Balanço da Temporada: Grey’s Anatomy – 7ª temporada

Me considero bastante permissivo com as série de tevê, por isto assumo como vicio (como exemplo, vejam o número de séries de procedimento que “tento” acompanhar), no entanto, me surpreendo em como Grey’s Anatomy consegue mexer comigo, estamos na sétima temporada, com altos e baixos, porém, nesta temporada, Grey’s foi uma das séries dramáticas mais regulares. Shonda Rhimes e equipe conseguiram construir uma temporada vitoriosa, do momento no qual souberam levar adiante os eventos do massacre da season finale passada (mesmo nesta temporada, não houve nada igual em série alguma!), com consequências em quase todos os personagens, se não me engano somente Arizona, Callie e Teddy não tiveram storylines envolvidas diretamente com o massacre, e mesmo passado, sua sombra esteve presente em toda temporada, tanto naquele evento do atirador na escola quando agora na season finale com a queda do avião, ou alguém duvidava que o hospital não ficaria cheio de vítimas e os médicos vivenciando tudo novamente (o que não deixou de ser uma sacada bem interessante do episódio!).

O ciclo de luto e recuperação psicológica meio que ficou personificado em Christina Yang que, simplesmente, abandonou as cirurgias por quase metade da temporada, os demais personagens trabalharam com o psicólogo especialista em crises, dr. Andrew Perkins, inclusive, par romântico de Teddy durante algum tempo. Algumas storylines achei que não dariam certo como  a gravidez de Callie/Arizona/Mark, que no final das contas até funcionou como alívio cômico, somente lamento que Mark e Lexie ainda fiquem neste chove não molha quando sabemos que os dois funcionam muito bem juntos dentro da trama; e a entrada de Scott Foley como Henry Burton, numa clara tentativa de recriar um drama romântico a la Denny Duquette e Izzie para a personagem de Kim Raver (dra. Teddy Altman), mas que na verdade foi sendo construído de maneira extremamente discreta, o personagem entrou na série no décimo episódio da temporada (Adrift and at Peace), sendo que o romance mesmo engatou somente numa sequência final da season finale. Já as demais storylines (como os estudos científicos do hospital) conseguiram a façanha de aproveitar todo o elenco principal da série, mais ou menos 15 personagens, uma coisa muito difícil de presenciar em séries quando, normalmente, somente os protagonistas são focados com dramas particulares e os coadjuvantes servem mais como escada para os protagonistas, todos personagens tiveram seu momento durante a temporada.

No elenco, Callie foi um dos destaques por ter tido a oportunidade de protagonizar o musical (e se sair super bem) da série, Yang, tanto pelo contexto do inicio da temporada, quanto pela storyline de “competição pela chefia de residentes” que tomou conta da segunda parte da temporada, assim como Karev, foram outros destaques do elenco na temporada.

Para finalizar, ainda me surpreendo com a capacidade narrativa (novelesca) de Shonda que, em menos de três episódio, incluindo a season finale, ter possivelmente terminado com dois dos casais mais estáveis da série, pelo menos, ultimamente, e mais interessante ainda, por motivos tão extremos, Meredith, profissionalmente, e Yang, sentimentalmente!

Melhor episódio: Golden Hour.

 

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