Damages – Balanço da 3ª Temporada

Se acontecer de Damages não for renovada para um 4ª temporada, sinceramente, não vou lamentar muito, pois o que foi apresentado nesta temporada fará com que a série termine com chave de ouro, coisa rara de se ver atualmente, quando as séries são prolongadas além do compreensível e plausível. Nesta temporada 2009/10, poucos foram as séries que conseguiram algum destaque maior, foi uma temporada bastante irregular, a maioria dos shows televisivos apresentaram uma queda notável de audiência, os produtores devem estar com o alerta amarelo ligado. Até aqui, meus destaques ficam com Dexter e Damages, não por acaso duas séries da tevê a cabo americana.

Especificamente, sobre Damages, nesta temporada os roteiristas conseguiram controlar sua narrativa, na temporada passada, achei que houve uma “complexação” das subtramas que ao final na temporada não aprofundaram os personagens o suficiente para renderem uma temporada excelente, porém, nesta o roteiro caprichou, houve espaço para todos os personagens, novos e velhos, inclusive rendendo críticas por parte de alguns, que consideraram Glenn Close uma coadjuvante, o que discordo pontualmente, se notarem o arco se desenvolveu em torno de suas percepções com causa e conseqüência para suas ações, inclusive com ecos do passado.

E que elenco formidável, me desculpem Zeljvo Ivanek (nosso querido Ray Fiske, que até fez uma ponta na season finale), Márcia Gay Harden, Willian Hurt e os demais atores das outras temporadas, pois Campbell Scott, Lily Tomlin, Martin Short (comediante que eu nem lembrava que ainda existia, num papel dramático) comandaram a série com maestria ao lado e Close, Rose Byrne e Tate Donovan. Esta temporada foi tão trágica e dramática, ao mesmo tempo empolgante e tensa, que em meio ao arco principal, a fraude financeira da família Tobin, com Patty defendendo os clientes lesados e a promotoria, novo emprego de Ellen, querendo prender os acusados, houve ainda espaço para um drama familiar para Ellen, a resolução do assassinato do noivo de Ellen (lá da primeira temporada) com participação de Frobisher (Ted Danson), problemas financeiros de Tom Shayes, e claro, Patty que anda em meio à traumas do passado e conflitos com o filho. Uma verdadeira tragédia grega contemporânea!

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