Filmes Vistos em 2013

  1. frankenweenieFrankenweenie, Tim Burton – repetindo o que ocorreu alguns anos atrás (com a dobradinha A Noiva Cadáver e A Fantástica Fábrica de Chocolate), Tim Burton lança dois projetos no mesmo ano, uma animação e um filme “normal”, desta vez, foram Sombras da Noite e Frankenweenie, como resultado, repetindo o exemplo supracitado, a animação é muito melhor que o filme “normal”. Reconhecido como um “autor” dentro das engrenagens de Hollywood, Burton, sempre teve seu estilo pró narrativa de uma boa história, no entanto, em seus filmes recentes, com exceção de Sweeeney Todd, isto não acontece, o estilo permanece lá, com a mesma maestria, no entanto, o tom da narrativa não acompanha o estilo impresso pelo diretor/roteirista. Aqui, em Frankenweenie, uma refilmagem de um curta dirigido pelo diretor nos anos 80 (ainda um desconhecido trabalhando no estúdio Disney), transformado em longa, vemos os “velhos temas” de Burton em cena na narrativa, o fascínio pela morte, as homenagens ao cinema (principalmente, o cinema B) e o humor negro, representado na tela com um preto-e-branco justificável, bons personagens e um ritmo de aventura, no mínimo, interessante ainda, que pese contra o filme um tom de terror acima do adequado para as crianças, possivelmente, dificultando sua “venda” para este público. Já os adultos e, principalmente, fãs do diretor, reconhecerão suas referências aos ícones do cinema de terror da década de 50 (na figura do ator Vincent Price), à trama de Frankstein de Mary Shelley, sobrando ainda tempo para mostrar um tipo de Godzilla, em determinada sequência do filme. Muito bacana, melhor animação de 2012!
  2. asombradoinimigoA Sombra do Inimigo, Rob Cohen – putz grila!!! como o estúdio conseguiu afundar uma franquia tão boa quanto à do personagem literário Alex Cross, vivido duas vezes anteriores por Morgan Freeman, em filmes que exploravam de maneira inteligente e dinâmica a principal característica dos livros: o suspense psicológico. O que o roteiro de Marc Moss e Kerry Williamson e a direção de Rob Cohen conseguiram foi destruir qualquer sutileza do suspense do filme, nem vou comentar a parte psicológica, pois para os roteiristas isto facilmente se confunde com mediunidade e adivinhação. O vilão Michael Sullivan (extremamente caricato, apesar do claro esforço físico de Matthew Fox) não possui motivação alguma, é simplesmente um assassino de aluguel, meio psicótico, meio serial killer, que atua não sei de que forma, afinal aparece em qualquer lugar e momento rompendo a lógica da física; mais ainda há coisa pior, Tyler Perry substituindo o excelente Morgan Freeman que consegue dar profundidade para qualquer diálogo, é um vexame, o ator conhecido pela criação/roteiro/direção da cinessérie Madea (uma espécie de Vovózona, que faz bastante sucesso com o público alvo das comédias) não consegue imprimir sentimento algum ao personagem, que tem sua fase mais trágica retratada nesse filme (pois se não me engano, a perda da mulher grávida era mencionado nos filmes anteriores do personagem), parece um tipo justiceiro a la Dwayne The Rock Johnson, nem vou me arrisca em comentar sobre Edward Burns pois o ator, que já foi um roteirista interessante, não consegue ser mais do que canastrão ultimamente. Sem dúvida um dos piores filmes do ano, péssimo roteiro e um elenco completamente equivocado!
  3. anegociacaoA Negociação, Nicholas Jarecki – espero que Richard Gere aproveite seu bom momento, diga-se de passagem, com méritos, para sair da má fase no qual se encontra, poder se testar com um personagem que foge dos estereótipos que normalmente rodeiam a “persona” do ator é uma saída! Aqui vemos um legítimo thriller deste novo século, pessoas envolvidas em crises financeira e apresentando uma moral ambígua, claro que Robert Miller estar representado por Gere facilita em muito para simpatizarmos pelo personagem, no entanto, seu comportamento e suas atitudes são dignas de um verdadeiro vilão covarde! A trama em si foge um pouco da complexidade econômica de seu contexto, uma pena, para seguir somente a perspectiva do personagem central. O roteiro tem uma dinâmica interessante, as vezes, até surpreendente e a vida de Miller toma dimensões trágicas com o passar da metragem, se revelendo um bom passatempo, além disso, o diretor/roteirista Jarecki filme com bastante elegâncias seus cenários requintados e a presença de Susan Sarandon, a princípio, coadjuvante de luxo, se revela um acerto ao final.
  4. esevivessemosE Se Vivêssemos Todos Juntos?, Stephane Robelin - para alegria dos cinéfilos em geral, parece que estamos vendo surgir um subgênero dentro do cinema mundial que, se não é relevante dentro do cenário cinematográfico, ele vem atender uma demanda tanto interna (atores experientes) quanto externa (público): dramédia de reunião de elenco veterano! Em 2012, tivemos O Excêntrico Hotel Marigold, um dramédia sensível e recheada de excelentes atores ingleses, inclusive sendo citado em algumas listas dos melhores do ano, já E Se Vivêssemos Todos Juntos? é a resposta francesa, também com elenco veterano local e de brinde, a clássica Jane Fonda (ainda bela, em francês fluente) e o alemão Daniel Bruhl (de Eduktors e Feliz Natal), um guri frente ao elenco principal do filme. Como típico filme europeu (francês), o roteiro aborda com melancolia o grupo de amigos (dois casais e um solteirão convicto) em sua reta final de vivência nesse plano(!), para isto, o roteiro não abre mão de discussões sobre política e história em meio aos conflitos que surgem dentro do grupo (por revelações do passado) e da difícil aceitação do ser humano pela decadência física e mental. Mesmo assim, o filme foge do dramalhão e possui diversos momentos divertidos, deixando-o bastante humano e terno. Vale a conferida! 
  5. Perigo por Encomenda, David Koepp -
  6. As Vantagens de Ser Invisível, Stephen Chbosky -
  7. A Viagem, Tom Tykwer, Andy e Lana Wachowski –
  8. O Impossivel, Juan Antonio Bayona –
  9. Jack Reacher – O Último Tiro, Christopher McQuarrie –
  10. Lincoln, Steven Spielberg –
  11. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, Peter Jackson –
  12. O Lado Bom da Vida, David O. Russell –
  13. Os Miseráveis, Tom Hooper –
  14. O Vôo, Robert Zemeckis –
  15. As Sessões, Ben Lewin –
  16. A Hora Mais Escura, Kathryn Bigelow
  17. Django Livre, Quentin Tarantino –
  18. Detona Ralph, Rich Moore –
  19. Mama, Andrés Muschietti –
  20. Terror em Silent Hill: Revelação, Michael J. Bassett –
  21. A Origem dos Guardiões, Peter Ramsey –
  22. Hypnotisoren (Hipnotist), Lasse Hallstrom –
  23. O Mestre, Paul Thomas Anderson –
  24. Anna Karenina (2012), Joe Wright –
  25. Sete Psicopatas e um Shih Tzu, Martin McDonagh –
  26. A Saga Crepúsculo – Amanhecer parte 2, Bill Condon –
  27. A Caça, Thomas Vinterberg –
  28. O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho –
  29. Atrás da Porta, István Szabó –
  30. The Haunting in Connecticut 2: Ghosts of Georgia, Tom Elkins –
  31. Great Expectations (2012), Mike Newell –
  32. Códigos de Defesa, Kasper Barfoed –
  33. Dezesseis Luas, Richard LaGravenese –
  34. João e Maria: Caçadores de Bruxas, Tommy Wirkola -
  35. A Hospedeira, Andrew Niccol - 
  36. Somos Tão Jovens, Antônio Carlos Fontoura - 
  37. A Beira do Caminho, Breno Silveira - 
  38. Os Escolhidos (Dark Skies), Scott Charles Stewart -  
  39. Fale com Ela, Pedro Almodovar (revisão) –
  40. Homem de Ferro 3, Shane Black –
  41. Oz: Mágico e Poderoso, Sam Raimi -
  42. Meu Namorado é um Zumbi, Jonathan Levine - 
  43. Agente C – Dupla Identidade, James Marsh - 
  44. Jack – O Caçador de Gigantes, Bryan Singer - 
  45. Camille outra vez, Noemie Lvovsky -
  46. Terapia de Risco, Steven Soderbergh
  47. Era Uma Vez Eu, Verônica, Miguel Gomes - 
  48. Behind the Candelabra, Steven Soderbergh –
  49. Um Porto Seguro, Lasse Hallstrom –
  50. Segredos de Sangue, Park Chan-Wook –
  51. O Lugar Onde Tudo Termina, Derek Cianfrance -
  52. A Morte do Demônio, Fede Alvarez - 
  53. Universidade Monstros, Dan Scanlon - 
  54. G.I. Joe: Retaliação, John M. Chu - 
  55. Chamada de Emergência, Brad Anderson - 
  56. Sem Perdão, Niels Arden Oplev –
  57. Invasão à Casa Branca,  Antoine Fuqua –
  58. Em Transe, Danny Boyle –
  59. Passion, Brian de Palma –
  60. O Quarteto, Dustin Hoffman –
  61. No (2012), Pablo Larraín - 
  62. O Homem de Aço, Zack Snider - 
  63. Bem-vindo aos 40, Judd Apatow - 
  64. Oblivion, Joseph Kosinski - 
  65. Minha Mãe é uma Peça – O Filme, Andre Pellenz - 
  66. Antes da Meia-Noite, Richard Linklater - 
  67. elenaElena, Petra Costa - Acho que é inconsciente, mas acabo acompanhando muito pouco os documentários lançados por aqui (o que já é um número reduzido frente à produção), independente da nacionalidade; pensando um pouco, nos últimos anos, assisti somente alguns títulos que chegaram ao Oscar e os docs de Michael Moore (Tiros em Columbine e Fahrenheit 11 de Setembro). Talvez acabe associando, inconscientemente, ao gênero sua exibição em canais da tevê à cabo, sempre parecidos (animais, localidades, aventuras,…) e exibidos no modo ad eternum. No entanto, mesmo não havendo repercussão internacional (através de premiações) foi no Facebook que me chamou a atenção a repercussão de Elena, que teve foi lançado no circuito exibidor em maio passado (atualmente, enquanto escrevo, está presente em 4 salas), claro que bastante restrito como ocorre com todo o gênero. Continua
  68. Tese sobre um Homicídio, Hernán Goldfrid - 
  69. A Busca, Luciano Moura - 
  70. Ferrugem e Osso, Jacques Audiard - 
  71. Círculo de Fogo, Guillermo Del Toro - 
  72. Sem Dor, Sem Ganho, Michael Bay - 
  73. Star Trek – Além da Escuridão, J.J. Abrams - 
  74. White Frog, Quentin Lee - 
  75. Invocação do Mal, James Wan - 
  76. Sem Proteção, Robert Redford -
  77. Os Amantes Passageiros, Pedro Almodóvar - 
  78. Habemus Papam, Nanni Moretti -  
  79. Amor Bandido (Mud), Jeff Nichols - 
  80. Barbara, Christian Petzold
  81. O Último Elvis, Armando Bo - 
  82. Guerra Mundial Z, Marc Foster - 
  83. Velozes & Furiosos 6, Justin Lin - 
  84. Redenção, Steven Knight - 
  85. Pelos Olhos de Maisie, Scott McGehee e David Siegel - 
  86. Os Croods, Chris Sanders e Kirk de Micco - 
  87. O Grande Gatsby, Baz Lurhmann - 
  88. É o Fim, Seth Rogen e Evan Goldberg - 
  89. Família do Bagulho, Rawson Marshall Thurber - 
  90. Faroeste Caboclo, René Sampaio –
  91. Gravidade, Alfonso Cuarón –
  92. O Cavaleiro Solitário, Gore Verbinski –    
  93. O Concurso, Pedro Vasconcelos - 
  94. Meu Malvado Favorito 2, Chris Renaud e Pierre Coffin - 
  95. Obsessão, Lee Daniels - 
  96. Os Estagiarios, Shawn Levy - 
  97. Os Suspeitos, Denis Villeneuve - 
  98. Red 2 – Aposentados e Ainda Mais Perigosos, Dean Parisot - 
  99. O Verão da Minha Vida, Nat Faxon e Jim Rash - 
  100. Linha de Ação, Allen Hughes - 
  101. Riddick 3, David Twohy - 
  102. Wolverine – Imortal, James Mangold - 
  103. Minha Vida Dava Um Filme, Shari Springer Berman, Robert Pulcini - 
  104. Percy Jackson e o Mar de Monstros, Thor Freudenthal - 
  105. Frances Ha, Noah Baumbach - 
  106. Paris-Manhattan, Sophie Lellouche - 
  107. Elysium, Neil Blomkamp -  
  108. Machete Mata, Robert Rodriguez - 
  109. Capitão Phillips, Paul Greengrass - 
  110. A Família, Luc Besson - 
  111. Kick-Ass 2, Jeff Wadlow
  112. A Garota com Nove Perucas (Heute bin Ich Blond, 2013), Marc Rothemund - 
  113. O Tempo e o Vento, Jayme Monjardim - 
  114. Thor: O Mundo Sombrio, Alan Taylor - 
  115. O Mordomo da Casa Branca, Lee Daniels - 
  116. Fruitvale Station – A Última Parada, Ryan Coogler - 

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