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Law & Order True Crime: The Menendez Murders (NBC) (FINALIZADA)

21/11/2017

A série em formato de antologia (com uma história fechada a cada temporada), reconstrói casos reais de julgamento – seguindo os passos de propostas de sucessos como American Crime Story e Making a Murderer.

O primeiro ano do programa vai apresentar o caso dos irmãos Lyle e Erik Menendez, que foram condenados em 1996 pelo assassinato de seus pais e sentenciados à prisão perpétua.

s01e01 Episode 1 – O empresário Jose e sua esposa Kitty Menendez são assassinados brutalmente. No meio da investigação a polícia descobre segredos e interesses ocultos, até chegarem nos principais suspeitos do crime, os dois filhos, Lyle e Erik.

s01e02 Episode 2 – O cerco policial em cima dos irmãos Menendez está cada vez maior. Enquanto isso, Erick comete um grande erro, o que preocupa Lyle e seus advogados. Dr Oziel tem problemas com a sua amante e Leslie decide conhecer os irmãos Menendez.

“Na tevê nada se cria…tudo se copia”, e assim a roda gira também nos Eua, após o sucesso das antologias e, especificamente,  da série de Ryan Murphy American Crime Story (que em sua primeira temporada abordou os assassinatos envolvendo O.J. Simpson), a rede NBC abriu os olhos e acionou Dick Wolf, dono da franquia Law & Order, e Rene Balcer, da sua equipe, criou True Crime que em sua primeira temporada contará os fatos envolvendo os assassinatos dos Menendez, nos quais os filhos são suspeitos do crime;

Ainda que pareça ter sido feito às pressas, vejo neste caso um mérito as tramas de Ryan Murphy, me parece que falta ao roteiro doses de dramaturgia, a trama em si é muito interessante, o retrato da época, do pai autoritário e dos jovens Menendez precisa de uma dinâmica melhor, ainda que a entrada da personagem de Edie Falco, como advogada de defesa Leslie Abramson, possa contornar este problema, até aqui a parte investigativa deixou muito a desejar, inclusive sendo um intriga passional o motivo pela acusação da Promotoria, surreal esta questão envolvendo o psiquiatra garanhão (kkkk).

s01e03 Episode 3 – Com os garotos sob custódia acusados de homicídio, a advogada de defesa procura um motivo que possa ter motivado o assassinato. Enquanto isso, a acusação procura o psiquiatra para liberar as gravações feitas durante as sessões de terapia com Lyle e Erik.

Tenho impressão que agora começamos a adentrar no terreno de Law & Order, bastidores de depoimentos, depoimentos ao Juiz, investigações que surgem com testemunhas e, claro, as contradições e mentiras; terreno no qual Law & Order “nada de braçadas”, até a dinâmica melhorou, inclusive é interessante observar que a equipe Leslie é toda de mulheres, pra dar aquela sensação de proteção aos irmãos, truque velho de advogados de defesa que, inclusive, altera a Procuradoria. Assim, Edie Falco já começa a tomar conta da série (aaaeeee!!!).

s01e04 Episode 4 – Após uma revelação, Erik e Lyle começam a divulgar os detalhes do abuso psicológico e sexual que sofreram. No entanto, a falta de evidências tangíveis para corroborar as reivindicações deixa Leslie e Jill se perguntando como irão convencer o júri.

Imaginei que havia um plot twist nesta trama aparentemente tão simples no que se refere a investigação, sim os irmãos mataram seus pais, isso não é mais um mistério na série, assim os bastidores do julgamento e da família Menendez seriam o pilar da temporada; com a revelação do abuso paterno e do abandono materno começa-se criar uma perspectiva diferente dos homícidios, estamos na metade da temporada, o que significa que a batalha jurídica será grande e os desenlaces narrativos devem começar a brotar em cena. Assim, Eddie Falco e Julianne Nicholson começam a “tomar conta da série”, mesmo que em papéis de “não-heroínas”, afinal defendem os assassinos.

s01e05 Episode 5 – O julgamento de Lyle e Erik Menendez começa. Leslie precisa equilibrar a tarefa desafiadora de defender os irmãos e sua vida pessoal.

Pela primeira vez, pelo que me lembro, começo a desconfiar de manipulação meio ordinária de uma série jurídica, digo isto porque é impressão minha ou o roteiro (não as advogadas) da série tenta nos vender 100% uma inocência dos irmãos nos homicídios dos pais sem nos dar o outro lado (promotoria com personagens ruins e argumentos idem), inclusive acusando um detetive de interferir numa testemunha? Sabe que acredito piamente em contraditório, principalmente na argumentação dos advogados, no entanto, mesmo com uma personagem tão forte como Leslie, inclusive “mal tratada” pelo Juiz do caso, não necessariamente precisa ser pintada como uma advogada messiânica envolta num caso de injustiça. Podemos discutir o caráter e a forma como a infância atua no psicológico dos irmãos, no entanto, acreditar e pregar que isto seria um motivo para inocentá-los, quando são réus confessos, acho muita desonestidade intelectual para com o espectador. Espero que seja somente uma impressão minha, mas neste episódio me incomodou, achei que a Defesa saiu do papel de Leslie e equipe e abraçou os roteiristas.

s01e06 Episode 6 – Chega o momento dos irmãos Menendez testemunharem. Com este novo episódio focado exclusivamente no depoimentos dos irmãos Menendez, reconsidero, um pouco somente, a manipulação da narrativa, pois sim sofrer abusos por anos das pessoas que deveriam lhe proteger deve ser inexplicável e é injustificável, para mim, inclusive a prova mais forte da defesa não vem do depoimentos dos irmãos, que não são seres humanos normais, tanto pelas escolhas quanto pela criação abusiva, mas sim dos familiares que sempre souberam que ali havia algo de errado e relevaram pelo contexto complexo que se apresentava. Dito isto, sem a menor sombra de dúvidas, este episódio deixou tudo muito mais cinza para o julgamento, que deve ter sido um escândalo na época, pois tudo é muito antiético e imoral, uma desconstrução do american way of life, porém, mesmo adorando a força da natureza que é Eddie Falco em cena, sua personagem é muito frágil fora dos tribunais, o roteiro não conseguiu criar uma trama pessoal para dar sustento a personagem, em comparação com a personagem de Sarah Poulson em ACH OJ Simpson, chega a ser vergonha alheia.

s01e07 Episode 7 – Chegamos ao episódio sobre os bastidores dos júris, não esqueçam que são 2, em cada júri impera a dúvida polarização entre a motivação passional ou a vingança fria, ao final, um empate, o que gera uma resposta mais ríspida da Promotoria e da Magistratura. Novamente o episódio pesa a mão em detrimento dos criminosos, são retratados como vítimas de um sistema cruel, sendo que são brancos e ricos, e ainda tenta criar uma conexão com o caso O. J. Simpson, uma forçada desnecessária da temporada, afinal de contas isso acaba enfraquecendo a série, bastante inferior à série co-irmã American Crime Story, nem mesmo os bastidores da vida de Leslie, que insiste em parecer uma advogada reclamona somente, consegue criar uma empatia com o espectador, que observa a série com inegável indignação pela intimidade da família Menendez, mas não compra o discurso de vítimas de abuso, como desculpa para um assassinato frio e brutal.

s01e08 Episode 8 – Chega o dia da segunda parte do julgamento dos irmãos Menendez. Segredos de família são revelados. Infelizmente, o ciclo The Menendez Murders terminou de maneira equivocada, como o grande desenlace da temporada seria os abusos sofridos pelos irmãos desde criança, fato abordado no sexto episódio (o melhor da temporada), aqui sobrou pouco espaço para o 2º julgamento, tudo muito corrido, inclusive com novas pistas como os telefonemas, a vilanização do Juiz, a beatificação de Leslie e uma informação de última hora, os pais também teriam sofrido abusos em suas infâncias (fechando um exemplo de abuso cíclico). Assim, o episódio pareceu raso demais nos assuntos abordados e extremamente maniqueísta, ao mostrar que os bastidores jurídicos implicaram na culpabilização dos assassinos confessos (principalmente pós OJ Simpson), uma pena acho que a série pesou a mão nesta abordagem e sacrificou uma história muito curiosa que poderia realmente refletir sobre as consequências do abuso na infância. Acredito que, inclusive, sirva de término para a série; neste momento, a trama de OJ Simpson em American Crime Story cresce pela maneira equilibrada como a temporada foi trabalhada por Ryan Murphy e equipe.

STATUS: INDEFINIDO (nov/17).

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Destaques da Semanas em DVD/BluRay (25/11 à 13/12)

11/12/2013

Colocando em dia o que estava devendo.

circuloCírculo de Fogo: uma das produções mais bacanas e divertidas da temporada Blockbuster 2013, podem falar o que quiserem me diverti bastante com as homenagens e referências adotadas por Guillermo Del Toro, claro que o roteiro poderia ser melhor trabalhado, mas em nenhum momento “revirei meus olhos”! Na trama, quando legiões de criaturas monstruosas, conhecidas como Kaiju, começaram a surgir do mar, iniciou-se uma guerra que custaria milhões de vidas e consumiria os recursos da humanidade por anos a fio. Para combater os Kaiju gigantes, um tipo especial de arma foi inventada: enormes robôs, chamados Jaegers, que são controlados simultaneamente por dois pilotos, cujas mentes estão trancadas em uma ponte neural. Mas mesmo os Jaegers estão se mostrando quase indefesos diante dos Kaiju implacáveis. À beira da derrota, as forças que defendem a humanidade não têm escolha senão voltarem-se para dois heróis improváveis: um ex-piloto vencido e um estagiário não testado que se juntam para dirigir um lendário, mas aparentemente obsoleto, Jaeger do passado. Juntos, representam a última esperança da humanidade contra o apocalipse que se aproxima.

doseduplaDose Dupla: Momento “pagar contas” do esforçado ator Mark Wahlberg e do ótimo Denzel Washington, numa trama policial descompromissada e com direção estrangeira, que nada acrescenta ao surrado gênero. Na trama, Stig (Mark Wahlberg), um agente da DEA, e oficial da inteligência disfarçado Bobby (Denzel Washington) investigam, sem saber, um ao outro e desviam dinheiro da máfia para seus respectivos departamentos.

amemoriaA Memória Que Me Contam: filme nacional com boa repercussão nesse ano, tem direção de Lucia Murat e no elenco nomes como Simone Spoladore (atualmente, da Rede Record) e ótima Irene Ravache. Drama irônico sobre utopias derrotadas, terrorismo, comportamento sexual e a construção de um mito. Um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar, acompanhado de seus filhos, vai enfrentar o conflito entre o cotidiano de hoje e o do passado quando um deles está morrendo.

brancaBranca de Neve: falando em boa repercussão, este filme europeu rodado em preto-e-branco tem ganhado fãs cinéfilos por onde passa, tem direção de Pablo Berger e no elenco Maribel Verdu, do ótimo E Sua Mão Também. Adaptação da fábula dos irmãos Grimm, ambientada nos anos 20, no sul da Espanha. Branca de Neve é Carmen (Macarena García), uma bela jovem com uma infância atormentada por sua terrível madrasta, Encarna (Maribel Verdú). Fugindo de seu passado, Carmen vai realizar uma viagem emocionante acompanhada por seus novos amigos: uma trupe de anões toureiros.

red23Red 2 – Aposentados e Ainda mais Perigosos: uma pena já desgastarem a fórmula de um filme bem bacana, apegado ao bom elenco e para um público mais adulto, mas tudo aqui é exagerado e frouxo em demasia. Na trama, Frank Moses (Bruce Willis), agente aposentado da CIA, reúne seu time para uma busca global por um dispositivo nuclear desaparecido. Para ter sucesso em sua missão, eles precisarão sobreviver a um exército de assassinos, terroristas e oficiais do governo, todos buscando a próxima geração de armas. A missão leva o grupo a Paris, Londres e Moscou, sempre contando com seu estilo “velha guarda” para salvar o mundo e pra se manterem vivos.

afilhadoA Filha do Meu Melhor Amigo: serve de curiosidade para os fãs de House saberem o que Hugh Laurie tem feito após o fim da série, além de virar músico, no elenco também tem bons nomes como Catherine Keeter, Oliver Platt e Allison Janney. Na trama, David e Paige Walling (Hugh Laurie e Catherine Keener) e Terry e Cathy Ostroff (Oliver Platt e Allison Janney) são melhores amigos e vizinhos que moram em Orange Drive, nos subúrbios de Nova Jérsei. Sua vida confortável entra em colapso quando a filha pródiga Nina Ostroff (Leighton Meester), que terminou recentemente com o noivo Ethan (Sam Rosen), volta para casa para o Dia de Ação de Graças depois de cinco anos de ausência. Ao invés de sentir interesse pelo filho bem-sucedido de seus vizinhos, Toby Walling (Adam Brody), o que agradaria às duas famílias, é o melhor amigo de seus pais, David, quem chama a atenção de Nina. Quando a ligação entre Nina e David se torna inegável, as vidas de todos sofrem uma reviravolta, particularmente a de Vanessa Walling (Alia Shawkat), melhor amiga de infância de Nina. Não demora muito até as ramificações do caso começarem a atingir todos os membros da família de formas hilárias e inesperadas, levando todos a acordarem para a vida e a reavaliarem o que significa ser feliz, percebendo que, às vezes, o que parece ser um desastre se transforma naquilo que precisamos.

umfinalUm Final de Semana em Hide Park: acho que chegou a ver a luz dos cinemas nacionais, mas deve ter sido num lampejo, direção de Roger Michell e no elenco Bill Murray e a ótima Laura Linney. A história de amor entre Frankin D. Roosevelt (Bill Murray) e sua prima distante Margaret Stuckley (Laura Linney), centrada em um fim de semana de 1939, quando o rei George VI (Samuel West) e a rainha Elizabeth (Olivia Colman) do Reino Unido visitaram os Estados Unidos pela primeira vez na história, em missão oficial para pedir apoio contra as forças nazistas na iminente Segunda Guerra Mundial.

otempoeoventoO Tempo e o Vento: era bem óbvio que uma saga como O Tempo e o Vento não encontraria sua versão definitiva no cinema, epopéia histórica-romântica cheia de nuances e personagens riquíssimos da mente extraordinária de Érico Veríssimo, também não precisava contar com a direção burocrática de Jayme Monjardim e a escalação equivocada do elenco global, fiquem com o livro! A história da família Terra Cambará e de sua rival, a família Amaral, durante 150 anos, começando nas Missões até o final do século 19. Sob o ponto de vista da luta entre essas duas famílias, o filme retrata a formação do Rio Grande do Sul, a povoação do território brasileiro e a demarcação de suas fronteiras, forjada a ferro e espada pelas disputadas entre as coroas portuguesa e espanhola.