Temporada 2009/10 – Premieres 3ª semana

Para não ficar um post muito longo, sou obrigado a dividir esta semana que passou com incontáveis estréias e retornos em dois textos, até porque, sendo um ser humano que trabalha e vive, não terminei de ver todas as séries que gostaria de dar uma espiada ou mesmo aquelas quais já sou fã.

house House 6ª temporada: confesso que as séries que eu mais ansiava em ver seus retornos eram House e Grey’s Anatomy, devido aos ganchos deixados nos seus finais de temporada. No entanto, o que foi apresentado em House no episódio duplo Broken, era algo inimaginável até mesmo para um fã (nático), como eu.

Foi simplesmente perfeito, podem dizer o que quiserem, que pesaram a mão no drama, que alguns coadjuvantes não tiveram espaço, que houve alguns momentos piegas, porém, no conjunto da obra tudo foi perfeito, o que os roteiristas fizeram foi algo meio a la Lost, quase reinventaram a série, no caso especificamente, o personagem principal e amágo da série. Ou alguém sentiu falta dos coadjuvantes!

Fica, agora, a expectativa para o retorno de House ao trabalho, como será que o médico irá encarar seu ofício sem o sarcasmo e cinismo que são marcas do personagem? E seu relacionamento com os demais colegas? São inúmeras questões que aumentam a expectativa quanto à temporada que se inicia. Bom para os fãs!

forgottenseries The Forgotten 1ª temporada: o onipresente Jerry Bruckheimer (produtor de franquia CSI e incontáveis shows policiais) produz mais um drama de procedimento que, claramente, parece um misto de Cold Case com Without a Trace (duas de suas séries), num enredo um pouco mais simples, mas que não deixa de parecer meio irreal. Um grupo de voluntários assume um caso depois que a polícia não consegue identificar vítimas de assassinatos, os famosos John ou Jane Doe, como os americanos costumam se referir.

O show é o básico com um elenco regular, protagonizado pelo atual Rei dos Dvds, Christian Slater, tem uma produção ok. O sucesso da série que iniciou com uma audiência satisfatória, em torno dos 9-10 milhões, é seu horário tranquilo, tem a concorrência da estreante The Good Wife e do programa de variedades de Jay Leno, que não tem feito muito barulho.

mentalistThe Mentalist 2ª temporada: que o sucesso de The Mentalist, grande surpresa da temporada passada em termos de audiência, é a presença de Simon Baker como Patrick Jane, ex-vidente picareta, na verdade um observador do comportamento das pessoas e de raciocínio rápido, em busca de vingança contra o assassino de sua família, Red John, é inegavél, inclusive, este fator rendeu ao ator uma absurda indicação do Emmy de melhor ator drama. Neste retorno, a série investe no básico, Patrick Jane cada vez mais obsessivo pelo caso de Red John, o que acaba fazendo o personagem perder o trato com os demais casos e pessoas, sendo assim o caso acaba caindo nas mãos de outro agente da AIC, fazendo Jane antagonizar com o novo agente.

No mais tudo está da mesma maneira, o restante do elenco é figuração de luxo, inclusive, por culpa do roteiro que não consegue criar identificação dos personagens com o público nem mesmo storylines interessantes para eles, e tudo fica centrado nas deduções, armações e tiradas de Jane, mesmo assim, é uma série policial muito gostosa de ver, sem compromissos.

cougar_townCougar Town 1ª temporada: sempre torci para que os atores de Friends conseguissem sucesso em seus projetos após o fim da série, no entanto, senti certa vergonha alheia por Courtney Cox na premiere de Cougar Town. Em menos de meia hora, somos apresentados a Jules (Cox), uma mulher quarentona divorciada, que precisa aprender a lhe dar com novos relacionamentos, principalmente, com homens mais novos, para mim, não sei se a intenção dos roteiristas era esta, a personagem parece um misto de Susan, de Desperate Housewives, com um mix das mulheres de Sex and The City.

No entanto, o piloto, apesar do carisma da protagonista e do bom elenco coadjuvante, é meio histriônico, tem um ritmo alucinante, atira para todos os lados, consegue algumas risadas mas, em sua totalidade, parece somente constranger a protagonista e, consequentemente, os espectadores. Torço para uma grande melhora.

Community Community 1ª temporada: sitcom que recebeu alguns elogios da imprenssa sobre um grupo de personagens diferentes que frequentam uma universidade comunitária, seria o mesmo paralelo com a escola pública brasileira, que tem fama (e, normalmente, comprovada) de ser ruim ou fraca. Para mim, a série não funcionou, não achei engraçada nem mesmo promissora, pode ser que engrene no próximo episódio, foi somente um primeira impressão, até porque temos o comediante veterano Chevy Chase, que deve ter visto alguma coisa no roteiro para embarcar na série.

cm Criminal Minds 5ª temporada: um dos poucos episódios da saga da série que achei o caso policial muito fraco e com um desenvolvimento muito aquém das possibilidades, se a intenção dos roteiristas era mostrar as consequências do ataque do Ceifador, Foyet, ao agente Hotch não era necessário criar esta trama paralela envolvendo uma ameaça e um médico e seu filho.

Assim, quando se concentrou definitivamente na storyline de Hotch e a ameaça fantasma do Ceifador, afinal eles, praticamente não tem pista alguma do assassino, que já ficou 14 anos sem matar anteriormente, criou-se  um arco instigante que pode ser utilizado durante toda a temporada.

ga Grey’s Anatomy 6ª temporada: vejo diversas pessoas questionando o retorno de Grey’s Anatomy, vou fazer voz contrária à maioria, gostei e bastante, da season premiere com episódio duplo. Me emocionei com cada personagem em seu de luto (interessante a abordagem das cinco fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação), gostei da abordagem com passagem de tempo, deu para trabalhar diversas storylines, mas para mim, a grande destaque foi a personagem  Dra. Miranda Bailey, que da maneira mais delicada e sensível se vê sofrendo pelos seus “pupilos”, além da sua atual situação de mãe divorciada, e resolve “querer” parar de se envolver com as questões pessoais dos demais médicos e residentes para evitar de sofrer, como se fosse assim tão simples!

A personagem de Sara Ramirez, Dra. Callie Torres, também foi premiada neste episódio, como poucas vezes dentro da série, se envolveu com a morte de O’Malley (numa cena de arrepiar), viu seu lado profissional ser questinado pelo Chefe e também teve um lado mais leve com sua amizade desinibida com Sloan. Acredito que a série disseminou diversas opções para as tramas da temporada, sendo a mais importante a fusão do Seattle com o Mercy, que vai gerar o surgimento de novos personagens, que devem segurar um pouco, se o roteiro permitir, a peteca das ausências temporárias de Meredith, Izzie e Lexie.

Para não dizer que foram tudo flores, a cena dos personagens rindo do funeral de O’Malley, por mais real que pudesse ser, ainda soa desreipeitosa e exagerada, além disso, fiquei um pouco preocupado quando o roteiro tentou dar uma despistada sobre a morte de O’Malley, o que, obviamnete,tirou um pouco do choque dramático da sequência inicial do episódio, outra cena desnecessária.


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Uma resposta to “Temporada 2009/10 – Premieres 3ª semana”

  1. Bárbara Says:

    Eu tb sou fã da série House e estou muito triste por não ter assistido a última temporada:/ Agora fica até chato ver a nova temporada !
    Adoro Grey’s Anatomy tb ! Eu estou no último ano do ensino médio e já até pensei em fazer medicina. Acho qe estou assistindo seriados demais .

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