Primeiras Impressões – Up All Night, Free Agents e Whitney

Três novos sitcoms do canal NBC, dois deles (Up All Night e Free Agents) programados para às noites de quarta, e Whitney para as famosas quintas se sitcom do canal. As séries de quarta já estreiaram oficialmente, aproveitando a alta audiência da season finale de America’s Got Talent, só que não em seu horário oficial (às 20hs e 20:30hs). A série de Will Arnet (tentando mais uma vez, após o fracasso de Running Wilde) e Christina Applegate (pós-Samantha Who), Up All Night, se saiu bem na premiére, e deve encontrar facilmente seu espaço, acho que vai depender da concorrência no horário (por exemplo, temos os reality shows Survivor e The X Factor e as sitcoms da ABC, Happy Endings e Suburgatory). O casal protagonista é bastante simpático e a trama de maternidade/paternidade é interessante porque o casal é porra-louca, não há aquela sensação de alguém do casal ser o certinho e o outro doidão, ambos são festeiros e não conseguem facilmente colocar seu filho em sua rotina sem deixar de lado a vida antiga. Somente achei que Maya Rudolph, terceiro nome dos créditos, muito estereotipada, peca pelo over, até porque tanto Arnett quanto Applegate surgem mais naturais em cena. Achei a série cômica, mas não muito engraçada, apesar que não sou dos mais fáceis de gargalhar em sitcom!

Se Up All Night ainda deve agradar pelos nomes envolvidos e pela temática familiar, o mesmo não pode se dizer de Free Agents, adaptação de uma série inglesa (mais uma) com Hank Azaria (bom comediante, sempre em papéis coadjuvantes, recentemente em Smurfs) e Kathryn Hahn (rosto familiar do antigo procedural Crossing Jordan), fazendo às vezes de colegas de trabalho numa agência de publicidade, Azaria como divorciado sentimental, e Hanh como uma solteira desapegada de relacionamentos (claro que em função de um trauma devido a morte de seu noivo). Acho que estas adaptações americanas não conseguem aproveitar as boas idéias dos ingleses principalmente pelo tipo de humor, o humor televisivo americano não chega aos pés do tom debochado/sarcástico/irônico que já fazem parte da cultura inglesa, logo imagino que Free Agents não conseguirá passar de uma comédia romântica, espero estar errado. Para os fãs de Buffy temos a participação de Anthony Head, o eterno Giles, como chefe dos personagens.

Minha surpresa foi ver Whitney, série que não apostava nada, produzida/escrita/protagonizada por uma comediante vinda do stand-up, Whitney Cummings, que não conhecia e achar super divertido, dei algumas boas risadas (na verdade, achei a série mais engraçada destas citadas aqui). Tomara que Whitney, roteirista, consiga achar o tom da série para a tevê aberta, se fosse na tevê fechada sei que a série poderia render um Louie de saias, mas da tevê aberta sabemos ser impossível, desde que fuja do sitcom de casalzinho e amigos, já vai estar valendo. No entanto, a série vai ter um grande problema, a concorrência do horário 21:30hs, mesmo sendo exibida após The Office (que é uma incógnita com a saída de Steve Carrell) que garante uma boa audiência de partida, a série enfrentará a concorrência de The Vampire Diaries, The X Factor (também uma incógnita quanto ao sucesso), Grey’s Anatomy e a novata Person of Interest (aposta forte do canal CBS, afinal tomou o lugar de CSI nas quintas-feiras). Grande risco de passar em branco!

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