Temporada 2009/10 – Últimas Premieres

Chegando ao final após mais de um mês de comentários sobre a maioria das premieres das séries americanas, hoje comento os últimos retornos  e algumas estréias que acabei daixando por último, em prol de alguns ganchos das séries que já acompanhava.

Fazendo balanço até o momento, a temporada tem sido muito boa, algumas idéias sendo bem aproveitadas, inúmeras releituras que não devem durar uma temporada e, principalmente, alguns retornos com excelência de séries que pensava que não alcançariam mais suas conhecidas qualidades (House, CSI).

TheGoodWife_05 The Good Wife – 1ª temporada: dos dramas de procedimento parece que a CBS encontrou um grande produto em The Good Wife, faz um drama de tribunal não esquecendo de trabalhar uma trama pessoal da protagonista bastante interessante e atual. Tem em seu piloto, um dos melhores da safra, e no seu elenco o destaque para Julianna Margulies cercada de coadjuvantes à altura, como Christine Baranski, ótima atriz mas muito mais veiculada como comediante. Vale a pena, estréia agora em novembro no canal Universal Channel.

trauma Trauma – 1ª temporada: o canal NBC está com uma bomba nas mãos, além de ver sua outrora série de sucesso mundial Heroes caindo pelas tabelas (com razão) sua estréia para as noite de segunda junto a Heroes, Trauma, é um amontoado de clichês de séries médicas com adrenalina. A série de Peter Berg (o mesmo de Friday Night Lights) coloca uma equipe de resgate como protagonistas da série, claro que é necessário criar um evento para dar início a série, assim, há um grande acidente que provoca mortes na equipe e um ano depois começa realmente, a narrativa da série mostrando como os atendentes estão levando suas vidas. O elenco até chama a atenção com Anastasia Griffiths (Damages) e Derek Luke (que despontou no filme Voltando a Viver, de Denzel Washington), no entanto, a trama e os personagens não rendem mais que o básico e são esquecíveis.

ncis-los-angeles-poster-grande NCIS – Los Angeles – 1ª temporada: já apostava no sucesso deste spin-off de NCIS em termos de audiência, principalmente, por ser exibido após o original, recebendo toda aquela audiência, e ter pouca concorrência, acho que compete com vários realitys shows e com Melrose Place, se não me engano. No entanto, é preciso mais do que isso, ou mesmo, mais para LL Cool J e Chris O’Donnell para garantir qualidade ao texto. Quem conhece a franqui pode até se interessar mas de imediato não conquistou nem minha simpatia nem meu interesse neste novo drama de procedimentos militar.

tv_mercy03Mercy – 1ª temporada: o grande azar de Mercy (na NBC) é ter estreado na mesma temporada que Nurse Jackie (do Showtime). Não que não haja espaço para dois dramas de enfermeiras na televisão, muito pelo contrário, no entanto, há uma referência atual de série com qualidade como foi a série protagonizada por Eddie Falco. Não esquecendo que também houve a estréia de Hawthorne, com Jada Pinkett Smith, há poucos meses. Assim, Mercy, obviamente, caminha por uma trilha mais para Hawthorne do que Nurse Jackie, uma pena, busca o caminho mais fácil porém, se torna mais uma série hospitalar sem grande novidades e, tem como um problema, seu elenco não possuir nenhum grande nome e nenhuma grande personagem, pelo menos, neste início.

lietome Lie to Me – 2ª temporada: particularmente, gosto bastante da sinopse de Lie To Me, mas os produtores e roteiristas parecem buscar um caminho banal para a série, que não tem nenhum Simon Baker (Patrick Jane de The Mentalist) no elenco para fazer milagres. Digo isto, pois sabiamente, pelo menos para mim, os melhores episódios da primeira temporada eram os episódios centrados num único caso sendo desenvolvido por toda a equipe, mas as narrativas desta segunda temporada continuam apostando em dois casos em paralelo para a equipe de Cal Lightman, diluindo a força dramática e investigativa dos episódios. Acho que os produtores podiam apostar num arco de episódios mais denso e que explorasse melhor toda a equipe de Cal.

Uma pena, já que a série não vem conseguindo manter os índices de audiência de House, que é exibido antes no horário, e logo chega 24 Horas, podendo acarretar num cancelamento prematuro para a série que tem um potencial altissímo.

dollhouseDollhouse – 2ª temporada: momento lamentável que vivem os fãs de ficção da televisão, Dollhouse foi renovada no último minuto pelo canal Fox, no auge de sua qualidade, e em seu retorno tem apresentado audiências menores que antigamente, uma pena, o trabalho de Joss Whedon tem sido tão interessante e a trama de Dollhouse é um achado, mesmo em momentos não tão criativos.

Acredito que a série não sobreviva até o final da temporada, também pelo horário e companhia no seu dia de exibição, as amaldiçoadas sextas e junto com dois sitcoms com baixa audiência (Til’ Death e Brothers) . Nada a ver um produto com o outro, idéia genial dos executivos da Fox.

NCISNCIS – 7ª temporada: mesmo acompanhando a série a uma temporada e reconhecendo suas qualidades ainda não entendo o sucesso absurdo pelo qual atravessa NCIS. Na minha opnião é o dia e o horário, que possui concorrência mínima (somente realitys), que favorece a supremacia da série, mas mesmo na alta temporada quando enfrenta American Idol, a série consegue manter seus índices e, atualmente, é a campeã de audiência na televisão americana, batendo CSI, Grey’s Anatomy e House.

Dentre as suas qualidades: as tramas, sempre interessantes e em sintonia com temas mundias, afinal falamos de casos militares e política externa, e o humor do roteiro que facilita os personagens a criarem empatia com o público. Passatempo de qualidade!

512EGlzfQLL._SX320_SY240_Law & Order SVU  – 11ª temporada: não sei vocês mas adoro dramas de tribunais, desde os filmes de John Grisham até as séries televisivas, já não acompanho com o mesmo entusiasmo e religiosidade os demais produtos da franqui Law & Order, no entanto, SVU continua me instigando com seus casos dramáticos (de temática sexual), assustadores e personagens bem desenvolvidos, mesmo tendo um padrão narrativo meio engessado (caso+investigação+tribunal). Contando com um elenco de qualidade, principalmente, pelas abordagens dos casos e da vida pessoal dos agentes protagonistas (Olivia e Elliot), não esquecendo das ilustres participações de atores convidados, neste início de temporada já apareceram na série Christine Lahti (veterano atriz de inúmeras séries como Chicago Hope), Wentworth Miller (Michael Scolfield, de Prison Break), Eric McCormack (Will, de Will and Grace) e Stephen Rea (ator inglês de cinema).

É quase um vício, é começar a assistir a um episódio e quando vejo, se passaram 40 e poucos minutos, num piscar de olhos. Esta tradição de tribunal na sociedade americana é muito interessante e uma pena não servir de modelo para o brasileiro, não como modelo de julgamento, mas sim pela popularização do tribunal nos meios de comunicação servindo como ferramenta de conhecimento para uma grande maioria, de como funciona este espetáculo de defesa/acusação e julgamento.

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