Archive for the ‘Desperate Housewives’ Category

Temporada 2009/10 – Premieres 4ª semana

07/10/2009

Já se passaram um mês desde o início do fall season americano, época de ouro para os seriemaníacos, quase impossível acompanhar tudo o que se gostaria, muito mais quando você gosta de séries policiais, já abandonei algumas séries meia-boca, na minha opnião, para montar uma grade na qual meus horários livres possam se encaixar com tamanha quantidade de séries.

Acho que na semana que vem termino (de qualquer maneira!) de acompanhar todos os retornos e estréias encerrando estes posts de premieres, assim também dou um tempo para os primeiros capítulos serem exibidos e observar, com um pouco mais de profundidade as acertos e erros da temporada que se inicia.

csi CSI – 10ª temporada: havia ficado preocupado com as saídas dos três personagens fixos, após nove temporadas, adicionado a fraca season finale da série, no entanto, nesta retomada CSI parece ter encontrado novamente seu caminho. O primeiro episódio, Family Affairs, traz uma cena de abertura muito legal, bastanta engenhosa, com um roteiro muito bom e algumas storylines novas, a novata CSI Riley já foi embora, e deixou uma entrevista questionando o comando de Catherine.

Nick deve ser o novo entomologista do departamento e Lagston, estudou tudo e mais um pouco já sendo um CSI nível 2, e para não ficar sem pessoal Sara (Jorja Fox) retorna para um arco na temporada, dando uma mãozinha para os CSIs restantes. Um lance interessante deste primeiro episódio foi o gancho final de Langston com o dr. Robbins no necrotério, evento pouco comum na série, claro que não sendo um episódio duplo, parece que teremos um novo serial killer na temporada!

csinyCSI New York – 6ª Temporada: confesso que indico a série somente para os fãs do gênero policial, claro que a original é melhor, no entano, New York é milhares de vezes melhor que a canastrice e a falta de noção de CSI Miami e o pavorante David Caruso. Um dos fatores que me levam a gostar da trama é a tendência a mostrar equipamentos de alta tecnologia no laboratório forense e a criar arcos de episódios para todos os personagens, mantendo interesse durante toda a temporada.

Neste retorno a série que havia deixado um gancho bastante dramático, um tiroteio no bar onde os personagens  estavam reunidos, preferiu resolver esta trama de ua maneira mais econômica, já resolvendo o caso no próprio episódio, mesmo assim, Danny acabou ficando de cadeiras de rodas (por enquanto). E ao longo do episódio podemos perceber algumas storylines para todos os personagens, se os roteiros aprofundarem a temporada promete ser ótima.

dh Desperate Housewives – 6ª temporada: ao contrário do que ocorreu com outros seriados, no início da temporada a série começou bem, com aquele pulo de cinco anos na trama, no entanto, ao final quase nada se salvou, a temporada ficou na lembrança somente pela participação de Eva Longoria Parker (a Gabrielle), se revelando uma excelente comediante.

Nesta premiere, a série logo resolveu o gancho da finale, quem havia casado com Mike, o que era óbvio desde aquela época, no entanto, apresentou as diversas storylines das principais personagens e adicionou uma nova família, muito bem chefiada pelo nova Desperate, Drea De Matteo (da série The Sopranos), pode não parecer muito, mas, o episódio ficou muito bom.

tv_modern_family01Modern Family – 1ª Temporada: grande surpresa para mim esta sitcom, não tradicional, com múltiplas câmeras e ambiente externo (lembrando The Office), que parece um simples documentário sobre três diferentes famílias. A idéia pode parecer simples, e é, mas os dois episódios que conferi são bastante engraçados e bem escritos. A melhor estréia entre os sitcoms da temporada!

No elenco, temos o retorno do eterno Al Bundy, casado com uma colombiana que já tinha um filho, temos uma família tradicional com três crianças e um casal de gays que adotou um bêbe estrangeiro (que original!). No primeiro episódio descobrimos como estas familias se interrelacionam, no entanto, em cada episódio elas possuem tramas isoladas. Recomendo!

oldchris The New Adventures of Old Christine – 5ª temporada: não sei explicar como a série conseguiu chegar até aqui, não pela sua qualidade, mas, principalmente pela sua protagonista, Christine (o grande salva-vidas da série, Julia Louis-Dreyfuss), a rainha do politicamente incorreto! Não estou dizendo que o sitcom é excelente, muito pelo contrário, parece meio banal e nem sempre engraçado, mas quando juntam Christine e Barb (a ótima comediante Wanda Sykes), com um roteiro apenas bom as gargalhadas são garantidas.

Neste retorno a série coloca os quatro personagens, Christine, Barb, Richard e Matthew abandonados pelos seus pares. Barb quase sendo deportada, Richard abandonado no altar e Christine e Matthew indo a Bahamas para esperar por Barb, que confusão, bom para que é fã da série, que infelizmente não anda muito bem de audiência, o que pode acarretar seu cancelamento.

Anúncios

Balanço da Temporada 2008/09 – Dramas 1ª parte

06/06/2009

Esperei algum tempo para comentar as temporadas de todas as séries que assisto, que não são poucas, pois algumas haviam ficado pelo caminho nas últimas semanas. Vou começar pelo dramas (novelinhas, médicos, policiais e ficção), fazendo um apanhado de toda temporada com somente alguns comentários para conseguir escrever sobre todas as séries. De antemão, posso comentar que a temporada 2008/09 foi extremamente irregular para quase todas as séries, talvez consequência da crise econômica, greve dos roteiristas e preguiça dos produtores e canais em apostar em séries mais criativas.

***Possíveis spoilers

HOUSE – 5ª temporada: Temporada de natural desgaste da série, parece que não havia muito à ser mostrado. Claro que a série é genial quando “invade” a mente do protagonista (O sempre excelente Hugh Laurie), como vimos na reta final de temporada, após o surpreendente suícidio de Kutner, que parece que mexeu com o ostracismo de todos os personagens.

Como uma série de “caso da semana”, a quinta temporada não conseguiu criar casos nem pacientes muito interessantes (talvez a exceção do paciente super sincero em The Social Contract), algumas vezes pouco era trabalhado o paciente da semana, em virtude de algumas storylines dos personagens coadjuvantes que também não engrenaram, como a doença de Thirteen, o envolvimento dela com Foreman (mais sem graça, impossível) e a crise econômica de Taub. Pensando agora, o que de importante aconteceu na temporada antes da reta final da mesma? De relevante nada, talvez este tenha sido o problema da irregular temporada, não houve um arco costurando os episódios semanais assim os episódios iam sendo exibidos e nenhum grande evento marcava a evolução de alguma trama ou personagem.

Claro que o término da temporada reacendeu o que de melhor a série possui (seu protagonista), e acredito que esta mudança de cenários e, principalmente, de como House vai encarar esta mudança, seja a grande aposta para seu retorno. Finalizando, deixo aqui minha insatisfação com a equipe de House, os novos personagens não conseguiram ocupar o lugar deixado pelos anteriores, não conseguem transmitir aquele tom de discussão de casos como Chase, Cameron e Foreman faziam.

LOST – 5º temporada: Muitos devem ter abandonado a série durante estes 5 anos, no entanto, considero Lost um projeto GENIAL, é impressionante o que os roteiristas da série criaram e desenvolveram durante este tempo. Lembram aquela ilha onde 48 passageiros caíram e coisas misteirosas aconteciam? Ela não existe mais. Lost hoje é uma complexa teia narrativa com toques de ficção científica, mitologia, filosofia e religião. Algo, pelo menos para mim, inédito na televisão.

Claro que a série paga o preço do imediatismo da televisão e tem visto seus números de audiência caindo cada vez mais (e acredito que isto ocorra até o final da série/temporada), principalmente por trabalhar mais seus personagens do que a simples resolução dos mistérios que envolvem a série. Este retorno para a 5ª temporada novamente trouxe uma mudança narrativa, depois de flashbacks e flashforwards, agora tivemos uma literal viagem no tempo, idéia fascinenante que facilitou em muito as respostas para os eventos que ocorreram na Ilha. Uma pena que para isto ocorrer o ritmo das storylines foram divididas em 3 linhas temporárias, o que deixou a dinâmica da série uma pouco lenta. No entanto, com paciência, somos brindados com tramas tão díspares quanto a trágica odisséia de Daniel Faraday (excelente trabalho de Jeremy Davies) ao comportamento “bom marido e trabalhador” de Sawyer, isto sem comentar na dupla hilária que formaram Miles e Hurley, com as pérolas de diálogos.

Ao final do episódio The Incident ficamos com a tela em branço (normalmente, era preto) e confesso que não tenho a menor idéia de como a série vai retornar em 2010 para sua derradeira temporada. Não sei se os losties voltarão no tempo, para a atualidade, se a possível morte de Jacob é parte do destino ou do livre arbítrio, grande dilema dos personagens e da série como um todo, além do óbvio, mas ilógico, Bem vs. Mal (se é que podemos apontar isto ainda).

GREY’S ANATOMY – 5ª temporada: Assim que havia iniciado sua temporada, com exceção da entrada do dr. Owen Hunt (com bastante atitude de Kevin McKidd), tudo levava a crer que Grey’s começaria sua curva descendente de audiência e qualidade: A absurda falta de respeito com os telespectadores ao simplesmente sumirem com a personagem Erica Hahn, com a desculpa de a personagem não ter dado certo; que era pífia; e um pouco mais adiante, as aparições de Denny Duquette a lá Ghost Whisperer pareciam colocar toda a temporada a perder, principalmente porque diversos personagens, além da entrada de diversos residentes, estavam sem função na trama.

No entanto, ao chegarmos na metade da temporada, quem resistiu foi presenteado com os dramáticos arcos de Meredith e o presidiário no corredor da morte (ótima participação de Eric Stoltz), o erro médico de Dr. Derek Shepherd, que o levou ao fundo do poço, o crossing over com o spin off Private Practice, além da excelente storyline envolvendo Izzie e seu câncer, que rendeu um dos melhores episódios de toda série: What a Difference a Day Makes.

Neste retorno a excelentes episódios, Grey’s voltou a acertar em diversas frentes, que sempre caracterizaram a série, bons casos médicos e pacientes, metáforas para as tramas dos personagens principais, storylines para todos os coadjuvantes e o sempre eficaz equilíbrio entre um bom drama (lacriminoso) e a comédia.

DESPERATE HOUSEWIVES – 5ª temporada: Ao contrário da Grey’s, achava que o pulo de 5 anos na narrativa da Desperate conseguiria dar um novo gás para a série; no entanto, estava enganado. A série parece não conseguir mais criar tramas envolventes (Mesmo tocando em assuntos atuais, como a crise econômica), sejam engraçadas ou dramáticas, para todas as donas-de-casas. Pelo menos no início da temporada Eva Longoria Parker teve a chance de brilhar ao ganhar a trama cômica da temporada, ficar pobre com o marido pobre (até conseguiram deixar Eva meio feia!). Além dela, somente a dupla de “detetives” McCluskey e sua irmã (impagável, porém pouco aproveitada, Lily Tomlin) chamaram minha atenção.

No entanto, se as tramas das personagens em nada inovaram, o mistério da temporada foi um fiasco, o surgimento de Dave e seu envolvimento com Mike e Susan era óbvio, sendo assim, o final da temporada pareceu vazio e previsível. Uma pena. À acrescentar que as tramas engatilhadas para a próxima temporada em nada são animadoras, parece que Desperate Housewives chegou no seu limite criativo, seu criador Marc Cherry vai ter que se esforçar para virar esta tendência. Para não deixar passar a temporada em branco, dois episódios especiais e nostálgicos foram impecáveis: o 100º, The Best Thing That Ever Could Have Happened, com a participação de Beau Bridges e, obviamente, o episódio narrado e centrado na despedida de Eddie, Look Into Their Eyes and You See What They Know, com as personagens relembrando, novamente, situações que a princípio desconhecíamos entre elas e Eddie.

Baú em Séries da Semana

12/01/2009

Como vocês sabem sou um fã(natico) por séries por inúmeros motivos (narrativas, tramas e personagens), então ao lado, podem observar, criei um modo de organizar as séries/episódios que assisto e, em função disso, pretendo lançar alguns comentários semanais conforme acompanho as exibições (americanas, em sua maioria) das minhas séries prediletas.

dh Desperate Housewives s05e11 Home is The Place retorno do intervalo do fim de ano, a série volta com algumas situações cômicas (Bree conhecendo a sogra de seu filho e Susan saindo com o vizinho gay, banal) e outras dramáticas (Eddie se separa de Dave, Lynette ainda não sabe para onde Porter fugiu, nada demais além de uma cena dramática de Lynette) mas, quem continua roubando as cenas nesta temporada é Gaby, a temporada tem sido de Eva Langoria Parker;

ga Grey’s Anatomy s05e11 Wish you Were Here retorno dos episódios inéditos nesta temporada, com a entrada de Eric Stoltz como um presidiário no corredor da morte que terá participação em um arco de episódios, o clima parece estranho no Seatlle Grace, ainda não há pistas sobre os desdobramentos de Izzie com Denny Duquette, que eu prefiria já ter terminado, Cristina e Meredith ainda brigadas, O’Malley sem nada para fazer e Sloan e Torres evitando a tentação das internas. Uma curiosidade: vão dizer que não parece que o Chefe em seu momento reflexão sem saber o que fazer com os problemas do Hospital não parece uma metáfora para a criadora Shonda Rhimes com tantos problemas na série devido à saídas repentinas e tramas desinteressantes;

mentalist The Mentalist s01e11 Red John’s Friend também retornando com episódios inéditos, os roteiristas parecem ter acertado no planejamento da série, a medida que a temporada avançou, algumas histórias começaram a revelar o passado de Patrick Jane (ainda único personagem interessante) e a trama do serial killer parece tomar um rumo diferente, melhor ficaram os episódios. A série vem num arco ascendente há 3-4 episódios;

dmgs2Damages s02e01 I Lied, Too valeu a pena a espera de mais de uma ano por Damages, a série começa a arquitetar uma temporada empolgante com muitas tramas interessante. Num episódio marcado pela brilhantismo de Rose Byrne (sempre questionada frente ao talento e personagem arrebatador de Glenn  Close), marcada pelo sentimento de vingança, enquanto Patty parece ser assombrada pela culpa, mas vai saber a verdade. Sinceramente, gostei da série ainda trabalhar com os flashforwards, assim como ocorreu na primeira temporada. Não é um episódio perfeito mas, introdutório e empolgante com certeza;

nts5 Nip/Tuck s05e15 Ronnie Chase também fora do ar há quase um ano, a série voltou explorando as consequências do ataque de Colleen à Sean passados 4 meses do ataque (que acarretou a morte de Collenn),  Sean como consequencia está preso numa cadeira de rodas dando aulas  numa faculdade também e Christian descobre ter câncer de mama. Parece que neste reinício de temporada os personagens principais terão que enfrentar sentimentos (como perda e inseguranças) ainda não explorados pela trama, senti falta de conclusão para alguns personagens que parecem que não irão retornar. Destaque: a excelente trilha sonora.

lietomeLie to Me s01e01 piloto – episódio que vazou na internet duas semanas antes da estréia oficial (21/01) no canal Fox, inclusive uma grande aposta do canal já que será exibido após o sucesso American Idol. Ainda não dá pra saber a linha ” de procedimento semanal” da série, se conseguirá fugir da sombra do atual sucesso The Mentalist, no entanto, já pode-se dizer, o elenco é melhor (Kelli Williams, de O Desafio, está linda) e a trama parece buscar uma ciência (psicologia) nesta “arte de análise comportamental”, o que acaba diferenciando-a de The Mentalist e dos demais séries de procedimentos, as expectativas aumentaram;