Balanço da Temporada: Criminal Minds – 6ª temporada & CM: Suspect Behavior – 1ª temporada

Assim como ocorreu em quase todas as séries, a franquia policial Criminal Minds teve uma temporada meio intempestuosa, com problemas no elenco, o que invariavelmente atinge a dinâmica da série, já no midseason, tivemos a estréia do spin off, Criminal Minds – Suspect Behavior, que teve seus personagens introduzidos durante um episódio de CM na temporada passada. Antes de comentar cada série o resultado: Criminal Minds se arrependeu das dispensas e voltou atrás, possivelmente, a resposta dos fãs as bruscas mudanças e Criminal Minds -Suspect Behavior, surge sem identidade alguma, como já demonstrava o episódio introdutório, com poucos personagens interessantes (na verdade, apenas atores interessantes) e com roteiros tirados do lixo da sala dos roteiristas de Criminal Minds.

O spin off, CM – Suspect Behavior, foi um verdadeiro tiro no pé do canal CBS que, pelo jeito, não teve o mesmo cuidado ao aceitar esta série do mesmo jeito que teve com a franquia CSI e NCIS, todas situadas em diferentes lugares, mas que, necessariamente, apresentam narrativas e personagens diferenciados; já aqui em Suspect Behavior, os roteiristas e produtores não tiveram este cuidado primordial de diferenciar a maneira de agir das equipes da série, faltou identidade própria (coragem de arriscar com temas mais espinhosos, afinal a série era exibida às 22hs em solo americano), nunca consegui compreender o alcance dos casos da Red Cell, como era chamada a equipe da série. Além disto, que coisa mais ridícula era o QG da equipe, quase um ringue de boxe, tudo artificial, nem contando com sua própria consultora de informática, cabendo a Penélope participação dupla em ambas séries. Este ponto do elenco também convenhamos, que personagens mais fraquinhos, nenhum com uma característica marcante, além do fascínio de Cooper pela mente dos unsubs, nada mais era interessante, um desperdício de nomes como Forest Whitaker e Janeane Garofalo.

Melhor episódio: Devotion

O caminho de Criminal Minds foi o da superação, como absorver a saída de duas personagens queridas, JJ e Prentiss, e conseguir levar adiante os demais. Na minha opnião, as saídas foram trabalhadas de maneira acertadas, um respeito dos roteiristas e produtores com os fãs, no entanto, como estavam acertadas desde o início da temporada, acredito que isto afastou as storylines dos demais personagens como Reid. Outro fator é o desgaste natural da série em sua sexta temporada, uma pena, pois a série, sempre adulta e séria (ainda não se entregou a autoparódia), não consegue mais surpreender e, assim como acontece com demais dramas de procedimento, somente se destaca quando foge da estrutura pré-pronta dos episódios.

 A expectativa para a próxima temporada é o retorno de JJ (já introduzido no episódio final da temporada) e de Prentiss (que deve ser bastante dramático), com isto já sabemos que Seaver já ser cancelada, e observar se a dinâmica dos personagens permanecerá intacta, torço para a série voltar a trabalhar melhor a vida particular dos agentes, além de, obviamente, consegir criar bons roteiros policias para os episódios.

Melhor episódio: Into the Woods

 

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