Primeiras Impressões: Supergirl (canal CBS)

Acompanhando o mundo das séries televisivas há mais de 10 anos, confesso que me divirto com os episódios pilotos ditos “vazados” na web, que é um truque que os canais de televisão utilizam para medir a repercussão nas mídias sociais da série estreante. Claro que, se a série for muito xingada, ainda resta um tempo hábil para trabalhar no piloto e, principalmente, nos episódios seguintes. Um exemplo recente foi feito pelo canal NBC, na temporda 2014/15, com a já cancelada série Constantine, de repercussão ruim no piloto vazado, houve até mesmo troca de atriz em personagem coadjuvante, o que não foi o suficiente para salvar a série do cancelamento após uma temporada de 13 episódios.

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Essa política de divulgação “não divulgando oficialmente” já foi muito utilizada (e ainda é) pelo canal de tevê à cabo Showtime, que coincidentemente, pertence ao Grupo CBS, canal que acaba de ter “vazado” o piloto de sua série mais polêmica para a temporada 2015/16, Supergirl. Prevista para estrear somente em Novembro, o canal juntamente com os criadores deve ter tempo suficiente para lapidar o que os fãs mais gostarem ou não na série, que deve ter reiniciadas suas filmagens a partir de julho/agosto.

Sobre a proposta de Supergirl, considero a série um elefante branco dentro da programação do canal CBS, clássica pelas séries de investigação (CSI e NCIS) e comédias de claque (The Big Bang Theory), não consigo imaginar que o público jovem feminino voltará ao canal após nunca ter sido privilegiado pelo mesmo, sinceramente, a série tem cara e marca do canal CW, de características juvenis e com presença de super herois (desde Smallville até Arrow e The Flash). Talvez a série tenha dificuldade em encontrar seu público alvo, principalmente, por concorrer diretamente no horário de exibição com outra série baseada em quadrinhos, Gotham (do canal Fox).

Agora, especificamente, sobre o enredo, Greg Berlanti tem sido competente em suas adaptações para o canal CW, Arrow e The Flash, porém a abordagem aqui, mesmo que bastante ágil, afinal no piloto Kara assume seus poderes e se revela para a humanidade, além dos sempre necessários flashbacks didáticos, já vemos Kara voando, usando uniforme e usando a visão laser, me pareceu bastante superficial e falha na construção/exposição dos personagens, principalmente, da irmã de Kara (nossa velha conhecida Lexie Grey de Grey’s Anatomy). Mas o meu maior susto foi a exposição da que deve ser a maior ameaça para Kara/Supergirl nessa temporada, a tia gêmea má de sua mãe, com um plano maquiavélico de destruir a Terra, seriously! Nossa foi muito plot novela mexicana, destoou completamente do tom aventuresco apresentado até então.

Para não dizer que não falei de coisas boas, acho que a série tem efeitos incríveis, para uma série de tevê, o elenco têm condições de dar uma melhorada, somente precisa de textos melhores, e a aposta numa série de aventura com protagonista feminina e jovem é um destaque a ser apontado pela diversidade, fato não muito comum na televisão americana; e se a série não serve para mim pela abordagem, deve arrebatar fãs pelo mundo. Boa sorte para quem acompanhar.

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