Balanço da Temporada – American Horror Story 1ª temporada

Li muitas críticas sobre o roteiro de American Horror Story, principalmente, no que se refere aos clichês do subgênero “casa mal-assombrada”, mas em defesa da série me questiono o que ainda é possível subverter numa trama tão batida quanto esta? Na verdade, até acredito que os “doentes” Ryan Murphy e Brad Falchuk (de Glee à Nip/Tuck) conseguiram através de suas bizarrices deixar a série muito mais interessante do que uma simples série de suspense.

Claro que o grande ponto que conta contra a série é irregularidade nos roteiros, a cada semana fomos sendo apresentados à antigos persoangens da Mansão como entidades que assombravam os moradores atuais e, neste ponto, já notamos que os fantasmas eram muito melhores e possuíam melhores conflitos do que a pobre família ainda viva. Pobre Connie Britton, depois da excelente personagem Tami Taylor (Friday Night Lights), caiu numa armadilha de Murphy/Falchuk, de inicial protagonista foi perdendo espaço para os divertidos e sádicos fantasmas e teve um ou dois episódios no qual mal teve uma cena. Já Dylan McDermott é muito canastrão, desde os tempos de The Practice (no qual sua persona combinava com o papel), e nada conseguiu com Ben Harmon, outro ator, no caso, bom ator, Dennis O’Hare também como personagem vivo teve um arco bastante falho, uma pena!

Para mim, os destaques ficaram por conta da performance “Clô Hayalla” de Jessica Lange, Constance, exagerada e over que combinava com o texto ora tenso ora sarcástico da sua personagem, e Evan Peters, Tate,  que mesmo com um personagem mal construído conseguiu se destacar com seus momentos vilanescos e ingênuos. A série também teve a seu favor um forte elenco de participações especiais como Zachary Quinto, Frances Conroy, a sumida Mena Suvari (fazendo uma homenagem à trama de Dália Negra) e Sarah Poulson.

Ainda que tenha um grande problema de conflitos mal resolvidos e um gosto discutível pelo bizarro, a série tem meu respeito pela coragem de abraçar o terror para adultos (gênero subestimado) e cheio de personagens amorais, claro que isto não a deixa “melhor” no quesito qualidade, mas vence no quesito curiosidade, numa temporada cheio de mesmices!

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