Últimos Filmes Vistos (22/11 à 05/12)

Post mega atrasado, normal, correria de final de ano e finais de temporada de algumas séries, não esquecendo que no Cinema o mês de dezembro nunca rende muito. Novos vícios (observar na barra lateral direita): Sons of Anarchy e, finalmente e/ou infelizmente, finalizar a 6ª e última temporada de The Sopranos (melhor série ever!). Mas vamos aos filmes:

NO LIMITE DA MENTIRA

Título original: (The Debt)

Lançamento: 2010 (Estados Unidos)

Direção: John Madden

Roteiro: Matthew Vaughn, Jane Goldman e Peter Straughan.

Atores: Helen Mirren, Tom Wilkinson, Sam Worthington, Ciarán Hinds.

Duração: 114 min

Gênero: Suspense

Sinopse: Três jovens agentes do Mossad David, Rachel e Stephan (Sam Worthington, Jessica Chainstain e Marton Csokas) foram escalados numa missão secreta para capturar um criminoso nazista. Trinta anos depois, eles precisam lidar com uma mentira que carregam desde aquela época.

Comentários: mesmo que não tenha sido anunciado oficialmente, acredito que No Limite da Mentira (ainda inédito por aqui) seja lançado diretamente em dvd, principalmente pela temática, agentes da Mossad estão muito longe de serem tão reconhecidos quanto os do FBI/CIA, além disto, o thriller de espionagem aposta bastante na carga dramática dos seus personagens, aqui já aproveito para elogiar o bom elenco, destaque para Jessica Chastain (em seu 3º ou 4º longa do ano) e, mais uma vez, constatar a falta de carisma/talento dramático de Sam Worthington. Um detalhe que após ver o filme me incomoda é que em sua divulgação (inclusive, numa simples sinopse) é revelado o grande segredo da trama, mola propulsora de todos os atos dos personagens e que no filme é segredo até determinado momento, falta um cuidado maior da distribuidora (no caso, Universal). Me parece um bom retorno do diretor John Madden (de Shakespeare Apaixonado) que andava envolvido em projetos de pouca repercussão e/ou fracos (A Prova, Capitão Corelli e Tiro Certo), ele consegue imprimir uma dinâmica as duas linha narrativas, mantendo a curiosidade sobre o segredo que os personagens carregam e, após a revelação, criar tensão em cima de uma consequência final para a trama. Vale uma conferida!

LIKE CRAZY

Título original: (Like Crazy)

Lançamento: 2011 (Estados Unidos)

Direção: Drake Doremus

Roteiro: Drake Doremus e Ben York Jones

Atores: Anton Yelchin, Felicity Jones, Jennifer Lawrence, Charlie Bewley, Alex Kingston, Chris Messina.

Duração: 90 min

Gênero: Drama/Romance

Sinopse: Uma estudante universitária britânica se apaixona por um estudante americano, apenas para ser separada dele quando ela está proibida de permanecer nos EUA depois seu visto estudantil expirar.

Comentários: fácil, facíl o melhor romance do ano, ainda inédito por aqui, não acredito que tenha uma distribuidora forte por trás do filme pois mesmo tendo algumas premiações em festivais como Sundance para a revelação feminina, Felicity Jones (merecidíssimas), não vejo anúncio algum para o lançamento cinematográfico dele. Bom, filme independente americano com uma proposta batida: um con­fli­tu­oso romance jovem com a temá­tica da dis­tân­cia geo­grá­fica imposta pelo destino/acaso/”whatever”, mas que tem no par protagonista Jones e Anton Yelchin (de Star Trek e A Hora do Espanto), um dos destaques da película (tem química). O desconhecido diretor Drake Doremus consegue imprimir ao filme e aos personagens aspectos reais de um relacionamento sem banalizá-los ou mesmo “novelizar” as situações, mérito dele! O filme é um achado de carisma, bastante humano, a trama e os personagens são cativantes (inclusive, os personagens que surgem como interesses românticos dos protagonistas, como a bela Jennifer Lawrence, de X-Men e Inverno da Alma) e toques estilosos típico do cinema independente americano.

A COISA

Título original: (The Thing)

Lançamento: 2012 (Estados Unidos, Canadá)

Direção: Matthijs van Heijningen Jr.

Roteiro: Eric Heisserer e Ronald D. Moore, baseados na história de John W. Campbell Jr.

Atores: Mary Elizabeth Winstead, Joel Edgerton, Eric Christian Olsen, Ulrich Thomsen.

Duração: 103 min

Gênero: Suspense

Sinopse: A paleontóloga Kate Lloyd (Mary Elizabeth Winstead) viaja para uma região remota e gelada para ajudar na investigação de uma possível nova forma de vida após cientistas noruegueses encontrarem uma nave espacial e um ser misterioso dentro de uma pedra de gelo. Mas o que parecia estar morto há muito tempo está, na verdade, prestes a acordar e agora todos os envolvidos na descoberta correm risco de morrer, dando início a uma verdadeira corrida pela vida, já que o alienígena ganha a forma de suas vítimas com extrema facilidade.

Comentários: mais um daqueles casos onde o trailer é melhor que o filme, havia me interessado pelo “prequel” de O Enigma de Outro Mundo (filmaço sci-fi oitentista, referenciado até hoje em diversos filmes e séries), intitulado A Coisa, menos mal que deixaram de lado uma refilmagem, até mesmo pelos nomes desconhecidos, achei que poderia fugir um pouco do padrão operário de Hollywood, ledo engano, acho que os nomes desconhecidos são mais bodes espiatórios dos produtores do estúdio, uma pena! O grande problema do filme é a falta de tensão e suspense, nada é dirigido de maneira adequada, poucos sustos, diálogos irrelevantes, personagens mal construídos e tudo reduzido a apostas de qual será a próxima vítima do “alienígena mimetizador de seres”. Posso estar exagerando, até mesmo porque não acho o filme tão ruim assim, é somente mais uma constatação que a falta de um bom roteiro e um bom diretor faz muita diferença para o gênero terror!

OS SMURFS

Título original: (The Smurfs)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Raja Gosnell

Roteiro: J. David Stem e David N. Weiss, baseados nos personagens de Peyo

Atores: Hank Azaria, Neil Patrick Harris, Jayma Mays, Sofia Vergara.

Duração: 86 min

Gênero: Comédia

Sinopse: Gargamel (Hank Azaria) e seu gato Cruel enfim encontram onde fica a pacata vila encantada dos Smurfs, graças a um descuido de Desastrado (Anton Yelchin). Eles invadem o local, o que provoca uma debandada dos Smurfs. Desastrado segue o caminho errado e, devido a ser noite de lua azul, se vê diante de um portal mágico. Ele, Papai Smurf (Jonathan Winters), Smurfette (Katy Perry), Gênio (Fred Armisen), Ranzinza (George Lopez) e Corajoso (Alan Cumming) entram no portal, para escapar das garras de Gargamel. O sexteto se vê em plena Nova York, um mundo desconhecido e bem diferente do que estão acostumados. Como Gargamel os segue eles acabam se separando, com Desastrado indo parar em uma caixa, levada por Patrick (Neil Patrick Harris) para sua casa. É o suficiente para que os demais Smurfs o sigam, no intuito de resgatar o amigo.

Comentários: total momento filme com criançada, gosto da ideía de adaptar a animação tão presente no consciente coletivo (apelando para a nostalgia dos pais), no entanto, será que seria necessário esta viagem de trazer meia dúzia de smurfs para a New York atual, não dava para criar um roteiro no universo original dos desenhos? Me parece preguiça de roteiristas e ambição de produtores, principalmente se pensarmos que o maior risco do filme era o personagem vilão Gargamel e este é, na verdade, o grande acerto da película, funciona como vilão e alívio cômico numa bela composição de Hank Azaria, sem mencionar seu parceiro gato. Os demais personagens humanos são meras escadas para os smurfs e não criam empatia com o espectador.

O CAÇADOR DE TROLLS

Título original: (Trolljegeren)

Lançamento: 2010 (Nor)

Direção: André Øvredal

Roteiro: André Øvredal e Håvard S. Johansen

Atores: Otto Jespersen, Robert Stoltenberg, Knut Nærum

Duração: 103 min

Gênero: terror

Sinopse: Um grupo de estudantes investigam uma série de assassinatos misteriosos de ursos, mas descobrem que há muito mais coisas perigosas acontecendo. Eles começam a seguir um caçador misterioso, até descobrir que na verdade ele é um caçador de trolls.

Comentários: uma boa surpresa este falso documentário realizado por comediantes noruegueses pegando carona na atual moda mundial. O destaque da película é seu protagonista, um solitário caçador corajoso e ciente de seu papel, que num momento “pouco se lixando” deixa uma equipe de televisão amadora lhe acompanhar na caçada aos assassinos de ursos por regiões montanhosas e florestas norueguesas sem saber que na verdade estão é caçando trolls (curioso detalhe da trama, buscar em sua cultura uma figura conhecida mundialmente para ser protagonista da trama), além disso, o roteiro ainda brinca com figuras públicas que escondem da sociedade a verdade sobre os trolls. Um bom passatempo, apesar das inúmeras falhas tão comuns no subgênero e nos demais personagens, sem identidade alguma.

ALBERT NOBBS

Título original: (Albert Nobbs)

Lançamento: 2011 (Irlanda, Reino Unido)

Direção: Rodrigo García

Roteiro: John Banville e Glenn Close, baseado em história de George Moore

Atores: Glenn Close, Jonathan Rhys Meyers, Mia Wasikowska, Aaron Johnson, Janet McTeer.

Duração: 113 min

Gênero: Drama

Sinopse: Irlanda, século XIX. Albert Nobbs (Glenn Close) trabalha como mordomo e esconde um segredo: é, na verdade, uma mulher. Durante 30 anos ela vestiu roupas masculinas e se fez passar por um homem, para poder se manter e concretizar o sonho de ser a dona de uma tabacaria.

Comentários: pelo jeito o dinheiro ganho em Damages começou a render frutos para Glenn Close, que diferente de sua contemporânea Meryl Streep, passou esta última década em filmes pouco representativos de seu talento, somente com sua entrada na série Damages, Close voltou às premiações, no caso televisivas, e agora terá oportunidade de ser novamente indicada como atriz pela composição de Albert Noobs, num filme produzido/roteirizado por ela. Terceiro trabalho da atriz com o diretor Rodrigo Garcia (anteriores foram Coisas que Você Pode Dizer Só de Olhar para Ela e Questão de Vida), numa recriação de época bastante eficiente, além do óbvio talento do diretor para direção de elenco, meu destaque particular, Janet McTeer, atriz inglesa que chegou a ser indicada no final dos anos 90 ao Oscar pelo filme Livre Para Amar, está fantástica na composição de seu personagem masculino, o qual só desconfiei porque não encontrava a atriz no filme, antes da revelação no decorrer do filme. No entanto, o filme tem um problema grave, provavelmente o impedindo de chegar forte nas premiações, a frieza narrativa, não há “uma torcida” pelo personagem de Glenn, nem mesmo uma identificação pela sua situação, estamos ali somente como observadores passivos.

TODA FORMA DE AMOR

Título original: (Beginners)

Lançamento: 2011 (Eua)

Direção: Mike Mills

Roteiro: Mike Mills

Atores: Ewan McGregor, Melanie Laurent, Christopher Plummer, Goran Visnjic, Nicholas D’Agosto, Emma Bell, David Koechner, Tony Todd.

Duração: 105 min

Gênero: drama/comédia

Sinopse: Um jovem é abalada por dois anúncios de seu pai idoso: que ele tem câncer terminal e que ele é gay, inclusive já assumindo um jovem namorado.

Comentários: depois do “doido” Impulsividade, Mike Mills retorna com um ótimo filme ao circuito (lançado diretamente em dvd pela Universal), conseguindo criar uma comédia dramática/romântica, sem deixar a questão gay ser tratada como bandeira, mas sim retratar o relacionamento familiar entre Ewan McGregor (finalmente, num filme mais “normal”, muito bem cena) e Christopher Plummer (roubando todas as cenas, merecedor de todas indicações que vem recebendo), de maneira delicada e humana. Ainda acrescentando ao conflito familiar, no caso, o personagem de Plummer se revela gay somente quando fica viúvo, além disto, revela ter um câncer terminal, fazendo com que o filho que tem problemas de relacionamentos amorosos, após a morte do pai, comece a encarar a vida de maneira diferente, quando surge em cena a lindissíma Melanie Laurente (Bastardos Inglórios), com uma química incrível com Ewan. Mesmo a narrativa fragmentada usada em exaustão não atrapalha este belo e tocante filme, merece ser descoberto!

PREMONIÇÃO 5

Título original: (Final Destination 5)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Steven Quale

Roteiro: Eric Heisserer, baseado nos personagens criados por Jeffrey Reddick

Atores: Nicholas D’Agosto, Emma Bell, David Koechner, Tony Todd.

Duração: 95 min

Gênero: Terror

Sinopse: Sam (Nicholas D’Agosto) tem um estranho pressentimento que as pessoas com quem trabalha e viaja com ele irão morrer num grave acidente. O pesadelo acaba acontecendo, mas graças a ele algumas conseguem se salvar do episódio, inclusive a sua namorada (Emma Bell). O que eles não contavam era que o destino de todos já estava traçado e a morte irá “caçar” um por um até que estejam definitivamente liquidados.

Comentários: o que a gente espera ao olhar o quinto exemplar de Premonição? Um evento inicial arrebatador (meu predileto continua sendo na rodovia) e as mortes inventivas na decorrência do filme, né? Mas os roteiristas podiam se aplicar um pouco mais e criar um contexto dramático, além de melhores personagens, para quem sabe deixar o filme um pouco mais tenso e interessante. Nem mesmo a ordem das mortes é supresa mais, e até mesmo Tony Todd, como voz dos mistérios do filme ganha meia dúzia de diálogos que nada fazem sentido. A sequência final somente deixa uma sensação nostálgica de que a série já se esgotou a muito tempo. Nem vou comentar sobre os atores porque é óbvio que são todos fracos, sem destaque algum , e a direção também nada faz para superar o irregular roteiro!


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4 Respostas to “Últimos Filmes Vistos (22/11 à 05/12)”

  1. mercadee Says:

    Um ponto positivo, em minha opinião, é a história e o jeito que ela é relatada no roteiro. O diretor trás de volta os personagens Katie e Micah, do primeiro filme, e os inseri na trama de uma forma que explica muita coisa e ajuda a completar o primeiro filme da franquia. Atenção isto não e um “spoiler”, pois isto já estava divulgado no segundo teaser do site oficial da Paramount Pictures.

  2. wellington Says:

    você escreve “lhe dar” onde deveria ser “lidar” (de tratar com). só uma dica pra melhorar sua credibilidade. abraço!!

  3. Paulo Jr Says:

    Valeu pela correção!

  4. grisislas Says:

    Eu realmente adoro um filme é Final Destination 3, é muito bom, eu considero um filme bastante divertido que gera suspense, não se qualificam no gênero horror, mas eu gosto muito!

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