Sete Vidas

7vidas

Primeiramente, preciso deixar claro que sou fã declarado do diretor italiano Gabrielle Muccino, ainda na época que dirigia filmes em sua terra natal, mais precisamente após O Último Beijo (sim, aquele filme que foi refilmado em Hollywood como Um Beijo a Mais). Quem conhece um pouco da filmografia de Muccino nota sua veia para o melodrama, principalmente, tendo como protagonista homens em crise seja com relacionamentos (O Último Beijo), família (No Limite das Emoções e A Procura da Felicidade) e, neste filme, em crise de consciência. Pena, este ser seu filme mais frágil, principalmente, devido à incoerência e inverossimilhança de alguns aspectos do roteiro em prol de uma maior dramaticidade da trama, ao invés de, por exemplo, trabalhar melhor os personagens secundários.

Notem que novamente o diretor trabalha com Will Smith (A Procura da Felicidade), mostrando a confiança deste astro de Hollywood nas mãos do direior italiano. Abro um parentêsis para comentar a carreira de Will Smith, que boas escolhas que o rapper/comediante/ator tem conseguido após o sucesso de blockbusters como Independence Day, Homens de Preto e Bad Boys, a cada projeto mais comercial Smith engata um projeto “mais sério” que lhe dá mais oportunidades de trabalhar como um “verdadeiro” ator, aumentando seu prestígio, coisa para poucos atualmente. Inclusive acho que o último fracasso de Smith nas bilheterias foi As Loucas Aventuras de Wild West (99), mas também ninguém podia salvar esta bomba do fracasso.

Voltando ao filme, claramente um melodrama sobre culpa/redenção, no qual sua melhor qualidade reside em não pesar a mão para o dramalhão, honestamente, sabemos quão triste o filme pode ser ao simplesmente lermos sua sinopse:

“Ben Thomas (Will Smith) é um homem que foge de uma culpa do passado salvando vidas de completos desconhecidos. Seus planos sofrem mudanças quando conhece a frágil Emily (Rosario Dawson), encontro que vai resultar na maior redenção de Ben.”

mas posso testemunhar que o filme consegue ser mais do que este rótulo aparente.  O roteiro do estreante Grant Nieporte (antes somente trabalhando em sitcom) não abre mão de fórmulas e momentos emocionantes, no entanto, tanto o elenco (com destaque para Rosario Dawson e o pequeno papel de Woody Harrelson) quanto a direção evitam a banalização do drama para construir um clima, simplesmente, triste.

Digo isto, porque, a trama de  Sete Vidas trabalha com diversos flashbacks na sua narrativa (na verdade vai-véns temporais), onde conhecemos Ben Thomas já ao telefone pedindo ajuda ao 911 para seu suícidio, em seguida a isto, vemos sua tentativa – misteriosa – em ajudar diversas pessoas sem ao menos entendermos seus reais motivos (sendo que estes não são nenhuma surpresa absurda). Ao final, nos pegamos torcendo para que o inevitável mostrado não esteja ocorrendo, mas já é tarde demais, pode puxar o lencinho…

SETE VIDAS: 5,5

(Seven Pounds, Eua, 2008)

Direção: Gabrielle Muccino

Roteiro: Grant Nieporte

Com: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Madison Pettis, Barry Pepper, Sarah Jane Morris. 125 min.

Anúncios

Tags: , , , ,

6 Respostas to “Sete Vidas”

  1. Wallace Says:

    Vou ver hoje. Depois passo aqui para dizer o que achei …

  2. Wallace Says:

    Assisti, e não gostei muito. Achei demasiadamente artificial, o oposto de À Procura da Felicidade. Também escrevi um texto sobre ele lá no blog …

  3. Hugo Leon Says:

    Esse eu não verei por enquanto, queria ver do diretor O ULTIMO BEIJO, mas até hj não tive oportunidade …

  4. tcinho Says:

    ola companheiro , vim parabenizar pelo blog muito bom mesmo seu blog, sucesso em 2009 abraços do blog do tcinho http://tcinho.blogspot.com/ , querenco parceria é só add nosso banner e avisar.
    se quiser posso por links para os filmes aqui comentados.

  5. carla marinho Says:

    eu vi, gostei um pouco do filme.

  6. tattiana Says:

    Tbm sou fan do Muccino.
    Adoro um melodrama, acho o estilo fantástico pois a linguagem dos sentimentos é universal, além de ser essencialmente latino (ele como italiano deve saber, e mto sobre isso). Muita gente critica o melodrama, eu digo um melodrama trabalhado com criatividade pela mão de um bom diretor é fantástico. Fellini, Almodóvar, Muccino todoos bons diretores, todos souberam (ou sabem) como trabalhar o melodrama.
    Assiti “A procura da Felicidade”, “O último beijo” e “No limite das emoções” adorei todos. Avanti Muccino…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: