Projeto Fall Season 2013

fallseason

Passados aproximadamente 45 dias desde o início do fall season 2013 da televisão americana (aberta, basicamente), época do ano na qual os canais (CBS, NBC, CW, ABC e FOX) lançam suas grandes promessas (estreias) e retornam suas séries mais “veteranas”, chegou o momento de fazer um balanço do que foi lançado até aqui.

De antemão posso afirmar que, mais uma vez, a decepção toma conta da temporada, não sei ao certo como concluir o que acontece na tevê aberta, mas a queda vertiginosa de audiência ano após ano, ao invés de conferir uma qualidade na criação das séries, a procura de um espectador seletivo (como ocorreu em séries como The Walking Dead e Breaking Bad na tevê a cabo), os produtores/criadores têm se rendido a uma popularização de idéias no sentido de procurar séries co-irmãs de algumas outras que já fazem sucesso. Como exemplo disso, o mote da temporada de todos os canais é procurar uma sitcom “nova Modern Family”, série de sucesso do canal ABC.

Bom, vamos aos números, não sou tão louco de dizer que conferi os 30 lançamentos (até aqui e das produções estreantes que tomei conhecimento), mas tive coragem de conferir 21, em sua maioria comédias.

Começando por elas, do qual não sou fã habitual, principalmente pelo estilo de humor americano, atualmente acompanho as veteranas How I Met Your Mother (CBS), The Big Bang Theory (CBS), Modern Family (ABC) e Community (NBC), um número bem pequeno frente ao número de dramas e séries de procedimento que gosto; das novatas, por enquanto somente The Crazy Ones (CBS) me agradou, ainda que tenha alguns problemas de roteiro, a criação de David E. Kelley (de Ally McBeal, The Practice e Boston Legal), se propõe a ser um pouco mais do que um veiculo para o histrionismo de Robin Williams, em seu retorno para a televisão, retratando os bastidores de uma agência de publicidade, fugindo um pouco do chavão familiar, hospital, escritório de advocacia, etc. Claro que a série precisa ser mais do que momentos de improviso de Williams, mas a dupla de seu  personagem com os atores James Wolk e Hamish Linklater pode render, quem ainda precisa encontrar o tom/tempo de comédia é Sarah Michelle Gellar (nossa eterna Buffy).

TheCrazyO-Cartaz

Agora, tirando The Crazy Ones, as demais séries tanto as simples e desconhecidas (como Mom, We Are Men, Welcome to the Family e Super Fun Night) quanto as mais badaladas devido aos nomes envolvidos The Michael J. Fox  Show (com o veterano ator, num texto que somente faz comédia de sua condição de Mal de Parkinson), Sean Miller Saves World (também com o comediante num papel de pai solteiro gay num escritório de vendas), The Millers (uma nova tentativa de Will Arnet, fazendo sempre o mesmo tipo de personagem) não renderam, e pior, pelo andar da carruagem nenhuma foi um sucesso de audiência. Explico, as poucas que estão se salvando são as séries que possuem um bom “lead in”, horário antecedido por uma série de sucesso, como ocorre com The Millers que vem em seguida de The Big Bang Theory.

Das comédias, We Are Men  (CBS) e Welcome to the Family (NBC) já foram canceladas.

Já sobre os dramas, pelo menos não ha tanta repetição de temática, mas o sucesso é bem abaixo da expectativa, nessas primeiras semanas salvei na minha watchlist: Sleepy Hollow (FOX), pelo universo gótico com direito a demônios e bruxas, mas que ainda não conseguiu implantar de maneira satisfatória sua trama e também possui problemas na escalação do elenco, no entanto, a série foi planejada para ter somente 13 episódios, com isso espero que a trama seja coesa e interessante; The Blacklist (NBC), chega com uma vibe meio House, tem um protagonista excêntrico e mega inteligente com um plano misterioso por trás de suas ações, nisso adiciona-se um caso da semana (ou criminoso) e temos uma série que pode render frutos ao ator James Spader (carismático no papel), porém, não sei se terá uma vida longa (com qualidade) no mundo das séries; Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. chegou cheio de pompa e circunstância, principalmente devido ao sucesso do universo Marvel nos cinemas, mesmo começando devagar e acrescentando aos poucos novos elementos que funcionem dentro da mitologia da série (separando-a do universo dos filmes), a criação está sob a batuta de Joss Whedon, um especialista na criação de mitologias (vide Buffy, Angel, Firefly e Dollhouse), e tem no elenco alguns personagens que podem render com o passar do tempo para a série, mas é somente mais uma série de aventura e humor, não se empolguem.

MAOS-Cartaz

Ainda na dúvida com os novos dramas Masters of Sex (Showtime), pela universo da pesquisa científica sobre sexo nos anos 50, e Reign (CW), que adapta a la canal CW a vida de Rainha Mary Stuart lá em sua adolescência e todo universo envolvendo poderes políticos entre Inglaterra, Escócia e França.

Entre as séries que olhei e não me convenceram (Atlantis, Betrayal, The Tomorrow People e Drácula), tivemos um dos maiores absurdos sendo exibidos pelo canal ABC, pegando carona no sucesso (já em decadência) de Once Upon a Time, criaram Once… Wonderland, tentando adaptar a clássica história de Alice no País das Maravilhas, agora já adulta, misturando com a trama do Gênio da Lâmpada, isso mesmo, nem preciso dizer o resultado, um dos piores pilotos de séries que já pude conferir, isso sem “esculhambar” com os famosos (d)efeitos da série e na escalação de elenco (reparem, se tiverem coragem, na (in)expressividade da Rainha de Copas), pobre Sayid (ator Naveen Andrews de Lost, literalmente, perdido por aqui).

Dos dramas, já foram cancelados: Ironside (NBC) e Lucky 7 (ABC).

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