Destaques da Semana em DVD (07 à 11/02)

Tropa de Elite 2: chega em Blu-Ray o maior sucesso da história do nosso cinema, bom dizer isto sendo um filme como Tropa de Elite 2, um excelente policial com valiosos questionamentos sociais, uma evolução do roteiro do anterior. Belíssimo trabalho de José Padilha reunindo uma equipe técnica competente e um elenco fabuloso, boa sacada o retrato das milícias, pouco conhecidas do grande público. Nem vou comentar o quanto André Mattos, como apresentador do naipe dos programas policiais que inundam a televisão atualmente, principalmente, por que este personagem traz muita comicidade ao filme. Na trama, 2010. Em ‘Tropa de Elite 2’, Nascimento enfrenta um novo inimigo: as milícias. Ao bater de frente com o sistema que domina o Rio de Janeiro, ele descobre que o problema é muito maior do que imaginava. E não é só. Ele precisa equilibrar o desafio de pacificar uma cidade ocupada pelo crime com as constantes preocupações com o filho adolescente. Quando o universo pessoal e o profissional de Nascimento se encontram, o resultado é explosivo.

Comer Rezar Amar: já estava com muitas saudades de ver Julia Roberts na telona, sei que Julia não é um primor de atriz, mas, em compensação, é uma das poucas atrizes que possui carisma ímpar hoje em Hollywood. Dito isto, Ryan Murphy (criador das Nip/Tuck e Glee) escreve e dirige esta filme de auto-ajuda, na verdade, um “feel good movie” com belíssimas paisagens, roteiro raso e personagens carismáticos, claro muito mais dirigido as mulheres, já os homens que se contentem em acompanhá-las! Na trama,   Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna deve sonhar em ter um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida ainda sim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, confusa e em busca do que ela realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert sai da zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por auto-conhecimento. Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer da gastronomia na Itália; o poder da oração na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali.

Sentimento de Culpa: Nicole Holofcener volta a trabalhar com o cinema indie, quatro anos depois de Amigas com Dinheiro, e novamente conseguindo reunir um belo elenco com nomes como Catherine Keener, Rebecca Hall, Oliver Platt e Amanda Peet. Na trama Kate (Catherine Keener) tem muitas preocupações. Há o problema ético de comprar móveis baratos em grande quantidade durante leilões e revendê-los por um preço infinitamente superior na sua elegante loja de Manhattan (e até que ponto ela consegue aumentar, sem que descubram o que ela está fazendo?). Há a questão da abordagem materialista: Kate não quer que a filha adolescente (Sarah Steele) deseje as coisas caras que ela própria deseja. Há o problema de relacionamento, pois além de criar a filha junto com o marido Alex (Oliver Platt), eles trabalham e moram juntos. E ela está começando a sentir a dúvida corroer o seu coração. Além disso, há o mal-estar do século 21 – a questão de como viver bem e ser uma boa pessoa quando há tanta pobreza, falta de moradia e tristeza no mundo. Isto sem esquecer os vizinhos: Andra, a velha rabugenta (Ann Guilbert) e as duas netas que cuidam dela (Rebecca Hall e Amanda Peet). E, enquanto Kate, Alex e Abby tentam relacionar-se com os vizinhos, consigo mesmos e com a cidade de Nova Iorque, surge, com humor e emoção, uma mistura complexa de animosidade, amizade, mentiras, culpa e carinho.

Amor por Acaso: eu nem sei muito bem o que comentar aqui neste espaço sobre esta co-produção Brasil e time B de Hollywood, Marcio Garcia, que para mim sempre foi melhor apresentador do que ator, surge aqui como um diretor e consegue misturar Juliana Paes com Dean Cain (sim, o ex-Superman da televisão) numa comédia romântica, aos que se interessarem por conta e risco. Na trama, Jake Sullivan é dono de uma pousada na Califórnia. Ana trabalha em uma loja de departamentos no Brasil, namora um playboy praiano e perde seu pai, que a deixa de herança uma dívida de 500 mil reais. Desesperada, Ana vai consultar seu advogado e descobre que possui a mesma parte do imóvel no qual Jake está localizado. É então que ela vai para a Califórnia, com a intenção de expulsá-lo do seu terreno e vender o imóvel. Mas, nada será tão fácil quanto parece. E, para complicar de vez, Ana logo percebe que está gostando de Jake um pouco mais do que deveria.

Micmacs – Um Plano Complicado: eu não conhecia este filme até vê-lo disponível para download e, agora, chegando em dvd, inédito no circuito cinematográfico. Para quem curte cinema francês, o diretor/roteirista Jean Pierre Jeunet, o mesmo de Amelie Poulain, Delicatessen e Ladrão de Sonhos, novamente num filme de realismo fantástico. Na trama, o músico de rua Basil é um sujeito sem sorte. Ainda criança, teve sua casa no deserto do Marrocos explodida por uma mina, tornando-se órfão e sem-teto. Anos mais tarde, ficaria à beira da morte por conta de uma bala perdida que se alojou em seu crânio. Retornando do hospital após este acidente, é apresentado por um ex-presidiário a um grupo de comerciantes de ferro-velho. São marginalizados que vivem dentro de uma caverna, mas cada um tem alguma habilidade extraordinária. Junto aos seus novos amigos, Basil faz de tudo para destruir a indústria de armamentos que arruinou sua vida.

Jogos Mortais – O Final: o que escrever sobre uma franquia que a cada ano lança mais um episódio, sendo que seu protagonista morreu no terceiro filme, é uma das coisas mais esdrúxulas que Hollywood conseguiu conceber nestes últimos anos, e posso dizer isto como fã do primeiro filme, que considero um dos melhores filmes do gênero da década que passou. Aqui, ainda tentam adicionar antigos personagens para tentar criar interesse nos fãs do gênero. Em ‘Jogos Mortais: O Final’ mostra um grupo de sobreviventes de Jigsaw à procura de ajuda de um guru e Bobby Dagen, um companheiro que também sobreviveu aos terrores, mas que tem segredos obscuros capazes de criarem uma nova onda de horror.

Homens em Fúria: eu ainda não assisti ao filme, que passou rapidamente nos cinemas, no entanto, não lembrava de ver um filme com o gabarito de Edward Norton e Robert De Niro passar tão em branco como este, na verdade, De Niro vem numa vertente bem longe de seu talento, já Edward Norton, a princípio, parecia ser um ator mais seletivo, uma pena! E não esquecendo que ainda temos no elenco Milla Jovovich. Na trama, a um passo da aposentadoria, o agente de condicional Jack (Robert De Niro) se dedica a uma única tarefa: avaliar seus processos de libertação pela última vez. Entre eles está o de Gerald (Edward Norton), um presidiário acusado de incendiar o local de um crime para encobrir os sinais de um assassinato brutal. Com ajuda de sua esposa Lucetta (Milla Jovovich), Gerald tenta convencer Jack de que agora é um homem diferente e que merece a liberdade. Neste intenso e provocativo suspense, os interesses estarão acima de tudo que é digno e honesto pois já é tarde demais para recomeçar.

Juntos Pelo Acaso: se era para fazer o que vem fazendo nos cinemas a carismática Katherine Heigl deveria ter ficado na série Grey’s Anatomy (diga-se da passagem, está tendo uma ótima sétima temporada!), pois ela afirmou que abandonou a série, lembrem que não houve nem mesmo uma despedida da personagem, para se dedicar ao cinema, desde então, tivemos A Verdade Nua e Crua, Par Perfeito e este. Agora, perguntem se algum teve alguma boa repercussão? Na comédia romântica ‘Juntos pelo Acaso’, Holly Berenson (Katherine Heigl) é uma banqueteira de sucesso e Eric Messer (Josh Duhamel) é um promissor coordenador de esportes. Após um primeiro encontro desastroso, a única coisa que compartilham é a antipatia que têm um pelo outro e o amor pela afilhada, Sophie (Alexis Clagett). Quando ambos se tornam a única família de Sophie, vêem-se obrigados a colocar suas diferenças de lado. Tentando equilibrar suas ambições profissionais e eventos sociais concorrentes, eles terão que encontrar sentimentos em comum para conseguir viver sob o mesmo teto.

 

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