Archive for the ‘VIPs’ Category

Últimos Filmes Vistos (25/07 à 03/08)

03/08/2011

VIPs, Toniko Melo – apesar das comparacoes, VIPs em nada lembra o tom farsesco-comico de Prenda-me se For Capaz, com Tom Hanks e Leonardo DiCaprio, nao existe um genero determinante no filme de Toniko Melo, inclusive sendo este um dos problemas da pelicula, que tem como seu ponto forte a criacao de Wagner Moura, no limite do overacting, mas ao filme na medida certa. No entanto, o que mais me decepcionou foi em parte o roteiro, o personagem do pai de Marcelo, inserido de maneira equivocada e desde o inicio da trama um truque previsivel (coisa de amador), outra fator que me incomodou foi a insinuacao de uma doenca psiquica de Marcelo, quando todos sabemos que o personagem eh real e estah preso com suas faculdades mentais, aparentemente, normais, logo estas opcoes do roteiro enfraquecem a trama, que desde o inicio jah eh cinematografica pelo personagem retratado;

Brighton Rock, Rowan Joffe – filme ingles baseado em livro de Graham Greene jah adaptado aos cinemas anteriormente em 1947, o filme versa sobre a subida de um jovem ambicioso num grupo mafioso nos anos 60 na bela cidade litoranea de Brighton na Inglaterra, belamente fotografada, ao tentar pesuadir uma testemunha a nao o delatar num assassinato, ele acaba se aproximando da testemunha e fazendo-a se apaixonar por ele, e claro mutuamente. Para compor o casal o diretor Joffe, roteirista tambem, escalou dois jovens atores, Sam Riley e Andrea Riseborough. Riley deve ficar mais conhecido no seu proximo projeto (On the Road, de Walter Salles), nao consegue transmitir esta ambiguidade de paixao e ambicao da melhor maneira, cara de vilao ele tem, jah Riseborough como a apaixonada garconete dah um show, fica muito dificil nao se sensibilizar com a paixao cega da personagem. Menos mal que o filme tem um bom ritmo e um elenco coadjuvante de respeito, mesmo que o roteiro nao os favoreca, Helen Mirren, John Hurt e Andy Serkis;

Sua Majestade (Your Highness), David Gordon Green – de boas intencoes Hollywood estah cheio, mas boas intencoes ainda nao produzem bons filmes; aqui mais um exemplo de um filme que procura um subgenero (aventura medieval) para fazer comedia …e nao dah certo, deve ser lancada diretamente em dvd por aqui. O pior eh ver bons nomes como James Franco, Natalie Portman e Toby Jones desperdicados no roteiro bobo e quase infantil (cheio de piadas escatologicas de 1980) do comediante Danny McBride, nao por acaso tambem protagonista. Mas o que mais me chamou a atencao foi a presenca da promessa de diretor David Gordon Green, do drama romantico indie Prova de Amor, do jah longiquo 2003, que desde entao pendeu para a comedia em filmes como este e Segurando as Pontas (que pelo menos tinha um roteiro bem sacado); nao por acaso, Green trabalha com McBride na serie televisiva Eastbound & Down (produtor/diretor);

O Concerto, Radu Mihaileanu – o famoso cineasta romeno, conhecido pelo cult dos anos 90, O Trem da Vida, consegue novamente realizar um filme assumidamente europeu dos novos tempos (fala-se muito em União Européia), misturando comédia (hilária), drama comovente, e sarcasmo social e cultural; impressionante como tudo funciona na película, Radu tem o elenco na mão, quase todos desconhecidos nossos, com exceção de Melanie Laurent (vista num dos papéis principais em Bastardos Inglórios), como a violinista solista Anne-Marie, pivô de uma das maiores surpresas dentro do roteiro (que, sinceramente, não esperava). Como sei que o filme teve um lançamento tímido tanto nos cinemas (estreiou no finalzinho do ano passado) quanto em dvd (imagino que as locadoras não devem ter apostado no filme), fica a dica para este comédia dramática fantástica, que aposta nos carismáticos personagens vivendo uma situação inverossímil e mesmo assim, nos consegue tocar e emocionar!

Blitz, Elliott Lester – não entendo muito bem nossas distribuidoras, Jason Stathan, na minha opnião, é hoje o melhor ator de filmes ação/aventura/policial, claro que estou falando de filme de gênero (da indústria), mas mesmo assim, seus filmes não tem um grande destaque por aqui, talvez porque o ator acaba trabalhando mais na Inglaterra do que em Hollywood. Este é mais um exemplo, trata-se de um filme policial onde o truculento (jura!) policial de Stathan junto com o a chegada do recente detetive (Paddy Considine) trabalham investigando um criminoso que resolveu aparentemente, do nada, botar terror nos policiais de Londres, assassinando-os friamente seja durante o dia ou à noite, sempre com o cuidado de não ser pego pelas câmeras; claro que o caso vai parar na mídia e o criminoso começa a ganhar notoriedade, se autodenominando Blitz. Esta seria uma simples sinopse do filme, que tem um produto final apenas regular, o roteirista Nathan Parker (de Lunar, bom crédito) ainda inexperiente, aposta num primeiro momento nos personagens policias, os caracteriza  muito bem (inclusive, valorizando os atores), no entanto, quando parte para o ritmo policial o filme se perde, ainda mais, por contar com duas subtramas, uma policial amiga de Stathan que ajuda um jovem infrator no seu bairro e um jornalista que recebe informações do próprio Blitz (desperdício do ótimo ator David Morissey), que mais adiante se juntam à trama principal, mas sem força dramática suficiente.

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