Filmes vistos em 2010

E lá vamos nós para um novo ano, espero que de ótimos filmes…

  1. Julie & Julia, Nora Ephron – comédia gastronômica muito simpática, sem grandes pretensões, até mesmo pelo roteiro não aprofundar as personagens, no entanto, as interpretações de Meryl Streep (sempre excelente) e a gracinha da Amy Adams (que vem se destacando pelas escolhas sérias, como Dúvida, e filmes mais comerciais desde que despontou na fábula Encantada);
  2. Preciosa – Uma História de Esperança, Lee Daniels – de vez em quando ainda me vejo surpreendido com tanta desgraça alheia e como o ser humano pode ser tão ruim para com os próprios de sua família. Mo’nique me assustou e me surpreendeu com sua personagem e interpretação, Mariah Carey faz quase um milagre, se desglamouriza e entrega uma personagem crua, em sintonia com o filme, e a revelação Gabourey Sidibe me encantou mesmo parecendo uma Fiona com sua inocência e perseverança. Um filme que fica com a gente pela intensidade e dramaticidade da situação, merece total destaque nas premiações para seu elenco;
  3. Entre os Muros da Escola, Laurent Cantet – o estilo semi-documental do filme nos revela uma verdade bastante assustadora, qual será o futuro da relação aluno/professor dentro de uma escola? Me surpreendeu este universo tão conhecido na nossa realidade brasileira ser relatado tão “real” nesta França dominada de pessoas de diferentes etnias, religiosidade e comportamentes sociais;
  4. Terror na Antártida, Dominic Sena – apesar de geograficamente interessante, a inóspita e isolada Antártida, e cheio de possibilidades o roteiro acaba por buscar o mais simples e fácil, um policialzinho de quinta, com pouco suspense, mas querendo ter várias surpresas, não convencendo com nenhuma. Acreditem temos até um assassino com machadinha! E pra quê realizar o filme na Antártida se quando as sequências são externas percebemos facilmente o uso de CGI. Completa decepção;
  5. Assalto ao Carro Blindado, Ninrod Antal – assistível esta reunião de atores de séries televisas reunidos num thriller de roubo, temos Laurence Fishbourne (CSI), Skeet Ulrich (Jericho), Amaury Nolasco (Prison Break) e Milo Ventimiglia (Heroes), além de Matt Dillon e Jean Reno, mas na verdade, o protagonista/herói é o desconhecido Columbus Short (revelado no filme de dança de rua Stomp the Yard). Segundo filme americano do diretor Antal, o primeiro foi o tenso Temos Vagas, aqui o grande problema é o roteiro que torna o filme episódico, com sequências que geram a morte de um personagem de cada vez, e a transformação vilanesca dos guardas de carro-forte que, sem muito alarde, de um assaltantes se transformam em assassinos frios e calculistas;
  6. Sherlock Holmes, Guy Ritchie – a separação fez bem ao diretor inglês, meio apagado depois do fracasso Destino Insólito com Madonna, aqui ele retoma a boa forma e cria uma aventura digna do clássico personagem com doses generosas de humor e uma dupla afinadissíma. O roteiro se perde um pouco pela metade, mas recupera bem no último ato, e ainda abre espaço para a entrada do vilão mais clássico da literatura de Arthur Conan Doyle, diversão de qualidade. Obs: impressão minha ou a dinâmica entre Holmes e Watson não parece similar à famosa dupla de médicos de uma das séries de maior sucesso atual, House, no caso House e Wilson?
  7. Avatar, James Cameron – o que dizer desta obra prima de Cameron, que tem se mostrado um diretor tão bissexto quanto Terrence Malick, afinal seu último filme foi Titanic, há mais de dez anos, neste intervalo buscou novas tecnologias e criou uma obra técnica perfeita, o enredo não podia ser mais atual, pena que sutilezas não fazem parte do roteiro do filme, o General ficou um personagem muito over, no entanto, mesmo assim um grande filme;
  8. Vício Frenético, Werner Herzog – o diretor Herzog merece um prêmio somente por ter conseguido acabar com a “zica” em torno de Nicolas Cage que não apresentava uma atuação digna há mais de 5 anos, aqui ele constrói um personagem riquíssimo, investigador estilo “The Shield”, cheio de contradições, um prato cheio para um bom ator. A trama é um pouco parada para um policial americano de gênero, no entanto, como podemos notar o diretor foca mais o estudo dos personagens, e este é o grande diferencial do filme, que é uma refilmagem dos anos 90;
  9. Vingança entre Assassinos, Scott Mann – filme B total, aquele que cria um desculpa, torneio entre assassinos profissionais, para criar cenas e mais cenas de tiroteios, explosões e muito sangue. Curioso detalhe, o filme começa mostrando o último torneio que foi realizado no Brasil, já o criado no filme se passa em Middlesborough, na Inglaterra, o elenco até que tem caras conhecidas o que torna a experiência mais divertida, temos Ving Rhames, Kelly Hu e Ian Sommerhalder, o Boone de Lost, somente indicado para fãs do gênero;
  10. A Verdade Nua e Crua, Robert Luketic – comédiazinha romântica que, claramente, serve de veículo para o estrelato de Katherine Heigl, que acho que está pronta para abandonar Grey’s Anatomy, e o galã europeu Gerard Butler, que precisa controlar melhor seus papéis somente neste último ano esteve em vários filmes inexpressivos, Gamer e Codigo de Conduta. Sobre o filme especificamente, o roteiro cria a “velha” fórmula de mulher independente e homem truculento, aqui é um comentarista machista e sua produtora em busca de qualidade na televisão, não vai muito além disto, faltaram personagens coadjuvantes melhores e um aprofundamento dos protagonistas, fora que abusa um pouco de situações e gags apimentadas, que são apimentadas só para os americanos conservadores;
  11. Daybreakers, Michael e Peter Spierig – interessante idéia e concepção conseguindo fugir do clichê atual de vampiros, ao misturar toques sci-fi, o elenco é competente e o filme um bom passatempo;
  12. Um Sonho Possível, John Lee Hancock – uma sessão da tarde sem vergonha nenhuma, simples veículo para o carisma de Sandra Bullock, talvez o maior acerto do diretor, claro que nada disso justificaria o “auê” em torno da premiação de Bullock, vai ser meio que o Oscar parecido com o dado para Julia Roberts por Erin Brockovich, o Oscar é para a persona da atriz e não por sua interpretação. Claro que não precisavam exagerar e indicar como um dos 10 melhores filmes do ano;
  13. Sempre ao Seu Lado, Lasse Halstrom – muito melhor do que eu imaginava, não que a expectativa fosse alta, um drama simples muito bem dirigido por Lasse que nos poupa de grandes bobagens, como por exemplo, fazer o cachorro falar/pensar, um filme bastante emocionante pelo simples sentimento de amizade entre um cão e seu dono. A título de comparação, melhor que Marley & Eu;
  14. Cirque du Freak – O Assistente de Vampiro, Paul Weitz – filme curioso pelo elenco coadjuvante, apesar de subaproveitado pelo roteiro, no final das contas, me decepcionou por querer ser somente mais uma cinessérie para o publico carente de Harry Potter, que em breve chega ao fim;
  15. Faces da Verdade, Rod Lurie – impressionante thriller político de Lurie que retoma o gênero que lhe deu destaque anos atrás com A Conspiração, roteiro pungente e extremamente atual, conta com ótimo elenco com destaque para Vera Farmiga, se saindo como excelente atriz coadjuvante em sua carreira, e para os nem sempre bem utilizáveis Kate Beckinsale e Matt Dillon, questiona, faz pensar e revolta;
  16. O Mensageiro, Oren Moverman – muito bom drama que consegue retratar com sutileza esta profissão “desgraçada” de informar parentes da morte de um ente na guerra do Iraque, o diretor consegue imprimir uma cadência impecável  no primeiro terço, depois o roteiro perde um pouco sua dramaticidade temática para abordar os personagens principais. O filme conta com Ben Foster, sempre montando personagens com competência, e Woody Harrelson, num excelente ano onde soube aproveitar sua figura pública de maneira favorável aos seus personagens, um exemplo a ser seguido pelo, ultimamente, irregular Samuel L. Jackson;
  17. Legião, Scott Stewart – uma bobagem com elenco bacana, principalmente, para seriemaníacos, envolvendo uma batalha entre Anjos e alguns humanos e um possível apocalipse, é um de suspense sem sustos e sem tensão, um filme de apocalipse sem desgraças e um filme no qual não nos importamos com os personagens sobreviventes. Para piorar, no cinema pode fazer tempo que não há filmes temáticos sobre anjos, no entanto, na televisão a série Supernatural consegue ser bantante superior em todos os quesitos ao tratar do tema de maneira similar. Televisão 1 x Cinema 0;
  18. Um Olhar do Paraíso, Peter Jackson – muito fácil entender o fracasso do filme neste temporada do Oscar, parece que Jackson se deslumbrou com as possibilidades visuais, vindo dos universos criados em O Senhor dos Anéis e a época de King Kong, e deixou de lado o essencial, um boa trama, faltou qualidade no texto. Mesmo contando com um excelente elenco, com natural destaque para Saoirse Ronan e Stanley Tucci, o restante ficou aquém das possibilidades, presos ao um roteiro meios esquizofrênico, no fundo me pareciam dois filmes diferentes, o menina no limbo vendo o desenrolar da vida de sua família e o suspense sobre o assassino. Mas com certeza o que mais me incomodou foram as sequências a la Ghost, constrangedor!
  19. (Rec)2 – Jaume Balaguero & Paco Plaza – apesar de apostar na continuidade da experiência anterior, câmeras na mão, e acrescentar alguns detalhes técnicos interessantes como as câmeras do capacetes dos policiais, o filme não consegue ir além disso, se mostrando um pouco repetido, claro que ainda provoca sustos (muito mais que a maioria das produções atuais) e apresenta excelente maquiagem. No entanto, algumas explicações sobre os eventos do prédio em quarentena e a falta de apresentação dos novos personagens deixam o filme um pouco a desejar. No final acontece o básico, o filme original é melhor que a continuação!
  20. Vírus, Àlex Pastor & David Pastor – produção que não sei porque foi lançada nos cinemas, obviamente, tem cara de locadora, elenco de rostos jovens, com destaque para Chris Pine, o novo capitão Kirk de Star Trek, deve passar em branco nos cinemas, é uma película para fãs de filmes pós-apocalíptico, que retratam a rotina dos sobrevientes, aqui um vírus dizimou a população. Novamente como aconteceu em Legião, o filme lembra a série inglesa Survivors, que está em sua segunda temporada, com uma trama quase idêntica mas que conseguiu ampliar as questões humanas e políticas envolvidas na sobrevivência dos personagens. Filme de pouca ação mas que surpreende por se mostrar mais um drama de sobrevivência, meio episódico, e fatalmente triste!
  21. A Princesa e o Sapo, Ron Clements & John Musker – finalmente a Disney conseguiu lançar um longa de animação tradicional de qualidade, será já interferência/mérito da direção de John Lasseter? Independente disto, o desenho é muito agradável possui bons personagens, claro que uma protagonista negra tem que ser mencionado, e a trama se passando em New Orleans é um prato cheio para as referêcias culturais e musicais;
  22. Amor sem Escalas, Jason Reitman – não considero injustiça o filme ter saído do Oscar de “mãos abanando”, o roteiro começa de forma excelente ao retratar o tipo de vida que o personagem de George Clooney (perfeito para o papel) possui e seus desdobramentos na maneira como ele se relaciona com as pessoas, acho incrível a personagem de Vera Farmiga (minha candidata ao Oscar se não houvesse Mo’nique na disputa), no entanto, quando a personagem de Anna Kendrick entra em cena, o filme parece começar a buscar uma “redenção” para o personagem, o que sinceramente não achei uma boa escolha do roteiro que primava pelo tom irônico da relações modernas até então. É um bom filme, na mesma medida que o anterior de Jason, Juno, mas fica por aí;
  23. Crepúsculo – Lua Nova, Chris Weitz – nossa! muito mais açucarado e contemplativo que o primeiro, agora, consigo entender toda a “febre” em torno do filme, é completamente teen/feminino, imagina que nos primeiro 10 minutos eu já estava entediado de tanto amor na tela, nada mal ilustrarem esta paixão proibida com Romeu e Julieta de Shakespeare. Para mim, ainda continua uma cinessérie com problemas de dinâmica, aqui para ilustrar os momentos contemplativos da protagonista (uma suspirativa Kristen Stewart, um desperdício) a camera rodopiava ao redor da mesma, e isto por diversos momentos! No mais, a mitologia da série cresceu, com a adição de novos personagens e seres mitológicos e afins, porém ainda não passa de uma releitura de Shakespeare neste novo século;
  24. A Ilha do Medo, Martin Scorsese – filmaço à moda antiga, me surpreendeu pelas qualidades técnicas da equipe de Scorsese (cenários, fotografia, trilha sonora), que volta ao gênero de suspense, onde havia realizado o remake de O Cabo do Medo, cria um thriller muito tenso e cheio de armadilhas, não optando por reviravoltas na trama, os acontecimentos na reta final são previsíveis, o que não enfraquece a trama, muito pelo contrário, a torna mais orgânica e enriquece os personagens, grande elenco, mesmo os que tiveram poucas cenas como, Patricia Clarkson;
  25. Apenas o Fim, Mattheus Souza – comédia teen nacional muito bacana e bem editada, lembra os já clássicos Antes do Pôr-do-Sol/ Antes do Amanhecer, do diretor Richard Linklater, aqui a direção e o roteiro ficaram com o jovem Mattheus Souza, que soube bem ambientar sua produção e criou um trama bastante fiel ao universo e a linguagem jovem, parece promissor o futuro do jovem cineasta;
  26. O Segredos dos Seus Olhos, Juan Jose Campanella – eu que já era fã de Campanella, desde O Filho da Noiva, vi sua carreira sair da Argentina para direção de diversos episódios de ótimas séries americanas como, House, Law & Order: SVU, entre outras, no entanto, ele retorna à Argentina para realizar este intenso thriller noir com toques românticos de maneira soberba, o filme é um achado de talento e sensibilidade, claro que temos o ator clichê do diretor, Ricardo Darin. Imperdível, um dos melhores do ano;
  27. Dupla Implacável, Pierre Morel – típica produção de Luc Besson, há anos afastado da direção de filmes, e somente atuando como produtor/roteirista. Aqui, ele volta a construir um filme de ação, com toques cômicos, situado na Europa, mais precisamente na França, num típico filme de dupla de personalidades diferentes, um certinho e o outro destemperado, envolvidos numa trama absurda sobre terrorismo, desculpa para explosões, perseguições e tiroteios, nada muito exemplar;
  28. O Livro de Eli, Albert e Allen Hughes – meu maior problema com esta nova produção dos irmãos Hughes (do interessante Do Inferno) é a completa falta de interesse na própria narrativa, o roteiro passa uma sensação de vazio, não sei se talvez esteja acostumado a ter tudo mastigadinho pelo cinema industrial hollywoodiano, porém, aqui a sensação foi esta. É um filme bom de acompanhar, apesar de estes filmes pós-apocalipticos dificilmente conseguirem ultrapassar o realismo de Mad Max, por exemplo, mas a presença de Gary Oldman e Denzel Washington, tornam o filme suportável e um passatempo curioso;
  29. Caso 39, Christian Alvart – crítica na home;
  30. The Crazies, Breck Eisner – confesso que não segurei minha curiosidade com este terror com estréia prevista para nossso cinemas somente em 30/07 (pelo menos, é o divulgado no momento que escrevo estes comentários em 24/04) com o título A Epidemia, no entanto, em pleno inverno aqui (alto do verão americano) acho que a produção possa ser adiada como anda muito em moda por aqui. Seria uma pena, a produção apesar do nome duvidoso de Eisner (que dirigiu o mediocre Sahara) consegue fazer jus ao nome que substitui nesta refilmagem de O Exército do Extermínio, George Romero, e cria um suspense bastante tenso cheio de momentos de susto e sangue. Porém, o que mais me chamou a atenção é que o protagonista de Timothy Olyphant, que faz o xerife da cidadezinha, é em anos um dos personagens mais inteligentes do gênero, tomado por personagens masculinos e femininos estúpidos, um acontecimento, e uma boa sacada do roteiro;
  31. Caçador de Recompensa, Andy Tennant – que bobagem mais sem sentido, não fosse o carisma de seus protagonistas (Jennifer Aniston faz uma terceira escolha equivocada nos cinemas seguido, cuidado!), tudo seria um desperdício, a comédia não funciona, o romance menos, e a ação é completamente sem sentido. De cara, uma das bombas do ano!
  32. Em Busca de um Assassino, Julian Jarrold – dica do crítico Pablo Villaça, produção inglesa baseada nos livros da série Red Rising, com mais dois filmes do mesmo universo, ainda inéditos por aqui. Este primeiro conta a história de um jornalista que investiga a morte de uma garotinha numa área onde anos antes houve dois casos parecidos, pode parecer uma sinopse simples, mas o roteiro capricha na contextualização, principalmente, na corrupção policial, o protagonista é cheio de falhas o universo britânico, especificamente, em Yorkshire, nos anos 70 é retratado com fidelidade, uma prato cheio para fãs do gênero, já no aguardo do proximo, que se não me engano se passa nos anos 80 e tem alguns personagens em comum com esta daqui;
  33. Percy Jackson e o Ladrão de Raios, Chris Columbus – nova cinessérie para tentar tapar o buraco (ou consumistas) com o final de Harry Potter, tanto que chamaram Chris Columbus para dirigir, no entanto, o filme é muito corriqueiro e não consegue fugir dos clichês do gênero, herói desinformado, informado, treinamento, amigos/interesse romântico, missão impossível, mensagens, etc… Ainda bem que pelo menos, tem um elenco super interessante e, claro, as sempre curiosas adaptações da mitologia grega para a contemporaneidade da trama, destaque, para Medusa de Uma Thurman;
  34. A Estrada, John Hillcoat – apesar de inicialmente parecer mais um filme pós apocalíptico, como O Livro de Eli, aqui temos um verdadeiro estudo de sobrevivência humana num ambiente desfavorável, boa constituição de cenários e algumas participações especiais. Senti vontade de conhecer melhor os personagens que ficaram no caminho, ou mesmo a personagem de Charlize Theron, bom sinal, no entanto, é extremamente pessimista;
  35. Fúria de Titãs, Louis Leterrier – não conseguiu me divertir como no original, que era muito tosco mas, muito divertido na proposta, achei tudo aqui muito fake e episódico, mesmo erro do contemporâneo Percy Jackson (no entanto, este ainda era um pouco interessante pela transposição para os dias atuais), e o elenco pouco carismático;
  36. Ninja Assassino, James McTeigue – não consegue ser mais do que um tipico filme de gênero adaptado ao cinema americano, por mais que tentem não tem metade da força de um filme oriental por excelência, isto que a produção conta com verba para efeitos, que ficam meio a la Sin City no sangue gráfico, e o elenco não ajuda muito, melhor sorte teve McTeigue em V de Vingança;
  37. Abismo do Medo 2, Jon Harris – apesar de não contar com a direção de Neil Marshall, o que fez diferença aqui, seu substituto entendeu que se trata de um terror bastante sanguinário e o poder é feminino, o roteiro poderia ter tentado nos aproximar um pouco mais dos personagens, que não conseguiram escapar dos estereótipos e nosso único trabalho era apontar qual a ordem das mortes, ao contrário do primeiro que privilegiou o estudos das personagens primeiramente, mesmo assim, rende um bom passatempo, até pelo final pessimista;
  38. The Losers – Os Perdedores, Sylvain White – aventura baseada em quadrinhos da editora Vertigo, mas que não teve uma adaptação muito feliz, não consegue criar empatia e apresenta uma trama muito banal com uma equipe sendo dada como morta num país estrangeiro devido a intereferência de um vilão (muito canastrão vivido por Jason Patric), em seguida surge uma oportunidade de vingança para a equipe. Estranho o roteiro ser dos, normalmente, competentes James Vanderbilt (Zodíaco) e de Peter Berg (Friday Night Lights);
  39. O Preço da Traição, Atom Egoyan – gosto do estilo clássico e charmoso de Atom Egoyan filmar, parece à moda antiga, o roteiro adaptado do original francês conseguiu um grande feito em ter Julianne Moore no elenco, uma das minhas atrizes prediletas, que não tem medo de se expor, aqui trava um sedutor duelo com Amanda Seyfried (que eu não levava fé porém, me surpreendeu), num drama com toques de mistério e erotismo, nada muito extraordinário ou chocante, mas vale uma espiada, até por ser um gênero de poucas novidades;
  40. Educação, Lone Scherfig – muito bom drama inglês que despontou para o mundo o talento de Carey Mulligan, surgindo com um carisma digno de Audrey Hepburn. O roteiro do descolado Nick Hornby acentua as referências dos anos 60 e apresenta uma protagonista charmosa e espivitada, o elenco coadjuvante é um charme, uma pena o roteiro ao final não fugir um pouco do óbvio. Desde já um dos melhores do ano!
  41. Lembranças, Allen Coulter – primeiro projeto encabeçado pelo astro Robert “Edward Cullen” Pattinson, que faz a linha James Dean, não sei se conseguirá ir muito longe neste caminho, pelo menos, se cercou de um elenco fabuloso, Lena Olin, Pierce Brosnan e Chris Cooper. É um drama familiar que não explica muito os acontecimentos anteriores e tem um já famoso final que, pessoalmente, era simples de prever e não acrescenta nada ao roteiro;
  42. Unthinkable, Gregor Jordan – interessante thriller sobre terrorismo nos Eua com bom elenco chefiado por Carrie-Anne Moss, Samuel L. Jackson e Michael Sheen, mexe num tema espinhoso e traz diversos pontos de vista sobre a polêmica. Em diversos momentos lembra a série 24 horas pelo abuso de tortura, vale uma espiada;
  43. Plano B, Allan Poul– sabe que fico surpreso em como o canal CBS, produtor do filme através da CBS Films, investe no carisma de Alex O’Loughlin, que já protagonizou duas séries (Moonlight e Three Rivers) e estará no remake de Havaí 5.0. Aqui ele faz par com a delícia Jennifer Lopez, dando um caldo legal, e os dois até combinam em cena, pena o roteiro não aprofundar a questão de assumir filhos de outros e fica dividido entre o romance maduro com uma comédia pastelão;
  44. Te Amarei para Sempre, Robert Schwentke – gostei bastante desta adaptação de um livro, que não é de Nicholas Spark (tão em moda em Hollywood), mas sim de Audrey Niffenegger. O casal está um charme na tela, principalmente, a belissíma Rachel McAdams, o roteiro consegue se tornar orgânico e compreensível mesmo com o espinhoso tema de viagem no tempo, claro que dispensava as tentativas de explicações científicas para o problema de Eric Bana; outro detalhe que chama a atenção é a linda fotografia;
  45. É Proibido Fumar, Anna Muylaert – bom filme nacional da diretora Anna Muylaert, que adora flertar com referências pop musicais, como visto em seu filme anterior Durval Discos, este me parece um filme mais regular, até porque tem em sua protagonista um ponto fortíssimo, achava que Gloria Pires não conseguiria exorcizar sua veia noveslítica global, aqui a atriz reconstroi sua figura, até parece mais jovem do que na telinha. Um filme de estudo de personagens tão comum quanto nossos vizinhos, bela sacada das abstinência do vício para enlouquecer a personagem, toques de humor negro;
  46. Sombras do um Desejo, Joel Bergvall & Simon Sundquist – uma pena minha querida Buffy, a atriz Sarah Michele Gellar, perdida neste suspense independente, refilmagem de um filme coreano, que parece estar perseguindo a atriz que, recentemente, refilmou O Grito. Aqui, novamente, ela faz um papel bem diferente do sucesso que a consagrou, ainda acho que ela poderia ir para filmes de ação/aventura, como era sua série, não acredito que a atriz consiga despontar participando destes suspensizinhos meia-boca ou de comédias românticas (não esquecendo que a atriz fez a cinessérie Scooby Doo). A trama simplesmente lembra a sessão Supercine, girando em torno de descobrirmos se o cunhado malandro está se passando pelo irmão certinho ou está mesmo possuído por ele, ainda participa do filme Lee Pace (de Pushing Daisies). Alguém pode me explicar o que significa este título em português?
  47. Zona Verde, Paul Greengrass – havia lido algumas críticas ao novo filme de Greengrass com Matt Damon (parceria que vem da trilogia Bourne) que afirmavam que o filme batia numa tecla que todos sabemos referentes a invasão americana em Iraque pela armas de destruição em massa, no entanto, vejo com surpresa esta denúncia veiculada num filme de estúdio, de gênero, visando lucro, virou um senso comum para todos. Greengrass continua sendo um ótimo diretor para filmes deste gênero, aprimorando sua câmera nervosa, e o elenco esta ok, confesso que ainda me indigno com esta politicagens internacionais;
  48. Alice no País das Maravilhas, Tim Burton – excelente escolha de diretor, mais ideal impossível, até porque o filme ganha contornos mais soturnos e darks, como filme não me surpreendeu muito, nem mesmo alguma atuação ou personagem, gostei da abordagem mais adulta e abusca pela identidade da jovem Alice porém, a direção de arte e todos os aspectos técnicos são e encher os olhoss;
  49. Querido John, Lasse Hallstrom – como todo livro de Nicholas Sparks, o romance tende sempre mais para o drama do que para um “happy end”, algumas vezes isto funciona, como em Diario de uma Paixão, no entanto, aqui senti falta de uma narrativa que centrasse mais na personagem de Savannah, onipresente Amanda Seygfried, que tem os grandes dilemas dramáticos do filme para carregar e não o personagem “cara de cachorro que caiu na mudança” de Channing Tatum (fraco…), ainda bem que o filme possui coadjuvantes como Richard Jenkins, roubando cada cena no qual aparece. Estranha a carreira do ex-conceituado diretor Lasse Hallstrom nesta década, cada filminho…
  50. Direito de Amar, Tom Ford – melodrama muito bem conduzido pelo novato Tom Ford, pena o roteiro não ter um clímax que faça a trama estourar na tela, parece que passa tudo meio em branco, não achei uma trama concisa, no entanto, a performance de Colin Firth foi merecedora de todas as indicações e prêmios que recebeste, nem de longe lembra aquele cara inglês de comédias românticas;
  51. O Lobisomem, Joe Johnston – confesso que imaginava uma bomba bem grande esta nova versão, mais classuda, de Joe Johnston. Acertou em cheio no protagonista da trama, as reconstituição de época, os efeitos de maquiagem (aposta certeira, ao invés de efeitos CGI), no entanto, faltou roteiro e acerto na caracterização de Anthony Hopkins e achei meio banal o romance com Emily Blunt (objeto de beleza na trama), mas reafirmo, muito melhor do que imaginava para uma história retratada milhares de vezes no cinema e em séries;
  52. Código de Conduta, F. Gary Gray – putz!! que filminho medonho se meteram Jamie Foxx, Gerard Butler e os demais bons coadjuvantes, com uma premissa bastante interessante que poderia discutir um pouco as injustiças do sistema judiciário, o roteiro cai numa armadilha do banal ao investir num misto de Jogos Mortais com Desejo de Matar, além de uma pitadas de MacGyver, lamentável, com certeza um dos piores no ano;
  53. Em Busca de uma Nova Chance, Shane Feste – crítica na home
  54. Toy Story 3, Lee Unkrich – crítica na home
  55. A Ressaca, Steve Pink
  56. Atraídos pelo Crime, Antoine Fuqua
  57. Tá Rindo do Quê?, Judd Apatow – havia algum tempo que estava atrás deste novo filme de Judd Apatow que ficou inédito nos nossos cinemas pelas bilheterias baixas nos Eua e dificil tema, no entanto, como imaginava o filme é excelente. Poucas vezes Adam Sandler me comoveu, acho que somente em Punch-Drunk Love, o comediante abriu mão de seu ego e estrelismo, dividiu com a trama seus arquivos pessoais visto nos créditos, abusou da autocrítica e soube levar seu personagem até o fim com méritos, também divididos com o ator Seth Rogen, muito bem como o inseguro stand up/criador de textos. Uma pena o filme se estender em demasia, principalmente quando da entrada da antiga namorada de Sandler, um exagero que quase desequilibra o filme que consegue retratar os bastidores da comédia americana, mais especificamente, os stand up comedy;
  58. Lunar, Duncan Jones – que agradável surpresa este ficção científica, fazendo com que o ano de 2009 entre para a história recente do gênero pelos ótimos e variados lançamentos (Star Trek e Distrito 9). Aqui, fugindo um pouco da idéia de ação, o roteiro se concetra mais na ficção psicológica, mal comparando com 2001 – Uma Odisséia no Espaço, não é um filme para muitos pelos questionamentos abordados e pelos caminhos originais que o filme utiliza, mas quem embarcar vai curtir. Uma pena ter ficado inédito nos cinemas, então é tempo de descobrí-lo em dvd/blu-ray;
  59. Idas e Vindas do Amor, Garry Marshall – decepção total este comédia romântica do ex-especialista do gênero, Garry Marshall, acho que o diretor perdeu a mão, isto já há alguns anos, mesmo contando com um tema tão amplo e simples, Dia dos Namorados, o roteiro pouco acerta nas storylines criadas, o filme se salva do fracasso total pelo elenco, no mínimo, interessante, bonito e talentoso;
  60. Esquadrão Classe A, Joe Carnahan – achava que era ruim pelo que tinha ouvido/lido, no entanto, achei um filme rápido e exagerado na medida certa, tem um elenco competente, principalmente, Sharlto Copley. A trama é até um pouco mirabolosa demais, com reviravoltas e mortos que não morreram, só não entendi a escalação de Jessica Biel, única atriz central no filme, num papel burocrático e muito vestida(!) para um filme especificamente para gurizada;
  61. Repo Men – Os Coletores, Miguel Sapochnik
  62. Shrek Para Sempre, Mike Mitchell – o grande problema da cinessérie é que ela inevitavelmente, depois dos dois primeiros episódios, se tornou uma comédia família, e não uma animação debochada e cheia de referências pop, o Shrek se transformou num típico personagem da Disney, tanto que ganhou até mesmo sua versão para A Felicidade Não se Compra, porém, ainda assim conseguiu se sair melhor que o anterior, saudades de piadas mais infames do trio ogro, burro e gato de botas;
  63. Atividade Paranormal, Oren Peli – desta última onde de filmes de suspense/terror com câmera na mão, a la reality movies, considero este o mais banal e fraco dentre eles, talvez faltou uma ambição maior do criador da trama que conseguiu criar uma bela de uma expectativa para depois de cansar na contagem do tempo do filme, terminar daquele jeito. É óbvio que algumas passagens são interessantes e a banalidade do casal se mostra de fácil identificação, porém, para mim, um erro grave a trama comete, não consegue convencer o uso da câmera em diversas passagens, enfraquecendo a proposta do filme;
  64. Chico Xavier – O Filme, Daniel Filhopara mim o maior destaque desta adaptação da vida do eterno Chico Xavier, que até demorou em ter um filme inspirado em sua vida, é o fato do filme ser suportável com momentos bons, a sua infância e a vida adulta (com o grande Nelson Xavier) são as passagens mais interessantes, sua juventude e amadurecimento são meio episódicos demais, não conseguindo retratar com autenticidade suficiente todos os percalços que Chico deve ter aguentado, como, por exemplo, a cobrança por dinheiro de lugar na fila de sua casa, faltou um estudo melhor do espiritismo e claro, a ação de colocar o casal Christiane Torlani e Tony Ramos fazendo o casal em crise pela morte do filho me soou meio piegas demais, mesmo que os atores conseguiram me passar bastante emoção;
  65. O Escritor Fantasma, Roman Polanski
  66. Investigação de Risco, James Marsh – segunda parte da trilogia inglesa Red Riding, com subtítulo inglês de 1980, que continua mostrando atraves de casos policiais toda a escória da polícia e a política dos bastidores da mesma. O filme resgata alguns personagens do primeiro, inclusive menciona o personagem principal anterior naquele tiroteio que fechava o filme, aqui, sai de cena o jornalista protagonista e entre em cena um investigador chamado às pressas para investigar um assassino serial que anda apavorando a população de uma cidade. O grande trunfo do roteiro é construir personagens e situações dramáticas com muita competência, expondo o quão marginal pode ser a própria polícia, chega um momento do filme que o grande vilão, o assassino, parece um simples criminoso perto da alguns policiais. Ótimo elenco, destaque para Paddy Consedine, e trama bastante instigante;
  67. Sex and the City 2, Michael Patrick King – não há muito o que ser dito para o filme, eh inferior ao primeiro e muito inferior a série, uma pena, no entanto, consigo entender que a temática da série numa temporada de blockbuster não combina, acho que os produtores e elenco viram que podiam ganhar muito dinheiro e estão apostando no carisma das personagens e no apelo comercial da franquia, ate porque para mim, a série em suas seis temporadas abordou quase tudo o que podia sobre o universo feminino e seus relacionamentos, se faltou algo, não vai ser num filme para grande publico que la estará o assunto. O legal para quem acompanhou a série e rever personagens coadjuvantes e pequenas participações especiais como Miley Cyrus e Liza Minelli
  68. O Principe da Persia, Mike Newell – a vontade de achar uma nova franquia blockbuster continua e mais uma vai para escanteio, adaptação de um jogo tem os personagens muito rasos, principalmente, o protagonista perdido entre um excelente guerreiro, bobo apaixonado e jovem muito atrapalhado (pobre Jake Gyllenhall). O roteiro perde tempo tentando criar mistério quanto ao traidor interno quando todos ja sabemos que este papel e de Ben Kingsley, pelo menos, em alguns momentos o diretor consegue criar sequências bacanas de aventura (muito infantil, diga-se de passagem, ninguém sangra em cena) inspiradas no parkour e tem na figura de Alfred Molina o alivio cômico, mas faltou bastante!
  69. Historias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, Paulo Halm – comédia/drama/romance nacional com o bom ator Caio Blat e a “normalzinha” Maria Ribeiro, sobre as loucuras e devaneios de um rapaz que namora há cinco anos uma garota, eh um escritor com bloqueio de criatividade, de uma hora pra outra imagina que sua namorada esta ficando com outra guria, dai começa as loucuras do personagem. Achei que o filme se levasse um pouco mais a série, afinal, ele não convence em nenhum dos três gêneros que se propõem, logo, fica difícil defini-lo, porem, meu instinto fetichista ficou bastante aguçado com a proposta do filme em mostrar as duas gurias se pegando (a argentina eh uma delicia!);
  70. Jornada pela Liberdade, Tom McLoughlin – apesar do bom enredo, o que sempre me faz questionar a possibilidade de pena de morte no Brasil, o filme eh por criação um filme televisivo que não perde tempo com aprofundamento de personagens e situações, , funciona mais como uma reconstituição dos fatos e não uma versão para os mesmos. Mesmo assim, Julia Ormond segura a personagem como pode;
  71. Salt,Phillip Noyce – apesar de não inovar em praticamente nada, a não ser investir numa protagonista feminina, o filme consegue ser muito melhor do que esperaria, a direcao segura e eficiente de Phillip Noyce, que tem na sua filmografia bons thrillers, aposta na forte personagem adaptada para Angelina Jolie, bastante a vontade nas cenas, e o roteiro do cambaliante Kurt Wimmer (ele fez o pavoroso Ultravioleta), cria uma legitimo suspense conspiratório dos anos 80 em pleno 2010 sem soar ridículo ou datado. Acima de media da temporada blockbuster;
  72. Amelia, Mira Nair filme que tentou chegar para a corrida do Oscar, porem, eh muito banal e seus protagonistas não possuem química, o que seria primordial para nos identificarmos com os personagens. O que mais me chama a atenção eh como algum produtor acha que Hillary Swank funciona como heroína romântica, nada pessoal com a atriz que considero muito talentosa, porem, sua persona funciona com personagens mais excêntricos como nos premiados Meninos Nao Choram e Menina de Ouro, como já ficou provado em outros filmes como O Enigma do Colar e P.S. – Eu Te Amo, a atriz mesmo esforçada não funciona em papeis ditos normais, eh o que acontece aqui. Nem mesmo a direcao de Mira Nair não acrescenta nada ao didático e regular roteiro;
  73. A Saga Crepusculo – Eclipse, David Slade
  74. Pequeno Nicolau, Laurent Tirard
  75. Estomago, Marcos Jorge – fazia muito tempo que estava para ver este filme, acho o trabalho do ator João Miguel inquestionável, um ator raro e que, ainda, não se entregou as novelas brasileiras. A trama eh interessante e bem montada, duas narrativas que descobrimos que se passam em diferentes momentos, somente na metade do filme podemos prever qual a linha do tempo da trama, vale a pena dar uma conferida e conhecer Raimundo Nonato;
  76. Fama, Kevin Tancharoen– demorei bastante em assistir este filme pelas criticas ruins na época do seu lançamento, agora entendi o porque, a trama não possui uma unidade ao apresentar as inúmeras vertentes da escola de Artes, os personagens possuem diferentes talentos a serem trabalhados durante o tempo que o filme se passa, outro fator que não me convenceu foi a passagem do tempo, não se refletia nos atos dos jovens alunos. Juro que me lembrou Malhacao varias vezes, obviamente, no mau sentido. Nem mesmo o bom elenco coadjuvante, os professores feitos, estranhamente, por comediantes como Kelsey Grammer e Megan Mullaly, para citar dois, salva o filme da irregularidade;
  77. Casa Comigo?, Anand Tucker – não sei o que houve com o bom diretor Anad Tucker (Hillary & Jackie) na época em que aceitou dirigir esta comédia romântica, fraquinha, chega a ser constrangedor o roteiro que usa e abusa de clichês de velha formula casal desconhecido que se odeia mas, precisa conviver durante um tempo e se descobrem apaixonados, a única diferença para outros milhões de filmes do gênero eh a utilizacão de uma velha lenda irlandesa que serve de ponto de partida para o filme e, claro, mostrar as belezas turísticas do local. O elenco não tem muito o que fazer, gosto de Amy Adams mas, sua química com Matthew Goode eh zero, e desperdiçar o bom talento cômico de Adam Scott (Party Down) num papel burocrático eh lamentável;
  78. A Primeira Mentira, Rick Gervais & Matthew Robinson– película do excelente comediante Rick Gervais que ficou inedita em nossos cinemas, parece um filme a laWoody Allen, não pela neurosa dos personagens, mas pelo uso de uma situação cômica como ponto de partida para a comédia, que tal um mundo onde as pessoas não mentissem e, se a partir de um dia, uma delas conseguisse fazê-lo. Assim vemos em sua primeira hora a adaptação de personagem de Gervais ao mundo onde somente ele pode mentir, o que gera diversas situações cômicas, no entanto, o roteiro não consegue se segurar o tempo todo e, logo, temos até romance em cena. Mesmo assim é bastante curioso e irônico!
  79. Mary & Max – Uma Amizade Diferente, Adam Elliottme apaixonei por esta animação, claro que a abordagem depressiva/real dos personagens funcionou perfeitamente para mim, adorei ambos personagens, no entanto, confesso que não sei com que olhar uma criança pode encará-lo. A produção é de uma riqueza de detalhes tanto no que se refere à animação quanto ao cuidado com o roteiro, com lances e situações ímpares, fiquei extremamente surpreendido, mesmo conhecendo a fama internacional dele. Imperdível, desde já um dos melhores do ano!
  80. Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Niels Arden Oplev – curiosidade em ver o porque tanto buxixo em torno deste livro/filme que, ira levar David Fincher de volta ao gênero policial, a trama mesmo se comparada com inúmeros policiais americanos/ingleses,  até porque o gênero ja possui clichês mundiais, fica dificil fugir um pouco da fórmula. O bacana do filme, além de algumas liberdades que o cinema europeu permite, principalmente, quanto a censura, é o trabalho de construção dos personagens principais, o roteiro trabalha a dupla individualmente, somente, depois os personagens se juntam para investigar o caso principal. Gostei até mesmo da resolução final. Deve render um bom policial nas mãos de Fincher;
  81. Uma Noite Fora de Série, Shaw Levy– pela reunião dos dois melhores comediantes da televisão atualmente, faltou um roteiro melhor para seus interpretes. Não gosto da direção de Shaw Levy, um operário padrão de Hollywood, no final, fica no meio termo, é um filme com alguns momentos, como a participação de Mark Wahlberg, mas que teria que ter em seu roteiro um tratamento mais apurado;
  82. Os Mercenários, Sylvester Stallone – nao consegui curtir tanto como algumas pessoas esta volta no tempo de Stallone, para mim parece mais um filme de acao datado, eh legal rever antigos astros do genero, ate que sim, no entanto, precisa haver uma trama a ser contada, chega a ser constrangedor o que se passa em tela. Admito que diverte em alguns momentos porem, no quesito acao ate mesmo sangue digital Stallone utilizou, uma heresia num filmes deste tipo;
  83. Crimes e Pecados, Anand Tucker – fechando a trilogia inglesa Red Riding de maneira excelente, bons livros que geraram bons filmes do genero, sempre com elenco acima da media e reconstiuicao de epoca competente. Aqui o destaque, alem da ver o desfecho ganhar ares de unidade com os filmes anteriores, Mark Addy, normalmente, sempre em papeis comicos, consegue segurar muito bem seu papel dramatico de protagonista;
  84. Homem de Ferro 2, Jon Favreaua franquia continua muito boa, claro que Robert Downey Jr. continua mandando no filme pelo tom debochado e arrogante do personagem mas, a trama evolui com o contexto, acho que a Marvel Studios tem tudo para nivelar as adaptações de seus personagens. Achei as participações de Rourke e Johansson bem legais, até porque não conheço o universo do Homem de Ferro. Filme blockbuster de qualidade, claro que alguns excessos são cometidos mas, não comprometem o resultado final;
  85. Robin Hood, Ridley Scott –
  86. Panico na Neve, Adam Green – uma boa ideia deste terror de baixo orcamento, aproveitar e criar aquele tipico suspense de confinamento, no entanto, faltou ao diretor maior criatividade e superacao nas armadilhas basicas do cenario, mesmo assim,, tem alguns bons momentos No elenco, Kevin Zegers, que viu seu nome despontar depois de Transamerica;
  87. Karate Kid, Harald Zwart –
  88. Predadores, Ninrod Antal –
  89. Solomon Kane, Michael J. Basset –
  90. Os Famosos e os Duendes da Morte, Esmir Filho –
  91. Resident Evil 4 – O Recomeco, Paul W.S. Anderson – o maior problema da franquia eh que ela se tornou episodica, parece nao ter fim nunca, como pudemos observar na representacao do grande vilao em cena, claro que nao foram os zumbis mas sim o presidente de Umbrella. No entanto, o diretor Anderson, conseguiu um feito somente comparavel a James Cameron, fazer juz ao 3D do titulo, as sequencias e os efeitos ficaram perfeitos em cena e assim, fizeram valer o preco do ingresso mais caro, impressionante como ficou bacana, ja o filme…
  92. Nosso Lar, Wagner Assis – acho que o Brasil acabou de ganhar mais um subgenero peculiar em sua filmografia, depois de comedias televisivas e literarias, dramas existencialistas, dramas de pobreza, chegou a hora de dramas espiritas inundarem as salas, depois de Chico Xavier, veio este Nosso Lar e, pelo que sei, para o ano que vem mais 2 filmes serao lancados com esta tematica. Ate ai nenhum problema, acho que tem certos nichos de publico que precisam ser melhores explorados em nosso solo, ate porque nao ha competicao com filmes americanos neste subgenero (inclusive, nos Eua, vemos que existe um mercado bastante grande para os filmes evangelicos, que vira-e-mexe chegam por aqui em dvd). Claro que podiam ter escolhido melhor o protagonista (meio antipatico demais para ser nosso “heroi” em cena) e o proprio roteiro meio episodico, faltou uma unidade maior entre os segmentos, porem, as questoes tecnicas e os efeitos ficaram bem legais, incorporados na trama de maneira organica e inteligente, sem muito exagero, afinal estamos falando de um “mundo” que milhares de pessoas acreditam existir;
  93. As Melhores Coisas do Mundo, Lais Bondazki – em breve post na home;
  94. Vampiros que se Mordam, Jason Friedberg e Aaron Seltzer – definitivamente, ainda falta muito para esta dupla de diretores entregarem uma satira decente, conseguem perder ate mesmo para os Irmaos Wayans (responsaveis pela franquia Todo Mundo em Panico), aqui a satira recorrente eh obrigatoriamente, Crepusculo, com direito a algumas outras intervecoes, no entanto, pelo que pude observar a propria cinesserie  de Stephenie Meyer ja tem um contexto implicito de parodia, principalmente, por se levar a serio demais. Entao sobrou pouco contexto, pelo menos para as maos menos criativas, para um filme de parodia. Fraquinho e sem graca;
  95. Jonah Hex – O Cacador de Recompensas, Jimmy Hayward – da onde saiu este diretor para comandar mais uma adaptacao de quadrinhos, precisam de alguem mais experiente, alem de um roteiro mais envolvente e interessante, acabaram estragando mais um personagem na transicao quadrinhos/cinema. Aqui, ainda tiveram a chance de reunir um bom elenco, Josh Brolin, John Malkovich, Megan Fox decorando as cenas, Will Arnett, mas pouco tem a fazer em cena neste filme curtissimo (menos de 80 minutos) que me lembra no mal sentido a ultima adaptacao de James West. Ainda mal que nao ocupara salas no circuito cinematografico;
  96. Machete, Robert Rodriguez – confesso que esperava um pouco mais desta assumida producao B, ou homenagem, como queiram chamar, Robert Rodriguez deve ser um cara muito legal por conseguir reunir um elenco tao peculiar quanto este: Danny Trejo e Steven Seagal de um lado e Robert DeNiro e Jessica Alba do outro, eh uma fauna e flora reunida para contar a historia do ex-agente Machete, agora meio que mercenario. O filme consegue ser uma divertida viagem pelo cinema de acao meio retro, cheio de tiradas e peronagens bizarros, misturando temas como politica e imigracao, e sangue, muito sangue;
  97. Cartas para Juieta, Gary Winick – veiculo para a nova estrela em ascencao em Hollywood, Amanda Seyfried, que anda fazendo bastante filmes e deve despontar em breve, guria bonita e talentosa, apesar do biotipo caracteristico. O problema aqui, eh que o filme uma cartao postal romantico de Verona, com direito a citacoes de Romeu e Julieta, gracas ao bom cinema, o maior barato do filme eh contar com a presenca iluminada de Vanessa Redgrave (do qual sou fazaco!!), e esta nova moda do cinema que eh contar historias de amor na maturidade! Pobre Amanda ficou em segundo plano no final das contas;
  98. Comer Rezar Amar, Ryan Murphy – legitimo filme feel good para o publico feminino mais moderno acostumado aos livros de auto-ajuda, o diretor Ryan Murphy nao fez muito alem de um filme guia turistico pelos paises que filmou, todos belissimos com linda fotografia e paisagens, da vontade de marcar a viagem na saida da sala. Para mim, serviu para matar a saudade da gargalhada de Julia Roberts, nao sei bem o porque, mas a atriz ainda me fascina pelo carisma, no mais, eh uma producao que cumpre o que promete, mesmo nao conseguindo aprofundar as questoes da protagonista;
  99. Piranha, Alexandre Aja – refilmagem que acabou me surpreendendo pelo tom ora de terror, ora de deboche, nao humor escrachado mas, debochado e sarcastico! Ainda bem que a refilmagem caiu nas maos do bom diretor Aja (de Viagem Maldita e Alta Tensao) que sabe criar clima e nao poupar nos galoes de sangue para contar suas historias (o que foi a sequencia final?), nao sei ao certo se havera cortes ou nao na exibicao brasileira porem, a assistida por mim , mostrava peitos, mulheres nuas e muito sangue e pedacos de corpo, coisa incomum no cinema pasteurizado atual. No elenco, nomes legais como Elisabeth Shue, Christopher Lloyd e Adam Scott, contrastando com a canastrice de Jerry O’Connell e a aparicao relampago de Richard Dreyfus;
  100. A Hora do Pesadelo, Samuel Bayer – nooosssaa! conseguiu ser muito pior do que eu imaginava esta refilmagem do cult filme dos anos 80, pra ter nocao consegui achar pior que suas continuacoes, que saudades do Freddy Kruger sadico e debochado que “judiava” de suas vitimas ate mata-las, da confusao que nos instigava o que era sonho ou realidade, isto que era bacana na cinesserie. Aqui, a primeira sequencia ja entrega ser um sonho, tanto pelo clima que o diretor impoem como pela trilha sonora, nao ha surpresa e muito menos medo, pois Freddy nunca foi um personagem de causar medo, muito mais atualmente, quando todo mundo ja o conhece. Acredito que se queriam recomecar a franquia deviam ter contado a historia do Freddy ainda vivo desde o principio, nao esta bobagem de investigar os sonhos, o que podia ser feito rapidamente na era Google. Pra nao dizer que foi tudo ruim, mas foi, achei algumas sequencias de sonhos em ambientes diferentes bem interessante visualmente, mas mesmo assim, como nao ajudaram a criar um clima, perda de tempo total;
  101. Depois de Partir, Gilles Bourdos – o que mais me atentou ao filme eh seu misto de filme de misterio com toques sobrenaturais, alem disso, o elenco me chamou bastante atencao, o frances Romain Duris (de Albergue Espanhol), John Malkovich e minha querida Evangeline Lilly, a Kate de Lost. O filme eh baseado numa obra francesa pelo que pude observar e tem em sua adaptacao cinematografica aqueles vicios americanos, ou mundiais, de estranhamento ao espectador que observa que algo esta errado durante sua exibicao, estao escondendo informacoes que devem revelar algo ao final do filme, isto tambem acontece aqui. Gostei do filme como um todo, pelo tema e pelo personagem de John Malkovich, mas confesso que pude antencipar cada passo e revelacao do filme, o que considero que tenha diminuido o impacto das revelacoes;
  102. Tropa de Elite 2, Jose Padilha –
  103. A Origem, Christopher Nolan –
  104. Scott Pilgrim Contra o Mundo, Edgar Wright –
  105. Red – Aposentados e Perigosos, Robert Schwentke –
  106. Encontro Explosivo, James Mangold –
  107. O Aprendiz de Feiticeiro, Jon Turtelaub –
  108. O Bem Amado, Guel Arraes –
  109. The Runaways – Garotas do Rock, Floria Sigismondi –
  110. Monsters, Gareth Edwards –
  111. Os Outros Caras, Adam McKay –
  112. Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 1, David Yates –
  113. A Rede Social, David Fincher – comentários na home;
  114. Demônio, John Erick Dowdle – mesmo achando todo o argumento muito interessante e que realmente há um bom filme ali, sinto que o desenvolvimento do roteiro poderia ter evitado muitas armadilhas externas, dispersão da tensão com toda a trama fora do elevador, e se concentrado no heterogêneo grupo que permaneceu no restrito e claustrofóbico ambiente. Pelo menos, o personagem principal era interessante e teve fundamental participação, enquanto o estereótipo latino…
  115. Abutres, Pablo Trapero – não sei se exagero ao afirmar isto, mas o ator Ricardo Darin é um dos melhores atores do cinema contemporâneo, se estivesse no cinemão hollywoodiano já teria uma estatueta em sua casa, é impressionante a força de seus personagens, até porque o ator trabaha muito bem a humanidade deles, o aspecto físico , entre outras coisas. Além de Darin, a melhor coisa do filme de Trapero é o tema, pessoas que trabalham com seguro para acidentados de trânsito, cheio de personagens marginais e ambiguos, somente acho que quando o filme abraça em demasia o romance perde um pouco o foco da tema social importantíssimo de ser retratado, aqui se não me engano existe um órgão responsável por isto, Dpvat, e que vive sendo investigado por fraude, a mesma realidade de nosso hermanos. Vale uma espiada!
  116. Atração Perigosa, Ben Affleck – definitivamente, Ben Affleck faria o favor para nós fãs do bom cinema adulto se permancesse atrás das câmeras, o fraco ator prova que Medo da Verdade não foi um acidente, e reflete uma maturidade nas escolhas do roteiro e no retrato social dos seus filmes que impressiona. Aqui, ele acaba sendo o elo fraco do elenco, como protagonista, mas ele tem um bom roteiro a seu favor, uma trama além do filme de roubos, agradável surpresa, bom ver que Jeremy Renner e Rebecca Hall também são mais que atores certos em bons filmes (Guerra ao Terror e Vicky Cristina Barcelona, respectivamente), estão muito bem em cena;
  117. Minhas Mães e Meu Pai, Lisa Chodolenko – apesar de ser simpático e levantar a bandeira da diversidade social normal, o filme peca nas obviedades dos temas que discute. De longe é possível observar cada passo de cada personagem, não que isto o torne ruim, mas perde graça na previsibilidade. Acho todo o elenco super a vontade mas não consigo enxergar toda esta festa que a crítica americana faz em torno do filme;
  118. Enterrado Vivo, Rodrigo Cortês – eficiente thriller do diretor espanhol, restrito ao ambiente e não abrindo mão dele, Cortês consegue o mais difícil para a proposta, manter o interesse dos espectador e, ainda, consegue adicionar momentos bastante tensos, salvos alguns exageros como a presença da cobra. Ryan Reynolds se mostra muito à vontade e segura o filme sozinho junto com o celular e as vozes do além, passa desespero, raiva e esperança. Nem preciso comentar sobre o final que achei extremamente adequado, principalmente, após aquela “pegadinha”;
  119. Entre Segredos e Mentiras, Andrew Jarecki – apesar de gostar da participação de Gosling, Dunst e Lagella, trio principal, a maneira como o filme retrata os acontecimentos me incomodou, pareceu tudo muito solto, não há clima e, claramente, o filme acusa o marido pelo sumiço da esposa mesmo não apostando inicialmente nisto, como o crime permanece aberto, o filme poderia ter adaptado o roteiro ilustrando os dois lados da história, ao final o filme se tornou tendencioso. Assim como está me pareceu um legítimo filme da sessão de filmes de sábado à noite, Supercine!
  120. A Mentira, Will Gluck – demorou quase 6 anos para Hollywood criar outra comédia adolescente inteligente e espirituosa nos moldes de Meninas Malvadas, sobre o universos feminino na high school, aqui uns dos destaques é o elenco, Emma Stone está excelente, encarando o texto cheio de ironia e sarcasmo e tendo ótimos coadjuvantes como Lisa Kudrow, Thomas Haden Church, Patricia Clarkson e Stanley Tucci, escrevendo assim parece mais um filme independente pelos nomes do elenco. Assim, como aconteceu com MM, o roteiro brinca com os clichês do gênero de maneira esperta, aqui, além disso, fala-se abertamente da força das fofocas, bullying e sexo, com referências interessantes como A letra Escarlate e outras referências pops. Vale uma conferida, a princípio nos cinemas em fevereiro 2011;
  121. Tudo por Ela, Fred Cavaye –

2 Respostas to “Filmes vistos em 2010”

  1. Fabíola Uez Says:

    Olá Junior
    Recentemente fui ver o filme Julie & Julia, no cinema de São Leopoldo, o filme agradou-me muito, mas algo nos importunou muito. Durante todo o filme apareceram os microfomes!! Como pode isso em um filme que levou Globo de Ouro? Existe uma explicação?
    Abraços

  2. Paulo Jr Says:

    Olá Fabíola
    Para sua pergunta a sim uma explicação: erro do “cara” que manipula o projetor, pois na película a como “cortar” este excesso filmado para ser exibido na telona. Foi um vacilo do exibidor!
    Bjs, Paulo Jr.

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