Destaques da Semana em DVD (14 à 25/05)

Os Descendentes: mesmo parecendo somente ser mais um comédia dramática, especialidade do diretor/roteirista Alexander Payne, gosto muito da maneira como Payne consegue abordar o homem de maduro, dois tons acima do patético (como nos personagens de Jack Nicholson e Paul Giamatti), além disso, sempre me surpreendo com o elenco de seus filmes, aqui Clooney assumindo tranquilamente papel de corno, dividindo a cena com um elenco jovem bastante competente. Claro que o plot do filme beira uma fábula, no entanto, o pano de fundo, Hawai, enche os olhos, um filme que nos faz refletir (perdão) e nos diverte, acho que está de “bom tamanho”! Na trama, Matt King (George Clooney) é um marido indiferente e pai de duas meninas, que é forçado a reexaminar seu passado e abraçar seu futuro depois que sua esposa sofre um acidente de barco em Waikiki. O trágico acontecimento acaba por aproximar Matt das filhas, o que o ajuda na difícil decisão de vender um terreno herdado da família.

Sherlock Holmes 2: O Jogo das Sombras: para mim, confesso, mesmo divergindo de estilos, fica muito difícil não comparar as versões de Guy Pearce com a minissérie inglesa televisiva realizada por Steven Moffat, e, como resultado, o Sherlock televisivo saí ganhando, até porque tem muito mais profundidade e conceitos bem aplicados na adaptação moderna, do que somente cenas de ação e humor entre os bons intérpretes do longa metragem (Robert Downey Jr. e Jude Law). Mesmo assim, gosto do filme, no entanto, não vi muita função dramática para a personagem de Noomi Rapace (da cinessérie sueca Millennium). Na trama, um ano depois dos acontecimentos de Sherlock Holmes, o príncipe da Áustria é encontrado morto após supostamente cometer suicídio. Entretanto, o famoso detetive britânico, vivido por Robert Downey Jr., acredita que se trata de um plano maligno criado pelo professor Moriarty (Jared Harris), um homem tão inteligente quanto ele. Ao lado de Watson (Jude Law) e da vidente Sim (Noomi Rapace), que possui uma estranha ligação com o príncipe, Holmes tenta desvendar o caso mais difícil de sua carreira.

Habemus Papam: último filme do diretor/ator italiano, Nanni Moretti, mais conhecido do circuito alternativo pelo drama familiar O Quarto do Filho, pela temática desse, Moretti faz um filme mais leve com uma temática religiosa. Na trama, o novo papa eleito (Michel Piccoli) sofre um ataque de pânico no momento em que deveria aparecer na varanda da Praça de São Pedro para saudar os fiéis, que esperaram pacientemente o veredito do conclave. Seus conselheiros, incapazes de convencê-lo de que é o homem certo para o cargo, procuram a ajuda de um conhecido psicanalista ateísta (Nanni Moretti). Mas o medo da responsabilidade que a confiança que lhe foi depositada representa é algo que só ele mesmo poderá enfrentar.

Albert Noobs: projeto pessoal da atriz Glenn Close, possivelmente com dificuldades em encontrar bons papéis, num filme curioso e com um bom elenco, no entanto, conscientemente ou não o grande destaque do filme atende pelo nome de Janet McTeer! Na trama, Irlanda, século XIX. Albert Nobbs (Glenn Close) trabalha como mordomo e esconde um segredo: é, na verdade, uma mulher. Durante 30 anos ela vestiu roupas masculinas e se fez passar por um homem, para poder se manter e concretizar o sonho de ser a dona de uma tabacaria. Entretanto, sua farsa é ameaçada quando um pintor, Hubert Page (Janet McTeer), divide o quarto com Albert por não haver outro dormitório disponível no hotel em que ambos trabalham.

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres: vejo um chororô em torno do novo filme de David Fincher, cineasta competente, tanto em narrativa quanto em visual, por realizar mais um suspense policial (como se este fosse um gênero menor) ou mesmo por modificar o final original do livro e do filme sueco (como se fosse proibido!). O que importa, pelo menos, para mim, é o bom elenco reunido (com óbvio destaque para Rooney Mara e sua repulsiva e frágil Lisbeth Salander, talvez uma das melhores personagens femininas dos últimos anos) e o clima inquitante de um bom suspense, aqui tendo como pano de fundo a gélida Suécia. Na trama, Mikael Blomkvist (Daniel Craig) é um jornalista econômico determinado a restaurar sua honra, depois de ser condenado na justiça por difamação. Contratado por um dos industriais mais ricos da Suécia, Henrik Vanger (Christopher Plummer), para investigar o desaparecimento de sua sobrinha Harriet (Moa Garpendal), há 36 anos, ele se muda para uma ilha remota na costa gelada da Suécia sem saber o que o aguarda. Ao mesmo tempo, Lisbeth Salander (Rooney Mara), hacker da Milton Security, é contratada para levantar a ficha e os antecedentes de Blomkvist, missão que será o ponto de partida para que ela se una a Mikael na investigação de quem matou Harriet.

A Mulher de Preto: caprichado terror vitoriano, aqueles filmes passados em mansões inglesas dos séculos passados, que traz Daniel Radcliffe exorcizando Harry Potter de maneira até competente, porém o roteiro se equivoca ao colocá-lo como pai de 3 filhos ainda com esta carinha de no máximo irmão mais velhos! Na trama, Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) é um jovem advogado contratado para cuidar dos negócios de um cliente e para isso teve que se dirigir para um pequeno vilarejo com o intuito de regularizar documentos. Hospedado em uma casa isolada, ele passa a ter visões sinistras e acaba se envolvendo numa trama de vingança.

O Pacto: Roger Donaldson já fez thrillers mais empolgantes (Efeito Dominó, 13 Dias que Abalaram o Mundo) do que este filme que parece uma trama de filme de Charles Bronson, ainda mais, contando com o mal momento de Nicolas Cage! Na trama, o professor colegial Will Gerard (Nicholas Cage) leva sua vida tranquilamente com a esposa Laura (January Jones), até o dia em que ela foi atacada na rua e terminou gravemente feriada em um hospital. Mas o que ele nunca iria imaginar era que ao conhecer um homem misterioso, que ofereceu ajuda para encontrar o bandido responsável pelo crime e se vingar dele, passaria a se tornar alvo de uma cobrança descabida: matar alguém como forma de pagamento. Agora, ele e a esposa precisam arrumar uma maneira de escapar deste homem e seu grupo de vigilantes, dispostos a tudo para receber seu pagamento.

O Último Dançarino de Mao: o veterano diretor australiano, Bruce Beresford (do bonito Conduzindo Miss Daisy, do thriller Risco Duplo e do fraco O Contrato) mostra sua versatilidade, agora num projeto com temática chinesa, mesmo assim há nomes conhecidos do publico como Bruce Greenwood e Kyle MacLachlan (Laura Palmer). Na trama, aos 11 anos, Li Cunxin foi tirado de uma pobre aldeia chinesa para estudar balé na escola de dança de Madame Mao, em Pequim. Em 1979, ele consegue entrar para a Companhia Houston Ballet durante um intercâmbio cultural no Texas, onde começa uma vida nova e livre. Os oficiais chineses tentam levá-lo de volta à China, mas manobras legais e o casamento com uma bailarina americana conseguem mantê-lo nos EUA. Para lutar pelos seus sonhos, porém, ele terá de abandonar para sempre sua família.

Tokyo: série antológica que reúne três diretores, Michel Gondry, Leos Carax, Joon-ho Bong, dirigindo diferentes elencos em três segmentos. Segmento “Interior Design”: Um jovem casal tenta se adaptar à cidade de Tóquio. Ele tem o sonho de se tornar diretor de cinema, enquanto que ela tem a sensação de que perdeu o controle de sua vida. Aos poucos ela se sente cada vez mais só, passando por uma grande transformação. Segmento “Merde”: Uma misteriosa criatura aterroriza Tóquio, provocando paixão e repulsa na população até o momento em que é capturada. Segmento “Shaking Tokyo”: Um homem vive isolado do resto do mundo há 10 anos, até a visita de uma jovem entregadora de pizza. Um terromoto acontece na cidade, fazendo com que eles se apaixonem.

Maré Negra: a pergunta que não quer calar: ainda há queda para a carreira da ganhadora do Oscar Halle Barry? Meu Deus, presente até mesmo em filme de tubarão! Mesmo que a produção pareça um pouco acima da média para o subgênero Bezão, com uma ou outra figura conhecida, além do diretor especialista em filmagens aquáticas, John Stockwell (de A Onda dos Sonhos e Mergulho Radical), nada justifica a presença de Halle aqui. Na trama, Sara (Halle Berry) é uma aventureira que enfrenta problemas durante um mergulho na costa da ilha de Guadalupe. Quando o marido dela decide arriscar a segurança de Sara por sua ambição profissional, o casamento desanda. Um ano depois, de volta à ilha, a luta da garota não é mais pelo seu relacionamento, mas sim por sua vida.

Footloose: para quem não conhece um clássico da Sessão da Tarde aqui está uma oportunidade de ver uma adaptação com elenco cheio de caras novas, quem não lembra o Footloose original tinha um jovem Kevin Bacon como o rebelde dançarino. Na trama, a nova vida de Ren McCormick (Kenny Wormal) numa cidade pequena está cheia de surpresas porque as pessoas com quem ele convive agora são muito conservadoras. Para completar o quadro, o Reverendo Moore (Dennis Quaid) proibiu o rock e a dança. A revolta de Ren com a situação acaba atingindo também a filha de Morre, Ariel (Julianne Hough), mas isso não permanecerá por muito tempo já que Ren e Ariel apaixonam-se.

Tiros Cruzados: dica para os fãs do veterano ator Gary Oldman, buscando desafios em filmografias estrangeiras neste Tiros Cruzados que é baseado em best-seller de Barry Eisler. Perseguido pela CIA, John Rain é um assassino profissional altamente especializado, contratado para resgatar um pen drive que contém informações confidenciais, antes que elas vazem. Rain intercepta o portador, que acaba morto, mas não encontra o que procurava. No rastro do pen drive, ele se depara com a filha do tal homem, ambos passam a ficar na mira da CIA… e a correr todos os perigos!

Corajosos – A Honra Começa em Casa: assim como tenho curiosidade em assitir a filmografia espírita nacional também sempre dou uma espiada na filmografia evangélica americana, representada pelo diretor/aroteirista/ator Alex Kendrick (também responsável por filme temáticos como Prova de Fogo e Deafiando Gigantes). Um drama simples com moral de história, indicado para público específico! Na trama, enquanto eles sempre dão o seu melhor no trabalho, “bom o suficiente” parece ser tudo o que pode definí-los como pais; mas eles estão descobrindo rapidamente que essa realidade está piorando. Eles sabem que Deus deseja converter os corações dos pais aos filhos, mas seus filhos estão começando a ficar cada vez mais longe deles. Serão eles capazes de encontrar uma maneira de servir e proteger aqueles que são mais valiosos? Quando a tragédia atinge suas casas, esses homens são deixados lutando com as suas esperanças, seus medos, sua fé e sua paternidade. Pode uma urgência ajudar estes pais a se aproximarem de Deus e dos seus filhos?


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