Últimos Filmes Vistos (11 à 17/07)

Como não ando encontrando muito tempo, vontade e inspiração para escrever comentários mais longos sobre os filmes que ando assistindo, mas me obriguei a descrevê-los no página Filmes vistos em 2011 com pequenas impressões, comentários e/ou informações, resolvi relatá-los aqui também a cada curto período de tempo (dias ou semanas). Valendo filmes de cinema, dvd, televisão ou mesmo baixado.

As Mães de Chico Xavier, Glauber Filho e Halder Gomes – eu sabia que dificilmente o roteiro do longa conseguiria ultrapassar a barreira do melodramático (piegas), até mesmo porque a ponto de partida de mães que perdem filhos (e assuntos relacionados) é, por si só, extremamente dramático, no entanto, não imaginaria que o roteiro não conseguisse desenvolver as três fortes protagonistas (enunciadas no título); a construção dos personagens (tanto femininos quanto masculinos) é simplória e rasa, não há uma construção real das situações e, para piorar, o roteiro tenta fazer mistério das situações como se já não as conhecessemos de antemão. O melhor acaba sendo mesmo o plot do jornalista com Chico Xavier (Caio Blat e Nelson Xavier, reprisando sua personificação de Chico), porém esta subtrama já nos é familiar na própria cinebiografia de Chico Xavier, um filme muito melhor dirigido e roteirizado do que esta tentativa de, ainda, lucrar com o cinema espiritual (do qual não tenho nada contra desde que conte com boas histórias!). DVD;

Paul, Greg Mottola – infelizmente mais uma comédia (homenagem a algum subgênero) da dupla Simon Pegg e Nick Frost que deve chegar diretamente em dvd por aqui (os anteriores, Todo Mundo Quase Morto, filme de zumbi, e Chumbo Grosso, filme de dupla policial). Além de não ter ido muito bem nos Eua, se pode apontar outra justificativa (pessoal) para o não sucesso do filme, neste caso, em comparação com os dois anteriores: a ausência do diretor Edgar Wright (também diretor de Scott Pilgrim). Wright aqui foi substituído por Greg Mottola (diretor que despontou como nova promessa para a comédia americana em filmes como Superbad e Adventureland), que se saí muito bem, principalmente, pelo acabamento da produção, bastante caprichado (inserção do ET Paul, sempre muito natural), porém Wright cuidou dos roteiros dos filmes anteriores junto com Pegg (aqui Pegg escreve com Nick Frost) e senti que faltou um humor mais refinado de apontar clichês do subgênero (filme de alienígena + filme de nerds) e ao mesmo tempo, torná-los engraçados. A dublagem de Seth Rogen merece destaque assim como a presença da comediante Kristin Wiig, revelada no Saturday Night Live, que agora despontou para o estrelato com o sucesso de seu filme Bridesmaids em solo americano (aqui se chamará, a princípio, Missão Madrinha de Casamento, a ser lançado nos cinemas em 09/09). Baixado;

Desenrola, Rosane Svartman – o que podia ser mais um bom exemplar do cinema nacional adolescente (como os ótimos Antes do Fim do Mundo e As Melhores Coisas do Mundo), acaba sendo não mais que uma Malhação para a telona, o longa da diretora Svartman acerta em alguns personagens, mais erra ao empilhar clichês do gênero de maneira equivocada, até mesmo na trilha sonora do filme! Além disso, faltou retratar melhor seu protagonista masculino, o personagem Boca, que ficou meio a mercê dos destemperos de Priscilla, protagonista feminina, mas esperar o que de um filme teen onde o galã é o canastrão e fraco ator Kayky Brito?DVD;

A Garota da Capa Vermelha, Catherine Hardwicke – pelo jeito Aos Treze foi um acidente na filmografia da diretora Catherine Hardwicke, que dirigiu a primeira parte da saga Crespúsculo, e como deve ter sido substítuida contra sua vontade nos demais filmes da franquia, resolveu quase refilmar Crepúsculo, mas agora adaptando a famosa fábula da chapeuzinho vermelho num tom “crepuscular”(quase um subgênero); nem preciso comentar o resultado final, que chega ao constrangedor, em meio a tantos travellings (obsessão da diretora), uma inexplicável capa gigantesca vermelha e o cenário bucólico (digno de Von Trier em Dogville),  temos o desperdício de um elenco coadjuvante, normalmente interessante (Gary Oldman, Julie Christie e Virginia Madsen) e um triângulo amoroso teen mais sem sal do que o da saga Crespúsculo. Não esquecendo que o roteiro “conseguiu” a façanha de adicionar no texto os famosos diálogos entre Chapeuzinho e sua Vovó, sem palavras!! Baixado;

Armadilha do Destino, Michael Greenspan – agora entendo porque do filme ter sido lançado diretamente em DVD por aqui, na verdade é mais um exemplar do cinema personagem sobrevivente/isolado geograficamente, como nos recentes Enterrado Vivo e 127 Horas. Aqui, Adrian Brody faz um homem que acorda preso num carro que sofreu um acidente, no primeiro momento, ele não consegue se mover, a perna está presa, e ele observa uma pessoa morta atras dele e um corpo na floresta (pelo jeito, jogado para fora do carro), porém ele não lembra como chegou ali e nem seu nome; a partir deste frágil plot, o roteiro e direção falham em, primeiramente, nós simpatizarmos com o personagem (pois logo nos é insinuado que ele possa ser um assaltante), e, num segundo momento, de criar um clima de tensão palpável, o máximo de perigo que o personagem corre sozinho na floresta machucado é morrer de sede/fome ou sofrer o ataque de um felino. Logo o longa se mostra monótono, até porque em mais de 95% do filme Brody está sozinho em cena; DVD;

Soul Surfer – Coragem de Viver, Sean McNamara – legítimo filme “feeling good”, aquele subgênero de drama, bastante associado aos estúdios Disney, mas hoje universal, que traz como um de seus pilares ser baseado em fatos reais e deixar uma mensagem positiva (sobre qual for o tema). Como exemplo, o último filme do subgênero que fez bastante sucesso foi Um Sonho Possível, com Sandra Bullock que, por acaso, ainda levou o Oscar de melhor atriz com ele. Aqui, temos a reunião de um bom elenco com nomes como Helen Hunt, Dennis Quaid e AnnaSophia Robb (protagonista), como uma jovem surfista, de família de surfistas e vivendo no Hawaii, que quando treinava com uma amiga e conhecidos, acaba sendo atacada por um tubarão que lhe arranca o braço esquerdo. Daí por diante, vocês já devem imaginar o restante, mesmo assim, o roteiro evita os dramalhões em excesso, não sei se por mérito do diretor (Sean McNamara, quase desconhecido), do roteiro ou mesmo dos fatos reais, e acrescenta uma faceta nem sempre relatada nos personagens que sofrem uma perda física, que é a motivação espiritual, além da física,  da personagem, tanto que ela possui uma amiga/conselheira/missionária num papel que coube a jovem cantora country, vencedora de uma edição do American Idol, Carrie Underwood. Um filme emotivo e que, me pareceu, bastante honesto! Baixado;

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