Destaques da Semana em DVD (09 à 13/04)

Tudo Pelo Poder: fico impressionado com a carreira de George Clooney atualmente, um exemplo a ser seguido, escolhe bons projetos a dedo (Os Descendentes, Amor sem Escalas e Conduta de Risco) e como diretor dificilmente não abraça um viés político, como acontece aqui. É ainda melhor como diretor, pois Clooney abre mão do ego e entrega o melhor personagem a um sempre eficinete ator (aqui, Ryan Gosling, mas anteriormente, David Strathairn em Boa Noite e Boa Sorte, e Sam Rockwell em Confissões de Uma Mente Perigosa). Tudo pelo Poder é baseado em peça escrita por Beau Willimon e se passa em Des Moines, Iowa, algumas semanas antes do partido democrata escolher seu candidato para a concorrer à presidência dos Estados Unidos. A trama é centrada no jovem diretor de comunicação Stephen Myers (Ryan Gosling) e as trapaças do jogo da política em que ele precisa se meter para conseguir a indicação para seu candidato, o então governador Mike Morris (Clooney).

O Espião que Sabia Demais: excelente produção inglesa, estréia do sueco Tomas Alfredson (de Deixe Ela Entrar, original), na adaptação de um livro de John Le Carre, que sempre soube retratar em sua literatura os bastidores da espionagem no século passado. A reconstituição de época, fotografia, elenco são ótimos, além disso, Tomas acertou na construção de um clima de paranóia palpável, a lamentar que a montagem dilui o clima e cansa o espectador. No final do período da Guerra Fria, George Smiley (Gary Oldman), um dos veteranos membros do Circus, divisão de elite do Serviço Secreto Inglês, é chamado para descobrir quem é o agente duplo que trabalhou durante anos também para os soviéticos. Todos são suspeitos, mas como também foram altamente treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão, todo cuidado é pouco. George precisa indicar o espião e não pode errar.

A Dama de Ferro: fiquei decepcionado com este cinebiografia de Thatcher, mesmo tendo Streep brilhando como intérprete, o roteiro de Abi Morgan (também responsável por Shame, junto com o diretor Steve McQueen, que é um acerto) é muito raso, parece aqueles vídeos homenagem, onde não se aprofunda a vida da personagem, somente momentos pontuais. Na trama, Margaret Thatcher (Meryl Streep) teve que enfrentar vários preconceitos para se estabelecer como primeira-ministra do Reino Unido em um mundo até então dominado por homens. Durante a recessão econômica causada pela crise do petróleo no fim da década de 70, ela tomou medidas impopulares, visando à recuperação do país. Seu grande teste, entretanto, foi quando o Reino Unido entrou em conflito com a Argentina na Guerra das Malvinas. Conta a história de uma mulher que quebrou as barreiras de gênero e classe para ser ouvida em um mundo dominado pelos homens. A história diz respeito a potência e o preço que se paga pelo poder, e é um retrato surpreendente e íntimo de uma mulher extraordinária e complexa.

Cavalo de Guerra: um dos maiores equívocos de Spielberg, apesar de toda qualidade técnica, não consigo fazer uma leitura mais abrangente que “filme de cavalo da Disney”, até porque é com isto que o filme se contenta, muitas liberdades poéticas para meu gosto! O filme mostra a história de amizade entre um cavalo chamado Joey e o jovem Albert (Jeremy Irvine), que o domestica e o treina, na Inglaterra. Quando Joey é vendido à cavalaria e mandado para o combate durante a Primeira Guerra Mundial, eles são forçados a se separar e Albert inicia sua jornada em busca do amigo, na França, inspirando a vida de todos que encontra em seu caminho.

A Fonte das Mulheres: filme que passou rapidamente pelo circuito cinematográfico, claro que de “arte”, é uma produção com uma história aparentemente simples mesclando drama e comédia. Acho que deve valer uma espiada. A história se passa nos tempos atuais, em uma pequena aldeia em algum lugar entre o Norte da África e o Oriente Médio. As mulheres buscam água de uma nascente no topo de uma montanha sob o sol escaldante. Elas fazem isso desde o início dos tempos. Leila, uma jovem noiva, instiga então as mulheres a lançar uma greve de amor: sem mais abraços, sem mais sexo até que os homens levassem água para a aldeia.

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