Balanço da Temporada: The Walking Dead – 2ª temporada

***AVISO DE SPOILERS

O sucesso da série The Walking Dead (TWD), a esta altura do campeonato, é inquestionável, com números de audiência total e qualificados das melhores séries da televisão americana, não esquecendo que TWD passa na tevê a cabo americana (canal AMC, o mesmo de Mad Men e Breaking Bad), no entanto, o sucesso da série extrapolou o solo americano e, hoje, a série tem repercussão mundial, exemplo disto, é a rápida exibição pelo canal brasileiro Fox, tentando evitar um possível esvaziamento provocado pelos downloads!

Mas ao meu ver, como uma série de sobrevivência (assim como ocorreu com Lost, que será um parâmetro para os próximos anos, independente de seu desfecho), TWD enfrenta dois grandes problemas, desde a primeira temporada, o equilíbrio entre o desenvolvimento dramático dos personagens e a ação da trama; e a falta de carisma dos principais personagens, principalmente, o trio protagonista.

O triângulo Rick-Lori-Shane é de dar sono a qualquer série maníaco, são 3 personagens que sobrevivem dentro da série de impressões e “querer”, Lori quer Rick ao mesmo tempo que quer que Shane, pelo seu assédio, suma – sequência esta totalmente “vergonha alheia”; Rick tenta mostrar ao grupo sua liderança nunca de modo prático somente com discursos e diálogos banais; e Shane (melhor agraciado na segunda parte da temporada) dá uma enlouquecida em sua obsessão por Lori e pelo contexto passivo de Rick, perdendo toda sua humanidade e trato com os humanos vivos. Na mão de atores mais carismáticos – e talentosos – este triângulo amoroso e os dilemas dos personagens neste mundo pós-apocalítptico renderiam muito mais.

A má escalação não atinge somente os protagonistas, o roteiro ainda “prejudica” outros diversos personagens, sendo atualmente a única relevância dentro da série Andrea, interpretada por Laurie Holden (minha querida Marita Covarrubias de Arquivo X), que mesmo com seu mi-mi-mi suicida no início da temporada soube evoluir como personagem servindo de contraponto as demais passivas personagens femininas. A grande questão é que se houvesse um massacre dentro da série gostaria que somente Andrea fosse poupada, isto não deve ser um bom sinal para uma série “de personagens”, quando o espectador não se importa com o destino dos mesmos.

Pode até parecer que não gosto da série, pelo parágrafos acima, mas o que ocorre é que é decepcionante observar um plot tão rico de possibilidades (pessoas em condições adversas, sem saber de onde vem o perigo, humano ou zumbi, tentando sobreviver ao ambiente e a si mesmos, sem perspectiva alguma de redenção) se perder com algumas storylines arrastadas por diversos episódios sem dinâmica alguma (como o sumiço de Sophie – mesmo rendendo uma das cenas mais impactantes do ano passado) somente apresentando algum evento/diálogo interessante nos dois minutoas finais (a la Lost).

A season finale desta temporada espero que sirva para virar uma página lenta da trama ao revelar o segredo do cientista da CDC (o vírus se espalha pelo ar e todos estão infectados), retirar os personagens da proteção da fazenda, retratar um Rick mais posicionado como líder e acrescentar novos personagens/situações (Michonne/ Presídio/Governador) para a 3ª temporada que inicia em outubro. Esperando ansiosamente!

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