Maratonas do Summer Season

A partir de semana que vem (apesar de alguns considerarem que esta semana já esta valendo em função da estreía da nova temporada de Sons of Anarchy), inicia-se a temporada 2011/12 da televisão americana, a chamada Fall Season. No entanto, antes de começar a odisseia de acompanhar dezenas de séries e ainda se dar ao luxo de dar uma espiada nas novas séries, durante a temporada Summer Season, sempre com menos opções, serve para fazer maratonas de séries já clássicas, favoritos da crítica desconhecidos e ou qualquer guilty pleasure. Bom, esta introdução serve para comentar algumas séries que “botei em dia” ou em via de: The Sopranos, Breaking Bad, Community e Castle.

The Sopranos dispensa comentários, e como a série já terminou, estou fazendo uma degustação de cada episódio, sem pressa e sem correria, ainda estou na quinta temporada, e não tenho intenção de terminá-la com urgência, pois a cada leva de diversos episódios medianos, sei que posso contar com um episódio inédito não menos que “excepcional” de The Sopranos.

Com Breaking Bad o ritmo foi outro, principalmente, em virtude da tensão que permeia cada episódio, fica impossível não se envolver e viciar nos personagens, todos muito bem defendidos pelos atores e tendo roteiros acima da média (mesmo o espectador sabendo que os protagonistas não devem morrer ao “virar a esquina”!), impressionante a capacidade de elevar os batimentos cardíacos sem nenhuma cena de acao! Logo, emendei o final da segunda temporada com a terceira (um pouco avulsa demais) para acompanhar junto com a exibição americana a quarta temporada (quase impecável).

Castle é um policial de procedimentos baseado na figura do escritor de suspense (pertencente a turma do poker de Dennis Lehane e Michael Donnelly), Richard Castle que através de sua amizade com o prefeito pede para ficar fazendo “laboratório” para seus livros junto aos detetives de homícidio de Nova York, no entanto, longe de ser uma série sisuda, Castle aposta no humor irônico do personagem (muito bem defendido pelo ator cult Nathan Fillon) e na tensão sexual dos protagonistas, Castle e a detetive Beckett. Havia acompanhado a série até meados de sua segunda temporada e abandonado por motivos de tempo, no entanto, diversas pessoas que leio diziam que a série estava muito boa e a dinâmica dos protagonistas um à show, assim, resolvi voltar e emendar a segunda e a terceira temporada. Não me arrependi, a série esta muito boa de acompanhar, leve e divertida, sem parecer bobinha. Porém não sei se consigo adicioná-la a minha “watchlist” atual!

Para terminar o grande resgate desta summer season foi a série cômica Community, não sei se você já deu alguma chance para a série, mas se não, vá correndo! Eu não havia gostado do piloto e, por isto, desistido de acompanhar, no entanto, fiz uma verdadeira maratona de duas temporadas, mais de 40 episódios em pouco mais dois meses. Sou muito fã de roteiros que apostam em referências pop e culturais de diferentes mídias e, mesmo assim, sempre meio que desprezei o “buzz” da série, agora entendo o porquê de tanto auê! Além de ter personagens caricatos muito funcionais (longe de ser um defeito), os roteiristas apostam em temas ora muito banais ora complexos para criar cada episódio, temos desde um episódio passado somente num cenário, a famosa sala do estudo de grupo, até as batalhas de paintball (que são geniais!). Foi uma grata surpresa e, sem sombra de dúvida, é a minha série cômica predileta atualmente!

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