Archive for dezembro \31\UTC 2011

Últimos Filmes Vistos (22/11 à 05/12)

31/12/2011

Post mega atrasado, normal, correria de final de ano e finais de temporada de algumas séries, não esquecendo que no Cinema o mês de dezembro nunca rende muito. Novos vícios (observar na barra lateral direita): Sons of Anarchy e, finalmente e/ou infelizmente, finalizar a 6ª e última temporada de The Sopranos (melhor série ever!). Mas vamos aos filmes:

NO LIMITE DA MENTIRA

Título original: (The Debt)

Lançamento: 2010 (Estados Unidos)

Direção: John Madden

Roteiro: Matthew Vaughn, Jane Goldman e Peter Straughan.

Atores: Helen Mirren, Tom Wilkinson, Sam Worthington, Ciarán Hinds.

Duração: 114 min

Gênero: Suspense

Sinopse: Três jovens agentes do Mossad David, Rachel e Stephan (Sam Worthington, Jessica Chainstain e Marton Csokas) foram escalados numa missão secreta para capturar um criminoso nazista. Trinta anos depois, eles precisam lidar com uma mentira que carregam desde aquela época.

Comentários: mesmo que não tenha sido anunciado oficialmente, acredito que No Limite da Mentira (ainda inédito por aqui) seja lançado diretamente em dvd, principalmente pela temática, agentes da Mossad estão muito longe de serem tão reconhecidos quanto os do FBI/CIA, além disto, o thriller de espionagem aposta bastante na carga dramática dos seus personagens, aqui já aproveito para elogiar o bom elenco, destaque para Jessica Chastain (em seu 3º ou 4º longa do ano) e, mais uma vez, constatar a falta de carisma/talento dramático de Sam Worthington. Um detalhe que após ver o filme me incomoda é que em sua divulgação (inclusive, numa simples sinopse) é revelado o grande segredo da trama, mola propulsora de todos os atos dos personagens e que no filme é segredo até determinado momento, falta um cuidado maior da distribuidora (no caso, Universal). Me parece um bom retorno do diretor John Madden (de Shakespeare Apaixonado) que andava envolvido em projetos de pouca repercussão e/ou fracos (A Prova, Capitão Corelli e Tiro Certo), ele consegue imprimir uma dinâmica as duas linha narrativas, mantendo a curiosidade sobre o segredo que os personagens carregam e, após a revelação, criar tensão em cima de uma consequência final para a trama. Vale uma conferida!

LIKE CRAZY

Título original: (Like Crazy)

Lançamento: 2011 (Estados Unidos)

Direção: Drake Doremus

Roteiro: Drake Doremus e Ben York Jones

Atores: Anton Yelchin, Felicity Jones, Jennifer Lawrence, Charlie Bewley, Alex Kingston, Chris Messina.

Duração: 90 min

Gênero: Drama/Romance

Sinopse: Uma estudante universitária britânica se apaixona por um estudante americano, apenas para ser separada dele quando ela está proibida de permanecer nos EUA depois seu visto estudantil expirar.

Comentários: fácil, facíl o melhor romance do ano, ainda inédito por aqui, não acredito que tenha uma distribuidora forte por trás do filme pois mesmo tendo algumas premiações em festivais como Sundance para a revelação feminina, Felicity Jones (merecidíssimas), não vejo anúncio algum para o lançamento cinematográfico dele. Bom, filme independente americano com uma proposta batida: um con­fli­tu­oso romance jovem com a temá­tica da dis­tân­cia geo­grá­fica imposta pelo destino/acaso/”whatever”, mas que tem no par protagonista Jones e Anton Yelchin (de Star Trek e A Hora do Espanto), um dos destaques da película (tem química). O desconhecido diretor Drake Doremus consegue imprimir ao filme e aos personagens aspectos reais de um relacionamento sem banalizá-los ou mesmo “novelizar” as situações, mérito dele! O filme é um achado de carisma, bastante humano, a trama e os personagens são cativantes (inclusive, os personagens que surgem como interesses românticos dos protagonistas, como a bela Jennifer Lawrence, de X-Men e Inverno da Alma) e toques estilosos típico do cinema independente americano.

A COISA

Título original: (The Thing)

Lançamento: 2012 (Estados Unidos, Canadá)

Direção: Matthijs van Heijningen Jr.

Roteiro: Eric Heisserer e Ronald D. Moore, baseados na história de John W. Campbell Jr.

Atores: Mary Elizabeth Winstead, Joel Edgerton, Eric Christian Olsen, Ulrich Thomsen.

Duração: 103 min

Gênero: Suspense

Sinopse: A paleontóloga Kate Lloyd (Mary Elizabeth Winstead) viaja para uma região remota e gelada para ajudar na investigação de uma possível nova forma de vida após cientistas noruegueses encontrarem uma nave espacial e um ser misterioso dentro de uma pedra de gelo. Mas o que parecia estar morto há muito tempo está, na verdade, prestes a acordar e agora todos os envolvidos na descoberta correm risco de morrer, dando início a uma verdadeira corrida pela vida, já que o alienígena ganha a forma de suas vítimas com extrema facilidade.

Comentários: mais um daqueles casos onde o trailer é melhor que o filme, havia me interessado pelo “prequel” de O Enigma de Outro Mundo (filmaço sci-fi oitentista, referenciado até hoje em diversos filmes e séries), intitulado A Coisa, menos mal que deixaram de lado uma refilmagem, até mesmo pelos nomes desconhecidos, achei que poderia fugir um pouco do padrão operário de Hollywood, ledo engano, acho que os nomes desconhecidos são mais bodes espiatórios dos produtores do estúdio, uma pena! O grande problema do filme é a falta de tensão e suspense, nada é dirigido de maneira adequada, poucos sustos, diálogos irrelevantes, personagens mal construídos e tudo reduzido a apostas de qual será a próxima vítima do “alienígena mimetizador de seres”. Posso estar exagerando, até mesmo porque não acho o filme tão ruim assim, é somente mais uma constatação que a falta de um bom roteiro e um bom diretor faz muita diferença para o gênero terror!

OS SMURFS

Título original: (The Smurfs)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Raja Gosnell

Roteiro: J. David Stem e David N. Weiss, baseados nos personagens de Peyo

Atores: Hank Azaria, Neil Patrick Harris, Jayma Mays, Sofia Vergara.

Duração: 86 min

Gênero: Comédia

Sinopse: Gargamel (Hank Azaria) e seu gato Cruel enfim encontram onde fica a pacata vila encantada dos Smurfs, graças a um descuido de Desastrado (Anton Yelchin). Eles invadem o local, o que provoca uma debandada dos Smurfs. Desastrado segue o caminho errado e, devido a ser noite de lua azul, se vê diante de um portal mágico. Ele, Papai Smurf (Jonathan Winters), Smurfette (Katy Perry), Gênio (Fred Armisen), Ranzinza (George Lopez) e Corajoso (Alan Cumming) entram no portal, para escapar das garras de Gargamel. O sexteto se vê em plena Nova York, um mundo desconhecido e bem diferente do que estão acostumados. Como Gargamel os segue eles acabam se separando, com Desastrado indo parar em uma caixa, levada por Patrick (Neil Patrick Harris) para sua casa. É o suficiente para que os demais Smurfs o sigam, no intuito de resgatar o amigo.

Comentários: total momento filme com criançada, gosto da ideía de adaptar a animação tão presente no consciente coletivo (apelando para a nostalgia dos pais), no entanto, será que seria necessário esta viagem de trazer meia dúzia de smurfs para a New York atual, não dava para criar um roteiro no universo original dos desenhos? Me parece preguiça de roteiristas e ambição de produtores, principalmente se pensarmos que o maior risco do filme era o personagem vilão Gargamel e este é, na verdade, o grande acerto da película, funciona como vilão e alívio cômico numa bela composição de Hank Azaria, sem mencionar seu parceiro gato. Os demais personagens humanos são meras escadas para os smurfs e não criam empatia com o espectador.

O CAÇADOR DE TROLLS

Título original: (Trolljegeren)

Lançamento: 2010 (Nor)

Direção: André Øvredal

Roteiro: André Øvredal e Håvard S. Johansen

Atores: Otto Jespersen, Robert Stoltenberg, Knut Nærum

Duração: 103 min

Gênero: terror

Sinopse: Um grupo de estudantes investigam uma série de assassinatos misteriosos de ursos, mas descobrem que há muito mais coisas perigosas acontecendo. Eles começam a seguir um caçador misterioso, até descobrir que na verdade ele é um caçador de trolls.

Comentários: uma boa surpresa este falso documentário realizado por comediantes noruegueses pegando carona na atual moda mundial. O destaque da película é seu protagonista, um solitário caçador corajoso e ciente de seu papel, que num momento “pouco se lixando” deixa uma equipe de televisão amadora lhe acompanhar na caçada aos assassinos de ursos por regiões montanhosas e florestas norueguesas sem saber que na verdade estão é caçando trolls (curioso detalhe da trama, buscar em sua cultura uma figura conhecida mundialmente para ser protagonista da trama), além disso, o roteiro ainda brinca com figuras públicas que escondem da sociedade a verdade sobre os trolls. Um bom passatempo, apesar das inúmeras falhas tão comuns no subgênero e nos demais personagens, sem identidade alguma.

ALBERT NOBBS

Título original: (Albert Nobbs)

Lançamento: 2011 (Irlanda, Reino Unido)

Direção: Rodrigo García

Roteiro: John Banville e Glenn Close, baseado em história de George Moore

Atores: Glenn Close, Jonathan Rhys Meyers, Mia Wasikowska, Aaron Johnson, Janet McTeer.

Duração: 113 min

Gênero: Drama

Sinopse: Irlanda, século XIX. Albert Nobbs (Glenn Close) trabalha como mordomo e esconde um segredo: é, na verdade, uma mulher. Durante 30 anos ela vestiu roupas masculinas e se fez passar por um homem, para poder se manter e concretizar o sonho de ser a dona de uma tabacaria.

Comentários: pelo jeito o dinheiro ganho em Damages começou a render frutos para Glenn Close, que diferente de sua contemporânea Meryl Streep, passou esta última década em filmes pouco representativos de seu talento, somente com sua entrada na série Damages, Close voltou às premiações, no caso televisivas, e agora terá oportunidade de ser novamente indicada como atriz pela composição de Albert Noobs, num filme produzido/roteirizado por ela. Terceiro trabalho da atriz com o diretor Rodrigo Garcia (anteriores foram Coisas que Você Pode Dizer Só de Olhar para Ela e Questão de Vida), numa recriação de época bastante eficiente, além do óbvio talento do diretor para direção de elenco, meu destaque particular, Janet McTeer, atriz inglesa que chegou a ser indicada no final dos anos 90 ao Oscar pelo filme Livre Para Amar, está fantástica na composição de seu personagem masculino, o qual só desconfiei porque não encontrava a atriz no filme, antes da revelação no decorrer do filme. No entanto, o filme tem um problema grave, provavelmente o impedindo de chegar forte nas premiações, a frieza narrativa, não há “uma torcida” pelo personagem de Glenn, nem mesmo uma identificação pela sua situação, estamos ali somente como observadores passivos.

TODA FORMA DE AMOR

Título original: (Beginners)

Lançamento: 2011 (Eua)

Direção: Mike Mills

Roteiro: Mike Mills

Atores: Ewan McGregor, Melanie Laurent, Christopher Plummer, Goran Visnjic, Nicholas D’Agosto, Emma Bell, David Koechner, Tony Todd.

Duração: 105 min

Gênero: drama/comédia

Sinopse: Um jovem é abalada por dois anúncios de seu pai idoso: que ele tem câncer terminal e que ele é gay, inclusive já assumindo um jovem namorado.

Comentários: depois do “doido” Impulsividade, Mike Mills retorna com um ótimo filme ao circuito (lançado diretamente em dvd pela Universal), conseguindo criar uma comédia dramática/romântica, sem deixar a questão gay ser tratada como bandeira, mas sim retratar o relacionamento familiar entre Ewan McGregor (finalmente, num filme mais “normal”, muito bem cena) e Christopher Plummer (roubando todas as cenas, merecedor de todas indicações que vem recebendo), de maneira delicada e humana. Ainda acrescentando ao conflito familiar, no caso, o personagem de Plummer se revela gay somente quando fica viúvo, além disto, revela ter um câncer terminal, fazendo com que o filho que tem problemas de relacionamentos amorosos, após a morte do pai, comece a encarar a vida de maneira diferente, quando surge em cena a lindissíma Melanie Laurente (Bastardos Inglórios), com uma química incrível com Ewan. Mesmo a narrativa fragmentada usada em exaustão não atrapalha este belo e tocante filme, merece ser descoberto!

PREMONIÇÃO 5

Título original: (Final Destination 5)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Steven Quale

Roteiro: Eric Heisserer, baseado nos personagens criados por Jeffrey Reddick

Atores: Nicholas D’Agosto, Emma Bell, David Koechner, Tony Todd.

Duração: 95 min

Gênero: Terror

Sinopse: Sam (Nicholas D’Agosto) tem um estranho pressentimento que as pessoas com quem trabalha e viaja com ele irão morrer num grave acidente. O pesadelo acaba acontecendo, mas graças a ele algumas conseguem se salvar do episódio, inclusive a sua namorada (Emma Bell). O que eles não contavam era que o destino de todos já estava traçado e a morte irá “caçar” um por um até que estejam definitivamente liquidados.

Comentários: o que a gente espera ao olhar o quinto exemplar de Premonição? Um evento inicial arrebatador (meu predileto continua sendo na rodovia) e as mortes inventivas na decorrência do filme, né? Mas os roteiristas podiam se aplicar um pouco mais e criar um contexto dramático, além de melhores personagens, para quem sabe deixar o filme um pouco mais tenso e interessante. Nem mesmo a ordem das mortes é supresa mais, e até mesmo Tony Todd, como voz dos mistérios do filme ganha meia dúzia de diálogos que nada fazem sentido. A sequência final somente deixa uma sensação nostálgica de que a série já se esgotou a muito tempo. Nem vou comentar sobre os atores porque é óbvio que são todos fracos, sem destaque algum , e a direção também nada faz para superar o irregular roteiro!


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Balanço da Temporada – American Horror Story 1ª temporada

29/12/2011

Li muitas críticas sobre o roteiro de American Horror Story, principalmente, no que se refere aos clichês do subgênero “casa mal-assombrada”, mas em defesa da série me questiono o que ainda é possível subverter numa trama tão batida quanto esta? Na verdade, até acredito que os “doentes” Ryan Murphy e Brad Falchuk (de Glee à Nip/Tuck) conseguiram através de suas bizarrices deixar a série muito mais interessante do que uma simples série de suspense.

Claro que o grande ponto que conta contra a série é irregularidade nos roteiros, a cada semana fomos sendo apresentados à antigos persoangens da Mansão como entidades que assombravam os moradores atuais e, neste ponto, já notamos que os fantasmas eram muito melhores e possuíam melhores conflitos do que a pobre família ainda viva. Pobre Connie Britton, depois da excelente personagem Tami Taylor (Friday Night Lights), caiu numa armadilha de Murphy/Falchuk, de inicial protagonista foi perdendo espaço para os divertidos e sádicos fantasmas e teve um ou dois episódios no qual mal teve uma cena. Já Dylan McDermott é muito canastrão, desde os tempos de The Practice (no qual sua persona combinava com o papel), e nada conseguiu com Ben Harmon, outro ator, no caso, bom ator, Dennis O’Hare também como personagem vivo teve um arco bastante falho, uma pena!

Para mim, os destaques ficaram por conta da performance “Clô Hayalla” de Jessica Lange, Constance, exagerada e over que combinava com o texto ora tenso ora sarcástico da sua personagem, e Evan Peters, Tate,  que mesmo com um personagem mal construído conseguiu se destacar com seus momentos vilanescos e ingênuos. A série também teve a seu favor um forte elenco de participações especiais como Zachary Quinto, Frances Conroy, a sumida Mena Suvari (fazendo uma homenagem à trama de Dália Negra) e Sarah Poulson.

Ainda que tenha um grande problema de conflitos mal resolvidos e um gosto discutível pelo bizarro, a série tem meu respeito pela coragem de abraçar o terror para adultos (gênero subestimado) e cheio de personagens amorais, claro que isto não a deixa “melhor” no quesito qualidade, mas vence no quesito curiosidade, numa temporada cheio de mesmices!

Balanço da Temporada – Homeland 1ª temporada

24/12/2011

Logo nas primeiras semanas de outubro, Homeland, chamou a atenção por já ser apontado como o melhor drama estreante da temporada, não que houvesse concorrência, mas em favor da série é preciso escrever que desde o piloto soube desenvolver e evoluir seu plot original (paranóia terrorista), que num primeiro momento, poderia ser somente mais um “wannabe” 24 Horas (ainda mais que os produtores são os mesmos).

No entanto, quando observa-se que após as inevitáveis apresentações de personagens e a criação de uma pergunta ambígua (seria Nicholas Brody um traidor ou um soldado traumatizado?), os roteiritas souberam focar os roteiros nos personagens, primeiramente, Brody com seus novos hábitos e questionamentos familiares e, numa segunda fase da temporada, tendo como ápice o episódio The Vest (ep. 11), na agente Carrie Mathison, numa atuação espetacular de Claire Danes, que apaga por completo sua esquecível filmografia dos últimos 10 anos! Agora sim a atriz parece ter encontrado um projeto a altura de seu talento, o qual eu não havia reparado ainda!

Além dos ótimo trabalho de Damian (que eu já acompanho desde a série policial Life, interessante e rapidamente cancelada, na temporada de greve dos roteiristas) e Claire, é preciso mencionar o trabalho discreto e eficiente de Mandy Patinkin (de séries como Chicago Hope e Criminal Minds, que tem fama de ser um difícil ator e logo abandonar séries longevas), um ator experiente, que mesmo coadjuvante, teve vários bons momentos com storylines de sua vida íntima, além de ser o único agente a realmente confiar na intuição de Carrie.

Para melhorar, ao contrário da sua série co-irmã de Showtime, Dexter, Homeland com o passar dos episódios foi tendo um clima crescente de tensão, com a entrada de mais um soldado americano dado como morto, mas desde o início apresentado como “traidor da pátria”, que insere diversas sequências de ação e um incrível atentado, assim os roteiristas cumpriam a cota de ação da série! Porém, sempre tendo consequências nos personagens, como a crise bipolar de Carrie em função do evento terrorista.

Na season finale, praticamente um episódio duplo, mesmo deixando um inevitável gancho para a próxima temporada, diga-se de passagem, com clima de desesperança, principalmente, para nossa heroína, descobrimos as motivações de Brody, seu ponto fraco e suas intenções na vida política que acabara de ingressar; resta esperar até o segundo semestre de 2012 para vermos as consequências dos eventos da season finale nos nossos novos personagens favoritos!

Destaques da Semana em DVD (19 à 23/12)

23/12/2011

Um Sonho de Amor: filme italiano com participação da ótima atriz Tilda Swinton, que ganhou bastante elogios no circuito alternativo e, inclusive, uma indicação ao Oscar deste ano por Figurinos. Na trama, a família Recchi, uma tradicional e rica família de Milão, é surpreendida pelas mudanças rápidas que tomam conta da vida de cada um deles. O patriarca da família decidiu dividir sua empresa entre o filho Tancredi (Pippo Delbono) e o neto Edoardo Jr.(Flavio Parenti), mas este quer montar um restaurante em parceria com Antonio (Edoardo Gabbriellini), um amigo e chef de cozinha. A amizade dos futuros sócios fica ameaçada quando Emma (Tilda Swinton), mãe de Edoardo, começa a se envolver com o melhor amigo do filho.

O Caçador de Troll: divertido e aventuresco filme norueguês que pega carona na onda dos filmes falsos documentários (Atividade Paranormal, Rec, Cloverfield, etc), no entanto, ao abordar as lendas dos trolls, cultura típica do leste europeu, o filme ganha pontos pelo bom protagonista e pelo tom de humor adicionado.  Na trama, um grupo de estudantes universitários investiga uma série de assassinatos de ursos misteriosos, mas descobrem que há muito mais coisas perigosas acontecendo. Eles começam a seguir um caçador misterioso, até saber que ele é na verdade um caçador de trolls.

Uma Professora Muito Maluquinha: mesmo sendo carismática acredito que o filme passou em branco nos cinemas, até mesmo por falta de divulgação e aqueles outros problemas que estamos cansados de saber sobre a distribuição de filmes nacionais, logo, deve ter melhor carreira em dvd. Na trama, aos 18 anos, Cate (Paola de Oliveira) é chamada para trabalhar numa escola de uma pequena cidade do interior. Formada em escola da cidade grande, os métodos modernos usados pela professorinha agrada aos alunos, mas incomoda pais e, principalmente, as professoras tradicionalistas com o magistério.

Balanço da Temporada – Dexter 6ª temporada

21/12/2011

É com bastante pesar que chego ao final da temporada de, outrora uma das minhas séries prediletas, Dexter e constato que o declínio de qualidade da série é contínuo, depois da fraca 5ª temporada (sim, aquela com Lumen), a 6ª temporada tornou-se absurda, iniciou de forma surpreendente ao abordar um tema inédito na saga do nosso anti-heroi: a fé. No entanto, o promissor tema que daria para ser abordado de maneira inteligente dentro do arco dramático do personagem e do caso policial da temporada (também um acerto até a reta final), foi aos poucos sendo abandonado, sem maiores explicações, principalmente, com a morte de Brother Sam (Mos Def desperdiçado na série), tentando ser resgatado de maneira superficial com algumas referências na Season Finale (como no nome do oportuno barco que resgata Dexter ou no momento da morte de Travis, com os dizeres de Dexter).

Logo, se o plot da temporada foi desperdiçado ao longo dos episódios, o que podemos dizer das storylines dos personagens coadjuvantes: Quinn e Batista como parceiros, somente serviu para vermos o quanto os dois personagens são subutilizados, Quinn então passou metade da temporada bêbado atrás de algum rabo de saia para substituir por Debra; Laguerta, outra inútil a algumas temporadas, ainda ganhou algum destaque com seu golpe profissional e perseguindo Debra a temporada inteira; Masuka e seus auxiliares, primeiro uma aluna que rouba provas de um caso, depois um nerd que cria um jogo de serial killer e, aparentemente, vai se vingar de Dexter por não ter ganho atenção do mesmo, pior que esta última storyline ainda ficou em aberto (tá lá em cima da geladeira de Dexter).

A única exceção foi Debra Morgan (e seus “fucks”) que acabou ganhando mais espaço devido à promoção da jovem como chefe do departamento de homícidios, porém, os roteiristas fizeram questão de ao longo da temporada, trabalhar de forma correta toda a carga psicológica da personagem (de agente para chefe e pagando o preço pelo novo cargo), quando a dois episódios do final da temporada, a “genial” terapeuta diz que tudo que Debra passa é por ela ser apaixonada platonicamento por Dexter, seu irmão de criação, e simples assim a personagem parece ter tido sua epifania! Olha que assisto a séries a muito tempo e, posso afirmar, que não vejo uma idéia tão absurda e desrespeitosa com os fãs faz tempo! Pior é imaginar que tudo isto foi “construído” para aumentar o conflito da personagem após as descobertas da péssima sequência final (principalmente, de direção)  na próxima temporada.

Alguns podem achar o gancho para a próxima temporada revolucionário dentro da narrativa da série, eu também acho, no entanto, a maneira como ele foi construído dentro da temporada pelos fracos roteiristas também é uma certeza minha! Já não aguardando tão ansiosamente a 7ª temporada!

Balanço da Temporada: Enlightened – 1ª temporada

17/12/2011

Um clássico exemplo de uma série que somente vingaria na televisão à cabo (isto é, ter pelo menos uma temporada completa exibida), sendo transmitida pelo canal HBO, Enlightened, chama a atenção por resgatar para os holofotes a ótima atriz Laura Dern (naquela idade onde as atrizes sempre reclamam dos papéis oferecidos), também criadora da série, junto com ator/roteirista Mike White (que tem em Por Um Sentido na Vida, com Jennifer Anniston, seu roteiro cinematográfico mais reconhecido). Já Laura Dern deve ser mais conhecida do público na cinessérie Jurassic Park (esposa de Sam Neil), e pelos cinéfilos como habitual colaboradora do diretor cult, David Lynch, em filmes como Veludo Azul, Coração Selvagem e Império dos Sonhos.

O plot da série é bastante simples, logo nas primeiras sequências vemos Amy Jellicoe (Dern) sofrendo o que poderíamos chamar de um colapso nervoso em pleno escritório de uma multinacional farmacêutica, onde possui um bom cargo, afastada por problemas de saúde, Amy vai ao Hawaii se tratar num centro espiritual (evento que a série não retrata), vemos Amy somente quando retorna deste “afastamento” já com uma postura bastante diferente, tentanto aplicar no seu dia-a-dia (em casa com sua melancólica mãe, no lhe dar com seu ex-marido viciado e na empresa, onde já foi substituída e necessita chantagear o RH para acolherem novamente, claro que num outro setor denominado Congentiva!) os conceitos aprendidos no centro espiritual.

No entanto, se você acha que a série prega os conceitos de “auto-ajuda” está muito enganado, na verdade, a série tenta retratar esta busca incessante de Amy e as pessoas ao seu redor em encontrar suas verdadeiras identidades. Amy é uma mulher madura, recém-divorciada, que ainda gosta do seu ex, ou está tentando somente “curá-lo”, que volta a morar com a mãe e tem a necessidade de se sentir engajada em algo “maior” ou politicamente correto nos conceitos de sua nova doutrina, claro, que em sua rotina Amy vai levando fora e mais fora, nem mesmo sua mãe lhe dá o apoio psicológico necessário. É abusando da dramédia, muitas vezes, pesando mais para o drama, e com sequências de humor “vergonha alheia”, quando vemos como seus ex-colegas a tiram para louca e Amy não percebe, é que a série cativa.

Uma série para poucos, diga-se de passagem, mas bastante humana neste retrato da mulher contemporânea, muito bem defendida por Laura Dern, com um bom elenco de apoio, como Luke Wilson e Diane Ladd (mãe de Laura Dern na vida real e na série), com direção de Mike White (que faz seu colega de trabalho), Miguel Arteta (diretor de Por Um Sentido na Vida) e do veterano Jonathan Demme (diretor de já clássicos O Silêncio dos Inocentes e Filadélfia), a primeira temporada de Enlightened (algo como Iluminada) é composta por 10 episódios de meia hora.

Destaques da Semana em DVD (12 à 16/12)

16/12/2011

Melancolia: mais um filme de Lars Von Trier e mais polêmica no ar, muito mais com aquele discurso em Cannes, o diretor consegue ser maior que suas obras, o que pode ser um fator positivo ou negativo. O que importa é que o diretor continua com talento afiado, diga-se de passagem, filma muito bem, e tenta debater temas relevantes em suas películas, o que podia ser mais um filme catástrofe, se transforma num estudo sobre a depressão, principalmente, gostei de ver Kirsten Dunst e Kiefer “Jack Bauer” Sutherland. Na trama, Justine (Kirsten Dunst) e Michael (Alexander Skarsgård) estão celebrando seu casamento em uma festa suntuosa na casa de sua irmã (Charlotte Gainsbourg) e cunhado (Kiefer Sutherland). Enquanto isso, o planeta, Melancolia, está se dirigindo em direção à Terra

Um Conto Chinês: e cá estou eu comentando novamente sobre como os filmes argentinos conseguem ter uma humanidade na construção dos personagens e no retrato social que esta anos luz do que é produzido aqui em terras tupiniquins, uma pena, com poucos diálogos e muitos olhares Ricardo Darin continua comprovando ser um dos melhores atores em cena no momento. Na trama, em Buenos Aires, o cidadão chinês Jun é vítima de um assalto por parte do motorista de um táxi ilegal. Roberto, ferretero de profissão e homem solitário, é testemunha do acontecimento e decide ajudá-lo. Roberto e Jun, de culturas muito diferentes, iniciam uma estreita amizade ao longo das divertidas peripécias.

Pronta Para Amar: por onde diabos anda aquela jovem atriz que despontava em talento e carisma como uma gruppie no super cool Quase Famosos, sim ela era Kate Hudson, passados dez anos, já não tão jovem atriz parece perdida em comédias romanticas irrelevantes ou dramas idem, como este aqui, que passou em branco nos cinemas. Em ‘Pronta para Amar’, Marley (Kate Hudson) é uma mulher bem sucedida, independente e alegre. Mas para ela a idéia de apaixonar-se e viver feliz para sempre é uma grande mentira. Tudo muda quando ela é surpreendida por uma grave doença e por seu charmoso e tímido médico Julien (Geal Garcia Bernal). Contando com uma ajudinha de Deus (Whoopy Goldberg), ela tem a chance de fazer certo e finalmente estar pronta para amar.

Se Beber não Case II: o inevitável aconteceu, uma continuação caça-níquel que arrecadou bastante dinheiro mas nem de longe conseguiu a mesma repercussão do primeiro. Mais do que isto não posso dizer pois não assisti ao fime ainda. Em ‘Se Beber, não Case 2’, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) viajam para a exótica Tailândia para o casamento de Stu. Após a despedida de solteiro inesquecível, em Las Vegas, Stu optou por um seguro e sossegado café da manhã para a festa de pré-casamento. No entanto, as coisas nem sempre saem como planejado. O que acontece em Las Vegas pode ficar em Vegas, mas o que acontece em Bangkok não pode sequer ser imaginado.

Professora Sem Classe: já comentei sobre o filme poucos posts atrás, somente reitero que a idéia de uma comedia mais adulta com toques de humor negro é legal, mas o conteúdo final fica um pouco aquém, lembrando que Cameron Diaz nasceu para este tipo de papel! Na trama, alguns professores simplesmente não estão nem aí. Por exemplo, há Elizabeth (Cameron Diaz). Desbocada, cruel e inapropriada; ela bebe, fica alta e mal consegue esperar para receber seu vale refeição e dar o fora do seu trabalho entediante. Quando ela é abandonada por seu noivo, logo traça um plano para conquistar um professor substituto rico e bonito (Justin Timberlake) — mas que tem a atenção disputada por uma colega excessivamente enérgica, Amy (Lucy Punch). Quando Elizabeth também se vê lutando contra os avanços de um sarcástico e irreverente professor de educação física (Jason Segel), as consequências de seus esquemas selvagens e exóticos dão aos seus alunos, colegas de trabalho e até para ela mesma uma lição como nenhuma outra.

30 Minutos ou Menos: comédia com toques de aventura reunindo Eisenberg e o diretor de Zumbilândia, Ruben Fleischer, no entanto, o roteiro é um equívoco, não que seja de todo errado, mas o toque policial não funciona e a comédia não tem graca, logo o filme não funciona para mim. Na trama, Nick (Jesse Eisenberg) é um entregador de pizza que tem sua vida alterada pelos planos de Dwayne (Danny McBride) e Travis (Nick Swardson), que sonham em se tornar mestres do crime. A dupla sequestra Nick e o obriga a assaltar um banco. Com poucas horas para realizar o crime, Nick pede ajuda a Chet (Aziz Ansari), seu melhor amigo. Ambos precisam enfrentar a polícia e matadores de aluguel, o que coloca em risco a amizade existente entre eles.

O Filme dos Espíritos: e o cinema nacional continua investindo na proposta espírita, mesmo que ainda longe de resultados como Chico Xavier e Nosso Lar, até porque estas produções mais recentes ressentem de uma produão mais caprichada e uma direção mais profissional, sorte do filme poder contar com atores como Nelson Xavier. Na trama, após perder a esposa e a caminho do suicídio, um homem se depara com “O Livro dos Espíritos” e começa uma jornada de transformação interior rumo aos mistérios da vida espiritual e suas influências no mundo material.

Ataque ao Prédio: produção inglesa, estréia do diretor/roteirista Joe Cornish, que permaneceu inédita nos cinemas, mas vem causando um burburinho onde é lançado, possivelmente, por sua semelhança com a ótima ficção científica Distrito 9. Na trama, uma gangue adolescente de rua enfrenta a invasão de monstros alienígenas selvagens. Um conjunto habitacional de Londres vira um campo de batalha digno de ficção científica, e os apartamentos baratos, um forte cercado. Os durões garotos de rua viram heróis de arrasar. É a cidade contra o espaço sideral!

Destaques da Semana em DVD (05 à 09/12)

09/12/2011

O Planeta dos Macacos – A Origem: junto ao X-Men Primeira Classe, o melhor “blockbuster” da temporada, apostando num clima de crescente tensão, o desconhecido diretor Ruper Wyatt e os roteristas conseguem dar um gás a cinessérie já desgastada e reiniciá-la de uma maneira, no mínimo, inteligente, uma pena que os elogios não se estendem aos protagonistas, James Franco e Freida Pinto, enquanto isto, Andy Serkis que somente serve de modelo para a tecnologia rouba o show! Na trama, no mundo contemporâneo, o jovem cientista Will Rodman (James Franco) está a frente de um grupo de pesquisadores que desenvolvem experimentos genéticos em macacos. Uma de suas experiências é o símio César (Andy Serkis) que com sua super inteligência vai liderar uma rebelião contra os humanos.

A Legião Perdida: mais um filme sobre guerras/batalhas no tempo do Império Romano que naufraga nas bilheterias, como aconteceu recentemente com Centurião (que pelo menos, é bom, este não assisti ainda). Uma coisa que me chama a atenção é de onde o pessoal que seleciona elenco ou próprios diretores acham que Channing Tatum é um bom ator, ou mesmo, tenha um grande carisma? O irmão perdido de Owen Wilson tem um agente, no mínimo, excelente para estar sempre em filmes  com bons diretores ou com uma produção decente. Na trama, em uma Inglaterra dominada por Roma, vinte anos depois do estranho desaparecimento de uma legião inteira nas montanhas da Escócia, um jovem centurião chega de Roma para solucionar o mistério e restaurar a reputação de seu pai, comandante da legião perdida.

Vivendo no Limite: filme inédito nos cinemas que chama a atenção pela direção da atriz Famke Janssen, mais famosa como Jean Grey dos X-Men, em sua estréia atrás das câmeras, protagonizando o filme, Milla Jovovich. A trama conta a história de uma trapaceira e seu filho que vão para Oklahoma num esforço para escapar de seu passado e construir um futuro melhor. Olivia e Bobby seguem alegremente seu caminho de aventuras, até que o passado criminoso dela os alcança. Em consequência deve tomar uma decisão: continuar com sua vida de crime ou deixar a pessoa que mais ama, num esforço de dar a Bobby uma chance na vida.

Estamos Juntos: nem preciso comentar que é mais um filme nacional que passou em branco nos cinemas, isto que arrebatou elogios para os jovens Cauã Reymond e Leandra Leal, a direção é de Toni Venturi, o mesmo de Latitude Zero e Cabra Cega. Na trama, Carmem (Leandra Leal) é uma jovem e talentosa médica, que veio da pequena cidade de Penedo para viver sozinha em São Paulo. Seu melhor amigo é Murilo (Cauã Reymond), que conhece desde quando era pequena. Murilo é homossexual e trabalha como DJ. Um dia ele conhece Juan (Nazareno Casero), um músico argentino por quem se apaixona. Quando ele é expulso de casa pela namorada, Murilo não perde tempo e o chama para morar consigo. Entretanto, Juan é heterossexual convicto e passa a se interessar por Carmem. Ela retribui o interesse, mesmo temendo a reação de Murilo ao saber do fato. Até que uma situação inesperada muda os rumos do triângulo amoroso e da própria vida de Carmem.

Vejo Você no Próximo Verão: mais um estréia de ator atrás das câmeras, desta vez é o excelente Philip Seymour Hoffman (de Capote) quem se arrisca no novo ofício, o filme não conseguiu muita repercussão, porém tem a presença de Amy Ryan, que para mim, já vale uma conferifa. Na trama, Jack é um motorista de limusine (Philip Seymour Hoffman) solteiro que, motivado por sua timidez, vive uma vida sem grandes emoções. Tudo muda quando seu companheiro de trabalho Clyde (John Ortiz) organiza um encontro às cegas de Jack com Connie (Amy Ryan), amiga de sua esposa Lucy (Daphne Rubin-Vega). O encontro vai bem e o protagonista se vê estimulado a aprender diferentes coisas, como nadar e cozinhar, para agradar a moça. Enquanto o relacionamento dos dois cresce, o casamento de Clyde e Lucy vai aos poucos desmoronando.

Últimos Filmes Vistos (01/11 à 21/11)

05/12/2011

Amor à Toda Prova

Título original:(Crazy, Stupid, Love)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Glen Ficarra, John Requa

Roteiro: Dan Fogelman

Atores: Steve Carell, Julianne Moore, Ryan Gosling, Emma Stone.

Duração: 118 min

Sinopse: Cal Weaver (Steve Carell) tem quarenta e poucos anos e leva uma vida perfeita, com um bom emprego, filhos e um casamento com a namorada do colégio, Emily (Julianne Moore). Até que, ao descobrir que Emily o está traindo e quer o divórcio, sua vida desaba por completo. Forçado a voltar ao mundo dos solteiros, ele enfrenta as dificuldades habituais de quem não sabe mais como se portar para se aproximar de uma mulher. É quando entra em cena Jacob Palmer (Ryan Gosling), um amigo que passa a lhe dar algumas dicas.

Comentários: se todas as comédias românticas tivessem a criatividade, elenco e roteiro esperto que possui Amor à Toda Prova, não cairíamos sempre naquele máxima “mas é só mais uma comédia romântica”! O roteirista Dan Fogelman (de Carros e Enrolados) mesmo não tendo um bom histórico no gênero e criando personagens “padrões” para o gênero consegue fugir do lugar comum. Talvez o bom trabalho dos diretores tenha contribuido, mas claro que o elenco é quem carrega o filme nas costas, deixando-o interessante, sexy, divertido e carismático, com excecao, de Marisa Tomei “over” demais! Ps. já falei que tô ficando fã desta jovem atriz Emma Stone, desde A Mentira tenho reparado em seu carisma e na sua personalidade que carrega um humor sarcástico, que aprecio bastante, tomara que nao se entregue as engrenagens hollywoodianas, vide Histórias Cruzadas.

Ganhar ou Ganhar

Título original: (Win Win)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Thomas McCarthy

Roteiro: Thomas McCarthy

Atores: Paul Giamatti, Amy Ryan, Bobby Cannavale, Jeffrey Tambor, Alex Sheffer.

Duração: 106 min

Sinopse: Mike Flaherty (Paul Giamatti) é um advogado e treinador da equipe de luta livre de uma escola. Ao se tornar responsável legal de um cliente idoso, ele acaba arrumando mais responsabilidades quando o neto do idoso foge de casa e vai morar com o avô.

Comentários: já comentei um pouco deste filme de esportes (luta greco-romana) com toques de drama e comédia, quando do seu lançamento em dvd, mas reitero que é um filme a ser descoberto. O diretor/roteirista Thomas McCarthy, com bons filmes no currículo como O Agente da Estação (que revelou o anão-ator mais conhecido atualmente, Peter Dinklage, de Game of Thrones) e O Visitante (que rendeu uma indicação ao Oscar para o veterano Richard Jenkins), consegue fugir do comum ao apostar no relacionamento de um advogado com problemas financeiro que faz às vezes de treinador de lutas e um jovem desajustado que chega a cidade atrás do avô, que cuida das finanças do velho, atualmente, num asilo. Tudo é muito humano e trabalhado de maneira correta e sensível, como os bons filmes independentes americanos; gostei da participação de Amy Ryan (excelente atriz, sempre discreta, que esteve recentemente na série In Treatment, como consultora para o personagem de Gabriel Byrne, saudades desta série!), achava que o roteiro iria colocá-la como “vilã” dentro da trama, mas não, seu papel é sempre conciliador. Apontado como um dos dez melhores filmes independentes de 2011 pela National Board Review.

Em Busca de um Assassino

Título original: (Texas Killing Fields)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Amy Canaan Mann

Roteiro: Don Ferrarone

Atores: Sam Worthington, Jeffrey Dean Morgan, Chloe Grace Moretz, Jessica Chastain, Sheryl Lee.

Duração: 105 min

Sinopse: a história acompanha dois policiais investigando um serial-killer sádico, que mutila os corpos de suas vítimas e os joga em pântanos do Texas. Ao descobrir estar sendo perseguido, o serial-killer decide trocar os papéis, e perseguir os policiais, instigando-os com pistas de outros crimes. Quando uma adolescente é sequestrada, os policiais tem que lidar contra o tempo para salvá-la.

Comentários: um dos acertos deste suspense policial, que poderia render muito mais, talvez inexperiência dos envolvidos com a produção, é o cenário, quase um personagem a parte dentro da trama, muito bem utilizados pela diretora. No entanto, o roteiro não consegue dar conta de toda complexidade apresentada inicialmente e, quando vemos o caso sendo resolvido parece que fomos ludibriados, havia muito mais potencial, tanto de bons personagens, como o da sumida atriz Sheryl Lee e da nova workholic do cinema, a jovem Jessica Chastain (A Árvore da Vida, Histórias Cruzadas e No Limite da Mentira, somente neste ano), quanto de situações de um típico suspense policial, o resultado ficou num meio caminho e o filme rende uma sessão Supercine! Outro equívoco é a tentativa de fazer com que Sam Worthington (de Avatar) seja um novo astro de Hollywood, não o é, falta além de óbvia bagagem dramática, uma das principais características das estrelas: carisma!

Reféns

Título original: (Trespass)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Joel Schumacher

Roteiro: Karl Gajdusek

Atores: Nicolas Cage, Nicole Kidman, Ben Mendelsohn, Liana Liberato.

Duração: 91 min

Sinopse: Kyle (Nicolas Cage) e Sarah (Nicole Kidman) são casados e vivem em uma elegante e confortável casa ao lado da filha, Avery (Liana Liberato). A vida deles segue sem problemas, até a casa ser invadida e o trio ser mantido refém por criminosos. A família se une para combatê-los, mas isto significa revelar alguns segredos.

Comentários: mais um filme a ser esquecido por três nomes reconhecidos na indústria de Hollywood, o diretor Joel Schumacher (que vive de altos e baixos, mas já esteve muito melhor num filme de cenário restrito, como aqui, lembram da cabine telefônica de Por Um Fio!), Nicolas Cage (que nesta década, de vinte filmes, salva-se em dois ou três, onde eu acredito que seja de próposito seu envolvimento em filmes B) e Nicole Kidman (que também não sei o que faz aqui, até não compromete, mas sua personagem, assim como os demais é muito mal resolvida). Não entendo como algum produtor ao ler o roteiro não conseguiu detectar que tinha um pequeno problema nele, falta conflito, alguns até são sugeridos (como a loucura de um dos assaltantes), mas nada é explorado de maneira adequada, e sempre tenho aquela sensação de que os “heróis” são muito estúpidos em cena. Fácil, fácil o filme poderia ter menos de uma hora de duração!

30 Minutos ou Menos

Título original: (30 Minutes or Less)

Lançamento: 2011 (Canadá, Alemanha, EUA)

Direção: Ruben Fleischer

Roteiro: Michael Diliberti, baseado em história de Matthew Sullivan e Michael Diliberti

Atores: Jesse Eisenberg, Danny McBride, Aziz Ansari, Nick Swardson.

Duração: 83 min

Sinopse: Nick (Jesse Eisenberg) é um entregador de pizza que tem sua vida alterada pelos planos de Dwayne (Danny McBride) e Travis (Nick Swardson), que sonham em se tornar mestres do crime. A dupla sequestra Nick e o obriga a assaltar um banco. Com poucas horas para realizar o crime, Nick pede ajuda a Chet (Aziz Ansari), seu melhor amigo. Ambos precisam enfrentar a polícia e matadores de aluguel, o que coloca em risco a amizade existente entre eles.

Comentários:com a maior boa vontade fui conferir este nova aventura cômica, se é que dá para classificá-lo assim, da nova parceria entre Ruben Fleischer e Jesse Eisenberg (do ótimo Zumbilândia), que vai chegar diretamente em dvd por aqui, acho que em Janeiro. Resultado não gostei! Mesmo projetando que Eisenberg consiga fazer personagens que fujam do clichê heroi-nerd, o filme tem um roteiro muito mal resolvido (o roteiro é de um estreante), uma coleção de situações meio desconexas (como acreditar que o parceiro idiota do bandido sabe montar bombas), há aventura mas falta bom humor! Além disso, preciso confessar que não suporto este comediante Danny McBride, isto que há pouco assisti seu outro filme (bem fraquinho), Sua Alteza.

Meia Noite em Paris

Título original: (Midnight in Paris)

Lançamento: 2011 (EUA, Espanha)

Direção: Woody Allen

Roteiro: Woody Allen

Atores: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy.

Duração: 100 min

Sinopse: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que se por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Comentários: também comentei recentemente Meia Noite em Paris quando do seu lançamento em dvd, aqui é somente para enfatizar o quanto a nova produção de Woody Allen é interessante, mágica e sofisticada. Mas não um sofisticado para crítico, Allen consegue abordar uma época mágica para a cultura francesa e mundial (anos 20) sem oarecer didático ou nostálgico, tanto que até cria uma moral de história com este último. O elenco para variar está bem, com destaque positivo para Owen Wilson, que não conseguia visualizá-lo num papel a la Woody Allen, mas não destaco ninguém em especial, aqui para mim o grande destaque é o roteiro de Allen e a belíssima fotografia de Paris.

Um Dia

02/12/2011

Há tanto tempo Hollywood tenta recriar um Harry & Sally – Feitos Um Para o Outro (com inúmeros exemplos, mas no momento só me vem a cabeça um mais recente, De Repente é Amor, com Amanda Peet e Ashton Kutcher), quando quem mais se aproxima do estilo da película (encontro e desencontros durante anos) foram os ingleses em Um Dia, claro que carregando mais no drama do que na comédia. Confesso que acho a proposta do filme bastante corajosa, se você não conhece o filme, ele em nada lembra, num primeiro momento, Antes do Amanhecer, que se passa num único dia, mas sim o mesmo dia durante 20 anos!

Começando no final dos anos 80, com o casal protagonista (Emma e Dexter) se formando num 15 de julho, data que vai sendo retratada durante os anos acompanhando a saga dos personagens amorosamente, profissionalmente e seus relacionamentos familiares, este plot já é curioso por si só, no entanto, o roteiro do próprio autor não consegue transmitir a passagem dos anos aos personagens de modo satisfatório e que trasmita um crescimento dos mesmos, é interessante observar como os cenários políticos/culturais também ficam à margem de qualquer citação ou influência, talvez o que mais me tenha chamado a atenção é que o roteirista considere os anos 90 um lixo! Assim, o roteiro logo cai numa armadilha decepcionante, que a passagem dos anos nem sempre tem algo interessante a ser mostrado, parece que os bons anos, aqueles que apresentam boas tramas logo acabam. Os que mais me chamaram a atenção foram quando os personagens já estão casados e se encontram presos em seus relacionamentos, inclusive, por dois personagens bem desenvolvidos, mesmo com o pouco tempo em cena, dos atores Romola Garai e Rafe Spall.

Li alguns comentários que Anne Hathaway está forçando o sotaque (inglês), mas não achei nada que me incomodasse, ela e Jim Sturgess (do filme beatle Across the Universe) estão bem em cena, auxiliados pela maquiagem competente, no entanto, não consigo ver uma química explosiva entre eles (como no caso do recente drama romântico que assisti, ainda inédito por aqui, Like Crazy, com os novatos Anton Yelchin e um dos destaques da temporada, Felicity Jones), estão somente bem no filme, até mais Hathaway por um personagem melhor resolvida!

PS. qual o motivo da sequência inicial do filme ser atemporal na linha narrativa do mesmo?

UM DIA: 6,0

Direção: Lone Scherfig

Roteiro: David Nicholls

Com: Jim Sturgess, Anne Hathaway, Jodie Whittaker, Romola Garai, Rafe Spall, Ken Stott e Patricia Clarkson.