Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2

Acho que neste tempo todo da saga Harry Potter esta deve ser a primeira vez que escrevo comentários específicos sobre um dos filmes, isto não quer dizer que não admiro o que foi realizado com as adaptações do mundo mágico criado por J.K. Rowling, é interessante observar que mesmo sendo uma franquia bilionária nas mãos de um estúdio hollywoodiano, a saga nunca perdeu contato com seu lado inglês e, olhando de fora, é bastante visível que a mão de Rowling, criadora, deve ter sido fundamental para o sucesso da franquia. Desde a inocente aventura concebida pelo irregular Chris Columbus, a virada dramática realizada por Alfonso Cuarón e o equilíbrio encontrado por David Yates, temos uma cinessérie que representa muito bem o cinemão desta primeira década: o retorno triunfante da fantasia, com respaldo de efeitos especiais irretocáveis, tendo no roteiro a humanização de personagens e um elenco coadjuvante de luxo para equilibrar com novos rostos. Antes de falar sobre o filme que fecha o ciclo de Harry Potter, já quero mencionar que os meus filmes prediletos são O Prisioneiro de Azkaban (pela mudança de tom dentro da saga) e A Ordem da Fênix (claro que pelo seu contexto politico).

Primeiramente, me sinto obrigado a comentar que a divisão do último livro enfraqueceu ambos  pelo desequilíbrio observados em cada um, enquanto  na primeira parte o roteiro se concentra em demasia no trio de amigos, num tom bastante intimista, funcionando como um anti-clímax para o capítulo final, a segunda parte somente vemos ação em detrimento aos acontecimentos, tudo muito corrido, são quase duas horas de clímax; para mim aí se encontra o desequilíbrio, que não permite que os filmes funcionem independentemente bem.

Agora sobre especificamente o segunda parte de Relíquias da Morte, uma das coisas mais legais é o retorno de todo o elenco que teve pequena ou essencial participação durante toda a cinessérie, é um belo momento para os fãs do universo Harry Potter, mesmo em pequenas participações, vemos Gary Oldman, Emma Thompson e toda nata do cinema inglês. Neste aspecto gosto das efetivas participações de Alan Rickman (essencial para o desfecho da trama, sendo seu personagem nos apresentado até mesmo em flashbacks) e Maggie Smith. Acho que todos os atores conseguiram, com o tempo e crescimento dramático da trama, incorporar seus personagens de maneira satisfatória e única, isto incluindo, o trio de jovens atores.

O que me decepcionou: primeiro, a perda de tempo do roteiro (imagino que esta subtrama esteja presente no livro também) na contínua caça ao tesouro (as “intermináveis” sete horcruxes de Lorde Voldemort) imposta aos protagonistas, fazendo com que o filme perca tempo de desenvolvimento dramático em meio a iminente guerra, para criar inúmeras sequências de aventura, tornando o ritmo do longa episódico; segundo, após dez anos acompanhando a saga e conhecendo, bem ou mal, dezenas de personagens, esperava que os momentos trágicos, tanto de morte de vilões quanto de heróis, soassem mais dramáticos e importantes, por exemplo, a personagem de Helena Boham Carter, Bellatrix Lestrange, que eu adorava odiar, morre de uma maneira tão sem graça e sem impacto.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 2: 7,0

Diretor:David Yates

Roteiro: Steve Kloves

Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Bonnie Wright, Tom Felton, Maggie Smith, Jim Broadbent.

Tags: , , , , , , ,

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: