Pilotos Mid Season 2018

15/01/2018

9-1-1 (canal Fox): 1ª temporada

O drama explora as vidas de policiais, paramédicos e bombeiros que precisam enfrentar as situações mais assustadoras e chocantes, enquanto respondem a chamados de emergência, e devem equilibrar o trabalho de salvar os mais vulneráveis e resolver os problemas em suas próprias vidas.

A série é estrelada por Connie Britton, Angela Bassett e Peter Krause; e conta ainda com Oliver Stark, Aisha Hinds, Kenneth Choi e Rockmond Dunbar no elenco regular.

s01e01 Pilot – Bombeiros, Policiais e Médicos trabalham sob pressão junto com a atendente do 911, Abby Clark (Connie Britton) e precisam conciliar essas situações críticas com sua vida pessoal.

Ryan Murphy e equipe devem estar trabalhando a todo vapor, acabam de lançar mais uma série, agora pelo canal Fox, sem ser antológica, e trazendo para o protagonismo ótimos nomes de temporadas de American Horror Story: Angela Basset e Connie Britton;

Ainda que seja um procedural médico/policial, como por exemplo a franquia Chicago, a série parece querer abordar seus personagens de maneira ímpar, temos desde o início do episódio destaque para 3 personagens, já com dramas pessoais apresentados, a telefonista do serviço de emergência com a mãe acamada, a policial casada com um homossexual e o jovem bombeiro com comportamento de compulsão sexual. Assim, se por um lado, o procedural pouco pode trazer de novidade, o lado de identificação com personagens pode impressionar, vamos ver que tom a série introduzirá ao longo dos episódios.

s01e02 Let Go – Uma noite em um parque de diversões vira um pesadelo quando um mau funcionamento da montanha-russa deixa vidas em risco. Ainda não me acostumei com o tom ora cômico, como nas mortes do parque, ora dramático que o texto apresenta, achei tudo meio bizarro, mesmo com um elenco tão bacana, além disso, Peter Krauze parece não ter encontrado o tom do “mestre myagi” do Bombeiros.

THE CHI (canal Showtime): 1ª temporada

“A história de um jovem negro atingindo a idade adulta”.

Uma história relevante, atemporal e distinta sobre amadurecimento que acompanha a vida de seis personagens inter-relacionado na zona sul de Chicago. A história é centrada em Brandon, um rapaz confiante e ambicioso que sonha em um dia abrir o próprio restaurante, mas sente-se conflitado entre a promessa de uma nova vida e suas responsabilidades perante a mãe e o irmão adolescente.

s01e01 Pilot – Um evento fatídico envia ondas de choque através de uma comunidade no lado sul de Chicago, conectando quatro vidas.

Gosto quando um piloto subverte as expectativas de um velho série maníaco como este que vos escreve, porque o piloto, do qual eu nada conhecia, me fez acreditar que o jovem Coogie era o protagonista, ou um dos, mas na verdade ele meio que é o catalisador dos eventos que devem surgir com sua morte. Fiquei mais surpreso ainda ao observar que a série foi criada por Lena Waithe, a personagem Denise de Masters of None, e dando uma conferida em sua filmografia ela é notadamente conhecida como escritora, inclusive de série como Bones. Curioso para ver como a série será desenvolvida.

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The X-Files (FOX) – 11ª temporada

15/01/2018

s11e01 My Struggle III – Mulder e Scully descobrem que eles não são os únicos em busca de William. O destino do mundo pode estar dependendo disso.

Não achei que viveria para ver a mitologia de Arquivo X ser implodida de tal maneira como ocorreu neste episódio, Chris Carter dá sinais de porque sua carreira nunca deslanchou pós The X-Files, mesmo conseguindo emplacar Millennium, o criador/roteirista nunca mais conseguiu emplacar um produto com chances de sucesso mínimo como Arquivo X.

Se a temporada passada o destaque foram os episódios filler, neste temporada o mesmo parece que irá se repetir, porque? Por que o roteirista resolver chutar toda a estrutura mitológica de 25 anos (lembrando que a série estreou em 1993), para tentar surpreender ou chocar o espectador comum, como se este fosse o mérito do sucesso da série; fiquei extremamente aborrecido com o destaque proporcional dado ao Canceroso como se ele fosse a mola propulsora dos eventos da série, sim o personagem pode até achar isto, mas a série teria que dar moral aos agentes Mulder e Scully, estes sim, os grandes “carregadores de piano” da série (prova disso é o fracasso das temporada sem os agentes). Até entendo porque da atriz Gillian Anderson dar entrevistas se despedindo definitivamente da série, certamente indícios de vergonha alheia! Digo para vocês, realmente, não achava que a série tivesse coragem de corromper o legado até aqui construído por motivos fugazes! É para rezar que o restante se mantenha em pé até o final da temporada!

s11e02 This – Um velho amigo pede ajuda a Mulder e Scully de um jeito aparentemente impossível, revelando um segredo arrepiante. Nada como contar com velhos conhecidos para dar um “up” na expectativa da temporada, Glen Morgan, meu roteirista predileto da série, chega trazendo aquele dose de nostalgia (os Pistoleiros Solitários) como novas conspirações; apesar de achar tudo meio atrapalhado/confuso, é um episódio que se sustenta em pé mesmo após anos do sumiço do personagem, além de trazer conceitos que a série sempre trabalhou.

Star Trek: Discovery (CBS All Acess/Netflix) – 1ª temporada

15/01/2018

Star Trek: Discovery vai acompanhar uma nova nave, a U.S.S. Discovery, com novos personagens em novas dimensões, “enquanto abraça a mesma ideologia e esperança para o futuro que inspirou uma geração de sonhadores”.

O elenco do seriado conta com Sonequa Martin-Green (The Walking Dead), Doug Jones (O Labirinto do Fauno, Hellboy), Anthony Rapp (Uma Mente Brilhante) e Michelle Yeoh (Marco Polo, O Tigre e o Dragão).

s01e01 The Vulcan Hello – Durante uma patrulha ao espaço da Federação, uma nave dos EUA encontra um objeto de origem desconhecida, colocando a oficial Michael Burnham perante o seu maior teste até agora.

s01e02 Battle at the Binary Stars – Face a face com as naves de guerra Klingon, A nave Shenzhou da Federação se prepara para a possibilidade da guerra se as negociações falharem. Em meio à turbulência, Burnham olha para a sua educação em Vulcan em busca de orientação.

A retomada do universo Star Trek na telinha chega em boa hora, primeiro por se tratar de uma produção streaming do próprio canal CBS em parceria com a Netflix (distribuindo para os mercados fora dos Eua), digo isto, porque normalmente isto gera produções que não dependem exclusivamente de audiência medida a cada semana/episódio, como ocorre rotineiramente, mas sim as temporadas – fechadas – servem de produto de promoção para os canais streaming, podendo dar maior liberdade aos criadores/roteiristas.

Retomando a trama televisiva, optou-se por voltar no tempo, assim como no universo cinematográfico, que retomou os personagens clássico, Capitão Kirk, Spock e cia, aqui estamos anterior a este momento, e já temos um clássico conflito da franquia a Federação vs. Klingon (com direito a fala própria e tudo mais que os nerds piram!). Gostei da produção como um todo, achei acima do nível razoável visto na televisão, dos personagens e de algumas pitadas do que podemos ver nesta temporada, sempre com a possibilidade de contexto social e político ser mimetizado ao nosso contexto atual.

Boa perspectiva, muito mais em boas mãos como do as showrunner de Hannibal e American Gods, Bryan Fuller!

s01e03 Context is for Kings – Michael é convocada à U.S.S. Discovery, e descobre que as coisas não são o que parecem. Incluindo o misterioso Capitão Gabriel Lorca.

Agora sim, passado a season premire dupla, começamos a ser apresentados ao universo de Discovery, a nave ao qual Michael estará inserida, a personagem diga-se de passagem ganha contornos bastante dramáticos após o episódio do motim, motivo de falatórios na Federação, porém parece que seu perfil serve para o ambíguo Capitão Lorca, fiquei curioso com o personagem. Ainda não consigo imaginar o caminho que a série irá trilhar, pois estamos em guerra com os Klingons, então não sei se abraçará esta vertente com bastidores do poder/conspiração ou trilhará em busca de novos planetas e sociedades.

s01e04 The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry – Ao tentar implementar a visão de T’kuvma, Voq tem sua autoridade desafiada, enquanto Michael investiga uma possível solução para as dificuldades de propulsão da nave.

Acredito que se a série continuar daqui terá encontrado uma dinâmica muito legal, bons efeitos, personagens e um roteiro que sabe aonde quer chegar, confesso que Michael é uma personagem muito interessante, assim como o Capitão ao qual não sabemos qual sua índole, e paralelamente, ainda acompanhamos os bastidores do mundo Klingon, em meio a esta guerra. Tem me surpreendido positivamente!

s01e05 Choose Your Pain – Lorca é capturado pelos Klingons e tem que dividir a cela com um improvável colega. A Discovery é designada para resgatá-lo, a despeito das dúvidas de Michael. Apesar da velha trama de prisioneiro e os truques de cela, o roteiro acerta em trazer Capitão Lorca para os holofotes, além de ser bem defendido pelo Jason Isaacs, o personagem tem uma visão da Guerra contra os Klingons bastante peculiar para um membro da Federação, além disso, mesmo  sendo um sci-fi a série nos trouxe um debate animado sobre o uso de animais em pesquisas/meios de sobrevivência humana em detrimento da espécia subjugada, muito interessante e relevante.

s01e06 Lethe – A tripulação da U.S.S. Discovery está intrigada com a chegada de um novo tenente, Ash Tyler. Sarek procura a ajuda de Burnham, reavivando memórias de seu passado. Almirante Cornwell questiona as táticas de Lorca. Tendo sido renovada para sua 2ª temporada nesta semana, fico mais contente pela maneira como os roteiristas estão construindo o universo da série, apresentando cada personagem sem pressa, após nos apegarmos à garra e impulsividade de Michael; as tramas estão muito bem construídas, espero que continue assim!

s01e07 Magic to Make the Sanest Man Go Mad – Um velho conhecido de Lorca e Tyler, do tempo em que estiveram aprisionados, ataca a Discovery, e seu objetivo é entregar a nave aos Klingons. Apesar de apostar no velho episódio “loop temporal”, a la Feitiço do Tempo, recurso narrativo bem clichê dentro de varias séries, o que não é problema quando bem utilizado, o roteiro e o ator Rainn Wilson conseguiram em apenas sete episódio e duas participações criar um personagem icônico não regular dentro da série, isto é bem comum no universo Star Trek e acredito que veremos Harry Mudd em muitos outros episódios enquanto a série estiver no ar.

s01e08 Si Vis Pacem. Para Bellum – A U.S.S Discovery recebe uma missão de alta prioridade que os leva ao Planeta Pahvo com o objetivo de aprender a ciência escondida por trás da tecnologia de camuflagem dos Klingons. Voltando a “velha fórmula” de Star Trek de interagir com um planeta, aqui numa experiência, não muito boa, porém o forte do episódio é com certeza os bastidores do poder Klingon, bastante curiosa para saber onde vai chegar a revolta de uma personagem em questão.

s01e09 Into a Forest I Go (Mid season finale) – Ignorando as ordens da Frota Estelar, Lorca usa os melhores recursos da tripulação da nave U.S.S Discovery em um esforço para acabar com a guerra contra os Klingons de uma vez por todas. A série têm conseguido reunir diversos acertos, desde o elenco principal ate tópicos de abordagem do roteiro, gosto muito do tom da guerra com os Klingons (com referências à nossa sociedade atual), questões ambientais e históricas dentro da mitologia Star Trek, como o funcionamento do sistema de dobra, rotineiro em outras séries do universo, aqui ganhou contexto mais dramático por ainda ser uma tecnologia nova. Mesmo que ainda não consiga inovar na narrativa, conflito da semana, acho que a série tem potencial de ser um pouco diferente até por ser um produto streaming, sem obrigações de corresponder em audiência real/ao vivo.

(atualizado) s01e10 Despite Yourself – Tyler enfrenta uma crise de estresse pós-traumático enquanto uma falha do motor de esporos atira a Discovery num universo alternativo e selvagem. Episódio de retorno pós hiato, com o velho clássico da franquia, universos paralelos, adoro estes episódios, que brincam com características de personagens já definidas e dão chance para seus intérpretes brincarem com outros nuances dos mesmos, deixou um gancho para o próximo…

Will & Grace (NBC) – 9ª temporada

15/01/2018

s09e01 Eleven Years Later – Onze anos depois de serem vistos pela última vez, as opiniões políticas de Will e Grace são colocadas à prova.

s09e02 Who’s Your Daddy – Grace e Karen entram em crise quando Karen pede um aumento. Jack e Will tentam sair com homens mais jovens, mas descobrem que namorar é mais difícil do que eles pensavam.

Nunca fui um fã da série em sua primeira exibição ininterrupta, via ocasionalmente, mas nunca fiel; como atualmente acompanho poucas sitcoms, nenhuma de claque, resolvi checar o que o elenco e roteiristas têm a dizer neste tempos cinzentos, e claro, há muito o que se dizer, mostrar e gargalhar. Nesta retomada uma piscada crítica à Trump, principalmente pela língua solta, e em seguida, já começa a zoação interna com os personagens discutindo e rindo sobre a passagem de tempo. Gostei e espero que continue com esta pegada.

s09e03 Emergency Contact – Grace vai ao médico e recebe uma noticia e uma visita inesperada!

s09e04 Grandpa Jack – Jack fica surpreso ao saber que seu filho Elliot já é pai, e o garoto precisa de uma ajuda que apenas Will e Jack podem oferecer. Grace e Karen se interessam pelo novo garoto no trabalho.

E toma discussões relevantes como acampamento para cura gay, e o roteiro mesmo que nem sempre funcione no que concerne as piadas, deixa bem claro pelo ridícula da situação o quanto certos tópicos atuais são ridículos de serem centros de discussões enquanto o mundo esta girando e outras coisas importantes ficam à merce. Outro fator que parece ser central nesta temporada é o retorno do personagens importantes na história da série, como o retorno de Harry Conick Jr. como ex-marido de Grace. Preciso dizer o quanto Karen contiua surreal porém extremamente atual em seus impropérios (timing perfeito).

s09e05 How to Succeed in Business Without Really Crying – Grace tenta decorar uma série de hotéis para um cliente desagradável. Enquanto isso, Will está surpreso com sua reação ao ser promovido. Beverley Leslie revela seu segredo para Karen.

s09e06 Rosario’s Quinceanera – EPISÓDIO 200: Karen tem problemas para lidar com uma tragédia pessoal, e Will, Grace e Jack tentam intervir. O novo relacionamento comercial de Will e Grace começa a mostrar sinais de estresse. Nada como uma marca, 200 episódios, para os roteiristas encontrarem uma desculpa para fazer homenagens ou “fan service”, aqui tivemos a morte da clássica Rosario, que mexe bastante com Karen, um episódio menos irônico e engraçado em detrimento de uma pegada mais emocional.

s09e07 A Gay Olde Christmas – Will, Grace, Karen e Jack desejam ter vivido o Natal na Nova York de antigamente, mas percebem que o passado não era tão romântico e aberto à diversidade como eles imaginavam. Nada como um saudosismo deslocado para percebermos o quanto avançamos socialmente, apesar dos pesares, um ótimo episódio!

(atualizado) s09e08 Friends and Lover – Will and Grace se interessam pelo mesmo homem, enquanto Jack e Karen adquirem uma nova obsessão. A série retorna pós hiato com um típico episódio de sitcom no que melhor lhe define, um plot amoroso/sexual envolvendo os protagonistas (coisas dos tempos atuais kkkk) e os coadjuvantes implicados numa subtrama de galhofa. Ótimo!

The Good Place (NBC) – 2ª temporada

15/01/2018

s02e01 Everything is Great – Tendo tido suas memórias apagadas por Michael, Eleanor, Chidi, Tahani e Jason voltam ao Lugar Bom. 2) Jason ganha uma nova alma-gêmea, Tahani lida com as consequências da noite anterior e Eleanor e Chidi chegam a surpreendentes conclusões.

Embora não goste de episódios duplos de séries cômicas, acredito que seja difícil equilibrar o ritmo, TGP para ter tido sorte ou planejamento em criar um longo episódio focado no restart que Michael criou ao final da surpreendente primeira temporada. É estranho observar como a série se coloca como uma comédia meio que involuntária, politicamente incorreta, na qual os personagens carregam a trama e não o contrário, o humor se encontra no conflito de personalidades naquele cenário surreal e não o contrário, a graça não se encontra nos aspectos angelicais/diabólicos, mas sim como as pessoas se enxergam e como se comportam para atingir padrões.

Assim sendo, já gostando do quarteto protagonista, e mais alguns coadjuvantes como Janet, quero ver o que mais o esperto roteiro irá nos mostrar nesta 2ª temporada, para quem sabe, elevar a série ao patamar das premiações. Na torcida pelo sucesso da querida Kristen Bell!

s02e02 Dance Dance Revolution – Problemas continuam surgindo, mas Michael não desiste dos seus planos mirabolantes. Eleanor faz uma descoberta surpreendente. A série têm conseguido seguir um caminho bastante curioso para esta nova temporada, sem seguir necessariamente com a trama dos personagens, o que faria com que a mesma criasse uma “barriga” (enrolasse), o roteiro esta circulando sempre na ideia de quais possibilidades Michael tem para “torturar” o quarteto no Bad Place de maneira funcional naquele universo, gerando inclusive conflitos com os funcionários do lugar (hilário); que série fora da curva atualmente do que os sitcoms atuais apresentam na tevê aberta.

s02e03 Team Cockroach – Michael aborda as coisas de um novo ângulo. Eleanor, Chidi, Tahani e Jason tentam tomar uma decisão coletiva.

A série resolveu de alguma maneira seu entrave entre Michael e o quarteto, mesmo não perdendo o ar inovador da série, o bla-bla-bla do episódio nem sempre soou engraçado para mim, gosto da série, proposta, atores e o timing cômico, só ficou um pouco abaixo dos anteriores!

s02e04 Existential Crisis – Eleanor e Chidi tentam humanizar Michael e a reação dele foge do controle. Tahani organiza um jantar para impressionar mesmo sabendo que está fadada ao fracasso. Jason a consola quando as coisas vão mal. Mesmo sabendo que a storyline de Tahani e Jason acabou do jeito que acabaria, confesso que não lembro de um sitcom ter tantas referências filosóficas em seu roteiro e não se tornar enfadonho, estar lá para colaborar com a narrativa e levantar tópicos sobre ética e outros conceitos rotineiros de uma maneira ímpar.

s02e05 The Trolley Problem – Michael não consegue compreender os princípios da ética humana, deixando Chidi frustrado. Tahani e Jason se abrem com Janet.

s02e06 Janet and Michael – Quando a vizinhança apresenta uma pequena falha, Michael precisa resolver o problema com Janet antes que as coisas saiam do controle.

Dois episódios bem escritos e cheios de novas nuances com total destaque para Janet, uma personagem coadjuvante que vem ganhando bastante importância nesta temporada, além dela Michael também esta muito bom, nota-se isto devido a uma leve alteração na perspectiva da temporada, agora como temos Michael tentando manter seu status junto aos 4 principais para ludibriar seus “Chefes” o personagem tem tido oportunidade de diversificar seu texto e conflitos.

s02e07 Derek – Michael busca a ajuda de Eleanor e Chidi para resolver um problema criado por Janet. Jason surpreende Tahani com uma ideia inesperada. Com a ótima saída encontrada por Janet para não se sentir mais sozinha e evitar novos danos ao Bad Place conhecemos Derek e com isto novas piadas e situações hilárias, talvez não muito engraçado o desfecho com a situação de jason e Tahani, porém o ganho para o próximo episódio foi eficaz.

s02e08 Leap to Faith – O chefe de Michael traz notícias boas e ruins, e lealdades começam a ser questionadas. Eleanor, Chidi, Tahani e Jason precisam decidir o que vão fazer. Bom episódio de retorno pós hiato, cheio de possibilidades e com um gancho incrível para o restante da temporada; a dinâmica da série continua sendo uma das suas melhores características, incluindo um performance acima da média de Ted Danson que criou um personagem cheio de nuances e é o melhor personagem da série neste momento.

(atualizado) s02e09 Best Self – Michael está em uma situação complicada. Enquanto isso, Eleanor tem uma nova ideia que coloca a prova os sentimentos de Chidi, Tahani, Jason e até mesmo Janet. Aqui sinto que o episódio deu uma “fillerizada”, andou andou andou e permaneceu no mesmo lugar, apesar de alguma boas tiradas, com destaque para Jason. Ansioso pelo próximo…

The Good Doctor (ABC) – 1ª temporada

15/01/2018

A série foca no Dr. Shaun Murphy (Freddie Highmore, de Bates Motel), um jovem cirurgião com autismo e síndrome de Savant que se muda de uma vida tranquila no interior para se juntar à unidade cirúrgica de um hospital de prestígio. Sozinho no mundo e incapaz de se conectar pessoalmente com aqueles que o rodeiam, Shaun usa seus dons médicos extraordinários para conquistar seus colegas e salvar as vidas dos pacientes

A grande questão da série é colocar à prova se alguém que não tem a capacidade de se relacionar com outras pessoas realmente pode salvar vidas.

s01e01 Burnt Food – Dr. Shaun Murphy em sua apresentação à junta do hospital St. Bonaventure ja enfrenta um caso médico logo no aeroporto, enquanto isso, somos apresentados superficialmente aos demais médicos da série, alguns já debatendo a chegado de Shaun; além disso, ainda tivemos lampejos da juventude de Shaun conectada ao dr. Glassman e a uma figura familiar bastante generosa com ele.

David Shore caprichou em seu retorno aos dramas médicos, após o término de House (seu grande sucesso até hoje), o showrruner e roteirista desenvolveu Battle Creek (cancelada em sua 1ª temporada pelo canal CBS) e Sneaky Pete (ainda viva, segundo informações retorna para 2ª temporada pelo Amazon em 2018); no entanto, nenhuma repercutiu como House, assim Shore praticamente recria o mesmo ambiente profissional de House e, para diferenciar as séries, apesar de não poder ser processado por plágio, cria como protagonista um novo médico diferente (com a “desculpa” de autismo para criar conflitos pessoais e sucesso profissional) e para modernizar a narrativa copia o melhor do procedural com a recriação de interiores ou, no caso aqui, perfil anatômico do corpo humano em tela a la C.S.I. ou mesmo Sherlock (de Steve Moffat).

Parando um pouco com as referências, sobre o piloto propriamente dito, quem gosta de um bom procedural médico deve curtir tudo que The Good Doctor apresentou, acrescentando um bom elenco coadjuvante (pessoal de séries em tudo que é canto!), com ressalvas à Freddie Highmore neste primeiro momento, explico melhor, porque senti seu Dr. Shaun muito similar a seu recente Norman Bates de Bates Motel, preciso de um pouco mais de tempo em cena para ver como Highmore (bom ator) fará para “exorcizar” seu recente protagonista. Gostei muito do piloto redondinho, sacadas interessantes e boas perspectivas, mas não deixa de ser um procedural médico da tevê aberta, logo…

s01e02 Mount Rushmore – A atenção do Dr. Shaun Murphy aos detalhes complica seu primeiro dia no Hospital St. Bonaventure. Enquanto isso, a Dra. Claire Browne aprende uma lição valiosa sobre honestidade quando confrontada com um diagnóstico difícil para o paciente.

Mantendo as qualidades do piloto, a série segue mostrando como será difícil a adaptação de Shaun num ambiente hospitalar, desde lhe dar com pacientes até seus colegas, o episódio acerta ao deixar a subtrama de Shaun restrita aos seus atendimentos e centrar o caso maior nos demais personagens, retratá-los para não serem somente escada de Shaun; ainda não vejo muita necessidade de ficarem mostrando flashbacks do personagem como se houvesse paralelo com sua vida atual, acredito que quando mostrarem seus pais aí sim valeria a pena estas sequências, ou alguém tem duvida de que sua família aparecerá a qualquer minuto. Outro ponto positivo é que estou achando a série num tom bem agradável, leve humor, não esta um drama carregado.

s01e03 Oliver – Melendez e Jared descobrem que um paciente não está sendo tão honesto com eles, o que poderá custar sua vida em uma cirurgia. Enquanto isso, Claire deve aprender a se comunicar com Shaun enquanto correm contra o tempo em um transporte de órgão. Mais um bom episódio que vem desenvolvendo tanto Shaun quanto os coadjuvantes em meio aos casos da semana, até agora, o roteiro abriu mão de pacientes relevantes, mas ainda é muito cedo para afirmar se assim será sempre.

s01e04 Pipes – Dr. Melendez e a equipe tem grandes problemas quando um casal precisa tomar uma grande decisão em relação a uma gravidez. Enquanto isso, Dr. Shaun se esforça para se adaptar ao seu ambiente em casa e da um grande passo com seus colegas. Mesmo ainda não conseguindo se diferenciar de um procedural médico, o roteiro da série acerta ao não facilitar a adaptação de Shaun, e trazendo à tona algumas situações do seu passado como o caso do jovem não querer ajudar de auxiliares/enfermeiros, nos levando a crer que já teve experiência com este profissional e não deu certo. No entanto, o roteiro ainda não humanizou de maneira competente seus coadjuvantes como Melendez, sua namorada, e o médico responsável no hospital, ainda estão muito caricaturais.

s01e05 Point Three Percent – Dr. Shaun Murphy encontra um paciente que se parece com seu irmão falecido. A equipe tenta descobrir o que desencadeia as reações alérgicas severas dos pacientes antes que alguém morra. Maldade da serie já afetar nosso pobre Shaun com a presença de um jovem igual ao seu irmão, óbvio que mexeu com o rapaz, um bom episódio pro gênero, porém acendeu um sinal amarelo na minha visão sobre a série, os roteiros precisam avançar ou diversificar a pauta no entorno de Shaun que esta sempre girando no que se refere à ética que, sinceramente, ele mesmo tendo dificuldade precisaria ter aprendido sobre isto na graduação e estágios (não somente na residência).

s01e06 Not Fake – Dr. Shaun e a Dra. Claire elaboram um procedimento experimental que pode salvar a perna e a vida de um jovem noivo. Enquanto isso, Jared luta para se conectar emocionalmente com seu paciente cujas cicatrizes podem ser muito profundas para superar. A série consegue criar novos conflitos a cada nova interação de Shaun com outros médicos e pacientes, é quase enlouquecedor observar o quanto o jovem médico tem dificuldade de se enquadrar em padrões de comportamento, ainda sinto necessidade do roteiro trabalhar melhor os outros residentes, ora parecem médicos profissionais ora estudantes.

s01e07 22 Steps – O Dr. Shaun Murphy deve enfrentar o preconceito de uma fonte improvável quando ele pega o caso de um paciente com autismo, enquanto o Dr. Jared Kalu deve aprender a aceitar suas limitações como cirurgião. Por incrível que pareça, ou somente minha surpresa, o showrunner da série tem conseguido equilibrar da melhor maneira possível um procedural médico, não é somente mais um procedural, principalmente porque a cada semana os personagens, mesmo os ainda não empáticos ao grande público, possuem espaço em cena para serem trabalhados, isto é muito interessante e a audiência tem respondido à série, acredito que seja o maior sucesso da temporada nestes termos.

s01e08 Apples – Durante um assalto em um supermercado em que Dr. Shaun Murphy está, suas limitações na comunicação colocam vidas em risco. Enquanto isso, após esse dia traumático, Dr. Aaron Glassman acredita que não está fazendo o bastante para ajudar Shaun. Melhor episódio até aqui, mais um exemplo de que talvez The Good Doctor consiga ser mais do que somente um procedural médico.

s01e09 Intangibles – A equipe assume o caso de uma criança do Congo que possui graves anomalias cardíacas congênitas. Enquanto isso, o último encontro de Murphy com sua vizinha Lea o deixa confuso. Conseguindo cada vez mais estabilizar em audiência e repercussão, os roteiros espertamente têm mostrado casos médicos talvez pouco relevantes para espectadores do gênero, no entanto, acerta no retrato dos personagens, tanto protagonista quanto coadjuvantes, que começam a ganhar relevância, enquanto isto, o protagonista inicia um trabalho de evolução social e a série acerta em abordar isso.

s01e10 Sacrifice – Os membros da equipe cirúrgica do hospital estão impressionados com um jovem médico charmoso, até que ele coloca um deles numa delicada situação. Dr. Glassman recomenda um terapeuta para o Dr. Shaun Murphy.

Fechando o ciclo do fall season The Good Doctor consegue se provar um ‘procedural’ médico de mais alta competência, principalmente, por não ter aberto mão do principal numa série roteirizada semanalmente: os personagens. Claro que Shaun é o protagonista e em seu entorno gira a série, mesmo que acredite que o desfecho deste episódio me pareça uma season finale, aquele clássico gancho de 3 meses de espera, torcendo para isso não virar uma muleta para o personagem ate porque mesmo que tenha uma deficiência que dificulta sua compreensão e sociabilidade com os demais, o personagem se formou na faculdade e, com isto, obviamente carrega outros traços mais comuns entre nós;  além disso, a trama envolvendo assédio da dra. Claire, que sempre é um assunto tão delicado porque socialmente homens parecem não ter noção do que se trata isso, e como isso pode repercutir nas mulheres, até porque ainda envolveu o dr. Kalu. Bons ganchos e uma boa primeira parte de temporada para a série de David Shore (House).

INTERVALO ATÉ JANEIRO 2018

(atualizado) s01e11 Islands (1) – Subjugado pelas tentativas do Dr. Aaron Glassman de fazer com que ele se encontre com um terapeuta e as demandas no trabalho, o Dr. Shaun Murphy decide fazer uma viagem improvisada com sua amiga Lea e deixar tudo para trás. Ocorreu o que imaginava, Shaun iria fazer uma road movie (series) com sua vizinha durante seu afastamento do hospital, o que era óbvio para qualquer serie maníaco com cinco anos vendo séries, menos mal que a trama do hospital, gemêas siamesas, e ainda o caso de assédio parecem estar sendo trabalhados de maneira competente.

Young Sheldon (CBS) – 1ª temporada

15/01/2018

Neste spin–off de The Big Bang Theory, Iain Armitage (Big Little Lies) assumirá o papel do jovem cientista vivido no programa original por Jim Parsons. Além disso, Zoe Perry (Scandal) assumirá como Mary Cooper, a mãe de Sheldon. É curioso notar que a personagem é vivida por Laurie Metcalf, mãe de Perry na vida real. O novo projeto mostrará tudo aquilo que é referenciado em TBBT, como os avós do personagem e seu relacionamento com seus irmãos e pais em Galveston, no Texas. Para reforçar a ligação, Parsons participará como narrador do seriado pela perspectiva do Sheldon adulto.

s01e01 Pilot – Sheldon Cooper, de 9 anos, é uma mente única da sua geração. Capaz de decifrar rapidamente a matemática e a ciência avançada, porém ele aprende que nem sempre é útil crescer o leste do Texas: uma terra onde a igreja e o futebol reinam entre as pessoas.

s01e02 Rockets, Communits and the Dewey Decimal System – Para agradar sua mãe, Sheldon tenta aplicar técnicas que leu em um livro de auto ajuda para fazer amigos.

Não fui um grande entusiasta da ideia de spin off de The Big Bang Theory, a qual abandonei temporada passada, mas confesso que demorou muito tempo para o canal CBS criar uma franquia de sua comédia de maior sucesso nos últimos anos. Dito isso, mesmo bebendo na fonte de narração em off a la Anos Incríveis e  How I Met Your Mother, temos Sheldon comentando sua infância no Texas, em seus primeiros sinais de genialidade. Num primeiro momento, já fiquei satisfeito de observar a mudança de narrativa da série, sai os estúdios e platéia claque (risadas de fundo) e entra uma comédia de multi-câmera, além disso, mesmo em seus episódios iniciais é importante observar que os roteiros tiveram a preocupação de trabalhar de maneira correta a família e outros coadjuvantes que circulam ao redor de Sheldon, além do que, Iain Armitage é um achado!

s01e03 Poker, Faith and Eggs – Quando Sr. George é levado às pressas para a emergência, Meemaw vem para ficar com as crianças, e elas têm uma aventura para ir para o hospital por conta própria. Esta avô de Sheldon é um achado, dá quase pra pensar num spin-off próprio pra ela! Além disso, como não vibrar com os questionamento de Sheldon para Pastor nos cultos.

s01e04 A Therapist, a Comic Book and a Breakfast Sausage – Após um pequeno acidente doméstico, Sheldon necessita superar uma fraqueza. Mantendo o ar “Wonder Years encontra The Middle”, a série acerta em cheio ao abordar pequenos traumas que sabemos que irão moldar a personalidade de Sheldon, quase que como se justificasse a existência dele, o que pode acarretar uma necessidade de linkar tudo a todo momento, que pode enfraquecer o roteiro, porém, neste episódio, funcionou bem, inclusive a identificação de Sheldon com os X Men.

s01e05 A Solar Calculator, a Game Ball and a Cheerleader’s Bosom – Sheldon utiliza suas habilidades matemáticas para ajudar seu pai a encontrar as melhores estratégias para o time de futebol da escola, além disso, sua vó também quer utilizar suas facilidades estatísticas para jogatina, mais um bom episódio com equilíbrio para todos os personagens e Sheldon sendo trabalhado da melhor maneira possível, a série é muito cativante.

S01E06 A patch, a Modem, and a zantac – Sheldon se auto-impõe um desafio científico. Os Cooper saem em uma viagem familiar atípica. Mostrando os primeiros passos de Sheldon e seu contato com a NASA, na verdade sua obsessão, o bacana aqui é ilustrar que além das obsessões de Sheldon, ele teve muito apoio de sua família em suas na época loucuras. Bom episódio!

s01e07 A Brisket, A Voodoo and Cannonball Run – As crianças discutem maneiras de resolver uma disputa familiar quando Meemaw se recusa a dar a George Sr. uma receita. Talvez um episódio bastante emblemático para a série, será ela dependente exclusivamente da persona de Sheldon? Pelo episódio acredito que não, com pouquíssimas falas e nenhum arco para chamar de seu, o máximo que o roteiro lhe reservou foi o momento Sherlock Holmes, sendo que ficou concentrado no embate entre George e Meemaw, um bom episódio e uma ótima dinâmica familiar que pode servir para a série durar temporadas.

s01e08 Cape Canaveral, Schrödinger’s Cat and Cyndi Lauper’s Hair – Na tentativa de se aproximar de Sheldon, George Sr. leva os meninos em uma viagem para ver o lançamento de um ônibus espacial. Enquanto isso, Mary, Missy e Meemaw têm um fim de semana das mulheres no salão. Novamente trabalhando com o desenvolvimento de todos personagens, desta vez separando homens e mulheres, a série parece querer abraçar mais do que a comédia comum, com este episódio me veio à mente uma inspiração Anos Incríveis, com aquela pegada nostálgica de Sheldon ao retratar sua infância, e até mesmo, emocional.

s01e09 Spock, Kirk and Testicular Hernia – George Sr. faz um acordo com Sheldon para dar aulas a Georgie quando as notas ruins ameaçam seu lugar no time de futebol. Vamos novamente observar características do Sheldon adulto, aqui na figura de Star Trek e Spock, porém o roteiro é inteligente e nos mostrar que apesar da genialidade do jovem o mesmo ainda é muito inocente, criança mesmo, que cai um histórias de irmão mais velho e ainda repassa para a irmã gêmea (kkkk). 

s01e10 An Eagle Feather, a String Bean and a Eskimo – Sheldon muda-se para Dallas para ir a uma escola de superdotados. Esperava um pouco mais de um episódio que abordasse a tentativa de colocar Sheldon numa escola para superdotados, tenha a impressão que familiarizaram demais a questão e não pela perspectiva de Sheldon, que deveria ser o foco da narrativa, além disso, desperdiçaram Frances Conroy em cena.

(atualizado) s01e11 Demons, Sunday School and Prime Numbers – Depois de ver Sheldon jogando Dungeons and Dragons com seus amigos, Mary o coloca na escola dominical. Nada melhor do que ver o pequeno Sheldon construindo características de velho Sheldon, assim observar o comportamento de Mary frente as questões de Sheldon no que se refere religião foi muito interessante e divertido, principalmente, quando encontra-se com um judeu (consciente e crítico)!

Major Crimes (TNT) – 6ª temporada (FINALIZADA)

15/01/2018

s06e01/02 Sanctuary City part 1/part 2 – em sua retomada para a 6ª e derradeira temporada a trama retoma com uma ideia que sempre acho interessante, pelo menos funcionou em outras temporadas, um caso policial que continua por mais de um episódio. Aqui, temos sob a chefia do novo Comandante, um caso de desaparecimento de 3 jovens latinos, após uma excursão ao museu, sendo que um deles é diabético e precisa urgentemente de sua insulina; assim, o que nem parecia um major crime, acaba virando uma trama bastante misteriosa envolvendo os pais das crianças, a Igreja católica e dois agentes do FBI que, propositalmente, parecem o alívio cômico da trama, além disso, temos a adição de uma nova agente (vindo do departamento de Desaparecidos) e Rusty continua com seu mimimi envolvendo seu perseguidor ainda desaparecido. Na torcida que a série em seu desfecho consiga nos entregar uma temporada tensa, emocionante e engraçada como fazia desde os áureos tempos de The Closer.

s06e03/04 Sanctuary City part 3/part 4 – a série arriscou mesmo apostando num grande arco envolvendo o sumiço dos três guris de origem latina, após o surgimento do corpo do jovem diabético, com diversas subtramas, como problemas de visto, vizinho xenófobo, a influência da Igreja Católica neste cenário (sempre levantando dúvidas quanto as veracidades do que é dito pela mesma), o interesse do FBI no caso e algumas dinâmicas na equipe, novo Chefe, nova detetive, a volta de Julio, a doença de Sharon e a perda de tempo de sempre de Rusty, somente para citar alguns; confesso que com o ressurgimento dos dois guris desaparecidos o caso tomou um caminho bastante misterioso porque os dois afinal não revelam o que se passou (mas envolve drogas), a sequência com o FBI foi hilária pela atitude do casal de detetives, deixando Sharon furiosa, e um suposto suicídio de um dos pais deixa tudo mais em aberto possível, gostei desta narrativa alternativa após tantas temporadas da série, permite que os roteiristas trabalhem de maneira menos apressada criando nuances ao caso policial e aos personagens envolvidos.

s06e05 Sanctuary City part 5 – fechando o ciclo dos garotos perdidos, apesar de ter adorado como a narrativa abordou o caso e seus nuances, confesso que o desfecho do caso em si me pareceu complexo demais, feito para ser surpreendente quando na verdade precisa somente ser coerente. Além disso, tivemos o casamento de Sharon um momento bonito na série, afinal reuniu todo elenco, bacana e espero que seja um bom presságio para esta última temporada da série.

s06e06 Conspiracy Theory: part 1 – voltando a um caso policial que abre para um par de episódios, assim como o arco dos jovens estudantes, aqui temos uma advogada vítima de assassinato e as investigações iniciais assim como os primeiros depoimentos, como premiere do arco, achei um pouco mais fraco do que o Sanctuary, mas vamos observar o desenvolvimento do mesmo.

s06e07 Conspiracy Theory: part 2 – apesar do início pouco inspirador do arco deste caso, com as adições de diferentes tipos de abuso, inclusive com a storyline de Rusty e Gus, acredito que as tramas de assassinatos podem render um arco bastante interessante e relevante, em tempos de tsunami de denúncias de assédio em Hollywood.

S06e08 e 09 Conspiracy Theory: part 3 e 4 – com este episódio duplo a série termina 2017 fechando o arco de Conspiracy Theory, com um bom desenvolvimento e uma resolução bacana com o decorrer dos eventos da storyline, onde ficou claro que a resolução se tratava de um passional clássico. Já a grande supresa é o desfecho do problema de saúde de Sharon, que vinha piorando com o passar dos episódios, e para meu espanto, após duas décadas acompanhando séries, é a morte de uma protagonista, não sendo o episódio final da série, lembrando que a série se encerra nesta temporada. Foi bastante triste e chocante (ainda não acredito que a personagem não reaparecerá no proximo) com um gancho bastante instigante, Stroth, imaginem seu ressurgimento e Rusty sem Sharon para protegê-lo, parece que teremos uma 2ª parte de temporada movimentada!

s06e10/11/12 By Any Means part 1/2/3 – mesmo reconhecendo a coragem de matarem a protagonista da série, na reta final da mesma, acredito que faltou uma melhor transição após sua morte, claro que houve sequências de luto, no entanto, tudo muito superficial, além disso, Sharon não estar presente na caçada final de Stroh me parece um erro colossal; dito isso, não consigo mais comprar tramas nas quais alguém consegue ser de uma inteligência suprema frente à investigação, como por exemplo, grampear todo universo de policiais e etc, sem termos contrapartidas de como isto acontece na realidade, assim Stroh se associa a um hacker pedófilo para ir eliminando qualquer pessoa que teve contato com ele, o roteiro nesta parte procura criar um histórico psicopata para o personagem, como se precisássemos, no entanto, sua obsessão por Rusty parece ter diminuído, possivelmente sobrando um confronto final no último episódio.

(atualizado) s06e13 By Any Means part 4 Series Finale – finalmente chegamos ao final da série, fiquei um pouco decepcionado principalmente por como a morte de Sharon soou gratuita neste último arco envolvendo Stroh, inclusive pela ameaça dele à Rusty, me parece que houve um decisão criativa ruim ou, pior, um desacerto nos bastidores.

Dito isto, era óbvio que o desfecho era a morte do personagem, numa trama bastante rebuscada, desnecessária e que somente adiou o desfecho da série, nunca gostei da subtrama de Stroh, usada de desculpa para inserir Rusty na série e dar um toque pessoal à Sharon, que substituiu Brenda à época do final de The Closer, com o passar dos anos/temporadas, Major Crimes deixou de lado o grande destaque que The Closer dava para seus desfechos que eram os depoimentos à Brenda para distribuir casos e storylines aos demais personagens que, ao final duraram 13 anos em cena. Mesmo assim, como um procedural policial Major Crimes sempre soou um produção acima da média, tanto pelos casos quanto pelo carisma dos personagens.

STATUS: FINALIZADA NESTE TEMPORADA.

Modern Family (ABC) – 9ª temporada

15/01/2018

s09e01 Lake Life – Jay força a família a passar as férias em um lago. Mitchell reencontra um ex. Cam tenta evitar o sol a todo custo. Phil e Claire tentam fazer algumas excursões.

s09e02 The Long Goodbye – Phil e Claire percebem que Alex não precisa mais deles. Manny tenta evitar um adeus dramático depois que Gloria e Jay o ajudam a se mudar para o dormitório da faculdade. Hayley consegue uma oportunidade inesperada.

Retomamos a temporada com um episódio típico de reunião familiar, os melhores normalmente pela dinâmica excelente entre os personagens após tantos anos, o segundo retoma as subtramas de cada um, com destaque para a ida à Universidade por Manny, os empregos de Luka e Hayley e um incêndio na casa de Mitchell e Cameron, claro que a série já não apresenta sua genialidade e frescor , no entanto, é impossível negar a empatia da querida família após tantos anos. Acredito que irei abandonar em pouco tempo, por isso até lá ainda quero me divertir muito com Phil, meu personagem favorito!

s09e03 Catch of the Day – Phil acha que terá um dia de azar depois de não ter completado sua superstição diária, mas Claire não tem tempo para isso. Mitch acha que Cam o está subestimando durante a reforma da cozinha. Em meio a tantos plots reciclados (nota: natural em série com esta duração e contando com os mesmos personagens), temos Phil e seu lance de cueca mudando o karma.

s09e04 Sex, Lies & Kickball – Shorty, o melhor amigo de Jay, voltou da Costa Rica e se hospedou em sua casa. No entanto, o amigo parece passar mais tempo com Gloria que com ele. Alex está pronta para destruir a imagem de boazinha e vai provar a Claire que seu relacionamento é sexual. Episódio regular para a série mas com bons atores convidados como Nathan Lane e Chazz Palminteri.

s09e05 It’s Great Pumpkin, Phil Dunphy – Phil e Claire querem fazer uma festona pra comemorar o Halloween, mas parece que só eles estão entusiasmados com a ideia. Mitch e Cam estão frustrados com a demora da entrega de sua cozinha. Apesar de ser uma tecla batida constantemente, o que mostra o quanto a série esta desgastada pelo tempo em exibição, não consigo deixar de achar graça quando Phil e Claire observam o quanto estão velhos e ou envelhecidos.

s09e06 Ten Years Later – Claire está determinada a compensar por seu comportamento no casamento de Jay e Gloria dando uma festa de 10 anos de casamento para eles. Achei que por ser uma data comemorativa para o casal protagonista a trama poderia ser um pouco diferente da crise de beleza de Gloria, no entanto, o casal Phil e Claire é muito positivo, com o total apoio de Claire as ideias e sonhos de Phil agora na maturidade.

s09e07 Winner Winner Turkey Dinner – Durante o jantar de ação de graças, Jay elogia todos da família e os vangloria por seus sucessos, apesar de saberem que não é bem verdade. Phil tenta provar que não é o fracassado da família. Adoro os episódios de pegadinhas/dinâmica familiar, aqui no Ação de Graças todos mentem sobre seus feitos para serem elogiados por Jay, temática simples e eficiente.

s09e08 Brushes with Celebrity – A família reconta todas as grandes celebridades que já viram pessoalmente. Phil mostra uma casa a seu ídolo musical. Jay participa de um júri. O encontro de Manny e seu escritor favorito não sai como esperado. Com a notícia da participação de diversos artistas, incluindo Cris Martin de Coldplay, esperava um pouco mais do episodio, que é somente ok, talvez ter praticamente em todas storylines a mesma temática, ”algum familiar encontrando um ídolo e nada dando certo”, podia ter tido diferentes nuances ou abordagens.

s09e09 Tough Love – Depois de sair da imobiliária para tentar algo próprio, Phil decide que acampar na floresta é tudo de que precisa para aumentar sua confiança. Mitchell tenta ensinar uma lição a Cam e Lily. Nada muito especial ocorreu no episódio, além de descobrirmos sobre a independência de Phil, também tivemos Manny levando uma professora mais velha que ele para passar a noite em sua casa e, assim, conhecendo sua família, para desespero de Gloria.

s09e10 No Small Feet – Claire consegue uma grande oportunidade para a empresa. O ex de Pam aparece e Mitchell vê como uma oportunidade dela sair de sua casa. Luke e Alex encontram uma oportunidade de negócios. Para mim esta cada vez mais claro que a série criou uma dinâmica entre seus personagens, cada qual com suas características, e disto não sairá, o que pode render bons episódios mas com o passar dos anos criou um padrão dentro da série e acredito que disto não passará…para o bem ou para o mal.

s09e11 He Said, She Said – Claire quer construir uma choupana no seu quintal, mas a associação do bairro a proíbe, e somente Luke e Phil sabem o real motivo. Pameron conta um segredo de família para Cam. Episódios como estes começam a mostrar o cansaço da série que busca centenas de storylines para cada núcleo de personagens e nem sempre elas funcionam de maneira orgânica ou equilibrada. Não que seja ruim, mas refletindo fica muito aquém do que a série já apresentou ou mesmo dos episódios familiares.

(atualizado) s09e12 Dear Beloved Family – Gloria tem que levar Phil para o hospital para uma cirurgia de emergência depois dele sentir dores intensas no estômago. Episódio centrado no contexto de morte/morte repentina, apesar de haver uma reunião dos personagens, o que sempre torna o episódio melhor, achei que faltou humor, que ficou restrito a participação de John “Kevin Arnold” Savage, como triângulo amoroso de Cam e Mitchell;

Law & Order Special Victims Unit (NBC) – 19ª temporada

15/01/2018

LAW & ORDER: SPECIAL VICTIMS UNIT — Pictured: “Law & Order: Special Victims Unit” Key Art — (Photo by: NBCUniversal)

s19e01 Gone Fishi’n – Fin captura um estuprador fugitivo em Havana, mas o caso de Barba é prejudicado por um conflito político. Cassidy retorna com más notícias para Olivia. Abrindo a temporada com um “chroma key” medonho por parte da produção querendo recriar Cuba (kkkk); no mais faltou um pouco mais de histórico para que entendêssemos o contexto para tamanho esforço.

s19e02 Mood – Detalhes bizarros sobre o estupro de uma mulher colocam a SVU em desacordo quando Rollins e Carisi pensam que a história da vítima é uma mentira. Enquanto isso, Benson parte para a ofensiva quando sua vida pessoal é examinada. Olha sou sempre super a favor dos roteiros levantarem questões sob as mais diferentes óticas e interpretações, no entanto, em virtude de uma “pegada” no braço criarem toda este escárnio para Olivia achei demasiado fora da realidade na qual a série sempre procura caminhar, sinto que os roteiros procuram criar subtramas para a protagonista, mas passados quase 20 anos não há muito que possa-se desenvolver, principalmente, no que se refere a maternidade de Noah, preferiria que abordassem mais as relações pessoais da personagem e os conflitos com o lado profissional.

s19e03 Contrapasso – Quando um homem é encontrado com os testículos arrancados, a equipe SVU precisa investigar a ligação entre três mulheres suspeitas. Na média da série.

s19e04 No Good Reason – Uma adolescente desaparece depois que os colegas de escola fazem ataques de Cyberbullyng contra ela. Achei que o episódio poderia ter ido um pouco além da proposta, mas ainda serve de “aviso”.

s19e05 Complicated – Uma jovem mulher é encontrada sozinha pedindo ajuda no Central Park, resultando na reabertura de um caso de 10 anos. Olivia Benson e Sheila Porter vão ao tribunal da família pelo Noah. Apesar de não ser muito normal para mim, não consigo comprar este novo arco Olivia-Noah-Sheila, preferia outro contexto, já o caso do episódio por si só ou pelo seu resultado é aterrorizante!

s19e06 Unintended Consequences – Uma adolescente é encontrada morta logo após fugir de uma clínica de reabilitação. Olivia e Sheila conversam sobre Noah. Achei aqueles casos com diversas camadas e cada uma vai ficando pior que a anterior, na verdade, um episódio denúncia sobre o caos da saúde no que se refere às clínicas e como elas funcionam quando o Estado não fiscaliza ou não se faz presente.

s19e07 Something Happened – Benson fala sobre seu passado para ajudar uma vítima de estupro a recordar os detalhes de uma noite terrível e traumática. Uau! episódio que aborda ou volta a discutir o passado familiar e de traumas de Olivia, aqui num momento de identificação com a possível vítima, abuso familiar e traumas, pequeno e intimista, um roteiro que mostra o quanto eventos pessoais dos personagens conseguem ser melhores que qualquer caso da semana.

s19e08 Intent – Os policiais investigam um esquema online relacionado ao estupro de uma estrela famosa das redes sociais. Enquanto isso, Benson estabelece regras com Sheila. Sobre o arco de Benson com a avó materna de Noah, Sheila, confesso que estava esperando um momento virada na qual a mesma buscaria na justiça seu direito de avó materna, então, inserir um perigo ao jovem vindo de fora me parece uma saída melhor, mas acredito que a maternidade de Benson deveria fazer a personagem se ver em conflitos mais questionadores e menos policialescos; já o caso de cúmplice de estupro por meio digital achei fenomenal pois é um aspecto da vida em mídia social que pode acontecer a qualquer um, claro que levado ao exagero em dramaturgia, porém sempre que colocado em discussão ganha espaço pro debate na sociedade.

s19e09 Gone Baby Gone – As emoções na SVU vão ao limite quando o esquadrão embarca numa busca frenética pelo filho desaparecido de Benson. Infelizmente como eu previa ocorreu o pior, ao fazer o sequestro de Noah ser sobre Sheila o roteiro da série optou pelo óbvio e mais novelesco, mesmo que Sheila não tenha sido pintada como uma vilã clássica, tinha seus motivos e conflitos, a trama ficou no superficial e reforçou meu discurso que a maternidade de Olivia é tem sido seu grande problema na série quando acho que devia ser sua solução frente aos maiores horrores que já presenciou. Uma pena este desperdício, tomara que nesta 2ª parte da temporada os roteiristas criem um arco melhor para algum dos personagens.

s19e10 Pathological – Quando a SVU investiga um caso envolvendo dois alunos em uma escola de necessidades especiais, Rollins descobre que as questões médicas de uma criança são originárias de uma fonte surpreendente. Parecendo querer abordar casos de abusos entre jovens com necessidades especiais, o roteiro dá um loop de 180° ao trazer um caso de abuso e dependência maternal, um pouco chocante e revoltante, bom plot, já as consequências do episódio anterior ainda assombram Olivia, espero que isto seja tratado de maneira natural dentro da série, já é um plot que desgastou.