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Primeiras Impressões – Scream Queens & Limitless

26/09/2015

Conforme for assistindo os novos pilotos das séries estreantes da temporada Fall Season 2015, vou postando minhas primeiras impressões, em seguida, defino qual série terá espaço na minha já gigante watchlist.

SCREAM QUEENS

A Universidade Wallace é abalada por uma série de assassinatos. A Kappa House, a fraternidade mais cobiçada do campus, é governada com mão de ferro (e luva cor-de-rosa) por sua Rainha “Bitch” Chanel Oberlin (Emma Roberts).

Quando a ex-Kappa Reitoria Munsch (Jamie Lee Curtis) decreta que todos os alunos do campus podem se inscrever para participar da fraternidade, a universidade vira um inferno, como um assassino vestido de diabo causando estragos, fazendo uma vítima a cada episódio.

Scream Queens é uma visão moderna para o formato clássico de suspense em que se tenta descobrir quem é o assassino, no qual todo personagem tem algum motivo para matar, ao mesmo tempo em que pode se tornar a próxima vítima encharcada de sangue.

S1SQ-Cartaz1Após quatro anos com temporadas de sucesso de público (e algumas de crítica), Ryan Murphy (responsável por séries como Glee e Nip/Tuk) e sua trupe resolveram atender um pedido do canal Fox e criar uma antologia (nova moda na tevê americana, séries com tramas fechadas de 10 a 13 episódios) de terror/suspense para tevê aberta. Assim, Murphy, o melhor criador de séries e personagens icônicos, mas também um dos roteiristas mais irresponsáveis com suas criações, cria um misto de Meninas Malvas (universo jovem na faculdade) com Scream (assassino mascarado atrás dos mesmos jovens), no entanto, bebendo mais na fonte de Meninas Malvadas o texto de Murphy transborda ironia e deboche (politicamente incorreto), sem deixar de lado seus amados personagens “underdogs”.

Quem conhece as séries mais icônicas de Murphy, principalmente Glee e American Horror Story, vai identificar algumas situações e personagens de longe, a princípio um mau sinal, mas o mesmo Murphy tem paixão por subverter as convenções cinematográficas/seriadas com muitas referências pops e culturais, buscando claramente atingir o público alvo jovem.

Confesso que episódio duplo não funciona para mim, se tornam muito maçante quando não há um evento “maior” a ser explorado, vide as tragédias de Grey’s Anatomy, talvez esse seja o equívoco que mais salta aos olhos no piloto, ademais, todos personagens, situações e mortes estão lá da melhor maneira que Murphy sabe explorar, vide a cabeça da mudinha fã de Taylor Swift sendo decepada seja no enfrentamento de uma vítima com seu algoz através de mensagens no celular, mais contemporâneo e surreal impossível! Reconheço que é uma série para os fãs!

LIMITLESS

A história tem início do ponto onde o filme (Sem Limites) encerrou. Brian Finch (Jake McDorman, de Manhattan Love Story), escritor que, através de uma misteriosa droga conseguiu acessar 100% de sua habilidade cerebral, é coagido a utilizar seu poder para o FBI solucionar casos em aberto.

Ele passa a trabalhar com Rebecca (Jennifer Carpenter, de Dexter), uma agente que subiu rapidamente de posto dentro da agência mas, apesar das realizações profissionais, ainda não conseguiu lidar com seu passado; com Boyle (Hill Harper, de CSI: NY), ex-militar que agora trabalha com o FBI testando os efeitos do NZT no agente; e com Nasreen Awad (Mary Elizabeth Mastrantonio, de Law & Order: CI, Grimm), mais conhecida como Naz, uma ex-promotora pública que se uniu ao FBI há algumas décadas e agora atua como agente especial encarregada da divisão que investiga os efeitos do NZT.

LimitlessMais um produto – nada original – de séries adaptadas de filmes nessa temporada (Sem Limites, Neil Burger), aqui um filme que nem rendeu tanta repercussão assim, mas que tinha uma trama bacana e um elenco competente com nomes como Bradley Cooper e Robert DeNiro.

O mais curioso nessa produção foi ter angariado o poder ($) de Bradley Cooper, antes como protagonista do filme, e agora atuando como produtor e ator, na verdade, ressalto aqui a minha maior surpresa com a série que foi abrir a temática da trama com uma conspiração entre quem produz a droga NZT e o interesse ambíguo da polícia na droga.

Como uma – boa e velha – série do canal CBS já sabemos de antemão que, após o piloto, veremos o personagem Brian, novo tocado pela droga, irá atuar junto com a polícia ajudando nas investigações do que devem ser os casos da semana, enquanto o tom conspiratório envolvendo inclusive a participação de Cooper, agora Senador, devem servir de pano de fundo da temporada. Quem não curte séries “procedurais” já deve parar por aqui, agora, quem curte como eu, tem além de uma premissa curiosa, o retorno da carismática Jennifer Carpenter após o término de Dexter, novamente como uma agente da lei. Vamos ver o que nos aguarda, torço para subgênero de série “procedural”!

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Primeiras Impressões – The Bastard Executioner

22/09/2015

Dando início aos trabalhos da temporada 2015/16 das séries americanas (e algumas inglesas), abrindo com o chamado Fall Season, que promete fortes emoções com as dezenas de pilotos produzidos, fora os retornos de séries da watchlist de cada um, porém a expectativa não é muito animadora com as estreias! Adoraria ser surpreendido, porém diminui mais ainda as expectativas após ver o episódio piloto duplo de The Bastard Executioner, do canal FX, criado por Kurt Sutter, o showrunner/roteirista insano de Sons of Anarchy, que acabara sua jornada na temporada passada, dando tempo para Sutter criar esse novo universo, agora medieval, em detrimento do retrato das gangues de motoqueiros.

thelastexecutiner

Com a péssima ideia de abrir a série com um episódio duplo, que dificilmente rende uma experiência bacana devido a longa metragem, The Bastard Executioner afundou com minhas expectativas ao observar que Sutter não conseguiu corromper nenhum clichê de filme medieval, muito pelo contrário abraçou-os com todo descaramento possível, o primeiro episódio é fraco demais, devido o roteiro confuso e a falta de apresentação dos personagens, tudo muito confuso e para piorar lento e sem dinâmica; no segundo episódio, a trama dá uma esquentada, pelo menos, porém já de “bate pronto” Sutter apela para um twist de vingança e troca de identidade, que possivelmente renderia mais numa novela do que numa série. Para finalizar os comentários gerais sobre a série, confesso que insistirei no 3º episódio para ver se o plot que se abre ao final do piloto é trabalhado de maneira competente, por consideração à Sons of Anarchy e The Shield (também obra de Sutter).

Voltando aos dois episódios, produções televisivas medievais me causam uma preguiça intensa, não lembro de passar acompanhando mais do que uma temporada, normalmente, a produção sofre com os orçamentos diminutos necessários para maquiagem, design de produção e cenários, aqui até que esse tópico não me incomodou, em compensação, as escolhas do elenco foram sofríveis (isso pode ser culpa do fraco roteiro também), em particular, me chama a atenção o pouco carisma do protagonista Lee Jones, talvez aposta de Sutter como ocorreu com Charlie Hunnam (Jax em Sons of Anarchy) e Michael Chiklis (detetive Vic Mackey em The Shield), embora não tenha funcionado aqui. Lamento também a personagem de Katey Sagal, uma “bruxa” com caracterização estranha e sotaque idem!