Archive for the ‘Breaking Bad’ Category

Balanço da Temporada: Breaking Bad – 4ª temporada

11/10/2011

Eu tive dois presentes neste último inverno, ou como um série maniáco diria na última Summer Season, primeiro foi devorar as duas temporadas de Community, série cômica que não tinha curtido o episódio piloto quando da sua estréia, mas nos últimos anos sempre lia elogios; descobri uma comédia para meu gosto particular, humor irônico, doses de sarcasmo e muita cultura pop inútil, claro não esquecendo os bons personagens. A segunda surpresa foi colocar em dia, isto é, terminar a segunda, olhar toda a terceira e acompanhar semana-a-semana a quarta temporada de Breaking Bad, série do canal AMC (o mesmo de Mad Men, The Killing e The Walking Dead), criada por um antigo conhecido do fãs de Arquivo X, Vince Gilligan, que lá em seus primórdios tratava sobre um professor de química que se vê “fudido pela vida”, ao descobrir ter câncer, ter um trabalho pouco reconhecido numa escola e se morrer deixa sua família (mulher dona-de-casa grávida e filho deficiente) quase sem condições de conforto financeiro. Walter ou, simplesmente, Walt, seu nome, é o legítimo bom homem comum, educado e trabalhador, que vai levando tombos da vida, mas sem se revoltar, leva sua “vidinha” adiante, até que os fatos comentados anteriormente servem de estopim para Walter se envolver no negócio de produzir metanfetamina (ele é químico!), e daí, por diante, tudo, literalmente, tudo pode acontecer com ele, seu escudeiro drogado, Jesse e seus familiares.

Para mim esta foi a temporada desafio dos gênios da manipulação, desde o inicio quando Gus junta a dupla, Walt e Jesse, no laboratório e esgorja o capanga que se achava um “cozinheiro”, o recado havia sido dado por Gus para a dupla se aprontasse mais uma. Claro que entre o ego de Walt e as drogas de Jesse, Gus preferiu o segundo quando o mesmo parou de se importar com as coisas, vivendo a vida no limite, pois com Walt a história foi diferente, seu ego é corrosivo, o leva a gir de maneira inconsequente e paranóica, como quando sugeriu a Hank que Gale não era o Heinsenberg ou mesmo quando quebrou o carro novo de Walter Jr. depois de Skyler fazê-lo devolver. Assim, Gus achou mais fácil manipular Jesse, com razão, mas ele não esperava que Jesse não quebrasse seu elo com Walter, mesmo os personagens brigados. Logo, Walt notou esta mudança de comportamento de Jesse e, num golpe de gênio, resolve “jogar as regras” de Gus e manipular (surpresa total a revelação) a situação ao seu favor, e desde já, teve seu momento clímax na sequência final ao proferir “I Won”!

O episódio final teve cara de Series Finale, claro que sempre imaginei que Walter morreria no fim, mas este final foi simplesmente o mais dramático de todos. No entanto, sabemos como as coisas funcionam na série, em algum momento, as manobras de Walter virão à tona (somente neste episódio ele foi responsável, direta ou indiretamente, por quatro mortas, isto se não contarmos a vizinha!), e Jesse também já não é mais o anjo de candura depois dos eventos que culminaram no assassinato de Gale. O futuro é bastante promissor para os 16 episódios (ou seriam 18? não lembro ao certo!) finais das série.

Outro fato relevante nesta temporada foi o crescimento de Skyler, que de esposa enganada, depois revoltada, se transformou numa Tony Soprano ao tomar às redeas dos negócios de Walter, para conseguir lavar o dinheiro da produção de drogas. Hank, também, teve destaque após passar metade da temporada colecionando pedras, teve um lampejo de agente DEA, ligou Gale à Gus e, apartir daí, os pontos foram sendo ligados. Até mesmo, Walter Jr., sempre relegado a figuração, teve uma cena tão bonita no melhor episódio da temporada, Salud, junto com Walter, Bryan Cranston, digna dos prêmios que certamente virão para os envolvidos com a série.

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Maratonas do Summer Season

08/09/2011

A partir de semana que vem (apesar de alguns considerarem que esta semana já esta valendo em função da estreía da nova temporada de Sons of Anarchy), inicia-se a temporada 2011/12 da televisão americana, a chamada Fall Season. No entanto, antes de começar a odisseia de acompanhar dezenas de séries e ainda se dar ao luxo de dar uma espiada nas novas séries, durante a temporada Summer Season, sempre com menos opções, serve para fazer maratonas de séries já clássicas, favoritos da crítica desconhecidos e ou qualquer guilty pleasure. Bom, esta introdução serve para comentar algumas séries que “botei em dia” ou em via de: The Sopranos, Breaking Bad, Community e Castle.

The Sopranos dispensa comentários, e como a série já terminou, estou fazendo uma degustação de cada episódio, sem pressa e sem correria, ainda estou na quinta temporada, e não tenho intenção de terminá-la com urgência, pois a cada leva de diversos episódios medianos, sei que posso contar com um episódio inédito não menos que “excepcional” de The Sopranos.

Com Breaking Bad o ritmo foi outro, principalmente, em virtude da tensão que permeia cada episódio, fica impossível não se envolver e viciar nos personagens, todos muito bem defendidos pelos atores e tendo roteiros acima da média (mesmo o espectador sabendo que os protagonistas não devem morrer ao “virar a esquina”!), impressionante a capacidade de elevar os batimentos cardíacos sem nenhuma cena de acao! Logo, emendei o final da segunda temporada com a terceira (um pouco avulsa demais) para acompanhar junto com a exibição americana a quarta temporada (quase impecável).

Castle é um policial de procedimentos baseado na figura do escritor de suspense (pertencente a turma do poker de Dennis Lehane e Michael Donnelly), Richard Castle que através de sua amizade com o prefeito pede para ficar fazendo “laboratório” para seus livros junto aos detetives de homícidio de Nova York, no entanto, longe de ser uma série sisuda, Castle aposta no humor irônico do personagem (muito bem defendido pelo ator cult Nathan Fillon) e na tensão sexual dos protagonistas, Castle e a detetive Beckett. Havia acompanhado a série até meados de sua segunda temporada e abandonado por motivos de tempo, no entanto, diversas pessoas que leio diziam que a série estava muito boa e a dinâmica dos protagonistas um à show, assim, resolvi voltar e emendar a segunda e a terceira temporada. Não me arrependi, a série esta muito boa de acompanhar, leve e divertida, sem parecer bobinha. Porém não sei se consigo adicioná-la a minha “watchlist” atual!

Para terminar o grande resgate desta summer season foi a série cômica Community, não sei se você já deu alguma chance para a série, mas se não, vá correndo! Eu não havia gostado do piloto e, por isto, desistido de acompanhar, no entanto, fiz uma verdadeira maratona de duas temporadas, mais de 40 episódios em pouco mais dois meses. Sou muito fã de roteiros que apostam em referências pop e culturais de diferentes mídias e, mesmo assim, sempre meio que desprezei o “buzz” da série, agora entendo o porquê de tanto auê! Além de ter personagens caricatos muito funcionais (longe de ser um defeito), os roteiristas apostam em temas ora muito banais ora complexos para criar cada episódio, temos desde um episódio passado somente num cenário, a famosa sala do estudo de grupo, até as batalhas de paintball (que são geniais!). Foi uma grata surpresa e, sem sombra de dúvida, é a minha série cômica predileta atualmente!