Archive for the ‘Summer Season 2018’ Category

Better Call Saul (AMC/Netflix) – 4ª temporada

07/10/2018

s04e01 Smoke – Jimmy lida com um acontecimento inesperado e trágico. Mike pondera seu papel em Madrigal; Howard faz uma confissão surpreendente.

s04e02 Breathe – Jimmy procura um novo emprego; Gus navega nas consequências do colapso de Hector; Kim se esforça para apoiar Jimmy após a morte de Chuck.

Graças ao bom Deus das séries a morte de Chuck foi definitiva e parece surgir como mais uma amarra que desliga Jimmy e o leva ao braços de Saul, ficando ainda Kim como âncora de sua vida; neste início tivemos uma retomada de todas as situações, com todos aspectos técnicos e de direção sempre excelentes em cena, mas ainda não vislumbro um arco para Gus e Mike, o arco de Jimmy sabemos que é se transformar em Saul (seu prólogo na premiere continua intenso e muito bem filmado, já tenho vontade de pular lá adiante).

s04e03 Something Beautiful – Jimmy coloca um plano arriscado em movimento; quando as alianças mudam, Nacho se encontra na mira; Kim contempla seu futuro. A sequência inicial com Nacho é estupenda, coisas de Vincent Gilligan e sua grife, com consequencias que meio que norteiam todo o pano de fundo de Saul e Breaking Bad, incluindo uma nova aparição de um personagem do universo Breaking Bad.

s04e04 Talk – Para provar a Kim que retomou o controle de sua vida, Jimmy arruma um novo emprego. Nacho se envolve em um massacre. Mike vai a uma reunião de um grupo de apoio. Incrível como todas as storylines do episódio funcionaram para mim, independentes uma da outra, mas cada uma adicionando ou reiterando características de cada um dos envolvidos, no caso, jimmy, Nacho e Mike (o mais legal), além do que a direção do episódio me “saltou” aos olhos, o que é rotina!

s04e05 Quite a Ride – Jimmy usa toda sua malandragem para vender celulares. Kim pega trabalho como defensora pública. Mike entrevista especialistas em escavação.

s04e06 Piñata – Kim quer aceitar uma oferta de trabalho, atrapalhando os planos de Jimmy para a dobradinha Wexler-McGill. Mike e Gus se preparam para receber os trabalhadores alemães.

A trama da temporada anda rapidamente pra se encontrar com a linha temporada de Breaking Bad, o que não é um demérito, até porque a série tem uma abordagem cinematográfica que anda sozinha, mesmo dividindo personagens com sua co-irmã, porém por vezes sinto falta de um arco dramático para os personagens, claro que não incluo Jimmy/Saul que é o plot da série, mas dos demais personagens. Nem preciso citar a fabulosa sequência inicial com Saul em meio a crise final de Brealing Bad, muito legal ver sob sua perspectiva aquele momento.

s04e07 Something Stupid – Em meio a tensões na relação com Kim, Jimmy se envolve cada vez mais no seu novo empreendimento e arruma problemas com a polícia. Hector chega a um momento decisivo.

s04e08 Coushatta – Jimmy e Kim avançam com um plano elaborado para manter Huell fora da cadeia. Mike leva os caras para saírem à noite na cidade e o resultado é preocupante.

Dupla de episódios que marcam o início da queda do relacionamento de Kim e Jimmy, possivelmente a última fronteira que separa Jimmy de Saul, pois o personagem já coloca em prática sua metodologia de trabalho a la Saul, e utiliza Kim para isso, o que deve gerar um conflito sem volta ali a frente. O mesmo podemos dizer de Mike e seus funcionários alemães.

s04e09 Wiedersehen – Depois de aplicar um golpe com a ajuda de Kim, Jimmy tenta reaver a licença para advogar. O comportamento de Werner preocupa Mike. Lalo Salamanca visita Gus.

Claramente, as três storylines da temporada estão acima citadas, com a dinâmica Gus e Salamanca um pouco menos importantes neste momento, Mike e Jimmy e Kim são os verdadeiros protagonistas desta narrativa neste momento, e percebe-se que devemos ter uma forte quebra de estruturas no proximo episódio, trazendo consequências grandes, principalmente, para Jimmy que deve abraçar Saul rapidademente e, depois disso, não sei para onde a série iria caminhar.

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The Sinner (USA) – 2ª temporada (FINALIDADA)

23/09/2018

Após o polêmico caso de Cora Tannetti, o Detetive Harry Ambrose (Bill Pullman) é chamado de volta à sua cidade natal, na zona rural de Nova York, para investigar um novo e perturbador crime: um duplo-homicídio onde um garoto de 11 anos mata seus pais, cujo motivos são inexplicáveis. A investigação de Ambrose o leva à segredos sombrios de sua cidade, colocando-o contra pessoas que não pararão para proteger seus segredos – e a misteriosa Vera (Carrie Coon), que se mostra ser uma peça enigmática e complicada desse quebra-cabeça.

s2e01 Part 1 – Um detetive problemático retorna para sua cidade natal para investigar qual a causa de um menino ter matado seus pais.

Confesso que de estranhamento inicial de imaginar como uma série notadamente antológica se “aumentaria” para uma série de temporadas, chego a conclusão que na dramaturgia tudo pode acontecer, se na 1ª temporada, os louros foram colhidos pelo roteiro e atuação de Jessica Biel, ainda sobraram elogios para o estranho detetive Ambrose (um personagem a medida do talento de Bill Pullman) então nada mais esperto do que ampliar a ação do personagem coadjuvante pra uma trama posterior a primeira temporada, de maneira antológica, simples e eficiente.

Assim, confesso que desde o princípio o plot desta nova temporada me chamou a atenção pela coragem deste, uma criança ou pré-adolescente que mata os pais, aguça a curiosidade de qualquer ser humano pelo entoante “como” e porque”, assim o que vimos no primeiro episódio ou parte 1 foi uma abordagem climática, um casal viajando por uma estrada, hotel beira-estrada, pesadelos infantis, sexo adulto e envenenamento….tudo muito surreal, até a chegada de Ambrose, chamado por uma policial local, alguns flashbacks bastante misteriosos envolvendo a personagem de Carrie Coon, e um plot twist sensacional…a princípio a criança não era filha daquele casal e tudo muda de perspectiva. Interessante demais!!

s02e02 Part II – Ambrose e Heather começam a desvendar de onde Julian vem, enquanto ele é empurrado em um mundo novo.  Uhhh confesso que não esperava que a série abraçasse este tema logo no segundo episódio, bastante em voga atualmente devido a séries e documentários como Wild Wild Country: seitas; assim temos a entrada de Carrie Coon como mãe do jovem assassino, moradora de uma comunidade ao lado da cidade que rende arrepios aos moradores pelas lendas e fatos que lhe envolvem, porém, é notavel como este assunto rende dentro da série no sentido de tudo estar envolvido, e esta muito bom em cena. Meu único porém é que a presença de Ambrose em nada tem a ver com a continuidade da série, The Sinner 2ª temporada poderia ter qualquer outro nome, cade os conflitos de Ambrose, sua tendência ao masoquismo etc.

s02e03 Part III – Heather faz uma alarmante conclusão sobre Marin; Vera e Julian são afetados por um duro golpe. Um golpe jurídico faz com que Julian seja tratado como adulto saindo do “lar provisório” para a cadeia juvenil, assim acabamos descobrindo sobre a maternidade do jovem que nada tem a ver com Vera; por incrível que pareça, a temporada vem me surpreendendo, com um tema bastante capcioso, seitas, o tom de mistério e a complexidade dos personagens ganham uma importância tão grande quanto a investigação da loucura da personagem de Jessica Biel na primeira temporada, o que não esperava.

s02e04 Part IV – Ambrose retorna à Mosswood para confrontar Vera sobre o trabalho comunal. Uuuuu agora Ambrose começa a se justifcar dentro da trama (uma crítica minha ao personagem dentro da série), pois um aspecto do seu passado foi “manipulado” por Vera de uma maneira a qual não esperava, sinto que a “seita’ tem uma diâmica ainda não mostrada em sua totalidade; muito bom seu desenvolvimento!

s02e05 Part V – Enquanto Ambrose se concentra em um novo suspeito, um afastamento se desenvolve entre ele e Heather. Cada vez estou mais curioso com os caminhos da série, o que imaginava acabou acontecendo com o afastamento de Ambrose, após sua experiência com Vera, o que parece gerará a entrada do dito “mentor” da seita, no entanto, fico bastante interessado com os eventos passados de Heather e até onde esta seus conhecimentos sobre o pessoal de Mosswood.

s02e06 Part VI – Ambrose e Vera conversam sobre o passado de Mosswood, o que leva a uma ajuda no caso de Julian. Sabia que o novelo aparente de um criança matar seus “pais” era apenas uma cortina de fumaça da temporada, a coisa andou de maneira dinâmica por labirintos psicológicos e misteriosos de maneira ímpar, não ficamos restritos ao tema de “seitas” e também em temas de cidades pequenas e seus habitantes bizarros; mesmo Ambrose não tendo uma participação relevante para justificar a continuidade da série, poderia ser uma antologia simplesmente, a temporada continua tão rica como a anterior.

s02e07 Part VII – Heather e Ambrose procuram por Julian. O sumiço de Julian e o surgimento de Marin, num episódio desconstruído narrativamente cria novos desenlaces para a trama e, agora, me parece que há alguem maior por trás de tudo, além do que, sinto falta do desfecho do “pastor” da seita no tempo atual. Temporada redondinha!

s02e08 Part VIII Season Finale – Heather e Ambrose continuam a busca por Julian; o passado de Marin é desvendado.

Após a resolução da temporada de The Sinner, ficou muito claro para mim a proposta do criador e roteiristas, desconstruir o gênero criminal, porque este subgênero é calcado no “quem, como e porque” em sua maioria, na série, inclusive em alusão ao seu título, o teste procura responder o “porque” de uma maneira bem diferente do habitual, e esta é para mim o grande potencial da antologia, deixar o subgênero criminal para os “procedurais” e abordar diferentes temas que tambem co-existem numa trama de assassinatos, como abuso, religião e sociedade tóxica.

Me surpreendeu, mesmo que já desconfiava, o contexto dos personagens “velhos” na cidade em relação a sociedade de Mosswood, digo isto porque era bem óbvio que aquela co-existência tinha uma relação não aparente, principalmente para quem via de fora; dado este apontamento, mesmo com um elenco trabalhando super bem, uma direção esperta que nos “negava” alguns detalhes para nos mostrar em outros momentos, preciso assumir que o personagem Ambrose, por melhor que seja, e Bill Pullman defende ele com qualidade e serenidade (ainda que doente), não tem praticamente nada a ver com relação a estar presente nas temporadas, não precisaria incluir o personagem para ser elo de ligação entre elas, aqui tentaram criar algumas situações como ser sua cidade natal e o passado tumultuado com sua mãe, mas não ficou orgânico com a trama apresentada (muito mais forte e interessante).

Temporada redondinha, tensa, dinâmica e com um desfecho, um pouco pesado e forçado, mas plenamente justificado dentro do que o roteiro expôs nestes 8 episódios, foi mais uma jornada positiva e mais uma série que se destaca em 2018. Esperamos que tenha mais!

STATUS: INDEFINIDO (out 2018).

Castle Rock (Hulu) – 1ª temporada (FINALIZADA)

23/09/2018

Castle Rock é uma cidade fictícia localizada em Maine, nos Estados Unidos. Lá, passado e presente se cruzam através das histórias de terror que não só se ouve falar, como é vivida e sentida por seus moradores. Nesta estranha cidade, todo o universo de Stephen King se encontra. O local aparece de forma proeminente na carreira literária de King, em obras como “Cão Raivoso”, “A Metade Negra”, “It – A Coisa”, “Trocas Macabras”, “Cujo” etc.

s01e01/02 Severance/Habeas Corpus – Henry Deaver, um advogado do corredor da morte, confronta seu passado sombrio quando uma ligação anônima o leva de volta a sua cidade natal, Castle Rock, Maine. No segundo, Henry recebe um novo cliente na prisão de Shawshank.

Mais uma produção televisiva baseada no universo de Stephen King, no entanto, agora fiquei com a impressão que capturaram a essência do autor, o cenário geográfico do Maine! Cenário de dezenas de contos/estórias, vira praticamente um personagem, que tanto acaba ganhando foco nestes primeiros dois episódios, para apresentar o quanto a cidade é estranha e parece ter vontade própria; nem vou comentar as referências pois são dezenas e a trama se passa após algumas estórias que já conhecemos, o que torna tudo mais orgânico, espero que JJ Abrams e equipe trabalhem da melhor maneira pois faz algum tempo que King não é respeitado na telinha!

Outro fator que me chamou a atenção é o elenco reunido, Andre Holland, Bill Skarsgars (palhaço It), Sissy Spacek, Frances Conroy, Scott Glenn, Allison Tolman, Jane Levy, Melanie Lynskey e Terry O’Quinn.

s01e03 Local Color – Molly Strand tem um segredo. Primeiro episódio que abre mão da narrativa de mostrar somente mistérios e busca trabalhar tanto no passado quanto no presente a personagem Molly, da carismática Melanie Lynskey, que prontamente matou o Pastor, pai de Henry lá no passado, e tem mais coisas que lhe rodeiam, como uma espécie de poder psíquico. Faltou um pouco mais de ritmo ao episódio do que nos anteriores, mas acredito que seja necessário começar a “mexer nos peões” envolvidos na trama em detrimento de mostrar mistérios e mais mistérios.

s01e04 The Box – Henry se prepara para o dia no tribunal; um caixão chega em Castle Rock. Após ampliar a mitologia da cidade num primeiro momento, e, em seguida, trabalhar a personagem Molly, neste episódio voltamos os olhos para a prisão local e os sentimentos de Henry com seu passado, interessante que a abordagem do episódio e da temporada até aqui nos levaram ao ponto alto do episódio, no qual um personagem até aqui coadjuvante e escanteado é atingido em cheio pelo “clima” local, sequência excelente.

s01e05 Harvest –  O Estranho ronda à cidade; Castle Rock homenageia o xerife Pangborn. Com o massacre do episodio final, possivelmente, tenhamos fechado o ciclo do presidio Shawshank, agora observamos o estranho “solto” na cidade aos cuidados de Molly e Henry, no entanto, parece que a cidade esta cada vez mais insana e atingindo diretamente seus habitantes. Cada vez eh mais claro observar como a cidade se comporta como um personagem, nao somente um cenário mas um personagem, e ainda muito misterioso.

s01e06 Filter – O filho de Henry faz uma visita de Boston; um funeral incita memórias inquietantes. Gosto da ambientação e inquietação que a série desenvolve, no entanto, esta mais do que na hora de o roteiro mostrar suas cartas e qual o real contexto da trama, bons personagens mas alguns conflitos não compreendo e não sei o que move os personagens.

s01e07 The Queen – Memórias assombram Ruth Deaver. Episódio “tour de force” de Sissy Spacek, uma excelente direção e montagem para ilustrar a “bagunça” psiquiátrica da personagem devido ao Mal de Alzheimer, personagem não consegue discernir realidade de fantasia e as linhas temporais de sua memória. Mesmo assim, tô sentido falta de coesão da trama.

s01e08 Past perfect – Recém-chegados se estabelecem em Castle Rock, enquanto Henry segue uma pista. Após o episódio de Ruth acabar matando Alan, vemos Henry tentando se livrar do filho, de uma maneira não muito eficiente, mas acaba levando Henry a se envolver com um casal numa casa assombrada (lembranças de O Ilumindado), no entanto, a sequência final acaba por levantar mais alguns mistérios para uma série que até aqui poucas razões apresentou para me prender, sinto falta de uma linha narrativa mais coerente.

s01e09 Henry Deaver – Um mundo além dessas paredes. Episódio de plot twist extremo no qual vemos uma possível linha narrativa/mundo alternativo, no qual Prisioneiro é na verdade Henry Deaver (oi?), sim a série abraçará plenamente o conceito de mundo paralelos com personagens duplos, pelo jeito, porque a série insiste em não deixar as regras do jogo claras ao espectador.

s01e10 Romans Season Finale – Algumas aves podem ser enjauladas. Acredito que a finale após o plot twist anterior foi mei que um tiro n’agua, achei que poderiam ir adiante em toda mitologia ou mesmo explorar as consequências dos últimos fatos e o que vi em cena foi um “pare”; pega tudo o que vimos e devolve lá pro piloto, quem chegou até aqui vai entender e estava bem previsível em tela.

Não sei se a série tinha informações sobre renovação (como sabemos que houve) no momento da construção da temporada, no entanto, é frustrante observar que este belo elenco, fotografia e direção, mesmo com tropeços do roteiro, não conseguiu evoluir a temática da série. Confesso que não sei se retomo a mesma em 2019.

STATUS: RENOVADA PARA 2ª TEMPORADA (2019).

Pilotos Summer Season 2018

02/09/2018

Tom Clancy’s Jack Ryan (Amazon) – 1ª temporada

Jack Ryan (John Krasinski) é um analista promissor da CIA que segue um padrão de comunicações terroristas que leva á descoberta de uma estratégia intrincada que tem como meta a destruição global.

s01e01 Pilot – O analista Jack Ryan, da CIA, descobre uma série de transações suspeitas que levam seu chefe James Greer de trás de sua mesa para o campo para caçar uma nova e poderosa ameaça ao mundo. Hanin começa a questionar os assuntos do marido.

Aposta alta do canal streaming Amazon (mesmo de The Marvelous Mrs. Mailsel, minha comédia predileta atualmente), com produção de Carlton Cuse (já notei que é o elo fraco de Lost, afinal seu parceiro Damon Lindelof já produziu The Leftovers, logo, não há o que se comparar). Parece uma série que procura mimetizar Homeland, que esqueceram de terminar, aproveitando o bom nome de Tom Clancy e suas adaptações cinematográficas (Perigo Real e Imediato, Outubro Vermelho, etc), aqui até pela presença de John Krasinski me lembrou demais de um recente filme seu dirigido por Michael Bay, 13 Horas – Os Soldados Esquecidos de Benghazi, até pela sequência final do piloto, que no filme é incrível.

No entanto, confesso que a série (já renovada) apesar do alto hype não me ofereceu nada diferente ou melhor de recentes produções sobre terrorismo, investigação internacional e conflitos no Oriente Médio, não senti nada relevante, o que pode se modificar com o decorrer da temporada, mas não me senti instigado a continuar, fica de dica para os fãs do gênero!

Bodyguard (canal BBC One) – 1ª temporada

Bodyguard é um thriller político e se concentrará em um veterano de guerra (Richard Madden, de Game of Thrones. Sirens, Cinderela, Medici) que é designado para proteger uma funcionária do governo britânico, Julia Montague (Keeley Hawes, The Missing).

A tensão eclode quando a política e a guarda pessoal entram em conflito, o que acaba se tornando uma eminente ameaça.

s01e01 Episode 1 – Um problemático veterano de guerra é designado para proteger uma polêmica política.

Produção inglesa que traz como protagonista nosso velho conhecido de GoT, Robb Stark, que me surpreendeu pelo bom plot e piloto, um jogo de personalidades fortes, um agente e uma política, sem envolver necessariamente um clima de tensão sexual, mas sim de ideias e ideologia (pelo que pude perceber, posso estar equivocado); fui pesquisar pra ver quem era responsável pela série e, para minha alegria, é Jed Mercurio também responsável pelo boa série Line of Duty. Não tenho certeza se acompanharei, mas já fica de dica!

Gone (Universal Channel) – 1ª temporada

O sobrevivente de um famoso caso de sequestro de crianças junta-se a uma força-tarefa especial dedicada à resolução de sequestros e casos de pessoas desaparecidas.

s01e01Pilot – O FBI resgata uma garota que foi sequestrada. Quinze anos depois, ela se junta ao agente do FBI, Frank Novak, o homem que a salvou nesse dia fatídico, em um esforço para encontrar uma jovem sequestrada de sua escola.

Nosso famoso sindicato dos atores de séries televisivas juntou um bom elenco, Danny Pino e Chris Noth, nesta série classicamente procedural, que troca a moda dos últimos anos, inserção de tecnologia, para o protagonismo de personagens chave, aqui uma jovem que passou pelo trauma de ter sido sequestrada passa a ajudar uma força-tarefa que possui a mesma mote; ainda tentam acrescentar um drama pessoal que é sua relação com a mãe, que ficou famosa e passa a agir como uma guru após o sequestro da filha, afastando-a de alguma maneira, no mais é um procedural de sequestro, o primeiro caso é bem ruinzinho porque o roteiro tem a necessidade ser uma trama de plot twist e não de uma trama coerente, acredito que agradará os fãs da finada Without a Trace, que tinha uma dinâmica bem mais interessante e isso há anos atrás.

Insatiable (Netflix) – 1ª temporada

A história acompanha Patty, uma jovem que sofreu bullying durante toda a infância e adolescência por conta de seu peso. Após ter emagrecido, ela quer vingança contra todos os que a fizeram se sentir mal.

s01e01 Pilot – Vítima de bullying, Patty acaba no tribunal depois de brigar com um morador de rua. O advogado de defesa Bob vê a chance de se redimir ao ajudá-la.

Duas coisas que tenho a escrever sobre a série: 1) esperava que como uma série de pegada cômica uma série tipo sitcom, meia hora cada episódio, mas não, a série investe no subtipo dramédia, como Orange is the New Black, no entanto, o roteiro não segura a atenção para 45 min, não é engraçado, muito pelo contrário, e a dramédia se existe, ainda não se apresentou neste piloto; 2) sobre a polêmica “gordofobia” nem vou comentar porque acusar uma série pelo seu trailer é de uma sandice e patrulha irresponsável que beira a censura prévia, o que posso escrever é que a série é fraca, personagens e situações, senti falta de uma malícia, sarcasmo e ironia se o texto quisesse seguir este caminho e abordagem (que sim, pode caminhar para um texto preconceituoso, o que no meu caso, não verei acontecer porque para por aqui). Talvez um dos piores projetos de 2018.

Orange is the New Black (Netflix) – 6ª temporada

s06e01 Who’s Know Better Than I – Após a rebelião, as detentas enfrentam dificuldades na unidade de segurança máxima. Sem ser medicada e isolada das demais, Suzanne tem alucinações.

s06e02 Sh*tstorm Coming –  Com ordens de pegar pesado nas sentenças, os federais procuram por bodes expiatórios. Caputo, deprimido com a suspensão, tenta encontrar um novo sentido na vida.

Cada vez mais acredito que cinco temporadas seja o número máximo para uma série permanecer intocável! Digo isso porque todo rico universo e diverso também de OITNB já havia mostrado sinais de cansaço após a boa sacada da temporada passada sobre a rebelião mas mal concebida como uma temporada de 13 episódios passados em cinco dias apenas, para num novo twist da série, pós rebelião ao qual tudo poderia ser zerado novamente, o roteiro retoma um tom de primeiras temporadas, reciclando velhas tramas, como Chapman protagonista procurando Alex, novos guardas sádicos, prisão nova, Suzanne em crise sem medicação, e isso não é um elogio, assim como era difícil entender o humor em meio a uma rebelião, esta mistura de humor com drama sádico não me parece uma receita muito legal, não combinam, um choca e afasta o outro somente neste cenário, somente sorriso amarelo e perda de tempo.

Assim, como os roteiros necessitam levantar bandeiras, o que não é um problema se bem inserido e desenvolvido, aqui gostei do “caça as bruxas” entre as 8 ou 9 personagens para as penas pela rebelião, todo o restante me soou reciclado, uma série diversa e tão rica poderia seguir um planejamento meio antológico com diferentes presidiárias assumindo o protagonismo a cada ciclo e abrindo mão de forçar tramas com personagens que possuem torcida dos espectadores mas não possuem mais storylines para serem contadas (estou falando de vc, Pennsatucky).

Para mim, acaba por aqui, boa sorte aos fãs da série!

Pose (canal FX) – 1ª temporada

Criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk (American Horror Story, Glee) e Steven Canals, ‘Pose‘ se passará na Nova York dos anos 80, onde será mostrado diversas cenas sociais da metrópole, partindo dos contextos mais exóticos, como a explosão das apresentações performáticas das drag queens à grande elite nova iorquina.

s01e01 Pilot – Um dançarino rejeitado por seus pais homofóbicos e um homem de família com um emprego bem remunerado se vê sendo puxado para o mundo da cultura de Nova York no final dos anos 80.

Esta deve ser a última série novata de Ryan Murphy para o grupo Fox, pois o mesmo assinou com a Netflix para novos projetos, no entanto, acredito que o canal FX deve ter apostado nesta ideia bem de nicho do criador e sua equipe; assim como acontece com outros projetos de Murphy, o plot inicial do piloto, apesar de longo em demasia 117 min, e ter um ponto grave no que se refere a dramaturgia dos “hetero” Stan/Patty/Matt, que ainda acredito que será melhor desenvolvido inclusive pelos nomes dos atores envolvidos Evan Peters, Kate Mara e James van Der Beek (respectivamente);

No que se refere ao universo cultural da dança e nicho LGBTQI toda a produção é de um esmero ímpar, elenco (maior quantidade de atores trans da história da tevê americana, o que indica representatividade e diversidade) competente e alguns dramas já desenvolvidos de maneira acertada, mas confesso que os primeiros 30 minutos achei que não iria decolar, tem drama, comédia e muita humanidade no tratamento dos problemas dos anos 80 para o público gay (de modo geral), torço para que Murphy, um intenso e genial criador, tenha criado uma temporada brilhante para uma série que pode entrar para a história da televisão americana como vitrine de diversidade e um exemplo de entretenimento relevante e atual.

s01e02 Access – Blanca não pode ter acesso a um bar popular levando a uma rivalidade intencional. Enquanto isso, Damon, inexperiente, aprende a verdade sobre amor e sexo quando é convidado para um encontro.

Confirmando o que havia refletido já no piloto, apesar de ter todos os predicados para uma série de qualidade, o plot de Pose pouco me instiga, me parece um retrato de uma época, assim como aconteceu com Deuce, ao qual não tenho interesse em acompanhar, espero que os fãs de Murphy e do universo retratado tenham uma jornada incrível! Paro por aqui!

 

Take Two (canal ABC) – 1ª temporada

A série apresenta Sam Swift (Rachel Bilson), estrela de uma série policial de sucesso que tem um colapso nervoso e é enviada para a reabilitação. Desesperada para recomeçar sua carreira, ela consegue um trabalho seguindo o investigador particular Eddie Valetik (Eddie Cibrian) como uma forma de fazer pesquisa para um potencial papel de retorno à TV. Apesar de Eddie se incomodar com a função de supervisionar Sam, ela se revela surpreendentemente valiosa ao usar as habilidades que aprendeu como atriz para ajudar nas investigações.

s01e01 Take Two – praticamente o plot do piloto é apresentar os personagens principais e suas dinâmicas, uma série leve e procedural com cara de Castle (sim, trocando um escritor de livros por uma atriz que procura inspiração), sai a polícia e entra um escritório de detetive, acredito até para deixar a coisa menos oficial e mais fantasiosa, porém a investigação do piloto já achei meio pesada demais para um série de aventura com tom cômico, acredito que o casal protagonista tenha muito potencial, Rachel Bilson é uma graça tem carisma e empatia e Cibrian tem o perfil cínico e durão que o detetive deveria ter, porém por ser uma série de summer season em canal aberto não sei se atingirá seu público, me parece uma série do canal USA. Paro por aqui!

American Woman (canal Paramount) – 1ª temporada

Situada na década de 1970, em meio ao movimento crescente do feminismo e disco music, a historia acompanha a vida de Bonnie (Alicia Silverstone), uma mãe com comportamento pouco convencional. Lutando para criar sozinha suas duas filhas, depois que ela deixou o marido, Bonnie conta com a ajuda de sua melhor amiga Kathleen e Diana. Juntas, elas começam a conquistar sua independência, enfrentando a resistência do mundo machista no qual vivem. Inspirada em uma história real.

s01e01 Liberation – A vida de Bonnie muda para sempre quando ela descobre que seu marido, Steve, está tendo um caso. Com a ajuda de suas melhores amigas, Diana e Kathleen, Bonnie descobre como conseguirá seguir em frente sozinha.

Episódio piloto bastante introdutório do plot da série, independencia feminina nos anos 70, me pareceu um misto de Mad Men com aquela série das aeromoças ou mesmo as esposas de astronautas (todas canceladas rapidamente), como uma série de 30 minutos ainda precisa ilustrar seu tom mais dramático, cômico ou será mesmo uma dramédia como pareceu neste piloto, gostei da produção e do elenco, legal rever Alicia Silverstone após décadas no ostracismo ou em projetos sem repercussão. Porém não garanto acompanhar!

In Contempt (canal BET) – 1ª temporada

In Contempt mostra o mundo de um escritório de assistência judiciária da cidade de Nova York. Gwen Sullivan, uma defensora pública, com uma vida pessoal complicada. Ela luta por clientes que não podem pagar seus próprios advogados.

s01e01 Welcome to Hell – Um advogado de defesa do sexo feminino defende um cliente acusado de tentativa de estupro, ela acaba sendo presa por desacato durante o processo.

Olha que surpresa, mais uma série de advogados na tevê americana (kkk)! Bom achei o piloto um pouco estranho, no que se refere a apresentação dos personagens e plot da série, os defensores são sempre retratados como bagunçados no sistema legal americano, os primos pobres dos criminalistas, porém aqui vi uma dificuldade do roteiro em equilibrar os tramas “legais” e uma tentativa “wanna be” de Grey’s Anatomy, assim o drama e a comédia não souberam ser dosados de maneira equilibrada e os personagens ainda não cativaram. Acredito que fico por aqui, mesmo em épocas de “vacas magras” de séries.

Reverie (canal NBC) – 1ª temporada

O thriller acompanha Mara Kint (papel de Sarah Shahi), uma ex-negociadora de reféns e especialista em comportamento humano que se tornou uma professora universitária depois de enfrentar uma tragédia pessoal inimaginável. Mas quando ela é encarregada de salvar pessoas que se perderam em um programa de realidade virtual altamente avançado no qual você pode literalmente viver seus sonhos, ela acha que, ao salvar os outros, ela pode realmente ter descoberto uma maneira de salvar a si mesma.

s01e01 Apertus – A ex-negociadora de reféns Mara Knit é contratada pela empresa de tecnologia Onetech para salvar pessoas que se perderam em um sofisticado programa de realidade virtual chamado Reverie.

Olha quando penso que não há mais procedural para ser (re)criado vejo o quando os roteiristas americanos se puxam porque vou te contar o que fizeram aqui…merece um estudo (brincadeira); mesmo sabendo que as séries do Summer Season são menos prestigiadas do que as do restante do ano, observei com um pensamento positivo uma série que reunisse Sarah Shahi (de Person Interest), Dennis Haysbert (24 Horas), Kathryn Moris (Cold Case) apesar de Sendil “Mohinder” Ramamurthy poderia render um bom entretenimento, mesmo sendo um procedural (lembrando que Person Interest também era) porém nada se confirma a série tem uma pegada da citada Person pela tecnologia mostrada mas apela para uma narrativa de novela ou mesmo de dramaticidade exagerada quando vemos que a realidade virtual deverá ser usada como “fuga” dos problemas mundanos dos “casos” da semana (cliente da semana). Paro por aqui!

Condor (Audience Network) – 1ª temporada (FINALIZADA)

22/08/2018

O jovem analista Joe Turner descobre que a CIA tem usado um algoritmo que ele desenvolveu para espionar cidadãos americanos, levando a organização a uma conspiração terrorista que ameaça a vida de milhões de pessoas. Inspirado no thriller político de Sydney Pollack, Three Days of the Condor, de 1975.

s01e01 What Loneliness – O analista da CIA, Joe Turner, encontra uma pista que lança nova luz sobre um ataque biológico fracassado em um estádio de futebol americano. A evidência ameaça a vida de Joe junto com todos com quem ele se importa.

Projeto de série interessante que me remeteu aos filmes de espionagem do anos 70, o piloto apesar de imprimir um ritmo conspiratório e cheio de reviravoltas bebeu numa fonte já meio clichê do subgênero, espero que pelo bom elenco e pela proposta original o roteiro consiga nos surpreender e criar bons personagens, pois o elenco tem nomes peso pesados como William Hurt, Mira Sorvino, Bob Balaban e Brendan Fraser (abraçando de vez a televisão em busca de bons papéis).

s01e02 The Solution All Problems – Joe escapa do IEP, mas sua segurança continua em questão. Uma força-tarefa é reunida para investigar o massacre. Com a vida de seu melhor amigo agora em perigo, Sam luta com o próximo movimento.

Por incrível que pareça achei este episódio ainda melhor que o piloto, a vulnerabilidade do protagonista, um analista técnico, longe de um agente de segurança de campo, os bastidores da agência e tudo que envolve as relações de conspiração e um lado mais humano me agradaram na forma abordada pelo roteiro.

s01e03 A Good Patriot – Notícias do massacre no IEP se espalham. Bob procura um aliado depois de saber que ele deve se retirar da operação para encontrar Joe. Reuel questiona o conhecimento de Mae sobre o comportamento recente de Sam. Apesar de ainda não achar que Bob seja tão correto e do lado do protagonista, Joe, até pela relevância do ator em questão, também não acredito que Mira Sorvino seja uma bitch executora da agência; as nuances do caso de manipulação deve render um pouco mais no decorrer da temporada. Tá bom o negócio!!!

s01e04 Trapped in History – Com a força-tarefa se aproximando, Joe é forçado a fugir com Kathy. Reuel está cada vez mais preocupado com a lealdade de Bob. A procura de respostas de Joe leva-o a duas pessoas importantes do seu passado.

s01e05 A Diamond with a Flaw – Reuel e Marty esperam que Caleb Woolf seja a chave para a captura de Joe. Bob tenta extrair informações de Joubert. Em Riade, um plano é posto em movimento.

s01e06 No Such Thing – Mae é torturada por questões persistentes sobre a morte do marido. Caleb diz a Joe sobre sua fonte da CIA. Joubert e Boyd se cruzam na casa de Kathy e fazem uma descoberta crítica.

Tem sido curioso acompanhar a série, sei que séries de espionagem e conspiração têm um série problema quanto dinâmica, ficam rodando-rodando para “encher episódios” em detrimento de contar realmente uma história, porque daí tudo ficaria mais fácil e rápido, no entanto, Condor tem uma galeria de personagens interessantes e até aqui, com o choque da morte de Kathy, fica difícil discernir quem é mocinho e quem é vilão, além dos já apresentados, certamente haverá surpresas e revelações porém o roteiro não têm dado muitas pistas claramente sobre isso. Bom para quem acompanha!

s01e07 Within a Dark Wood – Outra pessoa próxima a Joe é encontrada morta. Bob compartilha sua teoria sobre o ataque do IEP com Sharla. Iris dá a Mae informações que colocam suas vidas em risco.

s01e08 A Question of Compromise – a trama deixa um pouco de lado Joe, a procura de “lugares seguros”, para concentrar na informação de Iris passa a Mae sobre seus maridos, no entanto Joubert está em seu encalço, além disso, vemos que na lado conspiratório as coisas começam a sair do controle fazendo com que Nathan tome atitudes drásticas; confesso que gosto muito da série, a única que ando acompanhando com temática conspiratória, no que se refere à entretenimento, não acho a série nada fenomenal mas um passatempo bacana pelo clima e correria, dito isso, preciso relevar que os “vilões” como Joubert estão sempre um passo à frente de nossos “mocinhos” o que é uma muleta clichê do subgênero, mas continuamos!

s01e09/10 Death is the Harvest/Mistrust Blossoms Season Finale – Como série gostei, somente acho que como subgênero televisivo o jogo de gato-e-rato mostrado não consegue ir muito além do que esta em cena, sinto falta de maiores consequências mas para isto o roteiro necessitaria ser “maior” como obra, possivelmente não podendo pelo orçamento imposto, o elenco segura mas faltam momentos para todos em cena, mesmo o protagonista acabou sendo ofuscado pela “vilã” Joubert, com quem acabou criando um dinâmica muito similar à Killing Eve (desculpe o spoiler); e a dita mocinha parece que não engrenou também, fiquei esperando um momento de ápice da mesma.

STATUS: RENOVADA 2ª TEMPORADA (2019)