Archive for julho \28\UTC 2011

Destaques da Semana em DVD (25 à 29/07)

28/07/2011

VIPs: assisti ao filme nesta semana mesmo, uma recriação da história deste famoso golpista modificando os nomes, com exceção de Amaury Jr., se é verdade que Wagner Moura carrega o filme nas costas, e é mesmo, principalmente, quando o personagem está trabalhando no Paraguai, confesso que primeiro, o enfoque numa doença psiquiatrica não me convence, até porque o personagem é real e ele não aparenta ter isto, e a tentativa de inserir uma reviravolta plantada lá no inicio da trama enfraquecem o bom roteiro, que passa a ser somente regular. A trama investiga o drama íntimo de Marcelo: um rapaz que não consegue conviver com a sua própria identidade. O filme é inspirado na história real do farsante Marcelo da Rocha que se notabilizou por assumir diversas identidades nos mais diferentes meios. Em seu golpe mais conhecido, fingiu ser Henrique Constantino, filho do dono da Gol, durante o carnaval do Recife.

O Retorno de Bloodworth: drama que permaneceu inédito em nossos cinemas, reúne um bom elenco liderado por Kris Kristofferson (poucas vezes visto neste papel de protagonista) e ainda os sumidos Val Kilmer e Hilary Duff. Na trama, Faz 40 anos que E.F. Bloodworth (Kris Kristofferson) abandonou sua esposa e filhos para viver na estrada. Agora, já no final da linha, Bloodworth reaparece e tem de encarar os estragos causados por sua partida. Com sua ex-esposa Júlia (Frances Conroy) mentalmente destruída, seus três filhos Warren (Val Kilmer), Boyd (Dwight Yoakan) e Brady (Warl Brown) amargurados por anos de raiva contida, o único consolo de Bloodworth é tentar construir um relacionamento com Fleming, o neto até então desconhecido. Mas quando Fleming conhece Raven (Hilary Duff), a mulher dos seus sonhos, será que a presença de Bloodworth fará com que a história se repita?.

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Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2

26/07/2011

Acho que neste tempo todo da saga Harry Potter esta deve ser a primeira vez que escrevo comentários específicos sobre um dos filmes, isto não quer dizer que não admiro o que foi realizado com as adaptações do mundo mágico criado por J.K. Rowling, é interessante observar que mesmo sendo uma franquia bilionária nas mãos de um estúdio hollywoodiano, a saga nunca perdeu contato com seu lado inglês e, olhando de fora, é bastante visível que a mão de Rowling, criadora, deve ter sido fundamental para o sucesso da franquia. Desde a inocente aventura concebida pelo irregular Chris Columbus, a virada dramática realizada por Alfonso Cuarón e o equilíbrio encontrado por David Yates, temos uma cinessérie que representa muito bem o cinemão desta primeira década: o retorno triunfante da fantasia, com respaldo de efeitos especiais irretocáveis, tendo no roteiro a humanização de personagens e um elenco coadjuvante de luxo para equilibrar com novos rostos. Antes de falar sobre o filme que fecha o ciclo de Harry Potter, já quero mencionar que os meus filmes prediletos são O Prisioneiro de Azkaban (pela mudança de tom dentro da saga) e A Ordem da Fênix (claro que pelo seu contexto politico).

Primeiramente, me sinto obrigado a comentar que a divisão do último livro enfraqueceu ambos  pelo desequilíbrio observados em cada um, enquanto  na primeira parte o roteiro se concentra em demasia no trio de amigos, num tom bastante intimista, funcionando como um anti-clímax para o capítulo final, a segunda parte somente vemos ação em detrimento aos acontecimentos, tudo muito corrido, são quase duas horas de clímax; para mim aí se encontra o desequilíbrio, que não permite que os filmes funcionem independentemente bem.

Agora sobre especificamente o segunda parte de Relíquias da Morte, uma das coisas mais legais é o retorno de todo o elenco que teve pequena ou essencial participação durante toda a cinessérie, é um belo momento para os fãs do universo Harry Potter, mesmo em pequenas participações, vemos Gary Oldman, Emma Thompson e toda nata do cinema inglês. Neste aspecto gosto das efetivas participações de Alan Rickman (essencial para o desfecho da trama, sendo seu personagem nos apresentado até mesmo em flashbacks) e Maggie Smith. Acho que todos os atores conseguiram, com o tempo e crescimento dramático da trama, incorporar seus personagens de maneira satisfatória e única, isto incluindo, o trio de jovens atores.

O que me decepcionou: primeiro, a perda de tempo do roteiro (imagino que esta subtrama esteja presente no livro também) na contínua caça ao tesouro (as “intermináveis” sete horcruxes de Lorde Voldemort) imposta aos protagonistas, fazendo com que o filme perca tempo de desenvolvimento dramático em meio a iminente guerra, para criar inúmeras sequências de aventura, tornando o ritmo do longa episódico; segundo, após dez anos acompanhando a saga e conhecendo, bem ou mal, dezenas de personagens, esperava que os momentos trágicos, tanto de morte de vilões quanto de heróis, soassem mais dramáticos e importantes, por exemplo, a personagem de Helena Boham Carter, Bellatrix Lestrange, que eu adorava odiar, morre de uma maneira tão sem graça e sem impacto.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 2: 7,0

Diretor:David Yates

Roteiro: Steve Kloves

Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Bonnie Wright, Tom Felton, Maggie Smith, Jim Broadbent.

Últimos Filmes Vistos (18 à 24/07)

25/07/2011

A Última Estação, Michael Hoffman – mesmo que não tenha tido uma grande repercussão, esperava um pouco mais deste drama histórico, até porque pouco conheço da biografia de Tolstoy (e continuo sem conhecer), e meu problema com o filme não é o ponto de vista sob a ótica do jovem Bulgakov ou mesmo no retrato de um tempo determinado da vida de Tolstoy, no entanto, “no fringir dos ovos”, o filme é um drama de relacionamento, os bastidores do casamento de Leo Tolstoy e Sofya, o velho embate entre o amor e ideologia. O roteiro poderia ter aprofundado mais este relacionamento porque a impressão que me passou é que Sofya não aturava a ideologia de Tolstoy, principalmente, por ter que abrir mão da parte financeira para os “companheiros”, deixando os conflitos entre o casal e as pessoas que conviviam com eles muito rasos. Pelo menos, o diretor/roteirista Hoffman (responsável por bons dramas históricos como O Outro Lado da Nobreza, Sonhos de Uma Noite de Verão e O Clube do Imperador) conseguiu dois atores estupendos para defenderem o irregular roteiro, Helen Mirren e Christopher Plummer (obviamente, deveria aparecer mais em cena), além dos sempre efiente Paul Giamatti e James McAvoy;

Intrigas do Estado, Kevin Macdonald – devido a ter acompanhado a minissérie inglesa da BBC que deu origem a esta adaptação cinematográfica esperei um tempo considerável para assistí-la. Bom, de cara, impossível não comparar os elencos, a minissérie inglesa reuniu um elenco muito bom (tradição das produções televisivas de lá), com nomes como John Simm (Life on Mars, uma das melhores séries da década), John Glenister (também de Life on Mars), Bill Nighy, Kelly Macdonald (atualmente em Boardwalk Empire), James McAvoy e David Morissey, já no filme americano ao lado de Russell Crowe, Helen Mirren, Rachel McAdams, Robin Wright Penn temos Ben Affleck (desde já melhor diretor que ator), numa escalação equivocada, seu papel é fundamental pela ambiguidade de seu personagem e, Affleck, erra na composição, tenho dúvidas até mesmo pela idade do personagem e do ator, que não consegue transparecer maturidade. No mais, a adaptação americana consegue ser dinâmica, conspiratória e tensa na medida exata de um bom thriller, acima da média, além disso, como ocorria na minissérie consegue criar uma boa reflexão sobre a mídia impressa e a mídia digital;

Trabalho Sujo, Christine Jeffs – o que parecia uma dramédia sobre duas irmãs que, por um acaso do destino, acabam trabalhando como “faxineiras” de cenas de crime para superarem seus problemas financeiros, num legítimo retrato dos eventos após a saída dos famosos CSIs, se perde ao não equilibrar os gêneros e nem mesmo as personagens. Boas atrizes, Amy Adams e Emily Blunt, são enganadas pelo roteiro que pouco desenvolve suas personagens e que não cria conflito para as mesmas, que não o seja problema financeiro e um trauma com a morte da mãe, que parece atingir mais a personagem de Adams, esquecível!

Sem Limites, Neil Burger – bom argumento deste elegante thriller do diretor Burger (de O Ilusionista), pena que a melhor parte que é a exploração das consequências do uso da medicação, personificada na personagem de Anna Friel, de Pushing Daisies), pouco seja explorada. A escolha da vertente conspiratória e com entrada de empresas corporativas e agiotas, sinceramente, foi a escolha mais fácil do roteiro, que teve a competência de escolher Bradley Cooper (ator carismático em ascedência em Hollywood, que já conheço desde os tempos de Alias), os demais pouco tem a fazer em cena, inclusive, mais uma vez Robert DeNiro tem um personagem que não utiliza mais do que seu piloto automático!

obs.: ainda nesta última semana conferi dois filmes que estão em cartaz atualmente nos cinemas, são eles, o último Harry Potter e o suspense A Inquilina (sim eu sei, estava com tempo sobrando), que quero comentar em posts separados.

Destaques da Semana em DVD (18 à 22/07)

21/07/2011

Rango: primeira animação dos estúdios Paramount, que anteriormente, somente distribuia as animações da DreamWorks, e parece que o acerto foi grande, este ano ainda não apareceu uma animação para derrubar o favoritismo de Rango no próxio Oscar. A direção é de um novato no gênero, Gore Verbinski (responsável pela primeira trilogia de Piratas do Caribe), aqui trabalhando novamente com Johnny Depp, fazendo a voz de Rango. Na trama, Rango é um camaleão com crise de identidade que, ao se ver numa cidade do Velho Oeste infestada de bandidos, transforma-se sem querer em herói e é forçado a protegê-la. Naturalmente, acaba enfrentando mais dificuldades do que poderia imaginar.

Sem Limites: fez um sucesso considerável este filme de um dos novos galãs que desponta em Hollywood, o eficiente Bradley Cooper (saído de Alias, para que não lembra), aqui dividindo a cena com Robert DeNiro e Abbie Cornish (de Sucker Punch e O Brilho de Uma Paixão). Na trama, Carl Van Loon (Bradley Cooper) é um jovem escritor em início de carreira que entra em contato com nova droga que aumenta sua capacidade cerebral de forma exponencial. Conhecida como NZT, as pílulas tecnológicas são controladas por computador para liberar substâncias no corpo na hora marcada. Com o cérebro turbinado, ele toma Wall Street de assalto e obtém rápido sucesso financeiro e social. O revés acontece quando percebe os perigosos efeitos colaterais que surgem.

O Ritual: apesar de ter tido uma passagem bastante discreta nos cinemas, principalmente em solo americano, acho este suspense de exorcismo um dos melhores trabalhos recentes de Anthony Hopkins, que sai um pouco do piloto automático que o ator vinha apresentando ultimamente (problema não exclusivo seu, olhem os últimos filmes de ícones como Al PAcino e Robert DeNiro, será falta de bons papéis?). Inspirado em fatos reais, O Ritual narra a história do cético seminarista Michael Kovak (Colin O’Donoghue) que, relutantemente, frequenta uma escola de exorcismo no Vaticano. Sua vida muda quando ele encontra o ortodoxo Padre Lucas (Anthony Hopkins), que lhe apresenta o lado mais obscuro de sua fé.

Aterrorizada: retorno à direção de John Carpenter, que havia dirigido somente algumas coletâneas para antologias de contos de suspense/terror para a televisão, no entanto, ainda muito longe da sua melhor fase (para mim, O Enigma do Outro Mundo). Aqui, o mais interessante é acompanhar a belissima Amber Heard, que despontou do anonimato, se é que alguém percebeu, numa das última bobagens de Nicolas Cage, Fúria Sobre Rodas. Na trama, Kristen (Amber Heard), uma linda e perturbada jovem, é encontrada na frente de uma casa em chamas, com hematomas e cortes espalhados pelo corpo. Ela é imediatamente enviada para um hospital psiquiátrico, onde é medicada e isolada em uma ala especial. Desorientada, sem memória e sem saber a razão para ser trazida ao hospital, Kristen se agarra na única certeza que tem: ela não esta segura ali, e junto com as outras garotas do hospital, ela lutará para escapar do hospício, e descobrirá uma verdade muito mais perigosa e assustadora do que qualquer um poderia ter imaginado.

O Concerto: volta à direção o famoso francês Radu Mihaileanu, famoso por filmes do circuito arte como O Trem da Vida e Um Herói do Nosso Tempo, numa comédia dramática com a atriz francesa do momento, Melanie Laurent, vista recentemente em Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino. Na trama, um renomado maestro é demitido da Orquesta do Bolshoi e passa a trabalhar como servente. Trinta anos depois, ele decide se vingar quando descobre que a orquestra vai se apresentar em Paris.

Lope: produção espanhola com tempero brasileiro, afinal a direção é de Andrucha Waddington (Eu Tu Eles) e no elenco ainda nomes como Selton Mello e Sônia Braga ao lado dos demais atores como Luis Tosar e Leonor Watling. A trama acompanha a juventude do espanhol Lope de Vega, um dos maiores dramaturgos e poetas de todos os tempos, autor de obras como “Amarílis” e “La Arcádia”.

As Mães de Chico Xavier: filme que fecha a comemoração do aniversario de Chico Xavier, aberta com a cinebiografia dele, depois um documentário, a adaptação de um livro psicografado por ele e agora este drama sobre uma outra ótica do espiritismo e da obra de Chico Xavier, as mães que recebiam cartas psicografadas de seus filhos. Já comentei por aqui que achei o filme bem fraquinho, culpa do roteiro/direção, mas para os curiosos do gênero fica a dica! A trama mostra as histórias de três mães, Ruth (Via Negromonte), cujo filho um jovem que enfrenta problemas com drogas, Elisa (Vanessa Gerbelli), que tenta superar a perda do filho junto com o Marido, o pequeno Theo (Gabriel Pontes), e Lara (Tainá Muller), uma professora que enfrenta o dilema de uma gravidez não planejada, se cruzam quando recebem conforto e reencontram a esperança de vida através do Médium.

Últimos Filmes Vistos (11 à 17/07)

18/07/2011

Como não ando encontrando muito tempo, vontade e inspiração para escrever comentários mais longos sobre os filmes que ando assistindo, mas me obriguei a descrevê-los no página Filmes vistos em 2011 com pequenas impressões, comentários e/ou informações, resolvi relatá-los aqui também a cada curto período de tempo (dias ou semanas). Valendo filmes de cinema, dvd, televisão ou mesmo baixado.

As Mães de Chico Xavier, Glauber Filho e Halder Gomes – eu sabia que dificilmente o roteiro do longa conseguiria ultrapassar a barreira do melodramático (piegas), até mesmo porque a ponto de partida de mães que perdem filhos (e assuntos relacionados) é, por si só, extremamente dramático, no entanto, não imaginaria que o roteiro não conseguisse desenvolver as três fortes protagonistas (enunciadas no título); a construção dos personagens (tanto femininos quanto masculinos) é simplória e rasa, não há uma construção real das situações e, para piorar, o roteiro tenta fazer mistério das situações como se já não as conhecessemos de antemão. O melhor acaba sendo mesmo o plot do jornalista com Chico Xavier (Caio Blat e Nelson Xavier, reprisando sua personificação de Chico), porém esta subtrama já nos é familiar na própria cinebiografia de Chico Xavier, um filme muito melhor dirigido e roteirizado do que esta tentativa de, ainda, lucrar com o cinema espiritual (do qual não tenho nada contra desde que conte com boas histórias!). DVD;

Paul, Greg Mottola – infelizmente mais uma comédia (homenagem a algum subgênero) da dupla Simon Pegg e Nick Frost que deve chegar diretamente em dvd por aqui (os anteriores, Todo Mundo Quase Morto, filme de zumbi, e Chumbo Grosso, filme de dupla policial). Além de não ter ido muito bem nos Eua, se pode apontar outra justificativa (pessoal) para o não sucesso do filme, neste caso, em comparação com os dois anteriores: a ausência do diretor Edgar Wright (também diretor de Scott Pilgrim). Wright aqui foi substituído por Greg Mottola (diretor que despontou como nova promessa para a comédia americana em filmes como Superbad e Adventureland), que se saí muito bem, principalmente, pelo acabamento da produção, bastante caprichado (inserção do ET Paul, sempre muito natural), porém Wright cuidou dos roteiros dos filmes anteriores junto com Pegg (aqui Pegg escreve com Nick Frost) e senti que faltou um humor mais refinado de apontar clichês do subgênero (filme de alienígena + filme de nerds) e ao mesmo tempo, torná-los engraçados. A dublagem de Seth Rogen merece destaque assim como a presença da comediante Kristin Wiig, revelada no Saturday Night Live, que agora despontou para o estrelato com o sucesso de seu filme Bridesmaids em solo americano (aqui se chamará, a princípio, Missão Madrinha de Casamento, a ser lançado nos cinemas em 09/09). Baixado;

Desenrola, Rosane Svartman – o que podia ser mais um bom exemplar do cinema nacional adolescente (como os ótimos Antes do Fim do Mundo e As Melhores Coisas do Mundo), acaba sendo não mais que uma Malhação para a telona, o longa da diretora Svartman acerta em alguns personagens, mais erra ao empilhar clichês do gênero de maneira equivocada, até mesmo na trilha sonora do filme! Além disso, faltou retratar melhor seu protagonista masculino, o personagem Boca, que ficou meio a mercê dos destemperos de Priscilla, protagonista feminina, mas esperar o que de um filme teen onde o galã é o canastrão e fraco ator Kayky Brito?DVD;

A Garota da Capa Vermelha, Catherine Hardwicke – pelo jeito Aos Treze foi um acidente na filmografia da diretora Catherine Hardwicke, que dirigiu a primeira parte da saga Crespúsculo, e como deve ter sido substítuida contra sua vontade nos demais filmes da franquia, resolveu quase refilmar Crepúsculo, mas agora adaptando a famosa fábula da chapeuzinho vermelho num tom “crepuscular”(quase um subgênero); nem preciso comentar o resultado final, que chega ao constrangedor, em meio a tantos travellings (obsessão da diretora), uma inexplicável capa gigantesca vermelha e o cenário bucólico (digno de Von Trier em Dogville),  temos o desperdício de um elenco coadjuvante, normalmente interessante (Gary Oldman, Julie Christie e Virginia Madsen) e um triângulo amoroso teen mais sem sal do que o da saga Crespúsculo. Não esquecendo que o roteiro “conseguiu” a façanha de adicionar no texto os famosos diálogos entre Chapeuzinho e sua Vovó, sem palavras!! Baixado;

Armadilha do Destino, Michael Greenspan – agora entendo porque do filme ter sido lançado diretamente em DVD por aqui, na verdade é mais um exemplar do cinema personagem sobrevivente/isolado geograficamente, como nos recentes Enterrado Vivo e 127 Horas. Aqui, Adrian Brody faz um homem que acorda preso num carro que sofreu um acidente, no primeiro momento, ele não consegue se mover, a perna está presa, e ele observa uma pessoa morta atras dele e um corpo na floresta (pelo jeito, jogado para fora do carro), porém ele não lembra como chegou ali e nem seu nome; a partir deste frágil plot, o roteiro e direção falham em, primeiramente, nós simpatizarmos com o personagem (pois logo nos é insinuado que ele possa ser um assaltante), e, num segundo momento, de criar um clima de tensão palpável, o máximo de perigo que o personagem corre sozinho na floresta machucado é morrer de sede/fome ou sofrer o ataque de um felino. Logo o longa se mostra monótono, até porque em mais de 95% do filme Brody está sozinho em cena; DVD;

Soul Surfer – Coragem de Viver, Sean McNamara – legítimo filme “feeling good”, aquele subgênero de drama, bastante associado aos estúdios Disney, mas hoje universal, que traz como um de seus pilares ser baseado em fatos reais e deixar uma mensagem positiva (sobre qual for o tema). Como exemplo, o último filme do subgênero que fez bastante sucesso foi Um Sonho Possível, com Sandra Bullock que, por acaso, ainda levou o Oscar de melhor atriz com ele. Aqui, temos a reunião de um bom elenco com nomes como Helen Hunt, Dennis Quaid e AnnaSophia Robb (protagonista), como uma jovem surfista, de família de surfistas e vivendo no Hawaii, que quando treinava com uma amiga e conhecidos, acaba sendo atacada por um tubarão que lhe arranca o braço esquerdo. Daí por diante, vocês já devem imaginar o restante, mesmo assim, o roteiro evita os dramalhões em excesso, não sei se por mérito do diretor (Sean McNamara, quase desconhecido), do roteiro ou mesmo dos fatos reais, e acrescenta uma faceta nem sempre relatada nos personagens que sofrem uma perda física, que é a motivação espiritual, além da física,  da personagem, tanto que ela possui uma amiga/conselheira/missionária num papel que coube a jovem cantora country, vencedora de uma edição do American Idol, Carrie Underwood. Um filme emotivo e que, me pareceu, bastante honesto! Baixado;

Destaques da Semana em DVD (11 a 15/07)

14/07/2011

Jogo de Poder: muito legal observar que o diretor Doug Liman não foi um acidente no primeiro Bourne, aqui ele novamente cria um produto do subgênero filme de conspiração, ainda apoiado num evento real e contando com um excelente elenco. Na trama, baseado nas memórias de Valerie Plame, uma agente da CIA que teve sua carreira destruída e seu casamento levado até o limite quando sua identidade secreta é revelada por motivos políticos, por um gabaritado jornalista de Washington. Valerie foi a responsável por conduzir a investigação sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, para justificar a invasão americana ao país. Após seu marido, o diplomata Joe Wilson, escrever um editorial para o The New York Times, sua vida e de seus contatos é colocada em extremo perigo, levando sua carreia a ruína e sua vida pessoal ao colapso.

Desenrola: filme que poderia continuar carregando o bom momento do cinema adolescente brasileiro (que vinha numa vertente bacana com títulos como As Melhores Coisas do Mundo e Antes que O Mundo Acabe), não consegue ser mais do que um pouquinho melhor que uma Malhação da vida, muito cheio de vontade mas que escorrega no retrato dos jovens e situações clichês. Na trama, aos 16 anos de idade, a romântica Priscila se vê pela primeira vez sozinha em casa: a mãe viajou a trabalho e vai passar 20 dias fora. É nesse curto espaço de tempo que sua vida passa por grandes mudanças e diversas “primeiras vezes” acontecem. É também o tempo que ela terá para conquistar seu adorado Rafa, o garoto mais “gostoso” do bairro, e com ele ter a sua primeira e mágica transa. O que não será nada fácil, já que, como ela verá, nada é exatamente como esperava.

Fora-da-Lei: após uma rápida passagem pelos cinemas chega em dvd mais um indicado ao Oscar de filme estrangeiro deste ano, representando Argélia. Na trama, expulsos de suas terras na Argélia, três irmãos e sua mãe são obrigados a se separar. Messaoud (Roschdy Zem) alista-se como soldado na Indochina. Em Paris, Abdelkader (Sami Bouajila) lidera o movimento pela independência da Argélia, enquanto Said (Jamel Debbouze) faz fortuna nos cassinos e nos clubes de boxe de Pigalle. O destino deles, selado em torno do amor à mãe (Chafia Boudraa), se cruza com o de uma nação que luta pela liberdade.

Armadilha do Destino: suspense inédito nos cinemas com o ator Adrien Brody, que anda muito eclético em suas escolhas, que vão desde Viagem a Darjeeling, passando por Splice e Predadores. Na trama, um homem acorda em meio aos destroços de um carro no fundo de um penhasco. Ele está ferido, com as pernas presas e não se lembra de como chegou ali. Sua única companhia é o rádio do carro, de onde ele ouve a notícia de um assalto violento. Assim que ouve a notícia, encontra um cadáver no banco de trás e sua carteira o identifica como um dos assaltantes. Agora, ele deve confiar em seus instintos mais primitivos e usar tudo o que puder encontrar para sobreviver. Em meio a obstáculos quase intransponíveis, esse homem deve descobrir sua identidade e enfrentar as consequências do que aconteceu.

Eu Sou o Numero 4: mais uma tentativa de criar uma nova cinessérie teen, que claro também tenha apelo com oa adultos, porém nada funciona muito, a mitologia é chata e os atores não possuem carisma suficiente para carregar o filme. Em ‘Eu Sou o Número Quatro‘, nove crianças dotadas e os seus guardiães são os únicos sobreviventes de uma guerra sangrenta no seu planeta natal, Lorien, e instalaram-se na Terra sob a protecção de um encantamento que obriga aos seus inimigos de os matarem por ordem numérica. Três deles morrem; o Número Quatro é o próximo. Escondido numa pequena cidade, o rapaz tenta fugir ao seu destino.

Dieta Mediterranea: com rápida passagem pelos cinemas, chega em dvd este filme espanhol, dirigido pelo roteirista, Joaquin Oristrell, de filmes conhecidos do público brasileiro, como Rainhas e Entre as Pernas. Na trama, Sofia (Olivia Molina) nasceu prematura, no mesmo dia e ano do assassinato do presidente norte-americano Robert Kennedy. De personalidade forte, ambiciosa e talentosa, ela cresce ajudando os pais no restaurante da família. Já adolescente, se apaixona por dois rapazes, mas se casa com Toni (Paco León), o genro dos sonhos de sua mãe, com quem tem três filhos. A outra paixão de Sofia, Frank (Alfonso Bassave), é um agente de artistas malsucedido. Mas é com Frank que Sofia vai explorar possibilidades na culinária, revolucionando seus dotes na cozinha e, principalmente, sua própria vida.

Primeiras Impressões: True Blood – 4ª temporada

13/07/2011

Uma coisa deve ficar bem clara, True Blood não é mais a mesma série que surgiu há três anos atrás, de crítica social com toques de bizarrice, mesclando humanos, fanáticos religiosos e vampiros (mocinhos e vilões) no sul dos Eua, sobraram somente as bizarrices! Não que isto seja ruim, a série continua interessante, no mínimo, mas perdeu seu encanto original, possivelmente, em virtude do roteiro, que não conseguiu mais criar situações originais e interessantes para os queridos personagens. Como exemplo, True Blood nas últimas temporada tem sofrido da Síndrome Lost, onde cada personagem possui uma storyline individual e dificilmente há uma dinâmica (compartilhamento de cenas) entre eles que não seja na season premiere ou na season finale.

Por isto ao iniciar a quarta temporada estava sem expectativa alguma para o início da nova saga, agora, ainda adicionando-se Fadas e Bruxas, depois dos metamorfos, lobisomens e outras entidades que já participaram das temporadas anteriores. Para minha surpresa, o mundo das fadas logo se desfez (menos mal) e fomos apresentados a um novo ciclo para os personagens e finalmente, diga-se de passagem, se passou um tempo maior entre as temporadas, mais precisamente, um ano e meio. Assim, fica mais verossímil as mudanças e novos problemas que acontecerão aos personagens.

O maior acerto até o terceiro episódio foi a separação definitiva entre Bill (agora Rei de Loiusiana) e Sookie, aquele “mimimi” que se arrastava há três temporadas havia desgastado os bons personagens, sobrando destaque para o sempre eficiente Eric (com nuances e educação nunca antes vistos), Pam, sempre com as melhores tiradas, e Jessica, que parece que ganhará um destaque interessante nesta nova temporada. No entanto, Lafayette, Tara, Sam e Jason ainda estão muito aquém de seus melhores momentos dentro da série. Dos novos personagens, com certeza, até aqui a grande curiosidade é a bruxa interpretada por Fiona Shaw, excelente atriz!

Destaques da Semana em DVD (04 à 08/07)

07/07/2011

Esposa de Mentirinha: tenho uma pena ultimamente do caminho que percorre a carreira de Jennifer Aniston, boa atriz com timming cômico, porem escolhas duvidosas, e pensar que a atriz ja se envolveu em boas produções como Por Um Sentido na Vida e A razão do Meu Afeto, e desde o fim de Friends, sua carreira cinematográfica deslanchou, mas os filmes naufragaram. Aqui, ela se reúne com o, sempre igual, Adam Sandler e sua trupe e, dizem pois não conferi o filme, tem uma participação estranha de Nicole Kidman. Na trama, durante uma viagem ao Havaí, um cirurgião plástico convence sua fiel assistente a fingir que é sua ex-esposa em processo de divórcio. Ele faz isso para disfarçar uma pequena mentira que disse à garota em quem está interessado e criar mais interesse nela. Mas ele vai encontrar diversos problemas para manter a mentira.

A Última Estação: drama histórico que somente agora foi lançado por aqui, passou rapidamente nos cinemas, mas concorreu a alguns Oscars em 2010 (atriz para Helen Mirren e ator coadjuvante para Christopher Plummer), foi escrito e dirigido pelo competente Michael Hoffman (de O Otro Lado da Nobreza, Sonhos de Uma Noite de Verao e O Clube do Imperador). Na trama, nos turbulentos últimos anos de sua vida, Leo Tolstoi (Christopher Plummer) se vê dividido entre sua doutrina da pobreza e da castidade e a realidade de sua enorme riqueza, seus 13 filhos e uma vida de hedonismo. Ele decide sair de casa em uma viagem, mas seu estado de saúde precário o impede de seguir adiante, fazendo-o acreditar que está morrendo sozinho.

Rio: animação da Fox dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha que faz uma bonita homenagem ao Rio de Janeiro, claro que pelo olhos de um estrangeiro, no entanto, nunca o Rio foi tao bonito em suas cores e sons numa produção não brasileira. Com certeza, serve de propaganda para a cidade no exterior. Na trama, Blu (voz original de Jesse Eisenberg) é uma arara domesticada que nunca aprendeu a voar e tem uma vida tranquila e confortável ao lado de Linda (Anne Hathaway, cada vez mais apaixonado pela atriz!), sua dona e melhor amiga em Minnesota, Estados Unidos. Linda é surpreendida com a visita de Túlio (Rodrigo Santoro), que conta da necessidade de Blu ir ao Rio de Janeiro e se reproduzir com a única fêmea restante da espécie. Começa, então, a aventura pela Cidade Maravilhosa em pleno Carnaval.

A Minha Versão do Amor: fico bastante contente quando bons atores, principalmente, os relegados aos papeis de coadjuvante, conseguem ser protagonistas em meio a produção industrial de Hollywood, aqui, coube o destaque a Paul Giamatti (que ganhou o Globo de Ouro) e a produção ainda foi indicada ao Oscar de maquiagem neste ano. Na trama, Barney Panofsky (Paul Giamatti), um homem de 65 anos, reconta sua trajetória de vida: alcóolatra, fumante, impulsivo. O politicamente incorreto repassa por todos seus sucessos e, principalmente, todas suas gafes – que são muitas.

Intermediário.com: produção de 2009 que permaneceu inédita em nossos cinemas, mesmo contando com uma trama interessante e um bom elenco, Luke Wilson, Giovanni Ribisi, Gabriel Macht, James Caan e Kevin Pollack. Na trama, em 1995, todo mundo tinha um VCR, músicas eram vendidas em lojas e o mundo www sequer fora desbravado. Jack Harris (Luke Wilson) tinha uma vida perfeita, uma família e sucesso profissional. Quando ele conhece Buck Dolby (Gabriel Macht) e Wayne Berring (Giovanni Ribisi), dois gênios problemáticos, criaram uma maneira de vender entretenimento para adultos na internet. Quando Jack ajuda os amigos a construírem o novo negócio, ele se vê entre uma estrela do mundo pornô e o FBI.

O Retrato de Dorian Gray: Oliver Park (diretor inglês de bons dramas literários como O Marido Ideal e Othello) parece que perdeu a mão neste drama com toques sobrenaturais que revisita a obra de Oscar Wilde. No elenco, o recente ganhador do Oscar, Colin Firth, Ben Barnes, Ben Chaplin e Fiona Shaw. Na trama, Dorian (Ben Barnes) é um belo jovem privilegiado que deseja que sua imagem em uma pintura envelheça em seu lugar. O que ele considerava uma vantagem, torna-se uma maldição e, quanto mais velho e corrupto Dorian fica, o retrato guardado no porão se torna um monstro.

Como Você Sabe: possivelmente um dos grandes equívocos do final do ano passado, esperava-se muito desta nova comédia que reúne novamente o diretor James L. Brooks e o ator Jack Nicholson (parceiros em Lacos de Ternura e Melhor eh impossível), porem as criticas e as bilheterias decepcionaram. Ainda no elenco, nomes como Reese Whiterspoon, Paul Rudd, Owen Wilson e Tony Shalhoub (o eterno Monk). Na trama, Lisa Jorgenson (Reese Witherspoon) é uma mulher dedicada ao esporte, desde sua infância. Quando é cortada da equipe de softball, Lisa perde o rumo e precisa reconstruir sua vida. Então, acaba se envolvendo com Matty (Own Wilson), um jogador de beisebol mulherengo e narcisista. Paralelamente a esse novo romance, Lisa conhece George (Paul Rudd) , um homem de negócios que está sendo acusado de um crime financeiro. Num primeiro encontro entre Lisa e George em que cada um conta os piores dias de suas vidas, eles encontram muita coisa em comum e um futuro que pode não ser tão pessimista quanto eles imaginam.

Rápida Vingança: pelo jeito The Rock terá que continuar investindo em filmes do tipo Velozes e Furioso pois somente seu nome no cartaz ja não garante nem mesmo lançamento nos cinemas por aqui, e consequentemente, isto significa que nos Eua o filme não foi bem de bilheteria. Aqui ele divide os créditos com Billy Bob Thornton, Tom Berenger, Carla Gugino e Maggie Grace. Na trama, após 10 anos de prisão, Driver (Dwayne Johnson) tem um foco: vingar seu irmão, assassinado em um assalto mal planejado. Ele terá dois homens no seu encalço, um policial veterano a beira da aposentadoria (Billy Bob Thornton) e um jovem assassino egocêntrico (Oliver Jackson-Cohen). Entre a caça e o caçador, ele terá de se manter vivo enquanto busca os responsáveis pela morte de seu irmão.

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles: mais um filme recente que busca ilustrar uma invasão alienígena, como bem cita o titulo, porem sem a menor preocupação em criar um roteiro cativante e bons personagens, o mesmo acontecia em Skyline (muito pior, diga-se de passagem), no entanto, fica-se com a nítida impressão que estamos vendo um jogo de videogame, e para piorar, não podemos assumir os controles. Espero que fique somente neste capitulo de Los Angeles, pois a ideia era abordar a invasão em diferentes cidades nas continuações. Na trama, em 12 de agosto de 2011, misteriosos objetos começam a cair sobre os oceanos da Terra, próximos às grandes cidades. Aos poucos, o que se pensava que fossem meteoritos começam a se revelar como naves alienígenas que iniciam uma guerra e vão tomando o mundo, país a país. Uma das últimas resistências da humanidade se ergue em Los Angeles, onde uma equipe do exército fará sua tentativa derradeira de derrotar os invasores.

A Cruz: vocês acham que somente há adaptações de quadrinhos no cinema blockbuster, pois não, olha o que a distribuidora Sony nos trás, um legitimo filme B (ou seria ate mesmo C) do gênero, com nomes ate conhecidos do grande publico, como Brian Austin Green (da clássica Barrados no Baile), Michael Clarke Duncan, Danny Trejo, Vinnie Jones e Tom Sizemore. Na trama, Callan (também conhecido como Cross) resolve usar seus conhecimentos para decifrar o porque do desaparecimento de mulheres jovens e lindas pelas ruas de Los Angeles. Ele mobiliza sua equipe de peritos em armas e entra em ação para solucionar o mistério. Com poderes incríveis herdados de sua antiga cruz celta, Callan deve lutar para deter um viking imortal que quer destruir a humanidade.

Balanço da Temporada: Game of Thrones – 1ª Temporada

02/07/2011

O maior mérito de Game of Thrones foi, num primeiro momento, afastar o rótulo de ser uma série a la O Senhor dos Anéis. Mesmo não tendo o mesmo orçamento da trilogia de Peter Jackson, soube recriar o universo ora medieval ora fantástico de George R.R. Martin de maneira acertada e impecável, desde cenários, figurinos até efeitos especiais, que se não são nenhuma maravilha passam longe do fake visto em diversos seriados televisivos, mas a maior diferença residiu principalmente na abordagem, enquanto, Tolkien apostava no heroísmo e na amizade dos personagens, Martin faz um retrato do ser humano mais bruto e, por isto, mesmo mais ambíguo, principalmente no que se refere às questões sociais e às questões políticas.

Não há espaço para heróis, os personagens são bem delineados, com atitudes ambíguas,  ora invejosos e egoístas ora fraternais e honrados, tudo permeado com a disputa pelo poder, afinal de contas os Sete Reinos estão sob às ordens do Rei Robert Baratheon (surpresa ver, o normalmente ator cômico, Mark Addy num papel mais dramático e segurando super bem), porém os demais reinados participam das mais variadas questões em comum acordo. Ao iniciar a série percebemos que alguns querem derrubar o Rei, assim vemos que Cersei Lannister, esposa do rei, membro do clã Lannister (os loiros) tem uma ambição muito maior do que o papel de coadjuvante que possuem no atual reinado, na contramão, temos a Mão do Rei (uma espécie de conselheiro do Rei), Eddard Stark, chefe do clã Stark, homem de familia honrado que procura assessorar o Rei Robbert com dignidade. Junto a estes dois clãs, mas afastado geograficamente do centro do poder, estão os Drogo e os Targaryen, unidos pelo casamento do chefe da tribo selvagem, Khal Drogo, com a aparentemente frágil Daenerys Targaryen, num casamento arranjado entre os clãs. Além deste retrato social e político, manifestações sobrenaturais começam a surgir fora dos muros dos Reinos com a chegada do inverno.

Este aparente plot da série não condiz com tudo o que é desenvolvido durante seus 10 episódios (com garantia de uma nova temporada, iniciando filmagens atualmente), são bons personagens envolvidos em traições, conflitos, batalhas (iminente guerra), mortes e sexo (sim, não esqueçam que a série é do canal HBO). Alguns personagens se destacam como o anão Tyrion Lannister (o talentoso Peter Dinklage) com os melhores diálogos e humor sarcástico, o crescimento dramático da frágil Daenerys Targaryen, a bravura clássica de Sean Bean como Eddard Stark e despontando como a heroína tradicional, Arya Stark.

Melhor episódio: Baelor (principalmente, pela surpresa final)