Primeiras Impressões: Mr. Robot (canal USA)

O bacana em não se ter expectativas sobre uma série, inclusive sem ter visto um único teaser ou trailer, é a agradável surpresa de ser surpreendido positivamente. Ainda mais, quando a série é de um canal de tevê à cabo (canal USA) taxado como um canal descompromissado com qualidade (não que não possua) e que aposta em séries procedurais de aventura/comédia/romance renovadas “ad eternum”, como, por exemplo, Monk, Psych, White Collar e, recentemente, Suits.

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A série em questão é Mr. Robot (com estréia prevista para 24/06), que teve o piloto liberado (mais um), o que se mostrou um acerto pois a série conseguiu, pelo menos em seu piloto, entregar uma trama bastante original, intensa e trabalhada com profundidade, dramaticamente falando. O grande acerto do piloto foi sem dúvida a maneira acertada com a qual somos apresentados ao protagonista Elliot (interpretado pelo expressivo Rami Malek), um sujeito que sofre de fobia social que é um programador de uma empresa de segurança em informática; conhecemos Elliot em sua rotina tanto no trabalho quanto pessoal, sua obsessão em ajudar as pessoas que gosta, desde descobrir as “sujeiras” de pessoas próximas aos seus “amigos” (no piloto ilustrados pela sua paixonite na empresa e sua psicóloga) até criminosos como pedófilos da internet, atuando como um justiceiro.

Além de construir Elliot com propriedade, o roteiro do piloto mostra uma trama que parece ser o arco da temporada, envolvendo uma corporação cliente da empresa de Elliot, aqui faço uma pausa para “chutar” que a série será um “procedural” contando com um arco como pano de fundo, a ser trabalhado durante toda temporada, assim como nos apresenta, apenas rapidamente, Mr. Robot (Christian Slater), que parece ser um hacker disposto a derrubar grandes corporações, que entra na vida de Elliot fazendo-lhe um convite.

Dirigido com competência pelo dinamarquês Niels Arden Oplev, responsável pelo primeiro filme da trilogia policial Millenium, O Homem que Não Amava as Mulheres, em sua versão europeia, que coincidentemente também tinha como protagonista um hacker, no caso, uma mulher, a famosa Lisbeth Salander; o diretor constrói de maneira adequada o universo de Elliot, privilegiando a conspiração e o imediatismo do tema informática/internet sem abrir mão da verossimilhança e sem apelar para didatismos desnecessários e repetitivos.

Fazia algum tempo que um piloto não me empolgava tanto, produção para ficar de olho nessa Summer Season que se inicia.

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