Últimos Filmes Vistos (04 à 23/09)

UM CONTO CHINÊS:

Título original: (Un Cuento Chino)

Lançamento: 2011 (Argentina, Espanha)

Direção: Sebastián Borensztein

Roteiro: Sebastián Borensztein

Atores: Ricardo Darín, Muriel Santa Ana, Ignacio Huang, Javier Pinto. 93 min

Sinopse: Buenos Aires. Roberto (Ricardo Darín) é um veterano da Guerra das Malvinas e o mal humor em pessoa. Cheio de manias, ele é dono de uma loja de ferragens, onde também mora e curte sua solidão. Até o dia em que resolve ajudar o Jun (Ignacio Huang) e sua vida vira de cabeça para baixo. Afinal, um não sabe falar a língua do outro e enquanto o chinês está sozinho num país estranho, o argentino só quer recuperar sua amada tranquilidade. Será que ele vai conseguir

Comentários: quem passa por aqui vez ou outra já deve ter percebido da minha admiração quanto ao cinema argentino, é uma filmografia das melhores atualmente, posso estar exagerando mas o típico cinema argentino, pelo menos, o exportado para o mundo, este que consegue retratar os personagens com humanidade frente às adversidades/conflitos são excepcionais, não generalizando. Mais recente exemplo, este simples Um Conto Chinês, com um roteiro que tinha tudo para cair em gags físicas ou piadas de estereótipos, se transforma num estudo de personagens marcados por diferentes experiências, sempre pautado pelo drama ora pelo humor. Claro que ter um Ricardo Darin como protagonista facilita bastante o trabalho do diretor, Darin é um ator completo que transmite sentimentos/pensamentos pelo olhar, impressionante suas criações. No mais, sinto um pouco de inveja do cinema argentino, pois o nosso cinema, também carente de verbas/orçamento, não consegue criar uma terceira vertente para o cinema que não seja cinema de autor (normalmente chato) ou a Globo Filmes (cinema que aposta em fórmulas prontas).

HANNA:

Título original: (Hanna)

Lançamento: 2011 (Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos)

Direção: Joe Wright

Roteiro: Seth Lochhead e David Farr

Atores: Saoirse Ronan, Eric Bana, Cate Blanchett, John MacMillan.

Sinopse: Hanna (Saoirse Ronan) é uma adolescente que foi criada no frio da Finlândia pelo pai, um ex agente da CIA (Eric Bana), como uma máquina perfeita para matar. Levando uma vida totalmente diferente de qualquer outro jovem de sua idade, sua rotina sempre foi voltada para cumprir uma missão. E quando este dia chega, ela vai cruzar a Europa, enganando agentes experientes com os ensinamentos de seu mentor, mas enquanto o alvo vai ficando cada vez mais perto, alguns segredos sobre sua vida começam vir à tona, provocando uma revolução em sua cabeça.

Comentários: não sei o que anda acontecendo com Joe Wright, de promessa com ótimos filmes como Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação, tentou fugir dos filmes românticos épicos e caiu na bobagem O Solista e neste, estiloso, mas nada além disso, Hanna. Claro que Wright consegue fazer um pouco a mais do que um diretor “operário” faria, mas ele já provou (ou teria sido sorte?) que pode entregar um filme mais sólido e consistente. Aqui temos, nada mais nada menos, que um Nikita do diretor Luc Besson, adaptado para os dias atuais mesclado com uma conspiração e vingança, de repente o roteiro também não possibilitava um aprofundamento adequado, tanto isto é verdade que achei Eric Bana tão no controle remoto, Cate Blanchett over demais, assim salvando-se somente Saoirse Ronan, pela presença ora selvagem ora ingênua. Deve ser lançado em breve diretamente em dvd, mas ainda há esperança para o diretor Wright, ano que vem ele traz uma nova adaptação de Anna Karenina, com Keira Knightley, Jude Law e grande elenco, um clássico romântico épico!

CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR:

Título original: (Captain America: The First Avenger)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Joe Johnston

Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely

Atores: Chris Evans, Hugo Weaving, Tommy Lee Jones, Stanley Tucci. 124 min

Sinopse: 2ª Guerra Mundial. Steve Rogers (Chris Evans) é um jovem que aceitou ser voluntário em uma série de experiências que visam criar o supersoldado americano. Os militares conseguem transformá-lo em uma arma humana, mas logo percebem que o supersoldado é valioso demais para pôr em risco na luta contra os nazistas. Desta forma, Rogers é usado como uma celebridade do exército, marcando presença em paradas realizadas pela Europa no intuito de levantar a estima dos combatentes. Para tanto passa a usar uma vestimenta com as cores da bandeira dos Estados Unidos, azul, branca e vermelha. Só que um plano nazista faz com que Rogers entre em ação e assuma a alcunha de Capitão América, usando seus dons para combatê-los em plenas trincheiras da guerra.

Comentários: tive uma preguiça para ver estas adaptações de quadrinhos neste ano, com exceção de X-Men Origem, mas destes que ando vendo ultimamente nenhum bateu Capitão América, que sessão matine que o diretor Joe Johnston (diretor de um dos meus filmes prediletos “ever”, O Ceú de Outubro!), nos proporciona bom ritmo, bons vilões, humor e bastante aventura. Acho que não precisa mais do que isso para um “filme de super herói” vingar, acredito que o maior acerto do filme foi ter centrado sua ação na época original dos quadrinhos, Capitão América é uma fantasia da 2ª Guerra, logo ter ambientado o filme nesta época rende uma identificação simples e de fácil assimilação, um erro que filmes como Thor e Lanterna Verde possuem ao dividir a ação em dois “universos”, fica implausível! Claro que o transporte final do herói para os tempos atuais, como desculpa para a participação no filme Os Vingadores é providencial e lógica, mas espero que a linha do tempo do personagem, se utilizado em filme solo novamente retorne para sua época de origem.

LANTERNA VERDE:

Título original: (Green Lantern)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Martin Campbell

Roteiro: Greg Berlanti, Marc Guggenheim, Michael Green e Michael Goldenberg

Atores: Ryan Reynolds, Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong. 105 min

Sinopse: Hal Jordan (Ryan Reynolds) é um audacioso piloto de aviões que foge de qualquer responsabilidade. É assim que mantém a amizade com Carol Ferris (Blake Lively), colega de infância e também piloto, que está prestes a assumir o comando da empresa do pai. Hal e Carol tiveram um caso no passado, que não seguiu em frente por causa dele. Um dia, a vida de Hal muda ao ser envolto em uma redoma verde e levado até um alienígena prestes a morrer, chamado Abin Sur (Temuera Morrison). O extraterrestre lhe entrega um estranho anel e diz que ele foi escolhido, além de alertar sobre as responsabilidades de possuí-lo. Ao usá-lo Hal torna-se o Lanterna Verde, tendo condições de moldar a luz verde da forma como sua imaginação permitir. É apenas o início da jornada do herói, que viaja até o planeta Oa para aprender a usar suas novas habilidades e tem como grande teste o temido Parallax.

Comentários: como já mencionei acima, não curti esta adaptação de Lanterna Verde, mesmo contando com um bom elenco, pouco aproveitado, diga-se de passagem, a divisão da narrativa em mundo urbano e mundo fantástico intergaláctico não funciona, falta dinâmica para a narrativa, e confesso que a trama envolvendo os lanternas verdes me pareceu bastante interessante no início da projeção, depois com a entrada de Ryan Reynolds e Blake Lively (que não funciona como heroína romântica para Hal Jordan), o filme perde ritmo e interesse, principalmente, porque ficam batendo na tecla “medo” do personagem e traumas do passado. Além disso, não tem nada a ver um vilão terreno (boa maquiagem de Peter Sarsgaard) e um vilão tão apavorante quanto Parallax, mas de difícil identificação por falta da motivação, até porque neste momento teríamos que ter a tropa de lanternas verdes lutando juntos, não?

VELOZES E FURIOSOS 5 – OPERAÇÃO RIO:

Título original: (Fast Five)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Justin Lin

Roteiro: Chris Morgan

Atores: Paul Walker, Vin Diesel, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Dwayne Johnson. 130 min

Sinopse: Dominic Toretto (Vin Diesel) foi resgatado da prisão por sua irmã Mia (Jordana Brewster) e Brian O’Conner (Paul Walker), que realizam um ousado resgate sobre rodas. Logo em seguida, ele desaparece. Brian e Mia vão até o Rio de Janeiro, onde encontram Vince (Matt Schulze). Ele propõe ao casal o roubo de carros que estão sendo levados em um trem, algo que, segundo ele, será uma operação simples que renderá um bom lucro. Durante a operação, Dominic reaparece e diz à irmã que os planos mudaram. Ela então leva um dos carros a um esconderijo em plena favela carioca, deixando Dominic e Brian enfrentando policiais e bandidos. Ao desmontar o carro, o trio descobre que ele contém um chip com todas as operações ilegais de Hernan Reis (Joaquim de Almeida), incluindo onde guarda o dinheiro arrecadado. É o suficiente para que eles elaborem um plano para roubar a fortuna de Reis, contando com a ajuda de vários amigos.

Comentários: quem diria que uma franquia como Velozes e Furiosos em seu quinto filme conseguisse se reinventar, nesta caso saem os rachas e mulheres em trajes pequenos (não totalmente, mas deixam de ser o foco central) e o roteiro se transforma simplesmente num “filme de roubo”, com todas as características peculiares deste subgênero, como os anti-herois serem caçados por um novo agente (o super bombado Dwayne Johnson) e encontrarem na figura de um traficante figurão seu objeto de roubo, claro porque assim o filme cria uma terceira via para torcermos, simplesmente, nos identificamos com ladrões que roubam ladrões! Ao menos o filme consegue imprimir um ritmo divertido, boas cenas de ação e, se não levarmos em consideração as bobagens que se passam no Rio de Janeiro, o filme é um passatempo ok, coisa difícil de ocorrer com uma franquia após tantos exemplares!

PAGE EIGHT:

Título original: (Page Eight)

Lançamento: 2011 (ING)

Direção: David Hare

Roteiro: David Hare

Atores: Bill Nighy, Rachel Weisz, Tom Hughes Michael Gambom, Judy Davis, Felicity Jones.

Sinopse: Johnny Worricker é um antigo oficial do serviço secreto britânico, o MI5. Seu chefe e melhor amigo é Benedict Baron, que morre de repente e deixa ao companheiro um arquivo que ameaça a estabilidade da organização onde trabalharam esses anos todos. Enquanto isso, a vizinha de Johnny, uma ativista política chamada Nancy Pierpan bate à sua porta no estilo: quando a esmola é muita até o santo desconfia.

Comentários: ainda inédito por aqui, com certeza deve ser lançado diretamente em dvd/blu-ray, este drama de espionagem poderia ser um filme bem melhor se conseguisse imprimir uma tensão crescente aos eventos e personagens, ou mesmo se imprimisse uma dose de conspiração, achei que como está parece tudo muito frio e distante, um problema frequente dos filmes ingleses, poderiam ter abordado de forma mais crítica as instituições de inteligência pós Guerra Fria, como trabalham e que fazem com seus agentes aposentados. Menos mal que no elenco temos nomes como Bill Nighy e Rachel Weisz, coincidentemente a sinopse um filme recente que está em exibição nos cinemas americanos A Dívida, com Helen Mirren, Tom Wilkinson e Ciaran Hinds.

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