Destaques da Semana em DVD (22 à 26/08)

Em um Mundo Melhor: drama dinamarquês de Susanne Bier, diretora participante do Dogma, mas também já andou em terras ianques no drama Coisas que Perdemos pelo Caminho, indicado e eleito o melhor filmes estrangeiro de 2010 no Oscar deste ano. Alguns críticos comentam que Bier pesa a mão no drama, suas narrativas andam no fio da navalha do novelão, porém, confesso que dos inúmeros filmes que retratam o tema do “bullying”, este é um dos melhores, Bier busca retratar alguns exemplos de bullying e suas diferentes origens, centrando a narrativa em dois jovens garotos e suas famílias desestruturadas. Além de contar com um competente elenco, a diretora teve felicidade na escolha dos guris, um show à parte! O filme conta a história de Christian, um garoto que tem sua rotina bruscamente alterada com a morte de sua mãe. Ao mudar-se para a casa do pai, o rapaz mostra ser pacato e introvertido, preferindo ocupar um quarto pequeno e apertado dentre as várias opções mais confortáveis que a nova residência poderia oferecer. Até o dia em que ele decide se vingar.

O Poder e a Lei: quem não acompanha as séries de tribunais americanas, um subgênero televisivo, devia já estar com saudades do gênero na telona, algum tempo não surgia um bom thriller jurídico, que já teve bons exemplares como Tempo de Matar e o clássico Doze Homens e Uma Sentença. Coincidência ou não, Matthew McCounaghey repete uma boa atuação no gênero, ele protagonizava Tempo de Matar (que o lançou para o estrelato), mas os destaques ficam para a beleza de Marisa Tomei e o ressurgimento de Ryan Phillippe. O filme é adaptado do livro de Michael Connelly. Na trama, Mickey Haller é em um advogado criminal contratado para representar um rico cliente envolvido em um caso de assassinato. No meio do caminho, descobre que ele também é alvo de uma perseguição misteriosa.

Pânico 4: uma sessão nostalgia para os mais de trinta, a trilogia de Pânico renovou e deu um gás para o surrado gênero “slasher movie”, principalmente, por conseguir tornar mesclar a tensão de bom filme de terror com referências pop/nerd/aficcionados do gênero, na forma de humor. Logo, este filme é mais uma reunião de equipe para comemorar o impacto do filme, do que especificamente um bom filme, é inegável a necessidade de bagagem para curtir o filme, que mesmo não conseguindo repetir a tensão e impacto, ainda garante um humor para nerd, e adição de aspectos atuais (mídia e internet) a favor da narrativa. Na trama, dez anos depois dos últimos eventos, Sidney Prescott vive como uma reconhecida autora de livros de auto-ajuda. Porém, em sua última viagem de divulgação de seu livro, ela volta a Woodsboro, onde retoma contato com o xerife Dewey e Gale. O problema é que a volta da moça traz também o assassino Ghostface, agora atualizado.

Água para Elefantes: parece que Robert Pattison vai ter que suar bastante para fazer sucesso fora da cinessérie Crepúsculo, este é seu segundo filme longe de Edward Cullen e, independente da qualidade dos filmes (este e Lembranças), as bilheterias não respondem a altura da febre do personagem da vida de Robert Pattison. Voltando a falar do filme, um romance à moda antiga, traz no elenco Reese Whiterspoon e Christopher Waltz, dirigidos por Francis Lawrence, um estranho no gênero, vide seus filmes anteriores, Constantine e Eu Sou a Lenda. Na trama,  Jacob é um jovem órfão e estudante de veterinária que vai trabalhar em um circo cuidando dos animais que fazem parte do show. Jacob encontra e se apaixona por Marlena, domadora de cavalos casada com o treinador de animais, August.

Biutiful: primeiro longa de Alejandro González Iñárritu após a quebra da parceria com o roteirista Guillermo Arriaga (que já se aventurou solo em Vida que se Cruzam, que não rendeu muito), já Alejandro aqui também participando do roteiro, conseguiu, pelo menos, fazer o mundo conhecer ainda mais o talento do espanhol Javier Bardem, para mim um dos melhores atores atuais, ainda não vi o filme, mas a crítica malhou o peso trágico comumente associado aos trabalhos do diretor. Esta é a história de um homem que vive uma queda livre emocional. Em sua viagem em busca de redenção, a escuridão ilumina o seu caminho. Conectado ao outro mundo, Uxbal é um trágico herói e pai de dois filhos que, ao sentir o perigo iminente da morte, batalha contra uma dura realidade e um destino que o impede de perdoar, perdoar-se, por amor e para sempre.

Se Enlouquecer, Não se Apaixone: pesquisando para comentar o lançamento do dvd, descobri que esta comédia dramática (gênero cada vez mais comum em Hollywood), tem como diretores a dupla responsável pelo filme Half Nelson, o diretor Ryan Fleck e a roteirista Anna Boden, que ainda permanece inédita em nossos cinemas, tendo como destaque – mais – uma atuação brilhante de Ryan Gosling. Aqui, os diretores trabalham com o comediante do momento, Zach Galifianakis (Se Beber não Case), mas os protagonistas são os novatos Keir Gilchrist (o Marshall de United States of Tara) e Emma Roberts (Pânico 4 e sobrinha de Julia Roberts). Na trama, após desavenças sérias na escola, Craig é forçado a passar alguns dias em uma clinica psiquiátrica. Como não há uma ala para adolescentes, Craig, passa a conviver com adultos que possuem diversificados problemas mentais e se apaixona por uma moça um tanto desequilibrada.

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