Archive for novembro \29\UTC 2011

Destaques da Semana em DVD (21/11 à 02/12)

29/11/2011

Atrasos devido à problemas com a internet, mas vamos aos destaques de semana passada e desta:

Meia Noite em Paris: ando muito relapso com a filmografia de Woody Allen, do qual sou fã, seus dois últimos filmes ainda não conferi, no entanto, ao assistir Meia Noite em Paris lembro porque gosto tanto do diretor, as tramas, mesmo não sendo o melhor roteirista atual, Allen tem uma criatividade para compor sinopses (muito em falta em Hollywood) e mesmo lembrando A Rosa Púrpura do Cairo, pela mistura do lúdico com o real, é inegável o charme, beleza e a linda fotografia do filme, Allen até tem tempo para um “moral da história”. Na trama, Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir para Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Contra o Tempo: com certeza, Duncan Jones é um diretor a se ficar de olho, mesmo não tendo a mesma filosofia presente em Lunar, Contra o Tempo, consegue ser um filme mais do mesmo (aqueles que a pessoa fica presa numa mesma situação, a la Feitiço do Tempo) sendo diferente, gosto dos personagens, principalmente, Vera Farmiga, que funciona muito bem, e o final consegue nos fazer refletir! A trama acompanha o capitão Colter Stevens (Gyllenhaal), que acorda no corpo de um outro homem e descobre que faz parte de uma missão para salvar Chicago de um trem desgovernado. Em uma tarefa que não se parece a nenhuma das que já realizou, percebe que é parte de um experimento do governo chamado “Source Code,” um programa que lhe permite passar pela identidade de outro homem nos últimos 8 minutos de sua vida. Ele tem poucos minutos para descobrir o que irá acontecer com o trem.

Capitão América – O Primeiro Vingador: passado  o verão americano posso afirmar com certeza que Capitão América foi a melhor aventura de super-heroi da temporada, está certo que a concorrência nem foi tão forte, porém, o roteiro e a direção conseguiram criar uma verdadeira matiné, onde aventura, romance e suspense estão presentes, somente achei precipitado o gancho final, mas fazer o que? Na trama, Steve Rogers (Chris Evans) tem saúde frágil, vem de família pobre e sonha em fazer parte do exército americano. Esse sonho se inviabiliza por conta dos problemas de saúde, mas chama a atenção de um general que vê a dedicação do garoto. Por isso, o general o convida para participar do teste do soro radioativo chamado Supersoldado. Rogers, então, fica saudável e começa o treinamento intensivo para lutar contra o mal na liderança do grupo Os Vingadores.

Os Smurfs: fiquei surpreso com o sucesso do filme dos Smurfs, mesmo não pertencendo a esta geração, pelo jeito o legado do povinho azul permaneceu no inconsciente do público. Em ‘Smurfs – O Filme’, quando a perseguição do malvado mago Gargamel expulsa os Smurfs da sua vila através de um portal mágico, eles vêm parar no nosso mundo, bem no meio do Central Park de Nova York. Com apenas “três maçãs” de altura e presos na Big Apple, os Smurfs precisam encontrar um jeito de voltar para a vila antes que Gargamel os localize.

Confiar: longe de ser um grande filme, muito mais que tem cara de telefilme, este drama do ator de Friends, David Schwimmer, reuniu um elenco de respeito, com destaque para a força dramática de Liana Liberato, que trata do atual tema de estupro na internet, quando jovens são assediados por pessoas mais velhas (pedófilos) e não entendem direito as condições desta amizade virtual até o fatidíco estupro (que pode até mesmo ser consentido). Para piorar o final é um soco no estômago da sociedade e um aviso em letras garrafais para os pais atentarem ao que os filhos fazem na internet. Na trama,  Annie é uma jovem de 14 anos conhece um garoto em um bate-papo na internet, e logo se apaixona por ele. O problema é que, na verdade, o garoto é um homem muito mais velho, que a atrai para um encontro e se aproveita sexualmente.

Todas Formas de Amor: comédia dramática inédita nos cinemas que tem ganho bastante elogios pela participação do veterano Christopher Plummer, quem sabe sobra até mesmo uma indicação ao Oscar! No elenco ainda temos, o eclético Ewan McGregor e a belíssima Melanie Laurent. Na trama, Oliver conhece a irreverente e imprevisível Anna (Mélanie Laurent, de Bastardos Inglórios), alguns meses após seu pai Hal Campos (indicado ao Oscar  Christopher Plummer) ter falecido. Este novo amor preenche a memória de Oliver com recordações de seu pai, que saiu do armário aos 75 anos, após a morte de sua esposa de 45 anos, para viver uma vida completa e enérgica como gay – que incluía um namorado mais jovem, Andy (Goran Visnjic de ER – Plantão Médico). Estes acontecimentos aproximaram pai e filho, e fizeram com que Oliver agora se dedique a amar Anna com a coragem, o humor e a esperança que seu pai o ensinou.

A Minha Canção de Amor: Meu Deus! Renée fazendo uma cantora paralítica, o que anda acontecendo com a aatriz carismática de outrora que protagonizava boas comédias como Bridget Jones, Abaixo o Amor e Jerry Maguire, será que ela não descobriu que seu Oscar foi pura sorte de ocasião. Este drama chega diretamente em dvd, como vem acontecendo direto com os últimos filmes da atriz, no elenco ainda temos Forest Whitaker, Elias Koteas, Nick Nolte. Na trama, Jane (Renée Zellweger), uma ex-cantora que ficou paralítica depois de um aciente, recebe notícias de seu filho, Devon. O garoto entra em contato com sua mãe porque quer convidá-la para sua comunhão. Apesar do medo de Jane em encontrar-se com seu filho depois de anos e confrontar-se com seu passado, seu amigo (Forest Whitaker) consegue convencê-la a fazer a jornada através dos Estados Unidos. Durante a viagem e graças às pessoas que encontrarão na estrada, Jane comporá sua mais bela canção de amor.

Em Busca de um Assassino: uma boa história de suspense, que ainda privilegiava um estudo social, no caso de uma comunidade, no entanto, o roteiro não consegue equilibrar as tramas apresentadas e, ao final, mesmo se mantendo interessante, torna-se esquecível! Outra coisa, alguém precisa avisar os responsáveis pelo “casting” que Sam Worthington tem um problema muito grave, sua falta de carisma, é um ator para papéis específicos. Além de Worthington, temos ainda Jeffrey Dean “Denny Duquette” Morgan, Chloe Grace Moretz (sim, a Kick Girl) e a onipresente Jessica Chastain, que depois de A Árvore da Vida, já pude conferí-la em Histórias Cruzadas, aqui e No Limite da Mentira. A história acompanha dois policiais investigando um serial-killer sádico, que mutila os corpos de suas vítimas e os joga em pântanos do Texas. Ao descobrir estar sendo perseguido, o serial-killer decide trocar os papéis, e perseguir os policiais, instigando-os com pistas de outros crimes. Quando uma adolescente é sequestrada, os policiais tem que lidar contra o tempo para salvá-la.

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O Guarda

25/11/2011

Bacana quando um excelente ator como Brendan Gleeson, do alto dos seus 56 anos, trabalhando de modo industrial, ainda conseguir protagonizar filmes, quando sabemos que são poucos os papéis para atores veteranos. E o melhor, este personagem de Gleeson é uma pérola da diversao e do humor sarcástico. Logo na primeira cena já descobrimos que tipo de “guarda” é o Sargento Gerry Boyle, daquele tipo que não se importa com nada! Trabalha de modo lento, em seus dias de folgas sai com prostitutas, no entanto, parece ser correto na sua ética.

Claro que o grande atrativo desta comédia policial, gênero que os ingleses, mesmo o personagem sendo irlandês, dominam com propriedade. O roteiro de McDonagh (tambem, diretor, estreando em longas) ainda evita de criar somente mais um filme de “dupla dinâmica” a la Máquina Mortífera com a chegada do agente americano Everett (o bom ator Don Cheadle), que serve ainda mais de contraponto para a personalidade bonachão do Sargento. Com isto não quero dizer que o filme é perfeito, muito pelo contrário, a trama policial e os vilões são “pano de fundo” para o modo de agir do carismático Sargento Boyle, logo, como proposta o filme funciona em parte, mas funciona muito bem na parte que mais  importa, a comédia.

Mesmo que não ganhe destaque no circuito cinematográfico, prevejo um futuro de sucesso nas locadoras para O Guarda, assim encontrando seu publico alvo, pois é uma comédia bem humorada e um policial ok! Ainda no elenco, o novo vilão mor do cinema atual, o inglês Mark Strong (Sherlock Holmes, Robin Hood e Kick Ass, somente para citar alguns), e Fionnula Flanagan (mais conhecida como a governanta de Os Outros).

O GUARDA: 7,0

Direção: John Michael McDonagh

Roteiro: John Michael McDonagh

Com: Brendan Gleeson, Don Cheadle, Liam Cunningham, David Wilmot, Rory Keenan, Mark Strong, Fionnula Flanagan, Dominique McElligott, Sarah Greene, Katarina Cas. 96 min Sony Pictures

Destaques da Semana em DVD (14 à 18/11)

19/11/2011

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 2 – o que dizer sobre a cinessérie de maior sucesso mundial, durou uns dez anos, reuniu um elenco inglês de primeira, bons três protagonistas, soube amadurecer junto com seu espectador, de filme infantil sobre magia se transformou num drama sobre resistência e sobrevivência, não esquecendo os ritos de passagem para a vida adulta. O sucesso é merecido e este final é um grande clímax, claro que possui seus problemas, no entanto, é bacana chegar ao final de toda esta jornada e perceber as qualidades que os filmes apresentaram, outros tantos tentaram desde lá e, sinceramente, nenhum conseguiu!Na segunda parte do final épico da série, a batalha entre o bem e o mal no mundo da magia se torna uma guerra entre centenas de bruxos. Os riscos nunca estiveram tão altos e nenhum lugar é seguro o suficiente. Assim, Harry Potter precisa se apresentar para fazer o seu último sacrifício, enquanto o confronto final com Lorde Voldemort se aproxima. Tudo acaba aqui.

ASSALTO AO BANCO CENTRAL – não conferi este filme nacional que aposta, finalmente, em um gênero diferente, o filme de assalto, e melhor baseado numa história real que tem um “Q” de roteiro cinematográfico de verdade, acho que até um dos problemas do filme foram tentar enfeitar o roteiro que ja estava pronto nos jornais e revistas. A crítica não aprovou e o púlbico pouco repercutiu. Na trama, em Agosto de 2005, 164.7 milhões de reais foram roubados do Banco Central em Fortaleza, Ceará. Sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre, carregando três toneladas de dinheiro. Foram mais de três meses de operação. Milhares de reais foram gastos no planejamento. Foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Um dos crimes mais sofisticados e bem planejados de que já se teve notícia no Brasil. Quem eram essas pessoas? E o que aconteceu com elas depois?

LARRY CROWNE – O AMOR ESTA DE VOLTA – retorno à direção de Tom Hanks, num roteiro escrito por ele e por Nia Vardalos (conhecida sua, afinal Hanks produziu seu filme mais conhecido, Casamento Grego), porém memso reunindo dois astros, Hanks e Julia Roberts, e ser uma comédia romântica o filme passou em branco tanto aqui quanto nos Eua, está certo que a produção é quase independente, baixo custo, mas chama a atenção que estes astros por si só, já não chamam bilheterias com seus nomes em destaque, “outros tempos”. A trama acompanha o amável Larry Crowne (Hanks), líder nato na equipe da empresa em que trabalhava. Mas a crise bateu à sua porta. Afundado em dívidas e precisando pagar a sua hipoteca, ele precisa voltar a sala de aula para começar uma nova vida. Na faculdade ele se torna parte de uma turma de pessoas que estão na mesma situação que ele, precisando encontrar um futuro mehor. Mas em sua aula de oratória, Larry desenvolve uma paixão inesperada por sua professora Mercedes Tainot (Roberts), uma mulher que perdeu tanto a si a paixão por ensinar como a que sentia pelo marido. O cara simples, que teria todos os motivos para pensar que sua vida chegou ao fim, acaba aprendendo uma lição inesperada: quando você pensa que tudo o que vale a pena já passou na sua vida, descobre que você ainda pode encontrar muitas razões para viver.

GANHAR OU GANHAR: A VIDA É UM JOGO – que interessante filmografia vem construindo o ator Thomas McCarthy atrás das câmeras (tanto como diretor quanto como roteirista), cineasta de filmes sensíveis e delicados, com personagens bem delineados e mesmo assim, são histórias agradáveis que não pesam a mão no drama pesado e real. Ah, seus dois filmes anteriores são os imperdíveis O Agente da Estação (que revelou o ator-anão Peter Dinklage, atualmente um destaque na série Game of Thrones) e O Visitante (que rendeu uma indicação ao Oscar para o ator Richard Jenkins, ator sempre relegado a papéis coadjuvantes). Aqui, Thomas também trabalha com um excelente elenco, capitaneado por Paul Giamatti, mas que também tem uma excelente atriz, que gosto bastante, Amy Ryan (indicada ao Oscar por Medo da Verdade), e mais Bobby Canavale e Jeffrey TAmbor,  além do óbvio destaque de Alex Shaffer, jovem estreante, num papel complexo, mas que consegue trasmitir no olhar seus diálogos e ações, um jovem ator a se ficar de olho! Na trama, Mike Flaherty (Paul Giamatti) é um advogado e treinador da equipe de luta livre de uma escola. Ao se tornar responsável legal de um cliente idoso, ele acaba arrumando mais responsabilidades quando o neto do idoso foge de casa e vai morar com o avô.

11-11-11

17/11/2011

Adoro como os produtores/roteiristas inventam “pretextos” para criar um filme apocalíptico, nesta década a cada ano temos um, seja pelo calendário (como o maia) ou por alguma coincidência numerológica curiosa. No entanto, o roteirista/diretor Darren Lynn Bousman (com “super” credenciais de Jogos Mortais II, III e IV) poderia ter caprichado um pouco mais em sua película apocalíptica, pois do jeito que esta em cena parece uma variação (sem clima, sem tensão e pobre – ou alguém se assusta com aquelas criaturas a la Power Rangers) de A Profecia (claro que me refiro ao filme de Richard Donner).

Pode-se até imaginar que a produção tenha um orçamento enxuto, visto que foi filmada em Barcelona (co-produção), tendo sempre aqueles momentos “todo mundo fala inglês fluentemente”, uma fotografia azulada sem necessidade alguma, as locações não tem uma serventia específica como cenários para a narrativa e o elenco esta cheio de rostos desconhecidos, onde falta carisma, para se dizer o minimo.

O grande problema é a previsibilidade do filme, desde sua metade, quando começamos a ver o que realmente o filme quer demostrar, esquecendo todo aquele drama inicial do personagem (promissor, mas esquecido pelo roteiro após embarque para Barcelona), notei qual seria a “reviravolta” da trama, muito fácil mesmo, até porque o personagem ficava cantando ao vento sua função no misterio, muito antes dos acontecimentos, logo qualquer pessoa que assistiu filmes nesta última década poderia antever os acontecimentos. Outra coisa, não aguento mais estes escritores em crise que não terminam livros e se envolvem em grandes mistérios, muita falta de criativadade!

11-11-11: 2,0

Direção: Darren Lynn Bousman

Roteiro: Darren Lynn Bousman

Com: Timothy Gibbs, Michael Landes, Denis Rafter, Wendy Glenn. 100 min. Vinny Filmes

Destaques da Semana em DVD (07 à 11/11)

11/11/2011

SUA ALTEZA: inédito nos cinemas esta comédia medieval que ironiza os clichês do gênero, reunindo um bom elenco como James Franco, Zooey Deschanel e Natalie Portman, no entanto quem estrela é o comediante Danny McBride, somente esqueceram de fazer um filme engraçado! A direção é de David Gordon Green, que recentemente realizou um boa comédia de ação Segurando as Pontas, também com James Franco, no entanto, ainda é mais conhecido no universo indie pelo filme Prova de Amor (All the Real Girls, 2004). Na trama, Thadeous (McBride) passou sua vida assistindo seu perfeito irmão mais velho Fabious (Franco) embarcar em jornadas corajosas e conquistar os corações de seu povo. Cansado de ser ignorado pela aventura, adoração e pelo trono, ele se contenta com uma vida de muitos vícios e mulheres fáceis. Porém quando a noiva prometida de Fabious, Belladonna (Zooey Deschanel), é sequestrada pelo malvado mago Leezar (Justin Theroux), o rei dá um ultimato ao seu filho aproveitador: Torne-se um homem e ajude a salvá-la ou será deserdado. Partindo descuidadamente para sua primeira jornada, Thadeous se une a Fabious para atravessarem terras perigosas e libertarem a princesa. Juntamente com Isabel (Natalie Portman) – uma guerreira evasiva com um perigoso plano particular – os irmãos têm que derrotar criaturas horríveis e cavaleiros traidores antes de encontrarem Belladonna. Se Thadeous conseguir encontrar seu herói interior, ele poderá ajudar seu irmão e prevenir a destruição de suas terras. Se continuar sendo um preguiçoso, ele morrerá como um covarde, além de assistir da primeira fila o surgimento de uma Idade das Trevas totalmente nova.

A ÁRVORE DA VIDA: possivelmente o filme mais polêmico e discutido da temporada (talvez junto a Melancolia), recente filme do diretor bissexto, Terrence Malick, que reúne no elenco Brad Pitt e Sean Penn, em diferente lihas narrativas, o filme possui uma fotografia belissima e um roteiro que provoca reflexões, mesmo assim, tem tido diferentes interpretações. Boa parte do filme se passa nos anos 50. A trama gira em torno do casal O’Brien e seus três filhos. Jack (Sean Penn) é o irmão mais velho e, no começo da trama, está vivendo uma feliz e inocente infância com seus 11 anos. Tudo muda quando um dos irmãos morre e a família entra em desespero. A história passa então a mostrar a transformação do garoto Jack em um adulto perdido no mundo moderno e em constante busca pelo sentido da vida.

DYLAN DOG E AS CRIATURAS DA NOITE: fácil, fácil uma das piores adaptações de quadrinhos para o cinema dos últimos anos (também concorrendo com um dos piores filmes do ano), o filme não consegue acertar em nada do que se propoe, elenco (Brandon Routh é um ator que nem acho tão ruim, mas só se mete em furada) fraco, direção frouxa e uma trama tão desbida que fica difícil imaginar como os quadrinhos (no qual o filme deveria se inspirar) são tão conhecidos no universo HQ. Na trama, o detetive Dylan Dog convive com criaturas do mundo sobrenatural. Quando o pai de uma moça é assassinado por um lobisomen, ele entra em ação para desvendar o mistério. Ao lado de seu fiel assistente Marcus, Dylan vai enfrentar as mais terríveis criaturas: zumbis, lobisomens e até um assustador guardião do inferno.

O PIOR DOS PECADOS: como imaginava Brighton Rock (título original) permaneceu inédito em nosso circuito cinematográfico, mesmo sendo uma adaptação do famoso escritor Graham Greene e tendo no elenco bons nomes ingleses como Helen Mirren e Joh  Hurt, junto aos novatos Sam Riley e o grande destaque para mim, Andrea Riseborough. Na trama, Pinkie (Sam Riley) é um jovem lutando para assumir o controle do crime organizado. Porém quando Rose(Andrea Riseborough), uma garçonete da cidade, descobre evidências ligando Pinkie a um assassinato todos os planos serão alterados. Pinkie seduz Rose para descobrir o quanto ela sabe e garantir que ela não contará nada a polícia. Mas será que ele está certo? Deveria ele matar Rose antes que ela contasse algo? E Rose? Deveria ela confiar nesse criminoso sabendo que ela pode ser a próxima da lista?

CARROS 2: demorou mais os adversários dos estúdios Pixar já podem apontar o primeiro fracasso comercial e de crítica deste estúdio que até agora só havia acertado, até mesmo nas continuações de Toy Story. E se pensarmos bem, era até fácil fazer esta projeção afinal o primeiro Carros era um filme bonito, perfeito tecnicamente e carismático, nada além disso, porém os produtores já abusaram ao querer realizar uma continuação, deu no que deu, “manchou” o histórico do estúdio que realizou perólas como Ratatouille e Wall-E. Na trama, Relâmpago McQueen e seu amigo Mate estão de volta para viver mais aventuras ao redor do mundo. Eles querem ganhar o Grande Prix Mundial e, com isso, o título de carro mais rápido do mundo. Mas surpresas hilárias e até um caso de espionagem internacional se intrometem no percurso da dupla.

NÃO SE PREOCUPE, NADA VAI DAR CERTO: o diretor/ator Hugo Carvana volta para as telas como uma nova comédia com ares de chanchada, junto com ele traz um super ator televisivo que não via há muito tempo em cartaz nos cinemas, Tarcísio Meira, no entanto, o resultado parece não ter sido dos melhores, uma pena! Na trama, o ator de comédia stand up Lalau (Gregório Duvivier) viaja pelo interior do Brasil se apresentando em pequenas cidades. Seu pai, Ramon Velasco (Tarcísio Meira), também é ator e empresário do filho. Certo dia, Lalau recebe uma proposta milionária para usar seus talentos e fingir ser um famoso Guru, em uma palestra motivacional. Em nome da grana, ele aceita a proposta rapidinho, mas algo não dá certo e Lalau precisa mais uma vez da ajuda de seu pai, que, nas situações mais complicadas, solta o velho bordão: “Não se preocupe, nada vai dar certo”.

POTICHE – ESPOSA TROFÉU: recente filme do produtivo diretor francês François Ozon, novamente numa comédia, junto com dois grandes atores, Catherine Deneuve e Gerard Depardieu, o filme passou rapidamente pelos cinemas (como de praxe) e agora tem a chance de alcançar um público maior em dvd. Na trama, anos 1977. Robert (Fabrice Luchini) é um homem desprezível que só pensa nos negócios e não se relaciona bem com ninguém: funcionários, filhos e esposa. Depois de uma greve na fábrica, ele é sequestrado e sua mulher, Suzanne (Catherine Deneuve), assume o comando da empresa, se mostrando uma mulher com capacidade e dons incríveis de administrar a fábrica melhor do que seu marido fazia.

APROXIMAÇÃO: não tenho na mémoria agora se este filme chegou a ser lançado nos cinemas, se foi, deve ter sido em poucas salas, no entanto, fica o registro deste encontro entre o famoso cineasta Amos Gitai e a sempre eficiente Juliette Binoche. Na trama, um jovem israelense viaja à França para acompanhar o funeral do pai e lá encontra Ana, sua meia-irmã. A aproximação dos dois acontece de maneira serena e amistosa, porém, durante a leitura do testamento, Ana ficará chocada com o seu conteúdo revelador, capaz de trazer a tona verdades e segredos que acreditava pertencerem somente a ela. Atendendo a uma das vontades do falecido pai, Ana vai a Israel acertar contas com um passado que ela escondia, no mesmo momento em que acontece a retirada das forças armadas da faixa de Gaza.

MINHAS TARDES COM MARGUERITTE: mais um filme recente de Gerard Depardieu que passou pelos cinemas com bastante elogios para a simplicidade da produção e texto delicado. É a história de um daqueles improváveis encontros que podem mudar a sua vida: Germain, um cinqüentão quase analfabeto, e Marguerite, um velinha apaixonada por livros. Quarentas anos e muitos quilos os separam. Um dia, por acaso, Germain senta ao lado dela em um banco no parque. Ela recita em voz alta versos dando assim a ele a chance de descobrir a magia dos livros, que nunca fizeram parte da vida dele. Mas Marguerite está perdendo a visão e pelo carinho e afeto que foram criados dessa relação, Germain irá aprender para mostrar que pode ler para ela, quando ela não puder mais.

Últimos Filmes Vistos (24/09 a 31/10)

10/11/2011

Nossa, quando notei já fazia mais de um mês que não comentava os filmes que tenho visto, claro que em função do início do Fall Season 2011, a quantidade de filmes caiu bastante, mas assim que a curiosidade inicial terminar já coloco os filmes em dia. Espero eu!

SET UP

Título original: (Set Up)

Lançamento: 2011 (Eua)

Direção: Mike Gunther

Roteiro: Mike Berhman e Mike Gunther

Atores: Ryan Phillippe, 50 Cent, Bruce Willis, James Remar, Randy Couture.

Duração: 85 min

Sinopse: Um grupo de amigos planeja um assalto que se torna mortal quando um trai o outro para ficar com a mercadoria. Sonny procura sua vingança se unindo com o chefe da máfia mais perigosa da cidade para receber de volta o que é seu por direito. Quando ele finalmente fica cara a cara com seu amigo de longa data, ele será forçado a fazer uma escolha que mudará sua vida.

Comentários:que Ryan Phillippe não anda com muita sorte em sua carreira cinematográfica, tá com cara de que irá acabar numa série de televisão (até porque tem o perfil para isto, vide Chris O’Donnell) mas Bruce Willis poderia ter dispensado este papelzinho que 5º categoria num filme idem. Será que está difícil de bancar sua família numerosa? Este drama criminal, centrado no personagem de 50 Cent (que não compromete) não consegue fugir do banal de filmes de vingança/roubo/trapaça, faltou humor, faltou mais ação e mais tensão.

A CASA:

Título original: (La Casa Muda)

Lançamento: 2011 (Uruguai)

Direção: Gustavo Hernández

Roteiro: Oscar Estévez, baseado na história de Gustavo Hernández e Gustavo Rojo

Atores: Florencia Colucci, Abel Tripaldi, Gustavo Alonso, María Salazar.

Duração: 96 min

Sinopse: Laura (Florencia Colucci) foi contratada junto com seu pai para dar uma limpada em uma casa abandonada, cujo proprietário gostaria de vender. Isolada de tudo e sem luz, os dois começam a se preparar para o trabalho, mas são subitamente interrompidos por um estranho ruído que vem do andar de cima. O dono havia avisado para que evitassem as escadas devido ao estado de conservação, porém o pânico toma conta de Laura, que sem saber se o que está acontecendo é fruto de sua imaginação ou realidade, resolve encarar seus medos.

Comentários: gosto de observar cinematografias latinas, principalmente, com filme de gênero, sim os mercados cinematográficos precisam aprender a atender a demanda regular dos espectadores, que é o filme de gênero. Aqui, no entanto, não precisavam mentir dizendo que é um filme sem cortes, afinal como ele inicia no final da tarde e termina no amanhecer, sendo que tem pouco mais de uma hora e meia, daí é propaganda enganosa! Assim como tem acontecido com recentes filmes de falsos documentários, principalmente, no gênero terror, não adiantar somente correr no escuro para criar tensão e sustos, precisa de uma história para contar! É isto que falta em A Casa, um roteiro melhor! Simples!

A OCASIÃO FAZ O LADRÃO:

Título original: (Henry’s Crime)

Lançamento: 2010 (Eua)

Direção: Malcolm Venville

Roteiro: Sacha Gervasi, David N. White e Stephen Hamel

Atores: Keanu Reeves, James Caan, Vera Farmiga, Judy Greer, Bill Duke.

Duração: 108 min

Sinopse: Acusado por assaltar um banco em Nova York, Henry, um pacato cobrador de pedágios, é condenado injustamente. Após cumprir pena, ele tem um objetivo na vida: realizar de verdade o crime que não cometeu. O plano é simples: infiltrar-se na produção de uma peça que será exibida em um teatro, cuja construção tem um túnel que leva ao banco em questão. Tudo parece perfeito depois que seu amigo de cadeia Max decide ajudá-lo, mas a bela atriz Julie, por quem acaba se apaixonando, não estava no planejado.

Comentários: se a carreira de Keanu Reeves pós o sucesso mundial de Matrix lhe rendeu somente dois bons filmes comerciais no currículo (Constantine e A Casa do Lago), imaginem se não tivesse participado da trilogia dos Irmãos Wachowski? É mais do que correto afirmar que o ator peca pelo talento e pior, nem mesmo tem uma empatia tão clara com o espectador. Este drama com toques de thriller até cria um personagem do tamanho do personagem, principalmente, pela passividade do mesmo, mas a direção e o roteiro não conseguem sair do lugar comum de um filme de roubo com momentos cômicos e bons atores coadjuvantes (James Caan e Vera Farmiga).

TRANSFORMERS: O LADO OCULTO DA LUA:

Título original: (Transformers: Dark of the Moon)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Michael Bay

Roteiro: Ehren Kruger

Atores: Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Josh Duhamel, Patrick Dempsey.

Duração: 157 min

Sinopse: Os Autobots, liderados por Optimus Prime (Peter Cullen), participam de missões secretas ao lado dos humanos, onde tentam exterminar os Decepticons existentes no planeta. Um dia Optimus descobre que os humanos lhe esconderam algo ocorrido no lado oculto da Lua. Trata-se da queda de uma espaçonave vinda de Cyberton, comandada por Sentinel Prime (Leonard Nimoy), que desencadeou a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 60. Os Autobots resolvem ir à Lua para resgatar o antigo líder, além das cápsulas que ainda estão no local. Paralelamente, Sam Witwicky (Shia LaBeouf) vive com sua nova namorada, Carly (Rosie Huntington-Whiteley), e está à procura de emprego. Ele sente-se diminuído, já que salvou o planeta duas vezes e ganhou uma medalha do presidente Barack Obama, mas nada disto parece ajudá-lo a se estabelecer no mercado de trabalho. Para piorar, Carly ganha bem e é assediada pelo chefe, o bilionário Dylan Gould (Patrick Dempsey). Pouco depois de enfim conseguir emprego, Sam recebe uma mensagem de Jerry (Ken Jeong), que trabalha no mesmo lugar. Jerry trabalhou na NASA durante a corrida espacial e agora é chantageado pelos Decepticons, que o matam. O fato faz com que Sam procure mais uma vez os Autobots, mas apesar de seus feitos do passado ele encontra resistência da nova comandante, Marissa Faireborn (Frances McDormand).

Comentários: até achei que pela introdução do filme, Transformers poderia se superar, o que não era difícil, e entregar um filme genuinamente decente que não causasse crises de epilepsia aos espectadores mais sensíveis. Me enganei, toda aquela balela de corrida espacial só serve para acrescentar mais um grande monstro robo que irá destruir a Terra, além disso, temos mais de meia dúzia de coadjuvantes, do chaveirinho Josh Duhamel (presente desde o primeiro) até figurões pagando as contas como John Malkovich e Frances McDormand, mas nenhum deles consegue fazer com que o filme funcione de maneira diferente dos anteriores, ainda acho o segundo o mais fraco.

QUERO MATAR MEU CHEFE:

Título original: (Horrible Bosses)

Lançamento: 2011 (Estados Unidos)

Direção: Seth Gordon

Roteiro: Michael Markowitz, John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein, baseados na história do próprio Markowitz.

Atores: Jennifer Aniston, Jason Bateman, Jason Sudeikis, Colin Farrell.

Duração: 98 min

Sinopse: Nick Hendricks (Jason Bateman), Kurt Buckman (Jason Sudeikis) e Dale Arbus (Charlie Day) são amigos que sofrem nas mãos de seus chefes, Dave Harken (Kevin Spacey), Bobby Pellitt (Colin Farrell) e Julia Harris (Jennifer Aniston), respectivamente. Juntos, eles resolvem pôr em ação um plano para eliminá-los.

Comentários: gostei que nesta temporada chegaram comédias para um público mais adulto, ultimamente, tirando as comédias adolescentes a la American Pie, tudo era muito estéril na comédia americana, depois do sucesso de Se Beber, Não Case! os produtores acordaram que existe um público cativo para o gênero. Claro que os filmes, a exceção de Missão Madrinha de Casamento, ainda se apresentam muito irregulares, com alguns bons momentos em meio a situações que não funcionam, sem sombra de dúvida, o melhor personagem é de Charlie Day que precisa freiar a ninfomaníaca Jennifer Aniston, o que por si só já soa engraçado!

A ÁRVORE DA VIDA:

Título original: (The Tree of Life)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Terrence Malick

Roteiro: Terrence Malick

Atores: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Fiona Shaw.

Duração: 138 min

Sinopse: Os O’Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) tiveram três filhos, criados com grande rigidez pelo pai. O mais velho deles, Jack (Sean Penn), sempre teve atritos com o pai, em parte por reconhecer em si mesmo um pouco dele. Além disto, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão.

Comentários: o que dizer de um filme que versa sobre a vida, universo e a paternidade/maternidade, onde diálogos são artigos de luxo e as imagens podem parecer, num primeiro momento, uma apresentação de powerpoint? Se ele for criado por Terrence Malick esperem uma profusão de sentimentos conflitantes, é belo e poético, mas leva a algum lugar? Ainda não sei afirmar, posso dizer com certeza que foi uma das coisas mais bonitas que vi neste ano, e se o conteúdo não é dramático suficiente nem possui rompantes emotivos é o estilo do diretor, mas dificilmente você sairá indiferente!

AMIZADE COLORIDA:

Título original: (Friends with Benefits)

Lançamento: 2011 (Estados Unidos)

Direção: Will Gluck

Roteiro: Keith Merryman, David A. Newman e Will Gluck, baseados em história de Harley Peyton, Keith Merryman e David A. Newman

Atores: Justin Timberlake, Mila Kunis, Patricia Clarkson, Emma Stone.

Duração: 109 min

Sinopse: Jamie (Mila Kunis) é uma jovem recrutadora de Nova York que convence um cliente em potencial (Justin Timberlake) a deixar seu emprego em Los Angeles para trás e aceitar um emprego na Big Apple. Ele aceita a proposta e logo os dois se tornam bons amigos. Um dia, após assistir um filme na casa dela, surge o papo do quanto a carência sexual incomoda ambos. Eles fazem um pacto de que terão apenas sexo, sem qualquer envolvimento emocional. Só que, aos poucos, a intimidade faz com que eles se tornem cada vez mais próximos e interessados um no outro.

Comentários: contrariando minhas expectativas achei esta comédia romântica bem legal, descolada e moderna, claro que se tirarmos a impressão final (não há nada pior nestes filmes que as convenções finais, chega a ser irritante!). Digo impressão final porque todos sabemos o que irá acontecer, logo, os roteiristas parecem não se preocupar em criar uma trama que faça sentido até o final, que não corrompa com as características dos personagens, “tô chovendo no molhado”! Porém o desenrolar do filme é bastante agradável, o casal possui química, charme e beleza; o filme consegue ser mais adulto, afinal eles transam e bastante, com direito a exposição de corpos (sabem como isso é raro em Hollywood!), lembrando o recente drama romântico Amor e Outras Drogas, com Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal. Bom entretenimento!

DRIVE:

Título original: (Drive)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Nicolas Winding Refn

Roteiro: Hossein Amini, baseado em livro de James Sallis

Atores: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Albert Brooks.

Duração: 100 min

Sinopse: Durante o dia um motorista (Ryan Gosling) trabalha como mecânico e dublê em filmes de Hollywood, enquanto que à noite ele presta serviços para a máfia. Ele não vê problemas neste duplo serviço, até que um dia a situação se torna pessoal. Ele precisa não ganhar dinheiro, mas evitar sua própria morte.

Comentários: fácil um dos filmes mais interessantes da temporada, lembrando certamente um tipo de cinema dos anos 70, um Táxi Driver (comparando para o bem e para o mal). O diretor Refn (já tem alguns filmes curiosos lançados em dvd por aqui, como O Guerreiro Silencioso e Bronson, com certeza, é um diretor a se ficar de olho), trabalha num estilo rêtro, onde seu personagem, apenas conhecido como Motorista é um dublê de cinema, mecânico e motorista para ações ilegais (apenas motorista) mas acaba se envolvendo em questões de máfia quando se mete com uma vizinha, esta casada com um criminoso. O elenco é um show à parte, Ryan Gosling se confirma como o melhor ator de sua geração, Carey Mulligan, Bryan Cranston (bem longe de Walter White de Breaking Bad) e Albert Brooks, em seu momento fênix (Refn tendo seu momento Quentin Tarantino).

EM BUSCA DE VINGANÇA:

Título original: (Colombiana)

Lançamento: 2011 (França, Estados Unidos)

Direção: Olivier Megaton

Roteiro: Luc Besson e Robert Mark Kamen

Atores: Zoe Saldana, Jordi Mollà, Michael Vartan, Amandla Stenberg.

Duração: 108 min

Sinopse: Cataleya (Zoe Saldana) testemunhou a morte de seus pais quando era apenas uma menina. Agora, trabalha para o seu tio como uma assassina profissional, mas não consegue esquecer seu objetivo maior que é se vingar daqueles que tiraram da sua vida as pessoas que ela mais amava. Para isso, os mafiosos que cometeram o crime sentirão o gosto de sua vingança.

Comentários: mais um filme de ação protagonizado por uma mulher (aqui Zoe Saldana, de Avatar) do diretor francês Luc Besson, aqui somente como roteirista e produtor, a direção acabou na mão se um de seus pupilos, Olivier Megaton, diretor do terceiro Carga Explosiva. Nem preciso dizer que o filme possui um enredo de envergonhar crianças ao não ser nada mais que um filme de vingança, ainda consegue ter um elenco apático (Michael Vartan, interessa romântico da personagem, meio que não serve para nada, é um figuração). Claro que as cenas de ação e perseguições são interessantes e divertidas, Zoe tem um perfil para a personagem, bastante atlética. Dica para os fãs do gênero!

A HORA DO ESPANTO:

Título original: (Fright Night)

Lançamento: 2011 (Estados Unidos)

Direção: Craig Gillespie

Roteiro: Marti Noxon, baseado na história e filme de Tom Holland

Atores: Colin Farrell, Anton Yelchin, Toni Collette, Christopher Mintz-Plasse.

Duração: 120 min

Sinopse: Charley (Anton Yelchin) está encantado por sua namorada Amy (Imogen Poots), o que faz com que ele não dê muita atenção ao papo do amigo Ed (Christopher Mintz-Plasse) sobre o fato do novo vizinho dele, Jerry Dandridge (Colin Farrell), ser um vampiro. Na verdade, nem mesmo sua mãe Jane (Toni Collette) acredita que ele possa fazer mal a alguém, mas o sumiço de Ed faz com que Charley começe a investigar e a sua descoberta coloca todos a sua volta em perigo. Sua única salvação parece ser Peter Vincent (David Tennant), um famoso mágico da cidade, que parecia entender tudo de vampiros, mas depois afirma ser tudo fantasia. E agora? Conseguirão eles se salvar das garras do terrível vampiro?

Comentários: não sei o que o diretor Craig Gillespie está fazendo aqui, após seu sucesso em A Garota Ideal e na tevê com United States of Tara (que também conta com a participação da excelente Toni Collete), este filme é meio óbvio demais, nada nele surpreende em comparação com o original oitentista. Algumas releituras são interessantes, gosto do protagonista e do melhor amigo (que sai muito rápido de cena), Colin Farrell parece estar se divertindo e até mesmo a ideía de transformar o consultor do protagonista numa espécia de Criss Angel é legal, mas ficou muito mal executada, acho que é um problema de roteiro mesmo (até porque ele também demora a surgir em cena, e não tem o mesmo humor do personagem anterior). Menos mal que o filme tem uma dinâmica ágil e vale como passatempo, somente isto!

NÃO TENHA MEDO DO ESCURO:

Título original: (Don’t Be Afraid of the Dark)

Lançamento: 2011 (Austrália, México, Estados Unidos)

Direção: Troy Nixey

Roteiro: Guillermo del Toro e Matthew Robbins, baseados no roteiro do telefilme de Nigel McKeand

Atores: Katie Holmes, Guy Pearce, Bailee Madison, Jack Thompson.

Duração: 100 min

Sinopse: Sally Hurst (Bailee Madison) é uma criança solitária e curiosa, que foi morar com seu pai Alex (Guy Pearce) e Kim (Katie Holmes) numa mansão do século 19. Um dia, enquanto explorava a enorme propriedade, ela descobre um local escondido e isolado, desde que o construtor da residência desapareceu um século atrás. É quando a menina acaba libertando estranhas criaturas que pretendem levá-la para o mundo das trevas e precisa convencer os adultos de que não se trata de uma fantasia, mas de uma assustadora realidade.

Comentários: não tenho problema algum em Guillermo del Toro ficar trabalhando detrás das câmeras (seja como roteirista ou produtor) no entanto, ao querer imprimir seu estilo, tipo um terror gótico, lembrando O Labirinto do Fauno, no roteiro, Guillermo precisa pesar a mão na parte do terror/tensão mesmo que tenha como protagonista do conto uma menina (boa escolha, é uma graça esta Baille Madison). O filme é apenas correto e falha no principal, o suspense, não há muito clima, as criaturas mesmo feias meio que provocam um riso contido, pois não surgem tão ameaçadoras assim, pelo menos, a direção de arte é caprichada e Guillermo capricha no desfecho que pode surpreender. Mas ainda pouco para a capacidade do diretor!

TARDE DEMAIS:

Título original: (Beautiful Boy)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Shawn Ku

Roteiro: Michael Armbruster e Shawn Ku

Atores: Maria Bello, Michael Sheen, Kyle Gallner, Logan South.

Duração: 100 min

Sinopse: Bill (Michael Sheen) e Kate (Maria Bello) são surpreendidos com a notícia de que a universidade onde o filho Sammy (Kyle Gallner) estuda foi alvo de um massacre. A chegada dos policiais confirma que Sammy está morto, mas traz ainda outra notícia estarrecedora: ele foi o causador do massacre. Entre a tristeza pela perda do filho e o choque diante da verdade, Bill e Kate tentam encontrar um motivo para que Sammy tenha cometido este ato. Ao mesmo tempo eles precisam encontrar forças para seguir adiante, tendo que enfrentar as acusações dos familiares das vítimas e ainda a própria culpa que sentem.

Comentários: drama que deve passar em branco nos cinemas pela temática pesada, apesar que sou fã de filmes assumidamente trágicos, não é o caso diretamente aqui, o filme aborda, pela primeira vez, nestes últimos anos, a situação trágica de uma chacina em ambiente escolar sob a ótica dos pais do criminoso/doente, que obviamente não sabiam de nada que o filho poderia ocasionar. O acerto do filme é mesmo tocar no delicado assunto, da distância familiar, aqui retratada pelos três personagens filho e casal (não somente do filho), possivelmente a grande cauda das tragédias atuais. O roteiro me surpreendeu no enfoque paterno de lhe dar com a perda/vergonha/culpa pelos acontecimento, afinal como não se martirizar? A mãe cumpre seu papel de luto. O filme deixa de lado o ponto de vista do guri, apenas algumas cenas, assim vamos descobrindo com os pais algumas trocidades que os deixam chocados. O destaque como não podia deixar de ser é a dupla de protagonistas, Michael Sheen e Maria Bello!