Archive for the ‘House’ Category

Primeiras Impressoes – House 7 Temporada

08/10/2010

Concordo com todos que dizem que após a quarta temporada House nunca mais conseguiu apresentar uma regularidade de episódios e genialidade ímpar, no entanto, vejo que House ainda eh o personagem melhor trabalhado na televisão atualmente, talvez junto a Dexter e Walter,  de Breaking Bad. Talvez o maior problema de House hj, seja que seus antigos pupilos não conseguiram evoluir e nem mesmo serem substituídos de maneira destacável, a série somente se destaca em episódios geniais, que ainda são produzidos, quando a psicologia de House eh abordada ou quando os episódios fogem da narrativa clássica de paciente da semana.

Na season finale os roteiristas apostaram numa virada para o personagem que podia colocar a série em cheque perante os fãs, ou mesmo o grande publico, afinal House tem audiência popular e não somente segmentada. Unir House e Cuddy era um risco para a série pois como seria abordado um House apaixonado quando sua maior característica eh o sarcasmo, seria o personagem adocicado na telinha? A pergunta começou a ser respondida logo na season premiere num episódio diferente do habitual em que House e Cuddy fizeram um verdadeiro DR (discutiram relação) dramaturgico, isolados na casa de House e sem ninguém para atrapalhar, na verdade tentaram mais House correu com Wilson e deu um jeito em fazer as coisas funcionarem no Hospital sem Cuddy.

Ja no segundo episódio, chegou o momento de levar este romance para o hospital, retornando para o paciente da semana, e Cuddy tendo que ser supervisora e namorada de House, quem cederia mais ou abusaria da relação para aproveitar-se? Otimo episódio, bons diálogos e uma paciente com decisões dramáticas, e por isto mesmo emocionante! Pra não ficar citando o que achei de cada uns destes primeiro episódios, gostei bastante do terceiro, novamente, uma ótima paciente (participação de Amy Irving) em interação com House. Assim, comecei a me empolgar com a temporada, na esperança que os roteiristas tenham planejado um grande arco para nosso medico predileto das telinhas.

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Temporada 2009/10 – Premieres 3ª semana

29/09/2009

Para não ficar um post muito longo, sou obrigado a dividir esta semana que passou com incontáveis estréias e retornos em dois textos, até porque, sendo um ser humano que trabalha e vive, não terminei de ver todas as séries que gostaria de dar uma espiada ou mesmo aquelas quais já sou fã.

house House 6ª temporada: confesso que as séries que eu mais ansiava em ver seus retornos eram House e Grey’s Anatomy, devido aos ganchos deixados nos seus finais de temporada. No entanto, o que foi apresentado em House no episódio duplo Broken, era algo inimaginável até mesmo para um fã (nático), como eu.

Foi simplesmente perfeito, podem dizer o que quiserem, que pesaram a mão no drama, que alguns coadjuvantes não tiveram espaço, que houve alguns momentos piegas, porém, no conjunto da obra tudo foi perfeito, o que os roteiristas fizeram foi algo meio a la Lost, quase reinventaram a série, no caso especificamente, o personagem principal e amágo da série. Ou alguém sentiu falta dos coadjuvantes!

Fica, agora, a expectativa para o retorno de House ao trabalho, como será que o médico irá encarar seu ofício sem o sarcasmo e cinismo que são marcas do personagem? E seu relacionamento com os demais colegas? São inúmeras questões que aumentam a expectativa quanto à temporada que se inicia. Bom para os fãs!

forgottenseries The Forgotten 1ª temporada: o onipresente Jerry Bruckheimer (produtor de franquia CSI e incontáveis shows policiais) produz mais um drama de procedimento que, claramente, parece um misto de Cold Case com Without a Trace (duas de suas séries), num enredo um pouco mais simples, mas que não deixa de parecer meio irreal. Um grupo de voluntários assume um caso depois que a polícia não consegue identificar vítimas de assassinatos, os famosos John ou Jane Doe, como os americanos costumam se referir.

O show é o básico com um elenco regular, protagonizado pelo atual Rei dos Dvds, Christian Slater, tem uma produção ok. O sucesso da série que iniciou com uma audiência satisfatória, em torno dos 9-10 milhões, é seu horário tranquilo, tem a concorrência da estreante The Good Wife e do programa de variedades de Jay Leno, que não tem feito muito barulho.

mentalistThe Mentalist 2ª temporada: que o sucesso de The Mentalist, grande surpresa da temporada passada em termos de audiência, é a presença de Simon Baker como Patrick Jane, ex-vidente picareta, na verdade um observador do comportamento das pessoas e de raciocínio rápido, em busca de vingança contra o assassino de sua família, Red John, é inegavél, inclusive, este fator rendeu ao ator uma absurda indicação do Emmy de melhor ator drama. Neste retorno, a série investe no básico, Patrick Jane cada vez mais obsessivo pelo caso de Red John, o que acaba fazendo o personagem perder o trato com os demais casos e pessoas, sendo assim o caso acaba caindo nas mãos de outro agente da AIC, fazendo Jane antagonizar com o novo agente.

No mais tudo está da mesma maneira, o restante do elenco é figuração de luxo, inclusive, por culpa do roteiro que não consegue criar identificação dos personagens com o público nem mesmo storylines interessantes para eles, e tudo fica centrado nas deduções, armações e tiradas de Jane, mesmo assim, é uma série policial muito gostosa de ver, sem compromissos.

cougar_townCougar Town 1ª temporada: sempre torci para que os atores de Friends conseguissem sucesso em seus projetos após o fim da série, no entanto, senti certa vergonha alheia por Courtney Cox na premiere de Cougar Town. Em menos de meia hora, somos apresentados a Jules (Cox), uma mulher quarentona divorciada, que precisa aprender a lhe dar com novos relacionamentos, principalmente, com homens mais novos, para mim, não sei se a intenção dos roteiristas era esta, a personagem parece um misto de Susan, de Desperate Housewives, com um mix das mulheres de Sex and The City.

No entanto, o piloto, apesar do carisma da protagonista e do bom elenco coadjuvante, é meio histriônico, tem um ritmo alucinante, atira para todos os lados, consegue algumas risadas mas, em sua totalidade, parece somente constranger a protagonista e, consequentemente, os espectadores. Torço para uma grande melhora.

Community Community 1ª temporada: sitcom que recebeu alguns elogios da imprenssa sobre um grupo de personagens diferentes que frequentam uma universidade comunitária, seria o mesmo paralelo com a escola pública brasileira, que tem fama (e, normalmente, comprovada) de ser ruim ou fraca. Para mim, a série não funcionou, não achei engraçada nem mesmo promissora, pode ser que engrene no próximo episódio, foi somente um primeira impressão, até porque temos o comediante veterano Chevy Chase, que deve ter visto alguma coisa no roteiro para embarcar na série.

cm Criminal Minds 5ª temporada: um dos poucos episódios da saga da série que achei o caso policial muito fraco e com um desenvolvimento muito aquém das possibilidades, se a intenção dos roteiristas era mostrar as consequências do ataque do Ceifador, Foyet, ao agente Hotch não era necessário criar esta trama paralela envolvendo uma ameaça e um médico e seu filho.

Assim, quando se concentrou definitivamente na storyline de Hotch e a ameaça fantasma do Ceifador, afinal eles, praticamente não tem pista alguma do assassino, que já ficou 14 anos sem matar anteriormente, criou-se  um arco instigante que pode ser utilizado durante toda a temporada.

ga Grey’s Anatomy 6ª temporada: vejo diversas pessoas questionando o retorno de Grey’s Anatomy, vou fazer voz contrária à maioria, gostei e bastante, da season premiere com episódio duplo. Me emocionei com cada personagem em seu de luto (interessante a abordagem das cinco fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação), gostei da abordagem com passagem de tempo, deu para trabalhar diversas storylines, mas para mim, a grande destaque foi a personagem  Dra. Miranda Bailey, que da maneira mais delicada e sensível se vê sofrendo pelos seus “pupilos”, além da sua atual situação de mãe divorciada, e resolve “querer” parar de se envolver com as questões pessoais dos demais médicos e residentes para evitar de sofrer, como se fosse assim tão simples!

A personagem de Sara Ramirez, Dra. Callie Torres, também foi premiada neste episódio, como poucas vezes dentro da série, se envolveu com a morte de O’Malley (numa cena de arrepiar), viu seu lado profissional ser questinado pelo Chefe e também teve um lado mais leve com sua amizade desinibida com Sloan. Acredito que a série disseminou diversas opções para as tramas da temporada, sendo a mais importante a fusão do Seattle com o Mercy, que vai gerar o surgimento de novos personagens, que devem segurar um pouco, se o roteiro permitir, a peteca das ausências temporárias de Meredith, Izzie e Lexie.

Para não dizer que foram tudo flores, a cena dos personagens rindo do funeral de O’Malley, por mais real que pudesse ser, ainda soa desreipeitosa e exagerada, além disso, fiquei um pouco preocupado quando o roteiro tentou dar uma despistada sobre a morte de O’Malley, o que, obviamnete,tirou um pouco do choque dramático da sequência inicial do episódio, outra cena desnecessária.


Balanço da Temporada 2008/09 – Dramas 1ª parte

06/06/2009

Esperei algum tempo para comentar as temporadas de todas as séries que assisto, que não são poucas, pois algumas haviam ficado pelo caminho nas últimas semanas. Vou começar pelo dramas (novelinhas, médicos, policiais e ficção), fazendo um apanhado de toda temporada com somente alguns comentários para conseguir escrever sobre todas as séries. De antemão, posso comentar que a temporada 2008/09 foi extremamente irregular para quase todas as séries, talvez consequência da crise econômica, greve dos roteiristas e preguiça dos produtores e canais em apostar em séries mais criativas.

***Possíveis spoilers

HOUSE – 5ª temporada: Temporada de natural desgaste da série, parece que não havia muito à ser mostrado. Claro que a série é genial quando “invade” a mente do protagonista (O sempre excelente Hugh Laurie), como vimos na reta final de temporada, após o surpreendente suícidio de Kutner, que parece que mexeu com o ostracismo de todos os personagens.

Como uma série de “caso da semana”, a quinta temporada não conseguiu criar casos nem pacientes muito interessantes (talvez a exceção do paciente super sincero em The Social Contract), algumas vezes pouco era trabalhado o paciente da semana, em virtude de algumas storylines dos personagens coadjuvantes que também não engrenaram, como a doença de Thirteen, o envolvimento dela com Foreman (mais sem graça, impossível) e a crise econômica de Taub. Pensando agora, o que de importante aconteceu na temporada antes da reta final da mesma? De relevante nada, talvez este tenha sido o problema da irregular temporada, não houve um arco costurando os episódios semanais assim os episódios iam sendo exibidos e nenhum grande evento marcava a evolução de alguma trama ou personagem.

Claro que o término da temporada reacendeu o que de melhor a série possui (seu protagonista), e acredito que esta mudança de cenários e, principalmente, de como House vai encarar esta mudança, seja a grande aposta para seu retorno. Finalizando, deixo aqui minha insatisfação com a equipe de House, os novos personagens não conseguiram ocupar o lugar deixado pelos anteriores, não conseguem transmitir aquele tom de discussão de casos como Chase, Cameron e Foreman faziam.

LOST – 5º temporada: Muitos devem ter abandonado a série durante estes 5 anos, no entanto, considero Lost um projeto GENIAL, é impressionante o que os roteiristas da série criaram e desenvolveram durante este tempo. Lembram aquela ilha onde 48 passageiros caíram e coisas misteirosas aconteciam? Ela não existe mais. Lost hoje é uma complexa teia narrativa com toques de ficção científica, mitologia, filosofia e religião. Algo, pelo menos para mim, inédito na televisão.

Claro que a série paga o preço do imediatismo da televisão e tem visto seus números de audiência caindo cada vez mais (e acredito que isto ocorra até o final da série/temporada), principalmente por trabalhar mais seus personagens do que a simples resolução dos mistérios que envolvem a série. Este retorno para a 5ª temporada novamente trouxe uma mudança narrativa, depois de flashbacks e flashforwards, agora tivemos uma literal viagem no tempo, idéia fascinenante que facilitou em muito as respostas para os eventos que ocorreram na Ilha. Uma pena que para isto ocorrer o ritmo das storylines foram divididas em 3 linhas temporárias, o que deixou a dinâmica da série uma pouco lenta. No entanto, com paciência, somos brindados com tramas tão díspares quanto a trágica odisséia de Daniel Faraday (excelente trabalho de Jeremy Davies) ao comportamento “bom marido e trabalhador” de Sawyer, isto sem comentar na dupla hilária que formaram Miles e Hurley, com as pérolas de diálogos.

Ao final do episódio The Incident ficamos com a tela em branço (normalmente, era preto) e confesso que não tenho a menor idéia de como a série vai retornar em 2010 para sua derradeira temporada. Não sei se os losties voltarão no tempo, para a atualidade, se a possível morte de Jacob é parte do destino ou do livre arbítrio, grande dilema dos personagens e da série como um todo, além do óbvio, mas ilógico, Bem vs. Mal (se é que podemos apontar isto ainda).

GREY’S ANATOMY – 5ª temporada: Assim que havia iniciado sua temporada, com exceção da entrada do dr. Owen Hunt (com bastante atitude de Kevin McKidd), tudo levava a crer que Grey’s começaria sua curva descendente de audiência e qualidade: A absurda falta de respeito com os telespectadores ao simplesmente sumirem com a personagem Erica Hahn, com a desculpa de a personagem não ter dado certo; que era pífia; e um pouco mais adiante, as aparições de Denny Duquette a lá Ghost Whisperer pareciam colocar toda a temporada a perder, principalmente porque diversos personagens, além da entrada de diversos residentes, estavam sem função na trama.

No entanto, ao chegarmos na metade da temporada, quem resistiu foi presenteado com os dramáticos arcos de Meredith e o presidiário no corredor da morte (ótima participação de Eric Stoltz), o erro médico de Dr. Derek Shepherd, que o levou ao fundo do poço, o crossing over com o spin off Private Practice, além da excelente storyline envolvendo Izzie e seu câncer, que rendeu um dos melhores episódios de toda série: What a Difference a Day Makes.

Neste retorno a excelentes episódios, Grey’s voltou a acertar em diversas frentes, que sempre caracterizaram a série, bons casos médicos e pacientes, metáforas para as tramas dos personagens principais, storylines para todos os coadjuvantes e o sempre eficaz equilíbrio entre um bom drama (lacriminoso) e a comédia.

DESPERATE HOUSEWIVES – 5ª temporada: Ao contrário da Grey’s, achava que o pulo de 5 anos na narrativa da Desperate conseguiria dar um novo gás para a série; no entanto, estava enganado. A série parece não conseguir mais criar tramas envolventes (Mesmo tocando em assuntos atuais, como a crise econômica), sejam engraçadas ou dramáticas, para todas as donas-de-casas. Pelo menos no início da temporada Eva Longoria Parker teve a chance de brilhar ao ganhar a trama cômica da temporada, ficar pobre com o marido pobre (até conseguiram deixar Eva meio feia!). Além dela, somente a dupla de “detetives” McCluskey e sua irmã (impagável, porém pouco aproveitada, Lily Tomlin) chamaram minha atenção.

No entanto, se as tramas das personagens em nada inovaram, o mistério da temporada foi um fiasco, o surgimento de Dave e seu envolvimento com Mike e Susan era óbvio, sendo assim, o final da temporada pareceu vazio e previsível. Uma pena. À acrescentar que as tramas engatilhadas para a próxima temporada em nada são animadoras, parece que Desperate Housewives chegou no seu limite criativo, seu criador Marc Cherry vai ter que se esforçar para virar esta tendência. Para não deixar passar a temporada em branco, dois episódios especiais e nostálgicos foram impecáveis: o 100º, The Best Thing That Ever Could Have Happened, com a participação de Beau Bridges e, obviamente, o episódio narrado e centrado na despedida de Eddie, Look Into Their Eyes and You See What They Know, com as personagens relembrando, novamente, situações que a princípio desconhecíamos entre elas e Eddie.