Pilotos Summer Season 2018

13/08/2018

Gone (Universal Channel) – 1ª temporada

O sobrevivente de um famoso caso de sequestro de crianças junta-se a uma força-tarefa especial dedicada à resolução de sequestros e casos de pessoas desaparecidas.

s01e01Pilot – O FBI resgata uma garota que foi sequestrada. Quinze anos depois, ela se junta ao agente do FBI, Frank Novak, o homem que a salvou nesse dia fatídico, em um esforço para encontrar uma jovem sequestrada de sua escola.

Nosso famoso sindicato dos atores de séries televisivas juntou um bom elenco, Danny Pino e Chris Noth, nesta série classicamente procedural, que troca a moda dos últimos anos, inserção de tecnologia, para o protagonismo de personagens chave, aqui uma jovem que passou pelo trauma de ter sido sequestrada passa a ajudar uma força-tarefa que possui a mesma mote; ainda tentam acrescentar um drama pessoal que é sua relação com a mãe, que ficou famosa e passa a agir como uma guru após o sequestro da filha, afastando-a de alguma maneira, no mais é um procedural de sequestro, o primeiro caso é bem ruinzinho porque o roteiro tem a necessidade ser uma trama de plot twist e não de uma trama coerente, acredito que agradará os fãs da finada Without a Trace, que tinha uma dinâmica bem mais interessante e isso há anos atrás.

Insatiable (Netflix) – 1ª temporada

A história acompanha Patty, uma jovem que sofreu bullying durante toda a infância e adolescência por conta de seu peso. Após ter emagrecido, ela quer vingança contra todos os que a fizeram se sentir mal.

s01e01 Pilot – Vítima de bullying, Patty acaba no tribunal depois de brigar com um morador de rua. O advogado de defesa Bob vê a chance de se redimir ao ajudá-la.

Duas coisas que tenho a escrever sobre a série: 1) esperava que como uma série de pegada cômica uma série tipo sitcom, meia hora cada episódio, mas não, a série investe no subtipo dramédia, como Orange is the New Black, no entanto, o roteiro não segura a atenção para 45 min, não é engraçado, muito pelo contrário, e a dramédia se existe, ainda não se apresentou neste piloto; 2) sobre a polêmica “gordofobia” nem vou comentar porque acusar uma série pelo seu trailer é de uma sandice e patrulha irresponsável que beira a censura prévia, o que posso escrever é que a série é fraca, personagens e situações, senti falta de uma malícia, sarcasmo e ironia se o texto quisesse seguir este caminho e abordagem (que sim, pode caminhar para um texto preconceituoso, o que no meu caso, não verei acontecer porque para por aqui). Talvez um dos piores projetos de 2018.

Orange is the New Black (Netflix) – 6ª temporada

s06e01 Who’s Know Better Than I – Após a rebelião, as detentas enfrentam dificuldades na unidade de segurança máxima. Sem ser medicada e isolada das demais, Suzanne tem alucinações.

s06e02 Sh*tstorm Coming –  Com ordens de pegar pesado nas sentenças, os federais procuram por bodes expiatórios. Caputo, deprimido com a suspensão, tenta encontrar um novo sentido na vida.

Cada vez mais acredito que cinco temporadas seja o número máximo para uma série permanecer intocável! Digo isso porque todo rico universo e diverso também de OITNB já havia mostrado sinais de cansaço após a boa sacada da temporada passada sobre a rebelião mas mal concebida como uma temporada de 13 episódios passados em cinco dias apenas, para num novo twist da série, pós rebelião ao qual tudo poderia ser zerado novamente, o roteiro retoma um tom de primeiras temporadas, reciclando velhas tramas, como Chapman protagonista procurando Alex, novos guardas sádicos, prisão nova, Suzanne em crise sem medicação, e isso não é um elogio, assim como era difícil entender o humor em meio a uma rebelião, esta mistura de humor com drama sádico não me parece uma receita muito legal, não combinam, um choca e afasta o outro somente neste cenário, somente sorriso amarelo e perda de tempo.

Assim, como os roteiros necessitam levantar bandeiras, o que não é um problema se bem inserido e desenvolvido, aqui gostei do “caça as bruxas” entre as 8 ou 9 personagens para as penas pela rebelião, todo o restante me soou reciclado, uma série diversa e tão rica poderia seguir um planejamento meio antológico com diferentes presidiárias assumindo o protagonismo a cada ciclo e abrindo mão de forçar tramas com personagens que possuem torcida dos espectadores mas não possuem mais storylines para serem contadas (estou falando de vc, Pennsatucky).

Para mim, acaba por aqui, boa sorte aos fãs da série!

Pose (canal FX) – 1ª temporada

Criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk (American Horror Story, Glee) e Steven Canals, ‘Pose‘ se passará na Nova York dos anos 80, onde será mostrado diversas cenas sociais da metrópole, partindo dos contextos mais exóticos, como a explosão das apresentações performáticas das drag queens à grande elite nova iorquina.

s01e01 Pilot – Um dançarino rejeitado por seus pais homofóbicos e um homem de família com um emprego bem remunerado se vê sendo puxado para o mundo da cultura de Nova York no final dos anos 80.

Esta deve ser a última série novata de Ryan Murphy para o grupo Fox, pois o mesmo assinou com a Netflix para novos projetos, no entanto, acredito que o canal FX deve ter apostado nesta ideia bem de nicho do criador e sua equipe; assim como acontece com outros projetos de Murphy, o plot inicial do piloto, apesar de longo em demasia 117 min, e ter um ponto grave no que se refere a dramaturgia dos “hetero” Stan/Patty/Matt, que ainda acredito que será melhor desenvolvido inclusive pelos nomes dos atores envolvidos Evan Peters, Kate Mara e James van Der Beek (respectivamente);

No que se refere ao universo cultural da dança e nicho LGBTQI toda a produção é de um esmero ímpar, elenco (maior quantidade de atores trans da história da tevê americana, o que indica representatividade e diversidade) competente e alguns dramas já desenvolvidos de maneira acertada, mas confesso que os primeiros 30 minutos achei que não iria decolar, tem drama, comédia e muita humanidade no tratamento dos problemas dos anos 80 para o público gay (de modo geral), torço para que Murphy, um intenso e genial criador, tenha criado uma temporada brilhante para uma série que pode entrar para a história da televisão americana como vitrine de diversidade e um exemplo de entretenimento relevante e atual.

s01e02 Access – Blanca não pode ter acesso a um bar popular levando a uma rivalidade intencional. Enquanto isso, Damon, inexperiente, aprende a verdade sobre amor e sexo quando é convidado para um encontro.

Confirmando o que havia refletido já no piloto, apesar de ter todos os predicados para uma série de qualidade, o plot de Pose pouco me instiga, me parece um retrato de uma época, assim como aconteceu com Deuce, ao qual não tenho interesse em acompanhar, espero que os fãs de Murphy e do universo retratado tenham uma jornada incrível! Paro por aqui!

 

Take Two (canal ABC) – 1ª temporada

A série apresenta Sam Swift (Rachel Bilson), estrela de uma série policial de sucesso que tem um colapso nervoso e é enviada para a reabilitação. Desesperada para recomeçar sua carreira, ela consegue um trabalho seguindo o investigador particular Eddie Valetik (Eddie Cibrian) como uma forma de fazer pesquisa para um potencial papel de retorno à TV. Apesar de Eddie se incomodar com a função de supervisionar Sam, ela se revela surpreendentemente valiosa ao usar as habilidades que aprendeu como atriz para ajudar nas investigações.

s01e01 Take Two – praticamente o plot do piloto é apresentar os personagens principais e suas dinâmicas, uma série leve e procedural com cara de Castle (sim, trocando um escritor de livros por uma atriz que procura inspiração), sai a polícia e entra um escritório de detetive, acredito até para deixar a coisa menos oficial e mais fantasiosa, porém a investigação do piloto já achei meio pesada demais para um série de aventura com tom cômico, acredito que o casal protagonista tenha muito potencial, Rachel Bilson é uma graça tem carisma e empatia e Cibrian tem o perfil cínico e durão que o detetive deveria ter, porém por ser uma série de summer season em canal aberto não sei se atingirá seu público, me parece uma série do canal USA. Paro por aqui!

American Woman (canal Paramount) – 1ª temporada

Situada na década de 1970, em meio ao movimento crescente do feminismo e disco music, a historia acompanha a vida de Bonnie (Alicia Silverstone), uma mãe com comportamento pouco convencional. Lutando para criar sozinha suas duas filhas, depois que ela deixou o marido, Bonnie conta com a ajuda de sua melhor amiga Kathleen e Diana. Juntas, elas começam a conquistar sua independência, enfrentando a resistência do mundo machista no qual vivem. Inspirada em uma história real.

s01e01 Liberation – A vida de Bonnie muda para sempre quando ela descobre que seu marido, Steve, está tendo um caso. Com a ajuda de suas melhores amigas, Diana e Kathleen, Bonnie descobre como conseguirá seguir em frente sozinha.

Episódio piloto bastante introdutório do plot da série, independencia feminina nos anos 70, me pareceu um misto de Mad Men com aquela série das aeromoças ou mesmo as esposas de astronautas (todas canceladas rapidamente), como uma série de 30 minutos ainda precisa ilustrar seu tom mais dramático, cômico ou será mesmo uma dramédia como pareceu neste piloto, gostei da produção e do elenco, legal rever Alicia Silverstone após décadas no ostracismo ou em projetos sem repercussão. Porém não garanto acompanhar!

In Contempt (canal BET) – 1ª temporada

In Contempt mostra o mundo de um escritório de assistência judiciária da cidade de Nova York. Gwen Sullivan, uma defensora pública, com uma vida pessoal complicada. Ela luta por clientes que não podem pagar seus próprios advogados.

s01e01 Welcome to Hell – Um advogado de defesa do sexo feminino defende um cliente acusado de tentativa de estupro, ela acaba sendo presa por desacato durante o processo.

Olha que surpresa, mais uma série de advogados na tevê americana (kkk)! Bom achei o piloto um pouco estranho, no que se refere a apresentação dos personagens e plot da série, os defensores são sempre retratados como bagunçados no sistema legal americano, os primos pobres dos criminalistas, porém aqui vi uma dificuldade do roteiro em equilibrar os tramas “legais” e uma tentativa “wanna be” de Grey’s Anatomy, assim o drama e a comédia não souberam ser dosados de maneira equilibrada e os personagens ainda não cativaram. Acredito que fico por aqui, mesmo em épocas de “vacas magras” de séries.

Reverie (canal NBC) – 1ª temporada

O thriller acompanha Mara Kint (papel de Sarah Shahi), uma ex-negociadora de reféns e especialista em comportamento humano que se tornou uma professora universitária depois de enfrentar uma tragédia pessoal inimaginável. Mas quando ela é encarregada de salvar pessoas que se perderam em um programa de realidade virtual altamente avançado no qual você pode literalmente viver seus sonhos, ela acha que, ao salvar os outros, ela pode realmente ter descoberto uma maneira de salvar a si mesma.

s01e01 Apertus – A ex-negociadora de reféns Mara Knit é contratada pela empresa de tecnologia Onetech para salvar pessoas que se perderam em um sofisticado programa de realidade virtual chamado Reverie.

Olha quando penso que não há mais procedural para ser (re)criado vejo o quando os roteiristas americanos se puxam porque vou te contar o que fizeram aqui…merece um estudo (brincadeira); mesmo sabendo que as séries do Summer Season são menos prestigiadas do que as do restante do ano, observei com um pensamento positivo uma série que reunisse Sarah Shahi (de Person Interest), Dennis Haysbert (24 Horas), Kathryn Moris (Cold Case) apesar de Sendil “Mohinder” Ramamurthy poderia render um bom entretenimento, mesmo sendo um procedural (lembrando que Person Interest também era) porém nada se confirma a série tem uma pegada da citada Person pela tecnologia mostrada mas apela para uma narrativa de novela ou mesmo de dramaticidade exagerada quando vemos que a realidade virtual deverá ser usada como “fuga” dos problemas mundanos dos “casos” da semana (cliente da semana). Paro por aqui!

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The Sinner (USA) – 2ª temporada

13/08/2018

Após o polêmico caso de Cora Tannetti, o Detetive Harry Ambrose (Bill Pullman) é chamado de volta à sua cidade natal, na zona rural de Nova York, para investigar um novo e perturbador crime: um duplo-homicídio onde um garoto de 11 anos mata seus pais, cujo motivos são inexplicáveis. A investigação de Ambrose o leva à segredos sombrios de sua cidade, colocando-o contra pessoas que não pararão para proteger seus segredos – e a misteriosa Vera (Carrie Coon), que se mostra ser uma peça enigmática e complicada desse quebra-cabeça.

s2e01 Part 1 – Um detetive problemático retorna para sua cidade natal para investigar qual a causa de um menino ter matado seus pais.

Confesso que de estranhamento inicial de imaginar como uma série notadamente antológica se “aumentaria” para uma série de temporadas, chego a conclusão que na dramaturgia tudo pode acontecer, se na 1ª temporada, os louros foram colhidos pelo roteiro e atuação de Jessica Biel, ainda sobraram elogios para o estranho detetive Ambrose (um personagem a medida do talento de Bill Pullman) então nada mais esperto do que ampliar a ação do personagem coadjuvante pra uma trama posterior a primeira temporada, de maneira antológica, simples e eficiente.

Assim, confesso que desde o princípio o plot desta nova temporada me chamou a atenção pela coragem deste, uma criança ou pré-adolescente que mata os pais, aguça a curiosidade de qualquer ser humano pelo entoante “como” e porque”, assim o que vimos no primeiro episódio ou parte 1 foi uma abordagem climática, um casal viajando por uma estrada, hotel beira-estrada, pesadelos infantis, sexo adulto e envenenamento….tudo muito surreal, até a chegada de Ambrose, chamado por uma policial local, alguns flashbacks bastante misteriosos envolvendo a personagem de Carrie Coon, e um plot twist sensacional…a princípio a criança não era filha daquele casal e tudo muda de perspectiva. Interessante demais!!

s02e02 Part II – Ambrose e Heather começam a desvendar de onde Julian vem, enquanto ele é empurrado em um mundo novo.  Uhhh confesso que não esperava que a série abraçasse este tema logo no segundo episódio, bastante em voga atualmente devido a séries e documentários como Wild Wild Country: seitas; assim temos a entrada de Carrie Coon como mãe do jovem assassino, moradora de uma comunidade ao lado da cidade que rende arrepios aos moradores pelas lendas e fatos que lhe envolvem, porém, é notavel como este assunto rende dentro da série no sentido de tudo estar envolvido, e esta muito bom em cena. Meu único porém é que a presença de Ambrose em nada tem a ver com a continuidade da série, The Sinner 2ª temporada poderia ter qualquer outro nome, cade os conflitos de Ambrose, sua tendência ao masoquismo etc.

Castle Rock (Hulu) – 1ª temporada

13/08/2018

Castle Rock é uma cidade fictícia localizada em Maine, nos Estados Unidos. Lá, passado e presente se cruzam através das histórias de terror que não só se ouve falar, como é vivida e sentida por seus moradores. Nesta estranha cidade, todo o universo de Stephen King se encontra. O local aparece de forma proeminente na carreira literária de King, em obras como “Cão Raivoso”, “A Metade Negra”, “It – A Coisa”, “Trocas Macabras”, “Cujo” etc.

s01e01/02 Severance/Habeas Corpus – Henry Deaver, um advogado do corredor da morte, confronta seu passado sombrio quando uma ligação anônima o leva de volta a sua cidade natal, Castle Rock, Maine. No segundo, Henry recebe um novo cliente na prisão de Shawshank.

Mais uma produção televisiva baseada no universo de Stephen King, no entanto, agora fiquei com a impressão que capturaram a essência do autor, o cenário geográfico do Maine! Cenário de dezenas de contos/estórias, vira praticamente um personagem, que tanto acaba ganhando foco nestes primeiros dois episódios, para apresentar o quanto a cidade é estranha e parece ter vontade própria; nem vou comentar as referências pois são dezenas e a trama se passa após algumas estórias que já conhecemos, o que torna tudo mais orgânico, espero que JJ Abrams e equipe trabalhem da melhor maneira pois faz algum tempo que King não é respeitado na telinha!

Outro fator que me chamou a atenção é o elenco reunido, Andre Holland, Bill Skarsgars (palhaço It), Sissy Spacek, Frances Conroy, Scott Glenn, Allison Tolman, Jane Levy, Melanie Lynskey e Terry O’Quinn.

s01e03 Local Color – Molly Strand tem um segredo. Primeiro episódio que abre mão da narrativa de mostrar somente mistérios e busca trabalhar tanto no passado quanto no presente a personagem Molly, da carismática Melanie Lynskey, que prontamente matou o Pastor, pai de Henry lá no passado, e tem mais coisas que lhe rodeiam, como uma espécie de poder psíquico. Faltou um pouco mais de ritmo ao episódio do que nos anteriores, mas acredito que seja necessário começar a “mexer nos peões” envolvidos na trama em detrimento de mostrar mistérios e mais mistérios.

s01e04 The Box – Henry se prepara para o dia no tribunal; um caixão chega em Castle Rock. Após ampliar a mitologia da cidade num primeiro momento, e, em seguida, trabalhar a personagem Molly, neste episódio voltamos os olhos para a prisão local e os sentimentos de Henry com seu passado, interessante que a abordagem do episódio e da temporada até aqui nos levaram ao ponto alto do episódio, no qual um personagem até aqui coadjuvante e escanteado é atingido em cheio pelo “clima” local, sequência excelente.

s01e05 Harvest –  O Estranho ronda à cidade; Castle Rock homenageia o xerife Pangborn. Com o massacre do episodio final, possivelmente, tenhamos fechado o ciclo do presidio Shawshank, agora observamos o estranho “solto” na cidade aos cuidados de Molly e Henry, no entanto, parece que a cidade esta cada vez mais insana e atingindo diretamente seus habitantes. Cada vez eh mais claro observar como a cidade se comporta como um personagem, nao somente um cenário mas um personagem, e ainda muito misterioso.

Sharp Objects (HBO) – Minissérie

07/08/2018

Na história, Amy Adams é Camille Preaker, uma jornalista de Saint Louis (Missouri) que é enviada à sua pequena cidade natal para investigar os assassinatos de duas garotas locais. No entanto, sua relutância e recusa inicial de voltar para Wind Gap deixa claro que seu passado lá é a fonte de seus problemas atuais, que incluem um alcoolismo explícito e autoflagelação.

s01e01/02 Vanish/Dirt – Quando uma garota desaparece na pequena cidade do Missouri, Camille é intimidada pelo seu chefe para escrever uma matéria. Ela volta a sua cidade natal e reencontra fantasmas do passado; no segundo, Camille procura por pistas no funeral da última vítima de Wind Gap.

De início posso afirmar que Sharp Objects, baseado num livro homônimo de Gillian Flynn (também responsável pela obras literárias adaptadas recentemente A Garota Ideal e Lugares Escuros, ambas no cinema), não será a “nova” Big Little Lies, minissérie arrebatadora exibida pela HBO ano passado (que terá uma 2ª temporada em breve), digo isto porque a trama de Sharp Objects é muito mais intimista e personalizada do que Big Little Lies, que era praticamente um estudo social e comportamental de um retrato da sociedade americana, aqui temos um estudo de personagem, no caso, a alcoolatra jornalista Camille Preaker, em seu retorno à cidade natal. Tudo é mais soturno, incômodo e pessoal, diferente de Big Little Lies nos quais eramos mais tentados a ser voyeurs dor moradores das mansões, tanto que o plot apresentado nestes dois episódios me parecem ainda pertencer a um filme, não parece haver subtramas suficientes para preencher 8 episódios.

Isso não quer dizer que a série seja irrelevante, é questão de percepção, até aqui a série é belamente dirigida por Jean Marc-Valle, também responsável por Big Little Lies, a trama me lembra os suspenses policiais europeus, notadamente sempre retratados por personagens problemáticos sejam policias, agentes, etc, a la Luther, Marcella, por exemplo. Camille de Amy Adams é um exercício para uma atriz competente como ela, cheia de nuances e traumas a serem explorados na série, sua relação com a mãe (Patricia Clarkson, diva) é doentia, tem um obsessão ali envolvida bastante estranha, claro envolvendo fatos passados ainda não revelados totalmente, a não ser uma morte de sua irmã, porém o mosaico dos demais personagens também é interessante, legítima criação de arquétipos do interior americano, com bons atores representando-os como Chris Messina, Matt Craven, Henry Czerny e a revelação Eliza Scalen.

s01e03 Fix – Camille revive uma tragédia recente enquanto luta para decifrar os assassinatos em Wind Gap. A provocante Amma mostra seu lado selvagem para Camille. Mesmo tendo em mente que a minissérie abordará os traumas de Camille em detrimento do suspense das mortes da jovem, uma narrativa comum em séries policiais européias, sinto que o episodio por vezes força na problematização da personagem, intensamente defendida por Amy Adams, seus melhores momentos até agora são sua relação com a mãe, um tipo de mulher da sociedade que prega regras um tanto hipócritas e cheias e arrogância, mas ainda ressinto de uma dinâmica mais ágil!

s01e04 Ripe – Camille concorda em mostrar a Richard algumas das cenas dos crimes em Wind Gap. Alan confronta Adora sobre ela trocar confidências com Vickery. John é despedido do emprego e faz revelações a Camille.

s01e05 Closer – Apesar de haver um serial killer em potencial solto na comunidade, os moradores de Wind Gap vão a uma festa estranha com gente esquisita na casa de Adora. Adora troca confidências com Richard que podem impactar seu relacionamento com Camille.

Apesar de não haver praticamente menção nenhuma sobre a investigação e os crimes ate então, este último episódio de Sharp mostra quão complexo e bizarro, pra dizer o mínimo, é o universo da série, por isso a personagem de Camille e os que a rodeiam se mostram tão diferentes da nossa concepção do que seria normal; a relação de Camille com sua mãe é um negócio inexplicável de tão doente que é, sendo transmitido para Amma também, são tão tóxicos que acredito que Patricia Clarkson terá um ótimo ano nas premiações.

Condor (Audience Network) – 1ª temporada

07/08/2018

O jovem analista Joe Turner descobre que a CIA tem usado um algoritmo que ele desenvolveu para espionar cidadãos americanos, levando a organização a uma conspiração terrorista que ameaça a vida de milhões de pessoas. Inspirado no thriller político de Sydney Pollack, Three Days of the Condor, de 1975.

s01e01 What Loneliness – O analista da CIA, Joe Turner, encontra uma pista que lança nova luz sobre um ataque biológico fracassado em um estádio de futebol americano. A evidência ameaça a vida de Joe junto com todos com quem ele se importa.

Projeto de série interessante que me remeteu aos filmes de espionagem do anos 70, o piloto apesar de imprimir um ritmo conspiratório e cheio de reviravoltas bebeu numa fonte já meio clichê do subgênero, espero que pelo bom elenco e pela proposta original o roteiro consiga nos surpreender e criar bons personagens, pois o elenco tem nomes peso pesados como William Hurt, Mira Sorvino, Bob Balaban e Brendan Fraser (abraçando de vez a televisão em busca de bons papéis).

s01e02 The Solution All Problems – Joe escapa do IEP, mas sua segurança continua em questão. Uma força-tarefa é reunida para investigar o massacre. Com a vida de seu melhor amigo agora em perigo, Sam luta com o próximo movimento.

Por incrível que pareça achei este episódio ainda melhor que o piloto, a vulnerabilidade do protagonista, um analista técnico, longe de um agente de segurança de campo, os bastidores da agência e tudo que envolve as relações de conspiração e um lado mais humano me agradaram na forma abordada pelo roteiro.

s01e03 A Good Patriot – Notícias do massacre no IEP se espalham. Bob procura um aliado depois de saber que ele deve se retirar da operação para encontrar Joe. Reuel questiona o conhecimento de Mae sobre o comportamento recente de Sam. Apesar de ainda não achar que Bob seja tão correto e do lado do protagonista, Joe, até pela relevância do ator em questão, também não acredito que Mira Sorvino seja uma bitch executora da agência; as nuances do caso de manipulação deve render um pouco mais no decorrer da temporada. Tá bom o negócio!!!

s01e04 Trapped in History – Com a força-tarefa se aproximando, Joe é forçado a fugir com Kathy. Reuel está cada vez mais preocupado com a lealdade de Bob. A procura de respostas de Joe leva-o a duas pessoas importantes do seu passado.

s01e05 A Diamond with a Flaw – Reuel e Marty esperam que Caleb Woolf seja a chave para a captura de Joe. Bob tenta extrair informações de Joubert. Em Riade, um plano é posto em movimento.

s01e06 No Such Thing – Mae é torturada por questões persistentes sobre a morte do marido. Caleb diz a Joe sobre sua fonte da CIA. Joubert e Boyd se cruzam na casa de Kathy e fazem uma descoberta crítica.

Tem sido curioso acompanhar a série, sei que séries de espionagem e conspiração têm um série problema quanto dinâmica, ficam rodando-rodando para “encher episódios” em detrimento de contar realmente uma história, porque daí tudo ficaria mais fácil e rápido, no entanto, Condor tem uma galeria de personagens interessantes e até aqui, com o choque da morte de Kathy, fica difícil discernir quem é mocinho e quem é vilão, além dos já apresentados, certamente haverá surpresas e revelações porém o roteiro não têm dado muitas pistas claramente sobre isso. Bom para quem acompanha!

s01e07 Within a Dark Wood – Outra pessoa próxima a Joe é encontrada morta. Bob compartilha sua teoria sobre o ataque do IEP com Sharla. Iris dá a Mae informações que colocam suas vidas em risco.

s01e08 A Question of Compromise – a trama deixa um pouco de lado Joe, a procura de “lugares seguros”, para concentrar na informação de Iris passa a Mae sobre seus maridos, no entanto Joubert está em seu encalço, além disso, vemos que na lado conspiratório as coisas começam a sair do controle fazendo com que Nathan tome atitudes drásticas; confesso que gosto muito da série, a única que ando acompanhando com temática conspiratória, no que se refere à entretenimento, não acho a série nada fenomenal mas um passatempo bacana pelo clima e correria, dito isso, preciso relevar que os “vilões” como Joubert estão sempre um passo à frente de nossos “mocinhos” o que é uma muleta clichê do subgênero, mas continuamos!

The Handmaid’s Tale (Hulu) – 2ª temporada (FINALIZADA)

17/07/2018

s02e01 Offred – Offred, uma das poucas mulheres férteis conhecidas como Aias na opressora República de Gilead, luta para sobreviver como substituta reprodutiva para a ressentida esposa de um comandante poderoso.

Esperando ansiosamente o retorno da maior surpresa da temporada passada, THT, volta triunfal, tem um epílogo, continuando pós finale, de arrepiar, fazendo algo que poucas séries de terror/suspense conseguem, nos assombrar com a maldade humana, impressionante, méritos de toda produção e de Elisabeth Moss e Ann Dowd.

Expectativas elevadíssimas!

s02e02 Unwomen – Emily se adapta a um novo estilo de vida. A chegada de uma pessoa inesperada perturba a colônia. Uma família é separada pela ascensão de Gilead. Quando tu achas que já viu sofrimento suficiente na série temos este episódio opressor sobre uma das personagens mais trágicas que a série apresentou na primeira temporada, e que não havia sido trabalhada de maneira suficiente; assim vemos Emily em sua epopéia escravagista e no passado sua tentativa de fugir do novo sistema que estava sendo implementado, sendo ela uma professora de faculdade. Nota para a possível indicada às premiações Marisa Tomei como atriz convidada por uma personagem belíssima e controversa.

s02e03 Baggage – June reflete sobre seu relacionamento com sua mãe enquanto ela anda por Gilead. Em Little America, Moira tenta lidar com o trauma que sofreu. Episódio que deu uma “esfriada” no bom sentido nas ações da trama, vemos o comportamento de June ainda em cativeiro procurando meios e maneiras de fugir para o Canadá e na outra ponta, acompanhamos Moira. Claro que ao final, a opressão volta com tudo, a série não nos dá 50 minutos de respiro aliviado!

s02e04 Other Women – A captura de June a leva de volta para os Waterford. O que acontecerá? Parece que os roteiristas de The Handmaid’s Tale são promissores na prática do sadismo, porque não há série de terror/suspense que tenha a opressão e pavor similar ao que THT faz com seu espectador, fico impressionado como a lógica da série consegue ser tão surpreendentemente pavorosa, com um discurso pouco bravante, no sentido de gritado ou coisa parecida, mas sim aquele pavor insinuado, por vezes mais que mostrados, e sussurrado; June passa literalmente por um momento de depressão e entrega de pontos, com tudo ao seu redor dando errado e assumindo uma postura de sobrevivencia e conivência. Entendo a dor da personagem e seu raciocínio, mas espero que o roteiro rapidamente crie um twist a favor da personagem.

s02e05 Seeds – Offred sofre sobre como uma cerimônia de Gilead interrompe seu relacionamento com Nick. Janine tenta se adaptar à vida nas Colônias, colocando em risco sua amizade com Emily. Me enganei, ainda teremos uma odisseia de tortura e sofrimento junto à June, abro parenteses para comentar sobre a beleza técnica da série, filmada de maneira bela e cinematográfica, como se isso atenuasse a dureza da situação e dos diálogos, enquanto isso, vemos Emily ainda revoltada com sua situação nas Colônias sob os olhares de Janine, ainda cândidos daquele mundo, e pelo jeito será através do olhar desta personagem que veremos como funcionam as Colônias, mais sofrimento à vista!

s02e06 First Blood – June encontra aliados inesperados e obstáculos em sua busca por uma maneira de proteger Hannah. O Comandante se prepara para a dedicação de um novo Centro Vermelho. Nick luta com sua nova tarefa.

Confesso que o sofrimento cíclico de June dentro do cenário sócio-político da série tem de ser revisto no sentido de não afugentar o público alvo da série, ou pelo menos seu alcance popular, ao ficar somente ilustrando sofrimento de June e as armações das pessoas em seu entorno. Serena teve um flashback ilustrativo de sua posição política, me lembrou a personagem de Marisa Tomei, e muitas pessoas com alguns discursos radicais e que não sabem pregar a tolerância acima de tudo. O episódio em si é muito belo na sua fotografia, tem alguns avanços no roteiro mas “manera” ao não abordar outras sutilezas já retratadas, ao final, temos uma sequência que pode ter o poder de criar um belo twist para a reta final da temporada.

s02e07 After – Um ataque envia ondas de choque. Serena Joy faz uma escolha perigosa para proteger sua família. Moira procura alguém do passado dela. Mesmo achando que haveria maiores consequências do ataque “terrorista” de uma Aia, inclusive com a morte do “comandante”, como isso não aconteceu o que podemos perceber era de que este evento serviu para bagunçar o núcleo de June, assim fazendo surgir um novo vilão ou antagonista para o núcleo de Gilead; já no Canadá vemos Serena fazendo uma busca e flashbacks da sua vida anterior. Mais um belo episódio!

s02e08 Women’s Work – June e Serena compartilham um objetivo comum enquanto o comandante se recupera de uma provação aterrorizante.

s02e09 Smart Power – June busca apoio dos aliados, enquanto os Waterford avaliam suas opções diplomáticas durante uma viagem ao exterior. Nick prova sua lealdade

Nossa que episódios pesados e opressivos, este da viagem ao Canadá e o anterior, foram os Emmy’s Tapes de Yvonne “Serena” Strahovski, possivelmente deve brilhar junto à Elisabeth Moss e a série na temporada de premiações.

No entanto, sempre ressalto que assisto a série de maneira orgânica no sentido de não conseguir assistir os episódios com urgência e desvio de spoiler, preciso de tempo para digerir o peso e opressão que a série impõe aos personagens, seja os ditos mocinhos ou bandidos, sendo que notadamente a rivalidade feminina cai por terra com a opressão machista acima destas. Pesado mesmo!

s02e10 The Last Ceremony – Serena fica desesperada. O Comandante tenta fazer as pazes com June. Nick se afasta de Eden. June é confrontada com uma inesperada cerimônia.

A relação de June e o Comandante é um grande ponto da série também, porque o Comandante vira-e-mexe se vê enjaulado pela personagem, apesar da aparente frieza e manipulação, sinto que o personagem esconde algo maior que ainda não vimos. Nem vou comentar os processos do quase parto porque são ridículos e um novo estupro só mostra o quanto a série consegue humilhar seus personagens quando achamos que já vimos toda maldade humana.

s02e11 Holly – June enfrenta um duro desafio, enquanto Serena Joy e o Comandante lidam com as consequências de suas ações.

s02e12 Postpartum – June é enviada para um lugar familiar. Nick é abalado pela resposta brutal de Gilead a um crime. Emily é designada para uma misteriosa casa nova.

Mais um “tour de force” da atriz Elisabeth Moss em seu momento de parto, um episódio focado em suas ações dentro da mansão à qual foi deixada por Nick, com possibilidades de fuga, momentos de dor e testemunhando a dinâmica do casal Serene e Comandante.

Já no episódio seguinte vemos mais um sinal de crueza do universo de Gilead com a dita “traição” da esposa de Nick, literalmente afogada com seu amor, mais sinal de liberdade tolhida da mulher que a série nos impõe; sempre deixando claro que o roteiro, a meu ver, deixa a dever um estudo maior sobre aquele sociedade e as regras que ele obedece, principalmente, após o atentado, que achei que teria maior repercussão e vimos outro comandante tentando “dar ordens”; fora isso, acho interessante utilizarem Emily como um novo exemplo de casa de aia, um casal bastante disfuncional, lembrando aquela participação de Marisa Tomei no início da temporada, a série poderia explorar mais a sociedade de Gilead na próxima temporada!

s02e13 Word Season Finale – Serena e as Esposas se unem para promoverem mudanças em Gilead. Emily descobre mais sobre seu novo comandante. June precisa tomar uma grande decisão.

Não sei se comento primeiro este primor de season finale ou já vou fazendo um balanço de tudo que a série mostrou entre erros e acertos; a temporada de 13 episódios trouxe um “ar” de barriga em determinado momento da temporada, acredito que houve notadamente um “espicho” de sequências e vazios, mesmo que isso sempre tenha sido o tom da série. Outro ponto fora da curva de qualidade da série, foi a introdução de Eden, que mesmo mal desenvolvida, há inconsistências do roteiro em sua jornada, principalmente porque o universo de Gilead ainda não nos fora apresentado de maneira expandida, ficamos muito restrito ao universo de June e dos Waterford, no entanto, a faísca que promoveu o efeito rolo compressor nestes 3 últimos episódios deu real grandeza a introdução da jovem personagem. Irretocável!

No mais, é aquele “bla bla bla” das qualidades da série, como fotografia, artes dos cenários e figurinos, direção e elenco. A sequência das Marthas neste episódio é de uma beleza tão significativa dentro da série para as personagens tão escanteadas tanto pelo texto quanto pelo contexto da própria série, e que momento de Yvonne, de série de aventura nerd para uma temporada tão complexa para sua Serene, envolta em crendices e a dura realidade que ela própria se impôs, salta aos olhos seu incômodo.

Fechado este ciclo de 2 temporadas e 23 episódios, aos quais os roteiristas nos ilustram e exemplificam o quanto o ser humano consegue ser cruel com seus, chegou a hora da série mostrar como podemos nos livrar deste tipo de gente, não no sentido extermínio, são pessoas que usam da fé e do medo para manipular todos em seu entorno (desde estupros e mutilações, passando por afogamentos), que necessitam ser desmascaradas frente a toda sociedade, sejam homens ou mulheres. Assim, passado esta verdadeira odisséia de sofrimento físico e psicológico, acho que era o momento da insurreição, da série mostrar como levantar e tomar as rédeas, porque confesso que a opressão transmitida na série poucas vezes senti como espectador, é muito torturante acompanhar as mulheres nesta sociedade, isso escreve um homem branco heterossexual, cada episodio é como um “soco no estômago” para uma pessoa que acredita em liberdades e individualidades, certamente se fosse uma série do Netflix não faria maratona por nada deste mundo!

E que o Emmy, prêmio máximo da tevê americana, brinde com dezenas de prêmios esta série tão acima da média ao qual temos o prazer de acompanhar “ao vivo”, certamente será uma futura referência como Sopranos, Six Feet Under, Lost, etc;

STATUS: RENOVADA PARA 3ª TEMPORADA (2019).

Unsolved (USA/Netflix) – 1ª temporada (FINALIZADA)

09/07/2018

Unsolved se baseia nas experiências do ex-detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles, Greg Kading, que trabalhou nas investigações dos assassinatos de Tupac e Biggie Smalls, em 1996.

s01e01 Wherever It Leads – Após o assassinato de Tupac Shakur e The Notorius B.I.G., um detetive vai em busca de pistas. Anos depois, uma nova equipe assume o caso.

s01e02 Nobody Talks – Em 1997, Poole e Miller suspeitam de uma relação entre as mortes de Biggie e Tupac e falam com uma testemunha em Las Vegas. Em casa 2006, a liderança de Kading é questionada.

Produção antológica (mais uma) que busca ilustrar os famosos casos de assassinato de Tupac Shakur (que já conhecia do cinema, pouco antes de sua morte) e The Notorius B.I.G. e as frustrações das mesmas, afinal desde o início da série somos apresentados ao resultado: nenhum! Mesmo tendo tido diferentes forças tarefas na investigação, a partir de 97 com a morte de BIG, nenhuma delas conseguiu achar suspeitos e muito menos levá-los para o julgamento. Muito curioso num sistema judicial que gosta tanto de propagandear sua eficiência.

Assim, fico na curiosidade, pelo bom elenco e pela boa narrativa, 3 linhas de tempos, apresentada até aqui para saber o que a temporada reserva de bastidores para o espectador. E pior, observar que mesmo num sistema melhor do que o nosso, há sim crimes que não possuem solução quando pessoas e evidências se anulam na investigação (uma pena para a sociedade).

s01e03 The Mack – De volta a 1997, um grande assalto a banco leva a polícia a um suspeito surpreendente. Quase 10 anos depois, Tucker descobre como irritar e impressionar ao mesmo tempo.

s01e04 Take Your Best Shot – Tupac enfrenta outro problema com a lei. Poole se aproxima do suspeito do assalto a banco. A forca-tarefa investiga uma festa para qual não foi convidada.

s01e05 The Art of War – Tupac se adapta ao novo ambiente. Poole volta à ação com uma nova atitude. Kading e equipe procura agulha em um palheiro.

Em meio as três narrativas que a série propõe fica fácil afirmar que os crimes envolvendo máfia/organização criminosa são os crimes mais difíceis de investigar seja pelas pessoas envolvidas, todos criminosos em maior ou menor grau, falta de testemunhas idôneas e na série ainda temos a falta de tecnologia (imagens, videos, etc); digo isto, porque consigo compreender o porque da não resolução dos dois crimes, que se não estiverem os mesmos envolvidos, certamente têm o mesmo pano de fundo.

Nem sempre a série acerta na montagem das timelines e sinto falta de uma melhor abordagem do histórico/tempo de cada década sendo retratado na narrativa. Mas continua uma série boa!

s01e06 East Cost, West Cost – Nos anos 90, cresce a rivalidade entre Leste e Oeste. Em 2006, a força-tarefa de Kading perde um integrante e precisa apresentar resultados.

s01e07 Half the Job – A busca de Poole por apoio enfrenta problemas. Kading e a força-tarefa precisam decidir se têm o bastante para enquadrar Keefe.

Nestes dois últimos episódios o roteiro se concentra em ilustrar um pouco melhor como ocorreu o perrengue e o término da amizade entre Tupac e BIG, uma bobagem sem o menor sentido cheio de interpretações equivocadas, mas também me deixou bem claro, algo que até vou buscar me informar melhor, mas este pessoal era bem barra pesada, já as investigações tanto em 97 quanto em 2007 se mostram cada vez mais encurraladas, apegadas a pequenos detalhes que não levam a resolução alguma.

s01e08 Tupac Amaru Shakur – As atenções se voltam para a relação de Tupac com a mãe. A força-tarefa investiga uma pista promissora sobre os supostos negócios de Suge Knight.

s01e09 Cristopher – Poole busca uma nova linha de investigação. A vida pessoal de Kading está desmoronando; e uma briga por um carro customizado é mais uma pista para a força-tarefa.

s01e10 Unsolved? Season Finale – Kading e Dupree se encontram com o cada vez mais inquieto Poole. Sem opções, a força-tarefa apela para um blefe perigoso.

Confesso que ainda me impressiono com os “caminhos” da justiça/investigação, no caso aqui, ainda no reduto policial, pois se um país como os Eua se vê cheio de interesses e pressões ao investigar assassinatos de artistas de renome, mesmo que sejam investigações complexas, como estas que envolvem organizações criminosas, a policia não assumir seu papel protagonista ilustra como o Estado pouco se importa com certas “pessoas” na sociedade, e este meu comentário não esta ajuizado em pensamentos de minorias, etc, mas sim na observação que como representantes sociais, artistas mas sem pressão pública para resolução e o envolvimento com organizações criminosas, mesmo que travestida de produtora musical, este submundo meio que possui certas regras nas quais a polícia não interfere para não se “queimar” (algo muito similar ocorre por aqui com os crimes diários envolvendo figuras do tráfico).

Como antologia, achei um pouco maior do que necessário, e as linhas temporais nem sempre funcionaram da melhor maneira, até porque desde o início o roteiro nos deixa ciente de estarmos vendo uma investigação que levou a lugar algum.

Bom roteiro, direção ok, produção competente e uma trama bastante interessante pela complexidade dos envolvidos. Vale o investimento!

Westworld (HBO) – 2ª temporada (FINALIZADA)

03/07/2018

s02e01 Journey Into Night – O espetáculo de marionetes terminou, e nós estamos vindo pegar você e o resto da sua raça. Bem-vindos de volta ao parque Westworld.

s02e02 Reunion – Dolores segue numa trajetória coletiva, ela quer que os anfitriões subjuguem os humanos. Ela quer atravessar com seus rebeldes; enquanto Maeve segue numa trajetória individual. Ela só quer a filha.

Falando em linhas temporais, o episódio tinha duas bem distintas:

  1. A linha temporal de antes do parque ser reaberto e que se ramificou em pequenos períodos dentro do mesmo intuito. Vimos antes da abertura e vimos o parque pronto, quando William e o sogro surgem por lá. Parece, contudo, que em nenhuma dessas ramificações as visitações realmente começaram.
  2. A linha temporal de logo depois do ataque da finale passada, quando Dolores está dominando o parque e Maeve buscando a filha. O Homem de Preto também está nessa linha.

Que maravilha de retorno, hein Westworld? Nossa a série conseguiu somente nestes 2 primeiros episódios trabalhar uma dinâmica enlouquecida, praticamente 3 ou 4 linhas do tempo, com questões interessantes sobre os anfitriões e relevantes sobre um dos personagens que mais me cativa, Arnold/Bernard; gostei como a série prontamente mostrou o que ocorreu, inicialmente, após a finale passada, fez um salto de 15 dias e agora já retornou para antes da inauguração do Parque e pós Parque ter sido construído, claro que algumas alusões a dinâmica de Lost pairam sobre minha cabeça, mas como fã incondicional desta dinâmica, torço para que a série consiga e tenha reais intenções de contar uma história relevante, pois como produção Nolan e equipe já possuem total sucesso neste projeto!

s02e03 Virtu e Fortuna – Há beleza em quem somos. Nós não deveríamos, também, tentar sobreviver? Um episódio um pouco abaixo dos anteriores, mas com aquele velho – e bom – truque de ampliar os horizontes da mitologia quando não há muito o que dizer/ou não se quer dizer neste momento, um parque Indiano com uma personagem na linha temporal pós revolução que conhece como poucas a sistemática do parque, parece promissor.

s02e04 The Riddle of the Sphinx – Uma figura enigmática se torna o centro do projeto secreto de Delos; O Homem de Preto e Lawrence seguem o caminho para Las Mudas, mas encontram problemas no caminho. Que episódio bárbaro!! uma série sci0fi quando aposta em propostas científicas bem embasadas e escritas começa a se tornar de uma relevância ímpar (lembranças de Lost e Battlestar Galactica); o experimento de Will com Delos e a montagem/direção da série trouxeram tantas informações e ainda acrescentaram outras dúvidas tão mas tão bacanas… e que show de interpretação de Bernard, Jeffrey Wright levando o personagem para outro patamar.

s02e05 Akane No Mai – estava muito curioso para conhecer o universo Shogun de Westworld, toda a narrativa de Maeve e cia funciona, principalmente para reconhecermos o funcionamento das narrativas (repetidas, até mesmo com personagens similares) ao condicionamento de Maeve, ordenando aos robos sem precisar de “fala” alguma, meio que acessando o sistema “abelha” dos AIs; porém se o universo Shogun funciona a storyline de Dolores me parece começar a sofrer de “lostização”, explico, começa a caminhar para cima e para baixo, demorando a chegar a algum lugar relevante, e criando nestes meio tempo nenhuma trama relevante, como sua dinâmica com Teddy neste episódio. Faltou algo maior nesta storyline!

s02e06 Phase Space – Primeiro episódio que praticamente mostrou todas narrativas na mesma linha temporal, isso acredito eu, e chegado este momento da temporada, acho que o roteiro apesar de complexo tem se mostrado bastante ao espectador mais atento, sim, precisa-se prestar atenção, tanto que algumas críticas que leio/vejo sobre Dolores e Maeve me parecem um pouco prematuras; vejo as duas personagens como dois lados da mesma moeda, uma agindo conforme suas memórias afetivas e criando empatia por outro seres, inclusive, humanos e Dolores que parece um vulcão de ódio à raça humana e tampouco preocupado com seus similares, quer somente destruição, estes dois tipos de impulso destes anfitriões me parecem bastante humanos, que é onde acredito que a série podera nos levar a crer. Mas antes disso, temos um novo twist com Ford ressurgindo num Deep Web de Westworld, qual será seu papel neste submundo? a cada resposta, novas perguntas… (saudades Lost!).

s02e07 Les Écorchés – e não é que Ford deixou uma bela herança à Bernard (quase uma assombração), bem ao estilo do personagem que se acha um verdadeiro Deus; isso gerou um episódio clássico dentro de séries estilo Lost, explicações gerais e bem explanadas, de maneira eficiente diga-se de passagem, para trazer todos espectadores para o mesmo plano de conhecimento.

Além disso, vemos que O Homem de Preto e Maeve chegaram a pontos de ruptura dentro da temporada e confesso, não sei pra onde levarão os personagens; já Dolores rouba o cenário para si e tem fortes indícios de que roubará a reta final da temporada; mesmo assim, Bernard consegue ser o melhor personagem em cena pra mim, me parece até mesmo que neste momento ele é nossos olhos dentro da série, porque descobrimos desenlaces do roteiro junto com o personagem. Muito, mas muito bom!

s02e08 Kiksuya – O relato da jornada de Akecheta e da Nação Fantasma para a consciência; A vida de Maeve está na balança. Mesmo que pareça ser um “filler” o que não é, este episódio tem um dos plots mais belos e curiosos até aqui; com a Nação Fantasma sempre parecendo de fundo e sem contexto com os protagonistas da série, ver este episódio e toda a evolução “acordar” de Akecheta me surpreendeu e deixou o episódio relevante demais, um excelente episódio. Além de Akecheta tivemos ainda Maeve então…sem comentários!

s02e09 Vanishing Point – um dos episódios mais explicativos e emocionais desta temporada da série, foi assim que a jornada de Will (Homem de Preto) nos foi relatado, ao observarmos o personagem em diferentes momentos de sua vida, enquanto no Parque está um homem (ou anfitrião, ainda não nos foi revelado, apesar que acredito que não) tomado pelo desejo de viver aquela vida de westworld no mundo real Will foi um homem que destroçou a família da esposa como um vírus, cheio de manipulação e ambiguidade; ao final, mesmo com o desfecho chocante de Teddy, lembrando a atitude da esposa de Will, a morte da filha de Will coroou a triste jornada de um personagem “vilanesco” que parece ter chegado ao fundo do poço de suas escolhas;

s02e10 The Passenger Season Finale – Chegou a hora de todo mundo se encontrar em busca do Vale, Dolores e Bernard discutirem seus papéis neste novo mundo que se abre e a empresa tentar fechar todas as pontas após a revolução dos anfitriões.

Parece simples, mas o roteiro da finale e da temporada da série se inspirou em dificultar nossa compreensão sobre tudo o que viámos, sei que sempre numa série de suspense plot twists são criados para chocar e assim, aparentemente, tornar a série mais relevante na memória do espectador/fã, no entanto, se tem uma coisa que acredito ser desnecessário num roteiro é querer confundir ou complexar tudo quando não se faz o menor sentido; a trama da segunda temporada e também da finale seria a discussão do “livre-arbítrio” tanto para os humanos quanto para os anfitriões, o que em si já é uma discussão complexa suficiente, assim vendo tudo em perspectiva era desnecessário desfragmentar a narrativa em tantas linhas temporais, criou-se confusão e modificou a atenção para o que realmente era importante (comportamento do anfitriões), sendo assim mesmo adorando personagens como Bernard e Dolores, seus arcos foram sendo interrompidos a cada episódio para que houvesse um tipo de surpresa na finale.

Em contrapartida, um arco simples como de Maeve (minha personagem predileta, assim como poderia citar o arco de Akecheta), seguiu numa regularidade e excelência incríveis, tanto que encerrou-se sua história e agora a pergunta que fica é o que fazer com Maeve, uma personagem incrível mas sem nenhuma outra storyline e uma atriz importante na série?

As discussões e interpretações sobre os mistérios da série deixo para os especialistas, não curto ficar divagando em texto singular, preferia debater o assunto com outros para construirmos ideias e, principalmente, perspectivas. Assim, deixo aqui minha admiração por Westworld ser uma série “fora da caixa”, mesmo que tenha bebido em fonte nada original, e tenha que “apelar” para velhos truques narrativos, a trama é muito interessante e questionadora do comportamento humano, melhor característica do gênero ficção científica. Além disso, quem esperaria que uma série sobre um parque temático e revolta das máquinas se transformasse num estudo de inteligência artificial que de artificial pouco se mostra.

STATUS: RENOVADA PARA 3ª TEMPORADA (previsão 2020).

Vida (Starz) – 1ª temporada (FINALIZADA)

03/07/2018

Vida é uma série de drama, que foca em duas irmãs latino-americanas do Eastside de Los Angeles que não poderiam ser mais diferentes ou distanciadas uma da outra. As circunstâncias as forçam a retornar ao seu antigo bairro, onde são confrontadas com o passado e uma verdade chocante sobre a identidade de sua mãe.

s01e01/02 Episode 1/2 – Depois de um trágico acontecimento as irmãs Lyn e Emma retornam para seu antigo bairro. Interessante produção do canal Starz certamente veiculada para atingir o público latino-americano, concorrência com canais como Telemundo, visto que trata-se de uma dramédia, com produção caprichada, com cara de série indie e texto beirando o novelesco, afinal de contas nada mais novela que o irmãs voltando ao local de origem após morte de mãe e tendo que lhe dar com conflitos passados e a família até então abandonada, sendo que há até um comércio local para ser disputado na herança.

A série busca fugir um pouco dos estereótipos, não muito, mas temos duas irmãs meios fracassadas, revelações de que a mãe atualmente era casada com outra mulher, uma jovem que busca expulsar do bairro referências não latinas (meio distópica na sua pregação anti-capitalismo e anulação cultural), e os personagens masculinos ainda meio deixados de lado, a série tem um forte tom sexual com direito a sequências de “beijo grego” e “sexo lésbico” não sei se ainda somente para chamar a atenção a la HBO ou será ilustrado isso na narrativa organicamente. Por se tratar de uma série de 30 minutos, já me cativou.

s01e03 Episode 3 – Emma descobre dívidas no armário. Lyn discute a relação com Johnny. Eddy conversa com uma senhorinha que fala com plantas. Todo mundo transa. Segue apresentando o que deve ser os plots da temporada, de adaptação das irmãs ao universo da juventude e que tanto tentam renegar, e desenvolvendo os personagens como Emma que já não parece tão “robotizada”.

s01e04/05/06 Episode 4/5/6 Season Finale – Gosto como a temporada, simples e direta, até pelos poucos episódios (e duração) buscou simplesmente apresentar os personagens principais e aquele cenário surreal, que causou tanta identificação com o público latino e com a crítica especializada. A temporada foi como aqueles filmes de “comeback” o retorno das duas irmãs ao cenário do passado que tanto refugam após a morte da mãe, claro que temperos como sexo, nudez e o papel dos latinos na sociedade americana elevaram o texto e as situações comuns até então apresentadas. Ao final, temos o que parece uma aceitação da sua natureza frente a superficialidade com a qual se apresentavam Emma e Lyn, fico na curiosidade de ver se os roteiristas buscarão diferenciar a série nesta jornada ou inevitavelmente terão que usar os famosos ganchos novelescos tão conhecidos do público alvo da série.

STATUS: RENOVADA OARA 2ª TEMPORADA (2019).

Cobra Kai (You Tube Red) – 1ª temporada

03/07/2018

O clássico dos anos 80, Karate Kid, ganhará uma série que continuará a história original.
Situada 30 anos depois dos eventos do primeiro filme, a série mostrará Johnny Lawrence em busca de redenção e reabrindo o infame dojo Cobra Kai. Com isso, ele trará de volta sua rivalidade com o bem sucedido Daniel, que tenta manter a vida em equilibrio sem a ajuda de seu mentor, o Sr. Miyagi. A atração deve explorar as frustrações dos dois através do karatê.

s01e01 Ace Degenerate – 34 anos depois de perder o All Valley Karate Championship, Johnny Lawrence decide reabrir o Cobra Kai Dojo enquanto seu adversário na escola, Daniel LaRusso, dirige um negócio de automóveis de sucesso.

s01e02 Strike First – Miguel tem seu primeiro dia de treinamento no dojo Cobra Kai, e Daniel enfrenta dificuldades com o distanciamento da filha adolescente.

Que agradável surpresa este projeto do YouTube Red, e pelo que ando lendo esta fazendo um razoável sucesso, pelo que pude ver nestes dois primeiros episódios a nostalgia é o ponto forte da série, brinca com todos os estereótipos adolescentes de maneira banal e rasa, no entanto, encontra nos conflitos dos protagonistas Johnny e Daniel um suspiro de originalidade reconhece os equívocos e acertos dos seus passados. Vou ficar de olho até porque os episódios são de 30 minutos, muito raro num tipo de drama, a watchlist agradece!

s01e03 Esqueleto – Johnny tenta recrutar mais estudantes para seu dojo, enquanto Daniel banca a ama-seca da própria filha na festa de Dia das Bruxas na escola e Miguel decide atacar primeiro e acaba se dando mal ao não conseguir se defender. Mesmo achando alguns eventos meios previsíveis, a dinâmica da série (30 minutos) faz com que o episódio tenha um ritmo bacana e o deixa relevante, sem enrolação, só espero que o roteiro consiga equilibrar a rivalidade de Johnny e Daniel sem manipulações.

s01e04 Cobra Kai Never Dies – Johnny tenta lidar com problemas familiares enquanto Daniel é surpreendido com a vandalização de um de seus anúncios e com um novo e petulante concorrente. A série apesar do tom noveslesco, no que me refiro aos conflitos familiares nada originais, a nostalgia e o pré-conhecimento dos personagens protagonistas nos deixa curioso quanto as atitudes dos mesmo quando aparentemente estão em situações contrárias da origem em Karate Kid.

s01e05 Counterbalance – Johnny enfrenta dificuldades com o aluguel, enquanto Daniel se vê obrigado à retornar às origens dos ensinamentos de seu antigo sensei. Apesar de ainda achar que os plots da série são extremamente noveslescos e simples, como a questão da aproximação futura entre o filho de Johnny e Daniel, pequenas sequências como a da esposa de Daniel questionando-o sobre seu comportamento, já elevaram o episódio a um dos melhores até aqui.