Archive for the ‘Hung’ Category

Impressões da Summer Season

26/07/2010

A minha intenção era terminar os Balanços da temporada 2009/2010, o que obviamente não consegui, e iniciar comentando umas primeiras impressões sobre as séries que estrearam e retornaram agora neste Summer Season, que iniciou em junho e termina no final de agosto, onde as emissoras de televisão apostam em diferentes vertentes. Enquanto na televisão aberta é época de reprises e as série novas são séries que ficaram de fora da temporada regular por diversos motivos, entre eles falta de planejamento (como Lie to Me) ou qualidade duvidosa (como Persons Unknown). Já na televisão a cabo é época de concentração de grandes lançamentos e retornos esperados, dentre eles, duas das minhas séries favoritas: The Closer (TNT) e True Blood (HBO).

Para os série maníacos é tempo de “vacas magras”, ou acompanhamos as séries da temporada (o que normalmente sempre levanta a questão da qualidade, que obviamente é menor em comparação com a temporada regular) ou é tempo de redescobrir antigas séries já terminadas/colocar em dia séries  deixadas de lado na temporada regular. Minha opção tem sido apostar em algumas séries novas, para deixá-las em seguida, e continuar minha maratona de The Sopranos. Mas, voltando ao assunto do Summer Season, vou primeiramente comentar algumas coisas  das séries que me decepcionaram e, em seguida, as que me surpreenderam e agradaram.

Bom, a aposta do canal ABC (televisão aberta) em lançar duas séries, Scoundrels e The Gates, foi um tiro no pé, o que pode se perceber é que o canal deve ter vislumbrado que as séries ficaram bem aquém das possibilidades e empurarram-nas para o verão americano. Enquanto, em Scoundrels o problema se encontra na falta de identificação do gênero que a série se propõe ser, comédia ou dramédia? farsesca ou humor negro?, pelo menos tem no elenco como protagonista a boa atriz Virginia Madsen (com passagem por Monk), porém, só ela vale o destaque, já em The Gates, simplesmente, nada se salva, cópia descarada da cultura pop atual, buscando angariar público fã de vampiros, lobisomens e outros seres fantásticos, num misto com Desperate Housewives, vergonha alheia total, ainda por cima, não tem nenhum nome que se salve no elenco, assim, vocês imaginam no que a série se transforme: comédia involuntária! Outra série que já desisti, agora do canal a cabo, SyFy, é Haven, sendo vendida como uma adaptação do livro Colorado Kid do mestre do suspense, Stephen King, a série é um amontoado de clichês passados no Maine, procura ser um suspense sobrenatural (misto de Supernatural com Arquivo X), no entanto, não trabalhou seus fracos personagens e até aqui, foram exibidos dois episódios somente, os roteiros foram muito regulares/ruins, me deu uma saudade de Mulder e Scully!

Já há uma outra categoria que são as séries guilty pleasure, boas de acompanhar porém limitadas, divertem e são um passatempo pessoal, depende de como cada um as encara. A mais fraquinha delas é Persons Unknown, que sou sincero em afirmar que acompanho para descobrir qual será seu desfecho, pois é uma trama serializada, se fosse de outra maneira já teria a abandonado, o último episódio assistido, acho que foi Truth (6º), em alguns momentos utilizei o bom e velho flashforward para correr um pouco com o episódio. A construção dos personagens que, sinceramente, seria a parte mais importante da minissérie (são 13 episódios fechados), para segurar o interesse do espectador durante a resolução dos mistérios foi um completo tiro no pé, nem parece que a série foi criada pelo ganhador do Oscar, Christopher McQuarrie (Os Suspeitos), mas vou resistir até o final, para saber do que se trata todo aquele circo! Outra novidade que me diverte quando assisto, mas sem grande ansiedade é The Good Guys, série policial retrô do canal Fox, que vai ganhar espaço na temporada 2010/2011, porém nas noites malditas de sexta-feira, a série consegue equilibrar bem o clima oitentista de série policial com toques generosos de humor, graças ao carisma de Bradley Whitford (The West Wing) e Colin Hanks, mas não vejo muito futuro para a série, é um bom passatempo e ponto.

Outra série desta categoria é a veterana Warehouse 13, que retornou para sua segunda temporada, uma série do canal SyFy, que consegue criar um clima de aventura bem inocente, também retrô, brincando com mitos da cultura mundial, envolvendo a investigação de objetos famosos que possuem poderes ou maldições, tem uma química entre o elenco, sem maiores expectativas ou pretensões. Vou incluir neste lista a novata série policial Rizzoli & Isles, do canal TNT americano, por se tratar de mais uma série policial, apesar de ter um episódio piloto ok, principalmente, no que se referia ao caso policial, faltou uma participação maior dos personagens, afinal a série leva seus nomes, enquanto Rizzoli traz Angie Harmon quase reprisando seu papel na cancelada Women’s Murder Club, já Isles, a médica legista, quase não apareceu e seu personagem mais parecia uma wikipedia falante (diálogo da própria Rizzoli dentro do episódio) não justificando seu nome no título, não sei ao certo qual o caminho que a série irá tomar, gostei de vislumbrar a família de Rizzoli, ainda mais que temos a dra. Melfi de The Sopranos, Lorraine Bracco, como mãe zelosa mas, por enquanto fica aqui na categoria passatempo.

Das novatas as que mais me agradaram foram a controvertida e para poucos, Louie, do canal FX, uma comédia sobre um comediante stand up, divorciado que relata seu dia-a-dia com apresentações suas num palco, é uma série simples, porém para quem gosta de um humor mais ácido vale uma conferida, consegui dar algumas boas gargalhadas em algumas situações vividas pelo protagonista, para um público mais específico; já Covert Affairs, nova aventura de espionagem do canal USA, vem para ocupar o espaço de Alias em nossa programação, foi uma grata surpresa conferir a qualidade do episódio piloto, bom roteiro, interessante plot, elenco bem selecionado (Piper Perabo, Kari Matchett, Christopher Ghorham), uma pena que no segundo, a trama dá uma caidinha e a série ganha a presença do eterno Mohinder de Heroes, espero que não seja uma mau sinal; outra divertida surpresa foi a sitcom criada pela MTV americana, The Hard Times of RJ Berger, um misto de Anos Incríveis com Hung (do canal HBO, que falo mais adiante), tem todos os clichês possíveis e impossíveis do famoso retrato do high school americano, no entanto, seu personagem principal, um nerd loser, é bem dotado, além das óbvias piadas e gags que isto cria, a série ainda tem nos pais de RJ, o casal de pais mais sem noção das séries atuais, hilariante; a última série que indico aqui, Rookie Blue, facilmente poderia ter passado em branco, principalmente quando em sua sinopse rapidamente identificamos sua inspiração, Grey’s Anatomy, aqui sai de cena o hospital entre em cena um departamento de polícia, onde os personagens principais são os rookies da temporada, novatos, homens e mulheres iniciando na vida de policiais de rua, cheios de insegurança, vontade de acertar e amores. Por incrível que pareça, a série acerta tanto na construção dos personagens, principalmente os femininos, e nos casos policiais trabalhados a cada episódio, a série tem agradado tanto que já foi renovada para um segunda temporada.

Já entre as veteranas, me agradaram os retornos da comédia Entourage, que parece que nesta temporada apostará no amadurecimento do protagonista Vincent Chase e dos demais guris da turma, já comecei gostando da temporada pela participação do diretor Nick Cassavettes, dirigindo o novo filme de Vincent, e espero que as participações especiais e os retratos dos bastidores de Hollywood só aumentem; outra série da HBO, agora, a dramédia Hung, apesar de ter me decepcionado um pouco na temporada passada, retornou com um roteiro mais equilibrado, demonstrando mais claramente qual a temática da série, sai de cena o técnico em crise financeira bem dotado, entre em cena as consequências econômicas  na vida dele e os sentimentos dos personagens envolvidos nas situações mais inusitadas e, por isto, mesmo engraçadas. A série ganhou com a entrada fixa de Lenore, a outra cafetina de Ray junto com a bizarra Tanya;  sobre os dramas, Lie to Me, do canal Fox, retornou para fechar sua temporada somente agora, não sei ao certo o porquê, porém também retorna na temporada 2010/2011, a série acertou em focar seu roteiro em casos únicos por episódio, conseguiu demonstrar as técnicas de Cal em diversas situações diferentes, como na leitura do policial que somente interagia com os olhos, um episódio emocionante, no entanto, ainda precisa utilizar melhor seus dois personagens coadjuvantes, Loker e Torres.

Para fechar este longo post ainda preciso destacar minhas duas séries prediletas deste período e, também, umas das minhas prediletas da temporada: True Blood, mostra como trabalhar de maneira acertada a trama, equilibrando suspense, aventura, drama, fantasia e comédia, junto com os personagens mais legais da televisão americana, cortesia da Alan Ball e da escritora dos livros nos quais se baseia a série. Em seu retorno, True Blood, apesar de ainda não ter acertado seu ritmo, introduziu mais um ser fantástico, os lobisomens, e novos vampiros, como o Rei Russell e o porra-louca Franklyn, muito bem defendidos por seus intérpretes. Até mesmo Bill e Sookie que andavam meio chatinhos, ganharam storylines particulares e estão mais interessantes, talvez o único equivoco até aqui tenha sido a família de Sam, que não disse a que veio; e The Closer, todos sabem que tenho um fraco pelo gênero policial, porém, neste retorno a série demonstra que terá um arco de episódios promissores, a começar pelas mudanças geográficas (de prédio) e  de chefia dentro do departamento do qual faz parte a Delitos Graves, chefiada por Brenda, papel da vida de Kyra Sedgwick. No seu segundo episódio, Help Wanted, os roteiristas criaram uma pequena pérola dentro da série, foi um episódio perfeito, em todos os sentidos, tanto o caso policial, um estuprador em série, quanto os bastidores da equipe, que envolvia o ressurgimento da Capitã Raydor, Mary McDowell, melhor convidada da série até hoje, tudo funcionou, ficou excelente. A expectativa com ambas séries é alta!

Obs.: para maiores detalhes e comentários sobre os episódios destas séries, pertencentes, ao summer season, é só conferir a aba Séries 2010 – Summer Season.

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Novidades do Verão Americano – Final

03/08/2009

Terminando o ciclo de séries que estreiaram nesta temporada do verão americano, comento 3 novas séries de 3 diferentes canais e de 3 gêneros diferentes: uma dramédia, uma aventura e um drama policial. Concluindo sobre esta pequena temporada, os grandes destaques continuam sendo as veteranas The Closer, Entourage, a hypada True Blood e, a única novata que realmente me cativou, Nurse Jackie.

hungHUNG: sem dúvida nenhuma o “grande” destaque da série é sua curiosa trama, que versa sobre Ray, um ex-astro do esporte, atualmente técnico , que agora está na meia idade, separado e e com dois filhos (bem estranhos). Ray vive uma crise financeira, além da pessoal, após sua casa pegar fogo, para reverter a situação ele resolve aproveitar o que tem de característico: seu dote. Sim vocês mão leram errado, Ray parte para o ramo de garoto de programa, com a ajuda de uma amiga que vira sua cafetina.

Claro que como uma série de HBO, a sinopse pode até parecer aquelas comédias idiotas e bagaceiras, no entanto, os roteiros encaminham a trama lembrando filmes como o inglês, Ou Tudo Ou Nada (Full Monty), que fez bastante sucesso pelo mundo ao misturar a curiosa sinopse (um grupo de homens maduros fazendo striptease) com uma temática mais humana. A série também segue este caminho, no entanto, ainda está pesando mais para o drama do que para o humor, o que está ocasionando um ritmo vagaroso para a série que caminha a passos lentos, ainda assim vale a pena conhecer esta curiosa proposta de série que deve render indicações na temporada de prêmios ao seu protagonista, Thomas Jane (de filmes como O Justiceiro e O Nevoeiro), excelente como um loser completo.

warehouse_13WAREHOUSE 13: nova série do canal SyFy (antigo Sci-Fi Channel), especialista em séries de ficção e aventura, aqui apostando numa aventura com toques de humor e fantasia. Na verdade, Warehouse 13, parece um misto de Arquivo X com uma série dos anos 80/90 sobre objetos de um antiquário que eram amaldiçoados (não lembro seu título), claro que acrescidos de diálogos bem humorados cheios de gracinhas.

A série passa longe da tensão e excelência de Battlestar Gallactica recém finalizada pelo mesmo canal, no entanto, serve como um passatempo até divertido de assistir, principalmente, pelos objetos curiosos que estão guardados no depósito (perdido no meio do nada) e são resgatados pelos agentes por terem “poderes especiais” quando utilizados.

darkblueDARK BLUE: novo drama policial com produção de Jerry Bruckheimer (franquia CSI), apostando numa temática mais adulta e tensa. A série promove o retorno de Dylan McDermott (da série O Desafio/The Practice e da fracassada Big Shots), no papel de Carter Shaw chefe dedicado de uma equipe que trabalha secretamente infiltrada no mundo do crime. Sua equipe conta com a presença de Ty Curtis, um policial recém-casado que teve um envolvimento extra conjugal durante o período em que esteve infiltrado; Dean Bendis, um policial que vive ultrapassando a linha que divide a policia do crime organizado; e Jamie Allen, uma novata na equipe que ainda está aprendendo os truques da profissão.

Num primeiro momento, a série lembra recentes sucessos como Infiltrados (no cinema), o trabalho de agentes infiltrados em organizações criminosas, e The Shield (TV), série policial que aboradava o lado mais cru da polícia. Nestes primeiros episódios, a série mostrou que abordará os personagens nas suas missões, sempre por debaixo dos panos, e como isto afeta suas vidas particulares. Até aqui (visto 2 episódios) posso comentar que a série é muito bem produzida (marca dos trabalhos de Bruckheimer) e tem preendido minha atenção, somente fico com uma “pulga atrás da orelha” quanto a narrativa da série, é um pouco absurdo que cada caso da semana da série seja sobre um agente já trabalhando infiltrado, quando sabemos que missões assim levam meses para serem planejadas e colocadas em prática, isto diminui o impacto dramático da série.