Archive for the ‘Professora Sem Classe’ Category

Últimos Filmes Vistos (20 à 26/08)

30/08/2011

Bróder!

Título original: (Bróder!)

Lançamento: 2011 (Brasil)

Direção: Jefferson De

Roteiro: Jefferson De e Newton Cannito

Atores: Caio Blat, Jonathan Haagensen, Sílvio Guindane, Cassia Kiss e Aílton Graça. 92 min

Sinopse: Capão Redondo, bairro de São Paulo. Macu (Caio Blat), Jaiminho (Jonathan Haagensen) e Pibe (Sílvio Guindane) são amigos desde a infância e seguiram caminhos distintos ao crescer. Jaiminho tornou-se jogador de futebol, alcançando a fama. Pibe vive com Cláudia e tem um filho com ela, precisando trabalhar muito para pagar as contas de casa. Já Macu entrou para o mundo do crime e está envolvido com os preparativos de um sequestro. Uma festa surpresa organizada por dona Sonia (Cássia Kiss), mãe de Macu, faz com que os três amigos se reencontrem. Em meio à alegria pelo reencontro, a sombra do mundo do crime ameaça a amizade do trio.

Comentários: facilmente o melhor filme nacional deste ano, apesar do meus parâmetros estarem longe do ideal para uma comparação, um filme que poderia facilmente cair no rótulo de “filme de favela ou periferia” mas que busca retratar na verdade os caminhos de vida de três amigos, todos jovens adultos que nasceram e viveram em Capão Redondo. Enquanto, dois conseguiram “fugir” da realidade de violência e drogas da periferia, o terceiro ainda reside lá e pode estar se deixando seduzir pelas “facilidades” da vida do tráfico. Os três se reúnem pelo aniversário de Macu (que não deve ser coincidência, é o único branco do trio, no entanto, é o que tem a maior pegada de comportamento e linguagem da periferia), mas o destaques ficas pelo verossímil retrato que o roteiro faz dos personagens, todos tem camadas dramáticas e nuances, assim como no foco da amizade e não dos problemas da periferia, e pela escolha do elenco, Caio Blat é um ator camaleônico, cada filme um personagem diferente que o ator consegue criar e nos convencer, também gosto das presenças de Jonathan Haagensen (talvez o que menos teve destaque da mídia até aqui, por trabalhar pouco na televisão) e Silvio Guindane (atualmente na Rede Record, mas consagrada como Basilio, auxiliar da Dona Jura na novela global O Clone).

Um Novo Despertar

Título original: (The Beaver)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Jodie Foster

Roteiro: Kyle Killen

Atores: Mel Gibson, Jodie Foster, Anton Yelchin, Jennifer Lawrence. 92 min

Sinopse: Walter Black (Mel Gibson) é o presidente de uma indústria de brinquedos. Ele sofre de depressão, o que faz com que se torne cada vez mais distante da esposa Meredith (Jodie Foster) e dos filhos Porter (Anton Yelchin) e Henry (Riley Thomas Stewart). Um dia, ao jogar o lixo fora, ele encontra o castor, um bicho de pelúcia no qual é possível colocar o braço. Logo em seguida Walter tenta o suicídio, mas fracassa. A partir de então, já com o castor, ele assume uma nova identidade e passa a se comunicar através do boneco. O castor permite que Walter volte à vida, no trabalho e junto à família, mas aos poucos ele passa a sofrer um conflito de identidades.

Comentários: acho que a crítica americana pegou muito pesado com o novo filme de Jodie Foster (em seu terceiro longa, anteriores foram Mentes que Brilham e Feriados em Família), do qual sou bastante fã, pelo talento e pela postura; e se pensarmos bem, o estardalhaço se deve aos escândalos da vida particular de Mel Gibson (que perdeu o rumo de sua carreira pós Coração Valente), mas isto em nada atrapalha a película, muito pelo contrário, os problemas pessoais do ator devem ter, e muito, ajudado em sua construção de Walter Black, acho sua presença em cena é algo brilhante (desde postura, olhar, seu envelhecimento, carrega o filme nas constas!).

No entanto, o roteiro que teve a curiosa, não original, idéia de criar o Castor para auxiliar na depressão do personagem (que não sabemos claramente os motivos) também é sua ruína (exagerando)! Pois o roteiro não consegue se decidir que tom contar sua história, começa meio fábula (com narração em off e tudo), passando pelo retrato dramático da situação de Walter e seu relacionamento com a família e trabalho, depois no encontro com o Castor se transforma numa comédia de auto-ajuda (!), para na reta final virar um suspense obsessivo, estas viradas não conseguem soar orgânicas dentro do filme. Isto não tira o mérito do primeiro terço do filme ser muito bom, com sensibilidade e retratando todos os personagens de maneira acertada, principalmente, Anton Yelchin, filho mais velho de Walter, que luta obsessivamente para evitar os maneirismo e comportamento do pai temendo se tornar igual a ele. Anton é um jovem ator, com alguns filmes bacanas em sua filmografia como Lembranças de um Verão, Sociedade Feroz e Star Trek,  que está despontando em Hollywood e merece espaço.

Professora sem Classe

Título original: (Bad Teacher)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Jake Kasdan

Roteiro: Gene Stupnitsky e Lee Eisenberg

Atores: Cameron Diaz, Justin Timberlake, Lucy Punch, Jason Segel. 92 min.

Sinopse: Elizabeth Halsey (Cameron Diaz) trabalha como professora, mas não vê a hora de deixar a função. Seus planos vão por água abaixo quando seu noivo termina o relacionamento, acusando-a de gastar demais. Como resultado, ela é obrigada a voltar à escola em que trabalhava para um novo ano letivo. Elizabeth não está interessada em ensinar os alunos e pouco se importa com as tentativas de integrar os professores capitaneada pelo diretor Wally (John Michael Higgins) e a professora Amy (Lucy Punch). Ela sonha em encontrar um homem que a sustente e, para tanto, decide fazer uma operação para aumentar os seios, por acreditar que, desta forma, será mais atraente. Sem dinheiro, ela começa a dar pequenos golpes envolvendo alunos e professores, para que possa atingir sua meta.

Comentários:  estou gostando desta “onda” de comédias mais adultas que surgiu neste verão americano, e melhor é que o publico está correspondendo em bilheterias, claro que não dá para dizer que estas comédias são melhores que as outras, para o publico maior, mas pelo menos se abre o leque de opções. Neste Professora Sem Classe (que até na tradução do título conseguiu o feito de soar bacana), mostra que Cameron Diaz é uma excelente persona em comédias, não acho a atriz grandes coisas, mas nestas comédias mais adultas e contemporâneas (como no famoso Quem Vai Ficar com Mary?), sua beleza e desprendimento funcionam muito bem em cena. O problema do filme é seu ritmo meio televisivo, não há um grande arco envolvendo a personagem, mas sim o retrato do comportamento “tô nem aí” da professora que somente quer se casar com alguém que a sustente e se dar bem, não se importando nem um pouco com os alunos e sua didática. O lado positivo é que o roteiro não perde tempo algum com os alunos, muito pelo contrário, o retrato cômico fica em cima dos professores, os mais diversos, e o diretor da escola que facilita a vida da personagem. Uma comédia ok que ganha pontos pelo retrato não-usual deste universo para o público adulto, principalmente, nos cinemas!

Como Esquecer

Título original: (Como Esquecer)

Lançamento: 2010 (Brasil)

Direção: Malu de Martino

Roteiro: José Carvalho, Sabina Anzuategui, Silvia Lourenço, Douglas Dwight, Luiza Leite e Daniel Guimarães

Atores: Ana Paula Arosio, Murilo Rosa, Natália Lage, Bianca Comparato. 100 min

Sinopse: Júlia (Ana Paula Arósio) é professora de literatura inglesa e não se conforma de ter sido abandonada por sua companheira Antônia depois de 10 anos de relacionamento. Agora, de mal com a vida, ela luta para enfrentar os fantasmas das recordações e para isso vai contar com o apoio do amigo Hugo (Murilo Rosa), um gay viúvo, com quem irá dividir um novo lar e tentar aprender que a vida segue em frente e os sentimentos perduram.

Comentários: filme regular, no qual o grande destaque é mesmo a presença de Ana Paula Arósio, num personagem atípico na carreira de qualquer atriz, principalmente global, no qual a mesma se sai muito bem; o roteiro, escrito a seis mãos, o que sempre me deixa desconfiado quanto a sua qualidade, tem duas questões pontuais que devem ser discutidas: o acerto na construção dos personagens/arcos dramáticos dos homossexuais (Ana Paula Arósio e Murilo Rosa), tudo de maneira natural e realista, sem espaço para panfletarismos e caricaturas habituais, no entanto, como o destaque ficou com a personagem de Ana Paula Arósio e seu luto amoroso (os demais personagens ficam meio à mercê da trama principal, uma pena!), os roteiristas poderiam ter criado uma personagem um pouco mais carismática para o espectador se identificar e torcer por ela, o que não acontece, a professora universitária Julia é extremamente antipática e bem “entojada”, fica fácil desconfiar dos motivos pelos quais sua ex-namorada (nunca aparece em cena) rompeu a relação e difícil ver as candidatas que a trama apresenta se interessarem por ela!


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