Primeiras Impressões: Heroes Reborn, Quantico & Rosewood

Vamos atualizando os pilotos da Fall Season 2015:

HEROES REBORN:

A saga por trás da série de sucesso Heroes continuará com o retorno do criador Tim Kring para novas aventuras dos super-heróis. Esse desde já aguardado retorno, na forma de uma minissérie com 13 episódios, se reconectará com os elementos básicos da primeira temporada da série, em que pessoas comuns um dia acordam e descobrem ter habilidades extraordinárias.

8871E continuamos sendo expostos a uma das safras menos criativas da tevê americana, adaptações de filmes, refilmagens e continuações desnecessárias são o mote atual, isso para não comentar de séries que fazem um misto do que já vimos. Tim Kring, um dos maiores showrunners picaretas atuais, resolve trazer à volta seu maior sucesso, que terminara com críticas bastante negativas, pelo jeito, Kring conseguiu convencer algum executivo do canal NBC de que como herois de quadrinhos estão em alta, sua criação com uma roupagem nova poderia render uma nova franquia, lembrando que a série retorna como minissérie (o que não quer dizer que será produzida somente uma).

Falando especificamente sobre o piloto (duplo zzzzz), tem um ritmo cansativo e reinicia após os eventos da quarta temporada (que não vi), no qual Claire revelou os poderes para a humanidade, alguns personagens retornam (outros não deveriam) e novos são apresentados, num momento no qual há pessoas caçando-os após eles serem acusados de ter cometido um ato terrorista. Num primeiro momento, essa nova dinâmica me servia, no entanto, os roteiristas (shame on you Kring!) não conseguem abrir mão de subtramas absurdas e desconexas da trama central (como a personagem oriental que vira aminação num game com direito a katana e tudo mais) e personagens ruins (com intérpretes piores) como sempre Heroes apresentou.

Darei mais uma chance por puro prazer de sofrer e se indignar com tamanha incompetência criativa (guilty pleasure).

QUANTICO

Um grupo bastante diversificado de recrutas chegam à base do FBI em Quântico para serem treinados. Eles são os melhores, mais brilhantes e mais testados, então parece impossível que um deles seja suspeito de ser a grande mente por trás do maior ataque a Nova York desde 11 de setembro.

quanticoAté o momento que lhes escrevo, foi o melhor piloto da Fall Season, um thriller de conspiração com uma trama interessante desenvolvida através de duas narrativas em diferentes linhas de tempo, com uma diferença de 9 meses entre elas, assim temos o tempo atual, no qual a recruta Alex desperta após um atentado terrorista em solo americano, e o início do treinamento, no qual somos apresentados aos recrutas e seus superiores, num primeiro momento, confesso que todos são suspeitos pois parecem guardar segredos de diferentes tipos.

Tenso e bem interessante como conceito, a série conta com um elenco bacana, bastante diverso, e apostou num piloto surpreendente ao nos apresentar alguns personagens e dentro do mesmo já eliminá-los. Me surpreendi positivamente espero que a jornada vale a pena!

ROSEWOOD

Rosewood é um drama médico centrado no brilhante Dr. Beaumont Rosewood Jr. (Morris Chestnut), o melhor patologista de toda Miami. Como o proprietário de um dos mais sofisticados laboratórios independentes do país, ele encontra segredos em corpos que outros normalmente não conseguiriam ver. Apesar de estar constantemente rodeado por morte, Rosewood é obcecado com a vida e sabe saborear cada momento. Seu eterno otimismo irá frustrar a cínica detetive com quem ele frequentemente trabalha, mas ela não pode argumentar contra os resultados que sua perspectiva particular oferece.

rosewoodNão sei o que acontece com o canal Fox, com o sucesso retumbante de Empire, outro canal aproveitaria e colocaria uma nova série após o horário do mesmo para receber a audiência dele (como vem fazendo o canal NBC às segundas após o The Voice) , mas não, o canal Fox cria um novo procedural étnico, misto de House (esse de auto-ajuda) com Body of Proof (procedural com uma médica legista como protagonista), e coloca antes de Empire, nãoaproveitnado o sucesso gigantesco do novelão de Lee Daniels.

Pior que a série iria precisar surfar no sucesso de Empire, o piloto e o próprio conceito da série é igual a dezenas de pilotos policiais e ou médicos que inundam a tevê americana há décadas, não possui um gancho forte, além da doença do protagonista, até bem conduzido por Morris Chestnut, porém os conflitos com a nova detetive e futura parceira (Castle manda lembranças) e até mesmo os conflitos com o principal detetive do departamento de Miami (pobre Anthony Michael Hall, que já teve sua própria série, The Dead Zone) já soam clichê de tanto que vimos em outras séries. Não tem como ir adiante!

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