovem desajustado que chega a cidade atrás do avô, que cuida das finanças do velho, atualmente, num asilo. Tudo é muito humano e trabalhado de maneira correta e sensível, como os bons filmes independentes americanos; gostei da participação de Amy Ryan (excelente atriz, sempre discreta, que esteve recentemente na série In Treatment, como consultora para o personagem de Gabriel Byrne, saudades desta série!), achava que o roteiro iria colocá-la como “vilã” dentro da trama, mas não, seu papel é sempre conciliador. Apontado como um dos dez melhores filmes independentes de 2011 pela National Board Review.
  131. Em Busca de um Assassino, Ami Canaan Mann – um dos acertos deste suspense policial, que poderia render muito mais, talvez inexperiência dos envolvidos com a produção, é o cenário, quase um personagem a parte dentro da trama, muito bem utilizados pela diretora. No entanto, o roteiro não consegue dar conta de toda complexidade apresentada inicialmente e, quando vemos o caso sendo resolvido parece que fomos ludibriados, havia muito mais potencial, tanto de bons personagens, como o da sumida atriz Sheryl Lee e da nova workholic do cinema, a jovem Jessica Chastain (A Árvore da Vida, Histórias Cruzadas e No Limite da Mentira, somente neste ano), quanto de situações de um típico suspense policial, o resultado ficou num meio caminho e o filme rende uma sessão Supercine! Outro equívoco é a tentativa de fazer com que Sam Worthington (de Avatar) seja um novo astro de Hollywood, não o é, falta além de óbvia bagagem dramática, uma das principais características das estrelas: carisma!
  132. 11-11-11, Darren Lynn Bousman – Adoro como os produtores/roteiristas inventam “pretextos” para criar um filme apocalíptico, nesta década a cada ano temos um, seja pelo calendário (como o maia) ou por alguma coincidência numerológica curiosa. No entanto, o roteirista/diretor Darren Lynn Bousman (com “super” credenciais de Jogos Mortais II, III e IV) poderia ter caprichado um pouco mais em sua película apocalíptica, pois do jeito que esta em cena parece uma variação (sem clima, sem tensão e pobre – ou alguém se assusta com aquelas criaturas a la Power Rangers) de A Profecia (claro que me refiro ao filme de Richard Donner). Pode-se até imaginar que a produção tenha um orçamento enxuto, visto que foi filmada em Barcelona (co-produção), tendo sempre aqueles momentos “todo mundo fala inglês fluentemente”…continua
  133. O Guarda, John Michael McDonagh – Bacana quando um excelente ator como Brendan Gleeson, do alto dos seus 56 anos, trabalhando de modo industrial, ainda conseguir protagonizar filmes, quando sabemos que são poucos os papéis para atores veteranos. E o melhor, este personagem de Gleeson é uma pérola da diversao e do humor sarcástico. Logo na primeira cena já descobrimos que tipo de “guarda” é o Sargento Gerry Boyle, daquele tipo que não se importa com nada! Trabalha de modo lento, em seus dias de folgas sai com prostitutas, no entanto, parece ser correto na sua ética… continua
  134. Reféns, Joel Schumacher – mais um filme a ser esquecido por três nomes reconhecidos na indústria de Hollywood, o diretor Joel Schumacher (que vive de altos e baixos, mas já esteve muito melhor num filme de cenário restrito, como aqui, lembram da cabine telefônica de Por Um Fio!), Nicolas Cage (que nesta década, de vinte filmes, salva-se em dois ou três, onde eu acredito que seja de próposito seu envolvimento em filmes B) e Nicole Kidman (que também não sei o que faz aqui, até não compromete, mas sua personagem, assim como os demais é muito mal resolvida). Não entendo como algum produtor ao ler o roteiro não conseguiu detectar que tinha um pequeno problema nele, falta conflito, alguns até são sugeridos (como a loucura de um dos assaltantes), mas nada é explorado de maneira adequada, e sempre tenho aquela sensação de que os “heróis” são muito estúpidos em cena. Fácil, fácil o filme poderia ter menos de uma hora de duração!
  135. Histórias Cruzadas, Tate Taylor -
  136. 30 Minutos ou Menos, Rubem Fleischer – com a maior boa vontade fui conferir este nova aventura cômica, se é que dá para classificá-lo assim, da nova parceria entre Ruben Fleischer e Jesse Eisenberg (do ótimo Zumbilândia), que vai chegar diretamente em dvd por aqui, acho que em Janeiro. Resultado não gostei! Mesmo projetando que Eisenberg consiga fazer personagens que fujam do clichê heroi-nerd, o filme tem um roteiro muito mal resolvido (o roteiro é de um estreante), uma coleção de situações meio desconexas (como acreditar que o parceiro idiota do bandido sabe montar bombas), há aventura mas falta bom humor! Além disso, preciso confessar que não suporto este comediante Danny McBride, isto que há pouco assisti seu outro filme (bem fraquinho), Sua Alteza.
  137. Meia Noite em Paris, Woody Allen – também comentei recentemente Meia Noite em Paris quando do seu lançamento em dvd, aqui é somente para enfatizar o quanto a nova produção de Woody Allen é interessante, mágica e sofisticada. Mas não um sofisticado para crítico, Allen consegue abordar uma época mágica para a cultura francesa e mundial (anos 20) sem oarecer didático ou nostálgico, tanto que até cria uma moral de história com este último. O elenco para variar está bem, com destaque positivo para Owen Wilson, que não conseguia visualizá-lo num papel a la Woody Allen, mas não destaco ninguém em especial, aqui para mim o grande destaque é o roteiro de Allen e a belíssima fotografia de Paris.
  138. Like Crazy, Drake Doremus - fácil, facíl o melhor romance do ano, ainda inédito por aqui, não acredito que tenha uma distribuidora forte por trás do filme pois mesmo tendo algumas premiações em festivais como Sundance para a revelação feminina, Felicity Jones (merecidíssimas), não vejo anúncio algum para o lançamento cinematográfico dele. Bom, filme independente americano com uma proposta batida: um con­fli­tu­oso romance jovem com a temá­tica da dis­tân­cia geo­grá­fica imposta pelo destino/acaso/”whatever”, mas que tem no par protagonista Jones e Anton Yelchin (de Star Trek e A Hora do Espanto), um dos destaques da película (tem química). O desconhecido diretor Drake Doremus consegue imprimir ao filme e aos personagens aspectos reais de um relacionamento sem banalizá-los ou mesmo “novelizar” as situações, mérito dele! O filme é um achado de carisma, bastante humano, a trama e os personagens são cativantes (inclusive, os personagens que surgem como interesses românticos dos protagonistas, como a bela Jennifer Lawrence, de X-Men e Inverno da Alma) e toques estilosos típico do cinema independente americano.
  139. Um Dia, Lone Scherfig - Há tanto tempo Hollywood tenta recriar um Harry & Sally – Feitos Um Para o Outro (com inúmeros exemplos, mas no momento só me vem a cabeça um mais recente, De Repente é Amor, com Amanda Peet e Ashton Kutcher), quando quem mais se aproxima do estilo da película (encontro e desencontros durante anos) foram os ingleses em Um Dia, claro que carregando mais no drama do que na comédia. Confesso que acho a proposta do filme bastante corajosa, se você não conhece o filme, ele em nada lembra, num primeiro momento, Antes do Amanhecer, que se passa num único dia, mas sim o mesmo dia durante 20 anos!…continua
  140. Batman: Ano Um (animação), Sam Liu e Lauren Montgomery  -
  141. No Limite da Mentira, John Madden – mesmo que não tenha sido anunciado oficialmente, acredito que No Limite da Mentira (ainda inédito por aqui) seja lançado diretamente em dvd, principalmente pela temática, agentes da Mossad estão muito longe de serem tão reconhecidos quanto os do FBI/CIA, além disto, o thriller de espionagem aposta bastante na carga dramática dos seus personagens, aqui já aproveito para elogiar o bom elenco, destaque para Jessica Chastain (em seu 3º ou 4º longa do ano) e, mais uma vez, constatar a falta de carisma/talento dramático de Sam Worthington. Um detalhe que após ver o filme me incomoda é que em sua divulgação (inclusive, numa simples sinopse) é revelado o grande segredo da trama, mola propulsora de todos os atos dos personagens e que no filme é segredo até determinado momento, falta um cuidado maior da distribuidora (no caso, Universal). Me parece um bom retorno do diretor John Madden (de Shakespeare Apaixonado) que andava envolvido em projetos de pouca repercussão e/ou fracos (A Prova, Capitão Corelli e Tiro Certo), ele consegue imprimir uma dinâmica as duas linha narrativas, mantendo a curiosidade sobre o segredo que os personagens carregam e, após a revelação, criar tensão em cima de uma consequência final para a trama. Vale uma conferida!
  142. A Coisa, Matthijs van Heijningen Jr. – mais um daqueles casos onde o trailer é melhor que o filme, havia me interessado pelo “prequel” de O Enigma de Outro Mundo (filmaço sci-fi oitentista, referenciado até hoje em diversos filmes e séries), intitulado A Coisa, menos mal que deixaram de lado uma refilmagem, até mesmo pelos nomes desconhecidos, achei que poderia fugir um pouco do padrão operário de Hollywood, ledo engano, acho que os nomes desconhecidos são mais bodes espiatórios dos produtores do estúdio, uma pena! O grande problema do filme é a falta de tensão e suspense, nada é dirigdio de maneira adequada, poucos sustos, diálogos irrelevantes, personagens mal construídos e tudo reduzido a apostas de qual será a próxima vítima do “alienígena mimetizador de seres”. Posso estar exagerando, até mesmo porque não acho o filme tão ruim assim, é somente mais uma constatação que a falta de um bom roteiro e um bom diretor faz muita diferença para o gênero terror!
  143. Os Smurfs, Raja Gosnell – total momento filme com criançada, gosto da ideía de adaptar a animação tão presente no consciente coletivo (apelando para a nostalgia dos pais), no entanto, será que seria necessário esta viagem de trazer meia dúzia de smurfs para a New York atual, não dava para criar um roteiro no universo original dos desenhos? Me parece preguiça de roteiristas e ambição de produtores, principalmente se pensarmos que o maior risco do filme era o personagem vilão Gargamel e este é, na verdade, o grande acerto da película, funciona como vilão e alívio cômico numa bela composição de Hank Azaria, sem mencionar seu parceiro gato. Os demais personagens humanos são meras escadas para os smurfs e não criam empatia com o espectador.
  144. O Caçador de Trolls (Troll Hunter), Andre Ovredal – uma boa surpresa este falso documentário realizado por comediantes noruegueses pegando carona na atual moda mundial. O destaque da película é seu protagonista, um solitário caçador corajoso e ciente de seu papel, que num momento “pouco se lixando” deixa uma equipe de televisão amadora lhe acompanhar na caçada aos assassinos de ursos por regiões montanhosas e florestas norueguesas sem saber que na verdade estão é caçando trolls (curioso detalhe da trama, buscar em sua cultura uma figura conhecida mundialmente para ser protagonista da trama), além disso, o roteiro ainda brinca com figuras públicas que escondem da sociedade a verdade sobre os trolls. Um bom passatempo, apesar das inúmeras falhas tão comuns no subgênero e nos demais personagens, sem identidade alguma.
  145. Albert Nobbs, Rodrigo Garcia - pelo jeito o dinheiro ganho em Damages começou a render frutos para Glenn Close, que diferente de sua contemporânea Meryl Streep, passou esta última década em filmes pouco representativos de seu talento, somente com sua entrada na série Damages, Close voltou às premiações, no caso televisivas, e agora terá oportunidade de ser novamente indicada como atriz pela composição de Albert Noobs, num filme produzido/roteirizado por ela. Terceiro trabalho da atriz com o diretor Rodrigo Garcia (anteriores foram Coisas que Você Pode Dizer Só de Olhar para Ela e Questão de Vida), numa recriação de época bastante eficiente, além do óbvio talento do diretor para direção de elenco, meu destaque particular, Janet McTeer, atriz inglesa que chegou a ser indicada no final dos anos 90 ao Oscar pelo filme Livre Para Amar, está fantástica na composição de seu personagem masculino, o qual só desconfiei porque não encontrava a atriz no filme, antes da revelação no decorrer do filme. No entanto, o filme tem um problema grave, provavelmente o impedindo de chegar forte nas premiações, a frieza narrativa, não há “uma torcida” pelo personagem de Glenn, nem mesmo uma identificação pela sua situação, estamos ali somente como observadores passivos.
  146. Toda Forma de Amor, Mike Mills - depois do “doido” Impulsividade, Mike Mills retorna com um ótimo filme ao circuito (lançado diretamente em dvd pela Universal), conseguindo criar uma comédia dramática/romântica, sem deixar a questão gay ser tratada como bandeira, mas sim retratar o relacionamento familiar entre Ewan McGregor (finalmente, num filme mais “normal”, muito bem cena) e Christopher Plummer (roubando todas as cenas, merecedor de todas indicações que vem recebendo), de maneira delicada e humana. Ainda acrescentando ao conflito familiar, no caso, o personagem de Plummer se revela gay somente quando fica viúvo, além disto, revela ter um câncer terminal, fazendo com que o filho que tem problemas de relacionamentos amorosos, após a morte do pai, comece a encarar a vida de maneira diferente, quando surge em cena a lindissíma Melanie Laurente (Bastardos Inglórios), com uma química incrível com Ewan. Mesmo a narrativa fragmentada usada em exaustão não atrapalha este belo e tocante filme, merece ser descoberto!
  147. Premonição 5, Steven Quale – o que a gente espera ao olhar o quinto exemplar de Premonição? Um evento inicial arrebatador (meu predileto continua sendo na rodovia) e as mortes inventivas na decorrência do filme, né? Mas os roteiristas podiam se aplicar um pouco mais e criar um contexto dramático, além de melhores personagens, para quem sabe deixar o filme um pouco mais tenso e interessante. Nem mesmo a ordem das mortes é supresa mais e, até mesmo, Tony Todd, como voz dos mistérios do filme ganha meia dúzia de diálogos que nada fazem sentido. A sequência final somente deixa uma sensação nostálgica de que a série já se esgotou a muito tempo. Nem vou comentar sobre os atores porque é óbvio que são todos fracos, sem destaque algum , e a direção também nada faz para superar o irregular roteiro!
  148. Margin Call – O Dia Antes do Fim, J.C. Chandor -
  149. Minhas Tardes com Margueritte, Jean Becker -
  150. Contágio,  Steven Soderbergh -
  151. Melancolia, Lars von Trier -
  152. O Gato de Botas, Chris Miller -
  153. 50%, Jonathan Levina -
  154. Estamos Juntos, Toni Venturi -
  155. O Filme dos Espíritos, Andre Marouço e Michel Dubret -
  156. A Pele que Habito, Pedro Almodovar -
  157. Tudo Pelo Poder, George Clooney -
  158. Sem Saída, John Singleton -
  159. Ataque ao Prédio, Joe Cornish -
  160. O Preço do Amanhã, Andrew Niccol -
  161. O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball), Bennett Miller -
  162. Precisamos Falar sobre o Kevin, Lynne Ramsay -
  163. A Casa de Alice, Chico Teixeira -
  164. Incêndios, Dennis Villeneuve

2 Respostas to “Filmes vistos em 2011”

  1. Hitman0013 Says:

    Gostei do visual do site e muito elegamte e bem clean ainda mais com noticias de Filmes 2011 adorei o conteudo e sempre estarei seguindo as noticias de seu site valew ai.
    Fica na paz

  2. luciano alves dos santos Says:

    achei q o site ficou muito bacana,parabéns!!so tem um filme q assisti no SBT não me lembro a data q não consigo achar:O Inferno de São judas. obrigado.forte abraço.

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