Filmes Vistos em 2012

  1. Guerreiro, Gavin O’Connor – impressionante como um amontoado de clichês ainda conseguem render uma bom filme, em menos de um ano, após o sucesso de O Vencedor, o diretor/roteirista Gavin O’Connor volta a apostar num filme de esporte, ele já havia realizado Desafio no Gelo com Kurt Russell (uma boa produção), aqui ele se volta ao subgênero de lutas, no caso, MMA. Construindo três ótimos personagens (uma família desintegrada – um pai e dois filhos) dá a volta por cima nas armadilhas do próprio roteiro que escreveu como, por exemplo, vitimizar os irmãos em exagero, ao criar cenas de lutas empolgantes e dramáticas (principalmente, a última) e jogar em meio ao filme duras sequências de acertos de contas entre Edgerton/Nolte e Hardy/Nolte, com fortes diálogos. Assim, começo a entender o burburinho em torno do nome de Nolte, que está brilhante, deve fazer frente a outro veterano nas premiações de ator coadjuvante, Christopher Plummer. Uma pena o filme estar sendo lançado agora em janeiro diretamente em dvd (né Imagem Filmes?), era um filme para ver na telona, sem a menor sombra de dúvida!
  2. Código de Honra, Adam e Mark Kasen-  inédito nos cinema, chegando diretament em dvd, é interessante observar o “astro” de Capitão América, Chris Evans, num papel dramático, baseaso em fatos reais sobre um advogado que tenta enfrentar um tipo de monopólio na compra de seringas no sistema de saúde dos EUA, fato que chega até a alçada política também. O filme não consegue ir muito além de outros exemplares do subgênero como Erin Brockovich, por exemplo, mas a mensagem indigna e revolta. A favor de Evans seu personagem é um viciado em drogas e prostitutas que tenta ter um pouco de dignidade no pequeno escritório que divide com um sócio. Vale uma espiada!
  3. Gigantes de Aço, Shawn Levy – alguém sabe me dizer o que aconteceu com o diretor Shawn Levy, finalmente conseguiu realizar um filme bacana, equilibrado entre o filme de esporte, drama de superação e humor, largando aquelas comédias ruins como Recém Casados ou aventuras infantis como Uma Noite no Museu? Gigantes de Aço é um típico exemplar de filme Sessão da Tarde, faz uma “homenagem” ao clássico filme de boxe O Campeão, com Jon Voight, que retratava uma forte relação entre pai e filho, o roteiro conseguiu até mesmo fugir da armadilha sobre a custódia do guri, achava certo que criariam um situação no tribunal, viva os roteiristas espertos! Outro bom destaque são os discretos e eficientes efeitos, muito bem inseridos dentro do filme, viu Transformers!
  4. Biutiful, Alejandro González-Iñárritu – fico impressionado da capacidade de Alejandro Gonzalez Inarritu (diretor de Babel, 21 Gramas e Amores Brutos) de filmar histórias pesadas e tristes, aqui pela primeira vez longe de ser colaborador Guillermo Arriaga (após desavenças em Babel), mostra a história de Uxbel, um homem com câncer terminal que cuida de seus dois filhos pequenos, fala com mortos, cuida de uma empresa com imigrantes ilegais e outras ilegalidades, é uma verdadeira vida de cão! Para piorar, Inarritu não permite momento algum de redenção ao personagem, não que isto seja preciso, mas demonstra que o diretor não irá fazer concessões no filme. Menos mal que para acompanhanar esta verdadeira tragédia grega, Inarritu contou com a entrega de corpo e alma de Javier Bardem, espetacular!
  5. Inquietos, Gus Van Sant – vez ou outra tenho a impressão que Gus Van Sant pisa na bola legal! Lembrando bobagens de sua filmografia como Encontrando Forrester e a refilmagem de Psicose. Temos aqui aquele legítimo caso de clichê filme indie americano, onde os personagens são “cool”, com problemas existencias e cicatrizes para curar, no entanto, é sempre aquela tinta exagerada como uma personagem com doença terminal que  encontra um rapaz que frequenta velórios de desconhecidos, cada um com seus motivos mas, convenhamos, é muito irreal e inverossímil. Pela experiência de Van Sant, inclusive ele dirigiu este ano o piloto da série dramática Boss, com Kelsey Grammer, uma boa direção, poderia dar umas dicas ao roteirista estreante para carregar menos nas características clichês dos personagens.
  6. O Homem ao Lado, Mariano Cohn – depois dizem que eu exagero ao dizer que a filmografia argentina é uma das melhores atualmente, olha que bacana este drama de 2009, sobre uma simples briga de vizinhos quanto à legalidade de construir uma janela na divisória entre as casas. Simples, assim, temos um filme de estudo de personagens calcado em primeiras e segundas impressões, pré-conceitos e soberba (afinal, desde o princípio notamos que o vizinho reclamante tem um leve probleminha de ego). Ao final, o roteiro nos presenteia com uma reviravolta na percepção dos eventos que fecha o filme com chave de ouro. Vale uma espiada!
  7. 5 Dias de Guerra, Renny Harlin – é com muita estranheza que nos créditos do filme vejo o nome de Renny Harlin (finlandês que nos anos 90 mandava no cinema de ação com títulos como Duro de Matar 2 e Risco Total), que nos últimos anos tem aparecido discretamente em filmes do gosto duvidosos como O Pacto e 12 Rounds, aqui assumindo um filme que claramente não tem a ação como protagonista, muito pelo contrário, poderia facilmente ser trabalhado como um drama de bastidores de guerra. Uma guerra esta que poucos se lembram entre a Rússia e a Geórgia, sob a ótica de jornalistas correspondentes de guerra. Até via um filme bastante interessante em seu início, no entanto, a escalação de Rupert Friend como protagonista não foi acertada, falta carisma para o ator inglês (de A Jovem Rainha Vitória), e a condução do filme que até tenta mostrar os bastidores políticos do embate (o que diabos Andy Garcia e Dean Cain estão fazendo na “Casa Branca” do governo da Georgia?), mas por diversos momentos temos somente sequências de ação e tensão. O lado bom que fiquei curioso para conhecer fatos desta história e o lado ruim é que o filme não conseguiu retratá-los no filme de maneira satisfatória. 
  8. Perseguindo Um Sonho, Anna Boden e Ryan Fleck – fui por curiosidade conferir este drama esportivo dos diretores Anna Boden e Ryan Fleck, responsáveis, ora dividindo a direção ora o roteiro, de filmes como Half Nelson – Encurralados (filme que rendeu uma indicação ao Oscar para Ryan Gosling, mas que não sei dizer que destino teve no circuito nacional, chegou a ser lançado em dvd?), Se Enlouquecer, Não se Apaixone (bom título né?) e na série The Big C. O filme é de 2008 e conta a história do dominicano Sugar, jovem estrela que desponta no beisebol, pelo jeito um modo de vida como o futebol aqui para os jovens mais carentes, que são levados por olheiros americanos para os times do seu país. Um dos lances mais bacanas é a adaptação de Sugar e mais alguns amigos seus, eles não falam inglês e tentam se adaptar em casas de família enquanto treinam nos times pelos quais foram contratados. O roteiro e a direção são documental, não abrindo muito espaço para o dramalhão, apesar de estar ali sempre presente, é um filme que vale a conferida.
  9. O Espião que Sabia Demais, Thomas Alfredson – não fosse o excesso de morosidade (muita informação e, por vezes, desencontrada) e as idas e voltas na narrativa, nem sempre a serviço do roteiro, O Espião que Sabia Demais seria desde já um dos melhores filmes do ano (levando em consideração que é um filme acima da média, indepedente de posicionamentos numa escala de melhores). Muito bom observar que o diretor Thomas Alfredson não acertou por sorte em Deixa Ela Entrar (suspense sueco de 2008, que teve uma refilamgem americana recente), aqui ele recria o gênero espionagem no que lhe é de direito, nada de explosões a la 007 ou Missão Impossível, os agentes ingleses em plena Guerra Fria trabalham principalmente com paranóias e desconfianças, de tudo e de todos. Informações, suposições e espionagem fazem parte de todos os encasacados agentes que vivem à sombra em salas e corredores escuros, ou mesmo de escritórios hermeticamente fechados. Além do talento narrativo, Alfredson se cercou de excelentes profissionais na recriação dos ambientes e detalhes de cena, e atores ingleses de ponta como Gary Oldman (excelente lembrança do Oscar), Colin Firth, o onipresente Mark Strong, o Sherlock televisivo Benedict Cumberbatch, John Hurt, Toby Jones e Ciaran HInds, entre outros. Indicadíssimo para os fãs do gênero suspense psicológico de espionagem, um cinema adulto e sóbrio como a muito não víamos.
  10. A Casa dos Sonhos, Jim Sheridan – O que diabos Jim Sheridan está fazendo aqui? Alguém pode me dizer? Não há justificativa para a presença do ótimo diretor irlandês de filmes como Meu Pé Esquerdo, Em Nome do Pai e Terra de Sonhos cair numa armadilha como esta! Dizem que o diretor pediu para retirar seu nome dos créditos, os atores se negaram a fazer publicidade em protesto às mudanças impostas pelos produtores, sendo assim, dá para entender que o que devia ser ruim conseguiu ficar pior! Chega a ser engraçado, por vezes, constrangedor, observar a personagem de Rachel Weisz vagando na sequência final do filme. Fui buscar algumas informações e descobri que o roteirista, David Loucka, foi roteirista de comédias como Eddie (96) e De Médico e Louco…(89), logo não sei como conseguiu “cometer” isto aqui, que tem até um início interessante com aquele já velho clichê de escritor que se muda para um lugar inóspito para escrever, sendo que a casa possui um passado trágico. Para piorar é só dar uma olhada no belo elenco e observar o desperdício de nomes como Weisz, Daniel Craig, Naomi Watts e Elias Koteas.
  11. Imortais, Tarsem Singh – confesso que o subgênero “mitologia grega” é meio que um “guilty pleasure” meu, e que o visual a la 300 adotado pelo cineasta Singh (do vazio, mas belo A Cela) é bem adequado ao visual rebuscado adotado para o filme, no entanto, nada disso serve se o roteiro não se sustenta, é fraco e raso, nem o ritmo adequado o filme possui. Fora isto, o elenco também é um equívoco, fiquei receoso frente ao novo Superman, Henry Cavill, falta carisma (lembrando Sam Warthington, que estão tentando lançar como protagonista em diversos filmes neste último ano), Freida Pinto é um efeito colateral do sucesso mundial de Quem Quer Ser Milionário, pois a atriz, pelo menos em produções americanas, está muito limitada e Mickey Rourke fazendo o que lhe restou pós-sequelas: monstro de bom coração ou somente monstro!
  12. Atividade Paranormal 3, Henry Joost e Ariel Schulman –
  13. Os Descendentes, Alexander Payne –
  14. O Homem do Futuro, Claúdio Torres –
  15. O Artista, Michel Hazanavicius – Particularmente, não consigo sentir todo este entusiasmo que tomou conta de Hollywood, na verdade mais as pessoas da indústria e a crítica, afinal de contas, não está sendo um sucesso de público (título este que deve permanecer com Histórias Cruzadas, entre os indicados ao melhor filme), no que se refere ao francês – mas americano de alma – O Artista. Não que o filme seja ruim, muito pelo contrário, o filme é uma delícia de comédia dramática com momentos de aventura, humor pastelão e romance. O grande lance do filme é seu “timing”, estar no lugar certo e na hora certa, e que “timing” é este? É o momento de nostalgia em Hollywood! Nota-se isto quando os dois principais indicados ao Oscar 2012 são verdadeiras homenagem/reverências ao cinema das décadas de 20 e 30 ( O Artista e A Invenção de Hugo Cabret). Acredito que O Artista será o grande campeão (estou escrevendo este post na madrugada do dia 25/02) do Oscar 2012 …continua
  16. Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, David Fincher –
  17. Codinome Cassius 7, Michael Brandt –
  18. A Saga Crepúsculo: Amanhecer parte 1, Bill Condon –
  19. O Pacto, Roger Donaldson –
  20. A Better Life (2011), Chris Weitz –
  21. Cowboys & Aliens, Jon Favreau –
  22. O Atalho (Take Shelter), Jeff Nichols –
  23. As Cartas Psicografadas por Chico Xavier, Cristiana Grumbach –
  24. Os Três Mosqueteiros, Paul W.S. Anderson –
  25. Cinema Verite, Shari Springer Berman e Robert Pulcini –
  26. Assalto em Dose Dupla, Rob Minkoff –
  27. O Palhaço, Selton Mello –
  28. Roubo nas Alturas, Brett Ratner –
  29. A Dama de Ferro, Phyllida Lloyd – Uma pena um tema tão rico e polêmico, a vida política e pessoal de um dos nomes mais controversos do século passado, Margareth Thatcher, tenha ganho uma biografia tão rasa e sem grandes momentos como neste drama dirigido por Phyllida Lloyd (de Mamma Mia, não me pergutem como veio parar aqui, de um musical para uma cinebiografia, amiga de Meryl Streep, será?) e roteirizado por Abi Morgan (de ainda inédito Shame e da série inglesa The Hour). A grande questão para mim, nascido em 80, é que Margareth Thatcher ficou conhecida como uma mulher obstinada e implacável que “lutava” por suas crenças, inclusive com políticos do seu partido, sendo este o motivo para seu famoso apelido Dama de Ferro, no entanto, o roteiro não consegue transmitir toda esta suposta obstinação que cercava Thatcher… continua
  30. A Invenção de Hugo Cabret, Martin Scorsese –
  31. As Aventuras de Tintim – O Segredo de Licorne, Peter Jackson –
  32. Tão Forte e Tão Perto, Stephen Daldry –
  33. Sete Dias com Marilyn,  Simon Curtis –
  34. J. Edgar, Clint Eastwood –
  35. A Mulher de Preto, James Watkins –
  36. Anjos da Noite – O Despertar, Måns Mårlind e Björn Stein
  37. Jovens Adultos, Jason Reitman –
  38. A Perseguição, Joe Carnahan –
  39. Footloose, Craig Brewer –
  40. O Despertar, Nick Murphy –
  41. Redenção, Marc Foster –
  42. Happy Feet 2 – O Pinguim, George Miller –
  43. Compramos um Zoológico, Cameron Crowe –
  44. Operação Presente, Sarah Smith e Barry Cook –
  45. Jogos Vorazes, Gary Ross –
  46. Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança, Mark Neveldine e Brian Taylor –
  47. A Toda Prova, Steven Soderbergh –
  48. A Hora da Escuridão, Chris Gorak –
  49. Intruders, Juan Carlos Fresnadillo –
  50. Shame, Steve McQueen –
  51. Game Change (TV), Jay Roach – impressionante a capacidade do indústria de entretenimento americana em “revisar” eventos históricos recentes sem muita preocupação com os personagens envolvidos, um exemplo para o cinema/televisão brasileira que peca muito em obras com contexto histórico. Aqui vemos que além da comediante Tina Fey, a belíssima atriz Julianne Moore é mais uma doppelganger do Governadora do Alasca, Sarah Palin, e é nome certo nas premiações televisivas deste ano (filme produzido pelo canal à cabo HBO), junto com Ed Harris (senador John McCain, Woody Harrelson e Sarah Poulson. Impressionante os bastidores da corrida presidencial dos republicanos em 2008, que eles perderam para Barack Obama, principalmente, pelo “modos operandi” dos consultores, como indicar uma mulher lá do fim do mundo sem o menor preparo político e social para concorrer ao segundo cargo mais importante da estrutura democrática dos Eua, uma mulher, bastante carismática e simples, diga-se de passagem, mas que não entende nada de conhecimentos gerais como economia e geografia (sim, uma ignorância só!). Muito bom!
  52. 12 Horas, Heitor Dhalia –
  53. Courageous, Alex Kendrick –
  54. Into the Abyss,  Werner Herzog –
  55. Um Método Perigoso, David Cronenbergh –
  56. 2 Coelhos, Afonso Poyart –
  57. Poder sem Limites, Josh Trank –
  58. O Retorno de Johnny English, Oliver Parker –
  59. Noite de Ano Novo, Garry Marshall –
  60. Red Tails, Anthony Hemingway –
  61. Contrabando, Baltasar Kormakur –
  62. Filha do Mal, William Brent Bell –
  63. Policial sob Suspeita, Predrag Antonijevic –
  64. Ricky, François Ozon –
  65. Anjos da Lei, Chris Miller e Phil Lord –
  66. Viagem 2 – A Ilha Misteriosa, Brad Peyton –
  67. Plano de Fuga, Adrian Grunberg –
  68. John Carter, Andrew Stanton –
  69. Os Vingadores, Joss Whedon –
  70. Canção de Fé, Todd Graff –
  71. Maré Negra, John Stockwell –
  72. Do Além, Josef Rusnax
  73. O Grande Milagre, Kwen Kwapis –
  74. Protegendo o Inimigo, Daniel Espinosa – 
  75. Deus da Carnificina, Roman Polanski –
  76. Espelho, Espelho Meu, Tarsem Singh –
  77. Fúria de Titãs 2, Jonathan Liebesman – 
  78. Prometheus, Ridley Scott –
  79. Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual, Gustavo Taretto –
  80. O Corvo, James McTeigue –
  81. Sequestro no Espaço (Lockout), James Mather e Stephen St. Langer – estréia na direção/roteiro de longas dessa dupla, juntos e baseado numa idéia do veterano diretor francês Luc Besson que, pelo jeito, resolveu modificar seus filmes de ação europeus ao apostar num herói a la John McLane (Bruce Willis na cinessérie Duro de Matar), carismático e cheio de diálogos irônicos, numa criação interessante do normalmente sério, Guy Pearce. O que eu não esperava era rever A Fortaleza 2, lembram que Christopher Lambert protagonizava o filme que se passava numa cadeia no espaço sideral, é mais ou menos o plot inicial desse aqui, com Maggie Grace (Shannon de Lost) repetindo seu papel de garota sequestrada em Busca Implacável, aqui fazendo um papel mais ativo como filha do Presidente dos Eua que o personagem de Pearce precisa resgatar. Algumas idéias que poderiam render como a política da empresa que faz testes com os presos e as questões políticas são largadas durante a projeção, que mesmo assim, se segura como uma aventura de ficção científica (se passa em 2079) cheia de diálogos espertos. Menção para a participação de Joseph Gilgun, como o vilão maluco do presídio, que deve ser reconhecido pelos fãs de Misfits (série inglesa), como Rudy, personagem que entrou recentemente na última temporada da série, também, um tipo bem bizarro!
  82. O Exôtico Hotel Marigold, John Madden – pensando bem é quase impossível um filme com este tema e este elenco dar errado! Mesmo que o roteiro não consiga aprofundar os belos personagens sexagenários e seus dramas particulares, pois o mesmo perde tempo com alguns clichês de filmes passados em ambientes “selvagens” (no sentido, qualquer país fora do eixo Eua-Inglaterra), logo perde-se tempo com situações como adaptação a comida, ambiente e cultura estrangeira, que até poderia render num filme passado nos anos 50, mas não agora em plena era da internet com acesso a todo tipo de informação! Contudo, isto pouco atrapalha a bela narrativa, incluindo cenários e fotografia, que acompanha alguns carismáticos, e outros nem tanto, personagens em sua incursão pela India, cada com seu propósito. Madden conduz com sobriedade e carinho cada trajetória, claro que muito favorecido pelo excelente elenco reunido, como desprezar intérpretes “do naipe” de Maggie Smith, Judi Dench, Tom Wilkinson e Bill Nighy (num dos seus pápeis mais comuns e humanos, raro em sua filmografia!). Programaço!
  83. Solteiros com Filhos, Jennifer Westfeldt –
  84. Loucuras no Paraíso (Wanderlust 2012), David Wain –
  85. American Pie: O Reencontro, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg –
  86. Amor Impossível, Lasse Hallstrom –
  87. Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios, Beto Brant e Renato Ciasca –
  88. Três Patetas, Irmãos Farrelly –
  89. Rec 3 – Genesis, Paco Plaza –
  90. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge,  Christopher Nolan –
  91. Paraísos Artificiais, Marcos Prado –
  92. E Aí, Comeu?, Felipe Joffily –
  93. Área Q, Gerson Sanginitto –
  94. Sequestro, Wolney Attala – apesar do ineditismo do material, mesmo em tempos de realitys policiais abundarem na televisão, o trabalho da Divisão Anti-Sequestro (DAS) merece aplausos, pois afinal além da parte investigativa o que repara-se é o cuidado com o lado humano, são reféns, sequestradores e familiares envolvidos; assim, se o roteiro presta algumas informações interessantes, como a mudança de foco no uso do sequestro como arma política, algumas outras teorias poderiam ter sido apresentadas, ficou tudo muito simples. A utilização de trilha sonora é acima do tom, isto aqui não é um filme policial, e os depoimentos por si só já são dramáticos o suficiente, faltou também, ilustrar mais casos onde o DAS não conseguiu sucesso. Mesmo assim, é um documentário interessantíssimo!
  95. Um Homem de Sorte, Scott Hicks – uma pena um diretor tão bacana quanto Hicks, diretor do elogiado Shine – Brilhante (que revelou o excelente ator Geoffrey Rush) e do belo Neve Sobre os Cedros, perdido neste romance da grife Nicholas Sparks (Uma Carta de Amor, Diário de Uma Paixão, Querido John, A Última Música, Um Amor para Recordar e A Última Tormenta), que se ainda mantém um certo charme pelas belas paisagens, fotografia e tom bucólico, não consegue superar a cartilha do subgênero. Além de alguns graves problemas no roteiro, como o excesso de liberdades poéticas como um personagem atravessar a pé 1500 km atravessando estados americanos ou mesmo a mudança no tom do terceiro ato do filme (não lembrava de ter visto um vilão num filme de Sparks somente antagonistas), acho que mesmo não comprometendo isoladamente seus personagens, em cena o casal Taylor Schilling e Zach Efron não têm química suficiente para carregar um filme da grife “sparkisana”, meu casal predileto ainda é Ryan Gosling e Rachel McAdams em Diário de Uma Paixão, além de ter o melhor roteiro dentre os livros adaptados ao cinema.
  96. O Segredo da Casa (The Cabin in the Woods), Drew Goddard –
  97. The Tall Man (2012), Pascal Laugier –
  98. O Babá(ca), David Gordon Green –
  99. Um Divã para Dois, David Frankel –
  100. Intocáveis, Eric Toledano e Olivier Nakache –
  101. Headhunters, Morten Tyldum –
  102. O Ditador, Larry Charles –
  103. Piratas Pirados!, Peter Lord –
  104. O Garoto da Bicicleta, Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne –
  105. O Garoto de Liverpool, Sam Taylor-Wood –
  106. Tráfico de Órgãos, Baltasar Kormákur –
  107. Tirando a Sorte Grande, Eduard Córtes
  108. Homens de Preto 3, Barry Sonnenfeld –
  109. Branca de Neve e o Caçador, Rupert Sanders –
  110. O Que Esperar Quando Você Está Esperando, Kirk Jones –
  111. The Cold Light of Day, Mabrouk El Mechri –
  112. Cinco Anos de Noivado, Nicholas Stoller – 
  113. Bait, Kimble Rendall –
  114. A Separação, Asghar Fahardi –
  115. Poder Sobrenatural, Rodrigo Cortes –
  116. A Era do Gelo 4, Steve Martino e Mike Thurmeier –
  117. Os Mercenários 2, Simon West –
  118. Madagascar 3 – Os Procurados, Eric Darnell, Tom McGrath e Conrad Vernon –
  119. Elefante Branco, Pablo Trapero –
  120. Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, Timur Bekmambetov –
  121. O Espetacular Homem Aranha, Marc Webb –
  122. Moonrise Kingdom, Wes Anderson –
  123. Valente, Mark Andrews e Brenda Chapman –
  124. Looper – Assassinos do Futuro, Rian Johnson –
  125. ParaNorm
  126. A Aparição, Todd Lincoln –
  127. A Entidade, Scott Derrickson –
  128. Os Infratores, John Hillcoat –
  129. Killer Joe – Matador de Aluguel , William Friedkin –
  130. Ted, Seth MacFarlane –
  131. O Vingador do Futuro, Len Wiseman –
  132. Resident Evil 5: Retribuição, Paul W.S. Anderson
  133. Argo, Ben Affleck –
  134. Indomável Sonhadora, Benh Zeitlin –
  135. Marcados Para Morrer, David Ayer –
  136. DreddDredd, Peter Travis – uma agradável surpresa esta ficção/ação baseada nos quadrinhos, em nada lembrando a esquecível adaptação de quase vinte anos atrás com Stallone, Diane Lane, Armand Assante e, até mesmo, Rob Schneider (sim!). Aqui, vemos que com a possibilidade de censura maior, 16 anos se não me engano, o roteiro não perde muito tempo tentando nos adaptar ao futuro, somos logo (re)apresentados a Mega Cities, conhecendo os Juízes, particularmente Dredd e sua nova parceira, uma jovem com poderes psíquicos que, ao atender, uma chamada de homícios se vê envolvidos num prédio gigantesco comandado por MaMa (caracterização over, mas bacana, de Lena Headey), traficante de drogas. É isto, o filme não aborda nada além disso e sobra ação, tiros e porrada, nesse sentido o filme cumpre a promessa, boas sequências de ação, uma pena o elenco capenga, no entanto, direção de arte e cenários muito bem utilizados pelo diretor em favor do seu filme. Para os fãs do gênero.
  137. A Vida de Pi, Ang Lee –
  138. oracoesOrações para Bobby, Russell Mulcahy – filme para televisão americana, canal Lifetime, que para minha surpresa mostra uma nova faceta do diretor Russell Mulcahy, mais conhecido pela cinessérie Highlander e outros “filminhos B”, mostrando sensibilidade nesse drama familiar sobre aceitação e religião no final da década de 70, onde coloca o protagonista Bobby em conflito com a família e, principalmente, a mãe católica devota, ao se descobrir homossexual. Baseado em fatos reais, o filme evita o dramalhão, acho até que a família lhe dá com o assunto de maneira leve, sempre discutindo abertamente, claro que aqui o assunto é levado mais para o campo religioso, até mesmo no sentido de tratamento, do que simplesmente apelar para violência e “falta de vergonha na cara”, como em outros casos que todos já ouvimos falar. O título faz menção mesmo a fé inabalável de Sigourney Weaver (mãe), o grande conflito do filme, porém, para minha surpresa, a reviravolta acontece logo no meio da metragem, mudando o foco do conflito (mãe e filho) para o questionamento da fé (mãe) e a perspectiva de mudança em sua atitude. Sigourney vem envelhecendo muito bem, escolhendo diversificados papéis como mãe, como uma mulher durona e experiente e, até mesmo, como ex-primeira dama dos Eua e Secretária de Estado na recente série Animal Politicals. 
  139. buscaBusca Implacável, Oliver Megaton – nosssaaaa, dispensava completamente esse novo capítulo na vida do ex-agente Bryan Mills, é praticamente uma refilmagem do anterior, saí de cena a viagem da filha pela Europa para a família, com a inserção de Famke Janssen (ainda bela), como ex-esposa de Mills, sendo sequestrados em Istambul como plano de vingança do pai de um dos bandidos do filme anterior. Como se não bastasse o “fio de roteiro” que tenta segurar o filme, o diretor Oliver Megaton, parceiro habitual do ex-diretor Luc Besson em filmes como Em Busca de Vingança (Colombiana) e Carga Explosiva 3, não consegue nem mesmo criar sequências de ação e suspense que prendam nossa atenção nos poucos mais de 90 munitos de duração do filme. Liam Neeson, viúvo desde 2009 após a morte da também atriz Miranda Richardson, pelo jeito se atirou de cabeça no trabalho, são mais de 10 trabalhos nos últimos anos, a maioria de qualidade questionável, vide esse  e Fúria de Titãs, somente para citar dois; essa nova faceta da carreira do ator, para mim substituindo a figura respeitável de “homem maduro comum” que pertencia à Harrison Ford, tem momentos bons como no recente thriller de sobrevivência A Perseguição, do diretor Joe Carnahan, logo, apesar do ótimo ator, Neeson precisa é mesmo “peneirar” seus convites!
  140. Sparkle, Salim Akil –
  141. Holy Motors, Leos Carax –
  142. Possessão, Ole Bornedal –
  143. Amor (Amour), Michael Haneke –
  144. 007 – Operação Skyfall, Sam Mendes –

Uma resposta to “Filmes Vistos em 2012”

  1. iara de souza lima Says:

    adorei ,, tdas as sugestoes , e os cometarios do cara que escreveu muito sincero …. legal ,,mas devria falar mas dos filmes de comedia ,,,,,,,,,,

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: