Archive for the ‘CSI New York’ Category

Balanço da Temporada: C.S.I. – 11ª temporada & C.S.I. New York – 7ª temporada

23/05/2011

A temporada 2010/2011 foi uma temporada atípica para ambas as séries, que já passaram por melhores momentos: foi uma temporada de reínicio para CSI New York, que perdeu sua co-protagonista (Melina Kanakaredes) de maneira súbita sem, ao menos, um episódio de despedida, e migrou das noites de quarta-feira para as temíveis sextas, acredito que a audiência foi consideravelmente boa (por volta dos 10 milhões), o problema é a audiência qualificada (que interessa aos anunciantes) sempre abaixo dos 2 pontos, mesmo assim, uma das maiores na noite de sexta no geral; já a veterana CSI também tem tido problemas de elenco, a substituição do elenco original não foi conduzida de maneira acertada (sai Grisson, sai Sarah, sai Warrick, entra Langston, entra Adams, volta Sarah e sai Adams) e as duas últimas season finales, focadas no personagem Raymond Langston, renderam episódios discutíveis, bem longe da tensão de season finales como a dirigida por Tarantino ou mesmo a do Assassino em Miniaturas em temporadas passadas.

Claro que nem estou comparando as duas séries, para mim, CSI (original) é imbatível, já foi um dos melhores dramas da televisão americana, tem melhores personagens e consegue desenvolver melhores roteiros (quem sabe seja a equipe de roteiristas da série que faça a diferença em relação as suas co-irmãs). O que anda pecando na série é esta obsessão do arco entre o csi Robert Langston e o assassino em série Nate Haskell, desde a entrada do personagem Robert Langston, lá na nona temporada, os roteiristas não conseguiram finalizar este arco dramático do personagem, insistem em querer retratar um lado sombrio do personagem que, sinceramente, é uma ideia muito clichê atual (Batmanfeelings). No mais a temporada, teve altos e baixos, episódios com um caso (predileção minha) e outros com dois, participação de Justin Bieber (num arco que também poderia ser melhor desenvolvido), casos bizarros envolvendo tubarões, dinossauros e colecionadores, e a entrada de uma figura ímpar, sqweegel, que acreditava que teria retorno nesta temporada, afinal o caso ficou em aberto, no entanto até agora nada mais foi falado, misterio!

Melhor episodio: Sqweegel

Quanto à CSI:NY, quase abandonei a série neste intervalo das temporadas, justifico, mesmo gostando da parte técnica demonstrada na série, com inúmeros aparelhos e técnicas científicas auxiliando o trabalho dos peritos, os roteiros da série tendem a pesar demais o lado dramático das tramas (e fora que dá a impressão que todos os casos policiais de NY foram investigados por Mac). Mesmo assim, é imperdoável o que ocorreu neste início de 7 temporada, a saída repentina da atriz Melina Kanakaredes, resultou num momento constrangedor dentro da série onde ela deixa uma carta para uma das personagens narrando o motivo de sua saida, sendo que tal carta foi lida pela personagem não pela atriz, um total desrespeito com os fãs da atriz e da personagem  que, afinal de contas, era co-protagonista; menos mal que Sela Ward e sua personagem Jo foram uma brisa de bom humor no laboratório de New York, sempre tão sisudo e sério, assim como Mac. Acredito que os roteiristas deveriam retirar o tom dramático de todos os casos policiais e apostar em arcos envolvendo os demais personagens, tão coadjuvantes nesta temporada.

Melhor episodio: Vigilante.

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Temporada 2009/10 – Premieres 4ª semana

07/10/2009

Já se passaram um mês desde o início do fall season americano, época de ouro para os seriemaníacos, quase impossível acompanhar tudo o que se gostaria, muito mais quando você gosta de séries policiais, já abandonei algumas séries meia-boca, na minha opnião, para montar uma grade na qual meus horários livres possam se encaixar com tamanha quantidade de séries.

Acho que na semana que vem termino (de qualquer maneira!) de acompanhar todos os retornos e estréias encerrando estes posts de premieres, assim também dou um tempo para os primeiros capítulos serem exibidos e observar, com um pouco mais de profundidade as acertos e erros da temporada que se inicia.

csi CSI – 10ª temporada: havia ficado preocupado com as saídas dos três personagens fixos, após nove temporadas, adicionado a fraca season finale da série, no entanto, nesta retomada CSI parece ter encontrado novamente seu caminho. O primeiro episódio, Family Affairs, traz uma cena de abertura muito legal, bastanta engenhosa, com um roteiro muito bom e algumas storylines novas, a novata CSI Riley já foi embora, e deixou uma entrevista questionando o comando de Catherine.

Nick deve ser o novo entomologista do departamento e Lagston, estudou tudo e mais um pouco já sendo um CSI nível 2, e para não ficar sem pessoal Sara (Jorja Fox) retorna para um arco na temporada, dando uma mãozinha para os CSIs restantes. Um lance interessante deste primeiro episódio foi o gancho final de Langston com o dr. Robbins no necrotério, evento pouco comum na série, claro que não sendo um episódio duplo, parece que teremos um novo serial killer na temporada!

csinyCSI New York – 6ª Temporada: confesso que indico a série somente para os fãs do gênero policial, claro que a original é melhor, no entano, New York é milhares de vezes melhor que a canastrice e a falta de noção de CSI Miami e o pavorante David Caruso. Um dos fatores que me levam a gostar da trama é a tendência a mostrar equipamentos de alta tecnologia no laboratório forense e a criar arcos de episódios para todos os personagens, mantendo interesse durante toda a temporada.

Neste retorno a série que havia deixado um gancho bastante dramático, um tiroteio no bar onde os personagens  estavam reunidos, preferiu resolver esta trama de ua maneira mais econômica, já resolvendo o caso no próprio episódio, mesmo assim, Danny acabou ficando de cadeiras de rodas (por enquanto). E ao longo do episódio podemos perceber algumas storylines para todos os personagens, se os roteiros aprofundarem a temporada promete ser ótima.

dh Desperate Housewives – 6ª temporada: ao contrário do que ocorreu com outros seriados, no início da temporada a série começou bem, com aquele pulo de cinco anos na trama, no entanto, ao final quase nada se salvou, a temporada ficou na lembrança somente pela participação de Eva Longoria Parker (a Gabrielle), se revelando uma excelente comediante.

Nesta premiere, a série logo resolveu o gancho da finale, quem havia casado com Mike, o que era óbvio desde aquela época, no entanto, apresentou as diversas storylines das principais personagens e adicionou uma nova família, muito bem chefiada pelo nova Desperate, Drea De Matteo (da série The Sopranos), pode não parecer muito, mas, o episódio ficou muito bom.

tv_modern_family01Modern Family – 1ª Temporada: grande surpresa para mim esta sitcom, não tradicional, com múltiplas câmeras e ambiente externo (lembrando The Office), que parece um simples documentário sobre três diferentes famílias. A idéia pode parecer simples, e é, mas os dois episódios que conferi são bastante engraçados e bem escritos. A melhor estréia entre os sitcoms da temporada!

No elenco, temos o retorno do eterno Al Bundy, casado com uma colombiana que já tinha um filho, temos uma família tradicional com três crianças e um casal de gays que adotou um bêbe estrangeiro (que original!). No primeiro episódio descobrimos como estas familias se interrelacionam, no entanto, em cada episódio elas possuem tramas isoladas. Recomendo!

oldchris The New Adventures of Old Christine – 5ª temporada: não sei explicar como a série conseguiu chegar até aqui, não pela sua qualidade, mas, principalmente pela sua protagonista, Christine (o grande salva-vidas da série, Julia Louis-Dreyfuss), a rainha do politicamente incorreto! Não estou dizendo que o sitcom é excelente, muito pelo contrário, parece meio banal e nem sempre engraçado, mas quando juntam Christine e Barb (a ótima comediante Wanda Sykes), com um roteiro apenas bom as gargalhadas são garantidas.

Neste retorno a série coloca os quatro personagens, Christine, Barb, Richard e Matthew abandonados pelos seus pares. Barb quase sendo deportada, Richard abandonado no altar e Christine e Matthew indo a Bahamas para esperar por Barb, que confusão, bom para que é fã da série, que infelizmente não anda muito bem de audiência, o que pode acarretar seu cancelamento.

Balanço da Temporada 2008/09 – Policiais/Suspenses

28/06/2009

*** possíveis spoilers

24hr 24 HORAS – 7ª temporada: e eis que o quase impossível ocorreu, a série que perdeu uma temporada completa devido à greve dos roteiristas (dizem que tinha somente 8 episódios filmados quando da greve), renasceu após uma temporada bastante criticada (6ª temporada foi bastante cansativa). Nesta temporada, após o telefilme de novembro que serviu mesmo de introdução para as storylines desta temporada, conseguiu empolgar em quase todos os episódios, claro que ao final da maratona, a trama já se apresentava desgastada, no entanto, os demais foram episódios foram realmente bons, surpreendentes e emocionantes.

O grande motivo desta ascenção da temporada foram realmente a mudança de ares da série, a CTU, eterna agência penetrável de série, foi fechada e, aqui, a trama se passa em Washington num grande evento mundial, afinal os terroristas desta temporada foram, inicialmente, os bandidos africanos do telefilme, 24 Horas: Redenção, patrocinados pelo engravatado Jon Voight (boa aquisição para o elenco), o que claro se mostrou ser apenas “a ponto do iceberg”. Falando em elenco, gostei muito da entrada da agente Renee, primeiramente, serviu de contraponto ético para as atitudes de Jack e, depois de um dia inteiro de eventos, se transforma num “Jack” de saias, e da predidente Taylor (uma figura bastante forte da atriz, que eu desconhecia, Cherry Jones). Para vocês terem idéia de como a temporada funcionou até mesmo o retorno de Kim Bauer (filha, e fardo, de Jack) conseguiu ter uma participação muito além do esperado pelos seriemaniácos.

Apesar de alguns escorregadas ao final, principalmente, no que se refere ao personagem de Tony Almeida (tanto sua ressurreição quanto seu desfecho me soaram forçados em demasia), no entanto, a trama parece ter chegado ao seu limite com a descoberta do grupo ou consórcio que patrocina os eventos terroristas nos Eua há algum tempo, como descobriu o personagem de Tony, a curiosidade agora é descobrir como esta descoberta será, e se será, aproveitada na 8ª (e última conforme boatos) temporada da série mais eletrizante da década.

csiCSI – 9ª temporada: o que tinha para ser A grande e inesquecível temporada de CSI, por falta e de planejamento e da concorrência terminou com uma temporada soturna e ok. Depois do incrível gancho com a morte de Warrick, a série trabalhou de imediato com a storyline, que foi resolvida logo no primeiro episódio, uma atitude corajosa dos produtores que poderiam fazer deste fato (a investigação) o arco dramático de toda temporada. No entanto, acho que isso se deve saída iminente do fantástico William Petersen (Gil Grisson), que foi muito bem realizada pela série. Assim como a entrada de Laurence Fishbourne, dr. Raymond Langston, que foi inserido na série de maneira acertada e com atenção para os detalhes, como a evolução do personagem frente aos novos equipamentos de trabalho, abordando o lado psicológico do conhecimento do personagem na trama (efeito Criminal Minds na série). Mesmo com todos estes eventos ocorrendo na série, um dos melhores episódios da temporada foi Turn, Turn, Turn centrado em Nick Stokes que envolviam crimes durante um ano num mesmo lugar, serviu para mostrar um pouco a reação do personagem aos váriso eventos do último ano na série.

Apesar disso, os produtores e roteiristas “pisaram na bola” em relação ao 200º episódio (Mascarade) da série e sua season finale (All In), ambos deveriam ter sidos eventos marcantes dentro da série e não passaram de episódios simples e esquecíveis dentro da temporada. E assim, a série viu seus números de audiência caírem bastante tendo, inclusive, na reta final perdido para sua concorrente direta, Grey’s Anatomy (que nesta altura tinha chegado ao ápice dramático de arco envolvendo Izzie). Como a série responderá a esta nova situação no retorno em setembro? Afinal a série retorna enfrentando o gancho fenomenal de Grey’s e, a princípio, sem grandes novidades para cativar os espectadores, acredito que a série ainda pode desenvolver bastante seus personagens e, sim, deve criar arcos dramáticos como a ocorreu nas últimas temporadas, e não somente apresentar episódios isolados.

csinyCSI NEW YORK – 5ª temporada: pensando aqui na série confesso que nada fascina nela, como os personagens ou as tramas apresentadas, mas somente o meu gosto pelo gênero policial (imaginem se sobrasse somente CSI Miami para assistir). A temporada teve bons arcos para os personagens principais: o detetive Mac Taylor (o eficiente Gary Sinise) teve que aturar os cortes de orçamento do seu setor e a presença ambígua/opositora de Robert Dunbrook, diretor de um grupo de comunicação, envolvido em alguns eventos durante a temporada; já a detetive Stella Bonasera viu seu passado, de origem grega, voltar à tona com o surgimento de traficantes de mercadorias daquele país. Ambas storylines foram trabalhadas em diversos episódios, em meio ao casos isolados, de maneira acertada e com timing correto, assim como a série. A destacar o gancho final com toda equipe sendo alvo de um tiroteio em meio à um happy hour, que abre um leque de oportunidades para os roteiristas trabalharem em seu retorno.

cmCRIMINAL MINDS – 4ª temporada: talvez ao lado de CSI, a série seja atualmente um dos melhores dramas de procedimento no ar, aqui o grande destaque são sempre os casos, que ainda conseguem me chocar e, de um tempo para cá, os personagens que estão ganhando “família” e tramas paralelas. Nesta temporada, foi a vez do nerd Spencer Reid buscar respostas para o seu passado, com certeza, um dos melhores personagens da série. O interessante desta eficiente temporada, com participações de atores conhecidos como o comediante Jason Alexander (de Seinfeld) num episódio meia-boca, foram os temas bastante pesados de alguns episódios, notem como é verdade,  na licença-maternidade da atriz A.J. Cook (e de sua personagem na série), substituída na função pela agente Jordan Todd, mostrou-se como os eventos e investigações dos crimes podem chocar e atormentar até mesmo a equipe.

O lado obscuro e atormentador do ser humano é mostrado cruelmente na série, e mesmo sendo um drama de procedimentos e não tendo um tempo “real” para o aprofundamento das personalidades e personagens envolvidos, ainda me surpreendo com algumas situações como a do episódio Normal, protagonizado pelo eterno agente Skinner de Arquivo X, Mitch Pileggi. O gancho da série foi ótimo, envolvendo um personagem bastante pertubador (o sumido C. Thomas Howell, que também surgiu nesta temporada em Southland) e o chefe da unidade, Hotchner.

bonesBONES – 4ª temporada: parece que os roteiristas de Bones têm algum problema com season finales, depois da lamentável desfecho do serial killer da temporada passada, agora apelaram para um reviravolta digna de novela mexicana, mas aqui no caso, era para ser levado à sério: a suposta amnésia da Booth, num episódio bastante bizarro e que comigo não funcionou como um evento para série. No mais ao reclamar da série, confesso que o grande atrativo para mim são os personagens, no caso, o relacionamento e química entre Bones (Emily Deschanel, que deve tomar cuidado para não transformar sua personagem numa caricatura do Sheldon, de The Big Bang Theory) e Booth (o correto David Boreanaz, que parece ter fugido da sombra de ser o “eterno” vampiro Angel).

Ia esquecendo mais o lado cômico das investigações e o timing dos personagens para a comédia é outro motivo que me faz acompanhar a série, incrível como sou capaz de rir mais com esta série do que com muitas sitcom que tento acompanhar, talvez este lado nonsense da série, que nem mesmo leva muito a sério suas investigações e, quase sempre, são casos previsíveis sejam de propósito.

supernSUPERNATURAL – 4ª temporada: o criador Eric Kripke merece um prêmio nesta temporada, pela coragem de fazer com que a trama da série tivesse tamanha reviravolta, isto é, acrescentar anjos a mitologia da série sem resvalar na pieguice ou no tom de deboche, é um grande acerto para uma série teen, que poucos levam a sério, principalmente sendo exibida da fraca CW. Acreditava que Supernatural não tinha gás para tanto, até porque a série nunca trabalhou com grande elenco, sempre teve número baixo de personagens (que inevitavelmente, podem acrescentar storylines numa série), sendo que fixo somente Sam e Dean, sem contar o Bobby.

A trama com a adição desta guerra entre céu e inferno cresceu bastante, lembrando a cinessérie Anjos Rebeldes que tinha no elenco Christopher Walken, no entanto, como crítica fica a má distribuição do tema pela temporada, chegamos a ficar mais de um mês somente com episódios isolados, que, invitavelmente, são necessários para não desgastar a storyline de uma só vez, porém a temporada perde o foco e os personagens parecem não estarem envolvidos em algo maior. A destacar o crescimento ator Jensen Ackles, Sam, que com a ida de seu personagem para o inferno e seu retorno, teve diversos momentos dramáticos e emocionante bem defendidos pelo ator, que anteriormente se apresentava somente como um sujeito turrão.