Balanço da Temporada: Game of Thrones – 1ª Temporada

O maior mérito de Game of Thrones foi, num primeiro momento, afastar o rótulo de ser uma série a la O Senhor dos Anéis. Mesmo não tendo o mesmo orçamento da trilogia de Peter Jackson, soube recriar o universo ora medieval ora fantástico de George R.R. Martin de maneira acertada e impecável, desde cenários, figurinos até efeitos especiais, que se não são nenhuma maravilha passam longe do fake visto em diversos seriados televisivos, mas a maior diferença residiu principalmente na abordagem, enquanto, Tolkien apostava no heroísmo e na amizade dos personagens, Martin faz um retrato do ser humano mais bruto e, por isto, mesmo mais ambíguo, principalmente no que se refere às questões sociais e às questões políticas.

Não há espaço para heróis, os personagens são bem delineados, com atitudes ambíguas,  ora invejosos e egoístas ora fraternais e honrados, tudo permeado com a disputa pelo poder, afinal de contas os Sete Reinos estão sob às ordens do Rei Robert Baratheon (surpresa ver, o normalmente ator cômico, Mark Addy num papel mais dramático e segurando super bem), porém os demais reinados participam das mais variadas questões em comum acordo. Ao iniciar a série percebemos que alguns querem derrubar o Rei, assim vemos que Cersei Lannister, esposa do rei, membro do clã Lannister (os loiros) tem uma ambição muito maior do que o papel de coadjuvante que possuem no atual reinado, na contramão, temos a Mão do Rei (uma espécie de conselheiro do Rei), Eddard Stark, chefe do clã Stark, homem de familia honrado que procura assessorar o Rei Robbert com dignidade. Junto a estes dois clãs, mas afastado geograficamente do centro do poder, estão os Drogo e os Targaryen, unidos pelo casamento do chefe da tribo selvagem, Khal Drogo, com a aparentemente frágil Daenerys Targaryen, num casamento arranjado entre os clãs. Além deste retrato social e político, manifestações sobrenaturais começam a surgir fora dos muros dos Reinos com a chegada do inverno.

Este aparente plot da série não condiz com tudo o que é desenvolvido durante seus 10 episódios (com garantia de uma nova temporada, iniciando filmagens atualmente), são bons personagens envolvidos em traições, conflitos, batalhas (iminente guerra), mortes e sexo (sim, não esqueçam que a série é do canal HBO). Alguns personagens se destacam como o anão Tyrion Lannister (o talentoso Peter Dinklage) com os melhores diálogos e humor sarcástico, o crescimento dramático da frágil Daenerys Targaryen, a bravura clássica de Sean Bean como Eddard Stark e despontando como a heroína tradicional, Arya Stark.

Melhor episódio: Baelor (principalmente, pela surpresa final)

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