Últimos Filmes Vistos (27/08 à 03/09)

CENTURIÃO:

Título original: (Centurion)

Lançamento: 2010 (Reino Unido)

Direção: Neil Marshall

Roteiro: Neil Marshall

Atores: Michael Fassbender, Dominic West, Ulrich Thomsen, Olga Kurylenko. 97 min

Sinopse: 117 A.C. O Império Romano controla do Egito à Espanha, do leste até o Mar Negro. Entretanto ele enfrenta problemas no norte da Grã-Bretanha, devido às táticas de guerrilha usadas por seus inimigos. Um súbito ataque à fronteira do império romano deixa apenas Quintus Dias (Michael Fassbender) como sobrevivente. Ao lado do general Viriuls (Dominic West) ele marcha rumo ao norte, no intuito de encontrar seus inimigos e eliminar o líder deles, Gorlacon (Ulrich Thomsen).

Comentários: depois deste filmes já considero Neil Marshall o melhor diretor atual de filmes B, isto é um elogio, o cara conseguiu criar um dos melhores suspenses da década, Abismo do Medo, depois cometeu aquela refilmagem não-oficial de Mad Max fraquinha (mas bem realizada), Juízo Final, e agora ataca com um épico de guerra. O pior é que o resultado é muito legal, Marshall cria um filme bastante intenso e o roteiro consegue criar situações que fogem do convencional do gênero, criando um inimigo diferenciado, traições e mortes inesperadas , isto contando com um orçamento enxuto e um elenco de coadjuvantes alçados à protagonista com destaque para a beleza exótica de Olga Kurylenko (de 007 Quantum of Solace) e ao baita ator que está despontando, Michael Fassbender (Magneto de X Men Primeira Classe). 

O ÚLTIMO MESTRE DO AR:

Título original: (The Last Airbender)

Lançamento: 2010 (EUA)

Direção: M. Night Shyamalan

roteiro: M. Night Shyamalan

Atores: Noah Ringer, Nicola Peltz, Jackson Rathbone, Cliff Curtis. 103 min

Sinopse : A Nação do Fogo está em guerra com as nações da Água, do Ar e da Terra porque pretende dominar o mundo. O conflito já dura um século e não há a menor previsão de quando chegará ao fim. Somente o aparecimento de um Avatar, único capaz de controlar os quatro elementos, poderá ajudar a restabelecer o equilíbrio. Quando Katara (Nicola Peltz) e seu irmão Sokka (Jackson Rathbone) encontram o jovem e poderoso Aang (Noah Ringer), logo percebem que estão diante de uma possível solução e para isso partem juntos numa grande e perigosa aventura em busca da paz.

Comentários: um ano após seu lançamento e, consequente fracasso, fui conferir o último filme de M. Night Shyamalan, um dos meus diretores prediletos na virada para os anos 2000, uma pena que o diretor/roteirista se envolveu em manchetes mais sobre os bastidores do que sobre suas qualidades como um bom contador de histórias, como vimos em O Sexto Sentido e Corpo Fechado. Depois de A Dama na Água, que beirou quase o farsesco, o diretor resolveu apostar num roteiro não original, no entanto, caiu em nova armadilha, como condensar num filme (com intenção de franquia) um desenho conhecido internacionalmente que mistura crianças, lutas físicas, poderes mágicos e meditação em menos de duas horas, e para piorar ainda deixar a trama em aberto para uma continuação? Shyamalan não consegue um equilíbrio no texto e nem mesmo os efeitos são de chamar a atenção, para piorar o elenco é risível, nenhum personagem consegue cativar o espectador (parece a seleção de elenco de As Crônicas de Nárnia!). Acho que Shyamalan deve repensar sua carreira e escolhas, quem sabe o caminho não é como ocorreu com o filme Demônio, pequeno suspense, roteirizado pelo diretor, sem sua presença na cadeira de diretor, mas que tem o melhor de suas histórias, clima e suspense bem dosados!

THOR:

Título original: (Thor)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Kenneth Branagh

Roteiro: Ashley Miller e Don Payne, baseado em roteiro de Mark Protosevich e Zack Stentz e nos personagens criados por Jack Kirby, Stan Lee e Larry Lieber

Atores: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Stellan Skarsgard, Anthony Hopkins. 114 min

Sinopse: Thor (Chris Hemsworth) estava prestes a receber o comando de Asgard das mãos de seu pai Odin (Anthony Hopkins) quando forças inimigas quebraram um acordo de paz. Disposto a se vingar do ocorrido, o jovem guerreiro desobedece as ordens do rei e quase dá início a uma nova guerra entre os reinos. Enfurecido com a atitude do filho e herdeiro, Odin retira seus poderes e o expulsa para a Terra. Lá, Thor acaba conhecendo a cientista Jane Foster (Natalie Portman) e precisa recuperar seu martelo, enquanto seu irmão Loki (Tom Hiddleston) elabora um plano para assumir o poder. Mas os guerreiros do Deus do Trovão fazem a mesma viagem para buscar o amigo e impedir que isso aconteça. Só que eles não vieram sozinhos e o inimigo está presente para uma batalha que está apenas começando.

Comentários: não fui conferir Thor nos cinemas por que já antecipava que não iria fazer minha cabeça, esta conexão mundo fantástico e mundo real que a Marvel busca nos cinemas para contextualizar outra franquia Os Vingadores, pode até funcionar em quadrinhos, mas num filme precisa mãos milagrosas para funcionar. Não foi o caso! Kenneht Branagh, diretor especializado em Shakespeare, tremendo ator, não sei se foi a escolha mais correta, pode até ter sido uma aposta, mas de repente, o estúdio deveria ter colocado alguém junto ao diretor para ajudá-lo nas sequências de ação, pois nem isto salva o filme! O roteiro até tenta nos fazer crer neste samba do crioulo doido, mas a trajetória de Thor, guerreiro arrogante, para bombado de bom coração e apaixonado por Natalie Portman (pagando as contas) não convence.

INTERMEDIÁRIO.COM:

Título original: (Middle Men)

Lançamento: 2010 (EUA)

Direção: George Gallo

Roteiro: George Gallo e Andy Weiss

Atores: Luke Wilson, Giovanni Ribisi, Kevin Pollak, James Caan. 105 min

Sinopse: História real de um empresário pioneiro da internet, na área de cobrança por transações, e as muitas experiências vividas por ele, tendo que enfrentar vigaristas, vários conflitos morais, o mundo das drogas e as estrelas pornôs.

Comentários: interessante filme que ficou inédito no circuito cinematográfico, tipo um Boogie Nights sem o brilhantismo narrativo de Paul Thomas Anderson. Aqui, George Gallo, roteirista de “coisas” como Bad Boys se baseia numa trama real para retratar o início da profissionalização da pornografia na internet, assunto muito bem narrado em sua primeira metade. Acerta-se na construção dos criadores do sistema, os junkies Giovanni Ribisi (sempre fazendo o tipo esquisitão) e Gabriel Macht (do fracassado The Spirit, se saindo muito bem na série Suits (irreconhecível para mim!), e na exposição de que logo a máfia se envolveu nos negócios vendo quanto era possível lucrar. Porém, ao centrar a narração em num tipo de contador, Luke Wilson (escolha duvidosa, não pelo talento do ator, mas pelo tipo de figura), por vezes, principalmente, na segunda metade, o filme adota um tom meio clichê de um thriller com reviravoltas e um discurso conservador, que em nada combina com o tema do filme. Mas não deixa de ser interessante!

O PODER DA GRAÇA:

Título original: (The Grace Card)

Lançamento: 2010 (EUA)

Direção: David G. Evans

Roteiro: Howard Klausner

Atores: Michael Joiner, Mike Higgenbottom, Louis Gossett Jr., Cindy Hodge. 101 min

Sinopse: O policial Mac McDonald perdeu seu filho num acidente, e anos de amargura e dor destruíram o amor por sua família e o deixaram revoltado com Deus. Seu novo parceiro, o sargento Sam Wright, vai tentar de alguma forma unir forças com Mac para ajudá-lo, mesmo diante de suas diferenças pessoais – o sargento também é um pastor evangélico nas horas vagas. O dia a dia da polícia não parece ser o melhor ambiente para se tentar fazer as pazes com Deus, mas o futuro só a Ele pertence.

Comentários: assim como vem acontecendo no Brasil com o espiritismo, nos Eua já há alguns anos vem se produzindo (e chegando as prateleiras nacionais) filmes com temática gospel ou para quem não se pega simplesmente pela menção religiosa, com mensagens edificantes. Este chega atráves da Sony Pictures (olha os estúdios de olho no filão) e conta, pelo menos, com um ator de renome o bom-e- velho Louis Gosset Jr. (em pequena participação). O subgênero ainda não realizou um grande filme, nem sei se é esta a intenção, porém, os roteiros já estão sendo melhor desenvolvidos, fugindo um pouco do panfletarismo religioso, lembrando por diversas vezes o desenvolvimento dramático utilizado em séries televisivas, os famosos arcos dramáticos. Com certeza, atinge seu público alvo e, ainda por tabela, pode atingir um espectador ocasional em busca de um filme com mensagem positiva!

AS MÚMIAS DO FARAÓ:

Título original: (Les Aventures Extraordinaires d’Adèle Blanc-Sec)

Lançamento: 2010 (França)

Direção: Luc Besson

Roteiro: Luc Besson, baseado em quadrinhos de Jacques Tardi

Atores: Louise Bourgoin, Mathieu Amalric, Gilles Lellouche, Jean-Paul Rouve.

Sinopse: Adèle Blanc-Sec (Louise Bourgoin) é uma jovem repórter aventureira. Ela parte rumo ao Egito em busca da cura da doença de sua irmã, que pode estar na tumba secreta de um faraó. Ao retornar a Paris, percebe que a população local está em pânico. Um ovo de pterodáctilo, de milhões de anos, misteriosamente chocou no museu, o que faz com que a criatura alada ameace os habitantes da cidade. Além disto, outras situações misteriosas acontecem em torno do museu.

Comentários: acho muito interessante este interesse de Luc Besson no gênero aventura/ação, o cara tem a manha, se sai muito melhor que a maioria dos seus colegas hollywoodianos (né Michael Bay?). Outro detalhe é o interesse do diretor/roteirista por heroínas, mulheres fortes e inteligentes que protagonizam seus filmes, vide Nikita, Joana D’Arc e este. As Múmias do Faraó, apesar do título nacional questionável, já que as múmias surgem em cena depois de metade da projeção, tem uma protagonista surpreendentemente boa, Adele Blanc-Sec, personagem bastante divertida e aventureira, uma reconstituição de época eficiente. O filme consegue equilibrar a aventura e a comédia de maneira acertada , somente se equivoca ao adicionar numerosos personagens coadjuvantes que, em cena, pouco ou nada têm a fazer. Será o início de uma franquia?


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