Primeiras Impressões – The X-Files (10ª temporada)

26/01/2016

arquivoXO que pode dizer um fã sobre o retorno da sua série predileta ever? Arquivo X, sim desculpem, não consigo chamá-la de The X-Files, sou da época, meados de 1993/94, na qual a série se transformou num sucesso na sua exibição (principalmente a partir da 3ª temporada) tanto no canal Fox quanto na tevê aberta, na Rede Record, foi a primeira série que acompanhei anualmente durante seus 9 anos de exibição, que junto aos filmes não tão bons e este retorno televisivo, já somam 22 anos acompanhando as aventuras do casal de detetives do FBI envolvidos em conspirações alienígenas, humanas e científicas.

É muita alegria e nostalgia! Para melhorar, nada como reunir o elenco principal e nomes importantes para a franquia, como o envolvimento do roteirista/diretor James Wong, já no 2º episódio, sem sombras de dúvidas um dos melhores roteiristas de episódios fillers da série original, claro sem mencionar, Chris Carter, Gillian Anderson, David Duchovny, Mitch Pileggi e William B. Davis (quero saber como?).

ArquivoXPoster3O primeiro episódio, My Struggle, pisou fundo na conspiração dos tempos atuais, incluindo menções a Edward Snowden, Serviço Secreto, drones espiões, manipulação genética e etc. Sabem que fiquei com a impressão que mesmo passados mais de 20 anos, os temas focados pela série me parecem mais verossímeis do que nunca! Achei que a “desculpa” para reunir a dupla de agentes, afastados do FBI, bastante frágil, mas o restante do episódio e o foco novamente no início histórico da não invasão alienígena (como sempre nos foi informado), mas sim, do uso de tecnologia alienígena por humanos, lá em Roswell muito, mas muito interessante e curioso, inclusive com direito a flashbacks, em ótimas sequências (possivelmente as melhores envolvendo este contexto histórico/lendário em dramaturgia).

Após o evento que reuniu a dupla e gerou a reabertura dos Arquivos X, já temos um episódio caso da semana (que saudades…), Founder’s Mutation, que na verdade não é simplesmente um caso isolado/monstro da semana, afinal voltamos nossa atenção para manipulação genética e a relação paternidade/maternidade, o que inevitavelmente nos leva para a grande questão em aberto do “casal” Mulder e Scully, o filho de ambos, William, doado por Scully para proteção do mesmo ainda bebê. Adorei os flashbacks envolvendo memórias que os personagens não tiveram com o filho, mostrando o quanto ambos permaneceram todo este tempo solitários, notem que não há menção alguma a relacionamentos amorosos passados/atuais para os personagens, parecem que os mesmos pararam no tempo nessa questão dentro da série, bastante triste! Outro ponto que estes episódios avulsos classicamente sempre permitiam na série eram a descontração através do humor de Mulder, referências pops e, agora, auto referências e até mesmo Scully mais saidinha quando menciona que ela pertence a “Era pré-Google”.

Os Oito Odiados

21/01/2016

osoitoodiadosComeço a resenha dizendo que sou fã dos trabalhos do diretor/roteirista Quentin Tarantino, nerd, fã de cinema de gênero, Tarantino é um herói para quem curte o cinema pop recheado de homenagens e referências a clássicos, diretores e trilhas sonoras; em Os Oito Odiados, além de retornar ao thriller de confinamento/enfrentamento visto lá nos seus primórdios em Cães de Aluguel, notadamente, o roteiro de Tarantino navega por outras referências, como o óbvio western e pitadas de Agatha Christie, sem esquecer de acrescentar, mais uma vez, um microcosmos social como pano de fundo.

Assim me parece que o cinema de Tarantino vem evoluindo (mesmo nem sempre genial), seus últimos filmes, Bastardos Inglórios e Django Livre, já trabalhavam numa revisão histórica de fatos da História Americana/Mundial tendo também como pano de fundo contextos sociais, casados com a violência pertinente às épocas que o diretor não abre mão.

Em Os Oito Odiados, mesmo tendo uma primeira parte falada ao extremo, sem quase ação nenhuma, passada no interior de uma carroça (belamente fotografada e encenada), o diretor consegue transmitir com eficiência a solidão e isolamento dos personagens naquele do belo visual gélido do Wyoming. No entanto, é inquestionável o crescimento do filme com a chegada dos personagens à cabana/mercearia para fugir da nevasca que se aproxima, até este momento, fomos apresentados aos caçadores de recompensa John Hurt (Kurt Russell) e Major Marquis (Samuel L. Jackson, sempre eficiente trabalhando com Tarantino), ao misterioso xerife Chris Mannix (uma das melhores surpresas do filme, Walton Goggins, já famoso dos seriemaniácos por trabalhos nas séries Sons of Anarchy e Justified, caindo como uma luva no cinema/personagem de Tarantino) e a prisioneira Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh, cumprindo a cota atores renascidos em filmes do Tarantino).

Na mercearia, lindamente fotografada, retratada e, praticamente, cenário único na metade final do filme, os demais personagens nos são apresentados (Bruce Dern, Tim Roth, Demian Bichir e Michael Madsen), e um clima de conspiração, paranóia, armadilha, segredos e muita violência são explorados dali em diante. Se a primeira parte do filme peca na dinâmica, necessária para apresentar os personagens, a sequência toda na mercearia é o que de melhor Tarantino nos reserva, tanto no texto, quanto direção, cenografia e atuação, não esquecendo a trilha sonora de Ennio Morricone (mestre dos western), surpreendente ao fugir do óbvio.

A cereja do bolo do roteiro de Tarantino, que não abre mão do sarcasmo e humor negro costumeiros, é o retrato social que o diretor cria para os Eua pós Guerra Civil, se nos diálogos isso fica bem claro, principalmente, no embate entre o Major Marquis e o General Smithers, o mosaico de personagens isolados na nevasca enfatiza essa questão, reparem que temos americanos, do sul e do norte, um mexicano, um inglês e uma única mulher (criminosa, que vira o saco de pancadas dos personagens, surgindo em cena já de olho roxo, numa violência cartunesca).

OS OITO ODIADOS: 9,0

Direção: Quentin Tarantino

Com: Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh, Samuel L. Jackson, Walton Goggins, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern e Demian Bichir. 168 min

As Séries de 2015

02/01/2016

Na televisão é um pouco mais complicado fazer um levantamento sobre os melhores do ano pois a televisão americana segue o modelo de temporadas, normalmente, trabalhado de setembro de um ano até maio do ano seguinte, assim as séries de televisão aberta (por exemplo, The Good Wife), ficam prejudicadas num levantamento em detrimento as temporadas fechadas da tevê fechada (por exemplo, Game of Thrones) e de sites de streaming (por exemplo, Narcos).

Um destaque inegável é que o ano de 2015, com certeza, pertence à Netflix, não sei se o modelo gera lucros a empresa de streaming, mas somente nessa temporada tivemos  novas temporadas ou estreias de House of Cards, Better Call Saul, Narcos, Orange is The New Black, Unbreakable Kimmy Schmidt, Daredevil, Master of None, Sense8, Jessica Jones, como bons exemplos de séries; sem contar que o canal de streaming lançou o belo fime Beasts of No Nation (com Idris Elba), logo, muito, mas muito melhor que a programação inteira da televisão aberta americana atual.

Assim, deixo aqui minhas dicas para quem quer curtir séries nem sempre tão badaladas, sempre enfatizando meu gosto pessoal para séries e propostas das mesmas, no que se refere personagens, situações e desenvolvimento dos temas propostos.

Obs.: como tenho sérios problemas em definir melhores, principalmente, um Top 5, utilizei o mais racional método que foi a nota da temporada atribuída episódio após episódio no site Banco de Séries, em seguida, deixo algumas outras dicas de séries que destaco nesse ano.

theleftovers1) The Leftovers – 2ª temporada (HBO) – após uma temporada titubeante, ainda que acima da média, mas somente equivocada em alguns pontos de seu desenvolvimento, The Leftovers retorna para 2ª temporada de uma maneira brilhante.

Há muito tempo, uma série, no caso temporada, o que me causa mais surpresa, consegue simplesmente explodir em sua proposta de desenvolvimento de maneira tão competente como aqui se apresentou. Damon Lindelof (Lost) se redime de alguns equívocos de Lost e acerta ao simplesmente responder somente questões cruciais de seus mistérios para o andamento da trama e o desenvolvimento dos personagens, e que personagens!

Comento sempre que encontro alguém que assistiu a série, da comparação inevitável, pela exibição no mesmo período de tempo, entre The Leftovers e The Walking Dead, não no que se refere ao conteúdo, mas como a abordagem similar entre elas, me refiro a episódios dedicados a determinados personagens abrindo mão de uma narrativa macro, na qual The Leftovers mostra como é possível desenvolver cada personagem sem perder o ritmo/dinâmica do arco narrativo, criando pequenas pérolas semanais, enquanto The Walking Dead apenas nos irritou.

Para finalizar, deixo como destaque a sequência arrepiante entre Nora (Carrie Coon) e Erika (Regina King) no episódio Lens s02e06.

housofcards2) House of Cards – 3ª temporada (Netflix) – sou um acompanhante tardio da série, maratonei toda ela este ano, assim tudo ainda esta muito fresco na minha memória.

Nesta temporada, destaco o belo trabalho de Robin Wright, ganhando muito espaço com sua Primeira Dama em dramas pessoais, como na questão envolvendo o prisioneiro na Russia e o conflito com  Frank na reta final, assim como profissionais quando sua ascensão ao cargo de diplomata na ONU. Além disso, Wright ainda dirigiu episódio nessa temporada.

Já Frank Underwood, de Kevin Spacey, esteve menos descontrolado nessa temporada devido seu cargo máximo no país (Presidente), e menos irônico, porém o caminho que parece que haverá na 4ª temporada, em seu embate com o candidato republicano, promete muito mais do que conspirações intra palacianas. Confesso que gostei de Frank não estar tanto na ação como nas temporadas passadas, prefiro ele lhe dando com as questões políticas e bastidores do poder. Michael Keely também teve um desenvolvimento maior nessa temporada, porém seu arco na reta final, ainda envolvido com aquela garota, me decepcionou um pouco.

Aqui o destaque fica para o episódio Chapter 32 s03e06, já referido acima, aquele no qual os Underwood vão à Rússia negociar a soltura de um prisioneiro de origem americana. Uma pérola!

Hannibal3) Hannibal – 3ª temporada (NBC) – o que dizer da minha série predileta destes últimos anos, Hannibal para mim é tudo que um bom fã de suspense psicológico pode querer (viu, Criminal Minds!); uma trama com ótimos personagens, uma carga psicológica pesada e uma violência gráfica/estética/artística inimaginável para um canal de televisão aberta americano.

Gostei que a série soube (devido seus problemas de audiência) terminar sua temporada sem necessariamente deixar pontas soltas, Hannibal nunca foi uma série fácil de acompanhar, optou pelo caminho difícil ao cobrar de seu espectador estômago e contemplação para suas loucuras e devaneios de seu protagonista. Parabéns, mais uma vez para Bryan Fuller!

Numa temporada, claramente, dividida em dois arcos, a captura de dr. Hannibal e o surgimento do assassino Fada dos Dentes, já explorada na mitologia cinematográfica do personagem, o desfecho e enfrentamento dos três personagens, Hannibal, Will e Dolarhyde foi o grande destaque da temporada no episódio The Wrath of the Lamb, s03e13. Imperdível!

narcos4) Narcos – estreia (Netflix) – uma das grandes vantagens de canais streaming é ter mais facilidade para parcerias em busca de públicos-alvos, no caso, de Narcos, além do mercado americano, obviamente, toda América Latina e o Brasil (não por acaso, o escolhido do diretor José Padilha, foi o brasileiro Wagner Moura).

Apesar de algumas falhas no elenco, sim estou falando do agente americano Steve Murphy (Boyd Holbrook), e a miscelânea de sotaques, a trama verídica de Narcos é acima de tudo muito atual, afinal de contas o que mudou desde o surgimento de Pablo Escobar nos anos 80? É muito simples fazer um retrato que ocorre ainda hoje no Brasil e nos demais países que enfrentam o grave problema do narcotráfico.

Caprichada produção, elenco competente e trama absurdamente incrível.

Destaque da temporada La Catedral, s01e09, episódio no qual vemos a “prisão” de Pablo e seus companheiros, risível!

veep5) Veep – 4ª temporada (HBO) – minha comédia predileta nestes últimos anos, Veep ainda consegue criar cenários para a desastrosa Selina Meyer (Julia Louis Dreyfus ainda, impecável), agora Presidente em busca da reeleição, arco da temporada.

A adição de Hugh Laurie, como vice-presidente Tom James na chapa de Selina foi mais um acerto dos produtores, sem menor sombra de dúvidas o elenco de Veep é o melhor de todas as sitcoms no ar, todos têm espaço, piadas e momentos hilariantes a cada episódio, com especial destaque para Anna Chlumsky, como Amy, nesta temporada.

O destaque da temporada foi o episódio Testimony, s04e09, no qual Selina e sua equipe são “entrevistados” por membros de uma Comissão do Congresso devido a vazamentos de dados e o programa Families First. Inesquecível!

Demais séries em destaque nesse ano (por ordem alfabética):

  • Better Call Saul (1ª temporada) – canal AMC/Netflix
  • Bloodline (1ª temporada) – Netflix
  • Fargo (2ª temporada) – canal FX
  • Game of Thrones (5ª temporada) – canal HBO
  • Grey’s Anatomy (12ª temporada) – canal ABC
  • How To Get Away With Murder (2ª temporada) – canal ABC
  • Humans (1ª temporada) – canal AMC
  • Jessica Jones (1ª temporada) – Netflix
  • Law & Order – SVU (17ª temporada) – canal NBC
  • Mr. Robot (1ª temporada) – canal USA
  • Orange is The New Black (3ª temporada) – Netflix
  • Penny Dreadful (2ª temporada) – canal Showtime
  • Rectify (3ª temporada) – canal Sundance
  • Sense8 (1ª temporada) – Netflix
  • Silicon Valley (2ª temporada) – canal HBO
  • Survivor (31ª temporada) – canal CBS
  • The Affair (2ª temporada) – canal Showtime
  • The Good Wife (7ª temporada) – canal CBS
  • The Last Man On Earth (2ª temporada) – canal FOX
  • The X Factor UK (12ª temporada) – canal ITV
  • Transparent (2ª temporada) – Amazon
  • UnReal (1ª temporada) – canal Lifetime

Beasts of No Nation (Netflix)

21/10/2015

beastsofnonation

Ao surgir como plataforma para transmissão de conteúdo streaming anos atrás dificilmente acreditaria que em pouco tempo o Netflix, primeiro criaria conteúdo para exibição própria como séries e desenhos (Orange Is the New Black, House of Cards, entre outros), em busca de reconhecimento e popularização, já arrebatando prêmios importantes, para, num segundo momento, expandir ainda mais seu conteúdo ao criar e/ou exibir em parceria filmes inéditos no circuito exibidor tradicional (cinema/home video/televisão).

Tendo alguns contratos e filmes já viabilizados nesse momento (se não me engano, com o ator Adam Sandler serão quatro filmes lançados) para exibição nos próximos meses, espero que o Netflix aposte em produções do calibre desta primeira, Beasts of No Nation, pois comédias idiotas do tipo de Adam Sandler já encontram espaço no circuito exibidor, em contraponto, um filme como Beasts of No Nation dificilmente são produzidos com dinheiro americano e, se são, poucas vezes conseguem ser tão relevantes e verossímeis como o roteiro e a direção de Cary Joji Fukunaga, mais conhecido pela visão por trás da 1ª temporada de True Detective (diretor de todos episódios).

Antes de comentar sobre Fukunaga, acho importante apontar a escolha do elenco do filme, um trabalho belíssimo e competente de preparo do mesmo, principalmente, se levarmos em conta, que a única figura conhecida é o ator inglês Idris Elba (conhecido dos fãs de série pela ótima série Luther), já os demais praticamente amadores. No entanto, lembrando inclusive nesse ponto nosso filme mais reconhecido Cidade de Deus, o elenco jovem rouba a cena ao transmitir inocência, pavor, resiliência e esperança, com total destaque para o protagonista Abraham Attah (Agu), lembrando a boa repercussão do trabalho de Barkhad Abdi em Capitão Phillips, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar daquele ano de ator coadjuvante. Será que Abraham consegue o mesmo feito essa temporada?

Depois de assistir Beasts of No Nation até dá para desculpar Cary Joji Fukunaga pelo seu afastamento da 2ª temporada de True Detective, inclusive, é fácil observar como a trabalho em todos os episódios da magnífica primeira temporada fizeram falta nessa segunda (desculpa aí Nic Pizzolato!). Dito isso, Fukunaga além de dirigir e roteirizar também foi o diretor de fotografia do projeto, lembrando como vários críticos apontaram ares de “Terrence Malick” nas sequências da floresta. O trabalho do diretor é duro, inclusive graficamente pelos genocídios expostos, mas, ao mesmo tempo, não abre mão de ilustrar a inocência daqueles crianças miseráveis perdidas numa guerra civil sem sentido e de lados obscuros, como na bela e cômica sequência inicial tendo uma caixa de televisão como brinquedo.

Concluindo, fica a expectativa de saber como a Academia e seus integrantes (que repercutirá no Oscar, obviamemte) irão reagir ao filme no sentido de não ser lançado de maneira tradicional (mesmo que tenha conseguido exibição na telona, em circuito restrito), ficará a favor dos exibidores ou apostará na popularização inevitável desse meio, inclusive no sentido de conseguir arrebatar um público mais jovem e antenado as novas mídias? Será interessante observar essa questão.

Primeiras Impressões: Code Black & The Player

07/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

CODE BLACK (canal CBS)

Na história, um jovem médico acaba de se unir à equipe de Pronto Socorro de um hospital em Los Angeles. Lutando contra os problemas do sistema, eles tentam manter seus ideais intactos e ajudar seus pacientes. O título refere-se a um código utilizado nas salas de emergências quando um hospital está sobrecarregado de pacientes, sem chances de atender a todos.

No corpo médico estão Christa (Bonnie Somerville), uma ex-jogadora de basquete, cujo filho faleceu de câncer. Esta experiência a levou a se tornar mais cuidadosa e dedicada a seus pacientes que foram diagnosticados com a mesma doença; Dra. Malaya (Melanie Kannokada, de The Brink), uma nova residente; Dra. Leanne (Marcia Gay Harden, de Trophy Wife), diretora do Pronto Socorro; José Santiago (Luis Guzmán, de How To Make It in America), o enfermeiro mais antigo do Pronto Socorro e responsável pelos quatro novos residentes…

CodeBlackCasualmente no momento que escrevo sobre a série ela estreia no canal Sony, uma pena que não fará parte da minha watchlist sendo exibida quase simultaneamente com os Eua, pois Code Black não aparenta ter uma preocupação maior do que ser um E.R (Plantão Médico) revisto sobre o olhar do caos, o melhor elogio que consigo fazer a série é sua verossimilhança e preocupação em transmitir verdade no contexto atendimento de emergência, tudo parece muito real no que se refere à cenários e técnicas, no entanto, como estamos falando de uma série cadê a dramaturgia? Cadê os conflitos médicos e a apresentação dos pacientes “da semana”?

A série me chama mais a atenção pelo tumultuado bastidor no qual a atriz Maggie Grace (de Lost) largou a série aos 45 minutos do 2º tempo fazendo como que houvesse uma troca de personagens, no caso a atriz Marcia Gay Hardem (muito bem em cena), assumiu o papel de protagonista (envelheceram a personagem) onde anteriormente faria um coadjuvante de luxo e contrataram a atriz Bonnie Sommerville para fazer uma médica “novata”. Isso possivelmente atrapaçha a série nesse início, pode ser que consiga superar esses problemas dramatúrgicos, mas para mim ainda há Grey’s Anatomy para ser minha série médica.

THE PLAYER (canal NBC)QUANTICO

Alex Kane, um agente de operações especiais que se tornou um expert em segurança, não consegue capturar o assassino de sua ex-esposa, Ginny. Em busca de justiça, o caminho de Kane cruza com o de uma organização obscura chamada House, liderada pelo Sr. Johnson e por Cassandra King. De maneira relutante, Kane une forças com a organização de elite, cujos membros apostam se ele pode ou não evitar crimes futuros..

Acho incrível como os produtores e roteiristas têm dificuldade em criar uma simples série de ação/aventura. Aqui temos mais um caso, The Player conta com dois protagonistas, inicialmente, bem representados Wesley Snipes (dispensa apresentações) e Philip Winchester (da série britânica Strike Back), uma coadjuvante inglesa clichê de mulher fria e misteriosa, porém o argumento para a ação é risível beirando o nonsense, o que o torna engraçado. A ação se passar em Las Vegas podia criar um charme as locações, porém os roteiristas somente pensaram em criar uma organização que faz “apostas” num contexto completamente irrelevante.

O piloto começa estranho, tentando apresentar o protagonista feliz ao lado da esposa, somente para matá-la e jogar o mesmo numa trilha de vingança onde acaba se juntando à organização de Snipes por motivos que não são compreensíveis apesar do roteiro achar que sim; depois da apresentação é possível notar que os elementos do cinema de ação estão presentes de maneira adequada e acima da média, porém ao final, criam uma possível mitologia para a série que afunda qualquer boa vontade de acompanhá-la. Boa sorte aos resistentes!

CSI – 16ª temporada (finalizada)

06/10/2015

Como é bacana quando um canal (CBS),  os produtores e os roteiristas respeitam os fãs que arrebanharam durante um longo tempo, uma relação que durou de 16 anos no meu caso. Uma das séries mais antigas ainda em exibição (perdendo somente para The Simpsons e Law & Order SVU), CSI foi um marco na época de ouro da televisão americana (idos dos anos 2000), como uma das séries mais assistidas em todo mundo, soube oxigenar os dramas policiais ao adicionar os bastidores periciais na investigação de um crime (abrindo mão das testemunhas), com acesso a tecnologia e uso de diversos efeitos especiais até então não “característicos” de séries de televisão, inclusive, popularizando a profissão de perito criminal.

csi

Para comemorar, os roteiristas trouxeram os maiores ícones do elenco original: William Petersen e Marg Helgenberger; uma pena George Eads ter tido conflitos com a produção, mas em compensação, trouxeram uma das personagens coadjuvantes mais clássicas da série, Lady Heather, criando um caso ok para o episódio, envolvendo os personagens referidos, explosões, cassinos e entomologia (para os saudosistas fãs de Grisson).

Claro que, infelizmente, pela pouca duração (90 min), muito ficou de fora ou é apresentado apressadamente, como por exemplo a irrelevância de Greg (Eric Szmanda, um dos personagens originais) e dos atuais CSIs, a simplicidade da trama beirando o banal (inclusive a resolução, afinal como especialista da série, assim que surgiu os suspeitos já sabia quem era o culpado).

Contudo, o roteiro apostou suas fichas no triângulo Grisson-Sara-Lady Heather e, em segundo plano, o retorno de Catherine à Vegas, inclusive com a chegada de sua filha ao laboratório (que rende a melhor piada do episódio). Mesmo assim, nada supera a presença de Grisson em cena, além de ganhar uma storyline dramática/romântica, o personagem é relevante na investigação, com direito a trabalho de campo com abelhas. Mesmo não sendo o desfecho dos sonhos (faltou um caso forte, como os famosos serials killers já mostrados), o episódio apostou na nostalgia e nos fãs dos personagens retornantes, nesse momento, percebe-se a falta que o Grisson fez a série e, não necessariamente, por culpa de suas substitutos, mas sim pelo carisma do ator/personagem.

Primeiras Impressões: Heroes Reborn, Quantico & Rosewood

01/10/2015

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

HEROES REBORN:

A saga por trás da série de sucesso Heroes continuará com o retorno do criador Tim Kring para novas aventuras dos super-heróis. Esse desde já aguardado retorno, na forma de uma minissérie com 13 episódios, se reconectará com os elementos básicos da primeira temporada da série, em que pessoas comuns um dia acordam e descobrem ter habilidades extraordinárias.

8871E continuamos sendo expostos a uma das safras menos criativas da tevê americana, adaptações de filmes, refilmagens e continuações desnecessárias são o mote atual, isso para não comentar de séries que fazem um misto do que já vimos. Tim Kring, um dos maiores showrunners picaretas atuais, resolve trazer à volta seu maior sucesso, que terminara com críticas bastante negativas, pelo jeito, Kring conseguiu convencer algum executivo do canal NBC de que como herois de quadrinhos estão em alta, sua criação com uma roupagem nova poderia render uma nova franquia, lembrando que a série retorna como minissérie (o que não quer dizer que será produzida somente uma).

Falando especificamente sobre o piloto (duplo zzzzz), tem um ritmo cansativo e reinicia após os eventos da quarta temporada (que não vi), no qual Claire revelou os poderes para a humanidade, alguns personagens retornam (outros não deveriam) e novos são apresentados, num momento no qual há pessoas caçando-os após eles serem acusados de ter cometido um ato terrorista. Num primeiro momento, essa nova dinâmica me servia, no entanto, os roteiristas (shame on you Kring!) não conseguem abrir mão de subtramas absurdas e desconexas da trama central (como a personagem oriental que vira aminação num game com direito a katana e tudo mais) e personagens ruins (com intérpretes piores) como sempre Heroes apresentou.

Darei mais uma chance por puro prazer de sofrer e se indignar com tamanha incompetência criativa (guilty pleasure).

QUANTICO

Um grupo bastante diversificado de recrutas chegam à base do FBI em Quântico para serem treinados. Eles são os melhores, mais brilhantes e mais testados, então parece impossível que um deles seja suspeito de ser a grande mente por trás do maior ataque a Nova York desde 11 de setembro.

quanticoAté o momento que lhes escrevo, foi o melhor piloto da Fall Season, um thriller de conspiração com uma trama interessante desenvolvida através de duas narrativas em diferentes linhas de tempo, com uma diferença de 9 meses entre elas, assim temos o tempo atual, no qual a recruta Alex desperta após um atentado terrorista em solo americano, e o início do treinamento, no qual somos apresentados aos recrutas e seus superiores, num primeiro momento, confesso que todos são suspeitos pois parecem guardar segredos de diferentes tipos.

Tenso e bem interessante como conceito, a série conta com um elenco bacana, bastante diverso, e apostou num piloto surpreendente ao nos apresentar alguns personagens e dentro do mesmo já eliminá-los. Me surpreendi positivamente espero que a jornada vale a pena!

ROSEWOOD

Rosewood é um drama médico centrado no brilhante Dr. Beaumont Rosewood Jr. (Morris Chestnut), o melhor patologista de toda Miami. Como o proprietário de um dos mais sofisticados laboratórios independentes do país, ele encontra segredos em corpos que outros normalmente não conseguiriam ver. Apesar de estar constantemente rodeado por morte, Rosewood é obcecado com a vida e sabe saborear cada momento. Seu eterno otimismo irá frustrar a cínica detetive com quem ele frequentemente trabalha, mas ela não pode argumentar contra os resultados que sua perspectiva particular oferece.

rosewoodNão sei o que acontece com o canal Fox, com o sucesso retumbante de Empire, outro canal aproveitaria e colocaria uma nova série após o horário do mesmo para receber a audiência dele (como vem fazendo o canal NBC às segundas após o The Voice) , mas não, o canal Fox cria um novo procedural étnico, misto de House (esse de auto-ajuda) com Body of Proof (procedural com uma médica legista como protagonista), e coloca antes de Empire, nãoaproveitnado o sucesso gigantesco do novelão de Lee Daniels.

Pior que a série iria precisar surfar no sucesso de Empire, o piloto e o próprio conceito da série é igual a dezenas de pilotos policiais e ou médicos que inundam a tevê americana há décadas, não possui um gancho forte, além da doença do protagonista, até bem conduzido por Morris Chestnut, porém os conflitos com a nova detetive e futura parceira (Castle manda lembranças) e até mesmo os conflitos com o principal detetive do departamento de Miami (pobre Anthony Michael Hall, que já teve sua própria série, The Dead Zone) já soam clichê de tanto que vimos em outras séries. Não tem como ir adiante!

Primeiras Impressões – Scream Queens & Limitless

26/09/2015

Conforme for assistindo os novos pilotos das séries estreantes da temporada Fall Season 2015, vou postando minhas primeiras impressões, em seguida, defino qual série terá espaço na minha já gigante watchlist.

SCREAM QUEENS

A Universidade Wallace é abalada por uma série de assassinatos. A Kappa House, a fraternidade mais cobiçada do campus, é governada com mão de ferro (e luva cor-de-rosa) por sua Rainha “Bitch” Chanel Oberlin (Emma Roberts).

Quando a ex-Kappa Reitoria Munsch (Jamie Lee Curtis) decreta que todos os alunos do campus podem se inscrever para participar da fraternidade, a universidade vira um inferno, como um assassino vestido de diabo causando estragos, fazendo uma vítima a cada episódio.

Scream Queens é uma visão moderna para o formato clássico de suspense em que se tenta descobrir quem é o assassino, no qual todo personagem tem algum motivo para matar, ao mesmo tempo em que pode se tornar a próxima vítima encharcada de sangue.

S1SQ-Cartaz1Após quatro anos com temporadas de sucesso de público (e algumas de crítica), Ryan Murphy (responsável por séries como Glee e Nip/Tuk) e sua trupe resolveram atender um pedido do canal Fox e criar uma antologia (nova moda na tevê americana, séries com tramas fechadas de 10 a 13 episódios) de terror/suspense para tevê aberta. Assim, Murphy, o melhor criador de séries e personagens icônicos, mas também um dos roteiristas mais irresponsáveis com suas criações, cria um misto de Meninas Malvas (universo jovem na faculdade) com Scream (assassino mascarado atrás dos mesmos jovens), no entanto, bebendo mais na fonte de Meninas Malvadas o texto de Murphy transborda ironia e deboche (politicamente incorreto), sem deixar de lado seus amados personagens “underdogs”.

Quem conhece as séries mais icônicas de Murphy, principalmente Glee e American Horror Story, vai identificar algumas situações e personagens de longe, a princípio um mau sinal, mas o mesmo Murphy tem paixão por subverter as convenções cinematográficas/seriadas com muitas referências pops e culturais, buscando claramente atingir o público alvo jovem.

Confesso que episódio duplo não funciona para mim, se tornam muito maçante quando não há um evento “maior” a ser explorado, vide as tragédias de Grey’s Anatomy, talvez esse seja o equívoco que mais salta aos olhos no piloto, ademais, todos personagens, situações e mortes estão lá da melhor maneira que Murphy sabe explorar, vide a cabeça da mudinha fã de Taylor Swift sendo decepada seja no enfrentamento de uma vítima com seu algoz através de mensagens no celular, mais contemporâneo e surreal impossível! Reconheço que é uma série para os fãs!

LIMITLESS

A história tem início do ponto onde o filme (Sem Limites) encerrou. Brian Finch (Jake McDorman, de Manhattan Love Story), escritor que, através de uma misteriosa droga conseguiu acessar 100% de sua habilidade cerebral, é coagido a utilizar seu poder para o FBI solucionar casos em aberto.

Ele passa a trabalhar com Rebecca (Jennifer Carpenter, de Dexter), uma agente que subiu rapidamente de posto dentro da agência mas, apesar das realizações profissionais, ainda não conseguiu lidar com seu passado; com Boyle (Hill Harper, de CSI: NY), ex-militar que agora trabalha com o FBI testando os efeitos do NZT no agente; e com Nasreen Awad (Mary Elizabeth Mastrantonio, de Law & Order: CI, Grimm), mais conhecida como Naz, uma ex-promotora pública que se uniu ao FBI há algumas décadas e agora atua como agente especial encarregada da divisão que investiga os efeitos do NZT.

LimitlessMais um produto – nada original – de séries adaptadas de filmes nessa temporada (Sem Limites, Neil Burger), aqui um filme que nem rendeu tanta repercussão assim, mas que tinha uma trama bacana e um elenco competente com nomes como Bradley Cooper e Robert DeNiro.

O mais curioso nessa produção foi ter angariado o poder ($) de Bradley Cooper, antes como protagonista do filme, e agora atuando como produtor e ator, na verdade, ressalto aqui a minha maior surpresa com a série que foi abrir a temática da trama com uma conspiração entre quem produz a droga NZT e o interesse ambíguo da polícia na droga.

Como uma – boa e velha – série do canal CBS já sabemos de antemão que, após o piloto, veremos o personagem Brian, novo tocado pela droga, irá atuar junto com a polícia ajudando nas investigações do que devem ser os casos da semana, enquanto o tom conspiratório envolvendo inclusive a participação de Cooper, agora Senador, devem servir de pano de fundo da temporada. Quem não curte séries “procedurais” já deve parar por aqui, agora, quem curte como eu, tem além de uma premissa curiosa, o retorno da carismática Jennifer Carpenter após o término de Dexter, novamente como uma agente da lei. Vamos ver o que nos aguarda, torço para subgênero de série “procedural”!

Primeiras Impressões – The Bastard Executioner

22/09/2015

Dando início aos trabalhos da temporada 2015/16 das séries americanas (e algumas inglesas), abrindo com o chamado Fall Season, que promete fortes emoções com as dezenas de pilotos produzidos, fora os retornos de séries da watchlist de cada um, porém a expectativa não é muito animadora com as estreias! Adoraria ser surpreendido, porém diminui mais ainda as expectativas após ver o episódio piloto duplo de The Bastard Executioner, do canal FX, criado por Kurt Sutter, o showrunner/roteirista insano de Sons of Anarchy, que acabara sua jornada na temporada passada, dando tempo para Sutter criar esse novo universo, agora medieval, em detrimento do retrato das gangues de motoqueiros.

thelastexecutiner

Com a péssima ideia de abrir a série com um episódio duplo, que dificilmente rende uma experiência bacana devido a longa metragem, The Bastard Executioner afundou com minhas expectativas ao observar que Sutter não conseguiu corromper nenhum clichê de filme medieval, muito pelo contrário abraçou-os com todo descaramento possível, o primeiro episódio é fraco demais, devido o roteiro confuso e a falta de apresentação dos personagens, tudo muito confuso e para piorar lento e sem dinâmica; no segundo episódio, a trama dá uma esquentada, pelo menos, porém já de “bate pronto” Sutter apela para um twist de vingança e troca de identidade, que possivelmente renderia mais numa novela do que numa série. Para finalizar os comentários gerais sobre a série, confesso que insistirei no 3º episódio para ver se o plot que se abre ao final do piloto é trabalhado de maneira competente, por consideração à Sons of Anarchy e The Shield (também obra de Sutter).

Voltando aos dois episódios, produções televisivas medievais me causam uma preguiça intensa, não lembro de passar acompanhando mais do que uma temporada, normalmente, a produção sofre com os orçamentos diminutos necessários para maquiagem, design de produção e cenários, aqui até que esse tópico não me incomodou, em compensação, as escolhas do elenco foram sofríveis (isso pode ser culpa do fraco roteiro também), em particular, me chama a atenção o pouco carisma do protagonista Lee Jones, talvez aposta de Sutter como ocorreu com Charlie Hunnam (Jax em Sons of Anarchy) e Michael Chiklis (detetive Vic Mackey em The Shield), embora não tenha funcionado aqui. Lamento também a personagem de Katey Sagal, uma “bruxa” com caracterização estranha e sotaque idem!

Primeiras Impressões – Pilotos Vazados Fall Season 2015 (agosto)

17/08/2015

Como de hábito para todos os série maníacos, meses/semanas antes de estréias oficiais “vazam” as premieres das mais diversas séries, seja da tevê a cabo seja da tevê aberta (olá Dexter!). Nessa primeira quinzena da agosto, do nada surgem 3 episódios pilotos de canais da tevê aberta americana, foram elas: Blindsopt (NBC), Lucifer e Minority Report (Fox).

blindspotBlindspot (canal NBC)

Produzida por Greg Berlanti (Arrow, Flash, Mysteries of Laura), a série acompanha uma vasta trama internacional que explode quando uma mulher desconhecida aparece nua na Times Square, completamente coberta por misteriosas e complexas tatuagens, sem memória de quem é e de como chegou ali.

No entanto, um nome se destaca em meio a todos os desenhos: o do agente do FBI Kurt Weller. Logo, eles descobrem que cada marca no corpo de “Jane” é um crime a se resolver, o que os levará para mais perto da resolução dos mistérios, incluindo a identidade da desconhecida.

Com um plot como esse, me remete séries como The Blacklist, Castle e John Doe (série do longínquo ano de 2002 protagonizada por Dominic Purcell), o piloto cumpre o que promete de maneira adequada e com um ritmo adequado, no entanto, o roteiro não consegue ultrapassar as obviedades do subgênero, com a personagem sem memorias agindo de maneira igual ao Neo de Matrix, sendo que não há registro de sua pessoa no banco de dados (uau! que original!)

O canal NBC parece apostar na série, tanto que irá ser exibida com o melhor lead in da tevê atual, o reality musical The Voice, porém não consigo vislumbrar um futuro relevante (o que não quer dizer que não terá audiência) para a série que terá como plot as tatuagens espalhadas pelo corpo da protagonista desmemoriada como norte para os casos semanais envolvendo as investigações do agente do FBI. Elenco e produção ok!

luciferLucifer (canal FOX)

Entediado e infeliz como Mestre do Inferno, Lúcifer, o Anjo Caído – interpretado na série por Tom Ellis (Merlin) – decide abandonar seu trono e ir para Los Angeles, onde comanda o clube noturno Lux.

Charmoso e carismático, Lúcifer passa a curtir sua nova vida regada a vinho, mulheres e música, até que uma linda popstar é assassinada em frente ao seu clube. Pela primeira vez em mais de 10 bilhões de anos, ele sente algo muito profundo dentro de si devido ao crime. Compaixão? Simpatia? Algo mudou e isso o perturba, assim como à sua melhor amiga Mazikeen (Lesley-Ann Brandt), mais conhecida por Maze, um demônio feroz na forma de uma linda mulher.

Se Supernatural (do canal CW) ainda esta aí após mais de 10 anos porque mais nenhum canal aposto na histórica luta do bem contra o mal, envolvendo Lucifer? Claro que o enfoque desse novo drama sobrenatural do canal Fox não será este, mas sim baseado na HQ homônima da Vertigo, o que já gerou revolta por parte dos fãs dos quadrinhos (normal). O lançamento esta programado para 2016, após a exibição da minissérie de Arquivo X, possivelmente as segundas-feiras, junto as séries Gotham e Minority Report.

Se vocês assim como eu esperam por uma série com um personagem subversivo (dentro dos padrões da televisão aberta americana, obviamente), cheio de ironia e sarcasmo, ponto forte para o humor, o roteiro do piloto acerta em cheio, principalmente, para minha surpresa no relacionamento de Lucifer com a menina Trixie, filha da policial que servirá de par para os casos procedurais da série. Além de repetir a mesma dinâmica citada em Blindspot (oi originalidade?), não sei se os roteiristas da série conseguirão escapar de armadilhas ao tornar mais “agradável” Lucifer, além de comprometê-lo pela sua aproximação as investigações mundanas que parecem que serão constantes na trama, em detrimento, de elementos mais sobrenaturais/divinos, assim me parece que teremos uma The Mentalist celestial!

minorityMinority Report (canal FOX)

A série da Fox será ambientada dez anos após os eventos do filme, e será focada no drama Dash (Stark Sands), um dos três precogs que era utilizado pela polícia. O departamento Pré-Crime foi fechado e Dash tenta viver uma vida normal, mas é perseguido pelas visões do futuro. Vivendo em Washington, DC, ele acaba se unindo a Lara Vega (Meagan Good), uma policial que, perseguida por seu passado, tenta ajudá-lo a lidar com seu dom. A dupla também irá procurar pelo irmão gêmeo desaparecido de Dash, Arthur (também interpretado por Sands). A engenhosa, mas reclusa, Agatha (Laura Regan), sua irmã adotiva, complicará ainda mais a situação, pois deseja que Dash volte para casa. Um drama de crime e conspiração, esta é uma história sobre a conexão de duas almas perdidas, Dash e Vega, que encontram amizade, propósito e redenção entre si.

Mesmo fã do filme dirigido por Steven Spielberg e protagonizado por Tom Cruise, essa é penas mais uma série procedural (3 de 3 somente neste post, tá boa criatividade da tevê!), composta por um casal (a la Castle, The Mentalist, Bones e etc.) investigando casos policiais, aqui diferentemente das séries acima, o canal Fox apresenta uma série sci-fi, procurando sanar os lugares desocupados de séries como Fringe e Almost Human, nem todas com sucesso em sua exibição.

No entanto, essa tarefa não deve ser muito fácil, aqui apesar da boa produção, apostando num futuro imediato, com inserções tecnológicas verossímeis à nossa realidade, o casal protagonista e suas motivações soaram muito artificiais, além disso, o elenco coadjuvante também não “diz a que veio”! Mesmo assim, como plot e temática foi minimamente melhor do que as anteriores.

 

 


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