Destaques da Semana em Dvd (10 à 14/01)

O Último Exorcismo: suspense com toques de terror que embarca no subgênero falso-documentário (como A Bruxa de Blair e Cloverfield), para ilustrar um caso de possessão demoníaca numa cidadezinha no interior dos Eua, se o subgênero já apresenta desgaste, como nas famigeradas corridas à noite onde não conseguimos discernir que está acontecendo, aqui, funciona a idéia da trama e a incrível mística do local onde ela ocorre, talvez o maior acerto da película. Na trama, quando o reverendo Cotton Marcus chega à fazenda de Louis Sweetzer na Louisiana, ele espera realizar mais um exorcismo de rotina. Fundamentalista, Sweetzer entrou em contato com o pregador, como um último recurso, certo de que sua filha adolescente Nell está possuída por um demônio que deve ser exorcizado antes que uma tragédia inimaginável aconteça. Cotton permite que seu último exorcismo seja filmado para a realização de um documentário. Mas, ao chegar à fazenda da família, ele se surpreende ao perceber que nada se compara ao verdadeiro mal que encontra lá. Agora, tarde demais para voltar, as crenças do reverendo Marcus ficam abaladas até o âmago, quando ele e a equipe de filmagem precisam encontrar uma maneira de salvar Nell e salvarem-se também, antes que seja tarde demais.

Amor à Distância: comédia romântica que passou desapercebida nos cinemas, reúne Drew Barrymore e Justin Long (revelado no filme Olhos Famintos), se não me engano os protagonistas chegaram a ter um affair na vida real, a direção é da desconhecida Nanette Burstein. Na trama, a franqueza perspicaz e o humor desengonçado de Erin (Drew Barrymore) conquistaram o recém-solteiro Garrett (Justin Long) junto a copos de cerveja, conversa de bar e café da manhã no dia seguinte. A química dos dois se tornou rapidamente um tórrido amor de verão, mas nenhum dos dois esperava que durasse, já que Erin voltou para sua casa em São Francisco e Garrett ficou em Nova York por causa de seu emprego. Porém, após passarem seis semanas que pareciam não ter sentido, ambos descobrem não querer que o relacionamento termine. E mesmo tirando sarro da dieta pré-viagem de Garrett e de seu fiel relacionamento com o telefone celular, os amigos Box (Jason Sudeikis) e Dan (Charlie Day) não estão felizes em perder seu companheiro de copo para mais um romance conturbado. Ao mesmo tempo, Corrine (Christina Applegate), a irmã casada de Erin, tensa e superprotetora, quer evitar que ela siga um caminho bastante familiar. Mas apesar de estarem em pontos opostos do país, do pessimismo da família e dos amigos e de algumas tentações inesperadas, parece que o casal encontrou o que parece ser amor. E com a ajuda de muitas mensagens de texto, recados sensuais e telefonemas até altas madrugadas, eles talvez consigam superar o amor à distância.

Possuída: pelo jeito as coisas não andam muito boas para o ex-galã de Hollywood Kevin Costner, afinal ter um filme sendo lançado diretamente em dvd por aqui, um mercado consumidor do ator, e mais, não lembro em momento algum do ano observar o lançamento deste suspense em solo americano, escolha equivocada ou filme por contrato? Parece que Costner se rendeu a um legítimo produto da sessão de filmes Supercine, aqueles suspenses familiares de sábado à noite. Na trama, John James (Kevin Costner) é um escritor renomado e recém-divorciado que decide se mudar para um casa afastada na Carolina do Sul com seus dois filhos, Sam (Gattlin Griffith) e Louisa (Ivana Baquero), uma jovem em plena adolescência inconformada em ter que viver longe da cidade. Logo, a família começa a escutar sons estranhos durante a noite que parecem estar relacionados com um antigo tumulo funerário localizado nos limites de sua propriedade. Equanto os dias vão passando, Louisa se sente cada vez mais atraída pelo túmulo, o que coincide com uma mudança em sua personalidade que parece estar a transformando em outra pessoa…

Baaria – A Porta do Vento: Escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, Baarìa – A Porta do Vento é um filme autobiográfico, uma saga épica sobre a vida e a morte, amor e ódio, que acompanha 40 anos de história em uma vibrante cidade siciliana durante a primeira metade do século 20. O filme segue a vida de Peppino Torrenuova, desde sua infância como um filho problemático na década de 30, passando pela Segunda Guerra Mundial e o autoritário regime fascista, até seu romance proibido e casamento com a bela Mannina, que culmina em uma tumultuada vida política ao ingressar no Partido Comunista Italiano. Nem preciso dizer que Tornatora tem créditos de sobra para acompanharmos sua filmografia, é cinema italiano de alta qualidade que aposta em personagens carismáticos vivendo situações dramáticas, normalmente num contexto histórico.

Nosso Lar: não tenho problema algum com filmes temáticos religiosos, desde que eu saiba disto anteriormente, nos Eua lembro que existe um nicho de mercado muito forte, inclusive com diversos lançamentos chegando por aqui, de filmes com temática mais evangélica, com moral de história e mensagens edificantes. Tenho curiosidade com temas que envolvem o espiritismo e tenho plena certeza que o público brasileiro também, no entanto, me incomoda ver um orçamento tão grande, com efeitos apenas ok, para um filme que não consegue dialogar diretamente com o espectador. Particularmente, não conheço os dogmas espíritas, então acho que os roteiristas deveriam ter tido um cuidado maior em deixar as explanações conceituais mais orgânicas dentro da película, senti falta também de um personagem mais carismáticos do que Andre Luiz, ou este seria problema de seu intérprete, tudo ficou um pouco frio demais. Assim, o cinema observador e contemplativo de Clint Eastwood cada vez cresce mais em meu conceito (claro que estou falando de seu último filme, Além da Vida). Na trama, ao abrir os olhos, André Luiz sabe que não está mais vivo, embora sinta fome, sede, frio, ele percebe que não pertence mais ao mundo dos encarnados. As dúvidas e as dores intensificam-se. Que destino seria esse? A trajetória deste médico bem-sucedido pelo mundo espiritual é a história de Nosso Lar.

Coco Chanel & Igor Stravinsky: mesmo não tendo o alcance em divulgação e marketing do seu antecessor, Coco antes de Chanel, com a estrela francesa Audrey Tatou, este filme parece ter agradado mais à crítica, a ser conferido. Na trama, Coco Chanel, devotada a seu trabalho e apaixonada pelo charmoso e bem sucedido Arthur ‘Boy’ Capel, comparece ao Théâtre des Champs-Élysées, onde Igor Stravinsky mostra pela primeira vez a sinfonia A Sagração da Primavera. Ela se encanta pela música, mas o público vaia uma obra revolucionária e moderna para seu tempo. Sete anos mais tarde, Coco e Igor se reencontram em situações opostas. Ela agora é uma estilista famosa, rica e respeitada, e vive a dor da morte de ‘Boy’, enquanto ele vive em exílio na França após a Revolução Russa. A atração entre os dois é imediata. Coco o convida para se hospedar em sua casa de campo para compor; Igor aceita e muda-se com a mulher e filhos. Um intenso romance então se inicia entre os dois artistas na fase mais criativa de suas carreiras.

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