Primeiras Impressões – Dexter 4ª temporada

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Passados quatro episódios (o quinto foi exibido na noite de domingo, 25/10, nos Eua), Dexter continua sendo uma das séries de melhor qualidade no ar. Nestas quatro temporadas, a série soube explorar tanto o lado “serial killer” quanto o lado deslocado na sociedade de Dexter, personagem que tenta se adequar as costumes sociais ao mesmo tempo que precisa “acalmar” seus instintos assassinos, nem que seja seguindo o código de Harry, seu pai adotivo.

A grande novidade da temporada é a paternidade de Dexter, que agora chefe de família com três filhos (sendo dois enteados) precisa se manter equilibrado entre sua vida social no subúrbio com direito a churrasco com vizinhos, e o frio psicopata que nele mora. Nestes primeiros episódios seu lado família surge mais focado com Dexter tendo que lhe dar com inúmeras dificuldades, banais, diga-se de passagem, que acometem um pai com criança pequena em casa, como a dificuldade de dormir, idas à noturnas farmácia e o comportamento de seus dois enteados, com direito a crise de pré-adolescência.

Quanto aos coadjuvantes, o roteiro sempre dá atenção a cada um com storylines que são desenvolvidas durante a temporada (no total 12 episódios), temos Laguerta e Batista tendo um caso às escondidas, Debra dividida entre o namorado Briggs e a chegada do agente, agora aposentado, Lundy (da 2ª temporada), e Masuka sempre com suas tiradas sem noção. Junto à chegada do agente Lundy temos o “assassino da temporada”, Trinity Killer, um psicopata que age, sem maiores detalhes ainda, há 30 anos e obsessão de Lundy como caso seu não resolvido. Como nada é perfeito já cansei das intervenções de Harry Morgan, pai adotivo de Dexter e Debra como consciência de Dexter em cena.

Ah! mas Dexter, este continua fantástico em cena, seu intérprete, Michael C. Hall, recebeu um prêmio inestimável com este personagem, algo similar a Hugh Laurie com House, é impressionante como ator e roteiro conseguem dar dimensão à inúmeros sentimentos e sensações que o personagem experimenta e, ao mesmo tempo, conseguir ainda manter aquele instinto selvagem que o ator consegue trabalhar tão bem somente com o olhar.

Obs.: Uma pena a série ser tão mal exibida aqui no Brasil, se não me engano está fora do ar atualmente, mas é exibida pelo canal FX.

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