Balanço da Temporada: Sherlock – 2ª temporada

Depois de mais de um ano de espera, Sherlock ressurge numa temporada ainda melhor do que a anterior. É impressionante a qualidade técnica da série do canal BBC inglês, sou até mais entusiasta da série do que da nova cinessérie protagonizada por Robert Downey Jr. (que faz uma linha mais aventura cômica). Se não em engano, a primeira temporada da série já está disponível em dvd com os três episódios de 90 minutos cada reunidos.

Para quem não conhece a série, Sherlock é uma livre adaptação dos contos de Arthur Conan Doyle sobre as aventuras de Sherlock Holmes para os dias atuais, logo, os criadores Steven Moffat (responsável pelas atuais temporada da longínqua série sci-fi, Dorctor Who), e o ator/escritor Mark Gatiss (na série interpreta Mycroft Holmes, que ganhou bastante importância nesta temporada), adaptam características e personalidades à Inglaterra atual, temos um forte uso de novas tecnologias (celular, blog, sms) a favor da trama e de maneira coerente, nada exagerado como em comparação aos dramas de procedimento americanos, por exemplo. Tudo funciona de maneira orgânica dentro da investigação do caso da semana, além disso, temos por diversas vezes, a construção do raciocínio (o grande charme do personagem) de Sherlock.

Comentando especificamente sobre a 2ª temporada da série, Sherlock atingiu seu apogeu dramático neste três episódios, trouxe no primeiro, A Scandal in Belgravia, a resolução do gancho do final da temporada onde vimos surgir Moriarty e a introdução de Irene Adler interesse romântico/intelectual de Sherlock, num episódio vibrante tendo terrorismo como pano de fundo; The Hounds of Baskerville, conseguiu equilibrar o caso policial aparentemente sobrenatural com coerência, sobre o famoso caso literário dos Cães de Baskerville; e The Reichenbach Fall trouxe um desfecho definitivo (?) para relação Sherlock/Moriarty, num episódio fantástico cheio de reviravoltas, ação e suspense, e um desfecho de fazer qualquer fã da série começar a riscar os dias do calendário à espera da 3ª temporada.

Foi uma temporada focada, principalmente, nas relações de Sherlock com seus amigos/entes, desde a difícil relação com o irmão, passando pelo zelo com a cuidadora Sra. Hudson, até o elo de amizade que o une a John Watson, sem esquecer de seu romance (!?) com Irene e o duelo com Moriarty. O texto privilegiou o estudo do personagem em detrimento a ação propriamente dita de suas investigações, que estavam lá, mas não movendo a trama.

Desde já uma das melhores séries do ano, um belíssimo trabalho de direção (incluindo os aspectos técnicos), elenco e roteiro.

Obs.: maiores detalhes dos episódios da 2ª temporada na página de Sherlock.

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