Primeiras Impressões – The Bastard Executioner

Dando início aos trabalhos da temporada 2015/16 das séries americanas (e algumas inglesas), abrindo com o chamado Fall Season, que promete fortes emoções com as dezenas de pilotos produzidos, fora os retornos de séries da watchlist de cada um, porém a expectativa não é muito animadora com as estreias! Adoraria ser surpreendido, porém diminui mais ainda as expectativas após ver o episódio piloto duplo de The Bastard Executioner, do canal FX, criado por Kurt Sutter, o showrunner/roteirista insano de Sons of Anarchy, que acabara sua jornada na temporada passada, dando tempo para Sutter criar esse novo universo, agora medieval, em detrimento do retrato das gangues de motoqueiros.

thelastexecutiner

Com a péssima ideia de abrir a série com um episódio duplo, que dificilmente rende uma experiência bacana devido a longa metragem, The Bastard Executioner afundou com minhas expectativas ao observar que Sutter não conseguiu corromper nenhum clichê de filme medieval, muito pelo contrário abraçou-os com todo descaramento possível, o primeiro episódio é fraco demais, devido o roteiro confuso e a falta de apresentação dos personagens, tudo muito confuso e para piorar lento e sem dinâmica; no segundo episódio, a trama dá uma esquentada, pelo menos, porém já de “bate pronto” Sutter apela para um twist de vingança e troca de identidade, que possivelmente renderia mais numa novela do que numa série. Para finalizar os comentários gerais sobre a série, confesso que insistirei no 3º episódio para ver se o plot que se abre ao final do piloto é trabalhado de maneira competente, por consideração à Sons of Anarchy e The Shield (também obra de Sutter).

Voltando aos dois episódios, produções televisivas medievais me causam uma preguiça intensa, não lembro de passar acompanhando mais do que uma temporada, normalmente, a produção sofre com os orçamentos diminutos necessários para maquiagem, design de produção e cenários, aqui até que esse tópico não me incomodou, em compensação, as escolhas do elenco foram sofríveis (isso pode ser culpa do fraco roteiro também), em particular, me chama a atenção o pouco carisma do protagonista Lee Jones, talvez aposta de Sutter como ocorreu com Charlie Hunnam (Jax em Sons of Anarchy) e Michael Chiklis (detetive Vic Mackey em The Shield), embora não tenha funcionado aqui. Lamento também a personagem de Katey Sagal, uma “bruxa” com caracterização estranha e sotaque idem!

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