Balanço da Temporada – The Killing (4ª temporada)

TheKilling-cartazHá algum tempo não redijo um texto sobre um balanço da temporada que não esteja na própria página da qual descrevo “episodicamente” minhas impressões sobre as dezenas de séries que acompanho, no entanto, me senti impelido a fazê-lo em função da última temporada da The Killing, que pela segunda vez retorna do cancelamento (a primeira vez, entre a 2ª e a 3ª temporada), agora com apoio do site Netflix em parceria com o canal AMC; retorno este com somente 6 episódios que repercutem as consequências do ato de Linden e acrescentam um novo crime a ser investigado pela dupla, Linden e Holder, o homicídio de quatro membros de uma família havendo um jovem sobrevivente.

****spoilers

Ao final, sentimentos contraditórios, em geral, gostei dos desfechos dos arcos da temporada, mas ficou um gostinho “de quero mais”, principalmente, se pensarmos que The Killing é um procedural, simplesmente uma série policial, porém com protagonistas riquíssimos. Voltando à trama, apesar de ainda achar que Reddick descobriu as peças do desaparecimento de Skinner de uma maneira muito rápida, o desfecho político do caso, trazendo novamente o prefeito Richmond, das duas primeiras temporadas, fecha um ciclo bastante coeso dentro da trama e verossímil, pois ninguém conseguiria pagar a conta de ter um tenente (delegado, no nosso caso) como um serial killer do próprio caso do qual era responsável pela investigação, em sua gestão.

Sobre o caso da temporada envolvendo os Stansbury, com a descoberta da maternidade da Coronel Rayne (show de Joan Allen), ficou bastante claro para mim o envolvimento de Kyle, no entanto, não imaginava seu trauma e abandono no ventre familiar, sequências fortes e ótimos diálogos entre ele e Sarah.

Mas o grande destaque temporada foi o desenvolvimento do relacionamento de Sarah e Holder, parceiros/confidentes/cúmplices, o casal, o qual nunca shippei como alguns, tiveram nesta series finale algumas das melhores sequências da série; Sarah teve a oportunidade de revelar ao parceiro as consequências de um lar desfeito, seja sua dificuldade em lhe dar com o filho, faltando-lhe carinho e apreço por Jack, quanto aceitar o surgimento de sua mãe, assim Holder com a chegada da paternidade teve o discernimento de observar como uma família pode salvar ou condenar uma pessoa (vide o caso dos Stansbury).

Excelentes diálogos, atores impecáveis (Mireille Enos mais uma vez para a temporada de prêmios, se não me engano concorrendo na categoria minissérie, deve levar fácil), fotografia e trilha fechando o ciclo de uma série que, agora sim, teve um final muito, mas muito digno e relevante. E como isso é importante para um série maníaco (viu, produtores de Dexter!)

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Uma resposta to “Balanço da Temporada – The Killing (4ª temporada)”

  1. Brenda Motta Says:

    adorei seu cometário, achei completo, e rico em detalhes.
    parabéns adorei

    http://spoilermania.blogspot.com/

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