Pose (FX) – 1ª temporada

11/06/2018

Criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk (American Horror Story, Glee) e Steven Canals, ‘Pose‘ se passará na Nova York dos anos 80, onde será mostrado diversas cenas sociais da metrópole, partindo dos contextos mais exóticos, como a explosão das apresentações performáticas das drag queens à grande elite nova iorquina.

s01e01 Pilot – Um dançarino rejeitado por seus pais homofóbicos e um homem de família com um emprego bem remunerado se vê sendo puxado para o mundo da cultura de Nova York no final dos anos 80.

Esta deve ser a última série novata de Ryan Murphy para o grupo Fox, pois o mesmo assinou com a Netflix para novos projetos, no entanto, acredito que o canal FX deve ter apostado nesta ideia bem de nicho do criador e sua equipe; assim como acontece com outros projetos de Murphy, o plot inicial do piloto, apesar de longo em demasia 117 min, e ter um ponto grave no que se refere a dramaturgia dos “hetero” Stan/Patty/Matt, que ainda acredito que será melhor desenvolvido inclusive pelos nomes dos atores envolvidos Evan Peters, Kate Mara e James van Der Beek (respectivamente);

No que se refere ao universo cultural da dança e nicho LGBTQI toda a produção é de um esmero ímpar, elenco (maior quantidade de atores trans da história da tevê americana, o que indica representatividade e diversidade) competente e alguns dramas já desenvolvidos de maneira acertada, mas confesso que os primeiros 30 minutos achei que não iria decolar, tem drama, comédia e muita humanidade no tratamento dos problemas dos anos 80 para o público gay (de modo geral), torço para que Murphy, um intenso e genial criador, tenha criado uma temporada brilhante para uma série que pode entrar para a história da televisão americana como vitrine de diversidade e um exemplo de entretenimento relevante e atual.

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Pilotos Summer Season 2018

11/06/2018

In Contempt (canal BET) – 1ª temporada

In Contempt mostra o mundo de um escritório de assistência judiciária da cidade de Nova York. Gwen Sullivan, uma defensora pública, com uma vida pessoal complicada. Ela luta por clientes que não podem pagar seus próprios advogados.

s01e01 Welcome to Hell – Um advogado de defesa do sexo feminino defende um cliente acusado de tentativa de estupro, ela acaba sendo presa por desacato durante o processo.

Olha que surpresa, mais uma série de advogados na tevê americana (kkk)! Bom achei o piloto um pouco estranho, no que se refere a apresentação dos personagens e plot da série, os defensores são sempre retratados como bagunçados no sistema legal americano, os primos pobres dos criminalistas, porém aqui vi uma dificuldade do roteiro em equilibrar os tramas “legais” e uma tentativa “wanna be” de Grey’s Anatomy, assim o drama e a comédia não souberam ser dosados de maneira equilibrada e os personagens ainda não cativaram. Acredito que fico por aqui, mesmo em épocas de “vacas magras” de séries.

Reverie (canal NBC) – 1ª temporada

O thriller acompanha Mara Kint (papel de Sarah Shahi), uma ex-negociadora de reféns e especialista em comportamento humano que se tornou uma professora universitária depois de enfrentar uma tragédia pessoal inimaginável. Mas quando ela é encarregada de salvar pessoas que se perderam em um programa de realidade virtual altamente avançado no qual você pode literalmente viver seus sonhos, ela acha que, ao salvar os outros, ela pode realmente ter descoberto uma maneira de salvar a si mesma.

s01e01 Apertus – A ex-negociadora de reféns Mara Knit é contratada pela empresa de tecnologia Onetech para salvar pessoas que se perderam em um sofisticado programa de realidade virtual chamado Reverie.

Olha quando penso que não há mais procedural para ser (re)criado vejo o quando os roteiristas americanos se puxam porque vou te contar o que fizeram aqui…merece um estudo (brincadeira); mesmo sabendo que as séries do Summer Season são menos prestigiadas do que as do restante do ano, observei com um pensamento positivo uma série que reunisse Sarah Shahi (de Person Interest), Dennis Haysbert (24 Horas), Kathryn Moris (Cold Case) apesar de Sendil “Mohinder” Ramamurthy poderia render um bom entretenimento, mesmo sendo um procedural (lembrando que Person Interest também era) porém nada se confirma a série tem uma pegada da citada Person pela tecnologia mostrada mas apela para uma narrativa de novela ou mesmo de dramaticidade exagerada quando vemos que a realidade virtual deverá ser usada como “fuga” dos problemas mundanos dos “casos” da semana (cliente da semana). Paro por aqui!

Cobra Kai

11/06/2018

O clássico dos anos 80, Karate Kid, ganhará uma série que continuará a história original.
Situada 30 anos depois dos eventos do primeiro filme, a série mostrará Johnny Lawrence em busca de redenção e reabrindo o infame dojo Cobra Kai. Com isso, ele trará de volta sua rivalidade com o bem sucedido Daniel, que tenta manter a vida em equilibrio sem a ajuda de seu mentor, o Sr. Miyagi. A atração deve explorar as frustrações dos dois através do karatê.

s01e01 Ace Degenerate – 34 anos depois de perder o All Valley Karate Championship, Johnny Lawrence decide reabrir o Cobra Kai Dojo enquanto seu adversário na escola, Daniel LaRusso, dirige um negócio de automóveis de sucesso.

s01e02 Strike First – Miguel tem seu primeiro dia de treinamento no dojo Cobra Kai, e Daniel enfrenta dificuldades com o distanciamento da filha adolescente.

Que agradável surpresa este projeto do YouTube Red, e pelo que ando lendo esta fazendo um razoável sucesso, pelo que pude ver nestes dois primeiros episódios a nostalgia é o ponto forte da série, brinca com todos os estereótipos adolescentes de maneira banal e rasa, no entanto, encontra nos conflitos dos protagonistas Johnny e Daniel um suspiro de originalidade reconhece os equívocos e acertos dos seus passados. Vou ficar de olho até porque os episódios são de 30 minutos, muito raro num tipo de drama, a watchlist agradece!

s01e03 Esqueleto – Johnny tenta recrutar mais estudantes para seu dojo, enquanto Daniel banca a ama-seca da própria filha na festa de Dia das Bruxas na escola e Miguel decide atacar primeiro e acaba se dando mal ao não conseguir se defender. Mesmo achando alguns eventos meios previsíveis, a dinâmica da série (30 minutos) faz com que o episódio tenha um ritmo bacana e o deixa relevante, sem enrolação, só espero que o roteiro consiga equilibrar a rivalidade de Johnny e Daniel sem manipulações.

Westworld (HBO) – 2ª temporada

11/06/2018

s02e01 Journey Into Night – O espetáculo de marionetes terminou, e nós estamos vindo pegar você e o resto da sua raça. Bem-vindos de volta ao parque Westworld.

s02e02 Reunion – Dolores segue numa trajetória coletiva, ela quer que os anfitriões subjuguem os humanos. Ela quer atravessar com seus rebeldes; enquanto Maeve segue numa trajetória individual. Ela só quer a filha.

Falando em linhas temporais, o episódio tinha duas bem distintas:

  1. A linha temporal de antes do parque ser reaberto e que se ramificou em pequenos períodos dentro do mesmo intuito. Vimos antes da abertura e vimos o parque pronto, quando William e o sogro surgem por lá. Parece, contudo, que em nenhuma dessas ramificações as visitações realmente começaram.
  2. A linha temporal de logo depois do ataque da finale passada, quando Dolores está dominando o parque e Maeve buscando a filha. O Homem de Preto também está nessa linha.

Que maravilha de retorno, hein Westworld? Nossa a série conseguiu somente nestes 2 primeiros episódios trabalhar uma dinâmica enlouquecida, praticamente 3 ou 4 linhas do tempo, com questões interessantes sobre os anfitriões e relevantes sobre um dos personagens que mais me cativa, Arnold/Bernard; gostei como a série prontamente mostrou o que ocorreu, inicialmente, após a finale passada, fez um salto de 15 dias e agora já retornou para antes da inauguração do Parque e pós Parque ter sido construído, claro que algumas alusões a dinâmica de Lost pairam sobre minha cabeça, mas como fã incondicional desta dinâmica, torço para que a série consiga e tenha reais intenções de contar uma história relevante, pois como produção Nolan e equipe já possuem total sucesso neste projeto!

s02e03 Virtu e Fortuna – Há beleza em quem somos. Nós não deveríamos, também, tentar sobreviver? Um episódio um pouco abaixo dos anteriores, mas com aquele velho – e bom – truque de ampliar os horizontes da mitologia quando não há muito o que dizer/ou não se quer dizer neste momento, um parque Indiano com uma personagem na linha temporal pós revolução que conhece como poucas a sistemática do parque, parece promissor.

s02e04 The Riddle of the Sphinx – Uma figura enigmática se torna o centro do projeto secreto de Delos; O Homem de Preto e Lawrence seguem o caminho para Las Mudas, mas encontram problemas no caminho. Que episódio bárbaro!! uma série sci0fi quando aposta em propostas científicas bem embasadas e escritas começa a se tornar de uma relevância ímpar (lembranças de Lost e Battlestar Galactica); o experimento de Will com Delos e a montagem/direção da série trouxeram tantas informações e ainda acrescentaram outras dúvidas tão mas tão bacanas… e que show de interpretação de Bernard, Jeffrey Wright levando o personagem para outro patamar.

s02e05 Akane No Mai – estava muito curioso para conhecer o universo Shogun de Westworld, toda a narrativa de Maeve e cia funciona, principalmente para reconhecermos o funcionamento das narrativas (repetidas, até mesmo com personagens similares) ao condicionamento de Maeve, ordenando aos robos sem precisar de “fala” alguma, meio que acessando o sistema “abelha” dos AIs; porém se o universo Shogun funciona a storyline de Dolores me parece começar a sofrer de “lostização”, explico, começa a caminhar para cima e para baixo, demorando a chegar a algum lugar relevante, e criando nestes meio tempo nenhuma trama relevante, como sua dinâmica com Teddy neste episódio. Faltou algo maior nesta storyline!

s02e06 Phase Space – Primeiro episódio que praticamente mostrou todas narrativas na mesma linha temporal, isso acredito eu, e chegado este momento da temporada, acho que o roteiro apesar de complexo tem se mostrado bastante ao espectador mais atento, sim, precisa-se prestar atenção, tanto que algumas críticas que leio/vejo sobre Dolores e Maeve me parecem um pouco prematuras; vejo as duas personagens como dois lados da mesma moeda, uma agindo conforme suas memórias afetivas e criando empatia por outro seres, inclusive, humanos e Dolores que parece um vulcão de ódio à raça humana e tampouco preocupado com seus similares, quer somente destruição, estes dois tipos de impulso destes anfitriões me parecem bastante humanos, que é onde acredito que a série podera nos levar a crer. Mas antes disso, temos um novo twist com Ford ressurgindo num Deep Web de Westworld, qual será seu papel neste submundo? a cada resposta, novas perguntas… (saudades Lost!).

s02e07 Les Écorchés – e não é que Ford deixou uma bela herança à Bernard (quase uma assombração), bem ao estilo do personagem que se acha um verdadeiro Deus; isso gerou um episódio clássico dentro de séries estilo Lost, explicações gerais e bem explanadas, de maneira eficiente diga-se de passagem, para trazer todos espectadores para o mesmo plano de conhecimento.

Além disso, vemos que O Homem de Preto e Maeve chegaram a pontos de ruptura dentro da temporada e confesso, não sei pra onde levarão os personagens; já Dolores rouba o cenário para si e tem fortes indícios de que roubará a reta final da temporada; mesmo assim, Bernard consegue ser o melhor personagem em cena pra mim, me parece até mesmo que neste momento ele é nossos olhos dentro da série, porque descobrimos desenlaces do roteiro junto com o personagem. Muito, mas muito bom!

(atualizado) s02e08 Kiksuya – O relato da jornada de Akecheta e da Nação Fantasma para a consciência; A vida de Maeve está na balança. Mesmo que pareça ser um “filler” o que não é, este episódio tem um dos plots mais belos e curiosos até aqui; com a Nação Fantasma sempre parecendo de fundo e sem contexto com os protagonistas da série, ver este episódio e toda a evolução “acordar” de Akecheta me surpreendeu e deixou o episódio relevante demais, um excelente episódio. Além de Akecheta tivemos ainda Maeve então…sem comentários!

The Handmaid’s Tale (Hulu) – 2ª temporada

11/06/2018

s02e01 Offred – Offred, uma das poucas mulheres férteis conhecidas como Aias na opressora República de Gilead, luta para sobreviver como substituta reprodutiva para a ressentida esposa de um comandante poderoso.

Esperando ansiosamente o retorno da maior surpresa da temporada passada, THT, volta triunfal, tem um epílogo, continuando pós finale, de arrepiar, fazendo algo que poucas séries de terror/suspense conseguem, nos assombrar com a maldade humana, impressionante, méritos de toda produção e de Elisabeth Moss e Ann Dowd.

Expectativas elevadíssimas!

s02e02 Unwomen – Emily se adapta a um novo estilo de vida. A chegada de uma pessoa inesperada perturba a colônia. Uma família é separada pela ascensão de Gilead. Quando tu achas que já viu sofrimento suficiente na série temos este episódio opressor sobre uma das personagens mais trágicas que a série apresentou na primeira temporada, e que não havia sido trabalhada de maneira suficiente; assim vemos Emily em sua epopéia escravagista e no passado sua tentativa de fugir do novo sistema que estava sendo implementado, sendo ela uma professora de faculdade. Nota para a possível indicada às premiações Marisa Tomei como atriz convidada por uma personagem belíssima e controversa.

s02e03 Baggage – June reflete sobre seu relacionamento com sua mãe enquanto ela anda por Gilead. Em Little America, Moira tenta lidar com o trauma que sofreu. Episódio que deu uma “esfriada” no bom sentido nas ações da trama, vemos o comportamento de June ainda em cativeiro procurando meios e maneiras de fugir para o Canadá e na outra ponta, acompanhamos Moira. Claro que ao final, a opressão volta com tudo, a série não nos dá 50 minutos de respiro aliviado!

s02e04 Other Women – A captura de June a leva de volta para os Waterford. O que acontecerá? Parece que os roteiristas de The Handmaid’s Tale são promissores na prática do sadismo, porque não há série de terror/suspense que tenha a opressão e pavor similar ao que THT faz com seu espectador, fico impressionado como a lógica da série consegue ser tão surpreendentemente pavorosa, com um discurso pouco bravante, no sentido de gritado ou coisa parecida, mas sim aquele pavor insinuado, por vezes mais que mostrados, e sussurrado; June passa literalmente por um momento de depressão e entrega de pontos, com tudo ao seu redor dando errado e assumindo uma postura de sobrevivencia e conivência. Entendo a dor da personagem e seu raciocínio, mas espero que o roteiro rapidamente crie um twist a favor da personagem.

s02e05 Seeds – Offred sofre sobre como uma cerimônia de Gilead interrompe seu relacionamento com Nick. Janine tenta se adaptar à vida nas Colônias, colocando em risco sua amizade com Emily. Me enganei, ainda teremos uma odisseia de tortura e sofrimento junto à June, abro parenteses para comentar sobre a beleza técnica da série, filmada de maneira bela e cinematográfica, como se isso atenuasse a dureza da situação e dos diálogos, enquanto isso, vemos Emily ainda revoltada com sua situação nas Colônias sob os olhares de Janine, ainda cândidos daquele mundo, e pelo jeito será através do olhar desta personagem que veremos como funcionam as Colônias, mais sofrimento à vista!

s02e06 First Blood – June encontra aliados inesperados e obstáculos em sua busca por uma maneira de proteger Hannah. O Comandante se prepara para a dedicação de um novo Centro Vermelho. Nick luta com sua nova tarefa.

Confesso que o sofrimento cíclico de June dentro do cenário sócio-político da série tem de ser revisto no sentido de não afugentar o público alvo da série, ou pelo menos seu alcance popular, ao ficar somente ilustrando sofrimento de June e as armações das pessoas em seu entorno. Serena teve um flashback ilustrativo de sua posição política, me lembrou a personagem de Marisa Tomei, e muitas pessoas com alguns discursos radicais e que não sabem pregar a tolerância acima de tudo. O episódio em si é muito belo na sua fotografia, tem alguns avanços no roteiro mas “manera” ao não abordar outras sutilezas já retratadas, ao final, temos uma sequência que pode ter o poder de criar um belo twist para a reta final da temporada.

(atualizado) s02e07 After – Um ataque envia ondas de choque. Serena Joy faz uma escolha perigosa para proteger sua família. Moira procura alguém do passado dela. Mesmo achando que haveria maiores consequências do ataque “terrorista” de uma Aia, inclusive com a morte do “comandante”, como isso não aconteceu o que podemos perceber era de que este evento serviu para bagunçar o núcleo de June, assim fazendo surgir um novo vilão ou antagonista para o núcleo de Gilead; já no Canadá vemos Serena fazendo uma busca e flashbacks da sua vida anterior. Mais um belo episódio!

Killing Eve (BBC America) – 1ª temporada (FINALIZADA)

04/06/2018

Eve (Sandra Oh) é uma funcionária de serviços de segurança muito inteligente, mas frustrada, que fantasia em ser uma espiã enquanto trabalha em um burocrático escritório. Villanelle (Jodie Comer) é uma assassina elegante e talentosa, apegada aos luxos que seu violento trabalho lhe oferece. A série explora o gênero do thriller de espionagem enquanto as duas mulheres, cada vez mais obcecadas uma com a outra, começam um jogo de gato e rato de grande escala!

s01e01/02 Nice Face/ I’ll Deal with Him Later – Villanelle é uma talentosa e violenta assassina. Eve Polastri é uma agente do MI5 entediada que só quer uma vida mais interessante. Quando Eve tem que ajudar a proteger a única testemunha do assassinato de um político Russo, os caminhos das duas se cruzam; no segundo, como consequência do seu último trabalho, Villanelle é ordenada a dar uma pausa – mas continua a agir na sua próxima missão. Eve recebe a oportunidade de se juntar a uma força-tarefa do MI6 para achar a assassina e a organização por trás dela.

Confesso que de um plot comum para a televisão inglesa/americana, policial, os personagens e as situações apresentadas até aqui parecem que irão render uma série interessante; falta glamour para o lado policial e sobre eficiência e sedução para a assassina Villanelle, e o gancho deixado no segundo episódio promete um embate gato-e-rato entre as duas que pode render na temporada. Um dos fatores mais positivos deste início certamente é o tom cômico da personagem de Sandra Oh, um ar debochado e desleixado, que encontra no roteiro uma série de impropérios que suavizam o lado negro da série, da fria assassina.

s01e03 Don’t I Know – Villanelle faz mais uma vitima em Berlim, e Eve e Bill viajam para investigar. Enquanto eles seguem pistas promissoras, a assassina começa a gostar do jogo de gato e rato. Quanto mais chega perto, mais Eve percebe que a situação não é só um jogo. Tenho achado a serial killer de Villanelle, a personagem é meio sem noção, psicopata e ao mesmo tempo para que curte o jogo de gato e rato de uma maneira química (tipo vício), a trama continua crescendo de maneira competente, inclusive fazendo um paralelo com as investigações de séries americanas, aqui muito mais palpável e sem glamour, no entanto, mesmo tendo uma sequência pulsante dentro da casa noturna, não consigo admitir que um agente profissional siga uma suspeita daquela maneira sem cuidado algum.

s01e04 Sorry baby – Villanelle é enviada para a Inglaterra para matar um agente, e se pergunta se poderia ser Eve. Informações indicam que existe um agente duplo, levando Eve à sua primeira operação de vigia.

s01e05 I Have a Thing about Bathrooms – Tendo sobrevivido ao aterrorizante quase encontro com Villanelle, Eve agora tem o informante abrigado em uma casa segura e começando a falar. Eles têm uma excelente oportunidade de coletar informações e decifrar tudo.

Não sei muito bem o que pensar sobre a série, gosto das protagonistas, gosto das falhas de personalidades e humanização de todos os personagens, claro que focado nas protagonistas, mas tem um clima meio cômico que permeia toda a série, que tem foco em homicídios pesados e crimes idem, que parece que anda é levado a série, deixa tudo meio “non sense”, falta um equilíbrio dramático na direção, texto e atuações.

s01e06 Take Me to the Hole – Uma assassina é levada em custódia para Russia. Sendo assim, Eve e Carolyn vão para Moscou para negociar acesso. Além disso, ela pode ser a chave da organização que Villanelle lidera. Enquanto isso, Villanelle é levada para a mesma prisão Russa.

s01e07 I Don’t Want to Be Free – As tensões estão altas conforme a situação em Moscou agrava-se, e Eve começa a se perguntar em quem ela pode confiar. Apesar do perigo, mirando firmemente em Villanelle, Eve age de forma trapaceira. Com ambas sob pressão, os riscos estão ainda mais altos.

Como imaginava, o roteiro da série conseguiu aproximar as protagonistas naturalmente, dentro do contexto da mesma, assim traições e surpresas acabam criando empatia entre Eve e Villanelle; mas o que me chama a atenção é como apanha Villanelle nesta série, esta certo que a mesma é uma psicopata assassina, porém a série não a poupa das consequências dos seus atos.

s01e08 God, I’m Tired Season Finale – A missão de Villanelle está provando tudo menos o que deveria, obrigando-a a tomar medidas drásticas. Enquanto isso, Eve faz uma descoberta chocante, o que a leva direto para Villanelle e um confronto eletrizante, do qual nenhum dos lados sairá ileso.

Uma pena que com a informação da renovação para a 2ª temporada, esperava que o confronto entre Eve e Villanelle seria de certa forma frustrante, com uma sequência que deixaria um final aberto, e foi o que aconteceu! Sendo assim achei o piloto meio esvaziado, já a série depois que acostuma-se com o tom cômico, das protagonistas, consegue-se divertir com o enfoque na dualidade de Villanelle e como esta fascina Eve. Vamos ver o que os roteiristas nos guardam para a próxima temporada, mas é muito bom rever Sandra Oh em cena, além da agradável surpresa Jodie Comer.

STATUS: RENOVADA PARA 2ª TEMPORADA (2019).

3% (Netflix) – 2ª temporada (FINALIZADA)

01/06/2018

s02e01 Capítulo 01: Espelho – Às vésperas do novo Processo, Joana tenta provar seu valor para o líder da Causa e Michele recebe um ultimato de Ezequiel.

s02e02 Capítulo 02: Torradeira – Rafael tenta conseguir uma vaga no batalhão do Continente e relembra seu primeiro ano no Maralto. Relutante, Fernando treina os futuros participantes do Processo.

Ainda um pouco titubeante com o resultado final da 1ª temporada, retorno para a 2ª com esperança da ampliação de alguns conceitos da série, agora que abriram-se novas possibilidades após o Processo da temporada passada, assim, ainda ressinto de uma melhor dramaturgia, pouco sinal de melhora até aqui, queria que mesmo a storyline dos fundadores do Maralto fosse melhor introduzida, e deixassem um pouco de lado “a causa” que tudo move até aqui, inclusive nos personagens do Maralto, quando na verdade gostaria que fosse melhor apresentado este novo mundo, porém, a possibilidade de 2ª temporada trouxa para a série uma série de sugestões dos fãs e espectadores críticos para com a série. Até mesmo, o valor de produção é bem melhor do que vimos até então, espero que personagens como os de João Miguel e Laila Garin sejam melhores aproveitados.

s02e03 Estática – Desesperado para proteger Glória, Fernando percebe que há outra maneira de acabar com o Processo. Michele e Rafael tentam contatar a Causa, cada um à sua maneira.

s02e04 Guardanapo – Ivana e Joana interrogam seus prisioneiros para descobrir quem diz a verdade. Marcela pede ajuda a uma pessoa do Continente.

s02e05 Lampião – Michele e os outros descobrem um lado desconhecido de Ezequiel com o relato de sua jornada do Processo 80 até o presente.

Finalmente um episódio relevante para a série, ao abordar o passado de um personagem importante como Ezequiel, a dramaturgia da série dá um salto de patamar, sai daquele “marromeno” com muitos ganchos a la série americana mas sem identidade própria, a série tem e espero que continue ampliando e revelando a mitologia do Processo e Maralto, sem real noção das forças que atuem nestes conceitos fica difícil acompanhar a série e ter empatia pelos personagens.

s02e06 Garrafas – A caçada pelos membros da Causa se intensifica. Michele e Joana procuram pela bomba e Fernando toma uma atitude ousada.

s02e07 Névoa – Fernando encontra um aliado inesperado. Michele passa por um procedimento misterioso. Uma crise deixa Rafael dividido entre Elisa e sua missão.

Mesmo contando com um dramaturgia melhor em comparação a primeira temporada, que era mais similar a fases num videogame, me parece que a proposta de manter um suspense sobre o comportamento de Rafael e Michele se são ou não da Causa já deu o que tinha que dar, isso deixa os personagens rasos e reféns do roteiro, esta tentativa de fazer Michele falar sobre os eventos passados naquela máquina soaram risíveis e fakes, um fator desnecessário para a temporada da série.

s02e08 Sapos – Joana se vê nas mãos de uma figura do passado, Michele é levada para um esconderijo remoto e Marcela recebe um convite inesperado. Se a série acredita que trazer de volta à cena personagens da primeira temporada vai servir de fan service esta muito enganado, personagens sumidos surgirem do nada só servem para confrontar a má construção de alguns arcos, o que sempre lamento pois acho que o subgênero que a série aborda é riquíssimo e não há outra série genuinamente nossa que aborda com algumas boas ideias este plot. Acho que tanto Joana quanto Michele tiveram arcos pouco desenvolvidos nesta temporada.

s02e09 Colar – Enquanto Rafael, Fernando e Joana seguem com o plano, Michele descobre algo surpreendente sobre a história do Maralto. Finalmente, após a pequena sequência do primeiro episódio, vemos quais escolhas do trio original do Maralto causaram todo o cenário pré Processo 105, gostei desta abordagem, principalmente, pelo tom pessimista da mesma, confesso que sinto curiosidade de conhecer melhor aquele contexto, não que seja obrigatório, mas dado que esta tentativa de boicotar o Processo pouco me interessa às vésperas da finale.

s02e10 Sangue Season Finale – Contratempos obrigam Fernando e Joana a improvisar. No dia do Processo, tudo vira um caos e Michele decide criar seu próprio plano. Com um episódio irregular, assim como a série, a finale apresentou boas soluções e desfechos mediante a uma dramaturgia bastante novelesca, a mudança de personalidade de Michele é algo que me assusta, se Joana esta sempre com uma cara de braba, Michele teve uma mutação sem necessariamente mostrar-se ao espectador, somente vendo o video dos fundadores do Maralto ela mudou radicalmente de atitude (não falando que esqueceram do seu irmão naquele bunker, que após 100 anos ainda era desconhecido do Conselho).

Resumindo, a temporada foi relativamente melhor, principalmente, porque ampliou os conflitos e a mitologia da série, no entanto, a narrativa ainda continua muito frágil o que atrapalha até mesmo o simpático elenco, acho que a série deixou um gancho bastante interessante e com boas possibilidades, acho que o embate Continente vs Maralto pode render alguns bons debates, mas para isto o roteiro precisa abrir mão da manipulação barata, personificado em personagens como Marcela.

STATUS: INDEFINIDO (MAIO/18).

Law & Order Special Victims Unit (NBC) – 19ª temporada (FINALIZADA)

29/05/2018

LAW & ORDER: SPECIAL VICTIMS UNIT — Pictured: “Law & Order: Special Victims Unit” Key Art — (Photo by: NBCUniversal)

s19e01 Gone Fishi’n – Fin captura um estuprador fugitivo em Havana, mas o caso de Barba é prejudicado por um conflito político. Cassidy retorna com más notícias para Olivia. Abrindo a temporada com um “chroma key” medonho por parte da produção querendo recriar Cuba (kkkk); no mais faltou um pouco mais de histórico para que entendêssemos o contexto para tamanho esforço.

s19e02 Mood – Detalhes bizarros sobre o estupro de uma mulher colocam a SVU em desacordo quando Rollins e Carisi pensam que a história da vítima é uma mentira. Enquanto isso, Benson parte para a ofensiva quando sua vida pessoal é examinada. Olha sou sempre super a favor dos roteiros levantarem questões sob as mais diferentes óticas e interpretações, no entanto, em virtude de uma “pegada” no braço criarem toda este escárnio para Olivia achei demasiado fora da realidade na qual a série sempre procura caminhar, sinto que os roteiros procuram criar subtramas para a protagonista, mas passados quase 20 anos não há muito que possa-se desenvolver, principalmente, no que se refere a maternidade de Noah, preferiria que abordassem mais as relações pessoais da personagem e os conflitos com o lado profissional.

s19e03 Contrapasso – Quando um homem é encontrado com os testículos arrancados, a equipe SVU precisa investigar a ligação entre três mulheres suspeitas. Na média da série.

s19e04 No Good Reason – Uma adolescente desaparece depois que os colegas de escola fazem ataques de Cyberbullyng contra ela. Achei que o episódio poderia ter ido um pouco além da proposta, mas ainda serve de “aviso”.

s19e05 Complicated – Uma jovem mulher é encontrada sozinha pedindo ajuda no Central Park, resultando na reabertura de um caso de 10 anos. Olivia Benson e Sheila Porter vão ao tribunal da família pelo Noah. Apesar de não ser muito normal para mim, não consigo comprar este novo arco Olivia-Noah-Sheila, preferia outro contexto, já o caso do episódio por si só ou pelo seu resultado é aterrorizante!

s19e06 Unintended Consequences – Uma adolescente é encontrada morta logo após fugir de uma clínica de reabilitação. Olivia e Sheila conversam sobre Noah. Achei aqueles casos com diversas camadas e cada uma vai ficando pior que a anterior, na verdade, um episódio denúncia sobre o caos da saúde no que se refere às clínicas e como elas funcionam quando o Estado não fiscaliza ou não se faz presente.

s19e07 Something Happened – Benson fala sobre seu passado para ajudar uma vítima de estupro a recordar os detalhes de uma noite terrível e traumática. Uau! episódio que aborda ou volta a discutir o passado familiar e de traumas de Olivia, aqui num momento de identificação com a possível vítima, abuso familiar e traumas, pequeno e intimista, um roteiro que mostra o quanto eventos pessoais dos personagens conseguem ser melhores que qualquer caso da semana.

s19e08 Intent – Os policiais investigam um esquema online relacionado ao estupro de uma estrela famosa das redes sociais. Enquanto isso, Benson estabelece regras com Sheila. Sobre o arco de Benson com a avó materna de Noah, Sheila, confesso que estava esperando um momento virada na qual a mesma buscaria na justiça seu direito de avó materna, então, inserir um perigo ao jovem vindo de fora me parece uma saída melhor, mas acredito que a maternidade de Benson deveria fazer a personagem se ver em conflitos mais questionadores e menos policialescos; já o caso de cúmplice de estupro por meio digital achei fenomenal pois é um aspecto da vida em mídia social que pode acontecer a qualquer um, claro que levado ao exagero em dramaturgia, porém sempre que colocado em discussão ganha espaço pro debate na sociedade.

s19e09 Gone Baby Gone – As emoções na SVU vão ao limite quando o esquadrão embarca numa busca frenética pelo filho desaparecido de Benson. Infelizmente como eu previa ocorreu o pior, ao fazer o sequestro de Noah ser sobre Sheila o roteiro da série optou pelo óbvio e mais novelesco, mesmo que Sheila não tenha sido pintada como uma vilã clássica, tinha seus motivos e conflitos, a trama ficou no superficial e reforçou meu discurso que a maternidade de Olivia é tem sido seu grande problema na série quando acho que devia ser sua solução frente aos maiores horrores que já presenciou. Uma pena este desperdício, tomara que nesta 2ª parte da temporada os roteiristas criem um arco melhor para algum dos personagens.

s19e10 Pathological – Quando a SVU investiga um caso envolvendo dois alunos em uma escola de necessidades especiais, Rollins descobre que as questões médicas de uma criança são originárias de uma fonte surpreendente. Parecendo querer abordar casos de abusos entre jovens com necessidades especiais, o roteiro dá um loop de 180° ao trazer um caso de abuso e dependência maternal, um pouco chocante e revoltante, bom plot, já as consequências do episódio anterior ainda assombram Olivia, espero que isto seja tratado de maneira natural dentro da série, já é um plot que desgastou.

s19e11 Flight Risk – Uma piloto de aviação comercial acusa seu superior de agressão sexual. Barba convoca um grande júri para determinar a cumplicidade de seu empregador no crime. Enquanto isso, Fin toma medidas para garantir que Benson esteja protegida no trabalho. Episódio notadamente atual com as manchetes americanas, assédio sexual em ambientes corportativos e suas consequências, plot importantíssimo de ser debatido e conversado, muito bom, no entanto, ali no fundo vemos um enfrentamento entre Fin e o Chefe da Polícia que, me parece que, deve render um arco ali na frente, com possível destituição de Benson de seu cargo. A conferir…

s19e12 Info Wars – Depois que uma mulher é estuprada durante um protesto, Benson e Barba lutam para colocar suas opiniões políticas de lado para ajudar a levar o atacante à justiça. Mais um episódio focado nas manchetes políticas contemporâneas, muito similares as nossas diga-se de passagem, que sempre foi uma característica da série, bom episódio e bom debate em cena.

s19e13 The Undiscovered Country – Quando um bebê desaparece, os detetives da SVU acabam escolhendo lados em um caso em família. Enquanto isso, as ações de Barba colocam o escritório dos promotores em risco. Fiquei chocado com os caminhos do episódio após observar a participação de Sam Waterston, velho promotor da franquia Lei & Ordem, imaginei que dali haveria alguma consequência mais dramática, quando observei que o ator que fazia o promotor em outra série da franquia logo “pesquei” que Barba teria um desfecho surpreendente, o que já digo que não aprovei; não pela saída do ator, algo comum na franquia e que já atingiu outros promotores, no entanto, a maneira como o roteiro impôs esta situação achei demasiado forçado, até porque nunca havia observado este nuance na personalidade do mesmo, decepcionado!

s19e14 Chasing Demons – Um médico preso por abusar sexualmente de crianças é liberto quando o testemunho de Brian Cassidy causa um anulamento. se torna difícil quando o julgamento é anulado. Quando o criminoso morre, ele é o suspeito principal. Não gosto quando os roteiristas da série fazem links inconcebíveis no mundo real para criar subterfúgios narrativos e falsos conflitos, em que mundo Cassidy teria capacidade de ser um investigador da Promotoria…muito mais de um Promotor novato e que certamente pediria credenciais do mesmo…assim colocar o personagem como centro de um conflito me pareceu desde o inicio um plot muito frágil.

s19e15 In Loco Parentis – A sobrinha de Carisi relata o abuso sexual de um colega de classe; Stone descobre que não há testemunhas perfeitas quando se trata de crimes sexuais. E mesmo com o frágil plot do episódio passado, prefiro quando a série abre arcos narrativos para tratar de parentes dos detetives em casos específicos dentro da série, assim ilustrar as inúmeras possibilidades de acusação de um assédio e ou estupro já renderam episódios melhores!

s19e16 Dare –A morte acidental de uma menina se torna um caso criminal quando uma cirurgiã colhe seus órgãos sem o consentimento dos pais. Agora sim, fugindo do óbvio e com um roteiro bastante ambíguo com diversos argumentos opostos a série entrega um episódio acima da média e relevante para o episódio, com personagens aparentemente comuns envolvidos em conflitos ordinários que rendem conflitos reais, inclusive pela posição ao qual o roteiro colocou Olivia, que ficou com um morte na mente, mas a lei é lei e tem que ser cumprida, gostei demais do episódio, relevante para o tema doação de órgãos.

s19e17 Send in the Clowns – Quando uma estudante desaparece durante um passeio escolar em Nova York os policiais devem correr para encontrar um misterioso homem mascarado. Enquanto isso, Fin e Stone recebem visita. Após o provocante episódio passado, esta trama foi bem meia-boca, um misto de desaparecimento, passado musicista e estupro de menor, embalado num suposto mistério envolvendo máscara de palhaço onde nada me soou especial ou chamativo o suficiente para tornar o episódio memorável até o seguinte, nem mesmo o incesto desnecessário e pouco chocante. Apenas mais um!

s19e18 Service – O esquadrão entra em conflito com a burocracia militar quando um soldado é suspeito de agressão sexual. Em mais um episódio sobre militares envolvidos em questões de prostituição e agressão, acredito que não será o último, vejo que o roteiro do mesmo não soube trabalhar as questões principais apresentadas, dilemas de honra e lealdade nas Forças Militares, a invisibilidade na prostituição e os transgêneros militares, são todos temas relevantes, no entanto, em 40 minutos ficou impossível de serem trabalhados de maneira competente, ficou raso, talvez com exceção da personagem prostituta e sua relação com a sociedade, até mesmo porque Rollins fez um papel de “bitch” da melhor maneira servindo de contraponto para nosso olhar com a personagem. Uma pena os temas devem voltar num futuro e espero que sejam melhores trabalhados.

s19e19 Sunk Cost Fallacy – A busca por uma mulher e sua filha leva tenente Benson para cruzar com um velho amigo. Enquanto isso, Stone deve tomar uma decisão difícil em nome de sua irmã. Que episódio triste, bom ver a participação da ex-promotora, no entanto, sua personagem me soou meio forçada para a situação e meio revoltada demais para quem fazia parte do sistema. Mesmo assim com o desfecho mais do que trágico, novamente, Benson fez uma escolha moral que rendeu uma morte de vítima.

s19e20 The Book of Esther – Rollins corre para resgatar uma menina mantida em cativeiro por seu pai. A temporada tem feito Rollins agir de maneira impulsiva em diversos episódios, ou trabalha isso de maneira orgânica ou algo irá acontecer em breve, o que tivemos aqui é mais um exemplo de como a falta do Estado cria absurdos de comportamento abusivo dentro de um núcleo familiar religioso.

s19e21 Guardian – Fin investiga a alegação de um homem de que sua irmã foi estuprada por gangues. O tema espinhoso este do episódio, de alegação de estupro coletivo num suburbio, tivemos o twist de irmão drogar e prostituir mãe e irmã para sobrevivência deles, não há inocentes e os culpados também são vítimas, bem delicado!

s19e22 Mama – A equipe luta para encontrar validade na alegação de um paciente de Alzheimer de ter sido estuprada. Apesar de achar o tema levantado bastante relevante, estupro de pessoas idosas, doentes inclusive, achei que o tema ficou meio diluído conforme a situação foi “andando” como as memórias do passado e a revelação do unsub, muito Criminal Minds para meu gosto.

s19e23/24 Remember Me/Remember Me Too Season Finale –  Quando uma jovem faz um homem refém sob mira de uma arma, Benson faz uma perigosa tentativa de neutralizar a situação. Enquanto isso, a SVU descobre o motivo chocante por trás do sequestro; As suspeitas de Benson sobre uma vítima de sequestro revelam uma perigosa rede criminosa disposta a silenciar qualquer um que entre no seu caminho.

Como finale agradeço que ninguém correu risco de vida, algo cíclico na série e no gênero, contudo, há dois pontos dentro da trama, carregada de uma tensão pouco exagerada e de difícil empatia, tanto o comportamento “estranho” do jovem feito refém como a inserção da irmã do Promotor, assim meio de última hora após uma ameaça velada ao 45′ do segundo tempo, foram arcos mal construídos, principalmente da irmã do Promotor, pobre atriz entrou e saiu meio aleatório da série e em nada acrescentou ao papel do personagem regular.

Já o traficante de mulheres foi muito mal retratado na série, na tentativa de fazer com que a acusação da mulher fosse dúbia, o roteiro pesou a mão na contradição, duvido muito que numa situação como aquela um rapaz resistisse a confessar algo tão forte como a que a vítima alegava, tanto que achava que o trauma pós traumático da guria fosse ser mais abordado e o rapaz fosse uma vítima aleatória, não um mega vilão frio e calculista que resiste a tortura e etc., faltou uma construção melhor da situação, principalmente para segurar dois episódios.

A temporada continua se mantendo relevante mesmo após 19 anos, um feito e tanto, para uma série de tevê aberta!

STATUS: RENOVADA PARA 20ª TEMPORADA (set/18).

 

Will & Grace (NBC) – 9ª temporada (FINALIZADA)

29/05/2018

s09e01 Eleven Years Later – Onze anos depois de serem vistos pela última vez, as opiniões políticas de Will e Grace são colocadas à prova.

s09e02 Who’s Your Daddy – Grace e Karen entram em crise quando Karen pede um aumento. Jack e Will tentam sair com homens mais jovens, mas descobrem que namorar é mais difícil do que eles pensavam.

Nunca fui um fã da série em sua primeira exibição ininterrupta, via ocasionalmente, mas nunca fiel; como atualmente acompanho poucas sitcoms, nenhuma de claque, resolvi checar o que o elenco e roteiristas têm a dizer neste tempos cinzentos, e claro, há muito o que se dizer, mostrar e gargalhar. Nesta retomada uma piscada crítica à Trump, principalmente pela língua solta, e em seguida, já começa a zoação interna com os personagens discutindo e rindo sobre a passagem de tempo. Gostei e espero que continue com esta pegada.

s09e03 Emergency Contact – Grace vai ao médico e recebe uma noticia e uma visita inesperada!

s09e04 Grandpa Jack – Jack fica surpreso ao saber que seu filho Elliot já é pai, e o garoto precisa de uma ajuda que apenas Will e Jack podem oferecer. Grace e Karen se interessam pelo novo garoto no trabalho.

E toma discussões relevantes como acampamento para cura gay, e o roteiro mesmo que nem sempre funcione no que concerne as piadas, deixa bem claro pelo ridícula da situação o quanto certos tópicos atuais são ridículos de serem centros de discussões enquanto o mundo esta girando e outras coisas importantes ficam à merce. Outro fator que parece ser central nesta temporada é o retorno do personagens importantes na história da série, como o retorno de Harry Conick Jr. como ex-marido de Grace. Preciso dizer o quanto Karen contiua surreal porém extremamente atual em seus impropérios (timing perfeito).

s09e05 How to Succeed in Business Without Really Crying – Grace tenta decorar uma série de hotéis para um cliente desagradável. Enquanto isso, Will está surpreso com sua reação ao ser promovido. Beverley Leslie revela seu segredo para Karen.

s09e06 Rosario’s Quinceanera – EPISÓDIO 200: Karen tem problemas para lidar com uma tragédia pessoal, e Will, Grace e Jack tentam intervir. O novo relacionamento comercial de Will e Grace começa a mostrar sinais de estresse. Nada como uma marca, 200 episódios, para os roteiristas encontrarem uma desculpa para fazer homenagens ou “fan service”, aqui tivemos a morte da clássica Rosario, que mexe bastante com Karen, um episódio menos irônico e engraçado em detrimento de uma pegada mais emocional.

s09e07 A Gay Olde Christmas – Will, Grace, Karen e Jack desejam ter vivido o Natal na Nova York de antigamente, mas percebem que o passado não era tão romântico e aberto à diversidade como eles imaginavam. Nada como um saudosismo deslocado para percebermos o quanto avançamos socialmente, apesar dos pesares, um ótimo episódio!

s09e08 Friends and Lover – Will and Grace se interessam pelo mesmo homem, enquanto Jack e Karen adquirem uma nova obsessão. A série retorna pós hiato com um típico episódio de sitcom no que melhor lhe define, um plot amoroso/sexual envolvendo os protagonistas (coisas dos tempos atuais kkkk) e os coadjuvantes implicados numa subtrama de galhofa. Ótimo!

s09e09 There’s something About Larry – O velho amigo de Will e Grace, Larry, acredita estar apaixonado por Will.

s09e10 The Wedding – Will, Grace, Jack e Karen vão ao casamento do ex-namorado de Will, Vince.

s09e11 Staten Island Fairy – O namorado não assumido de Jack desafia seus problemas com intimidade. Will e Grace vão à TV para vender sua nova linha de roupa de cama. Nada como uma dinâmica de quase 10 anos para ver como ela fluiu e faz total diferença em cena!

s09e12 Three Wise Men – Grace começa um relacionamento com um morador do seu prédio, mas as coisas se complicam; Will e Karen se juntam para assistir e produzir sua própria telenovela. Hilária a dinâmica de Will e Karen.

s09e13 Sweatshop Annie & the Annoying Baby Shower – Um chá de bebê faz com que Will e Grace questionem suas escolhas de vida. Karen e Jack encontram uma maneira de combinar trabalho infantil com teatro musical. Momento desilusional de Grace com as amigas num Chá de Fralda e Will recebe ajudas das adolescentes para interagir e interpretar situações no instagram com um ex.

s09e14 The Beefcake & Cake Beef – 20 anos após sua separação, Will e Michael se reúnem. Enquanto Will percebe que pode estar sendo manipulado pelo ex namorado e tem sua amizade com Jack questionada, Grace tenta auxiliar a republicana Karen numa padaria com todos os elementos políticos sociais sendo debatidos de maneira hilária e relevantes, gosto que depois de tanto bater em Trump (na verdade em suas falas, diga-se de passagem), a série passa uma mensagem de tolerância que acredito ser a melhor saída para estes “problemas” atuais.

s09e15 One Job – Grace pede apoio a Will para celebrar o aniversário de sua falecida mãe. Jack desacredita no amor após seu rompimento com Drew, e acaba descobrindo um segredo no casamento de Karen. Muito boa storyline de Grace visitando seu pai, para o aniversário da falecida mãe, que irá acabar lhe rendendo um presente de grego nos próximos episódios, e Karen e Jack fazem a festa com a dinâmica com Alec Baldwin (mais uma vez hilário).

s09e16 It’s Family Affair Season Finale – O pai de Grace e a mãe de Will acabam tendo uma conexão surpreendente e perturbadora. Jack se recupera de seu rompimento e Karen deve decidir entre o marido e o amante. Como não poderia deixar de ser, a chegada do pai de Grace no apartamento dos amigos gera uma loucura na vida dos amigos, até que Grace se vinga e convida a mãe de Will, assim temos um novo casal em cena, além disso, vemos Jack curtindo sua fossa amorosa e Karen e Alec Baldwin pegam o episódio pra si com a dita “greve de sexo” (hilário).

Após tantos anos, continua engraçada, cheia de empatia e personagens hilários, com um texto relevante, atual e mesmo assim engraçado sem ser chato e politicamente correto.

STATUS: RENOVADA PARA 10ª TEMPORADA (set/18).

Pilotos Mid Season 2018

23/05/2018

13 Reasons Why (canal streaming Netlfix): 2ª temporada

s02e01 The First Polaroid – Cinco meses após a morte de Hannah, o colégio Liberty vai a julgamento e Tyler é a primeira testemunha. Clay encontra uma foto perturbadora em seu armário.

Juro que tentei retornar de “cuca fresca” para a série a qual tenho sérios problemas quanto a sua dramaturgia mas acredito que tem uma relevância ao suscitar debates importantes para a juventude, porém…contudo…entretanto não consegui terminar o episódio com vontade de ver o segundo, várias coisas me incomodaram com exceção da química dos jovens atores, já os adultos são completamente boçais e estúpidos, culpa do roteiro. Seguindo, não tenho a menor paciência com Hannah fantasminha atrapalhando até mesmo a vida sexual de Clay, que mesmo após todas as resoluções continua carregando uma cruz sem o menor sentido, sinto que o roteiro entrou num “looping” dramático no qual colocou todos os personagens nas mesmas posições quando do início da série.

Achava que os ganchos da finale poderiam ter levado a série adiante, como o suícidio de um deles e o stalker fotógrafo com uma chance de causar um tiroteio na escola, de repente se tivessem coragem (ou talento) para levar estas storylines adiante a série poderia levantar outras discussões neste ano.

Acho um pouco difícil retornar, não tenho empatia pelos personagens (tenho pena e repúdio) e os adultos são muito unidimensionais.

The Rain (canal Netflix): 1ª temporada

Seis anos após um vírus brutal ter massacrado quase que toda a população da Escandinávia, dois irmãos dinamarqueses decidem sair da segurança de seu búnquer para verificar o que se passa do lado de fora de sua fortaleza. Em meio aos escombros, eles encontram um grupo de jovens sobreviventes e juntos irão até o fim para encontrar uma única esperança de uma vida melhor.

s01e01 Episode 1 – Um vírus mortal disseminado pela chuva força os irmãos Simone e Rasmus a buscar refúgio em um bunker subterrâneo e a se separar do pai cientista.

s01e02 Episode 2 – Simone e Rasmus encontram outros sobreviventes e tem que aprender que o mundo já não é o mesmo!

Mais uma vez o lado positivo de assinar o Netflix: ter possibilidade de conhecer séries fora EUA e Brasil. Aqui temos uma representando da Dinamarca. Dito isto, confesso que a série ainda não me cativou, tirando o fato de sentir uma vibe “The Walking Ded”, série pós apocalíptica de sobrevivência com uma dose de conspiração, o que não é uma vantagem, o fato dos protagonistas irmãos serem, além de estúpidos (ocasionaram a morte da mãe), são antipáticos demais, difícil comprar a trama por estes personagens; a esperança seria os coadjuvantes que adentram a trama a partir do segundo episódio, mas dai isto tem como preço aquele “caminha pra cima, caminha pra baixo”! Mais um e decido de continuo a acompanhar.

Lost in Space (2018) (canal Netflix) 1ª temporada

No ano de 2046, a família Robinson e sua nave espacial Jupiter 2 caem em um planeta desconhecido. A anos luz do seu destino e rodeada por aliens, a família será forçada a se manter unida em um momento de crise enquanto lidam com seus próprios problemas internos.

s01e01 Impact – A caminho de uma colônia espacial, os Robinsons fazem um pouso de emergência em um planeta desconhecido e lutam para sobreviver a uma noite angustiante.

Uma boa adaptação me parece que a Netflix irá realizar, vendo até aqui apenas o piloto, uma produção caprichada para um sci-fi e um piloto que preza apresentar seus protagonistas com calma e características marcantes, como o retrato de que o casal Robinson passa por uma crise matrimonial, e deixando de gancho os demais coadjuvantes com toques de vilania para serem mostrados no episódio seguinte; não sou fã da obra original e como procedural nunca foi meu predileto, no entanto, vou tentar investir em mais um episódio para saber que caminhos o roteiro seguirá!

Shakespeare & Hathaway: Private Investigators (canal BBC) – 1ª temporada

O ex-detetive inspetor Frank Hathaway, agora um investigador particular endividado, conhece Luella Shakespeare, ex-cabeleireira, quando ela o emprega para investigar o noivo que conheceu on-line. Hathaway e seu assistente, Sebastian Brudenell, um ator esforçado e treinado pelo RADA, descobrem que seu noivo é um vigarista e se reportam a Luella, mas ela é tranquilizada por seu noivo e o casamento segue em frente. Quando seu novo marido é morto na recepção, Luella é suspeita de assassinato pela inspetora local Detetive Christina Marlowe, que havia sido júnior de Frank. Luella, junto com Frank e Sebastian tentam desvendar o mistério do que aconteceu e, depois que seu nome é liberado, ela usa suas economias recuperadas para comprar os negócios de Frank.

s01e01 A Brave New World – a trama do primeiro episódio é praticamente a descrição do plot da série, mostra como os dois protagonistas se conheceram e os motivos que os une, apesar de obviamente ser uma série “menor” pensei que a mesmo poderia mimetizar o clima de Agatha Christie de alguma maneira, com os crimes do interior inglês, no entanto, confesso que a parte criminal não me interessou e a comédia não me entreteu o suficiente, então, já paro por aqui, para os fãs do subgênero inglês pode ser um bom passatempo.

SPLITTING UP TOGETHER (canal ABC) – 1ª temporada

Baseada em uma série dinamarquesa, a comédia acompanha a história de um casal (Jenna Fischer e Oliver Hudson) cuja relação é reacendida durante o divórcio.

s01e01 Pilot – Depois de anunciarem aos amigos e família que se divorciaram, Lena tem que lidar com o crescimento do filho e Martin arma um plano para surpreender sua ex-esposa.

Mais uma série familiar que somente abre um pouco o plot a partir do momento que encara que mesmo divorciados pai e mãe tem que criar os filhos de maneira igual a uma família ordinária, penso que os americanos não sabem lhe dar com sutilezas em comédias familiares, apesar de achar a química de Jenna Fischer e Oliver Hudson interessante, há na trama do piloto coisas como a mãe tendo que lhe dar com a masturbação do filho adolescente (somente constrangedor) e aquele velho lance do ex-marido buscar um link com o qual não havia dado atenção no casamento até então; somente desculpas para unir o casal logo ali na frente, quando acredito que eles separados poderiam servir de exemplo de um comportamento atual bem comum.

THE CROSSING (canal ABC) – 1ª temporada

Na trama, refugiados de um país devastado pela guerra começam a procurar asilo em uma pequena cidade americana. Porém, o país de onde essas pessoas fogem é a América de 250 anos do futuro!

s01e01 Pilot – Na abertura da série, depois que 47 refugiados misteriosamente aparecerem em uma pequena vila de pescadores, o xerife local Jude Ellis se une à agente Emma Ren, para avaliar sua alegação incomum de que eles estão fugindo de uma guerra de 180 anos no futuro.

Bom lá vamos nós para a série tipo “Lost” da temporada, um grupo de pessoas chega através do mar a uma pequena cidade litorânea dizendo-se do futuro e que alguns já estariam por aqui devido a crise que ocorrerá; como primeiro episódio, achei a trama interessante me deixando instigado naturalmente, tenho algumas ressalvas quanto as escolhas de elenco, Steve Zahn como protagonista de uma série de suspense sendo que seus maiores sucessos foram na comédia, e de roteiro, foi muito fácil de prever que haveria agentes do futuro já infiltrados no poder público e que seriam estes vilanizados por algum motivo, faltou sutileza no texto e no personagem. Mais um e terei melhor noção do que a série se proporá!

s01e02 A Shadow out of Time – Em um flash forward para o ano de 2187, Reece encontra Leah, um bebê órfão comum, e vai contra seus companheiros Apex para levá-la em seu próprio país. Nos dias de hoje, Jude espera por uma solução pacífica com os federais.

Como imaginei apesar do intrigante plot inicial (para mim, pelo menos) estas tramas de suspense que bebem na fonte Lost atualmente só conseguem trabalhar o contexto conspiração/policial em detrimento do desenvolvimento humano e científico, achei tudo um grande requentado de dezenas de outras séries, com direito a imagem de costas de uma poderosa que em algum momento nos será apresentada como a Chefona de tudo! Penso que se a trama seguisse os conflitos dos imigrantes do tempo, poderia criar um bom drama humano, mimetizando os conflitos imigratórios atuais com aceitação ou não da sociedade como ocorre hoje nos Eua dos tempos de Trumpo. Lamento, mas paro por aqui!

SIREN (canal Freeform): 1ª temporada

Siren é uma trama que se passa em Bristol Cove, uma cidade costeira conhecida pela lenda de um dia ter abrigado sereias. Segue a história do jovem Ben (Alex Roe), um biólogo marinho que se vê atraído pela misteriosa Ryn (Eline Powell), a estranha jovem com um profundo e sombrio segredo. A chegada dessa misteriosa só prova que este folclore é verdadeiro, e deixa claro que as sereias são predadores que retornam para reclamar seu lugar de direito.

s01e01 The Mermaid Discovery – A cidade costeira de Bristol Cove, conhecida como o antigo refúgio das sereias, é virada de cabeça para baixo com a chegada de uma misteriosa garota.

As vezes não sei porque me coloco em determinadas situações as quais já sei o que acontecerá! Digo isto porque era mais do que óbvio que um projeto que trata de sereias de uma maneira realista tentando imprimir suspense/conspiração e doses de terror não iria funcionar, muito mais produzido por um canal da família Disney, acostumado a dramas juvenis e familiares; a série que até possui efeitos práticos ok, não se destaca porém não compromete, abusa de todos os clichês de um ser não humano chegando na pequena cidade, seus conflitos e o interesse humano, porém não consigo enxergar por qual tom a série irá desenvolver-se então tudo parece perdido (assim como o elenco) como na sequência do teatro infantil, é um belo “guilty pleasure” para os fãs da Pequena Sereia!

ALEX, INC. (canal ABC): 1ª temporada

Baseado no podcast StartUp, Alex, Inc. acompanha Alex Schuman, interpretado por Zach Braff de Scrubs, um brilhante radialista e pai de família, que está prestes a fazer algo maluco: largar seu emprego e começar o próprio negócio.

s01e01 The Unfair Advantage – Neste piloto conhecemos Alex e sua família, Alex esta insatisfeito com o rumo de sua carreira e resolve se demitir e ir atrás de investidores para criar um podcast, assim une-se a sua secretária/groupie e um primo suposto investidor e começa a dar os primeiros passos para atingir seu sonho, mesmo não contando com apoio total da esposa.

Nossa mais uma comédia que não provoca nem mesmo um leve sorriso amarelo, achei tudo muito estranho e fora do famosos “timing” cômico, nem mesmo o laço cômico mais simples, a secretária obsessiva rendeu uma risada, roteiro ruim, produção fraca e atores aparentemente deslocados, nem mesmo o bom Michael Imperioli (saudades de The Sopranos) consegue agradar com seu personagem; prefiro quando Braff abraça sua melancolia como no filme Hora de Voltar que dirigiu, me parece um talento que o ator/roteirista deveria investir.

E alguém avisa o canal ABC que existem mais opções de sitcom que não necessariamente os familiares!

SEVEN SECONDS (canal streaming Netflix): 1ª temporada ou mini-série

Quando um policial branco atropela um jovem negro, tensões raciais crescem numa cidade norte-americana. De um lado, a promotora KJ Harper (Clare-Hope Ashitey) tenta trazer justiça para sua comunidade sem deixar que seus problemas pessoais afetem o trabalho. Do outro, o agente responsável pelo crime (Beau Knapp) tenta lidar com a culpa. Por fim, a mãe do jovem (Regina King) está determinada em descobrir o que realmente aconteceu.

s01e01 Pilot – Em meio a uma trama para encobrir a verdade sobre um atropelamento e fuga que envolve um policial, a família da vítima e uma promotora buscam a verdade.

Curioso projeto da mesma roteirista de The Killing, que traz alguns questionamentos policiais e raciais relevantes atualmente, porém mais do que abordar somente o tema para aproveitar a vitrine do momento, vejo que, com exceção do comportamento inicial do policial atropelador, todos os demais personagens parecem bastante complexos e possuem conflitos que podem perdurar a temporada com eficiência. Fiquei curioso!

THE LOOMING TOWER (canal streaming Hulu): mini-série

The Looming Tower se baseia no livro homônimo de Lawrence Wright (“O Vulto das Torres”, em edição nacional), vencedor do Prêmio Pulitzer de não-ficção, e que narra os eventos que levaram ao atentado, abordando a controversa rivalidade entre a CIA e o FBI, que pode ter (inadvertidamente) criado o ambiente para a tragédia de 11 de setembro e, consequentemente, para a Guerra no Iraque.

s01e01 Now It Begins… – O chefe da unidade antiterrorista do FBI John O’Neill convida o agente novato muçulmano Ali Soufan para sua equipe. Lutando para obter informações da CIA, eles logo percebem que seu trabalho está apenas começando quando duas embaixadas são bombardeadas.

Com um elenco acima da média e com a promessa de ser uma mini-série fiquei curioso com o retrato das brigas entre as agências americanas de espionagem (FBI e CIA) que possivelmente renderam as falhas que se transformaram no ataque do 11 de setembro; mesmo apelando para um roteiro ainda muito falado, o episódio inevitavelmente possui qualidades pela relevância do tema e acende debates sobre o terrorismo, espero que Jeff Bridges e Peter Sarsgaard brilhem e tornem a série relevante mesmo vindo de um canal de streaming que não o Netflix.

GOOD GIRLS (canal NBC): 1ª temporada 

Criada por Jenna Bans (Scandal, Grey’s Anatomy), Good Girls explora o que acontece quando três “boas garotas” mães e esposas suburbanas de repente se encontram em circunstâncias desesperadas – elas decidem arriscar tudo para ter seu poder de volta. O programa é estrelado por Christina Hendricks (Mad Men), Retta (Parks and Recreation) e Mae Whitman (Parenthood).

s01e01 Pilot – Três mães suburbanas roubam um supermercado para cuidar de suas famílias, mas elas se encontram em problemas quando são ameaçadas por uma gangue local.

s01e02 No Money, No Problems – As mulheres lutam para conseguir o dinheiro que devem à gangue – o que, neste caso, significa roubar novamente.

Apesar de achar uma idéia simpática e que reúne um elenco feminino bacana, outra série que me parece somente um filme (longa cinematográfico) que é arrastado para ser uma série, mesmo que o plot inicial não pareça sustentar isto; outro problema que percebi nestes dois episódios é que a trama, um misto de comédia, drama e suspense, não consegue definir ou se equilibrar por que caminho irá seguir, tem piadas boas e ruins, situações dramáticas e familiares e a questão do assalto e a gangue, no entanto, o tom dos episódios caminha quase numa fábula, afastando a verossimilhança necessária para a trama se sustentar. Paro por aqui!

LIFE SENTENCE (canal CW): 1ª temporada

Quando uma jovem diagnosticada com câncer terminal (Lucy Hale, de Pretty Little Liars) descobre que na verdade não está morrendo, ela precisa lidar com as escolhas que fez quando decidiu “viver como se estivesse morrendo”.

s01e01 Pilot – Depois de ser curada do câncer, Stella deve encarar suas consequências a longo prazo e decisões de “viver o momento”, e começar a aprender a viver como ela está vivendo.

Depois de apostar em dramas de guerra (tchau Valor), o canal CW aposta numa dramédia interessante que bebe em fontes cinematográficas como o próprio episódio ilustra (Doce Novembro), que me parece somente mais uma novelinha de canal jovem, não digo com isto que a série é ruim, muto pelo contrário, achei tudo bastante bonitinho e delicado, um humor leve e gostoso de ver, no entanto, não consigo prever um futuro para a série com um plot tão fechado; se fosse um plot de filme funcionaria muito melhor porque todos conflitos seriam resolvidos em 90 minutos, como fazer para arrastar isso por uma temporada de 13 episódios. A princípio, paro por aqui, somente se a série fizer um barulho a la This Is Us que retorno.

DECEPTION (canal CBS): 1ª temporada

Depois de sua carreira ser arruinada por um escândalo, o famoso mágico Cameron Black se junta ao FBI, tornando-se o primeiro consultor ilusionista do mundo para uma agência governamental de inteligência, ajudando o governo a resolver crimes, que desafiam a lógica e usando suas habilidades para prender criminosos e espiões.

s01e01 Pilot – Quando sua carreira é colocada em xeque, devido à descoberta de seu irmão gêmeo, Jonathan, auxiliar nos truques de Cameron que se vê envolvido num caso de homicídio, Cameron procura pela pessoa responsável pela armadilha, mas antes disso, terá que se associar a agentes do FBI para caçar sua nemesis (uma jovem com olhos com duas cores).

Mais um procedural policial, quase igual a The Mentalist/Caste, sem nenhum personagem suficientemente cativante como acontecia em The Mentalist, incluindo ainda um arco/caso policial maior que envolve o protagonista e isso é a desculpa para deixá-lo junto à força policial da série. Me parece uma série de 10 anos atrás!

BRITANNIA (canal Sky Atlantic): 1ª temporada

Britannia é um drama épico situado em 43DC, quando o Exército Imperial Romano – determinado e aterrorizado em igual medida – retorna para esmagar o coração celta da Britânia – uma terra misteriosa governada por mulheres guerreiras e druidas poderosos que podem canalizar as poderosas forças do submundo. Ou assim eles dizem.

s01e01 Episode 1 –  Na véspera de solstício, Cait, uma jovem pertencente à tribo Cantii, aguarda um rito de passagem que separa as meninas das mulheres. No entanto, 400 navios com 20 mil soldados romanos desembarcam próximo para tomar a Britannia em nome do Imperador Cláudio.

Confesso que não fosse o visual e o elenco reunido, David Morissey e Kelly Reilly, nem atreveria tentar acompanhar esta série histórica com tons sobrenaturais, porque não tenho interesse neste subgênero, no entanto, o piloto é sim um pouco confuso, muitos núcleos e personagens, lembrando talvez de propósito, Game of Thrones, somente não espero que a série tente ser “a nova” série deste gênero, pois isto teria um peso muito grande para uma série que ainda procura relatar episódios reais da nossa História. Vamos ver ser consigo aderir à série!

EVERYTHING SUCKS! (Netflix): 1ª temporada

Desesperado, sentido, constrangedor, excitante e sem smartphones. Passada na cidade de Boring, Oregon (EUA), em 1996, Everything Sucks! é uma história de amadurecimento curiosa e engraçada, que gira em torno dos clubes de audiovisual e de teatro do ensino médio – duas turmas de nerds excluídos que se juntam para fazer um filme juntos

s01e01 Plutonium – Começa um novo ano na escola Boring High, e o calouro Luke impressiona seus amigos ao convidar Kate, veterana e filha do diretor, para ir a sua casa.

s01e02 Maybe You’re Gonna Be the One That Save Me – Luke planeja seu próximo passo com Kate, que está tendo um dia ruim na escola, e acaba assistindo fitas de vídeo que trazem lembranças emocionantes.

Nova aposta nostálgica do canal de streaming Netlfix, saindo da proposta sci-fi oitentista de Strange Things, apostando agora no sitcom jovem dos anos 90, meu problema com o subgênero continua, não acho graça alguma, me parece sem humor, até achei que no 2º episódio o tom parece ser este mesmo, uma dramédia jovem, no entanto, comédia que não faz rir é sempre um problema para mim; em suma, não achei o projeto nada especial, é leve e gostoso, mesmo sem graça, claro que ficar apostando em musicas temas da época para quem viveu ela é sempre chamariz, mas a série precisa ser mais do que isto. Vou deixar em aberto por enquanto, de repente pesco mais um episódio antes de definir.

STARGATE: ORINGINS (YouTube): 1ª temporada

Catherine Langford (Ellie Gall) dedicou toda a sua vida para desvendar o mistério envolvendo o Portal Estelar, encontrado por seu pai (Connor Trinneer) em Giza, no Egito. Tentando impedir que o planeta caísse na escuridão total, ela tomou uma difícil decisão: arriscar sua vida para entender o funcionamento do misterioso portal e, no processo, criou o Comando Stargate.

s01e01/02/03  Episode 1/2/3 – sempre achei interessante o conceito de Stargate, desde o lançamento do filme dos anos 90, nunca acompanhei de perto as suas franquias televisivas, principalmente porque sempre considerei as séries muito precárias como porduções sci-fi, mas a mitologia da série sempre me seduziu, assim fui das literalmente uma espiada na produção do You Tube, afinal são episódios de 10 minutos (nunca tinha tido esta experiência vendo uma série), e posso afirmar que o problema continua, produção precária e um elenco titubeante, para dizer o mínimo, mas o conceito do portal multiverso e mais, levando-se em conta que a série se situa na época do pré- 2º Guerra, o clima de matinée mimetizando um Indiana Jones, me fizeram assistir direto os 3 primeiros episódios, fica a dica para os fãs dos subgênero.

A.P. BIO (canal NBC): 1ª temporada

Na trama, um cínico professor da Ivy League perde o trabalho dos seus sonhos e vai trabalhar como um professor de biologia do ensino médio, onde impõe seu estilo de ensino pouco ortodoxo e usa as crianças para planejar sua vingança contra aqueles que o prejudicaram.

s01e01 Catfish – Jack Griffin perde seu trabalho de sonho e se torna um professor de ensino médio da biologia em sua cidade natal de Toledo, Ohio.

Nossa certamente um dos piores pilotos que vi neste temporada 2017/18, primeiro que me parece copiado de Uma Professora sem Classe, que teve Cameron Diaz como protagonista nos cinema e foi levado à televisão recentemente (Bad teacher, canal CBS,  durou 13 episódios), além disso, o roteiro é muito ruim, primeiro porque não tem graça, segundo porque não apresenta os personagens, são somente jogados em cena e começam a interagir, elenco então nem comento, principalmente o protagonista que me soou muito insosso, uma tragédia!

WACO (canal Paramount): Mini-Série

Baseado em fatos reais, a produção acompanhará o cerco de 51 dias do FBI em 1993 a seita religiosa de David Koresh, os Branch Davidians, após denúncias sobre abusos infantis ocorrendo no local, além de possível posse de armas ilegais.

s01e01 Visions and Omens – David Koresh prega no Mount Carmel Center sobre o que é felicidade. Seis meses depois a ATF recebe informações que um carregamento de armas está destinado ao Monte Carmelo e começa a vigilância no complexo.

Mesmo não me empolgando em seu piloto, até porque já cansei de tramas que mostram o momento auge e depois retrocedem no tempo para ilustrar como os personagens chegaram até o momento ápice, mas a trama me é muito instigante, sempre achei curioso esta cultura de seitas “religiosas” nos Eua, como um dito povo mais educada cai em armadilhas tão rasas quanto as ditas pelas seitas que, inclusive, pregam enfrentamento civil com a sociedade, para impor seu olhar de sociedade.

Também gosto do elenco reunido, principalmente, Michael Shannon, e o momento no qual eles retrocedem na história para mostrar uma missão contra uma seita que deu errado, certamente influenciará as políticas e atitudes na linha contemporânea da série.

THE ALIENIST (canal TNT): 1ª temporada

Thriller psicológico dinâmico e atmosférico sobre um trio de especialistas formado pelo psiquiatra Laszlo Kreizler, o repórter jornalístico John Moore e o comissário de polícia Theodore Roosevelt, responsável por desenvolver as primeiras técnicas de psicologia e investigação para encontrar um assombroso serial killer na Era de Ouro de Nova York.

s01e01 The Boy on the Bridge – Thriller psicológico dinâmico e atmosférico sobre um trio de especialistas formado pelo psiquiatra Laszlo Kreizler, o repórter jornalístico John Moore e o comissário de polícia Theodore Roosevelt, responsável por desenvolver as primeiras técnicas de psicologia e investigação para encontrar um assombroso serial killer na Era de Ouro de Nova York.

Produção do caro criador de True Detective, Cary Fukunaga, que, num primeiro momento, me lembrou uma série britânica passada na Londres de Jack Estripador, Whitechapel, por abordar historicamente os primeiros passos da criminologia forense no século passado, contando com uma produção caprichada, na qual se sente cheiro e aspectos da época, a série conta com um elenco bem caprichado e historicamente nos apresenta nomes reais como Roosevelt (futuro Presidente). Assim, vou ficar de olho se a série conseguirá desenvolver bem tanto o caso investigativo quanto o pano de fundo histórico para adicioná-la na minha watchlist.

s01e02 A Fruitful Partnership – Sara encontra uma pista e Kreizler tenta conectar as evidências deixadas pelo serial killer. Kreizler leva Moore, Sara, Marcus e Lucius para Delmonico’s em Nova York e os informa que estão trabalhando juntos para pegar o assassino.

Confesso que gostei mais deste 2º episódio do que do primeiro, acho que como já estamos familiarizados com os personagens, a trama parece andar de modo mais fluido, o suspense, tensão e a sensação de sujeira me salta à tela! Acho incrível o trabalho de direção de arte, mesmo que não seja nada inovadora, mas passa a sensação daquela época de maneira crível.

s01e03 Silver Smile – Evidências inovadoras levam a equipe a descobrir que um elemento crucial no caso desapareceu. Kreizler e Moore entrevistam uma testemunha para descobrir o que aconteceu com Moore no Bordel. Sara tenta viver em um mundo fora da investigação.

s01e04 These Bloody Thoughts – Kreizler e Sara discutem a capacidade de matar. Moore vai em um encontro. Byrnes e o Capitão Connor mantêm um olho em um potencial suspeito. Roosevelt encontra-se sob escrutínio público.

Me parece que a série começa a engrenar a partir deste 4º episódio, já sabemos como os personagens pensam e agem, desde os bastidores da Polícia até como e mente do dr. Kreizler, com exceção de Sara que me parece uma personagem deslocada daquele mundo, no bom sentido, e tenta sobreviver no ambiente machista controlando seus instintos e sabendo até onde pode ir socialmente.

BLACH LIGHTNING (canal CW e Netflix): 1ª temporada

Baseada no herói da DC Comics, Black Lightning acompanha Jefferson Pierce, um homem lutando com um segredo. Pai de duas filhas e diretor de uma escola de ensino médio no bairro de Nova Orleans, que é comandado pela violência das gangues, ele é um herói. Mas nove anos atrás, Pierce era um herói diferente. Dotado do poder de controlar a eletricidade, ele usou esses poderes para manter as ruas de sua cidade seguras como o vigilante mascarado Black Lightning. No entanto, depois de muitas noites colocando sua vida em perigo e vendo os efeitos do dano e da perda que seu alter ego estava causando à sua família, ele deixou seus dias de super-herói para trás e dedicou-se à escola e ser pai. Quase uma década depois, os dias de combate ao crime de Pierce estão no passado… ou era isso que ele pensava. Com o crime e a corrupção se espalhando pela ameaçadora gangue local, The One Hundred, o Black Lightning retorna – para salvar não somente sua família, mas também a alma de sua comunidade.

s01e01 The Resurrection – Jefferson Pierce fez sua escolha: abandonou seu traje e sua identidade secreta anos atrás, mas com uma filha com problemas na justiça e um estudante brilhante sendo recrutado por uma gangue local, ele se vê forçado a retomar sua luta contra o crime.

Mesmo possivelmente não conseguindo acompanhar uma série de super-heroi de CW, porque as mesmas tem costume de durar ad eternum, confesso que achei o piloto de BL bem interessante, principalmente, sua primeira metade, na qual há um bom trabalho de criação de contexto, principalmente pela opção de não ser uma história de origem, assim vemos Pierce já aposentado e a trama do piloto se concentra em mostrar por quais motivos ele irá reassumir sua identidade de super heroi; neste sentido o contexto social apresentado é perfeito e provocativo, na medida certa para os tempos atuais, já quando retoma o lado heroico, o roteiro cai no lugar comum e, pior, com efeitos bem pobrinhos!!! Vou conferir mais um para saber se, pelo menos, uma temporada dá para acompanhar!

s01e02 LaWanda: The Book of Hope – Um raio de esperança aparece na comunidade quando Black Lightning (Raio Negro) volta a combater a violência. Confesso que depois do piloto engajado esperava um episódio melhor, achei que o roteiro ficou rodando a volta-não volta do super heroi quando na verdade estes conflitos ele já deve ter vivido ao ter renunciado seu alter ego, ao final foi preciso mais uma morte para o personagem entender seu papel, faltou também mais ação e não sei se os personagens seguram a trama, vou conferir mais um para repensar.

THE RESIDENT (canal Fox) 1ª temporada

THE CHI (canal Showtime): 1ª temporada

“A história de um jovem negro atingindo a idade adulta”.

Uma história relevante, atemporal e distinta sobre amadurecimento que acompanha a vida de seis personagens inter-relacionado na zona sul de Chicago. A história é centrada em Brandon, um rapaz confiante e ambicioso que sonha em um dia abrir o próprio restaurante, mas sente-se conflitado entre a promessa de uma nova vida e suas responsabilidades perante a mãe e o irmão adolescente.

s01e01 Pilot – Um evento fatídico envia ondas de choque através de uma comunidade no lado sul de Chicago, conectando quatro vidas.

Gosto quando um piloto subverte as expectativas de um velho série maníaco como este que vos escreve, porque o piloto, do qual eu nada conhecia, me fez acreditar que o jovem Coogie era o protagonista, ou um dos, mas na verdade ele meio que é o catalisador dos eventos que devem surgir com sua morte. Fiquei mais surpreso ainda ao observar que a série foi criada por Lena Waithe, a personagem Denise de Masters of None, e dando uma conferida em sua filmografia ela é notadamente conhecida como escritora, inclusive de série como Bones. Curioso para ver como a série será desenvolvida.

s01e02 Alee – Brandon sofre com uma perda. Ronnie percebe que cometeu um erro. A vida despreocupada de Emmett vira de cabeça para baixo. Papa e Jake provocam Kevin sobre Andrea. Pistas conflitantes abalam Cruz. Apesar de ter achado que o roteiro pudesse pesar a mão dos dramas e personagens, o tom deste segundo episódio consegue equilibrar melhor as coisas, dando a entender que todos possuem escolhas e terão que arcar com as consequências das mesmas, sendo feitas com ou sem razão!