Archive for the ‘Lie to Me’ Category

Impressões da Summer Season

26/07/2010

A minha intenção era terminar os Balanços da temporada 2009/2010, o que obviamente não consegui, e iniciar comentando umas primeiras impressões sobre as séries que estrearam e retornaram agora neste Summer Season, que iniciou em junho e termina no final de agosto, onde as emissoras de televisão apostam em diferentes vertentes. Enquanto na televisão aberta é época de reprises e as série novas são séries que ficaram de fora da temporada regular por diversos motivos, entre eles falta de planejamento (como Lie to Me) ou qualidade duvidosa (como Persons Unknown). Já na televisão a cabo é época de concentração de grandes lançamentos e retornos esperados, dentre eles, duas das minhas séries favoritas: The Closer (TNT) e True Blood (HBO).

Para os série maníacos é tempo de “vacas magras”, ou acompanhamos as séries da temporada (o que normalmente sempre levanta a questão da qualidade, que obviamente é menor em comparação com a temporada regular) ou é tempo de redescobrir antigas séries já terminadas/colocar em dia séries  deixadas de lado na temporada regular. Minha opção tem sido apostar em algumas séries novas, para deixá-las em seguida, e continuar minha maratona de The Sopranos. Mas, voltando ao assunto do Summer Season, vou primeiramente comentar algumas coisas  das séries que me decepcionaram e, em seguida, as que me surpreenderam e agradaram.

Bom, a aposta do canal ABC (televisão aberta) em lançar duas séries, Scoundrels e The Gates, foi um tiro no pé, o que pode se perceber é que o canal deve ter vislumbrado que as séries ficaram bem aquém das possibilidades e empurarram-nas para o verão americano. Enquanto, em Scoundrels o problema se encontra na falta de identificação do gênero que a série se propõe ser, comédia ou dramédia? farsesca ou humor negro?, pelo menos tem no elenco como protagonista a boa atriz Virginia Madsen (com passagem por Monk), porém, só ela vale o destaque, já em The Gates, simplesmente, nada se salva, cópia descarada da cultura pop atual, buscando angariar público fã de vampiros, lobisomens e outros seres fantásticos, num misto com Desperate Housewives, vergonha alheia total, ainda por cima, não tem nenhum nome que se salve no elenco, assim, vocês imaginam no que a série se transforme: comédia involuntária! Outra série que já desisti, agora do canal a cabo, SyFy, é Haven, sendo vendida como uma adaptação do livro Colorado Kid do mestre do suspense, Stephen King, a série é um amontoado de clichês passados no Maine, procura ser um suspense sobrenatural (misto de Supernatural com Arquivo X), no entanto, não trabalhou seus fracos personagens e até aqui, foram exibidos dois episódios somente, os roteiros foram muito regulares/ruins, me deu uma saudade de Mulder e Scully!

Já há uma outra categoria que são as séries guilty pleasure, boas de acompanhar porém limitadas, divertem e são um passatempo pessoal, depende de como cada um as encara. A mais fraquinha delas é Persons Unknown, que sou sincero em afirmar que acompanho para descobrir qual será seu desfecho, pois é uma trama serializada, se fosse de outra maneira já teria a abandonado, o último episódio assistido, acho que foi Truth (6º), em alguns momentos utilizei o bom e velho flashforward para correr um pouco com o episódio. A construção dos personagens que, sinceramente, seria a parte mais importante da minissérie (são 13 episódios fechados), para segurar o interesse do espectador durante a resolução dos mistérios foi um completo tiro no pé, nem parece que a série foi criada pelo ganhador do Oscar, Christopher McQuarrie (Os Suspeitos), mas vou resistir até o final, para saber do que se trata todo aquele circo! Outra novidade que me diverte quando assisto, mas sem grande ansiedade é The Good Guys, série policial retrô do canal Fox, que vai ganhar espaço na temporada 2010/2011, porém nas noites malditas de sexta-feira, a série consegue equilibrar bem o clima oitentista de série policial com toques generosos de humor, graças ao carisma de Bradley Whitford (The West Wing) e Colin Hanks, mas não vejo muito futuro para a série, é um bom passatempo e ponto.

Outra série desta categoria é a veterana Warehouse 13, que retornou para sua segunda temporada, uma série do canal SyFy, que consegue criar um clima de aventura bem inocente, também retrô, brincando com mitos da cultura mundial, envolvendo a investigação de objetos famosos que possuem poderes ou maldições, tem uma química entre o elenco, sem maiores expectativas ou pretensões. Vou incluir neste lista a novata série policial Rizzoli & Isles, do canal TNT americano, por se tratar de mais uma série policial, apesar de ter um episódio piloto ok, principalmente, no que se referia ao caso policial, faltou uma participação maior dos personagens, afinal a série leva seus nomes, enquanto Rizzoli traz Angie Harmon quase reprisando seu papel na cancelada Women’s Murder Club, já Isles, a médica legista, quase não apareceu e seu personagem mais parecia uma wikipedia falante (diálogo da própria Rizzoli dentro do episódio) não justificando seu nome no título, não sei ao certo qual o caminho que a série irá tomar, gostei de vislumbrar a família de Rizzoli, ainda mais que temos a dra. Melfi de The Sopranos, Lorraine Bracco, como mãe zelosa mas, por enquanto fica aqui na categoria passatempo.

Das novatas as que mais me agradaram foram a controvertida e para poucos, Louie, do canal FX, uma comédia sobre um comediante stand up, divorciado que relata seu dia-a-dia com apresentações suas num palco, é uma série simples, porém para quem gosta de um humor mais ácido vale uma conferida, consegui dar algumas boas gargalhadas em algumas situações vividas pelo protagonista, para um público mais específico; já Covert Affairs, nova aventura de espionagem do canal USA, vem para ocupar o espaço de Alias em nossa programação, foi uma grata surpresa conferir a qualidade do episódio piloto, bom roteiro, interessante plot, elenco bem selecionado (Piper Perabo, Kari Matchett, Christopher Ghorham), uma pena que no segundo, a trama dá uma caidinha e a série ganha a presença do eterno Mohinder de Heroes, espero que não seja uma mau sinal; outra divertida surpresa foi a sitcom criada pela MTV americana, The Hard Times of RJ Berger, um misto de Anos Incríveis com Hung (do canal HBO, que falo mais adiante), tem todos os clichês possíveis e impossíveis do famoso retrato do high school americano, no entanto, seu personagem principal, um nerd loser, é bem dotado, além das óbvias piadas e gags que isto cria, a série ainda tem nos pais de RJ, o casal de pais mais sem noção das séries atuais, hilariante; a última série que indico aqui, Rookie Blue, facilmente poderia ter passado em branco, principalmente quando em sua sinopse rapidamente identificamos sua inspiração, Grey’s Anatomy, aqui sai de cena o hospital entre em cena um departamento de polícia, onde os personagens principais são os rookies da temporada, novatos, homens e mulheres iniciando na vida de policiais de rua, cheios de insegurança, vontade de acertar e amores. Por incrível que pareça, a série acerta tanto na construção dos personagens, principalmente os femininos, e nos casos policiais trabalhados a cada episódio, a série tem agradado tanto que já foi renovada para um segunda temporada.

Já entre as veteranas, me agradaram os retornos da comédia Entourage, que parece que nesta temporada apostará no amadurecimento do protagonista Vincent Chase e dos demais guris da turma, já comecei gostando da temporada pela participação do diretor Nick Cassavettes, dirigindo o novo filme de Vincent, e espero que as participações especiais e os retratos dos bastidores de Hollywood só aumentem; outra série da HBO, agora, a dramédia Hung, apesar de ter me decepcionado um pouco na temporada passada, retornou com um roteiro mais equilibrado, demonstrando mais claramente qual a temática da série, sai de cena o técnico em crise financeira bem dotado, entre em cena as consequências econômicas  na vida dele e os sentimentos dos personagens envolvidos nas situações mais inusitadas e, por isto, mesmo engraçadas. A série ganhou com a entrada fixa de Lenore, a outra cafetina de Ray junto com a bizarra Tanya;  sobre os dramas, Lie to Me, do canal Fox, retornou para fechar sua temporada somente agora, não sei ao certo o porquê, porém também retorna na temporada 2010/2011, a série acertou em focar seu roteiro em casos únicos por episódio, conseguiu demonstrar as técnicas de Cal em diversas situações diferentes, como na leitura do policial que somente interagia com os olhos, um episódio emocionante, no entanto, ainda precisa utilizar melhor seus dois personagens coadjuvantes, Loker e Torres.

Para fechar este longo post ainda preciso destacar minhas duas séries prediletas deste período e, também, umas das minhas prediletas da temporada: True Blood, mostra como trabalhar de maneira acertada a trama, equilibrando suspense, aventura, drama, fantasia e comédia, junto com os personagens mais legais da televisão americana, cortesia da Alan Ball e da escritora dos livros nos quais se baseia a série. Em seu retorno, True Blood, apesar de ainda não ter acertado seu ritmo, introduziu mais um ser fantástico, os lobisomens, e novos vampiros, como o Rei Russell e o porra-louca Franklyn, muito bem defendidos por seus intérpretes. Até mesmo Bill e Sookie que andavam meio chatinhos, ganharam storylines particulares e estão mais interessantes, talvez o único equivoco até aqui tenha sido a família de Sam, que não disse a que veio; e The Closer, todos sabem que tenho um fraco pelo gênero policial, porém, neste retorno a série demonstra que terá um arco de episódios promissores, a começar pelas mudanças geográficas (de prédio) e  de chefia dentro do departamento do qual faz parte a Delitos Graves, chefiada por Brenda, papel da vida de Kyra Sedgwick. No seu segundo episódio, Help Wanted, os roteiristas criaram uma pequena pérola dentro da série, foi um episódio perfeito, em todos os sentidos, tanto o caso policial, um estuprador em série, quanto os bastidores da equipe, que envolvia o ressurgimento da Capitã Raydor, Mary McDowell, melhor convidada da série até hoje, tudo funcionou, ficou excelente. A expectativa com ambas séries é alta!

Obs.: para maiores detalhes e comentários sobre os episódios destas séries, pertencentes, ao summer season, é só conferir a aba Séries 2010 – Summer Season.

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Temporada 2009/10 – Últimas Premieres

12/10/2009

Chegando ao final após mais de um mês de comentários sobre a maioria das premieres das séries americanas, hoje comento os últimos retornos  e algumas estréias que acabei daixando por último, em prol de alguns ganchos das séries que já acompanhava.

Fazendo balanço até o momento, a temporada tem sido muito boa, algumas idéias sendo bem aproveitadas, inúmeras releituras que não devem durar uma temporada e, principalmente, alguns retornos com excelência de séries que pensava que não alcançariam mais suas conhecidas qualidades (House, CSI).

TheGoodWife_05 The Good Wife – 1ª temporada: dos dramas de procedimento parece que a CBS encontrou um grande produto em The Good Wife, faz um drama de tribunal não esquecendo de trabalhar uma trama pessoal da protagonista bastante interessante e atual. Tem em seu piloto, um dos melhores da safra, e no seu elenco o destaque para Julianna Margulies cercada de coadjuvantes à altura, como Christine Baranski, ótima atriz mas muito mais veiculada como comediante. Vale a pena, estréia agora em novembro no canal Universal Channel.

trauma Trauma – 1ª temporada: o canal NBC está com uma bomba nas mãos, além de ver sua outrora série de sucesso mundial Heroes caindo pelas tabelas (com razão) sua estréia para as noite de segunda junto a Heroes, Trauma, é um amontoado de clichês de séries médicas com adrenalina. A série de Peter Berg (o mesmo de Friday Night Lights) coloca uma equipe de resgate como protagonistas da série, claro que é necessário criar um evento para dar início a série, assim, há um grande acidente que provoca mortes na equipe e um ano depois começa realmente, a narrativa da série mostrando como os atendentes estão levando suas vidas. O elenco até chama a atenção com Anastasia Griffiths (Damages) e Derek Luke (que despontou no filme Voltando a Viver, de Denzel Washington), no entanto, a trama e os personagens não rendem mais que o básico e são esquecíveis.

ncis-los-angeles-poster-grande NCIS – Los Angeles – 1ª temporada: já apostava no sucesso deste spin-off de NCIS em termos de audiência, principalmente, por ser exibido após o original, recebendo toda aquela audiência, e ter pouca concorrência, acho que compete com vários realitys shows e com Melrose Place, se não me engano. No entanto, é preciso mais do que isso, ou mesmo, mais para LL Cool J e Chris O’Donnell para garantir qualidade ao texto. Quem conhece a franqui pode até se interessar mas de imediato não conquistou nem minha simpatia nem meu interesse neste novo drama de procedimentos militar.

tv_mercy03Mercy – 1ª temporada: o grande azar de Mercy (na NBC) é ter estreado na mesma temporada que Nurse Jackie (do Showtime). Não que não haja espaço para dois dramas de enfermeiras na televisão, muito pelo contrário, no entanto, há uma referência atual de série com qualidade como foi a série protagonizada por Eddie Falco. Não esquecendo que também houve a estréia de Hawthorne, com Jada Pinkett Smith, há poucos meses. Assim, Mercy, obviamente, caminha por uma trilha mais para Hawthorne do que Nurse Jackie, uma pena, busca o caminho mais fácil porém, se torna mais uma série hospitalar sem grande novidades e, tem como um problema, seu elenco não possuir nenhum grande nome e nenhuma grande personagem, pelo menos, neste início.

lietome Lie to Me – 2ª temporada: particularmente, gosto bastante da sinopse de Lie To Me, mas os produtores e roteiristas parecem buscar um caminho banal para a série, que não tem nenhum Simon Baker (Patrick Jane de The Mentalist) no elenco para fazer milagres. Digo isto, pois sabiamente, pelo menos para mim, os melhores episódios da primeira temporada eram os episódios centrados num único caso sendo desenvolvido por toda a equipe, mas as narrativas desta segunda temporada continuam apostando em dois casos em paralelo para a equipe de Cal Lightman, diluindo a força dramática e investigativa dos episódios. Acho que os produtores podiam apostar num arco de episódios mais denso e que explorasse melhor toda a equipe de Cal.

Uma pena, já que a série não vem conseguindo manter os índices de audiência de House, que é exibido antes no horário, e logo chega 24 Horas, podendo acarretar num cancelamento prematuro para a série que tem um potencial altissímo.

dollhouseDollhouse – 2ª temporada: momento lamentável que vivem os fãs de ficção da televisão, Dollhouse foi renovada no último minuto pelo canal Fox, no auge de sua qualidade, e em seu retorno tem apresentado audiências menores que antigamente, uma pena, o trabalho de Joss Whedon tem sido tão interessante e a trama de Dollhouse é um achado, mesmo em momentos não tão criativos.

Acredito que a série não sobreviva até o final da temporada, também pelo horário e companhia no seu dia de exibição, as amaldiçoadas sextas e junto com dois sitcoms com baixa audiência (Til’ Death e Brothers) . Nada a ver um produto com o outro, idéia genial dos executivos da Fox.

NCISNCIS – 7ª temporada: mesmo acompanhando a série a uma temporada e reconhecendo suas qualidades ainda não entendo o sucesso absurdo pelo qual atravessa NCIS. Na minha opnião é o dia e o horário, que possui concorrência mínima (somente realitys), que favorece a supremacia da série, mas mesmo na alta temporada quando enfrenta American Idol, a série consegue manter seus índices e, atualmente, é a campeã de audiência na televisão americana, batendo CSI, Grey’s Anatomy e House.

Dentre as suas qualidades: as tramas, sempre interessantes e em sintonia com temas mundias, afinal falamos de casos militares e política externa, e o humor do roteiro que facilita os personagens a criarem empatia com o público. Passatempo de qualidade!

512EGlzfQLL._SX320_SY240_Law & Order SVU  – 11ª temporada: não sei vocês mas adoro dramas de tribunais, desde os filmes de John Grisham até as séries televisivas, já não acompanho com o mesmo entusiasmo e religiosidade os demais produtos da franqui Law & Order, no entanto, SVU continua me instigando com seus casos dramáticos (de temática sexual), assustadores e personagens bem desenvolvidos, mesmo tendo um padrão narrativo meio engessado (caso+investigação+tribunal). Contando com um elenco de qualidade, principalmente, pelas abordagens dos casos e da vida pessoal dos agentes protagonistas (Olivia e Elliot), não esquecendo das ilustres participações de atores convidados, neste início de temporada já apareceram na série Christine Lahti (veterano atriz de inúmeras séries como Chicago Hope), Wentworth Miller (Michael Scolfield, de Prison Break), Eric McCormack (Will, de Will and Grace) e Stephen Rea (ator inglês de cinema).

É quase um vício, é começar a assistir a um episódio e quando vejo, se passaram 40 e poucos minutos, num piscar de olhos. Esta tradição de tribunal na sociedade americana é muito interessante e uma pena não servir de modelo para o brasileiro, não como modelo de julgamento, mas sim pela popularização do tribunal nos meios de comunicação servindo como ferramenta de conhecimento para uma grande maioria, de como funciona este espetáculo de defesa/acusação e julgamento.

Balanço da Temporada 2008/09 – Estreantes

15/06/2009

Das séries estreantes desta pobre temporada, poucos sobreviveram, e mais ainda, poucos se destacaram, abaixo algumas séries que pude acompanhar e que acabaram caindo no meu agrado (não ando muito exigente). Faltaram algumas séries que ainda estou acompanhando no momento, como Dollhouse e Castle, ambas renovadas para a próxima temporada.

FRINGE: talvez a melhor série estreante da tevê aberta (junto à True Blood, da tevê fechada), claro que considerando que você goste de dramas científicos. Cercada de grande expectativa, por se tratar de mais uma série da “grife” J. J. Abrams, e tratar de uma nova série com mistéiros e toques de ficção.

Passado a estréia, Fringe sofreu da “síndrome da comparação”, principalmente, com Arquivo X, em certos aspectos com razão. Assim, a série percorreu um caminho irregular até seu meio de temporada. No entanto, após seu retorno, Fringe conseguiu construir um clima de mistério (como O Observador, o passado de Dr. Walter Bishop e a agente Olivia Dunham, Massive Dinamics, somente para citar alguns) ininterrupto envolvendo o tão citado Padrão quanto ilustrar casos isolados de maneira acertada. Ao término da temporada, num episódio empolgante, uma grande questão é introduzida na série, que deverá ser bastante trabalhada na próxima temporada: dimensões paralelas.

O canal Fox parece apostar bastante na série ao colocá-la no horário mais disputado da tevê americana, às quintas no horário das 21hs, junto à CSI, Grey’s Anatomy e Supernatural, mesmo que não me pareça uma aposta muito correta.

THE MENTALIST: série fenômeno da temporada, um mistério para críticos e público especializado explicar o sucesso tão estrondoso da série junto ao público americano. Os casos policiais nem são tudo isto, muito pelo contrário, alguns são extremamente óbvios e corriqueiros. O elenco coadjuvante é sem sal, quase todos servem somente de escada para o grande atrativo da série, Patrick Jane, numa composição incrível de Simon Baker, eterno ator coadjuvante em filmes.

Ex-vidente televisivo, Patrick Jane, é na verdade uma fraude como vidente pois o seu verdadeiro “dom” é observar o comportamento das pessoas e ajudar uma força-tarefa especial como consultor enquanto investiga um serial killer (Red John) que matou sua família. O caso de Patrick Jane serve como pano de fundo para o envolvimente de Jane junto à polícia, claramente, sua resolução não deve ocorrer tão cedo, que é um grande problema para os roteiristas, afinal por quanta temporadas um mistério como este consegue segurar a série? Que não possui outros atrativos se não o carisma e o “jeitão” do protagonista como trunfos.

ELEVENTH HOUR: aposta de rede CBS (a Globo americana) para “prender” a audiência pós-CSI nas noites de quinta-feira, a série remake homônimo de uma série inglesa (protagonizada por Patrick “Picard” Stewart), conseguiu em parte ter sucesso. Manteve uma parcela considerável da audiência para o canal vencendo seus concorrentes, no entanto, não causou nenhum tipo de reação da mídia além de críticas negativas. Os erros saltavam aos olhos, desde a escalação equivocada de Marley Shelton como a durona agente Rachel Young, servindo de guarda-costa para o cientista Dr. Jacob Hood (interpretação ok de Rufus Sewell).

A série não soube construir um arco para os personagens como, por exemplo, porque os mesmos trabalham juntos?, os roteiristas apostaram na fórmula “caso da semana”, sempre envolvendo temas científicos, faltou um pano de fundo (mesmo que fosse frágil como o de The Mentalist), que tornasse os acontecimentos mais interessantes ao telespectador. Série fraca, elenco mediano, audiência ok,  sem grandes atrativos, resultado: cancelamento!

LIE TO ME: outra série que me agradou bastante, principalmente, por conseguir embasar aqueles conceitos de comportamento humano que em The Mentalist parecem somente adivinhados pelo personagem Patrick Jane. (que serviu de comparação durante meses à Lie to Me) Aqui, este tema virou assunto cientifíco, para ser estudado, sempre exemplificado as feições/reações/tiques com perosngens reais (recurso que traz a série para a nossa realidade). O único equívoco da série foi tentar ter dois casos isolados a cada episódio, sendo sempre estudados pela equipe principal do Dr. Cal Lightman (belo trabalho de Tim Roth, que andava embaixa no cinema), isto diluía a dramaticidade e surpresas do roteiro, além disso, à modo de comparação, os episódios com somente um caso são os melhores da temporada disparados.

Em contrapartida, a diversidade dos casos que a empresa de consultoria do Dr. Cal Lightman trabalha é um grande acerto, temos desde a proteção num casamento coreano, um incendiário a à ataques terrosristas nos EUA, excelente episódio season finale. Os personagens, mesmo em somente 13 episódios, tiveram todos seu momento na série, com storylines particulares, principalment, Cal Lightman com a descoberta de uma personagem com talento natural para “detectar” mentiras, sua filha e sua ex-esposa e sua sócia (a bela Kelli Williams) envolvida com o marido não “tão” honesto como aparenta. Vale uma espiada para quem não conhece.

SOUTHLAND: substituindo E.R. na grade do canal NBC, a série usa do artifício falso documentário para resgistrar o dia-a-dia da polícia de Los Angeles, envolvida nos mais banais e perigosos casos, quase uma crônica. Você pode perguntar tá e daí é somente isto? Posso argumentar que este é na verdade, o grande trunfo da série “ser real” e o estilo câmera na mão da filmagem somente aumenta esta sensação.

Além disso, a série aidna conta com um elenco bastante eclético, a princípio, assumindo tipos típicos de uma delegacia dividida entre policias de viaturas e detetives de homicídios, no entanto, cada um a seu tempo vai mostrando aspectos sua história e seus problemas rotineiros. Destaque para Regina King (com passagens em 24 Horas, como irmão dos Palmers, e no filme Miss Simpatia 2, como parceira de Sandra Bullock), em meio a um elenco quase totalmente masculino, como a detetive Lydia, envolvida com a doença da mãe. A série foi renovada mas irá trocar de horário na grade do canal, passará para às sextas, dia de baixa audiência na tevê, junto à eterna Lei & Ordem, vamos ver no que vai dar.

Baú em Séries da Semana

12/01/2009

Como vocês sabem sou um fã(natico) por séries por inúmeros motivos (narrativas, tramas e personagens), então ao lado, podem observar, criei um modo de organizar as séries/episódios que assisto e, em função disso, pretendo lançar alguns comentários semanais conforme acompanho as exibições (americanas, em sua maioria) das minhas séries prediletas.

dh Desperate Housewives s05e11 Home is The Place retorno do intervalo do fim de ano, a série volta com algumas situações cômicas (Bree conhecendo a sogra de seu filho e Susan saindo com o vizinho gay, banal) e outras dramáticas (Eddie se separa de Dave, Lynette ainda não sabe para onde Porter fugiu, nada demais além de uma cena dramática de Lynette) mas, quem continua roubando as cenas nesta temporada é Gaby, a temporada tem sido de Eva Langoria Parker;

ga Grey’s Anatomy s05e11 Wish you Were Here retorno dos episódios inéditos nesta temporada, com a entrada de Eric Stoltz como um presidiário no corredor da morte que terá participação em um arco de episódios, o clima parece estranho no Seatlle Grace, ainda não há pistas sobre os desdobramentos de Izzie com Denny Duquette, que eu prefiria já ter terminado, Cristina e Meredith ainda brigadas, O’Malley sem nada para fazer e Sloan e Torres evitando a tentação das internas. Uma curiosidade: vão dizer que não parece que o Chefe em seu momento reflexão sem saber o que fazer com os problemas do Hospital não parece uma metáfora para a criadora Shonda Rhimes com tantos problemas na série devido à saídas repentinas e tramas desinteressantes;

mentalist The Mentalist s01e11 Red John’s Friend também retornando com episódios inéditos, os roteiristas parecem ter acertado no planejamento da série, a medida que a temporada avançou, algumas histórias começaram a revelar o passado de Patrick Jane (ainda único personagem interessante) e a trama do serial killer parece tomar um rumo diferente, melhor ficaram os episódios. A série vem num arco ascendente há 3-4 episódios;

dmgs2Damages s02e01 I Lied, Too valeu a pena a espera de mais de uma ano por Damages, a série começa a arquitetar uma temporada empolgante com muitas tramas interessante. Num episódio marcado pela brilhantismo de Rose Byrne (sempre questionada frente ao talento e personagem arrebatador de Glenn  Close), marcada pelo sentimento de vingança, enquanto Patty parece ser assombrada pela culpa, mas vai saber a verdade. Sinceramente, gostei da série ainda trabalhar com os flashforwards, assim como ocorreu na primeira temporada. Não é um episódio perfeito mas, introdutório e empolgante com certeza;

nts5 Nip/Tuck s05e15 Ronnie Chase também fora do ar há quase um ano, a série voltou explorando as consequências do ataque de Colleen à Sean passados 4 meses do ataque (que acarretou a morte de Collenn),  Sean como consequencia está preso numa cadeira de rodas dando aulas  numa faculdade também e Christian descobre ter câncer de mama. Parece que neste reinício de temporada os personagens principais terão que enfrentar sentimentos (como perda e inseguranças) ainda não explorados pela trama, senti falta de conclusão para alguns personagens que parecem que não irão retornar. Destaque: a excelente trilha sonora.

lietomeLie to Me s01e01 piloto – episódio que vazou na internet duas semanas antes da estréia oficial (21/01) no canal Fox, inclusive uma grande aposta do canal já que será exibido após o sucesso American Idol. Ainda não dá pra saber a linha ” de procedimento semanal” da série, se conseguirá fugir da sombra do atual sucesso The Mentalist, no entanto, já pode-se dizer, o elenco é melhor (Kelli Williams, de O Desafio, está linda) e a trama parece buscar uma ciência (psicologia) nesta “arte de análise comportamental”, o que acaba diferenciando-a de The Mentalist e dos demais séries de procedimentos, as expectativas aumentaram;