Últimos Filmes Vistos (01/11 à 21/11)

Amor à Toda Prova

Título original:(Crazy, Stupid, Love)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Glen Ficarra, John Requa

Roteiro: Dan Fogelman

Atores: Steve Carell, Julianne Moore, Ryan Gosling, Emma Stone.

Duração: 118 min

Sinopse: Cal Weaver (Steve Carell) tem quarenta e poucos anos e leva uma vida perfeita, com um bom emprego, filhos e um casamento com a namorada do colégio, Emily (Julianne Moore). Até que, ao descobrir que Emily o está traindo e quer o divórcio, sua vida desaba por completo. Forçado a voltar ao mundo dos solteiros, ele enfrenta as dificuldades habituais de quem não sabe mais como se portar para se aproximar de uma mulher. É quando entra em cena Jacob Palmer (Ryan Gosling), um amigo que passa a lhe dar algumas dicas.

Comentários: se todas as comédias românticas tivessem a criatividade, elenco e roteiro esperto que possui Amor à Toda Prova, não cairíamos sempre naquele máxima “mas é só mais uma comédia romântica”! O roteirista Dan Fogelman (de Carros e Enrolados) mesmo não tendo um bom histórico no gênero e criando personagens “padrões” para o gênero consegue fugir do lugar comum. Talvez o bom trabalho dos diretores tenha contribuido, mas claro que o elenco é quem carrega o filme nas costas, deixando-o interessante, sexy, divertido e carismático, com excecao, de Marisa Tomei “over” demais! Ps. já falei que tô ficando fã desta jovem atriz Emma Stone, desde A Mentira tenho reparado em seu carisma e na sua personalidade que carrega um humor sarcástico, que aprecio bastante, tomara que nao se entregue as engrenagens hollywoodianas, vide Histórias Cruzadas.

Ganhar ou Ganhar

Título original: (Win Win)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Thomas McCarthy

Roteiro: Thomas McCarthy

Atores: Paul Giamatti, Amy Ryan, Bobby Cannavale, Jeffrey Tambor, Alex Sheffer.

Duração: 106 min

Sinopse: Mike Flaherty (Paul Giamatti) é um advogado e treinador da equipe de luta livre de uma escola. Ao se tornar responsável legal de um cliente idoso, ele acaba arrumando mais responsabilidades quando o neto do idoso foge de casa e vai morar com o avô.

Comentários: já comentei um pouco deste filme de esportes (luta greco-romana) com toques de drama e comédia, quando do seu lançamento em dvd, mas reitero que é um filme a ser descoberto. O diretor/roteirista Thomas McCarthy, com bons filmes no currículo como O Agente da Estação (que revelou o anão-ator mais conhecido atualmente, Peter Dinklage, de Game of Thrones) e O Visitante (que rendeu uma indicação ao Oscar para o veterano Richard Jenkins), consegue fugir do comum ao apostar no relacionamento de um advogado com problemas financeiro que faz às vezes de treinador de lutas e um jovem desajustado que chega a cidade atrás do avô, que cuida das finanças do velho, atualmente, num asilo. Tudo é muito humano e trabalhado de maneira correta e sensível, como os bons filmes independentes americanos; gostei da participação de Amy Ryan (excelente atriz, sempre discreta, que esteve recentemente na série In Treatment, como consultora para o personagem de Gabriel Byrne, saudades desta série!), achava que o roteiro iria colocá-la como “vilã” dentro da trama, mas não, seu papel é sempre conciliador. Apontado como um dos dez melhores filmes independentes de 2011 pela National Board Review.

Em Busca de um Assassino

Título original: (Texas Killing Fields)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Amy Canaan Mann

Roteiro: Don Ferrarone

Atores: Sam Worthington, Jeffrey Dean Morgan, Chloe Grace Moretz, Jessica Chastain, Sheryl Lee.

Duração: 105 min

Sinopse: a história acompanha dois policiais investigando um serial-killer sádico, que mutila os corpos de suas vítimas e os joga em pântanos do Texas. Ao descobrir estar sendo perseguido, o serial-killer decide trocar os papéis, e perseguir os policiais, instigando-os com pistas de outros crimes. Quando uma adolescente é sequestrada, os policiais tem que lidar contra o tempo para salvá-la.

Comentários: um dos acertos deste suspense policial, que poderia render muito mais, talvez inexperiência dos envolvidos com a produção, é o cenário, quase um personagem a parte dentro da trama, muito bem utilizados pela diretora. No entanto, o roteiro não consegue dar conta de toda complexidade apresentada inicialmente e, quando vemos o caso sendo resolvido parece que fomos ludibriados, havia muito mais potencial, tanto de bons personagens, como o da sumida atriz Sheryl Lee e da nova workholic do cinema, a jovem Jessica Chastain (A Árvore da Vida, Histórias Cruzadas e No Limite da Mentira, somente neste ano), quanto de situações de um típico suspense policial, o resultado ficou num meio caminho e o filme rende uma sessão Supercine! Outro equívoco é a tentativa de fazer com que Sam Worthington (de Avatar) seja um novo astro de Hollywood, não o é, falta além de óbvia bagagem dramática, uma das principais características das estrelas: carisma!

Reféns

Título original: (Trespass)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Joel Schumacher

Roteiro: Karl Gajdusek

Atores: Nicolas Cage, Nicole Kidman, Ben Mendelsohn, Liana Liberato.

Duração: 91 min

Sinopse: Kyle (Nicolas Cage) e Sarah (Nicole Kidman) são casados e vivem em uma elegante e confortável casa ao lado da filha, Avery (Liana Liberato). A vida deles segue sem problemas, até a casa ser invadida e o trio ser mantido refém por criminosos. A família se une para combatê-los, mas isto significa revelar alguns segredos.

Comentários: mais um filme a ser esquecido por três nomes reconhecidos na indústria de Hollywood, o diretor Joel Schumacher (que vive de altos e baixos, mas já esteve muito melhor num filme de cenário restrito, como aqui, lembram da cabine telefônica de Por Um Fio!), Nicolas Cage (que nesta década, de vinte filmes, salva-se em dois ou três, onde eu acredito que seja de próposito seu envolvimento em filmes B) e Nicole Kidman (que também não sei o que faz aqui, até não compromete, mas sua personagem, assim como os demais é muito mal resolvida). Não entendo como algum produtor ao ler o roteiro não conseguiu detectar que tinha um pequeno problema nele, falta conflito, alguns até são sugeridos (como a loucura de um dos assaltantes), mas nada é explorado de maneira adequada, e sempre tenho aquela sensação de que os “heróis” são muito estúpidos em cena. Fácil, fácil o filme poderia ter menos de uma hora de duração!

30 Minutos ou Menos

Título original: (30 Minutes or Less)

Lançamento: 2011 (Canadá, Alemanha, EUA)

Direção: Ruben Fleischer

Roteiro: Michael Diliberti, baseado em história de Matthew Sullivan e Michael Diliberti

Atores: Jesse Eisenberg, Danny McBride, Aziz Ansari, Nick Swardson.

Duração: 83 min

Sinopse: Nick (Jesse Eisenberg) é um entregador de pizza que tem sua vida alterada pelos planos de Dwayne (Danny McBride) e Travis (Nick Swardson), que sonham em se tornar mestres do crime. A dupla sequestra Nick e o obriga a assaltar um banco. Com poucas horas para realizar o crime, Nick pede ajuda a Chet (Aziz Ansari), seu melhor amigo. Ambos precisam enfrentar a polícia e matadores de aluguel, o que coloca em risco a amizade existente entre eles.

Comentários:com a maior boa vontade fui conferir este nova aventura cômica, se é que dá para classificá-lo assim, da nova parceria entre Ruben Fleischer e Jesse Eisenberg (do ótimo Zumbilândia), que vai chegar diretamente em dvd por aqui, acho que em Janeiro. Resultado não gostei! Mesmo projetando que Eisenberg consiga fazer personagens que fujam do clichê heroi-nerd, o filme tem um roteiro muito mal resolvido (o roteiro é de um estreante), uma coleção de situações meio desconexas (como acreditar que o parceiro idiota do bandido sabe montar bombas), há aventura mas falta bom humor! Além disso, preciso confessar que não suporto este comediante Danny McBride, isto que há pouco assisti seu outro filme (bem fraquinho), Sua Alteza.

Meia Noite em Paris

Título original: (Midnight in Paris)

Lançamento: 2011 (EUA, Espanha)

Direção: Woody Allen

Roteiro: Woody Allen

Atores: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy.

Duração: 100 min

Sinopse: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que se por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Comentários: também comentei recentemente Meia Noite em Paris quando do seu lançamento em dvd, aqui é somente para enfatizar o quanto a nova produção de Woody Allen é interessante, mágica e sofisticada. Mas não um sofisticado para crítico, Allen consegue abordar uma época mágica para a cultura francesa e mundial (anos 20) sem oarecer didático ou nostálgico, tanto que até cria uma moral de história com este último. O elenco para variar está bem, com destaque positivo para Owen Wilson, que não conseguia visualizá-lo num papel a la Woody Allen, mas não destaco ninguém em especial, aqui para mim o grande destaque é o roteiro de Allen e a belíssima fotografia de Paris.

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