Últimos Filmes Vistos (24/09 a 31/10)

Nossa, quando notei já fazia mais de um mês que não comentava os filmes que tenho visto, claro que em função do início do Fall Season 2011, a quantidade de filmes caiu bastante, mas assim que a curiosidade inicial terminar já coloco os filmes em dia. Espero eu!

SET UP

Título original: (Set Up)

Lançamento: 2011 (Eua)

Direção: Mike Gunther

Roteiro: Mike Berhman e Mike Gunther

Atores: Ryan Phillippe, 50 Cent, Bruce Willis, James Remar, Randy Couture.

Duração: 85 min

Sinopse: Um grupo de amigos planeja um assalto que se torna mortal quando um trai o outro para ficar com a mercadoria. Sonny procura sua vingança se unindo com o chefe da máfia mais perigosa da cidade para receber de volta o que é seu por direito. Quando ele finalmente fica cara a cara com seu amigo de longa data, ele será forçado a fazer uma escolha que mudará sua vida.

Comentários:que Ryan Phillippe não anda com muita sorte em sua carreira cinematográfica, tá com cara de que irá acabar numa série de televisão (até porque tem o perfil para isto, vide Chris O’Donnell) mas Bruce Willis poderia ter dispensado este papelzinho que 5º categoria num filme idem. Será que está difícil de bancar sua família numerosa? Este drama criminal, centrado no personagem de 50 Cent (que não compromete) não consegue fugir do banal de filmes de vingança/roubo/trapaça, faltou humor, faltou mais ação e mais tensão.

A CASA:

Título original: (La Casa Muda)

Lançamento: 2011 (Uruguai)

Direção: Gustavo Hernández

Roteiro: Oscar Estévez, baseado na história de Gustavo Hernández e Gustavo Rojo

Atores: Florencia Colucci, Abel Tripaldi, Gustavo Alonso, María Salazar.

Duração: 96 min

Sinopse: Laura (Florencia Colucci) foi contratada junto com seu pai para dar uma limpada em uma casa abandonada, cujo proprietário gostaria de vender. Isolada de tudo e sem luz, os dois começam a se preparar para o trabalho, mas são subitamente interrompidos por um estranho ruído que vem do andar de cima. O dono havia avisado para que evitassem as escadas devido ao estado de conservação, porém o pânico toma conta de Laura, que sem saber se o que está acontecendo é fruto de sua imaginação ou realidade, resolve encarar seus medos.

Comentários: gosto de observar cinematografias latinas, principalmente, com filme de gênero, sim os mercados cinematográficos precisam aprender a atender a demanda regular dos espectadores, que é o filme de gênero. Aqui, no entanto, não precisavam mentir dizendo que é um filme sem cortes, afinal como ele inicia no final da tarde e termina no amanhecer, sendo que tem pouco mais de uma hora e meia, daí é propaganda enganosa! Assim como tem acontecido com recentes filmes de falsos documentários, principalmente, no gênero terror, não adiantar somente correr no escuro para criar tensão e sustos, precisa de uma história para contar! É isto que falta em A Casa, um roteiro melhor! Simples!

A OCASIÃO FAZ O LADRÃO:

Título original: (Henry’s Crime)

Lançamento: 2010 (Eua)

Direção: Malcolm Venville

Roteiro: Sacha Gervasi, David N. White e Stephen Hamel

Atores: Keanu Reeves, James Caan, Vera Farmiga, Judy Greer, Bill Duke.

Duração: 108 min

Sinopse: Acusado por assaltar um banco em Nova York, Henry, um pacato cobrador de pedágios, é condenado injustamente. Após cumprir pena, ele tem um objetivo na vida: realizar de verdade o crime que não cometeu. O plano é simples: infiltrar-se na produção de uma peça que será exibida em um teatro, cuja construção tem um túnel que leva ao banco em questão. Tudo parece perfeito depois que seu amigo de cadeia Max decide ajudá-lo, mas a bela atriz Julie, por quem acaba se apaixonando, não estava no planejado.

Comentários: se a carreira de Keanu Reeves pós o sucesso mundial de Matrix lhe rendeu somente dois bons filmes comerciais no currículo (Constantine e A Casa do Lago), imaginem se não tivesse participado da trilogia dos Irmãos Wachowski? É mais do que correto afirmar que o ator peca pelo talento e pior, nem mesmo tem uma empatia tão clara com o espectador. Este drama com toques de thriller até cria um personagem do tamanho do personagem, principalmente, pela passividade do mesmo, mas a direção e o roteiro não conseguem sair do lugar comum de um filme de roubo com momentos cômicos e bons atores coadjuvantes (James Caan e Vera Farmiga).

TRANSFORMERS: O LADO OCULTO DA LUA:

Título original: (Transformers: Dark of the Moon)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Michael Bay

Roteiro: Ehren Kruger

Atores: Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Josh Duhamel, Patrick Dempsey.

Duração: 157 min

Sinopse: Os Autobots, liderados por Optimus Prime (Peter Cullen), participam de missões secretas ao lado dos humanos, onde tentam exterminar os Decepticons existentes no planeta. Um dia Optimus descobre que os humanos lhe esconderam algo ocorrido no lado oculto da Lua. Trata-se da queda de uma espaçonave vinda de Cyberton, comandada por Sentinel Prime (Leonard Nimoy), que desencadeou a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 60. Os Autobots resolvem ir à Lua para resgatar o antigo líder, além das cápsulas que ainda estão no local. Paralelamente, Sam Witwicky (Shia LaBeouf) vive com sua nova namorada, Carly (Rosie Huntington-Whiteley), e está à procura de emprego. Ele sente-se diminuído, já que salvou o planeta duas vezes e ganhou uma medalha do presidente Barack Obama, mas nada disto parece ajudá-lo a se estabelecer no mercado de trabalho. Para piorar, Carly ganha bem e é assediada pelo chefe, o bilionário Dylan Gould (Patrick Dempsey). Pouco depois de enfim conseguir emprego, Sam recebe uma mensagem de Jerry (Ken Jeong), que trabalha no mesmo lugar. Jerry trabalhou na NASA durante a corrida espacial e agora é chantageado pelos Decepticons, que o matam. O fato faz com que Sam procure mais uma vez os Autobots, mas apesar de seus feitos do passado ele encontra resistência da nova comandante, Marissa Faireborn (Frances McDormand).

Comentários: até achei que pela introdução do filme, Transformers poderia se superar, o que não era difícil, e entregar um filme genuinamente decente que não causasse crises de epilepsia aos espectadores mais sensíveis. Me enganei, toda aquela balela de corrida espacial só serve para acrescentar mais um grande monstro robo que irá destruir a Terra, além disso, temos mais de meia dúzia de coadjuvantes, do chaveirinho Josh Duhamel (presente desde o primeiro) até figurões pagando as contas como John Malkovich e Frances McDormand, mas nenhum deles consegue fazer com que o filme funcione de maneira diferente dos anteriores, ainda acho o segundo o mais fraco.

QUERO MATAR MEU CHEFE:

Título original: (Horrible Bosses)

Lançamento: 2011 (Estados Unidos)

Direção: Seth Gordon

Roteiro: Michael Markowitz, John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein, baseados na história do próprio Markowitz.

Atores: Jennifer Aniston, Jason Bateman, Jason Sudeikis, Colin Farrell.

Duração: 98 min

Sinopse: Nick Hendricks (Jason Bateman), Kurt Buckman (Jason Sudeikis) e Dale Arbus (Charlie Day) são amigos que sofrem nas mãos de seus chefes, Dave Harken (Kevin Spacey), Bobby Pellitt (Colin Farrell) e Julia Harris (Jennifer Aniston), respectivamente. Juntos, eles resolvem pôr em ação um plano para eliminá-los.

Comentários: gostei que nesta temporada chegaram comédias para um público mais adulto, ultimamente, tirando as comédias adolescentes a la American Pie, tudo era muito estéril na comédia americana, depois do sucesso de Se Beber, Não Case! os produtores acordaram que existe um público cativo para o gênero. Claro que os filmes, a exceção de Missão Madrinha de Casamento, ainda se apresentam muito irregulares, com alguns bons momentos em meio a situações que não funcionam, sem sombra de dúvida, o melhor personagem é de Charlie Day que precisa freiar a ninfomaníaca Jennifer Aniston, o que por si só já soa engraçado!

A ÁRVORE DA VIDA:

Título original: (The Tree of Life)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Terrence Malick

Roteiro: Terrence Malick

Atores: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Fiona Shaw.

Duração: 138 min

Sinopse: Os O’Brien (Brad Pitt e Jessica Chastain) tiveram três filhos, criados com grande rigidez pelo pai. O mais velho deles, Jack (Sean Penn), sempre teve atritos com o pai, em parte por reconhecer em si mesmo um pouco dele. Além disto, já adulto, Jack enfrenta um forte sentimento de culpa devido à morte de seu irmão.

Comentários: o que dizer de um filme que versa sobre a vida, universo e a paternidade/maternidade, onde diálogos são artigos de luxo e as imagens podem parecer, num primeiro momento, uma apresentação de powerpoint? Se ele for criado por Terrence Malick esperem uma profusão de sentimentos conflitantes, é belo e poético, mas leva a algum lugar? Ainda não sei afirmar, posso dizer com certeza que foi uma das coisas mais bonitas que vi neste ano, e se o conteúdo não é dramático suficiente nem possui rompantes emotivos é o estilo do diretor, mas dificilmente você sairá indiferente!

AMIZADE COLORIDA:

Título original: (Friends with Benefits)

Lançamento: 2011 (Estados Unidos)

Direção: Will Gluck

Roteiro: Keith Merryman, David A. Newman e Will Gluck, baseados em história de Harley Peyton, Keith Merryman e David A. Newman

Atores: Justin Timberlake, Mila Kunis, Patricia Clarkson, Emma Stone.

Duração: 109 min

Sinopse: Jamie (Mila Kunis) é uma jovem recrutadora de Nova York que convence um cliente em potencial (Justin Timberlake) a deixar seu emprego em Los Angeles para trás e aceitar um emprego na Big Apple. Ele aceita a proposta e logo os dois se tornam bons amigos. Um dia, após assistir um filme na casa dela, surge o papo do quanto a carência sexual incomoda ambos. Eles fazem um pacto de que terão apenas sexo, sem qualquer envolvimento emocional. Só que, aos poucos, a intimidade faz com que eles se tornem cada vez mais próximos e interessados um no outro.

Comentários: contrariando minhas expectativas achei esta comédia romântica bem legal, descolada e moderna, claro que se tirarmos a impressão final (não há nada pior nestes filmes que as convenções finais, chega a ser irritante!). Digo impressão final porque todos sabemos o que irá acontecer, logo, os roteiristas parecem não se preocupar em criar uma trama que faça sentido até o final, que não corrompa com as características dos personagens, “tô chovendo no molhado”! Porém o desenrolar do filme é bastante agradável, o casal possui química, charme e beleza; o filme consegue ser mais adulto, afinal eles transam e bastante, com direito a exposição de corpos (sabem como isso é raro em Hollywood!), lembrando o recente drama romântico Amor e Outras Drogas, com Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal. Bom entretenimento!

DRIVE:

Título original: (Drive)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Nicolas Winding Refn

Roteiro: Hossein Amini, baseado em livro de James Sallis

Atores: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Albert Brooks.

Duração: 100 min

Sinopse: Durante o dia um motorista (Ryan Gosling) trabalha como mecânico e dublê em filmes de Hollywood, enquanto que à noite ele presta serviços para a máfia. Ele não vê problemas neste duplo serviço, até que um dia a situação se torna pessoal. Ele precisa não ganhar dinheiro, mas evitar sua própria morte.

Comentários: fácil um dos filmes mais interessantes da temporada, lembrando certamente um tipo de cinema dos anos 70, um Táxi Driver (comparando para o bem e para o mal). O diretor Refn (já tem alguns filmes curiosos lançados em dvd por aqui, como O Guerreiro Silencioso e Bronson, com certeza, é um diretor a se ficar de olho), trabalha num estilo rêtro, onde seu personagem, apenas conhecido como Motorista é um dublê de cinema, mecânico e motorista para ações ilegais (apenas motorista) mas acaba se envolvendo em questões de máfia quando se mete com uma vizinha, esta casada com um criminoso. O elenco é um show à parte, Ryan Gosling se confirma como o melhor ator de sua geração, Carey Mulligan, Bryan Cranston (bem longe de Walter White de Breaking Bad) e Albert Brooks, em seu momento fênix (Refn tendo seu momento Quentin Tarantino).

EM BUSCA DE VINGANÇA:

Título original: (Colombiana)

Lançamento: 2011 (França, Estados Unidos)

Direção: Olivier Megaton

Roteiro: Luc Besson e Robert Mark Kamen

Atores: Zoe Saldana, Jordi Mollà, Michael Vartan, Amandla Stenberg.

Duração: 108 min

Sinopse: Cataleya (Zoe Saldana) testemunhou a morte de seus pais quando era apenas uma menina. Agora, trabalha para o seu tio como uma assassina profissional, mas não consegue esquecer seu objetivo maior que é se vingar daqueles que tiraram da sua vida as pessoas que ela mais amava. Para isso, os mafiosos que cometeram o crime sentirão o gosto de sua vingança.

Comentários: mais um filme de ação protagonizado por uma mulher (aqui Zoe Saldana, de Avatar) do diretor francês Luc Besson, aqui somente como roteirista e produtor, a direção acabou na mão se um de seus pupilos, Olivier Megaton, diretor do terceiro Carga Explosiva. Nem preciso dizer que o filme possui um enredo de envergonhar crianças ao não ser nada mais que um filme de vingança, ainda consegue ter um elenco apático (Michael Vartan, interessa romântico da personagem, meio que não serve para nada, é um figuração). Claro que as cenas de ação e perseguições são interessantes e divertidas, Zoe tem um perfil para a personagem, bastante atlética. Dica para os fãs do gênero!

A HORA DO ESPANTO:

Título original: (Fright Night)

Lançamento: 2011 (Estados Unidos)

Direção: Craig Gillespie

Roteiro: Marti Noxon, baseado na história e filme de Tom Holland

Atores: Colin Farrell, Anton Yelchin, Toni Collette, Christopher Mintz-Plasse.

Duração: 120 min

Sinopse: Charley (Anton Yelchin) está encantado por sua namorada Amy (Imogen Poots), o que faz com que ele não dê muita atenção ao papo do amigo Ed (Christopher Mintz-Plasse) sobre o fato do novo vizinho dele, Jerry Dandridge (Colin Farrell), ser um vampiro. Na verdade, nem mesmo sua mãe Jane (Toni Collette) acredita que ele possa fazer mal a alguém, mas o sumiço de Ed faz com que Charley começe a investigar e a sua descoberta coloca todos a sua volta em perigo. Sua única salvação parece ser Peter Vincent (David Tennant), um famoso mágico da cidade, que parecia entender tudo de vampiros, mas depois afirma ser tudo fantasia. E agora? Conseguirão eles se salvar das garras do terrível vampiro?

Comentários: não sei o que o diretor Craig Gillespie está fazendo aqui, após seu sucesso em A Garota Ideal e na tevê com United States of Tara (que também conta com a participação da excelente Toni Collete), este filme é meio óbvio demais, nada nele surpreende em comparação com o original oitentista. Algumas releituras são interessantes, gosto do protagonista e do melhor amigo (que sai muito rápido de cena), Colin Farrell parece estar se divertindo e até mesmo a ideía de transformar o consultor do protagonista numa espécia de Criss Angel é legal, mas ficou muito mal executada, acho que é um problema de roteiro mesmo (até porque ele também demora a surgir em cena, e não tem o mesmo humor do personagem anterior). Menos mal que o filme tem uma dinâmica ágil e vale como passatempo, somente isto!

NÃO TENHA MEDO DO ESCURO:

Título original: (Don’t Be Afraid of the Dark)

Lançamento: 2011 (Austrália, México, Estados Unidos)

Direção: Troy Nixey

Roteiro: Guillermo del Toro e Matthew Robbins, baseados no roteiro do telefilme de Nigel McKeand

Atores: Katie Holmes, Guy Pearce, Bailee Madison, Jack Thompson.

Duração: 100 min

Sinopse: Sally Hurst (Bailee Madison) é uma criança solitária e curiosa, que foi morar com seu pai Alex (Guy Pearce) e Kim (Katie Holmes) numa mansão do século 19. Um dia, enquanto explorava a enorme propriedade, ela descobre um local escondido e isolado, desde que o construtor da residência desapareceu um século atrás. É quando a menina acaba libertando estranhas criaturas que pretendem levá-la para o mundo das trevas e precisa convencer os adultos de que não se trata de uma fantasia, mas de uma assustadora realidade.

Comentários: não tenho problema algum em Guillermo del Toro ficar trabalhando detrás das câmeras (seja como roteirista ou produtor) no entanto, ao querer imprimir seu estilo, tipo um terror gótico, lembrando O Labirinto do Fauno, no roteiro, Guillermo precisa pesar a mão na parte do terror/tensão mesmo que tenha como protagonista do conto uma menina (boa escolha, é uma graça esta Baille Madison). O filme é apenas correto e falha no principal, o suspense, não há muito clima, as criaturas mesmo feias meio que provocam um riso contido, pois não surgem tão ameaçadoras assim, pelo menos, a direção de arte é caprichada e Guillermo capricha no desfecho que pode surpreender. Mas ainda pouco para a capacidade do diretor!

TARDE DEMAIS:

Título original: (Beautiful Boy)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Shawn Ku

Roteiro: Michael Armbruster e Shawn Ku

Atores: Maria Bello, Michael Sheen, Kyle Gallner, Logan South.

Duração: 100 min

Sinopse: Bill (Michael Sheen) e Kate (Maria Bello) são surpreendidos com a notícia de que a universidade onde o filho Sammy (Kyle Gallner) estuda foi alvo de um massacre. A chegada dos policiais confirma que Sammy está morto, mas traz ainda outra notícia estarrecedora: ele foi o causador do massacre. Entre a tristeza pela perda do filho e o choque diante da verdade, Bill e Kate tentam encontrar um motivo para que Sammy tenha cometido este ato. Ao mesmo tempo eles precisam encontrar forças para seguir adiante, tendo que enfrentar as acusações dos familiares das vítimas e ainda a própria culpa que sentem.

Comentários: drama que deve passar em branco nos cinemas pela temática pesada, apesar que sou fã de filmes assumidamente trágicos, não é o caso diretamente aqui, o filme aborda, pela primeira vez, nestes últimos anos, a situação trágica de uma chacina em ambiente escolar sob a ótica dos pais do criminoso/doente, que obviamente não sabiam de nada que o filho poderia ocasionar. O acerto do filme é mesmo tocar no delicado assunto, da distância familiar, aqui retratada pelos três personagens filho e casal (não somente do filho), possivelmente a grande cauda das tragédias atuais. O roteiro me surpreendeu no enfoque paterno de lhe dar com a perda/vergonha/culpa pelos acontecimento, afinal como não se martirizar? A mãe cumpre seu papel de luto. O filme deixa de lado o ponto de vista do guri, apenas algumas cenas, assim vamos descobrindo com os pais algumas trocidades que os deixam chocados. O destaque como não podia deixar de ser é a dupla de protagonistas, Michael Sheen e Maria Bello!

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